História Uma Promessa de Amor - Capítulo 50


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Anna, Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Gravidez, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Romance, Swan Queen, Swan-mills Family, Swanqueen, Swen
Exibições 663
Palavras 7.442
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá amorinhas! Cheguei! 🙈 nem vou pedir desculpas pelo atraso pois já está chato... 😔😥 para tentar compensar... O cap tá grande e leve! Cheio de coisas fofas! Desejo que apreciem e gostem tanto quanto amei imagina-lo! 😄

Ah!!! Vcs sabem o quanto sou grata por estarem aqui né?! Eu realmente amo vcs! Muito, muito obrigada por td! Por me acompanhar, por me incentivar, por me cobrar atualizações mais rápidas! rs MUITOOO obrigada aos Favoritos e aos comentários! Vcs são as melhores leitoras que uma autora poderia ter! ~acho que nunca irei me acostumar com o reconhecimento que deram a minha fanfic maluca~ 🙈'

Só posso dizer obrigada msm... 😍 Amo vcs! ❤❤❤


Vamos as dedicatórias ~sim, são mais de uma!~ rs'

=> Dedico esse cap para três leituras mais que especiais para mim... Rai (MorderLove) - leitora super crítica! Eu te adoro! - vc saberá qual parte escrevi para ti... Desejo que goste minha linda! ❤

Um agradecimento todo meloso e especial a Keel 😍 (minha xodó) que sempre me incentiva, ajuda e acompanha minhas dificuldades, sem contar que o hot desse cap foi em sua maior parte ministrado por ela, desejo que gostem desse momento mais íntimo. haha 😏

E por fim a Carol + conhecida como (Queen Pudim)👑🍮 ela sugeriu uma ideia e descreveu um momento engraçado entre a família Swan Mills. - dei lá meu toque de autora... Mas os créditos da ideia principal é sua minha BB! 😘 "mamãe ama" 😜rsrs

⚠ Ah! Já havia me esquecido! 😨 ESCREVI UM POV na visão da Regina... Sei que falei que não iria fazer mais... Mas, me inspirei! haha Desejo que saibam como ela se sente com tudo isso, duas gestações e td mais... Bem, é isso!

Obs: Leiam as "notas finais"? 👋😆

Sem mais, Boa Leitura! 👓📖

Capítulo 50 - Força e Sensibilidade


Fanfic / Fanfiction Uma Promessa de Amor - Capítulo 50 - Força e Sensibilidade


Nova York - Apartamento da família Swan-Mills

- Amor e se for outra menina? - Emma acariciava o ventre pensativa enquanto admirava Regina passar hidratante sobre a pele do mesmo local.

- Eu vou ama-la demais... - respondeu sorrindo. Aquela pequena vida se movia de forma preguiçosa, Regina poderia jurar que seu bebê estava deliciando-se com as carícias, suas mãos deslizavam sobre a parte superior até o baixo ventre, era acalentador.

- Quero dizer...os nomes... Nós escolhemos Lana quando você estava grávida de Henry... - Swan sentou-se na cama aparentemente preguiçosa, ela havia acabado de acordar. - Ainda quer esse nome? - soltou um longo bocejo alisando os cabelos desgrenhados.

- Oh sim... Nossa Lana... - encontrou os olhos verdes pelo espelho da penteadeira.

- Então minha panda será a Lana? Porque quero chama-la pelo nome... - Emma parecia sonhar ao imaginar-se com a filha nos braços.

- Acho que devemos esperar... Se for outra menina não pensamos que nome dar... - Regina levantou e sentou na bairada da cama ao lado da esposa.

- Eu sei... - a loira mordeu o lábio inferior sorrindo sapeca, seus olhos brilhavam.

- Qual? - Regina arqueou uma sobrancelha curiosa.

- Não vou dizer... Será surpresa! - puxou o queixo da esposa como se fosse tomar um beijo, mas a outra desviou.

- Ah Emma... Para de bobagem! - a morena empurrou fingindo raiva.

- Não é bobagem! É tradição! Quando eu olhar no rostinho dela chamerei seu nome, se ela reagir de forma positiva darei o nome a ela... - contou sonhadora.

- Mas... Se eu estiver esperando um menino... Nossa filha se chamará Lana... - afirmou preocupada, se Emma quisesse mudar?

- Tive uma ideia! - a loira levantou os braços empolgada. - Vamos fazer assim, a que nascer primeiro será a pequena Lana... E se a sua for menina e vir depois... Eu digo que nome darei... - sorriu esperta.

- Por que acha que a sua nascerá primeiro? - perguntou desafiadora.

- Ah. Sei lá... Só desejo que seja assim... - alisou a próprio ventre.

- Tudo bem... Espero que seja um nome descente ao menos... - disse pensativa.

- Um nome digno de força e persuasão! - afirmou convencida.

- Que nome será esse Deus...? - falou mais para si do que para a loira, tinha receio. - OK! Está feito! - concordou com os 'termos'.

- Desejo que a Lana seja minha filha... - sentiu uma pequena pontada dentro dentro de si, aquela 'coisinha' parecia ter acordado.

- Ela será amor... - Regina posou as mãos sobre a barriga saliente da esposa com carinho, como ela amava sentir.

- Não assim, quero que ela nasça primeiro... Quero poder te ajudar quando chegar a hora... - explicou o real motivo.

- Tenho certeza que vai me ajudar ainda que esteja com um barrigão! - tocou a pontinha do nariz e sorriu transmitindo confiança.

- Sim irei... - soltou um longo suspiro preocupado. - É que... Não sei se estou preparada para assistir você dar a luz outra vez, sabendo que minha vez vai chegar... Eu preferia ganhar primeiro... - abaixou a cabeça envergonhada, Swan sentia medo e a cada dia que passava ela sabia, o que estava por vir era inevitável.

- Não se preocupe com isso meu amor... Eu estarei a seu lado... - acariciou o rosto alvo, um pouco mais arredondado que antes. - Darei todo apoio e força que precisar... - afastou alguns cachos do rosto da loira para beijar-lhe os lábios rosados com paixão e delicadeza.

- Eu... - Emma puxou o ar tentando regular a respiração.

