História Uma Nova Visão - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Fugaku Uchiha, Hashirama Senju, Itachi Uchiha, Izuna Uchiha, Kurama (Kyuubi), Madara Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sasuke Uchiha, Tobirama Senju
Tags Abo, Alfa, Beta, Fugamina, Itadei, Madahasi, Naruto, Ômega, Sasunaru, Sobrenatural, Tobiizu, Yaoi
Visualizações 463
Palavras 3.567
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal perdão pela demora, mas espero ter recompensado com esse capítulo ^^

Capítulo 4 - Verdades libertam, mas não perdoam


Fanfic / Fanfiction Uma Nova Visão - Capítulo 4 - Verdades libertam, mas não perdoam

Sentia-se quente. Não um quente insuportável igual ao do cio. Era um quente aconchegante, daqueles em que você não quer sair e se entrelaçam mais ainda nele. E era exatamente o que fazia agora, se aconchegava mais contra a fonte do seu calor.

“Fonte... de calor?” Pensou confuso. Levantou-se bruscamente, assustando sua companhia. Olhou ao redor, seu quarto estava escuro, não podia ver o lado de fora pois sua janela estava coberta pela cortina, mas sabia que já estava de noite.

Franziu o cenho. Não devia estar vivo. Sentiu a morte e a abraçou, pois preferia morrer a viver marcado a outro Alfa que não fosse o seu. Mas então ali estava, vivo e, aparentemente, dormindo com outro. Ouviu um resmungo e fitou sua companhia. Seus olhos ainda não haviam se acostumado com a penumbra, mas reconhecia aquele cabelo escuro e aquela silhueta aonde fosse, na forma que fosse. Respirou fundo e beliscou seu braço confirmando que não era um simples sonho. Conteve-se para não pular de alegria na cama e acabar acordando de vez seu Alfa.

Parou todos os seus movimentos e, tremendo como nunca antes, levou sua mão ao seu pescoço. Ali estava ela. Sua mordida. Mordeu os lábios. Respirou fundo. Precisava de controle agora...

Ah, que se dane. Deitou de vagar ao lado do moreno e se aproximou. Iria se mover novamente quando um braço forte rodeou sua cintura e o puxou para seu peito. Hashirama o abraçou e cheirou seu Alfa, suspirando feliz em seguida.

_ Como se sente? _ O moreno sentir-se arrepiar quando a voz grave e rouca pelo sono atravessou seu corpo. Havia muito tempo em que acordara junto ao moreno, nem ao menos se lembrava como era.

Hashirama aproximou-se mais, se era possível, e assentiu de leve.

_ Me sinto renovado, como se tivesse nascido de novo.

Madara moveu sua mãe de sua cintura aos seus longos cabelos.

_ Eu que nasci de novo depois dessa experiência _ O mais velho disse baixinho. _ Precisei quase te perder para esquecer meu maldito orgulho e o perdoar. _ Madara moveu-se poucos centímetros em sua direção e beijou-lhe a testa. _ Foi a pior sensação da minha vida, não quero passar por isso nunca mais.

Hashirama sorriu e levantou seu dorso fitando os olhos negros. Eles lhe fitaram de volta intensamente. Todas as suas dúvidas morreram ali e soube que se não contasse a verdade agora, perderia seu Alfa, o que seria mais doloroso agora por ser marcado.

Respirou fundo. _ Madara, lhe contarei toda a verdade agora.

Madara sentiu o nervosismo, o receio assim como a determinação do seu ômega. Engoliu em seco, pois soube que o que vinha agora era grande. Concentrou-se para aceitar e ama-lo independente do que fosse dito.

O moreno assentiu e sentou-se na cama, apoiando-se na parede.

Hashirama sentou-se e cruzou suas pernas. Estava tímido.

_ Como você sabe, todo ômega tem uma habilidade única, assim como temos habilidade de camuflagem para proteção. _ o Alfa limitou-se a concordar. _ Eu tenho a habilidade de manipular memórias.

Madara não se manifestou, mantendo-se o mais calmo possível, o que fez com que Hashirama acalmasse seus sentimentos.

_ Não é a primeira vez que me marca Madara, nos conhecemos quanto eu tinha 12 anos, mas eu escondi meu cheiro e você só soube que eu era seu companheiro quando meu pai quis me forçar a um casamento, eu tinha 15 anos. _ Hashirama contou devagar, esperando a reação do moreno.

Madara em primeiro momento manteve-se imóvel. Nem piscar ele se permitiu. Depois respirou audivelmente. Contudo ele não disse absolutamente nada. Hashirama sentiu a crescente raiva do Alfa e sentiu medo, pois o sentimento poderia ser nítido, mas a razão não era conhecida e ele tinha medo de ser exatamente por sua causa. Se ele era o alvo.

