História Uma Promessa de Amor - Capítulo 53


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Anna, Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Gravidez, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Romance, Swan Queen, Swan-mills Family, Swanqueen, Swen
Exibições 318
Palavras 7.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey amoras! Voltei! 🙈 Eu sei, eu sei... Demorei MUITOOO dessa vez, mas tive motivos sérios para isso. Eu sei que não devo explicações para vcs, mas me sinto na obrigação de dar alguma satisfação pelo atraso... Bem, primeiro foi meu Trabalho de Conclusão de Curso (que já apresentei graças ao bom Deus e deu tudo certo) segundo meu celular quebrou (mas já arrumei também e pude finalizar o capítulo) terceiro e último, rsrs Tive uns dias de não inspiração. Acho que o cansaço influenciou nisso, depois do meu TCC eu só quis descansar, não queria pensar em escrever mais nada! É isso... Espero que me perdoem. 😬

Agradecimentos e Dedicatória:

Keel meu amor... Muito obrigada pela ajuda, sem você eu estaria perdida, nunca te disse isso, mas uma parte do incentivo para continuar vem de seu amor por essa história... Obrigada por tudo! 😊❤

Uma parte desse capítulo foi escrita para um leitora que há muito me pediu isso... Não só ela, como muitas outras, no entanto ela foi a que mais insistiu e cobrou me. Então... Aqui está ~LuzMills... Desejo que aprove... 🙊 rs'

Sem mais, Boa Leitura! 📖 👓

Capítulo 53 - Aprendizagem


Fanfic / Fanfiction Uma Promessa de Amor - Capítulo 53 - Aprendizagem


Aquele lugar estava cheio demais. Mérida tinha tantos conhecidos assim? Esse era exatamente o pensamento de Emma quando entrou na enorme sala de estar da casa nova da ruiva e a oriental. Aquilo era para ser um chá de bebê não? Pois é, estava mais para um chá de noivado. Mulan exibia o anel com um sorriso que poderia rasgar-lhe o rosto, todos cumprimentavam e davam os parabéns, os mais íntimos batiam no ombro da oriental e diziam que já havia passado da hora.

- Lily! - Swan avistou a amiga em um canto da sala. - O que faz aqui?

- Barrigudinha! - abraçou a loira num gesto caloroso. - Ruby e Mulan se conhecem há alguns anos... - explicou.

- Ah é verdade, tinha esquecido... O que tá achando disso tudo? - fez um gesto com a mão para mostrar o local.

- Um exagero sem fim... - sussurrou no ouvido da amiga e explodiram numa gargalhada em seguida.

- Qual a graça? Posso saber? - Regina chegou sorrindo segurando a mão do filho.

Ela havia cumprimentado as donas da casa e deixado os presentes com Mérida.

- Oi amor, nada de mais. - Emma deu um selinho rápido na esposa. - Hey filhão! Ainda não achou o Hérc? - fez um cafuné carinhoso.

- Não mãe Em, vamos procurar ele comigo? Tem um pula-pula no jardim! E piscina de bolinha! - contou dando pulinhos.

- É mesmo garoto! Eu vi um escorregador gigante lá fora, daqueles infláveis! - disse empolgada já segurando as mãos do menino em direção a porta.

- Emma... - Regina chamou num tom de repreensão. - Nossa filha meu amor, cuidado estamos no fim da gestação, nada de esforços OK?! - pediu suplicante.

- Eu sei. Não vou descer dele... - revirou os olhos saindo com o filho.

- Ela não cresce... - Lilith comentou sorrindo.

- Não... - Regina suspirou apaixonada. - Amo esse jeito infantil dela, essa petulância toda... - passava a mão na barriga, seus olhos brilhavam enquanto fitava a figura da loira se afastar.

Amava Emma, com suas qualidades e defeitos, não trocaria aquele espírito livre e brincalhão jamais.

Emma encontrou Ruby e o filho próximos aos brinquedos no jardim, Henry logo deu um jeito de despistar as mães e ir para o escorregador gigante com Hérc. Haviam muitas crianças, provavelmente parentes ou filhos de amigos das donas da casa. Swan contava para a amiga de mechas vermelhas sobre as sensações de ter um bebê se mexendo dentro de si, quando Elsa chegou acompanhada da esposa Ariel.

- Uau prima! Como você está linda Ems! - abraçou e apalpou a barriga da loira. - Nunca imaginei te ver tão... Tão... - buscava a palavra adequada.

- Gorda!? - Emma encarou a prima divertida.

- Não era isso que eu queria dizer Emma! Você está belíssima! - segurou as mãos da loira para dar uma meia volta e checar todo o corpo.

- Tá dizendo isso porque não viu Regina... - Swan sentiu as bochechas corarem, não estava acostumada a ser o centro das atenções.

- Ah competição de grávidas aqui? - Ariel entrou na conversa divertida. - Minha prima é sem dúvida a grávida mais linda do universo! - estufou o peito.

- Olha gente esse assunto de vocês... - Ruby apontou para Mulan e Mérida que aproximavam-se do local. - Só queria ressaltar que grávidas são extremamente sensíveis a qualquer tipo de coisa...

- Que tipo de coisa? - Mérida parou na pequena roda que havia se formado em meio ao jardim.

- Ferrugem! - Ariel agarrou a prima num abraço saudoso.

- Saudades de você ruivinha! - Mérida cumprimentou todas da roda com um aceno.

Elas conversaram e mataram um pouquinho da saudade acumulada, resumiram o andamento de suas vidas e idealizaram planos futuros. Elsa e Ariel pensavam sobre ter filhos mas ainda não estavam seguras para tal decisão. Ruby e Lily não desejavam outro, Hércules era tudo o que mais amavam. Mulan babava na futura esposa e Mérida se derretia com os mimos destinados a ela.

Conversa vai e assunto vêm, Regina se aproximou ao lado de Lily.