Por que aquele coração bobo insistia em acelerar toda vez que Regina demostrava tamanha preocupação e compreensão? Ela ainda não sabia a resposta, talvez morresse sem descobrir, o que ela e Regina compartilhavam era algo mágico, mesmo depois de anos juntas. - Eu confio em você... E... Ai!

- O que foi?

- Auu! Ela... - fez bico. - chutou muito forte... - fez uma carreta de dor.

- Eii pequena... - Regina acariciou a barriga da outra com carinho começando um diálogo. - Não faça isso com sua mãe... Ela sente dor, e isso não é legal mocinha! - advertiu o que fez Emma soltar uma gargalhada, Mills direcionou um olhar feio como se falasse: "não tire minha autoridade srta. Swan!" claro que a loira revirou os olhos e esperou a morena prosseguir. - Mamãe Emma está se esforçando muito para manter uma dieta saudável... Por você! Acredita? Eu tentei por anos fazer essa loira teimosa comer corretamente e veja só?! Ela te ama tanto que está cumprindo com nosso combinado direitinho... Viu? Você faz um milagre acontecer pandinha... - sorriu emocionada quando finalizou a conversa, Emma fitava a esposa com adoração, nunca imaginou o quão bom seria ser mimada pela morena. - Eu sinto muito orgulho de você Em... Voc... - sua frase foi interrompido pelo toque do celular. - Minha mãe? - achou estranho ao visualizar o nome na tela, Cora não ligava com frequência, ainda que estivessem mais que bem na relação mãe e filha ela dava notícias quando necessário, sabia que a mãe estava no México com a irmã, todavia aquela ligação era no mínimo estranha. - Será que aconteceu alguma coisa? - olhou para a esposa com um expressão preocupada enquanto deslizava o dedo para atender a ligação. - Bom dia mamãe! Está tudo bem?

Não houve resposta, Regina ouviu sua mãe fungar, parecia estar chorando...?

- Mamãe...? O que houve? - perguntou nervosa, seu coração já estava acelerado.

"Ela se foi..." - seu tom saiu num fio de voz, mas Regina entendeu. Seus olhos se encheram de lágrimas de imediato, Emma ao perceber a expressão triste da esposa, tocou-lhe o ombro para em seguida afagar as costas. Regina não conhecia a tia, não teve a chance, mas poderia imaginar o sofrimento da mãe o que automaticamente refletia nela.

Cora não precisou falar mais nada, também chorava do outro lado do telefone. Regina de prontidão falou que iriam desembarcar no México para ficar com a mãe, Cora recusou, falou que as duas não precisavam viajar por ela, a senhora Mills se preocupava com o bem estar dos netos, fora que Henry não poderia ficar sozinho e perder aula, Regina relutou mas no fim a palavra final foi de sua mãe que tranquilizou a filha dizendo que não estaria sozinha, que ela tinha alguém para dar todo apóio e organizar as coisas do crematório.

Cidade do México

Dois dias haviam se passado desde o falecimento de Ruth, Malévola saiu de Nova York para ficar ao lado de Cora em sua terra natal até sua pequena sobrinha poder sair da encubadora e ter alta.

O vento castigava os cabelos que esvoaçavam sobre os rostos em frente ao píer, o mar parecia revolto, no entanto o sol parecia sorrir e o céu estava claro, aquela tarde refletia o interior de Cora, apesar da tristeza ela estava tranquila. Cuidaria de sua sobrinha como não teve chance de cuidar de seus irmãos, cuidaria daquela pequena vida como não cuidou de Zelena ou Regina. Uma segunda chance, a vida estava dando uma nova chance de redenção para Cora, ela não despedaçaria! Não dessa vez.

- Tenho certeza que Ruth está num lugar melhor... - Mal abraçou Cora por trás apoiando o queixo sobre o ombro da mais velha. Cora terminava de jogar as cinzas da irmã nas águas salgadas da praia.

- Ao menos agora... Ele pode conhecer a imensidão do mar... - secou uma lágrima teimosa.

- Tenho certeza que esses raios de sol refletem o orgulho que ela tem de você nesse extato momento... - Mal virou Cora para si sorrindo, segurou o rosto dela com ambas as mãos. - Essa vento reflete o sopro de alívio dela... Ela está em paz... - sibilou secando uma nova lágrima do rosto de Cora com o polegar.

- Você tem sido meu oásis em meio ao deserto Mal... - beijou-lhe a palma da mão. - Eu realmente não sei como lhe agradecer, só Deus sabe o quanto me sinto inteira depois da devastação... Sinto-me viva... E... Nunca me senti assim antes... - confessou com os olhos marejados.

- Acredite... Nunca me senti tão viva! - abraçou Cora com delicadeza, um abraço apertado, carregado de sentimento e paixão.

- Obrigada por me amar... - encostou suas testas.

- Deixaria eu de amar alguém como você? Não deve me agradecer por isso... - tocou o queixo fitando as íris amendoadas. - Meu coração é seu desde o primeiro beijo... Roubou-me o juízo... - deu um selinho rápido.

- Não sei o que viu em mim sra. Smith... - mordeu o lábio inferior com expectativa esperava uma resposta apesar de não ter feito uma pergunta.

- Uma mulher conflituosa, triste, cheia de rancor, talvez...arrependida... - sorriu de lado ao lembrar de Cora pela primeira vez. - Uma mulher que apesar da idade não conhecia o significado do amor... Desejei lhe mostrar isso assim que meus olhos encontraram os seus naquele casamento... Me vi desafiada por sua imponência e arrogância, ar superior... Dona do mundo... - distribuiu selinhos pelo rosto da mais velha, parecia querer sanar qualquer dor.

- Ainda sou um desafio sra Smith? - arqueou um sobrancelha.

- Bem... Teremos um longo desafio pelo frente a partir de agora... Um bebê é uma grande responsabilidade... - encarou Cora séria, apesar de não terem tocado no assunto, a bargirls conhecia bem o que se passava pelo coração de sua amada.

- Vo-você...

- Seremos uma família Cora... Juntas criaremos sua sobrinha... Você duvidou disso? - tocou o queixo dela.

