História Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 97


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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Castiel, Charlotte, Iris, Kentin, Letícia, Li, Lysandre, Nathaniel, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Romance Adolescente, Sobrenatural
Exibições 48
Palavras 1.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 97 - Volta às aulas


Fanfic / Fanfiction Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 97 - Volta às aulas

Primeiro dia de aula e nem parece que já faz quase um ano que mudei para Sleepy Rose, mas quando olho para trás quase não consigo ver a vida que lá deixei, os amigos que fiz, as escolas por onde andei. Sweet Amoris é como uma segunda casa para mim, penso enquanto caminho os últimos metros que me separam do portão da escola.

Por mais que eu tenha passado uma semana inteira no acampamento com boa parte dos alunos da escola, é bom voltar a pôs os meus pés aqui e ver esse enorme prédio rosado sorrir para mim com toda essa gente entrando e saindo. E pensar que a alguns meses atrás eu tive receio de entrar ali.

 E pensar que um dia pensei que morrer fosse melhor do que fazer parte deste novo mundo. Como eu estava enganada! Como morrer pode ser melhor do que ver minhas amigas sentadas no banco da pracinha tagarelando alegremente? Ou os meninos da banda sentados na relva embaixo do velho salgueiro em um canto do pátio tentando criar uma nova melodia que não fizesse os morcegos saírem voando em plena luz do dia? Ou o pessoal do clube de leitura com suas pilhas de livros decidindo qual autor devia estar na lista do The New York Times? Ou o pessoal do Grêmio correndo de um lado para o outro com pilhas de materiais... espera! O que está acontecendo? Olhei as horas e percebi que o sinal já devia ter tocado para entrarmos para as nossas salas. O que estaria acontecendo?

Aproximei-me das meninas, mas elas também não sabiam o que estava acontecendo, até que a Peggy juntou-se ao nosso grupo bastante afoita.

-Então vocês não sabem? –ela perguntou fazendo um suspense desnecessário. –Primeiro dia de aula e assistiremos uma palestra.

-Palestra? Tipo aqueles eventos motivacionais que a diretora nos obriga a participar? –perguntou a Kim pensativa.

-Se eu fosse você não seria tão otimista. –a Peggy respondeu afastando-se de nós com um aceno e saiu em direção ao ginásio.

Quando não pudemos mais vê-la nos encaramos tentando adivinhar o motivo de tal palestra até que algo me veio à mente, mas eu não quis arriscar um palpite.

Por fim, o sinal tocou com quase meia hora de atraso e pudemos ouvir a voz da diretora no sistema de comunicação da escola solicitando que nos encontrássemos todos no ginásio. Eu segui junto às minhas amigas conforme nos foi orientado e nos sentamos nos poucos lugares que ainda estavam vagos nas arquibancadas enquanto éramos observados atentamente por três pessoas usando roupas sociais por baixo de jalecos alvíssimos.

Uma equipe composta por três psicólogos liderados pela doutora Hannah estavam em conferência na região e foram chamados pelo Conselho Escolar para falar sobre o acontecido no dia do show de calouros.

Lembrei-me do modo como o Ken foi prejudicado e a maneira como a escola tentou de todas as formas encobrir o acontecido alegando que era apenas uma brincadeira de mal gosto e que conflitos assim ocorrem todos os dias nas melhores escolas. Meu pai ainda participara de algumas reuniões, mas os pais do Ken acharam melhor tirá-lo da escola e encerrar o assunto já que a própria direção demonstrou estar de mãos atadas. No fim das contas, o culpado nunca foi encontrado, embora os conselheiros concordassem de que era um caso de bullying e que deviam ser estabelecidos parâmetros que impedissem que fatos assim se repetissem manchando a boa reputação da escola.

Por fim, a tal palestra era a ofensiva máxima que a escola poderia nos oferecer, mas do que adianta nos encher de teoria se no fim das contas as culpadas pareciam nem se importar com o que a doutora Hannah falava lá na frente? Uma ofensiva verdadeira, na minha opinião consistiria em nos mostrar um caminho que nos fizesse realmente querer ser diferentes. Conhecimento é uma coisa, já atitude é outra totalmente diferente.

Assim como o Ken não denunciou quem o maltratava, ele de certa forma contribuiu para que as coisas chegassem a esse ponto, mas quem sou eu para julgá-lo? Eu devia ter tomado uma atitude independente do que fosse acontecer comigo depois. Então, de certa forma eu merecia estar sentada ali sendo castigada pela minha consciência e pela irritante voz da doutora Hannah que falava algo sobre intensificar nossas visitas à sala do orientador educacional.

A palestra ainda se estendeu por mais umas duas ou três horas com direito a vídeos motivacionais, dinâmicas que a meu ver eram uma espécie de punição coletiva e um espaço para perguntas e respostas que eu achei desnecessário já que a maioria das pessoas que se manifestou fez perguntas tolas e que indiretamente já tinham sido respondidas durante a palestra, mas parece que ninguém prestou atenção a isso. Na verdade, ninguém parecia muito interessado e nada ali, exceto a Peggy que animadamente gravava tudo em sua câmera para depois transformar em publicação em seu blog.

No fim, fomos todos liberados mais cedo enquanto pude observar que os membros do Grêmio se reuniam à parte com a equipe. Eu observava o Nathaniel que mesmo à distância parecia ter o domínio da situação como o bom líder que era, mas fui interrompida pela gêmea má dele e suas amigas sociopatas que me atropelaram de propósito.