- Reunião do clube da ruivinha e nem me convidam? - fingiu mágoa indo abraçar Emma de lado.

- Eu estava procurando por você Regina, mas Emma me falou que estava conversando com Lily... Não quis atrapalhar... - Mérida sorriu para morena.

- É, Lily e eu temos muitos assuntos incomuns... - ambas fitaram suas esposas, que a propósito, eram bem parecidas em vários aspectos.

- Agora sim! - Mulan bateu palma. - Cadê o fotógrafo? Quero tirar uma foto de todas nós! - a oriental fez um gesto chamando o homem que rapidamente posicionou a máquina tirando o retrato de todas.

Depois chamaram Henry e Hércules para ficar próximos às mães e outro retrato foi tirado. O fotógrafo analisando aquelas famílias reparou em algo curioso.

- Posso tirar uma foto de vocês? - aproximou-se de Regina.

- Oh sim, claro... - Mills puxou a esposa para si já fazendo pose.

- A sra. Dunbroch também... Eu...

- Am? Achei que queria uma foto nossa... - Emma juntou as sobrancelhas.

- Sim posso tirar de vocês duas, mas quero de vocês três também, não é sempre que vejo grávidas tão lindas e de belezas tão distintas... Loira, ruiva e morena... - o profissional sorriu. - Venham!

Posicionou as três perto de uma árvore florida e começou os cliques. Elas saíram em várias posições, morena, ruiva e loira no meio, depois revezaram as postas, praticamente um álbum das três.

- Uuuuhhh! - Ruby aplaudiu. - Lindas! Já podem tirar as roupas! - gritou divertida. - Eu voto na loira para grávida mais bela! - brincou.

- Eu também! - Lilith foi com esposa.

- Eu voto na minha ruiva... - Mulan abraçou a noiva por trás tocando a barriga.

- Eu vou na ferrugem... - Ariel apontou para prima.

- Desculpa Emma, mas você tinha razão, Regina está linda... - Elsa falou.

- Ah eu sabia! Você disse aquilo para me agradar! - Swan gargalhou no mesmo momento em que pegou um petisco do garçom que servia por ali.

- Tenho que concordar, nem posso competir com Regina... - Mérida falou acariciando a barriga.

- E eu tenho que concordar com você cabelo de fogo... Minha esposa é a mais bela... - Emma roubou um beijo rápido da morena que sorriu sem jeito em resposta.

- E você Regina? Quem está mais elegante aos seus olhos? - Ariel gritou na roda. Afinal só a morena não havia dito nada.

- O quê? - arregalou os olhos.

- A ruiva ficou bem grávida né? Nem parece que carrega três, eu não aguentaria... - Lily fez o comentário no ouvido de Ruby bebendo um gole de suco.

- Ah mas é claro que ela vai falar da Emma! - a ruiva afirmou.

- Desculpa Mérida, mas você tem razão. - sorriu acariciando o ventre. - Devo confessar que está linda grávida, mas não mais que minha esposa... - tocou o queixo da loira em seguida a barriga dela. - Emma... Você está perfeita assim... - fitou os olhos verdes e tomou um beijo terno.Swan abriu um largo sorriso.

- Ei ei! Vamos parar com essa melação? A glicose está em alta já! - Ruby bateu palma próxima ao rosto delas. - O amor de vocês é lindo! Todos já sabem! Estão ofuscando a dona da festa! - gargalhou divertida. As mulheres riam das graças da sra. Luccas.

- Desculpe Ruby... Não posso evitar... - Regina reivindicou os lábios da esposa outra vez.

- Misericórdia! Que fogo é esse? - a morena de mechas fez uma careta.

- O que houve com a Ruby safada que conheci? Tá parecendo minha sogra! - Mills gargalhou jogando o pescoço para trás.

- Olha como fala Regina! Minha mãe é um anjo! É até pecado falar assim dela! - Emma defendeu brincalhona.

- Eu gosto da sua mãe meu amor... - tocou as mãos da outra num gesto carinhoso. - Agora podemos ir pra casa? Meus pés e costas estão me matando! - tocou no local fazendo uma careta de dor.

- Bingo!!! Você leu meus pensamentos Regina! - Emma respirou aliviada.

Queria ir embora, mas ficou com receio de falar e a morena pensar que fosse por conta de Mérida. Não que Emma se importasse, na verdade importava mas ela sabia dosar o ciúme, afinal amar é isso não? Saber controlar os sentimentos em prol de algo maior.

A noite chegou e o céu estava nublado, o frio intensificava-se a medida que o fim do mês de novembro aproximava-se.

Cora e Malévola passaram aqueles dias atarefadas, a mãe de Regina aprendia e reaprendia os cuidados com bebês. Desde a volta do México ambas as mulheres preocupavam-se mais com o bem estar da pequena Ruth, enquanto esqueceram-se delas. Claro que elas amavam-se e não tinham dúvidas quanto a isso, no entanto sentiam falta do contato de casal. Um recém nascido no lar consome o tempo em demasia e Cora Mills estava consciente de sua "ausência" para com Mal.

Malévola estava sentada na cadeira de balanço no aconchegante e rosado quarto da Ruth, ela balançava para frente e para trás enquanto cantarolava uma música para ninar. Cora parou no batente da porta encantada com a sutileza na voz da outra, não conhecia esse lado artístico de Mal. Emocionou-se ao fim da canção e uma lágrima desobediente escorreu em sua face.

Pigarreou ao entrar no quarto: - Trouxe a mamadeira... - sua voz saiu meio falha devido a emoção que ainda sentia.

- Uff! Ela dormiu. - Mal soltou o ar aliviada. A menina havia demorado a pegar no sono.

- Até eu dormiria depois de ouvir uma música como essa... Você tem uma bela voz. - elogiou tocando os ombros da loira.

- Você ouviu? - arregalou os olhos, surpresa, sentiu as bochechas esquentarem.

