História Uma P... Vingativa - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~JoonJye

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, V
Tags Comedia, Hoseok Crush Delicia, Jikook, Jimin Libriano, Jungkook Vacilão, Justin Minhoquinha, Suga Hétero Ou Não, Taehyung Puta, Traição
Exibições 182
Palavras 2.576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Librianos são bem indecisos, experiência própria.


Fanfic / Fanfiction Uma P... Vingativa - Capítulo 6 - Librianos são bem indecisos, experiência própria.

- JiMin, vamos conversar, por favor. - JungKook gritava e esmurra a porta de dois em dois segundos. Puta merda, garoto, é o meu dia de folga, me deixa dormir! O dia mais abençoado da semana, quinta feira, isso mesmo, quinta, dia que eu posso hibernar ou só ficar na cama, mas não, não mesmo. Oito horas da manhã essa peste vem me acordar. - JiMin, eu sei que você ‘tá acordado.

- Tem que saber mesmo, você que me acordou! - Gritei de volta, ainda enrolado nos cobertores,  no quarto escuro. Olhei pra o lado da cama de casal, ‘vendo’ Kook do meu lado, sorrindo e dando um “Bom dia” alegre ou simplesmente dizendo: “Vai, Hyung, uma rapidinha antes da faculdade, vai dar tempo”. Balancei a cabeça, afastando as memórias, sentei na cama e suspirei. -Para de esmurrar a porta, se ela quebrar, você vai dar o cu na esquina para pagar. - Reclamei e o barulho parou. - Eu já vou sair.

 

Me espreguicei, estalei o pescoço e vesti meu chinelo. Fui até o banheiro, tomei banho e escovei os dentes. A água quente fez um pouco da minha raiva ir embora pelo ralo, lembrei do que tinha acontecido noite passada e minha mente só pensava em uma coisa. Vingança.

“Ah, mas vingança nunca é plena, mata alma e a envenena” e, se pensar por um lado, é bem verdade né?! Tanta gente nos filmes e animes que queriam vingança e, no final, só se foderam? #SaSukeÉNois. Depois que eu me vingar, o que eu vou fazer?

“Continuar vivendo?” É,é uma opção. Uma vingança de nada não vai fazer mal… ‘Pera, não vai fazer mal para muita gente. Desde que Kim TaeHyung sofra junto com Jeon JungKook está ok. É, é isso, vou me vingar sim.

Uma confusão né?! Fazer o que, gente, libriano é assim mesmo. Bem indeciso. Uma vez, eu queria postar uma foto no Insta, sabe como é né, tira trinta, edita quinze e no final, não posta nenhuma. É o que eu normalmente faço, mas nesse dia em especial, eu estava muito fotogênico. Das trinta fotos que tirei e editei, duas ficaram maravilhosas. Eu não sabia qual postar, ai perguntei para os migos e ficou empatado, sabe o que eu  fiz? Isso mesmo, não postei nenhuma das duas.

Voltando, pode confirmar, vai ter vingança…

Eu acho.

Sai do banheiro, indo até a cozinha e encontrando JungKook, ele estava de costas e cozinhando. Ele não sabe cozinhar, ele vai nos matar botando fogo no apartamento ou nos intoxicando com sua  comida. “Mas, pelo menos, ele está tentando” todo mundo que faz merda pelo menos tenta depois.

Ele tentava cortar cebola, mas não estava conseguindo, sem contar que ele estava chorando rios. No fogão, tinha uma frigideira e o fogo já ligado, porém não tinha comida nenhuma, ele estava esquentando a panela! Ainda estava boquiaberto quando o vi jogar as cebolas cortadas em cubos defeituosos grossos, pequenos demais ou grandes demais. Ele fez assim oh, colocou mão lá em cima e jogou, como um jogador de basquete tenta acertar o aro, ou seja lá qual o nome disso… Acho que é cesta, mas aro ficou tão bonitinho e elegante que vai ficar ele mesmo. Caiu mais cebola no chão que na frigideira.