_ Você me marcou e eu me descobrir esperando nosso filhote _ o ômega continuou diante do silêncio pesado. _ Mas meu pai descobriu que meu Alfa era um Uchiha e ameaçou guerra. Para evitar mortes eu me entreguei e guardei toda e qualquer memória que me incluísse do seu clã. Meu pai arrancou minha marca, quase me matando no processo e depois me deu para casamento a outro Alfa, que acabou morrendo protegendo nosso filhote...

Hashirama parou de falar quando o Alfa ergueu a mão, pedindo que parasse. Sua marca queimava com a raiva que seu Alfa transmitia. Levou a mãe e acariciou o local, tentando aplacar a dor. Madara percebeu o movimento e respirou tentando se controlar para não causar dor ao ômega.

_ Outro maldito Alfa criou meu filhote?

O tom de voz era cortante. Alfas são possessivos com seus ômegas e suas crias. Ter outro Alfa tocando, cuidando, cheirando ou olhando de forma errada para algum deles era algo impensável. A reação dele era mais do que esperada pelo ômega.

Hashirama negou com a cabeça. _ Meu pai sumiu com o nosso filhote. _ seus olhos caramelo marejaram e ele tentou controlar a voz. _ Não faço ideia se ele o matou, vendeu ou o largou por aí.

Madara abraçou o menor. Não se lembrava de nada, mas se ele que não sentiu o filhote uma única vez estava morto por dentro, imagina o ômega que gerou e amou o filho com todas as suas forças? Aquele homem que deveria ser pai era muito cruel.

O ômega então contou sua história triste, sendo cada vez mais abraçado com mais força.

_ Quem diria que ele seria seu filhote. _ o moreno disse em tom de riso. _ Irei mover céus e terra para encontrar nosso filhote, meu amor, não se preocupe.

Hashirama acenou, aferrado ao seu Alfa. Estava em paz, poderia finalmente devolver sua memória.