- Jamais te pediria tal coisa... Você não tem essa obrigação! Eu poss...

- Shiuu! Eu te amo Cora... E desejo passar o resto dos meus dias ao seu lado! E isso incluiu estar contigo em qualquer decisão que venha a tomar... - reaafirmou olhando profundamente nos olhos da outra, sabia que a senhora Mills não deixaria a bebê sozinha.

Cora não pode conter as lágrimas emocionadas após aquela declaração, os dias foram difíceis, mas com Mal alí tudo era suportável, qualquer dor poderia ser sanada.

As semanas que vieram a seguir foram tranquilas, a sobrinha de Cora recuperava-se de pressa e logo seria liberada. Os papéis da adoção estavam quase todos prontos, registro natural do México seguindo a origem latina da pequena Mills e preservando a memória de sua falecida mãe.

-#-

Regina e Emma estavam no sétimo mês, era meados do mês de setembro, aquela estação alaranjada esbanjava beleza, havia folhagens por toda parte, as calçadas estavam cobertas pelas folhas coloriando o ambiente e trazendo a leveza do sol fraco daquela tarde de segunda-feira. Elas estavam sentadas escoradas numa árvore observando Henry correr próximo ao lago soltando uma pipa. O Central Park estava cheio de famílias passeando e jogando conversa fora, com elas não era diferente, pois precisavam daquele tempo juntos, Emma e Henry conseguiram convencer a morena a tirar o dia de folga.

Regina acariciava a barriga calmamente, respirava e inspirava de olhos fechados afim de aplacar aquela agitação em seu útero, ela podia sentir o aroma das árvores e ouvir o cantarolar os pássaros entre as árvores, podia ouvir os pés do filho sobre o chão de areia e pedra um pouco afastado dalí, onde só havia a grama fofa e uma toalha estendida no chão. Emma por outro lado observava cada gesto da esposa, deliciava-se com a visão de Regina relaxada apreciando o ambiente ao redor, lembrou-se do motivo que as levaram até alí.

"Vamos Reh... Só uma mordidinha de nada...?" insistiu manhosa apontando para o chocolate que acabara de comprar.

"Você sabe que isso não está incluso em nossa dieta!" repreendeu apontando para barra com um olhar sério.

"Eu li na internet! Você quer saber! Não quer? Tanto quanto eu?" apelou para o ponto fraco da morena, ela suspirou revirabdo os olhos.

"Isso não garante que iremos descobrir o sexo do bebê hoje!" Regina foi realista.

"Amor... Tem tudo pra dar certo!" começou uma explicação sobre tudo que leu na internet antes, colocou tudo em prática. Logo pela manhã tratou de acordar a esposa com carícias nada convencionais e claro que aquilo as levou a um sexo matinal gostoso antes mesmo do despertador tocar. "Vai me dizer que ela não está agitada?" indagou a outra esperta, Emma falava 'ela' com tanta propriedade que Regina estava começando a se acostumar com a ideia de ser outra menininha.

"Sim srta. Insistência Swan! 'Ela' está se movendo bastante hoje..." afirmou contrariada. "Me dá isso aqui!" tomou o chocolate da mão da loira mordendo com certo desespero, mastigou e engoliu afoita para em seguiga soltar "Huuuuuumm" lambeu os lábios satisfeita.

"Pensei que não queria madame Mills... Não faz parte da nossa dieta" imitou a voz da esposa com sarcasmo.

"Calada Swan! Fiz isso por você!" tirou um lenço da bolsa para em seguida limpar os lábios.

"Uhum, eu sei..." Emma revirou os olhos fingindo acreditar. Regina iria revidar mas foi empedida pela voz do obstetra que chamou por elas.

Tudo ocorria bem com a gestação das duas, os bebê estavam saudáveis e com um desenvolvimento adequado. Emma ainda estava acima do peso, porém havia ganhado menos durante aquele mês, o que rendeu um elogio da parte da morena e uma careta da loira.

Outra vez o obstetra informou que não conseguiu ver o sexo do bebê de Regina, ela achou estranho não conseguir pois sentia dentro de si uma agitação que poderia ser comparada a uma festa, chegou a pensar que Whale não estava mais apto para aquela função. Limpou o gel frustrada e encarou a esposa com um olhar inquietante, Swan parecia calma demais, justo ela que estava em cólicas para descobrir se era menino ou menina.

O dia transcorreu leve, Emma carregava consigo um sorriso encantador, seus olhos brilhavam como se soubesse de algo muito bom, algo que a morena certamente desconhecia, claro que Regina estranhou tal humor, deduziu ser os hormônios, já que a cada mês eles mudavam com suas rotinas, mas resolveu curtir o estado de espírito da esposa, o que levou os três a fazer um piquenique no parque em plena segunda-feira.

Emma fuçava a cesta procurando algo que não estava ali.

- Mas o quê? - indagou para si colocando várias frutas em cima da toalha.

- Em...? O que tanto procura? Suas nozes estão no carro! - Regina tocou nas costas da loira achando que ela procurava tal alimento.

- Uh! Como pude me esquecer?! Que cabeça a minha... Vou lá e já volto! - disfarçou o que realmente procurava, aquilo era uma surpresa para Regina. Ela tentou levantar, mas sem êxito sua barriga atrapalhava o movimento. - Argh! Não consigo levantar! - bufou nervosa, Regina deixou escapar um pequeno riso que logo fez o favor de esconder assim que Emma a fuzilou com o olhar.

- Espera mãe! - Henry amarrou a pipa num galho de uma árvore e correu em direção a loira. - Eu te ajudo! - o menino se aproximou empolgado, amava se sentir útil e ajudar as mães era um passatempo para ele.

- Obrigada goroto! Se não fosse por você eu estaria encalhada como uma baleia fora da água! - agradeceu o filho assim que levantou com a pequena ajuda. - Porque sua mãe... - lançou um olhar de repreensão. - Sinceramente já foi mais atenciosa! - cobrou.

- Em! Não fale assim... Eu queria te ajudar, no entanto pareço estar na mesma condição que você, o que me impossibilita de levantar com facilidade... Aliás... Traremos duas cadeiras de praia na próxima! - fez a nota mental.