- Ué,  por que não espirrou? - Meu Deus, me socorre!  Ele deve estar falando do óleo, só pode. É, hoje Deus resolveu me levar. Ele deu de ombros, pegou o ovo que estava na pia, olhando para ele como se ele fosse se quebrar sozinho. Quando nada aconteceu, ele começou a apertar o coitadinho e ele explodiu na mão dele. Ele ficou assustado, com os  olhos arregalados, mão e rosto sujos.

- JungKook, sai da minha cozinha! - Gritei, ele se virou para mim e deu um daqueles sorrisos que criança dá quando é pega aprontando.- Eu ‘tô falando sério, sai.

- Mas, Hyung…

- Fora. - Tentou protestar, mas eu o impedi. Ele saiu de cabeça baixa, ainda com lágrimas nos olhos e parou atrás de mim, na porta cozinha. Entrei indignado, agora, além de acordar cedo, vou ter que limpar o chão da cozinha. - Puta que pariu, moleque só faz bosta. - Desligo o fogão, as cebolas estavam torradas, coloco a panela na pia, peguei a vassoura e comecei a varrer a sujeira do chão.

- Hyung.

- O que você quer? - Pergunto irritado, ele abaixa a cabeça e brinca com os dedos. Se eu não estivesse tão puto, esse cena seria fofa.

- Desculpa.

- ‘Tá, vai lavar o rosto. - Na verdade, a cena é fofa mesmo eu estando puto. Ele balança a cabeça negativamente, ficando ali e senta no chão.

- Fica sujo então. - Dei de ombros. Vou fazer o que? Ameaçar ele  até o mesmo lavar o rosto?

- Não é isso, Hyung. - Falou baixo, parei de varrer e o olhei. Ia falar um “O que que é então?”, mas ele estava chorando. Sei disso porque via as lágrimas caírem e molharem o chão. A parte do meu precioso chão que está limpa. Custa ele colocar as mãos embaixo ou chorar em cima do pano? - É por tudo que eu fiz, por ser inconsequente, por ser esse fardo para você, por ter nascido, mas, Hyung, eu juro, eu nunca te traí.

- JungKook, eu não sou ariano, me poupe, se poupe, nos poupe. Posso ser trouxa, mas eu sei o que eu vi! E não foi só uma vez não! - Falo bravo. - Quando eu voltei da casa do Suga para pegar umas roupas, vai negar que aquele cosplay de lacraia não estava sentado em cima de você? Vai negar que sua blusa estava toda aberta? - Parei um  pouco para respirar, impedindo as lágrimas de caírem. Chega de ser trouxa JiMIn, por favor para, assim não tem como te defender!

- Eu estava bêbado, Hyung, caindo de bêbado. Ele estava tirando a minha blusa, porque eu vomitei nela. - Explicou e, por um momento, eu me senti um completo idiota. Sabe como é né, a gente não é trouxa sempre, costuma ser otário e idiota também.

- Me engana que eu gosto, JungKook. - Fiz careta.

- Eu ‘tô falando sério.

- Eu também, me ilude mais, me faz de trouxa mais um vez, porque é  sempre assim. Eu sempre espero alguma coisa e olha só que surpresa, nunca vem nada. Você nunca se deu ao trabalho de cozinhar comigo, você nunca me abraçou na cama só para dormir abraçado comigo, você sempre queria transar. Você nunca me levou no cinema, você nunca sai comigo e, quando sai, é sempre em grupo. Você não conversa comigo! Quantas vezes você falou que me amava? Eu consigo contar nos dedos de uma  mão só! E não foi bem amar, a palavra que você usou. Você disse que gostava de mim quando eu me declarei. A única vez!

- Hyung, eu não sabia que você se sentia assim.

- E precisa falar, JungKook? Isso é o que as pessoas fazem quando estão namorando! - Reclamo. Soltei a vassoura, indo até a porta, pois a campainha estava tocando. Abri a porta, sem ver quem era pelo olho mágico, estava prestes a mandar quem é que fosse pra casa do caralho, mas eu fiquei mansinho na hora que vi aquele rosto. Um sorriso de otário apareceu no meu rosto… Não tem jeito, se não é trouxa por um, vai ser por outro.

- Oi.