- Sim. E achei divino. Por que não me contou que sabia cantar? - acariciou o rosto corado de Mal.

- Na verdade não sei, isso é só um hobby para matar o tempo... - respondeu casualmente. Sentir o toque leve da amada em sua pele era bom.

- Você precisa parar de fazer isso comigo sra. Smith. Vive a surpreender-me. - sorriu depositando um beijo leve nos lábios da outra.

Nesse momento a bebê resmungou nos braços da loira.

- Shhh, shhh pequena! Está tudo bem filha... Aqui seu leite... - Mal balançou a menina e ofereceu a mamadeira que logo foi sugada com afinco. - Err desculpa eu... - abaixou o olhar envergonhada pelo o que havia dito.

- Não me deve isso, ela é sua filha também. Se assim desejar... - Cora fitou as íris azuis com uma sinceridade que poderia ser palpável. - Nada me faria mais feliz ao ter você como mãe. Ela é nossa filha. - tocou a mão da outra num gesto que passava confiança.

- Obrigada Cora. - sorriu com os olhos marejados - Sempre idealizei como seria quando esse dia chegasse, e de todas a formas que consegui imaginar essa nunca passou pela minha cabeça, tornar-me mãe após os cinquenta anos é novidade para mim, em contrapartida sinto uma alegria que não cabe em meu peito. Eu há muito havia desistido de ser mãe e agora me vejo presa, tão refém desse amor... - passou o polegar na minúscula bochecha de Ruth - Você me deu mais que seu amor Cora, me deu uma família na qual eu possa me importar. Uma família de verdade… - segurou firme a mão esquerda da mais velha.
 

- Você proporcionou-me tal coisa Mal, não eu… - beijou-lhe a com carinho. - Se hoje possuo uma família de verdade é porque me amou, me deu a chance de mudança e mostrou-me o lado bom que a vida pode ter, mesmo sem luxos. Aprender é contínuo, por maiores que sejam nossas experiências sempre haverá espaço para aprender-se mais, com você enxerguei um mundo todo novo, aprendi a valorizar-me, a respeitar-me e dar valor a minha família. Eu vivi uma vida sem amor, cercada de luxo e riquezas e hoje posso ver o quão tola eu fui, sinto vergonha por não permitir-me sentir, percebo quanto tempo perdi, privei-me… Eu não quero, não desejo perder mais tempo. Já perdi tempo demais, anos demais, pelo menos de uma coisa tenho certeza. - fitou os olhos azuis com profundidade. - Eu quero viver ao seu lado até o fim dos meus dias! Eu pretendia fazer isso de outro jeito, um jantar rebuscado, talvez algo mais luxuoso, algo que certamente agradaria-me há alguns anos, e eu jamais abriria mão, mas você merece mais que isso, merece sentimento de verdade e o momento me veio propício para tal: Fica comigo o resto da vida Mal. Concede-me a honra de ser minha esposa sra. Smith?

~•~

- Mãe...? - Henry adentra a sala assim que percebe a mãe morena ir para cozinha preparar o jantar, Regina cozinhava com certa frequência desde a descoberta das gestações, pois Emma sempre arrumava um jeito de burlar o cardápio "perfeito", saudável como Mills fazia questão de corrigir todas as vezes.

- Oi garoto... - Emma desvia o olhar do filme que passava na TV para encarar o filho.

- Precisamos fazer algum tipo de missão... - para em frente a loira com um olhar esperançoso.

- Como assim? - não sabia de qual assunto o filho falava.

- Não aguento mais comer verduras e coisas assadas mããee! - fez uma careta.

- Nem eu garoto... Eu daria meu fusca por um queijo quente e duas rosquinhas de chocolate! - soltou o ar acariciando a barriga.

- Como é que é? Você disse o fusca? - o menino arregalou os olhos.

- Você entendeu garoto! - puxou o filho para sentar ao lado do sofá, bagunçou os cabelos castanhos num cafuné carinhoso.

- Tá tá! Eu entendi! - livrar-se do enlace da mãe. - Isso significa que está desesperada! - sorriu vitorioso, conhecia suas mães.

- Oh e como... - suspirou passando a língua nos lábios.

- Eu tive uma ideia mãe... Mas minha mãe Regina não pode saber... - cochichou no ouvido da loira.

- OK! Qual o plano? - Emma conhecia o filho sabia que ele iria propor algo.

- Vai topar assim de primeira mãe? - arqueou a sobrancelhas espantado.

- Sim garoto! Eu preciso daquelas rosquinhas e queijo quente! - ela já podia sentir a boca salivar e sua bebê agitar devido a vontade.

- Eba! Então isso será uma operação? - Henry se empolga, ele tinha aquela mania de colocar nomes em seus planos mirabolantes, devia ser divertido para ele.

- Operação queijo quente? - Swan entrou na brincadeira com uma sugestão. - Não! - mudou de ideia. - Operação rosquinha! - estalou os dedos com uma expressão pensativa.

- Não mãeee! Assim fica óbvio demais... Já imaginou mamãe Regina ouvindo isso? Óbvio que ela vai descobrir! - falou esperto segurando o rosto da mãe com as duas mãozinhas.

- Tudo bem garoto... Pode dar o nome que quiser! Qual o plano? - perguntou já impaciente. - Quero um lanche gorduroso para ontem.

- Que tal… Operação x-burguer? - sorriu com as bochechas coradas, formava pequenas covinhas deixando seu sorriso ainda mais lindo, Emma não deixou de admirar o filho nessa hora.

- É meio "óbvio" não é mesmo? - tentou imitar a voz do filho, Emma se perguntava como o garoto aprendia aquelas palavras.

- Não mãe Em! Entenda... Temos que pensar em outro nome, não pode ser o verdadeiro significado! Compreendeu? - falou convencido se achando um gênio, Swan apenas riu meneando negativamente.

