História Uma Proposta Sedutora - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Oitnb, Orange Is The New Black, Piper Chapman, Vauseman
Visualizações 272
Palavras 6.101
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Estou de volta!!!
OBRIGADA PELAS 💯 CURTIDAS!!!
Eu nunca imaginei que vcs realmente fossem ler as minha histórias. Obrigada, de vdd ❤❤❤

Capítulo 21 - Cap 21


Fanfic / Fanfiction Uma Proposta Sedutora - Capítulo 21 - Cap 21

Na quarta à tarde, Alex estava parada ao pé da cama de Caputo, de braços cruzados, enfrentando a preocupação e a impaciência de observar o médico lhe fazer um exame minucioso.
Caputo o olhou feio.

— Zack não precisava ter chamado o médico.

— Precisava sim, se ele quer manter o emprego como um dos seus enfermeiros. — A morena não estava de brincadeira quando o assunto era esse. O enfermeiro havia telefonado e lhe dito que Caputo estava com um princípio de febre, por isso, ela parou tudo o que estava fazendo e voltou para casa.
O médico pressionou o estetoscópio sobre as costas do homem.

— Tussa, Sr. Caputo. - A tosse áspera fez o homem se encolher. Ao fim, o médico fechou a maleta e disse:

— Vamos administrar soro e antibiótico por via intravenosa.

— Não quero tomar soro.

Alex não ia aguentar mais aquilo. Agarrou a camisa que estava na beira da cama e jogou na cabeça de Caputo, depois sentou se e se aproximou. Ela ignorou a rabugice. Alex também ficaria zangada se seu corpo o estivesse progressiva e implacavelmente traindo mais a cada dia, removendo de forma metódica camada após camada de sua dignidade e independência.

— Aceite o soro. Nada de hospital, nenhuma medida extrema. Eu faço o que você pede, eu entendo. — Gostasse ou não, ela tinha que cumprir sua palavra. O homem estava cansado. Alex percebia a morte se aproximando sorrateira pelos olhos dele, em todas as porras dos dias. Mas não enviaria um convite dourado para a morte por deixar de fazer sua parte e permitir que uma infecção tomasse conta de Caputo.

— E se eu não quiser? Você pretende me forçar? – A morena cravou os dedos no colchão. Ela poderia muito bem fazer isso e ambos sabiam. Já estava pronta e disposta a lutar como uma condenada para não perder o homem, mas a escolha não era sua. Os segundos passavam enquanto ela lutava para aliviar a mandíbula e repelir as facas que tentavam retalhar seu peito. Estava perdendo o controle de tudo em sua vida. Caputo estava morrendo, Mendez acabava de ter um infarto e a filha da puta da Carlin rondava Boo no túmulo. Ela havia se contido ao invés de proteger Piper, quando Larry a ameaçou com o bisturi. E se matasse Carlin, perderia a loira. Como escolheria? Mas a escolha do antibiótico no soro não era sua.

— Não vou forçar. — Ela tentou relaxar a mão e depois agarrou o ombro do homem. — Mas estou pedindo. Por favor.
Caputo sustentou seu olhar, depois assentiu.

 

Duas horas mais tarde, ele estava dormindo, e a frustração estava dominando Alex com tudo. Ela havia a carregado para o estúdio. Vestindo nada a não ser o calção e um top, com as mãos enfaixadas, ela aumentou o volume da música ao máximo, fez os alongamentos e aquecimentos, e depois pegou o saco de pancadas. Durante todo o tempo, na cabeça, ela ouvia os minutos passando no relógio que o aproximava de sua decisão, e Caputo, da morte. Deixaria Carlin viver? Viraria as costas para a memória de Boo e viveria cada momento com medo de que pudesse encontrar Piper assassinada como a irmã? Ou mataria Carlin e assistiria à morte do amor de Piper?

 

 

Piper abriu a porta que separava o estúdio da garagem. Uma batida sombria e pulsante ecoava nos alto falantes, interrompida de vez em quando por pancadas duras. A visão de Alex encheu suas veias de intensidade e arrancou o ar de seus pulmões. Apenas de calção preto e vermelho e um top preto, ela se movimentava com velocidade impressionante, atacando o saco de pancadas com chutes e socos. Os músculos de suas costas ficavam tensos e relaxavam. Seus braços flexionavam poderosamente. Quando a morena pulou e girou num chute com salto, a força que rasgou o ar fez soprar uma brisa. Ela aterrissou agachada. Suas coxas e panturrilhas explodiram em músculos debaixo da pele anca

— Piper. – A loira andou até a morena.

— Estou aqui. - Alex continuou de frente para o saco de pancadas, mãos no chão, cabeça baixa.