Em um misto de emoções, Madara sentiu várias informações perdidas voltando aos poucos a sua cabeça. Sorriu, caindo no sono. Sentir-se completo de novo. Tudo estava no seu devido lugar.

~~~***~~~

O louro suspirava. Adorava os toques em sua pele febril. Não sabia a quanto tempo estavam naquele escritório fechado. Seu cheiro estava forte, e apesar do forte cheiro do Alfa, os dois sabiam que o único jeito para findar seu cio de forma rápida seria mordendo o ômega, caso contrario demoraria em média dois dias.

Fugaku sabia bem disso. Mas aquele maldito ômega era gostoso de mais para morde-lo e perder aquele rebolando gostoso dele.

Minato não pensava mais. Sentia os lábios macios em seu pescoço, mordiscando e beijando, deixando marcas, o enlouquecendo. Gemeu, rebolando desavergonhadamente no pau latejante dentro de si.

Fugaku ofegou metendo com força naquele louro safado.

_ Você gosta assim, não é mesmo? _ provocou estocando lentamente e profundamente. _ Quer com força?

Minato gemeu alto, entrelaçando seus dedos com o do moreno.

_ Quero, mete com força. Quero com força, gosto com força Alfa.

Os olhos do moreno reviraram de prazer. Meteu com tanta força que o corpo do louro balançou. Em pensar que estavam frenéticos que nem ao menos saíram de perto da porta.

Fugaku gozou dentro do louro que também chegou ao ápice junto ao moreno.

O Alfa então o mordeu, sentindo-se tonto e muito satisfeito. Sentia como se quisesse isso a anos, embora não entendesse o porquê.

Fugaku respirou fundo, passando as costas da mão na testa limpando

grosseiramente o suor em sua testa. Olhou para o recém descoberto ômega, que perdeu suas forças e estava sentado no chão.

O moreno então levantou a calça social junto a cueca box. Em seguida andou até sua cadeira, atrás de sua mesa, e sentou-se observando o louro sentado respirando pesado com a cabeça encostada na porta.

Suspirou descontente e encostou sua cabeça na cadeira. Havia esquecido o quanto é cansativo ajudar um ômega no cio. Sentiu toda a tristeza e a dor do seu ômega.

_ Baby, venha aqui.

Em primeira instância o louro se sobressaiu e tremeu. Em seguida ele olhou em direção ao Alfa, seu rosto banhado em lágrima.

Fugaku levantou-se bruscamente, a cadeira correndo para longe, batendo no vidro em seguida. O moreno andou apressado até o louro, se ajoelhando e abraçando o ômega.

Minato temeu, soluçando em seguida. Fugaku quis mais que tudo poder ler a mente dele, não somente os sentimentos – estes que estavam muito pesados. O que aconteceu com aquele louro para ter uma reação tão ruim?

_ Calma, posso esperar para conversarmos. _ o Alfa tentou alcançar o ômega.

Minato subiu em seu colo e grudou suas bocas, _ Você não me beijou. _ reclamou com um bico insatisfeito.

O moreno o olhou de boca aberta. “Ele estava chorando porque não o beijei?” se perguntou. Fugaku sorriu e acariciou a bochecha rosada. Lindo.

_ Desculpe, o calor do cio não me deixa pensar, não foi minha intenção.

Minato desviou o olhar, corando fortemente. _ Mas assim pareceu uma obrigação. Além do mais, seus sentimentos passaram exatamente isso, que você estava “me ajudando no cio” e não que você estava “saciando o seu ômega no cio”.

O Alfa compreendeu. Ômegas são muito inseguros. Não mostrar satisfação, possessividade e alegria junto a ele, em todos os momentos, eles sempre pensam que não eram o suficiente, que não eram amados da mesmo forma em que amavam.

Fugaku pegou a mecha que caia nos olhos azuis e colocou atrás da orelha direita.

_ Foi apenas um pensamento tosco, não é como me sinto, somente eu posso te saciar nos seus cios, meu ômega.

Minato sorriu e se aconchegou no Alfa.

_ Irei contar tudo, por favor peça alguma comida, estou faminto.

O moreno deu um selinho no louro e levantou-se o segurando, o colocando sentado no sofá. Fugaku seguiu para a mesa apertando o interfone.

_ Milo, quero duas porções de rámen de porco. Peça agilidade no serviço, não estou com paciência para esperar.

O moreno desligou o interfone sem esperar resposta. Minato vestiu sua cueca dispensando a calça. Sempre fica com muito calor após o cio. Fugaku o observou, seu corpo esquio, mas não delicado, sem falar que ele era alto e apesar da personalidade inteligente e calma, não aparentava a delicadeza usual dos ômegas. Olhou para sua marcar sentindo-se orgulhoso. Ela estava bem profunda e avermelhada, daria para ver a metros de distância, o que era muito bom porque quem quer que de atrevesse a olhar para a beleza arrasadora de seu marido sentiria sua presença e seu cheiro com uma intensidade a ponte de ter medo de cruzar seu caminho. Seu peito estufou com a ideia. Era muito territorialista.

Abraçou o ômega por trás e beijou carinhosamente a marca que acabara de fazer. Sentiu seu ômega suspirar satisfeito se aconchegando no abraço. Sentiu a plenitude da felicidade dele e ficou imensamente feliz. O que quer que ele lhe contasse seria apenas fatos revelados, nada mais que isso, pois estava onde deveria estar, a onde queria estar.

O Alfa sentou-se em cima do tapete felpudo negro escorando as costas no sofá. Minato sentiu entre suas pernas e encostou-se no peito firme do Alfa.

