História Uma Pitada de Inveja - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Fluffy, Mention!kaisoo, Pdpe, Projetopdpe
Visualizações 122
Palavras 2.733
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oiee pessoal!! To aqui postando essa two shot pequenininha pra vocês nessa noite de sexta!
Ela faz parte de um projeto. O Projeto de Doação de Plots do EXOfanfics ou #PDPE.
O plot que eu escolhi foi o plot de número 13 e vocês verão agora!
Espero que gostem aaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Kissus <3

Capítulo 1 - Cuidado com convites


A escola era um misto de coisas, havia o grupo dos roqueiros, o grupo dos atletas, dos músicos, o grupo dos ativistas; tinha o grupo dos mais populares e o grupo dos nerds. O maior problema é que eu não me encaixava em nenhum desses grupos, pois só tinha dois amigos, Kyungsoo e Jongin, e apesar de sermos um trio de nerds fracassados, éramos bem esquecidos pela cambada de estudantes daquela escola que eu tanto amava (Pra não dizer o contrário). Mas, o problema é que eu estava com quase certeza de que estava rolando algo com meus dois únicos amigos; ou seja, eles iam acabar se pegando por aí e eu ficaria sozinho de novo.

Eu não era um cara de ter inimizades ou gostar de brigar com pessoas por aí, mas, havia um cara naquela escola que me tirava os nervos. O seu nome é Byun Baekhyun e ele se achava o tal. Não que eu estivesse com inveja dele, longe disso, o problema é que o cara era tão legal, mas tão legal que chegava a cansar sabe. Ele era um cara popular, então a pessoa já achava esquisito ele ser legal, mas o pior é que ele era. Não deixava ninguém sofrer bullying, ajudava os cadeirantes da escola a se locomoverem, participava dos protestos do grupo dos ativistas e participava de campanhas beneficentes. Andava por aí com uns óculos redondos e o cabelinho preto, querendo ser um Harry Potter da vida, (só faltava a marca da maldição). O problema é que eu achava que ele fazia isso só pra ser mais popular ainda, pois seus amigos não eram iguais a ele, os caras eram uns idiotas; eu tinha certeza que ele só queria se promover para ganhar cada vez mais regalias pela escola e continuar o seu reinado de bom moço. Ai, ai, eu sentia que vivia rodeado de idiotas, o que era uma droga.

Naquela linda manhã de sexta-feira, quando cheguei à escola, todos pareciam eufóricos demais, e eu não entendia bem o porquê de toda aquela algazarra, eu só conseguia pensar que eram todos um bando de loucos. Fui para meu armário, pegar meus livros para a aula de química e esperar que Kyungsoo e Jongin não sumissem novamente sem me avisar, (o que estava sendo meio impossível ultimamente). Quando abri meu armário, eis que um folheto verde escorregou para o chão. Quando peguei para ler, meus olhos quase saltaram das órbitas com a frase escrita.


 

Festa hoje na minha casa, na rua de … n°… bairro…

Esteja lá.

Kris Wu


 

Eu precisei ler aquilo por umas três vezes pra conseguir captar o real significado daquela mensagem. Porque eu não estava acostumado a ser convidado para festas onde as pessoas dançava, bebiam e acabavam na cama com um desconhecido. Eu definitivamente não estava acostumado. E ainda havia o fator de que eu não me encaixava em nenhum grupo pra ser convidado para aquela festa, o que me fez pensar em três coisas.

 

Kris Wu estava fingindo caridade em me convidar.

Alguém da turma dele pediu que ele me convidasse para me humilhar na festa.

Ele tinha me convidado por engano.

 

Estava mais do que certo em pensar que a terceira opção era a mais correta, se enganar era bem mais fácil do que fingir caridade ou me humilhar. Fechei meu armário e saí decidido a perguntar para o Wu sobre essa festinha dele. Andei pelo corredor dos armários até avistá-lo com Tao, LuHan e Lay. Me aproximei deles, decidido a confrontá-los, estava quase chegando neles; as mãos suando, as pernas tremendo e quase vacilando; eles conversando animadamente entre si, sem se importar com os outros alunos; eu totalmente nervoso, mas seguindo em frente, até eles.

