História Uma nova vida em Sweet Amoris - Capítulo 98


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Ambre, Castiel, Charlotte, Iris, Kentin, Letícia, Li, Lysandre, Nathaniel, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Drama, Romance Adolescente, Sobrenatural
Exibições 46
Palavras 1.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 98 - Antigos amigos...


O que eu ia fazer com aquele arremedo de declaração que o Castiel me fizera? Ele continuava parado à minha frente como se esperasse uma resposta minha, mas o que eu poderia responder? Era óbvio que toda aquela falação dele não ia dar em nada, sem falar que o Castiel não era nem um pouco de confiança.

-Diga alguma coisa! –ele falou já perdendo a paciência. –Não me faça implorar.

-Castiel, você está se ouvindo? Está sendo patético! Não tem nada que eu possa dizer, exceto que desista dessa ideia estúpida. Não pode haver nada entre nós.

-Fala isso por causa do Lysandre? Mas você nem gosta dele. –ele falou um pouco mais alto.

-E quem é você para querer saber dos meus sentimentos mais do que eu? –gritei de volta.

-Um bom observador. Se você realmente gosta dele então por que vivem se pegando às escondidas?

Eu arregalei os olhos, pois não imaginava que ele soubesse desses detalhes.

-O que é você? Algum voyeur tarado? –gritei mais alto ainda.

-Continue gritando, talvez a escola inteira ainda não ouviu. –ele debochou.

-Quer saber? Que se dane! –virei as costas e saí em direção ao pátio.

Não era obrigada a ficar e ser humilhada por ele. Que tipo de cara é o Castiel que uma hora pede desculpas, se declara para logo em seguida assumir que é o rei dos otários? Nunca mais deixaria que ele chegasse perto de mim.

Quando já estava chegando no carro fui abordada por alguém que tocou no meu ombro. Por pouco não levou um soco no meio do nariz, pois eu achei que era o Castiel de novo para despejar em mim alguma abobrinha como ele já estava acostumado a fazer.

-Bryhanny! –ele me cumprimentou alegremente fazendo-me parecer uma tonta.

-Armin? O que está fazendo aqui?

Ele estava sorridente com uma mochila pendurada displicentemente no ombro.

-Bom... como eu posso dizer? Adolescente mais escola é igual a... Tem razão eu também não sei o que estou fazendo aqui. Era para eu estar em casa experimentando meus jogos novos, mas a minha mãe achou que seria bom conhecer a escola antes que as aulas comecem de verdade. A não ser que todas as aulas por aqui sejam no ginásio.

-Não... quero dizer, era só uma palestra. Então significa que você vai estudar aqui? Legal! -falei esquecendo da minha irritação inicial.

-Pois é. –ele pôs as mãos nos bolsos desajeitadamente.

-Então é isso. –falei meio sem graça entrando no carro. –Bom, eu preciso ir.

-Você é sempre assim? –ele perguntou por fim, fazendo-me encará-lo.

-Não entendi.

-Sempre se esquivando.

-Não, eu só estou com um pouco de pressa. Até amanhã, Armin.

Engraçado esse garoto que se aproxima de mim como se fôssemos velhos amigos. Quem me dera que meus velhos amigos fossem como ele! E por falar em velhos amigos...

Não custava nada dar um olá para a Manon, mãe do Ken e tentar descobrir algo sobre ele já que minha ligação foi redirecionada do seu celular para a residência de seus pais.

-Então você é a Bryhanny? É mesmo um prazer falar com uma amiga do Ken! –a voz do outro lado parecia amistosa.

-Eu só queria saber notícias. É que faz tempo que não consigo falar com ele.

-Bom... ele parece estar gostando da nova escola e enfim já consegue se adaptar embora eu não aprove muito a ideia de ficar tanto tempo sem notícias dele.

-E que tipo de escola é essa que o faz ficar tão incomunicável? –perguntei preocupada.

-Bom, como meu marido é alto oficial do exército, conseguiu um lugar para ele na escola militar preparatória para cadetes. Embora eu ache um pouco de exagero, o Ken gostou da ideia então eu resolvi não opinar.

-Tudo bem. Se ele ligar diga deixei um abraço e que estou com saudades. –falei tristemente.

-Por falar em deixar... meu filho deixou algo para você. Dê-me seu endereço e hoje mesmo coloco no correio.

Por mais que eu insistisse, ela não quis me dizer o que era, então apenas repassei meu endereço antes de me despedir dela e desligar. 

Será que o Ken estava mesmo conseguindo se adaptar? Era uma escola militar e eles costumavam pegar pesado com todos. A Ambre nem era grande coisa perto disso, mas era o Ken e ele estava sempre disposto a se provar. Só me restava desejar boa sorte a ele.

Após zilhões de tentativas finalmente eu consegui falar com a Lety, minha amiga da antiga escola.

-Sua bruxa desvairada! –ela gritava do outro lado, não sei se com raiva ou se feliz, afinal com ela as coisas nem sempre eram preto no branco.

-Calma Lety! Sou eu, lembra? Bryhanny.

-É claro que eu lembro. Você é que parece ter me esquecido desde que foi embora! –ela continuava a gritar e eu pensei que meus tímpanos iam estourar.

-Desculpe amiga, mas você poderia falar um pouquinho mais alto? Meus ouvidos ainda não estão sangrando. –brinquei.

-Eu que peço desculpas! Às vezes não consigo me controlar. –ela sorriu falando só um pouco mais baixo.

Só às vezes? Duvido muito, pensei.

Passamos as próximas horas tagarelando sobre o que andamos aprontando desde que nos separamos e ela mostrou-se grandemente encantada com Sweet Amoris, seus eventos, sua vida e até ofereceu-se senvergonhamente para se hospedar em minha casa só para conhecer meus amigos, e quando eu digo amigos eu me refiro a apenas os do sexo masculino, por que convenhamos, ela nunca foi de ter amigas. De qualquer jeito, fechamos para depois do Natal, que apesar de ainda estar um pouco longe me daria tempo de resolver aquela outra questão.

De qualquer forma, foi bom saber que mesmo estando longe eu podia dormir sossegada pois meus amigos estavam bem e isso de certa forma me dava alívio.

Lefin entrou no meu quarto sem bater e espantou-se ao me ver deitada.

-Eu não sabia que você estava aí. –falou sorrindo docemente.

-Não tive muito o que fazer na escola hoje e você? –falei preguiçosamente.

-Então eu te invejo. –respondeu entediado. –Parece que as coisas resolveram se acalmar. Passamos o dia inteiro vasculhando linhas do Véu e não havia um arranhão sequer.

Contando ninguém acredita, mas eu fiquei tão preocupada com essa reviravolta como estava quando apareciam rachaduras a todo momento. O que isso significava? Os ataques cessariam? Gaia teve algo a ver com isso? Era esperar para descobrir.



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