_ Eu preciso que você saiba que não foi minha intenção mentir por tanto tempo, mas minha família é complicada e eu precisava proteger meu outro pedaço.

Fugaku apoiou sua testa nos ombros bronzeados pensando com cuidado em que aquela frase implicava.

_ Então você está me dizendo que tem um filhote.

Não era uma pergunta. Minato fechou os olhos com força. Mal podia respirar tamanha sua aflição.

_ Eu fui estuprado a seis anos atrás por um dos meus colegas durante meu cio. _ Minato sentiu, tanto pela marca quanto pelo abraço apertado ao redor da sua cintura, o ódio do seu Alfa, e mesmo com a ardência chata em seu pescoço ele estava feliz pela reação. _ Eu estava preocupado e acabei desregulando meu ciclo. Ele assumiu a responsabilidade perante a justiça, mas eu não pude ficar próximo a ele, então voltei para meu país. Fiquei desestabilizado emocionalmente e passei um tempo com meu papa. _ suspirou ao lembrar que ele estava chateado consigo. _ E então descobri que esse fatídico cio me dera um filhote.

Virou a cabeça e olhou para o Alfa que lhe observava, dando um selinho é um beijinho de esquimó.

_ Mesmo que não fosse do jeito que eu queria, era um pedacinho de mim, então eu o gerei é me apeguei facilmente por ele, um pequeno ômega.

Fugaku distribuiu beijinhos pelo pescoço e ombros do ômega, dando assim segurança e carinho.

_ Eu tenho a incrível habilidade alteração de humor, ou seja, eu altero o humor das pessoas ao meu redor, contudo nesse momento estou vulnerável emocionante então não posso realizar tal ato.

Com uma das mãos Fugaku acariciava ritmicamente a cintura do ômega, enquanto com a outra ele fazia leves carinhos nos cabelos.

_ Eu entendo, terei o maior prazer do mundo de cuidar dele como se fosse meu, podemos pensar em ter um filhote mais tarde.

Minato ficou rígido na hora. A pior parte da história estava por vir é o Alfa não tinha ideia do que era, mas podia sentir o nervosismo do ômega.

_ Nós temos um filhote, seu nome é Menma é esta nesse momento na Inglaterra.

O moreno parou com tudo e segurou a respiração. Minato ficou tonto pelo absurdo de dor que a marca estava transmitindo. Ele estava furioso.

Fugaku levantou e seguiu para seu bar pessoal. Colocou mais da metade de whisky ouro no copo e tomou tudo de uma vez, em só um gole. Encheu ele novamente, bebendo em seguida.

Minato desviou o olhar, sabendo que naquele momento não podia repreende-lo pela quantidade absurda de álcool.

_ Explique.

O tom foi duro. Estava transtornado com o fato de ter um filhote com idade o suficiente para estar em um internato, o que lhe dizia que ele era mais velho do que o ômega, este deveria ter uns cinco anos, então o seu filhote só podia ter de seis pra cima.

Mas o que lhe chocava mais era que não se lembrava de ter visto Minato antes, como então eles tinham um filhote?

_ Eu estava em um internato na Suíça, acabei confrontando meu professor, o que causou minha suspensão _ mexia nervosamente os dedos, olhando para o tapete sem coragem de ditar o Alfa, _ Em um ato de loucura, eu fugi do lugar e me perdi em meio a floresta. Andei por horas a fio e achei uma estrada, sem saber como prosseguir. Estava com fome e cansado.

Passou os dedos entre os fios do tapete, ele era bem macio, gostaria de um desse em seu quarto.

_ Um carro parou e perguntou se eu queria carona, eu era muito ingênuo, então aceitei. O cara me levou até a cidade e então entrou um uma rua deserta, eu iria ser estuprado e provavelmente morto, mas então você me salvou.

Minato enfim olhou para o Alfa e este olhava com o cenho franzido para o balcão negro. Provavelmente tentava se lembrar de algo assim, mas nada viria a sua mente.

_ Você me levou para o hotel em que estava, cuidou dos meus ferimentos e me deixou descansar. Meu ômega interior de amansou com você, o que nunca acontece, então eu decidi te seduzir. Nós nos amamos como nunca, foram dois meses assim, sem nem ao menos sair do quarto do hotel, mas então meu pai me encontrou e me levou para casa, na Suíça e eu passei por uma reabilitação.

O moreno assentiu mostrando entendimento.

_ Porque eu não lembro de nada disso?

_ Porque meu pai selou sua memória.

Fugaku o olhou por alguns instantes e suspirou pesadamente. Andou par sua cadeira e sentou fechando os olhos.

_ Quero meu filhote aqui até amanhã.

Minato se encolheu e abaixou a cabeça em sinal de submissão, apesar de o moreno não ter usado a voz de comando.

_ Não posso fazer com que me perdoe Fugaku, sinto sua rejeição. Mas não mudaria nada disso se eu pudesse, porque apesar de toda a tristeza e dá dor, eu tenho uma história linda de amor e dois lindos filhotes que eu não trocaria por nada nesse mundo.

Fugaku não o olhou, não disse absolutamente nada, mas Minato Sentia a rejeição pela marca.

Sem mais nada para dizer, o louro levantou e vestiu toda a sua roupa, cada movimento era lento, esperando com todas as suas forças e esperanças que o Alfa lhe pedisse para ficar, que lhe tomasse novamente. Estava sufocando. Precisava dele. Contudo nada foi dito ou feito, e com o coração em pedaços, Minato abriu a porta e saiu da sala que provavelmente nunca mais voltaria.