Quando percebi que eles olhavam em minha direção, pararam de rir e apenas me observaram se aproximar, já esperando que eu fosse falar com eles. Simplesmente, dei meia volta, com passos rápidos e o rosto todo vermelho, — parecendo um pimentão e prestes a querer me enterrar vivo por não conseguir fazer uma simples pergunta. — acabei esbarrando (adivinha) no cara que eu adorava, Byun Baekhyun.

— Êeeeeeeeee…Olha pra onde anda cara! — ele gritou, me assustando, enquanto tentava se recompor do susto.

— Desculpe — eu falei e imediatamente corri o mais rápido que pude, sabendo que todos estavam olhando pra merda que eu acabara de fazer.

Naquele dia, por onde eu andasse e encontrasse com aquela turma, os caras me olhavam com aquele olhar de fogo sabe, como se quisessem me comer vivo, só porque eu esbarrei no Baekhyun. Como se ele fosse um ser intocável. Isso me deixava com mais raiva ainda daquele fingido! E meus amigos não me ajudavam em nada; Kyungsoo e Jongin passaram a aula inteira me zoando e dizendo que eu teria azar por ter esbarrado no Byun; que naquela festa eu faria algo desastrado de novo e isso aumentaria mais ainda a minha fama de lerdo pela escola.


 

 

***

 

 

Combinamos de nos encontrar às sete da noite em frente a casa dos Wu, pois eu não entraria nem a pau naquela festa sozinho, primeiro por não ser um cara nada popular e segundo que eu não queria aqueles caras me marcando mais do que haviam me marcado de manhã; eu pensei que ia morrer.

Vesti minha melhor roupa, camisa cinza do Harry Potter, com a logo de Hogwarts na frente. Uma calça jeans, meu all star vermelho e minhas meias do Adventure Time. Meus pais me perguntaram onde eu ia, mas inventei uma desculpa de que ia ver um filme com os garotos e de lá dormiria na casa do Kyung. Eles me olharam desconfiados, mas me liberaram, o que foi um alívio.

Enquanto caminhava em direção à festa, na minha cabeça foram passando mil e uma coisas; de como seria a festa, se eu conseguiria fazer amizades, se conseguiria beijar alguém, — algo totalmente impossível — se eu ousaria em beber ou fumar, ou usar drogas; — coisas que nunca fiz — se Kris me humilharia e eu acabaria entrando em uma briga, pois esse medo batia na porta. Enfim, eu pensava em todas as possibilidades de poder ir para aquela festa, mas, a única coisa que eu não queria, era esbarrar com o Baekhyun de novo; definitivamente eu me manteria longe daquele cara pela festa inteira.

 

 

***


 

— Onde você estava? — Kyung me perguntou, quando me viu chegar em frente a casa dos Wu.

— Iaí Kyung!... Jongin. — os cumprimentei, enquanto eles me olhavam com uma cara de tacho.

— Você demorou cara, sabe quanto tempo estamos parados aqui feito idiotas? — Kyung me fuzilou com os olhos.

— Não sei.

Jongin chegou mais perto e deu umas batidinhas em minhas costas, eu sorri para ele e voltei minha atenção para Kyung que estava bufando.

— Ficamos quase uma hora aqui, — ele cruzou os braços. — pensei que a festa fosse acabar e ainda ficaríamos te esperando.

— O importante é que ele já chegou Soo. — Jongin falou, nos chamando com as mãos. — Vem, vamos entrar.

Onde estávamos já podíamos ouvir o barulho da festa na casa dos Wu, nos dirigimos para lá e eu ficava cada vez mais nervoso, pois não estava acostumado a ir em festas. Estava ansioso para ter diversão com meus amigos, mas também não sabia como tudo ia acontecer. Entramos na casa e o que eu vi me chocou. Pessoas vestidas com todos os tipos de roupas zanzavam pelos corredores, meninas com biquínis, homens de sunga, alguns caras já um pouco bêbados, pessoas jogando copos descartáveis pra todos os lados, pipocas também pelo ar. Vi alguns caras jogarem sinuca ao longe e umas garotas dançarem a música eletrônica que tocava ao fundo.

— Me lembrem de não vir de novo pra um lugar desses. — falei, alto e com a voz abafada, enquanto tentávamos passar no meio daquele povo todo.

A casa parecia ser linda, mas eu acabei nem prestando atenção nela por conta de todas aquelas pessoas aleatórias, fazendo coisas altamente estranhas e aleatórias pra mim.