- Senhor Jung? - Eu queria dizer: “HoSeok, seu lindo, crush da minha vida, me come”, mas  me segurei. Ele estava tão gostoso. Usava um boné virado para trás, uma blusa cinza escrito “Psycho” em preto, uma calça jeans preta rasgada e um tênis supra preto. Bem gótico, não vou mentir, adoro.

- Me chame de HoSeok. - Chamo até de Deus se você quiser! - Você está fofo assim. - Falou sorrindo, olhei para baixo e me vi vestido de moletom do Bob Esponja e uma calça do Patrick. Olha eu pagando mico de novo, não é possível, que droga. - ‘Tá fofíssimo, mas você precisa se trocar.

- Preciso?

- Sim, nós precisamos assumir a responsabilidade, não acha? - Piscou para mim e eu devolvi, dei espaço para ele entrar, falando para ele ficar confortável enquanto eu ia me trocar. Olha, não sei se ele me chamou para sair, mas vamos ter fé que sim né?! Ele é meu crush, crushes fazem isso, eles dão esperança, mas na verdade, nós é que entendemos errado.

 

Fui saltitante até o meu quarto, ia dar até bom dia para a barata se eu não odiasse ela. Tive um treco, mas dei bom dia mesmo assim. Sabe como é né, librianos. Estava tão feliz que esqueci do JungKook, o ódio pela barata e até dos micos que eu paguei…. Mentira, os micos continuam firme e forte na minha mente, isso ninguém me tira.

Já que ele estava bem gótico, eu vou ser putão. Ser sexy sem ser vulgar, demonstra interesse sutilmente. Coloquei uma blusa do Bulls preta com vermelho, uma calça jeans apertada preta e tênis supra da nike. Coloquei um boné também. Me olhei no espelho e me impressionei, realmente sexy sem ser vulgar. A bunda estava sendo valorizada, os braços a mostra e o  melhor, boca pronta para dá uns beijos.

Sai do quarto e me arrependi, logo de cara já não tinha nem saído de casa para o crush me decepcionar. O filho da puta nãao estava lá, olhei atrás do sofá e nada, na cozinha e nada, no banheiro e nada, olhei para JungKook e vontade intensa de matar.

- Ele foi embora, disse para você ir para empresa amanhã e que ele resolveria o problema de hoje sozinho. - Falou com cara de inocente. Olha, decepcionei e não foi pouco. Me joguei no sofá, suspirando e pegando o celular que estava vibrando que nem louco. Abri as mensagens, vendo que era  HoSeok quem tinha mandado.

- Fazer o que, né?! Acho que vou sair com o YoonGi. - Falei, vendo “Ele me expulsou” no visor do celular. Puta que pariu, Jeon JungKook, não dá uma dentro… Dá várias. Ok, parei, chega de putaria. - ‘Pera, porque eu ‘tô mentindo? - Falei para mim mesmo, levantando irritado. - Sai da minha frente, quando eu chegar nós conversamos. - Ameacei. Aliás, ameacei não, prometi. Abri a porta, vendo HoSeok encostado na parede do corredor, sorri e depois olhei pra JungKook. - Limpa sujeira que você fez.

Saímos felizes e conversando sobre coisas  aleatórias, eu estava evitando o máximo o assunto “Moleque estranho que te expulsou da minha casa”. Ou talvez eu devesse mesmo falar, sabe, abrir o jogo. Mostrar o que ele vai encontrar se me quiser, um otário que sustenta o ex. Seria bom deixa-lo saber, mas não agora, não hoje.

- Aonde quer ir? - Perguntou.

- Eu sei de um lugar legal. - Falei, dando um sorriso maligno, que ele não entendeu, mas concordou. Fomos até o Coffee Shop dos Kim’s. Entramos tranquilos, sentamos e fizemos nossos pedidos. TaeHyung não estava ajudando a mãe dele hoje, que pena. Resolvi esquecer isso por agora. - Então, como é ser o chefe? - Perguntei, eu até tinha intenções de me tornar chefe um dia. Já recebo bem, mas ganhar mais ainda seria ótimo. E também, eu não queria ficar parado sempre no mesmo cargo.

- É estressante, nossa. Ter que lidar com o chefe, papeladas sem fim, novatos, pressão. É horrível, mas eu prefiro trabalhar com papéis do que com pessoas. - Explicou. - Trabalhar em um escritório sempre foi meu sonho, algo que eu pudesse fazer sentado. - Riu e eu também.