- Tá legal pra mim... No que pensou? - deixou a história do nome pra lá, aquilo pouco lhe importava, queria mesmo as guloseimas.

- Pedir pro Hércules levar para escola… - estalou os dedos.

- Huum Hércules... Você e Hércules... - pensou na conversa que deveria ter com o filho, mas estava adiando aquilo. - Como ele vai levar?

- Falo pra ele dizer pras mães dele que vai ter uma festa surpresa na escola para um amigo da minha sala.

- Huum uma boa filho! Mas precisamos deixar isso mais convincente. Já sei! Diz pra ele falar com a Rubs que a professora pediu para cada aluno levar várias lanches.

- Yeeh! - levantou os braços comemorando - Amanhã teremos balas, chocolates, hambúrguer e batatas fritas em nossas mãos!

- Oh sim garoto! Mas não esqueça do meu queijo quente e a rosquinha. - lembrou. - Já estou sonhando com o dia de amanhã! - passou a mão na barriga lambendo os lábios.

- Pode deixar mãe Em! Vou salvar nossa vida! - bateu a mão direita na palma da loira.

- Nossas vidas Henry... E o que precisa ser salvo? - Regina entrou na sala assim que terminou o jantar.


- Err... - o menino arregalou os olhos assustado e se a mãe tivesse escutado o plano?

- É sobre um jogo amor, nada que valha a pena saber... Não é mesmo garoto? - piscou-lhe num gesto cúmplice.

- Claro mamãe! Podemos jogar depois do jantar? - aproveitou a deixa para tentar convencer a mãe morena de deixá-lo brincar antes de dormir. Algo que a morena não abria exceção.

- Hoje não Henry, depois do jantar vamos dormir, amanhã você terá aula... - respondeu como de costume.

 

Ainda assim permitiu-se admirar sua família, Henry e Emma eram com toda certeza as pessoas mais importantes na vida dela, se bem que agora tinha duas vidas a caminho e o amor que sentia dentro de si já era equivalente ao amor que tinha pelos dois.

~•~

 

- Está me pedindo em Casamento? - Malévola não conseguia acreditar nas palavras proferidas pela mais velha.

 

Queria, desejava mais que um relacionamento estável, porém não esperava tal atitude, sequer havia passado pela cabeça da loira fazer aquele pedido e jamais imaginou Cora fazendo-o.

 

- Bem, creio que sim… - Mills coçou a nuca envergonhada. Aquele era um grande passo. Talvez sua decisão mais importante em anos.

 

- Cora Mills está disposta a casar? Casar com uma bargir-...

 

- Shiu. - silenciou a bargirls com o dedo indicador. - Se teve algo que eu demorei para aprender, hoje eu já aprendi… Isso não importa, você é a pessoa que escolhi para amar. O que me diz? - olhou com expectativa.

 

- Sim… - sua resposta foi rápida e curta, no entanto aquelas três letras tinham um poder grandioso.

 

Os corações batiam acelerados em ambos os peitos, sorrisos formaram-se expandindo a alegria que sentiam em seus rostos. Um toque sobre o queixo. Um beijo terno e carinhoso. Um choro estridente em seus ouvidos.

 

A pequena Ruth agitou-se nos braços da loira, talvez pela forte chuva que começara lá fora.

 

- Bem, em outros tempos eu a beijaria e rasgaria suas roupas agora mesmo, mas… - apoiou a menina no ombro.

 

- ...temos essa pequena… - tocou no mínimo nariz, ela estava mais calma, parecia com sono, pois soltou um longo bocejo. - Vamos aproveitar essa chuva para dormimos nós três… - propôs.

 

- Hum… Nada melhor que dormir nos braços de quem a gente ama… - Mal levantou passando a pequena para os braços de Cora.

 

O dia amanheceu frio, o vento castigava as árvores lá fora, as folhas mais resistentes terminavam de preencher o chão molhado denunciando a eminente chegada do inverno.

 

Ruth estava no berço desde a madrugada. Cora dormia serena sobre o peito de Mal, ela admirava seu sono leve enrolando algumas mechas no dedo indicador.

 

Pensava e relembrava do inusitado pedido na noite anterior, sorria como uma adolescente após provar do primeiro beijo.

 

- Hum, sabe o que acontece quando mexe no meu cabelo dessa maneira… - Mills falou com voz de sono.

 

- Talvez eu saiba… Talvez seja exatamente o que procuro… - Mal beijou-lhe os cabelos cheirosos, em seguida depositou um longo beijo molhado sobre a nuca da outra.

 

Aquele mínimo gesto despertou um grande arrepio no corpo de Cora que de imediato apertou os olhos suspirando.

 

- Ah sra. Smith… - abriu os olhos para fitar aquela imensidão azulada, os seus já estavam escuros de desejo.

 

Nada mais foi proferido pelos lábios de Cora, esta avançou sobre o corpo de Mal com posse, desejo, dominação, como se reivindicasse o que era seu por direito.

 

Malévola não teria chance naquela briga, sabia que cedo ou tarde Cora trocaria suas posições, Mal nunca deixou-se enganar, conhecia e sabia desvendar-la como ninguém, se um dia dominou foi porque Mills o quis assim.

 

Um beijo faminto roubava o fôlego da loira, ela tentou, tentou brigar por dominância, mas aquela briga de dentes e línguas era feroz. Suas camisolas foram diminuídas a finos pedaços de panos espalhados ao chão.

 

Cora beijou e chupou o corpo de Mal com destreza, marcou com mordidas e lambidas, deixou uma trilha de de saliva pelo vale dos seios e os apertou. Mal gemeu baixinho ao sentir a respiração quente e pesada em sua virilha. Mills fitou os olhos azuis descaradamente na intenção de provocar.

 

- Abre as pernas pra mim… - sussurrou sobre o ouvido esquerdo, assim a bargirls o fez.