-A função desta porta é para que as pessoas que estão dentro do ginásio saiam e não para ficar interditada por um trambolho feito você. –a Charlotte esbravejou desnecessariamente já que a porta do ginásio era bastante ampla e havia bastante espaço para que elas passassem sem precisar encostar em mim.

-Gostaram da palestra sobre bullying? –eu provoquei cinicamente. –Pena que chegou tarde demais para algumas pessoas. Mas gostei da parte onde devemos visitar mais o orientador educacional. Quem sabe eu faça uma visitinha a ele e por extensão à diretora e coloque algumas notícias em dia.

A Ambre mudou de cor por um instante antes de colocar sua máscara de sadismo e sair rindo como se eu tivesse contado uma piada. Talvez eu devesse usar a minha criatividade para ensinar-lhe uma liçãozinha ou outra.

Muitos alunos decidiram que o melhor era ir para casa, mas eu pensei em ficar um pouco mais e resolvi caminhar até a estufa. Sentia falta do Ken e do seu entusiasmo quando tínhamos que trabalhar com a terra. Uma vez ele até se ofereceu para me ajudar com o jardim da minha casa, mas ficou só na promessa. Por que aquelas malditas garotas acharam que tinham o direito de destruir a vida dele?

Eu sentia muita raiva e ela só crescia ainda mais com o calor que fazia dentro da estufa. De repente, vi um movimento vindo de uma das salas que ficavam no fundo da escola. Era a sala onde o Lys ministrava aulas de música para as crianças.

Mas não era o Lys que estava lá. Era a praga do Castiel. Ele olhou assustado em direção à porta, mas refez sua carranca quando viu que era eu.

-Desculpe o incômodo. Pensei que tivesse alguém aqui. –zombei dando as costas para ele.

-Quer dizer que eu não sou alguém? –ele esbravejou.

-Não para mim. –rebati de volta. –Desde que você resolveu me usar como bode expiatório de suas frustrações, você deixou de existir.

-Então agora você fala sozinha? –ele sorriu debochado.

-Melhor falar sozinha do que com gentinha que apela para baixarias. Com licença. –dei dois passos em direção à porta, mas ele me segurou pelos braços.

-Por favor, fique. –ele usou um tom de voz que atípico dele. –Eu preciso conversar com você.

-Não vai rolar. –falei puxando meus braços de suas mãos. –Mas se quer conselhos, há três psicólogos na escola, de repente um deles pode fazer um milagre em você.

-Por que você é assim comigo? –ele falou cabisbaixo.

-Como assim? –espantei-me.

-Eu sei que não sou um exemplo de sociabilidade, mas você está sempre dificultando as coisas.

-Eu?! –percebi que ele conseguia espantar-me cada vez mais. –Eu dificulto? Desde que eu cheguei nesta escola você só sabe me escoicear. Até seu cachorro gosta mais de mim do que você!

-Mas isso foi antes. Você chegou tomando todos os espaços, conquistando a todos. Até o Lysandre ficou caído por você. Sempre tão certinha, tão politicamente correta, como se todos fôssemos seus irmãos mais novos. Nós nunca mais pudemos ter uma conversa de homens sem que volta e meia se falasse no seu nome. Você tem ideia do quanto isso é irritante? E depois os caras da banda ficaram caídos por você. Sabia que eles até brigaram comigo por causa do que aconteceu na última apresentação? O Roger até sugeriu que eu fosse expulso da banda. Da minha banda! Da banda que eu fundei!

Opa! Era impressão minha ou o Castiel estava desmoronando?

-E tudo só porque você fez um escândalo porque eu te beijei. Que tipo de garota é você? Qualquer garota ficaria feliz em ser beijada por mim, mas você tinha que ficar com estrelismos. Tinha que roubar tudo o que eu tenho, meus amigos, minha banda... –ele falava incansavelmente enquanto andava de um lado para o outro. -O que é você?

-Como você mesmo disse, não sou uma garota qualquer e não saio por aí festejando só porque um garoto mimado me roubou um beijo no meio de uma multidão. –esbravejei cruzando os braços.

-Você precisa voltar para a banda! Todo o nosso trabalho corre o risco de ser jogado fora. Você não imagina o quanto tem sido difícil. Todo mundo só quer nos contratar se você estiver no pacote. E todas as vezes que dizemos que você não canta mais conosco as portas se fecham e os garotos me olham com raiva. Nem o Lysandre quer mais falar comigo. –ele completou tristemente.

-Isso é um pedido de desculpas? –perguntei cinicamente mesmo achando que essa foi a conversa mais longa que eu já tive com ele.

Ele me encarou em silêncio.

-Castiel, entenda que não tem mais volta. Eu tenho outras coisas em mente no momento e eu acabaria saindo da banda de qualquer jeito, com ou sem beijo.

-Então, o beijo que eu te dei não fez diferença? –ele perguntou perplexo.

-Eu sei que você só fez aquilo para que o Lysandre se afastasse de mim. Eu entendo que você queria preservar o seu amigo, mesmo que para isso tenha usado de subterfúgios tão tolos, mas para mim seu beijo não foi nada mais que uma triste armadilha, porque só fez com que todos ficassem contra você.

-Você está enganada. Não foi só para afastar vocês dois.

Eu o encarei aturdida.

-Eu sei que não há futuro na relação de vocês. –ele falou cabisbaixo. –Mas eu queria muito tentar...

-Tentar o quê?

-Uma chance com você. –ele respondeu após algum tempo de hesitação.

 



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