- Quer que eu te ajude mamãe Regi? - o pequeno se prontificou.

- Não será necessário meu querido... - sorriu pro filho. -Só sua mãe Emma que quer pegar o pacote de nozes no carro... Vá ajuda-la! - piscou-lhe em sinal de confiança.

- É pra já mamãe! - saiu correndo em direção ao carro.

- Não corra Henry! - Regina advertiu, porém o garoto já estava longe. Emma ficou admirando o filho por alguns segundos atônita, Henry era sem dúvida o melhor filho do mundo. - Emma! Acorde e vá atrás do nosso filho! - fez um sinal com mão.

- Estou indo! Estou indo! - andou dois passos e parou para olhar a esposa. - Você já reparou como esse garoto corre?! Céus! Como terei pique para brincar com TRÊS??? - coçou a cabeça pensativa.

- Vá Swan! O Henry! - repreendeu mais uma vez. Emma bufou caminhando a passos arrastados com as pernas meios abertas. Regina não pode segurar o riso com tal cena. - É amor... Você passou de Swan para Pato! Está andando feito um... - gargalhou sozinha abrindo o livro na página que estava lendo.

Alguns poucos minutos se passaram e Regina olhou por cima dos óculos a figura de sua esposa e filho caminhando em sua direção, eles conversavam alegres e em um certo momentos Emma fez um gesto como se pedisse para Henry não contar sobre algo, a morena ficou curiosa com aquilo, no fundo sentia um leve ciúme da cumplicidade que eles tinham como mãe e filho, às vezes até mais que com ela, talvez por ser mais rígida? Swan parecia criança na maior parte do tempo o que era compreensível a aproximação deles.

- Voltamos mamãe! - Henry fez o caminho para abraçar a morena saltitante, em seguida sentou-se no chão cruzando as pernas acariciando a barriga da mãe. Os olhos dele brilhavam num castanho intenso, por algum motivo ele parecia mais que feliz.

- Eu estou vendo meu pequeno príncipe... - segurou as mãozinhas dele sobre o ventre. - Vocês foram plantar as sementes das nozes? Porque... Olhem só! Quase perderam o início do por do sol! - apontou para o lago que agora refletia o sol baixo.

- Ô! Mexeu mamãe! Bem aqui! - Henry arregalou os olhos e abriu a boca num "o" animado.

- Oh sim meu querido... - Regina levou suas mãos juntamente com a do filho para o local que o bebê se mexia. - Está aqui agora...

- Dói mamãe?! Isso é tão estranho! - perguntou curioso.

- Não dói meu amor... - beijou-lhe as mãos.

- Ah dói sim! - Emma protestou.

- Emma! - lançou um olhar bravo, não queria assustar o filho. - Não é bem assim meu pequeno... - passou uma das mãos sobre o rosto do menino.

- E como é então mamãe?! - os olhos dele brilharam com expectativa esperando a resposta.

- É bom... E... Estranho ao mesmo tempo... Não tem como explicar... - disse a verdade, aquilo era algo mágico.

- Hum! Mamãe como meninos fazem bebê? O médico põe a sementinha por onde? - perguntou pensativo, na cabeça dele aquilo não era possível, tendo em vista que nunca viu um homem 'grávido'.

- Err... - Regina ficou sem fala, o que responder agora?

- A sementinha que o médico pôs na mamãe vem de um homem... - Swan explicou com receio. E se Henry perguntasse sobre o pai? Aquilo ela temia.

- Como assim mamãe Em??? - coçou a cabeça sem entender, aquilo era complexo demais.

- Bem... Err... Todo homem carrega essa sementinha... - explicou desconfortável. Rezava para não vir mais perguntas.

- Eu tenho sementinha mamãe? - concluiu. - Eu preciso ser médico para colocar em uma mulher? - disse surpreso.

- Oh Céus! - Regina tapou o rosto com vergonha.

- Goroto... Vamos deixar essa conversa para outra hora... Que tal fazemos a surpresa da mamãe Regi? - Emma mudou de assunto esperta, a morena respirou aliviada.

- Ebaaa! Mamãe Regi fecha os olhinhos! A senhora não pode ver! - levou as mãos para cobrir os olhos da morena.

- Surpresa? Mas... Que surpresa? - levantou um sobrancelha curiosa.

- Se eu disser não seria surpresa né amor? Feche os olhos! - ordenou a loira.

- AM? Por quê? O que vocês estão aprontando? - desconfiou, ela não gostava de perder o controle da situação.

- Fecha os olhinhos mamãe!!! Não vele espiar! - Henry ordenou num tom severo, o que fez as mulheres soltar uma risada gostosa, ele tinha para quem puxar!

- Muito bem garoto! - Swan tocou o ombro do filho num gesto incentivador.

- Em? - Mills abriu um olho.

- Não espiaaa maããaeeee! - Henry cruzou os braços bravo. - Vai estragar tudo! Rum! - piscou para a mãe loira que tirou um par de sapatinhos de dentro da sacola.

- Ok! Seja lá o que for... Não abrirei os olhos! - deu-se por vencida.

Em seguida Regina sentiu as pequenas mãozinhas do filho levantando sua bata, sentiu uma vontade enorme de perguntar o que estava acontecendo, mas se conteve.

- Pode abrir os olhos amor... - Emma estava ajoelhada ao lado da esposa com um sorriso gigante, ela e Henry aguardava a reação da morena com expectativa.

Regina abriu os olhos devagar tocando sobre a barriga e alí estava um par de sapatinhos rosas, ela sorriu emocionada ao se dar conta do que se tratava a tal surpresa, seus olhos inundaram em lágrimas e o sorriso em seus lábios denunciava a imensa alegria que sentia naquele momento.

- É... Menina? - segurou os sapatinhos com toda delicadeza do mundo, como se aquilo fosse seu bem mais precioso.

- Sim mamãe! Terei duas irmãzinhas!!! - afirmou Henry empolgado.

- Eu-Eu... Não sei o que dizer... Isso... Como sabe Em? - estava aturdida.