 

Seus corações estavam acelerados e a excitação exalava pelos poros. Cora arranhou, beijou, mordeu e chupou a virilha da loira, ela contorcia-se de prazer e ansiedade, aquela provocação teria volta. Foi o que pensou, mas seu pensamento dissipou-se ao sentir a língua quente de Cora em contato com seu sexo.

 

- Porra Cora! - apertou a cabeça da outra para obter mais contato.

 

- Shiu! Vai acordar Ruth, é isso que quer?

 

- Nãooo… - gemeu manhosa. Aquela visão era extremamente prazerosa, ter Cora entre as pernas era seu fetiche particular.

 

- Então fique quieta! Ou terei que parar! - disse autoritária deferindo um tapa ao lado direito da coxa, seus dedos marcaram a pele alva.

 

- Pare de falar e chupa essa buceta Cora! - ordenou.


No mesmo instante Mills devorou Mal com um simples olhar, seus olhos estampavam malícia e um sorriso sarcástico brotou em seu de seus lábios.

- Está com pressa querida? – sorriu pressionando o clitóris da loira com o polegar.

 

Para Cora a única que mandava ali era ela e mais ninguém. Mal arfou com o gesto da mais velha, ela adorava aquele ar de superioridade.

- Apenas me chupa Mills, por favor! – disse sôfrega devido aos toques que recebia em seu sexo. Cora sorriu vitoriosa mais uma vez.

- Bem melhor assim! Bem melhor... – dito isso Mills encaixou sua cabeça no meio das pernas de Malévola  e passou a língua por toda extensão do sexo da loira.

- Arrrgh... Chupa gostoso essa buceta Cora... assim...  – Mal pressionava  a cabeça da outra em seu sexo em busca de mais contato.

Cora chupava sua mulher com maestria, apesar de ser “nova” naquela área sabia como provocar facilmente. Ela intercalava chupões e mordidas por todo aquela região molhada.

- Puta que pariu Mills! – Mal gemeu mais alto quando sentiu que a mais velha havia mordido seu clitóris e o segurado entre os dentes em uma chupada dolorosa e ao mesmo tempo prazerosa.

- Já disse pra você não gritar! – deu dois tapas nas coxas da loira, que apenas mordeu o lábio inferior tentando conter a excitação crescente daquele ato provocativo.

Cora levantou as pernas da mulher passando-as por cima de seus ombros e ao mesmo tempo  intensificou as chupadas, aumentando a velocidade dos movimentos com língua, enquanto arranhava, apertava  e soltava vários tapas na bunda de Malévola.

- Forte! Fode com força! Me fode Cora! – Mal estava adorando aquele misto de dor e prazer. Sentia seu sexo latejar a cada tapa que Mills deixava na sua bunda e a cada mordida dada em seu sexo.

Cora sorriu entre as pernas da bargirls e sem aviso prévio meteu dois dedos no sexo da loira ao mesmo tempo que sugava aquela carne inchada. Malévola arfou mais uma vez, não poderia esperar mais, Cora teria que terminar aquilo. Inclinou o quadril em busca de um contato maior, porém a mais velha parecia querer prolongar aquela tortura ao máximo, foi quando a dona do bar saiu daquela posição ficando por cima da outra. Num gesto desesperado sentou-se no rosto de Cora esticando os braços no encosto da cama.  

Mills ficou surpresa, mas entendeu o recado, aumentou a intensidade das chupadas e escorregou três dedos sem nenhuma delicadeza dentro de Mal, ela gemeu alto tombando o pescoço para trás. As estocadas ganharam força e agilidade, Cora sentia o sexo da loira começar a se contrair em seus dedos e no mesmo instante um quarto dedo foi introduzido.

- Cachorra! - xingou a mais velha por ousar fazer aquilo. Sentia suas paredes doloridas, aquilo era demais, ainda assim estava gostando daquilo. -  Fode rápido Cora! Eu vou gozar... – Mal alertou segurou com força a cabeceira da cama e ondas vieram em seguida, uma corrente elétrica começou a percorrer seu corpo, o som morreu em sua garganta e o orgasmo chegou forte, destruindo Mal por completo.

Cora sentiu o líquido inundar sua boca e escorrer entre os dedos, no mesmo instante começou a ‘limpar’ o sexo da loira sem deixar rastros de umidade por ali. Malévola tombou o corpo no coxão tentando recuperar o fôlego.

- Tão gostosa... tão minha... tão passiva! – Cora disse convencida enquanto subia pelo corpo de Malévola deixando um caminho de beijos até chegar em sua boca – Sinta o quanto é saborosa... – levantou a mais nova para sentar-se em seu colo em seguida a puxou para um beijo faminto.

O beijo foi interrompido quando o ar se fez necessário. Os olhos de Malévola transbordavam desejo e segundas intenções.

- Agora eu vou te mostrar o maior dos prazeres! – disse puxando os cabelos e mordendo o lábio inferior da mais velha com bastante força, queria vingar-se, Cora pagaria por aqueles tapas. Ela começou a rebolar no colo da loira e no mesmo instante Malévola a jogou contra a cama em um único movimento. - Não, não! Agora eu vou te mostrar quem manda aqui de verdade Madame Mills! – Mal sentou em cima da mais velha e em um rápido movimento abriu a gaveta do criado mundo e ali pegou uma de suas gravatas, especificamente uma que era usada para outros fins que não fossem a vestimenta, e prendeu os pulsos na cabeceira da cama com ela.

- Maaas... Mas o que é isso Malévola? – Cora perguntou assustada porém seu corpo correspondia com expectativa aquela nova situação.

- Isso é apenas o começo meu amor... – respondeu mordendo os mamilos. – Quem manda aqui sou eu e você vai ficar quietinha entendeu? – ordenou mordendo o lábio inferior da outra, em seguida puxou os cabelos com força inclinando sua cabeça para trás. Cora nada disse, ela estava em transe, seu sexo pulsava, latejava e ela poderia gozar a qualquer momento. - Eu perguntei se você entendeu! – Smith mordiscava o pescoço da mais velha deixando vários chupões que com certeza iria deixar marcas no dia seguinte.