~~~***~~~

Se alguém lhe perguntasse o sinônimo de beleza, Itachi responderia Deidara.

Um Beta totalmente maluco que vivia em explodindo objetos por aí. Ele devia ter uns dezenove anos, e pelo o que já tinha observado, ou stalkeado, o louro estava no quarto semestre de artes plásticas na mesma universidade que acabara de passar. Ele vivia com o namorado-ou-algo-assim pelos corredores e, de vez em quando, pulava o muro da faculdade para dar um mergulho na piscina.

A primeira vez que o viu, ele pintava um quadro concentrado, não dava pra ver o que era a pintura, mas a visão do rosto rosado, com os olhos bicolores focados – o esquerdo, da cor verde, sempre tampado pela franza, a boca em um pequeno boca e o cabelo em coque bagunçado, Deidara era a coisa mais linda que Itachi viu na vida. Depois disso, todo dia ia no mesmo horário na mesma sala o observar escondido.

Estava nisso a meses, aprendera sobre a grande horária, os costumes, as manias e cada vez mais aprendia sobre a personalidade dele.

Todavia, sempre que o louro parecia nota-lo, Itachi se escondia em algum livro e fingia que não era com ele. Seu comprovante podia não ser de um Alfa Uchiha, mas ter um Crush em um garoto mais velho, popular é extremamente bonito não era algo irrelevante.

Deidara assombrava seus pensamentos dia e noite. Itachi escreveu poema, compôs música, desenhou e escreveu um livro de quinhentas páginas sobre o louro. Nada, não importava o que, conseguia tirar o foco do seu cérebro do garoto.

Depois de um tempo, ele finalmente criou coragem em dizer oi, mas a sorte não estava consigo, pois nesse mesmo dia, o louro simplesmente não apareceu em nenhum dos locais que costumava ir.

Itachi como todo bom realista, pôs o cérebro no comando e sufocou seu coração que andava comandando de mais pro seu gosto.

Ok, isso não explicava o que diabos estava fazendo escondido olhando pro loiro que desenhava afoitamente.

O ruivo namorado-ou-algo-assim do Beta apareceu no corredor e Itachi imediatamente abriu o livro grosso que nem fazia ideia de qual era e se escondeu entre as páginas.

_ Deidara, Nagato-senpai está te chamando.

O louro resmungou largando seus pincéis e seguindo o ruivinho para o outro andar.

Itachi espiou por cima do livro, mas tanto o louro quanto o ruivo não estavam mais em seu campo de visão.

Como nunca antes tivera a oportunidade de ver o que o louro tanto pintava, O moreno entrou de vagar na sala. Uma sala que seria padrão, se não fosse pelos incontáveis quadros e telas espalhadas.

Ele pintava de tudo. Tinha por tira abstrata, retratos, paisagem mortas, pinturas padrões, porém o quadro que estava sendo pintado era uma mistura perfeita de seus olhos e contorno do rosto, junto a boca e o traço do nariz misturado a cores sóbrias em finalidade escura.

Não sabia o que sentir. Quando foi que ele havia percebido a sua presença? O que aquela obra de arte inspirado em si queria dizer? Significava alguma coisa?

Itachi sabia que era bonito, todo Uchiha era, vinha na genética, mas não conseguia ver aquele quadro como um “olha só esse garoto, ele é bonito... Vou pinta-lo! “.

_ Vejo que gostou do quadro, _ uma voz suave disse. _ É uma pena, pois esse eu não vendo, hn.

Itachi estivera tão chocado com o que vira que não percebeu que o loiro havia voltado.

_ Eu não deveria estar invadindo seu local de trabalho, me desculpe.

Deidara o olhava risonho. Ele estava escorado no vão da porta, de braços cruzados, muito lindo para o seu próprio bem.

_ Fique a vontade, não tenho problema em mostrar meus quadros. _ o louro seguiu para o quadro que pintava é o tocou suavemente, _ Menos esse. Tenho muitos ciúmes desse aqui.

Itachi o olhou encantado. Queria ele para si, de uma forma quase insana.

_ Porque? _ perguntou debilmente.

Deidara sorriu. _ Não posso entender a sua pergunta se ela não for feita coerentemente.

Itachi quase corou com a vergonha que sentiu. Um inspirante a bacharel em letras falando sem coerência? Patético!

_ Porque você tem ciúmes desse quadro?

O olhar do louro suavizou com carinho.

_ Não me lembro qual foi a última vez que me senti tão amado, então reproduzi nesse quadro uma pessoa especial que faz meus dias mais belos.

Itachi desviou o olhar e passando seu dedo indicador na bochecha, totalmente envergonhado.

_ Espero continuar fazendo seus dias mais belos, assim como você faz os meus.

Deidara inclinou a cabeça de lado, seus fios dourados caindo em cascatas – o coque havia se desfeito, e lhe sorriu abertamente.

Itachi ficou sem fôlego.

Naquele milésimo de seguindo em que seu coração parou, Itachi pensou seriamente ser capaz de morrer tamanha sua felicidade.


Notas Finais


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