— Que é isso Yeol! Vamos nos divertir hoje! — gritou Jongin, andando e dançando ao mesmo tempo.

— Vamos procurar algo pra beber! — gritou Kyung fazendo cara feia pra todo mundo que esbarrava nele.

Chegamos na cozinha, pegamos um copo descartável e decidimos beber um ponche que estava em cima da mesa. Quando levei o líquido à boca, imediatamente me toquei que tinham batizado com álcool; mas, eu estava ali pra me divertir né, um pouco de álcool não me mataria.

— Esse troço até que está bom. — falou Kyung, levantando o copo e olhando para o líquido vermelho que bebia.

— Não vamos exagerar pessoal, não estou afim de chegar em casa bêbado.

— Como se fôssemos crianças Yeol! — gritou Jongin. — Temos dezessete anos; um pouco de álcool não vai nos matar.

Olhei para aqueles dois e apenas balancei a cabeça negativamente. — Matar não vai, mas nossos pais vão. — levei a bebida até a boca novamente, sentindo aquele gosto amargo.

Ouvimos um barulho na sala e várias pessoas saíram correndo da cozinha pra lá. Arregalamos os olhos e saímos para verificar o que era. Para minha terrível surpresa, era só o Baekhyun e sua turma, disputando quem bebia uma garrafa de coca-cola de dois litros mais rápido. Várias pessoas gritavam seu nome, ele parecia ser a atração principal por estar na frente. Fiquei o observando, tentando desesperado beber o líquido e me fazendo pensar no quanto ele e os seus amigos eram uns idiotas. Kyungsoo me olhou, olhou pro Jongin, e começamos a rir os três, pois era muita informação e idiotice pra assimilar naquele momento, e eu só queria uma capa da invisibilidade ou, sei lá, poder aparatar e sair o mais rápido possível daquela festa.

Deixamos aquele povo de lado e resolvemos seguir o tuts tuts no salão; mesmo que eu não curtisse muito músicas eletrônicas, ainda sim, era bom se mexer um pouco, pois eu estava tonto com aquele ponche batizado.

Dançamos e dançamos e eu já estava tonto de tanto rodar, gritando e fazendo passos idiotas junto com pessoas que eu nem conhecia direito. Uma garota me abraçou do nada e ficamos os dois pulando, enquanto Kyung e Jongin faziam uns passos sincronizados. Depois a música mudou pra tipo, B.Y.O.B do System of a Down e eu gritei, pois era minha banda preferida cara! Me perguntei quem era a pessoa que tinha escolhido essa banda, porque eu só queria dar um abraço nela. As músicas foram mudando depois para discoteca dos anos 70, outra coisa que eu amava, e logo depois umas músicas lentas dos anos 80, — tipo Time After Time, Spending My Time e Heaven — que eu também era louco, mas foram a minha deixa, pois eu não ia dançar agarradinho com seu ninguém. Chamei Kyung e Jongin, mas os dois estavam decididos em continuar no salão. Como eu sabia que eles queriam se agarrar mesmo, os deixei sozinhos.

Segui correndo para a cozinha e bebi um pouco de água para me hidratar, o pouco de álcool que estava em meu sangue já havia saído e eu suspirei de alívio, porque não beberia mais naquela noite. Deus me livre!

A porta da cozinha estava aberta e algumas pessoas passavam por ela, pois dava acesso à piscina. Fiquei ali na porta, me arejando um pouco. A casa estava quente, mas na rua fazia muito frio, então eu revesava, às vezes ficava do lado de fora da porta, às vezes do lado de dentro pra não morrer de frio. As pessoas passavam de vez em quando e me olhavam como se eu fosse esquisito, mas eu nem me importava. Fiquei meditando sobre todas as teorias que se vê em Adventure Time, Donnie Darko e relembrando das histórias de horror do Edgar Allan Poe e no quanto seria legal se aparecesse uma criatura com a máscara da morte rubra naquele momento.

O pior é que naquele momento não apareceu um cara com a máscara da morte rubra, mas Byun Baekhyun. Só que ele veio correndo em uma velocidade tão grande pro meu lado que eu me desesperei e deixei o pé em seu caminho. Ele veio muito rápido pra cima de mim e eu acabei deixando o pé no meio da porta; Baekhyun tropeçou com tudo em cima do meu pé e caiu de modo brusco no chão, me derrubando em seguida.