Mills estava completamente entregue a aquela mulher e mesmo querendo toca-la e revidar a afronta deixou-se levar pelo prazer.

- Si.. Sim, eu entendi – disse com a voz sôfrega, carregada de excitação.

Malévola abandonou o pescoço de Cora e desceu deixando um rastro de saliva até chegar aos seios, com rapidez e volúpia abocanhou o esquerdo enquanto massageava o direito. Fez isso várias vezes, dando atenção a ambos, mordeu e chupou até ficarem inchados e marcados.

- Puta a merda, me fode de uma vez...  – Cora implorou, precisava de mais contato, ela não iria aguentar por muito mais tempo.

 

Malévola gargalhou irônica: - Olha só quem está com pressa agora! Hum... -  disse passando as unhas pelo abdômen da mais velha o arranhando causando arrepios de dor e prazer. Smith subiu até o rosto de Cora, beijando seu pescoço até chegar  ao pé de seu ouvido. - Abre as pernas pra mim vadia! Vou te foder tão gostoso, que sua buceta vai latejar por mais...  – mordeu o lóbulo da mais velha. Sua  voz estava carregada de luxúria, o que fez com que o sexo de Cora encharca-se ainda mais.

Cora de prontidão atendeu ao pedido de sua mulher, abriu as pernas para que a outra com agilidade abocanhasse seu sexo. Mills estava completamente perdida, nunca havia sentido tanto prazer daquela maneira, o fogo alastrava-se por todas suas veias.

Malévola percorreu o sexo da mulher com a língua e chupou o clitóris com vontade, sugava com força enquanto arranhava as coxas. A mais velha contorcia-se, queria arrancar aquela maldita gravata estúpida e tocar Mal, puxar seus cabelos, queria possui-la... Entretanto agir de acordo com seus pensamentos era impossível, seu corpo respondia de forma oposta, não conseguia pronunciar uma palavra sequer, ela estava entregue.

Smith continuou a sugar e os gemidos de Cora ganharam força. Aquilo era música para ouvidos dela.

- Awwn... Isso Mal me fode! Me come! – dizia arfante com a voz rouca devido sua excitação.

Mal introduziu dois dedos no sexo melado de Cora, a morena rebolou gemendo alto. Ela começou estocar com força e rapidez ao mesmo tempo que chupava e prendia os lábios entre os dentes. As mulheres suavam e seus corpos exalavam o cheiro do sexo.

- Geme pra mim Madame Mills! Geme igual uma boa cadelinha, cachorra gostosa! – fitou Cora fazendo uma meia volta dentro dela, aquilo leveu Mills a loucura, seus olhos reviravam nas orbes e suas unhas marcavam as palmas da própria mão, estava em agonia, buscava por alívio.


Nessa hora Mal sentiu os dedos serem apertados por Cora, no mesmo instante parou de chupa-la subimdo para abocanhar os seios. Continuou a estocar, porém o mais rápido que podia, maltratava e mordia com força os seios dela, a mesma gemia alto com o misto de dor e excitação. Cora entregou-se ao orgasmo gritando o nome de Malévola quando sentiu um terceiro dedo lhe invadir forte e fundo, sem qualquer delicadeza, ela havia gozado.

A loira sentiu o líquido quente escorrer em seus dedos e imediatamente levou-os a boca de Mills.

- Chupa! Sinta seu gosto, sinta o quanto é deliciosa. – assim a mais velha o fez, chupou os dedos de sua amada até o fim, para provocar fez um movimento de vai e vem, fazendo a bargirls delirar com a visão.

- Me beija Mal… Me beija! – ordenou, mas sua estafa era tão grande que aquilo mais pareceu um pedido sôfrego. De imediato Mal puxou Cora pelos cabelos e abocanhou com volúpia aqueles lábios grossos.

O beijo foi carregado de desejo, paixão e porque não amor? O mesmo foi interrompido por Malévola que mordeu o lábio inferior de Mills num puxão estado.

- Ainda não acabou! – Mal falou desfazendo o nó da gravata, em suas iris azuis havia desejo. Cora apenas sorriu, lambeu os lábios e os sentiu ardidos, provavelmente por conta do beijo anterior. Não importou-se, amava tudo o que vinha de sua amada.

- Eu sou completamente sua Mal.. Completamente!

 

Essas palavras para Malévola era como uma declaração de amor. Ela havia quebrado todas as barreiras e preconceitos que Cora teve algum dia. Cora pertencia a ela.

A loira sorriu soltando os braços da outra. Cora de imediato entrelaçou os braços no pescoço da amante. Mal sentou-se no colo dela e ambas começaram movimentar os corpos em um sincronismo perfeito.

- Eu quero gozar com você… – Cora disse beijando-a com desejo e paixão.

O beijo intensificou-se, enquanto os movimentos dos seus corpos aumentavam gradativamente.  Ambas estavam entregues naquele momento. Seus corpos suados, excitados e embriagados de prazer. Era o mundo particular delas, não existia mais nada naquele quarto, esqueceram-se de tudo.


Malévola cessou o beijo para olhar nas iris da outra enquanto massageava o sexo dela, Cora fez o mesmo na loira. Olhavam-se, desvendavam-se e amavam-se. Ambas aumentaram a fricção de seus dedos uma na outra, na mesma velocidade enquanto continuavam a movimentar seus corpos.

 

Mal voltou para os lábios e os movimentos foram intensificado, dedos foram introduzidos e as estocadas ficaram cada vez mais fortes. O cheiro de sexo pairava no ar.