- Aqui está o resultado do ultrassom amor... - entregou o envelope a morena. - Eu pedi para o dr. Whale não contar... - sorriu sapeca mordendo o lábio inferior.

- Vo-você... Não presta srta. Swan! - deu um tapa leve no ombro da esposa.

- Tenho minhas artimanhas... - picou-lhe convencida.

- Eu... Er... Digo... Estou tão feliz... - tocou sua barriga. - Minha princesinha... - secou as lágrimas.

- Agora nossa família está completa mães! - Henry sentou-se entre as mães tocando suas barrigas animadamente.

O sol se pôs lentamente e com o fim da tarde os três resolveram jantar fora, para ser mais precisa Henry insistiu que fossem no Granny's, sabia que aquela hora da noite Hércules estava lá ajudando as mães.

- Hey Hérc! - Henry sentou num dos banco do balcão enquanto suas mães entravam no estabelecimento de mãos dadas.

- HENRY!!! - o filho de Ruby e Lily contornou o balcão para abraçar o amigo.

- Olha só quem resolveu dar o ar da graça! - Ruby aplaudiu as duas ironicamente. - Lembraram que eu existo né? - tirou o avental para abraçar-las.

- Oh Rubs! Sabe que estamos na correria né?! - Emma apontou paras suas barrigas grandes.

- Tô sabendo sim... Aliás estou sabendo pelo meu filho... Porque se eu for depender de vocês...  - revirou os olhos fingindo mágoa.

- Vem cá Rubs! - Emma puxou a amiga num abraço apertado.
- Você mora no meu coração tá?! - afirmou. - Cadê a Lily? - varreu o ambiente a procura da morena. Regina já estava no balcão escolhendo os pedidos, era mais seguro se fosse feito por ela, assim nem Emma ou Henry fugiria do cardápio saudável.

- Lily foi conferir os estoques, daqui a pouco ela aparece aqui! Como vocês estão? - a garçonete acariciou o ventre da loira.

- Estamos muito bem, confesso que estou ansiosa para ver o rostinho das nossas pequenas! -A loira deu um sorriso fofo. Regina observou aquela cena sorrindo junto, também compartilhava daquele anseio.

- Espera!? Quer dizer que a sua também é menina Regina? Duas menininhas? - Ruby abraçou as duas ao mesmo tempo com empolgação. - Bem, o que irão querer para hoje? Vocês merecem a melhor comida desse lugar! - pegou o bloquinho de notas e a caneta.

- Eu desejo do fundo do meu coração uma porção de batatas e um hambúrguer o mais recheado o possiv... - Emma foi interrompida por Regina, que já a estava com aquele olhar fulminante.

- Apenas lanches naturais e sucos Ruby. - falou com um ar um tanto quanto sombrio, causando certo medo na loira que encolheu os ombros fazendo a garçonete rir.

- Ok meninas. Daqui a pouco volto com a comida de vocês. - disse já indo em direção a cozinha.

-Emma, você sabe que não pode ficar comendo essas porcarias.

-Eu sei amor, mas é desejo. Quero muito, muito mesmo. - fez cara de cachorro pidão.

- Já falei que não srta. Swan! - respondeu irredutível. Emma suspirou frustrada acaricianda a barriga e lambendo os lábios.

Em uma mesa mais afastada, Henry conversava com Hércules animado sobre os novos lançamentos da HQ do Homem de Ferro. Regina estava de olho neles, à algum tempo reparava na maneira dos meninos agirem.

- Hey amor, o que foi? - Emma perguntou olhando na mesma direção que a morena.

-Não é nada Em. Apenas estou observando Henry... Amor, você não acha que nosso filho está agindo um tanto que...estranho...?

- Estranho? Como assim amor? Henry está como sempre. Quero dizer... Ele melhorou muito depois que conversamos com a professora dele...

- Não acha que ele está dando alguns olhares diferentes para Hércules?

- Não linda, eles sempre foram amigos, deve ser coisa da sua cabeça. - deu de ombros.

- Hum...não sei...- Regina fala um pouco confusa. Nunca tinha visto o filho olhar para alguém daquela maneira, "a não ser a professora do primário" pensou. Aquilo parecia paixão? Não. Henry era só uma criança! Mas...? Crianças também se apaixonam.

Em seguida Lily chegou com os lanches arrancando Regina de suas deduções incertas.

- Olá Ems, olá Regina, como estão? - falou colocando os lanches na frente delas.

- Estamos bem, e famintas. Só de olhar para esses lanches naturais eu fico decepcionada. - a loira fala com um olhar triste, o que faz Lily rir e Regina revirar os olhos com aquele exagero.

- Olá Lily! Posso te fazer uma pergunta?

- Claro... - Lilith sentou na frente delas apoiando os cotovelos na mesa. - Diga...

- Você... Olha para aqueles dois... Percebeu algo estranho? - Regina aponta para a mesa onde Henry e Hércules conversavam alegres sobre quadrinhos.

- Sim, algumas vezes os vi de mãos dadas... Bem próximos... Não que eu ache isso ruim, sei que eles se amam e são apenas crianças inocentes, talvez a malícia esteja em minha mente, porque já falei com a Ruby, mas ela parece ser tapada de não perceber... - revirou os olhos apaixonada.

- Acho que sei bem o que você está passando... - a morena dá um certo olhar para a loira, como se dissesse "Essa pessoa tapada está ao meu lado", ainda assim Emma não percebeu nada.

- O que foi? - Swan fala com a boca cheia e sem entender absolutamente nada. Lily e Regina começam a gargalhar.

- Nada meu amor, continue comendo. - Regina fala tentando conter o riso.

Elas continuam conversando e comendo naquele clima descontraído. Henry e Hércules sentaram a mesa com elas e dividiram a sobremesa feita de frutas.

- Vamos amor, meus pés estão inchados e eu quero minha cama - Emma fala fazendo uma careta quando encosta os pés no chão.

- Oh sim...também estou exausta... Vamos. - olhou para as donas da lanchonete. - Tchau Lily, tchau Ruby. O jantar estava divino! - piscou em sinal de agradecimento indo em direção a porta.

- Venha garoto. - Emma chama. O garoto anda até a porta com elas, mas escuta uma voz infantil o chamar.