Escutei o baque e depois um grito.

— Uiiiiiiiiiii.

Esperei a gritaria.

— Ôôôôôôôô!!! Olha pra onde anda cara!! — Me levantei e constatei que ele ainda estava no chão, com um machucado na testa.

Esqueci naquele momento que não gostava dele e corri para levantá-lo.

— Meu Deus! Me desculpe!! — gritei fingindo preocupação. — Você veio correndo tão rápido que me desesperei.

Ele não falou nada, apenas tentou se levantar junto comigo, fazendo uma cara feia. Baekhyun sentou na bancada da cozinha e ficou olhando pro nada e passando a mão pela testa.

— Vou ficar com um galo enorme na testa!

Olhei pra ele, percebendo sua birra. — Calma! Vou fazer uma compressa.

Olhei ao redor daquela cozinha e peguei o primeiro pano que vi pela frente.

— É uma receita da família, você vai ficar bom logo logo.

— Quero só ver.

Abri a geladeira, peguei um pouco de gelo, coloquei vinagre e me toquei que eu não lembrava mais dessa receita da família e apenas fiz uma mistureba. Adicionei maionese, mais vinagre, gelo, um pouco de mostarda e uma pitada de açúcar. Enrolei tudo naquele pano e fui me aproximando de Baekhyun, observando a sua testa franzida junto com a expressão de dor; e, pela primeira vez, mas é pela primeira vez mesmo; eu achei ele fofo, um tantinho adorável. Aquele cabelo preto todo grudado na testa, misturado com aqueles óculos redondos e meio tortos, e aquele biquinho de alguém manhoso. Meu coração deu um leve salto.

Coloquei a compressa em sua testa e ele logo colocou o dedo no nariz.

— Aiii! O que tem nisso? — ele gritou com a voz anasalada.

Cocei minha nuca, desconcertado. — Ah!...É...é a receita da família sabe, vai passar logo.

— Que cheiro horrível! Tô parecendo uma salada agora, e essa dor nem passou!

— Ei! Não subestime uma coisa de família!

Ele tirou a compressa do rosto e jogou pro lado. — Não quero mais isso...— voltou os olhos pra mim e ficou me encarando. — Você vai ter que fazer outra coisa pra sarar isso.

Cruzei os braços. — O quê exatamente?

Baekhyun ficou com as orelhas vermelhas de repente, achei esquisito.

— Vai ter que beijar minha testa e passar a noite comigo!

— O QUÊ?

— Isso mesmo.

Olhei pra ele com a cara feia. — Você fumou maconha estragada? Tá virado no Jirayia? — apontei para minha cabeça — Não girando bem das ideias?

— Eu tô normal pô!

— E essa proposta indecente aí?

Ele pareceu corar mais ainda. — O quê? Indecente onde? Eu só quero um beijo na testa e uma companhia pra conversar, é pedir muito?

— É.

— Você é um idiota.

— E você é mais ainda.

Ele fechou a cara e eu fiquei o observando e refletindo sobre o que ele realmente estava querendo me fazendo aquela proposta esquisita. Baekhyun parecia alguém mais vulnerável naquele momento, não o carinha popular, que todos corriam atrás, que todos pediam ajuda, que muitas garotas queriam namorar. Ele só parecia, alguém normal, alguém que talvez precisasse mesmo de um beijo na testa. Então foi isso que eu fiz; de modo súbito me inclinei e depositei um beijo rápido na testa dele, que arregalou os olhos, assustado com meu movimento rápido.

— Pronto, agora vai sarar...— baixei minha cabeça, o rosto muito vermelho. — Vamos sair daqui.

Ele saiu da bancada e segurou minha mão, me fazendo corar mais ainda. — Eu que tinha dado um beijo nele, mas eu que estava corado com aquilo e não ele. Vai entender. — Seguimos para um quarto, e o Byun pegou uns cobertores e me pediu para segurá-los. Seguimos para fora da casa. No meio daquelas pessoas bêbadas, e alegres demais. Procurei meus amigos com o olhar, mas não consegui encontrá-los. Só me deixei levar pelo garoto à minha frente.


Notas Finais


Pra onde será que esses dois vão? SHAUUSHAUHSUAHUSHAUHSUAHSU
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, é isso shaushuaushaushuahsuahushaus.
A continuação eu postarei daqui a uns dois dias!


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