- Coo...Cora eu vou gozar! Mete com força! Isso... Assim vai, mete! – Malévola suplicou enquanto rebolava com selvageria sobre o colo da outra.

Ambas sentiram seus sexos contraírem entre os dedos. Segundos. Aqueles segundos dissiparam-se pelo ar, choques elétricos ultrapassavam os limites de suas almas. Elas tremiam em meio ao calor e suor. Chegaram ao clímax juntas, um orgasmo que nenhuma delas haviam tido.

Cora puxou sua amada pela nuca e reinvidocou os lábios em um beijo carregado de sentimento. Suas línguas estavam em um balé perfeito, já não brigavam por espaço, apenas completavam-se em perfeita sintonia. O beijo cessou em vários selinhos quando o ar faltou em seus pulmões. Caíram exaltas na cama e ambas sorriam contemplando a mais pura felicidade.

 

- Quem diria… - Mal apertou a outra contra o peito. - Cora Mills me pediu em casamento… - beijou-lhe a testa sorrindo.

 

- E vamos oficializar isso em breve sra. Smith… - respondeu afastando alguns fios loiros suados da testa.

 

- Smith-Mills… - Mal fingiu pensar - Eu aprovo…

- Eu amo você! – Cora afirmou aninhando-se no corpo de Mal, deitando a cabeça em seu peito.

- Eu te amei desde o primeiro beijo Madame... – Mal beijou o topo da cabeça de Cora e apertou seu corpo ao dela em um abraço acolhedor.

Elas ficaram ali trocando caricias até pegarem no sono. Aquela manhã havia sido a melhor de toda uma vida. Ambas sem medo, sem amarras, sem reservas, sem rótulos ou preconceitos.

 

~•~

 

Era tarde daquele mesmo dia, Henry havia acabado de chegar da escola, estava no banho enquanto Emma devorava o queijo quente juntamente com a rosquinha coberta de chocolate e canela, quando ouviu passos em direção ao quarto do filho.
 

- Em a Lily acabou de me ligar falando que… Mas o quê…? - parou estática no batente da porta.

 

A visão que tinha ali era de uma loira grávida devorando duas rosquinhas. Sobre a cama várias embalagens do Granny’s, deduziu ser doces e coisas gordurosas, pois o cheiro de fritura atingiu suas narinas em cheio, fazendo sua própria boca aguar e seu estômago contorcer num ronco relativamente alto. Ela deduziu na hora do que se tratava a tal “festa” desconhecida por Lily.

 

Emma estava com os lábios sujos e havia farelos de pão sobre os cabelos. Uma cena cômica que aos olhos de Regina era linda de se ver.

 

- Oops! - tapou a boca com as mãos.

 

- O que significa isso Swan? - quando a morena usava o segundo nome da loira era um péssimo sinal, porém não pretendia brigar ou chamar atenção, pelo contrário, entendia de certa forma.

 

- Err… - segurou uma embalagem de batata frita para oferecer de forma cínica. Não tinha mais jeito mesmo. - Quer um pedaç-...

 

- Mãeeeee eu trouxe mais do...ces… - Henry que correu em direção ao quarto murchou quando viu Regina com os braços cruzados sobre a volumosa barriga. - Mamãe Regi… - sua voz morreu, ele balançava o corpinho com as mãozinhas para trás. Estava com vergonha.

 

- Então, esse é o jogo que precisavam “salvar vidas”? - Mills fuzilou os dois com um simples olhar, em resultado ambos encolheram os ombros.

 

- Err...mãe Regi eu só quis ajudar minha irmãzinha, mamãe Em queria muito comer rosquinha e queijo quente… A senhora diz que Henry é o homenzinho da casa e preciso cuidar das mamães… Eu cuido da mãe Emma e da minha irmãzinha mamãe! Não fica brava tá? Por favorzinhoooo? - falou tudo num só fôlego.

 

Segurava as mãos da mãe num gesto suplicante. Como negar algo vindo daqueles olhinhos tão pidões?

 

- Ai Henry… Mentiu pra mamãe! - tocou o queixo do filho.

 

- Não brigue com ela Regina. Eu dei a ideia… - mentiu para defender o garoto.

 

- Não me importo quem deu a ideia Emma… Já falamos sobre isso amor… - olhou para esposa depois o filho. - Deviam ter conversado comigo sobre a vontade de vocês… Não confiam e mim? - sentou-se na cama ao lado da esposa e trouxe Henry consigo.

 

- Achamos que não ia deixar mamãe… - foi sincero.

 

- Provavelmente não… - confessou.

 

- Viu só porque tivemos que esconder? Você é má Regina… - Emma acusou.

 

- Eu não sou má! - defendeu-se chateada.

 

- Prova mamãe! Não briga mais com Henry ou a mamãe Emma.

 

Regina soltou o ar vencida: - Não irei brigar com vocês…

 

- Uhuuu! Eu sabia mamãe! Conseguimos! Operação X-burguer realizada com sucesso! - ergueu os braços em comemoração.

 

E assim foi o decorrer dos dias, Emma e Henry juntos conseguiam tudo da morena. Ela relutava na maior parte do tempo, mas acabava cedendo aos gostos dos dois.

 

Regina havia mudado e aprendido a abrir mão, nem sempre as coisas eram do jeito que planejava, ela aprendeu que fazer as coisas de outra maneira nem sempre é ruim, não ter o controle de tudo pode ser libertador.

 

Dias depois...

 

A notícia sobre o casamento de Cora e Mal rapidamente espalhou-se, o burburinho na Mills Company era grande.

 

“Sim, Cora Mills!” “A mãe de Regina!” “Mãe e Filha” “Que pouca vergonha dessas duas!” “Ricos fazem isso para aparecer!”

 

Gold não ficou nada feliz com a novidade, ele que mantinha um caso de longa data com a mantenedora da empresa estava na boca dos funcionários.