— Ele está morrendo. - Os olhos de Piper ficaram borrados, mas ela piscou para afastar as lágrimas. Por mais que lhe doesse perder o homem, o que Alex estava enfrentando era um milhão de vezes pior.

— Não hoje. — Caputo havia lhe contado. Disse que estava determinado a viver até que a morena enfrentasse a assassina de sua irmã, e era só por isso que tinha concordado com o antibiótico intravenoso, algo que ele odiava. Depois, disse à Piper para ir encontrar Alex.
A morena se virou e olhou de relance para a loira, suas roupas de ginástica e os pés descalços. Em seguida, seu olhar disparou para o alto.

— Por que você está vestida para treinar?

— Achei que você precisaria de uma parceira de treino para extravasar um pouco da sua tensão. Minha vez de fazer uma pergunta. Por que suas mãos estão enfaixadas?

— Para proteger os nós dos dedos e o osso do punho quando dou socos. — A morena se aproximou. — E não existe a menor possibilidade de eu lutar contra você. Estou pilhada demais, e você ainda está sentindo um pouco de dor. - O sangue de Piper ferveu no segundo em que Alex a olhou de frente.

— Bom saber, se uma hora eu resolver lutar boxe. — Ela sorriu. — E nós vamos lutar.

— Estou falando sério, Piper. Entra. Já foi muito eu ter deixado você enfrentar o Dr. Otário ontem e desarmá-lo. Não posso me conter agora. - O cheiro da morena invadiu as narinas da loira: doce amadeirado, suor e uma agitação profunda que a sacudiu da cabeça aos pés, até que o hálito quente lhe roçou o rosto.

— Só lamento por você. - Os músculos no pescoço dela ficaram em evidência.

— O quê?

— Se você não se defender. — Ela mirou um soco no rosto. Alex bloqueou com o antebraço, como se estivesse afastando uma mosca.

— Corta essa. - Droga, era como bater em cimento.

— Pode esquecer, campeã. E sabe por quê? — A loira deu um passo atrás e assumiu postura de combate.

— Por quê? — A morena a observava.

— Porque com a gente não é assim. Com a gente só existe entrega. Ontem à noite, você precisava de espaço, eu te dei. Hoje a sua sorte acabou. — Equilibrando-se na perna ruim, ela preparou uma joelhada com a esquerda. Alex pulou para trás. Seus olhos estreitaram enquanto a morena  se posicionava na ponta dos pés.

— Gatinha, você tem uma chance. É melhor desistir. Ou eu vou atrás de você. — Lentamente, Alex começou a tirar a fita de uma das mãos. A forma como desenrolava a mão deliberadamente deixou Piper de boca seca. Arrepios percorreram sua pele, e seus mamilos viraram pedra.

— E? - Alex enrolou a primeira tira de fita ao redor do pescoço como uma toalha e começou a desenrolar a outra mão.

— Vou te colocar no tatame, arrancar sua roupa e te comer com força total. — Ela jogou a segunda tira de lado e fixou o olhar duro na loira. — Corre. - Uma enxurrada de desejo ardente pegou a loira no âmago. Alex precisava disso, precisava de algum tipo de libertação que era mais profunda do que lutar ou transar.

— Não corro de você. — Ela mirou um soco bem no plexo solar. A morena desviou, pegou-a pelo antebraço e puxou.

— Você não é páreo pra mim. - A faixa de luta pendurada no espaço que separava a loira da morena era tentadora. Por que ela tinha jogado uma tira e ficado com a outra? Piper queria descobrir? Com certeza. Ela mudou a postura, projetou o corpo para frente e moveu o cotovelo para forçar o pulso de Alex num movimento antinatural e, assim, abrir a mão para soltá-la.

— Estou com a vantagem. Você está com medo de me machucar. – Alex partiu para cima, bloqueando cada soco com uma facilidade absurda. Antes que Piper pudesse planejar um movimento, a morena investiu, curvou um braço dela para trás dos ombros e levantou suas pernas do chão com o outro. Alex caiu de joelhos e a colocou a loira no tatame. Perplexa, Piper tentou girar para se desvencilhar. A morena passou uma perna por cima, montou sobre seus quadris e segurou-lhe as duas mãos. Jesus, como ela era rápida. Piper ouvia a própria respiração ofegante sobre a batida da música. Alex segurou-lhe os pulsos junto do tatame e se inclinou para baixo.

— Nunca mais me peça pra ficar parada sem fazer nada enquanto você enfrenta um homem que está segurando uma faca contra você. – A loira parou de lutar, inebriada pela maneira como a morena a mantinha presa no chão e pela fúria que emanava dela.

— Está brava comigo?