- Hey, Henry!

- Hum..? - ele olha pra trás, em seguida Hérc lhe dá um selinho de despedida.

- Até amanhã Henry. - Hérc corre para a cozinha, sumindo da vista delas, deixando o garoto vermelho e Emma e Regina boquiabertas.

- Ma-mas o quê...? - Regina parece acordar do susto após alguns segundos. Henry já estava no carro.

- Shiiiu! Finge que não viu, depois conversamos com Henry sobre isso... - Emma tentou contornar escondendo sua própria surpresa. - Foi uma despedida inocente, coisa de crianças na idade deles... - explicou afagando as costas da esposa.

- Henry tem SEIS anos Emma!!! SEIS! - os olhos da morena encheram de lágrimas, sentia-se desesperada, perdendo o rumo. Quando seu príncipe deixou de ser um bebê?

- Sim minha Linda... Eu sei... Só não precisa fazer essa cara de espanto... Iremos explicar algumas coisas ao nosso filho quando chegamos em casa. - acariciou o rosto preocupado da morena. - Agora desfaz esse bico e me dá um beijo! - revindicou os lábios carnudos para si.

Pov Regina

Levantei mais cedo do que o costume. Emma dormia calmamente ao meu lado, estava deitada de lado e com uma expressão serena. A noite passou tranquila, a temperatura estava amena aquela hora da manhã o que contribuía para nossas princesas ficarem menos agitadas.

Dei um sorriso bobo ao lembrar de como Emma tinha o dom de me acalmar. Ela soube contornar o "beijo" do Henry com maestria. Gargalhei internamente por ser uma mãe tão possessiva. Sentei-me na cama ajeitando os travesseiros para apoiar minhas costas, em seguida depositei um beijo casto nos lábios da minha loira, senti ela se mover preguiçosa. Emma estava radiante aquela manhã, não que ela nunca estivesse! Pelo contrário, Emma possuía um sorriso de sol, tão puro e peculiar... Um olhar cativante e infantil, me arriscaria a dizer inocente se não a conhecesse bem... Ela estava linda naquela camisola branca com rendas finas que eu fiz questão de comprar para seu conforto, um gestante merece todos os cuidados possíveis, ainda mais essa barrigudinha sendo minha.

Sorri outra vez com meus pensamentos descabidos. "Minha 'Patinha'." Ah sim! Porque...Swan definitivamente não combinava mais, ao menos por enquanto.

Eu admiro minha mulher, admiro todos os dias, e hoje posso dizer que admiro ainda mais, principalmente depois de sua decisão em tentar gerar nosso bebê. Descobrir-se grávida é descobrir-se junto, é aprender novas emoções e sentidos, é se tornar aberta a compartilhar sua vida com mais alguém e ser o reflexo na vida do outro. É se permitir a novos desafios e muitas vezes, desistir de certas coisas. Quando se descobre uma grávidez, descobre um amor novo e as proporções são liberadas de acordo com as etapas dessa fase, a sensação de descobrir quem é esse bebezinho que existe dentro de você é uma delas, não importa quantas gestações uma mulher venha a ter essa descoberta é especial e única. Agora nós sabíamos, duas princesas, eu me sentia flutuar, - não pelo fato deu estar uma bola, porque...definitivamente estou. - feliz em níveis exorbitantes, compartilhar a gestação com Emma era incrível, nós nos entendemos em todos os aspectos e nossas menininhas pareciam conectadas de alguma forma, parecia algo mágico! Quando Emma quis ser a doadora dos óvulos eu fiquei surpresa e demasiadamente feliz com o pedido, ela queria ser mãe biológica do nosso próximo filho. Ah... Minha Em queria tanto uma menininha que fomos presenteadas com duas.

Acariciei minha barriga para depois repetir o gesto em minha esposa. Sabia que ela estava acordando, sua respiração mudou assim que toquei seu ventre.

Eu estava feliz e um pouco melancólica também, talvez pela recente morte da minha tia que não tive chance de conhecer, ou pelo simples fato de não poder dar a Emma todo cuidado e atenção que gostaria, só Deus sabe o quanto estou feliz por estar grávida e só ele sabe o quanto eu desejava não estar nesse momento. Sei que se não fosse dessa maneira provavelmente eu não engravidaria mais na idade que tenho, ainda assim vez ou outra eu me pego pensando em como seria se só Emma carregasse nossa filha, eu a mimaria mais, a pegaria no colo literalmente e faria amor com ela do jeito que ela merece. Eu gostaria de despertar as sensações maravilhosas que nosso corpo pode ter nesse fase gostosa, nosso corpo sente tudo com mais intensidade, estamos sensíveis e hormônios exalando por nossos poros. Eu desejo mostrar isso a ela, ama-la como nunca amei antes, despertar instintos e sensações desconhecidas.

Resolvi levantar, já que Emma pareceu dormir outra vez. Começar o dia com um café da manhã especial - e fora da dieta saudável - era uma ótima maneira de começar a agradar minha princesa.

Antes de ir para a cozinha, decidi passar no quarto do Henry. Ele dormia calmamente. Acariciei seu rosto, ajeitei suas cobertas e caminhei em direção a copa.

Optei por fazer um café bem reforçado. - Afinal, comer quando se trata da minha loira... Não é só para duas, mas para um batalhão inteiro! "Não é Swan?" – pensei e ri enquanto arrumava a bandeja.

Preparei panquecas e deixei o pote de mel ao lado para servir a cobertura, também coloquei torradas com geleia de morango, suco de maçã, café com leite e canela, - canela não pode faltar! - cookies com gotas de chocolate e algumas frutas, como; kiwi, uvas e morangos frescos. Só para não perder o custume da dieta saudável.

Organeizei a bandeja e sorri satisfeita com meu trabalho. Parecia mais um café da manhã para o Henry, mas Swan era uma criança grande se eu chegasse lá com a alimentação saudável de todos os dias com certeza eu ouviria:  “Qual é Regina, isso não é café da manhã para uma mamãe em formação, quer que a pandinha nasça magrela?”  gargalhei mentalmente ao imaginar seu tom de voz irritado.