- Eu te entendo, também prefiro trabalhar em um escritório. Pessoas são confusas e chatas, sem contar na vergonha que eu tenho. - Pode não parecer, mas sim, eu sou tímido. Porém, só em certas ocasiões. Eu não prestaria para dar uma palestra ou ser vendedor, eu não falaria direito, me embolaria todo e minha vida seria mais fodida do que já é.

Continuamos conversando por muito tempo, coisas bem aleatórias e eu descobri um lado do HoSeok que nunca pensei que existisse. Um palhaço!  Ele sempre  foi  sério demais na empresa, mas conhecendo-o melhor, ele está sempre fazendo piadas ou gestos engraçados. Minhas bochechas  doíam de tanto que ri.

Não vou mentir, TaeHyung chegou um pouco depois de nós e ficou nos fuzilando com  os  olhos, eu não poderia estar mais feliz. Agora ele estava provando do próprio veneno; sentindo como é péssimo e enervante ver alguém que gosta com outra pessoa. Eu estava tão feliz vendo TaeHyung nos encarando com inveja que eu comecei até pensar o que ele fria para afogar as mágoas. Sorvete? Chocolate? Filmes românticos? Suicídio?

Olhei para HoSeok e para seu sorriso lindo, a sensação boa que eu estava sentindo foi embora em menos de dois segundos. Não era justo com o meu crush, eu queria sim que TaeHyung sofresse, mas  não queria que fosse as custas da ilusão de alguém. Se  é que HoSeok queria algo comigo. Nossa, quando eu pensava que não poderia ficar mais desanimado, eu surpreendo a mim mesmo.

- Desculpa, HoSeok. - Falo, me levantando e saindo do Coffee shop. Olhando para os dois  lados, sem saber para onde ir. Não queria ir pra casa, mas queria ficar dando sopa para ser estuprado ou roubado. Já era bem tarde da noite, Seoul não é bem a cidade mais segura do  mundo e naquele momento, parecia ser a mais confusa. - Merda, por que eu sou tão emotivo?

- JiMin. - Ouviu seu nome, uma mão em seu braço e um par de olhos curiosos fitando-o  intensamente. - O que foi? Está tudo bem? - Eu ri debochado, poderia estar qualquer coisa, menos bem.

- Sim, eu estou bem! - Confirmei. Quem sabe assim, repetindo isso mentalmente para mim mesmo, eu fique realmente bem? É, eu vou ficar bem! - Eu só… - Suspiro. - Você gosta de  mim? Ou quer algo sério comigo? - Pergunto repentinamente, ele arregala os olhos, abrindo e fechando várias vezes a boca. - Já entendi. - Suspirei. É como diz aquele ditado, “A esperança é a última que morre”. A minha, no caso, foi vítima de  homicídio” - Kim TaeHyung. - Eu não sabia o que estava fazendo, de verdade. Eu queria muito que o TaeHyung se fodesse, mas fazer o que  né?! Não custa fazer um pra agradar a Deus, Park JiMin! - Chame ele para sair.

 

Já em frente ao meu prédio, cumprimentei o porteiro, chamei o elevador e logo já estava na porta  do meu apartamento. A chave no trinco, uma mão nos fios laranjados e muitos xingamentos internos. Este era eu, Park  JiMin, o único trouxa no mundo que arrumou o próprio crush pro  seu inimigo.

- Será que existe alguém tão trouxa como eu? - Perguntei a mim mesmo enquanto entrava em casa, tirei meu tênis e vi um corpo jogado no chão. Esse corpo tinha nome e sobrenome, Jeon JungKook. O menino, ao me ver, se levantou, limpando as lágrimas e me abraçando. Sussurrou juras de amor e implorou por uma segunda chance e eu só conseguia pensar em uma coisa. - JungKook. - Chamei ele apenas falou um “Hm?”, aquilo estava me incomodando e eu precisava por para fora. - Você não chorou no meu chão limpo, não é?


Notas Finais


Sácomé, né?! JiMin perde o crush, mas pelo menos a casa fica limpa.

Até o próximo ^^


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