— Estou tão orgulhosa de você que mal consigo respirar. — Passou-se um segundo. — Mas você é minha. Eu protejo o que é meu. Tive que ficar assistindo sem poder fazer nada quando você estava dentro da limusine desgovernada, e depois quando estava com Larry ontem à noite. — Seu maxilar travou, seus ombros incharam, suas veias saltaram, apesar disso tudo, a morena deslizou um dedo delicadamente sobre o hematoma no rosto de Piper.

— Eu estou bem.

— Você é minha. — Saiu como um grunhido. — Você está no meu estúdio, quem está no controle agora sou eu. — Soltando-lhe os dois punhos, ela agarrou a ponta da camiseta de Piper e a tirou de seu corpo. Jogou de lado. O ar condicionado atingiu a loira na pele exposta, espantando o calor. Tudo o que vestia agora era a calça de cintura baixa e Alex montada sobre seu corpo. A morena percorreu um dedo por sua garganta até a curva do seio e brincou com o mamilo. Piper silvou, chocada com o rastro de fogo que disparou para seu ventre. Era muito, era rápido demais, era toda a emoção que fluía entre elas e lhe inflamava o desejo. A necessidade intensa de ser preenchida e possuída pela morena emergiu à superfície, roubando seu fôlego. A loira agarrou a morena pelos pulsos, tentando se apegar à sua noção de poder. Não queria se render sem lutar. Queria que Alex viesse buscar o que queria. Os olhos verdes da morena encontraram os seus.

— Tarde demais, linda. Eu estou no controle. – Piper a olhou nos olhos, avaliando o que ela precisava, o que ambas tinham juntas. Entrega. Era isso o que tinham.

— Você acha que é fácil assim me vencer? Que sou tão fraca? — Ela soltou as mãos das da morena como se estivesse desistindo. O rosto de Alex ficou vazio e ela relaxou as coxas que a prendiam.

— Piper… - Toma essa. A loira girou de barriga e tentou deslizar sob o corpo de Alex. Conseguiu alguns centímetros, mas ela a agarrou pela cintura, colocou-a sobre seus joelhos e puxou suas costas de encontro ao peito. Um braço travou ao redor das costelas.

— Você sente o que faz comigo? — Alex deslizou a mão pela barriga chapada da loira, debaixo da calça. Seus dedos brincaram com a fenda sexo molhado de Piper, para cima e para baixo. Deu uma mordida em sua orelha, e depois exigiu em uma voz cavernosa: — Abra as pernas. - Era o que Piper queria. Deus, ela queria mais do êxtase quente e gelado que seu toque invocava. Até mesmo a respiração na nuca projetava arrepios de prazer em seu corpo. Só Alex a fazia se sentir assim, tão perversamente viva e feliz de ser quem era. Ela encarava a briga, pois sabia que com a morena estava segura.

— Não.

— Quer que eu vença, Piper? Quer que eu te domine? — A morena roçou de leve a ponta do dedo pela abertura dos lábios, fazendo o clitóris arder de desejo. Era quase impossível não mexer os quadris para acompanhar o movimento. — Quer sentir como vai ser quando eu te deixar sem controle nenhum e dar o que sua boceta deseja? - Ah, como ela queria… Tanto que deveria até estar com medo, não com o coração acelerado por causa da expectativa. Alex fazia isso com ela, ela a libertava de tudo, deixava apenas o instinto básico que pulsava entre elas. — Me fala. — A morena beliscou o mamilo com força para chamar a atenção de Piper, e o dedo continuava a fazer carícias enlouquecedoras pelas dobras de seu sexo. — Estou sentindo sua bocetinha falar sim de um jeito quente, escorregadio e muito molhado. — Alex mergulhou um dedo em suas profundezas macias. — Qual é a sua resposta?

— Sim. — A palavra explodiu do peito dela. Era muito difícil não se concentrar naquele dedo, não se mover ao redor dele. Seu ventre teve um espasmo que a fez apertar o dedo dentro de si. Alex abriu a boca quente sobre o pescoço da loira, lambeu e foi mordiscando ao mesmo tempo em que deslizava o dedo lentamente para dentro e para fora dela. Não era suficiente. Fazia a frustração de Piper ferver. A morena voltou a boca para sua orelha.

— Mais uma vez, abra as pernas e eu vou pegar leve com você. - Nunca. Piper não queria pegar leve, queria provocar a mulher, como ela a provocava. A loira se afastou e, assim, o dedo saiu de dentro dela. Ignorando a pontada na perna, ela impulsionou o corpo para frente, batendo as mãos no tatame. Antes que ela conseguisse fugir, Alex estava em cima, prendendo-a entre as coxas. Ainda sobre os joelhos dela, ela a forçou a se apoiar sobre os cotovelos e cobriu suas costas com o corpo. Seu sexo roçava sobre as nádegas de Piper. Ela segurou-lhe as duas mãos com apenas uma, depois, pegou a longa tira que pendia de seu pescoço. Piper arregalou os olhos. Era para isso que serviria a faixa. A loira tentou se encolher, tentou se libertar, mas Alex a segurava imobilizada debaixo de seu corpo. Piper observava, fascinada, excitada, enquanto a morena lhe enrolava a fita ao redor dos pulsos e prendia um no outro.