 

“Sr. Gold não deu conta do recado!” “Sempre achei a mãe da Regina demais pra ele.” “Ele nem deve funcionar mais!”

 

Não suportava a ideia de ser trocado por uma mulher, na mente dele Cora iria pagar por tal humilhação.

 

Quem realmente comemorou a notícia foi o pequeno Roland, que atualmente não era tão pequeno assim, ele havia completado 12 anos e não havia esquecido de Malévola, sua esperança permaneceu intacta por anos, mesmo sendo um adolescente em formação ele acreditou que sua avó poderia ser feliz, o pequeno possuía a graça de uma criança e a educação de um lorde. As irmãs Mills queriam festejar a chegada de Mal na família, mais especificamente Zelena que apesar de insistir para dar uma festa de noivado não conseguiu convencer a mãe. Culpou Regina que não ficou ao lado dela. “Se mamãe não quer grandes alardes, eu respeito a decisão dela.”

 

Robin não questionou sobre a nova opção de Cora, tampouco manifestou-se sobre tal. Se havia algo que o pai de Roland prezava, era o respeito. Ele aprendeu a respeitar as pessoas e seus ideais. Admirava a sogra antes de ser preso e essa admiração permaneceu após sair da cadeia. A relação deles mudou consequentemente durante aqueles anos, as pessoas mudam, o curso de nossas vidas mudam e precisamos nos achar em meio as mudanças.  Robin Hood carregava consigo uma lição importante depois de ser um ex detento, um código: Respeite o próximo se deseja ser respeitado. Seja honesto, justo e bom.

 

Emma tirou tanto sarro da sogra com a notícia que faltou convulsionar de tanto rir. Henry logo perguntou se podia chamar Mal de vovó e Cora respondeu que sim, se assim fosse o desejo do neto. Não precisou falar duas vezes! Era vovó Mal pra lá e pra cá.
 

Cora passou a frequentar a casa da filha mais nova a fim de ajudar com as semanas finais recorrente a gravidez, não queria ficar longe de Regina, além de poder participar da etapa final aproveitava para sanar dúvidas sobre os cuidados com bebês.

 

A ajuda de Cora foi muito bem vinda, no início. Os dias que antecederam o atual ela compartilhou de momentos em família, brincou com os netos, mimou Regina e até a nora que não perdia a chance de “abusar” da sogra, no entanto seu jeito autoritário de ser irritava as grávidas com certa frequência. O que acalmava Emma e Regina era a pequena Ruth que sempre acompanhava Cora, elas amavam e cuidavam com todo carinho, era quase um treino para a tão esperada chegada de suas menininhas.

 

A casa estava sempre cheia, ora Zelena e os filhos, ora Mal, ora Lily, Ruby e Hérc, sem contar a presença de David, Neal e Mary Margaret que basicamente vivia na mansão auxiliando Emma. Mary poderia ganhar o troféu de mãe-avó boba do ano!


Aqueles dias pareceram meses para as mulheres que finalmente estavam no nono mês, ambas completavam a 38° semana. Não aguentavam mais a convivência de Cora e Mary Margaret sobre o teto delas, a casa era sim maior, no entanto aquelas duas pareciam causar um tumulto sem fim. Cora não queria a companhia de Mary, fazia tudo do jeito dela, o que achava melhor para Regina. Mary Margaret por outro lado queria se intrometer em toda decisão da mais velha, não achava necessário a presença da mãe de Regina ali, afinal Cora tinha uma bebê para cuidar. Elas viviam discutindo sobre o que era melhor para uma e não para outra, na verdade nunca entravam em comum acordo. Regina e Emma estavam a ponto de expulsa-las de lá, ambas conversaram muito sobre o assunto, porém aquela era a melhor opção, Henry era o único feliz com toda aquela agitação, ajudava em tudo, cuidava da Ruth e sempre arrumava as coisas com Mary, para ele tudo era festa, amava ter as duas avós por perto.

Naquela tarde as esposas saíram de fininho do almoço enquanto suas mães uma vez mais discutiam sobre em qual carro levar caso elas entrassem em trabalho de parto, Henry ficou na mesa terminando o almoço enquanto balançava o carrinho da pequena Ruth, observou suas mães irem para o quarto.

- Não aguento mais Regina! - Emma choramingou andando de um lado para o outro. - Minha mãe não para de se intrometer! Sua mãe parece querer controlar tudo à nossa volta! Henry me cobra atenção, tem um caderno de dever para responder e eu não consigo me concentrar para ajudar meu próprio filho! Pra completar ela não para! Filha... - falou com aquela imensidão em seu ventre. - Por favor... Deixa sua mãe descansar...  Pelo menos um pouco... Ou sai-a de uma vez... - juntou as sobrancelhas pensando no que havia acabado de falar. - Quer saber? Deixa isso filha... Mamãe ainda não está preparada ok? - sentou-se no puff do closet. - Está tudo bem amor? Eu aqui falando igual um papagaio e você calada... - olhou a esposa, ela trajava um vestido branco aparentemente  confortável, estava sentada na beira da cama passando as mãos na barriga sem parar, Regina estava dispersa parecia não ouvir uma palavra do que a loira disse.

- Não estou me sentindo bem... - soltou com ar. - Ela mexe sem parar... - respondeu ainda tentando se livrar do incômodo. - Parece querer me rasgar de dentro para fora... E... - parou para pensar. - Estou sentindo pequenas cólicas a algum tempo... - ao fim da frase sua expressão mudou e de repente Regina encolheu-se tentando reprimir a dor. Emma arregalou os olhos de primeiro instante, mas logo suavizou, foi de encontro a esposa ajudar. - Em-ma... - sua voz saiu fraca devido a dor que ainda sentia.

- Está em trabalho de parto... 

 


Notas Finais


Digam-me? É extremente importante saber o que imaginam, pensam e esperam... É isso por hj... 😀😆😝

⬇ ESPAÇO PESSOAL? ⬇


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