Peguei a bandeja com aquelas guloseimas, depositei um botão de rosa amarela só para criar um clima romântico. Entrei no quarto com todo cuidado do mundo, - afinal carregar uma bandeja cheia com essa barriga enorme é quase uma missão impossível! - Deixei nossa bandeja de café na ponta da cama e pude percebe que Emma ainda dormia. Aproximei-me, acariciando seus cabelos e depositei vários beijinhos naquela bochecha rosada, ela tinha a pele tão clarinha... Passei a ponta dos meus dedos com delicadeza sobre a barriga dela, senti nossa filha se mexer e aquilo disparou meu coração, puxei o ar para os pulmões afim de amenizar aquela agitação. Como Emma podia mexer comigo daquela forma após todos esses anos? Fui arrancada de meus pensamentos quando senti Emma tocar em minha mão.

- Bom dia dorminhoca... – beijei sua mão que segurava a minha, ela se espreguiçou lentamente.

- Huuum...bom dia meu amor... – disse coçando os olhos. Como era lindo ve-la acordar. - Estamos com fome... – acariciou a barriga. – A pandinha é muito esfomeada. - aquela era sua frase todas as manhãs desde a descoberta de nossas gestações. Revirei os olhos divertida.

- Aham, sei...a pandinha! – soltei uma gargalhada e finalmente pude contemplar suas íris esverdeadas. – "A pandinha" está com sorte hoje! - disse levantando os dedos e fazendo sinal de aspas, o que fez ela jogar o travesseiro em mim com um olhar indignado. Ri de seu exagero e continuei a falar. - Que tal matar a fome dela...? – apontei para a bandeja ao pé da cama. Ela arregalou os olhos surpresa e me presenteou com aquele sorriso de sol.

- Tudo isso pra nós? - perguntou desconfiada. - E... A dieta? - comprimiu os olhos.

- Hoje eu abrir uma exceção srta. Swan... - pisquei cumplisse. - Aproveite!

- Quem sou eu para recusar uma ordem sua...? - ela mordeu o lábio inferior e ajeitou uma mecha solta atrás da orelha.

Um simples gesto vindo dela era lindo para mim. Tinha o poder de mexer com todos os meus sentidos. Fiz outro carinho leve sobre a barriga dela e senti nossa princesinha se mover tão preguiçosa quanto a mãe, aquilo acontecia com certa frequência de umas semanas pra cá. Será que ela consegue me reconhecer? Pensei. "Acho que sim Regina". Falei comigo mesma trazendo nosso café para mais perto da gente.

Nos ajeitamos na cama para ficarmos em uma posição confortável e começar nossa refeição. Emma parecia uma criança, se lambuzou toda, comia tudo com a melhor boca do mundo e com um brilho encantador nos olhos. Dava para perceber alegria em suas íris esverdeadas. Ceús! Será que deixei a desejar como esposa? Pude perceber que ela nāo esperava por isso, o que me fez sentir ainda pior.

- Regina! Esse é o melhor café da manhã que já tomei em toda minha vida. – disse limpando, ou melhor tentando limpar a boca.

- Estou vendo que gostou meu amor, está mais lambuzada que o Henry quando come macarronada... – falei depositando um selinho em seus lábios.

- É porque estava muito bom! – sorriu com aquele ar inocente tentando tirar as migalhas de cookie da camisola e dos cabelos. Fiz um esforço gigante para não rir daquela situação. A realidade é que eu amo esse jeito de menina dela.

– Acho que você precisa de um banho amor... – falei com segundas intenções. - Eu preparo a banheira pra você... - lançei um olhar malicioso, que logo minha loira entendeu. Emma era lenta em muitas coisas, porém essa regra não se aplicava quando o assunto era sexo!

Entramos no banheiro de mãos dadas, - eu queria algo especial, ser romântica talvez. - coloquei a banheira para encher e fui até o armário escolher alguns saís aromatizantes. Vez ou outra espiava minha esposa pelos cantos dos olhos. O corpo dela estava lindo, sua barriga redonda dava um charme especial pra ela. Linda! Extremamente linda... Fui arrancada dos meus pensamentos pela voz frustada dela.

- Tirar a roupa está cada dia mais difícil! – Em comentou bufando, estava a alguns minutos tentando com certa dificuldade retirar a peça.

Eu sabia o que ela estava passando, vivíamos na mesma situação, então posicionei-me atrás dela e ajudei. – Eu te ajudo meu amor... – falei num tom provocativo e retirei a camisola depositando beijos molhados em seus ombros.

Agora Emma estava apenas com uma calcinha de pano fino, seus seios estavam expostos e isso fez com que meu corpo se arrepiasse por inteiro, senti minha boca salivar com aquela visão dos mamilos rosados dela. Não resistir aos meus instintos segurei e apertei aquela grandiosidade macia de forma leve. Emma deixou escapar um gemido sôfrego de surpresa e prazer pelo meu toque inesperado, me causando uma excitação imediata, precisei fechar minhas pernas afim de conter aquele desejo. Ao menos, por enquanto.

- Entra na banheira Swan... – meu tom de voz saiu num sussurro baixo demais, porém ela sabia; quando eu usava seu segundo nome era uma ordem e ela prontamente obedeceu, como uma bela sudita que era... Oh sim! Como eu adorava dominar em certos momentos, este com toda certeza é um desses dias.

Mordi o lóbulo da orelha e beijei seu pescoço dando leves mordidas e chupadas. Senti seus pelos arrepiarem em meus lábios um sinal claro que minha excitação era compartilhada.

Observei Emma fazer um movimento lento para retirar a calcinha, era lindo ve-la com dificuldade, aos menos aos meus olhos. Era fofo. Em seguida ela  entrou na banheira me encarando, como se dissesse: vai ficar aí olhando?

Não me contive. Retirei a minha roupa o mais de pressa o possível, sentia o olhar de Emma me devorar e aquilo estava me consumindo por dentro, podia sentir meu sexo pulsar pelo anseio de algum alívio. Por mais rápida que eu quisesse ser, eu não conseguia devido a minha condição "obesa", respirei fundo e deslizei a calcinha retirando-a do meu corpo.

- Regina entra logo nessa banheira! Não me torture assim – Emma me olhava de cima abaixo, não perdia um movimento sequer, o desejo era notável em seu olhar de fogo.

Entrei na banheira e sentei meio de lado. Ela me puxou mais pra perto com delicadeza devido às nossas barrigas e selou nossos lábios em um beijo ardente. Eu passeava as mãos pelo corpo escorregadio com destreza, conhecia seus pontos preferidos de prazer. Eu queria proporcionar várias sentidos a minha esposa naquele momento. Percebi que ela se ajeitou na banheira em busca de uma posição mais confortável. Já estava totalmente entregue as minhas carícias ousadas. Seu corpo ficou mais ereto, me dando uma visão privilégiada e perfeita dos mamilos rígidos. Apertei-os e ela arfou em meus lábios, mordi seu lábio inferior com vontade. Meus batimentos já estavam acelerados.

- Eu te desejo cada dia mais Em-ma... – pronunciei seu primeiro nome lentamente, sabia o efeito que causava nela quando eu a chamava daquela forma sensual e provocativa. Sentei-me em seu colo cuidadosamente posicionando nossas barrigas em um jeito mais confortável. - Confesso que a água estava ajudando bastante no processo. - Ela estava quente, nós estávamos quentes.

Desci minha mão direita para o sexo pulsante da minha loira e comecei a massagear aquela carne macia com dois dedos. – Tão quente, tão molhada... tão...gostosaaa... – disse beijando e mordiscando seu pescoço.

A beijei com vontade e aumentei a velocidade dos movimentos. Emma gemia em minha boca e apertava meus seios na mesma proporção que sentia-se arder. Puxei seu clitóris entre os dedos colocando uma pressão maior no movimento e ameaçei com a pontinha do meu indicador invadir sua fenda molhada.

- Re-Regina, eu quero mais! Eu...pre-preciso de mais... – pediu com a voz falha e lábios entre abertos. Eu sabia o que ela queria, mas eu não perderia a chance de provocá-la, aquilo era uma das minhas perversões pessoais. Ter o controle da situação era demasiadamente excitante. Continuei com os movimentos em seu clitóris, porém precionando um pouco mais, senti o corpo dela contrair em contato com o meu e um gemido escapar de seus lábios.

"Arr"

- Me diz Emma...me diz? - afundei meu polegar dentro dela. Senti meu próprio sexo pulsar com o ato, minhas paredes internas chamavam pelo toque, eu precisava ser preenchida também. - O que você quer...? – gemi a frase no ouvido dela com a voz mais rouca do que o normal. "Huuumm"

Emma segurou a minha mão e disse com a voz ainda falha. – Eu quero vo-você dentro de mim Regina, bem assim! – segurou dois dos meus dedos com posse, para em seguida enterrar dentro dela com desespero. Gememos em uníssono.

"Ãmn"

"Oh sim Emma!"

Comecei os movimentos de vai e vem dentro dela lentamente, mesmo com toda excitação dos nossos corpos precisava ir com calma e cuidado, não estávamos sozinhas... Eu podia sentir a agitação dentro de mim. Era um misto de prazer e desconforto. Estranho, porém gostoso.

- Aaah Regi... - o entra e sai dos meus dedos tomaram proporções maiores, agora com um pouquinho mais de velocidade e com o polegar estimulava o clítores da minha loira em movimentos circulares. Sentia seu sexo abraçar meus dedos, ela mordia os próprios lábios e segurava com firmeza nas bordas da banheira, a água formava pequenas ondas denunciando nossa 'agitação'.

Fechei minhas pernas entre a coxa dela e estoquei de forma curta e rápida; uma, duas, três, quatro. Ela gemeu mais alto, arranhando meus ombros com força, senti arder mas ignorei. Continuei; cinco, seis, sete, oito... Foi nesse instante que senti seu corpo convulsionar junto ao meu como se correntes elétricas estivessem passando entre eles. Gemi, gememos juntas, ao menos me dei conta que o orgasmo havia me atingindo de forma brutal, pois todo meu corpo tremeu, um arrepio gostoso percorreu dos meus pés até o alto da minha nuca, dissipando-se em meu baixo ventre. Senti o líquido quente escorrer por entre meus dedos ao passo que sentia o mesmo escorrer de mim. Os músculos dela relaxaram. Havíamos atingido o clímax.

Nossas respirações estavam descompassadas e nossas meninas agitadas, tentávamos recuperar o fôlego a medida que nossos corações desaceleravam. Emma passava as mãos sobre a barriga e eu fazia igual tentando acalmar aquelas "feras" era uma sensação tão gostosa. Alívio e prazer.

Recostei minhas costas na banheira ao lado da minha esposa e afaguei seu rosto corado. Como conseguia ficar ainda mais linda? Encostei nossas testas e toquei seu ventre sentindo aquela pequena vida se mexer. Sorri emocionada com aquilo, não resisti, reivindiquei seus lábios num beijo casto. Quando o beijo cessou Emma abriu os olhos sorrindo pra mim. Aquilo fez meu coração errar uma batida. Ela parecia tão satisfeita.

- Am-amor, isso foi... – sua voz estava falha e seu corpo ainda mole devido ao orgasmo.

- Incrível... – completei sua fala e dei um beijo apaixonando em seguida. Aquele simples beijo acendeu todo meu corpo pela segunda vez, dando sinais claros de excitação. Quando o beijo cessou, mordi o lábio inferior dela com luxúria e sussurrei próxima ao ouvido num tom carregado de sensualidade e desejo. – Que tal darmos continuidade em nossa cama...?


Notas Finais


HEY! 😊 Aqui estamos! O que acharam? Devo continuar o hot? 😆' ou tá bom por aí? ~duas grávidas, duas barrigas... De repente vcs queiram... De repente Não queiram.~

Digam-me? Deixem saber? 🙈😆


⚠ IMPORTANTE! Ainda não respondi algumas leitoras nos comentários do cap anterior. NÃO DEIXEM de comentar pq AINDA não respondi. Eu preciso saber o que acharam do capítulo... 😉

⬇Caixinha de diálogos⬇


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