— Nada de três toques no tatame, confeiteira. Você está presa aqui enquanto eu quiser. Do jeito que eu quiser. Se ficar apoiada nos antebraços, vai tirar a pressão sobre o joelho. — Alex se afastou e lhe puxou a calça. E assim, deixou a loira ajoelhada com o traseiro para o alto, toda aberta. O ar frio atingiu suas dobras superaquecidas, deixando-a dolorosamente consciente de estar exposta, vulnerável, mas ela estava certa, o joelho não doía. Depois, Alex subiu em cima dela, e a pele quente fez a sua arder, derretendo as incertezas e deixando, no lugar, a necessidade escancarada de ser preenchida por ela. A morena encostou a boca em sua orelha.

— Quer que eu continue? Que eu te force a receber me receber? Receber meus dedos e minha língua bem fundo dentro de você?? — Ela passou os lábios pelo pescoço da loira num movimento leve, e seus dedos brincaram com os mamilos. — Quer que eu te coma tão forte que você vai gritar quando gozar? - Os arrepios corriam, dançavam e faziam Piper se contorcer. Lágrimas brotavam de seus olhos pelo desespero enfurecido que ia se formando dentro dela. Não precisava mais pedir para parar e, assim, desistir da luta, não quando estava com a morena, a mulher que ela amava e em quem confiava.

— Alex.

— Diga. Diga que você vai se entregar. - O calor do corpo de Alex emanava no de Piper. A voz era rouca de desejo. Se ela dissesse, o restinho do controle de Alex se romperia. Tudo dentro dela ficou tenso de expectativa quando a morena afastou uma das mãos e desceu para o meio de suas pernas, apenas observando. Só depois disso, Piper havia pensado que desejava abrir mão do controle e do poder, ser dominada pela morena, mas isto era muito mais sensual, deixar voluntariamente que ela a amarrasse, tirasse sua roupa, e a abrisse para arrancar dela o próprio prazer. Tão excitada, ela quase chorou a resposta:

— Eu me rendo. Só a você. Para Sempre.

A música se transformou numa batida pulsante quando Alex penetrou diretamente três dedos nela, alargando-a e preenchendo-a. A queimação deliciosa incendiou seus nervos já muito quentes. Piper moveu o corpo para trás, recebendo-a, tomando tudo. Alex foi tão fundo que ela gritou. Dor? Prazer? Ela não sabia, seus sensores estavam confusos. Ela só necessitava. Precisava daquela sensação intensa mais uma vez. Suas mãos estavam amarradas, mas ela conseguiu cravar os dedos no tatame.

— De novo.

— Caralho. — Saiu como um grunhido torturado. Alex repetiu o movimento. Bombeou dentro dela e curvou os dedos em forma de gancho, atravessando seus nervos e depois atingindo aquele ritmo sensorial acelerado, de novo e de novo, levando a loira tão alto que ela não conseguia se libertar.

— A-lex. Por favor. — Arrepios começaram a sacudi-la. Cada respiração provocava a loira sem piedade. Seu clitóris pulsava. Tudo nela estava ficando cada vez mais tenso. Alex a colocou de novo apoiada sobre os joelhos e penetrou fundo. Segurando-a pelos cabelos, ela a fez virar a cabeça e a beijou na bochecha.

— Estou aqui. — Roçando dois dedos por seus lábios, a morena disse: — Lambe, deixa bem molhado pra mim. - Piper abriu a boca, sugou os dois dedos e sentiu o gosto da pele da morena e dos próprios fluidos. Sentia-se gulosa por Alex, por elas duas juntas. Ela passou a língua ao redor da ponta dos dedos.

— Meu Deus, Gatinha, olha o que você faz comigo. — As palavras saíram como um rugido baixo que vibrou sobre as costas de Piper. Alex tirou os dedos e os passou sobre o clitóris. Fagulhas de calor. A loira ofegava, encontrando as estocadas e se mexendo ao redor dos dedos. Buscava o prazer, precisava daquilo, queria o que apenas Alex poderia lhe dar.

— Agora, me deixa sentir sua bocetinha apertar meus dedos. — Com uma mão, a morena apertou o clitóris e com a outra a penetrou fundo. Enquanto ao mesmo tempo esfregava o próprio sexo na panturrilha da loira

— Oh, oh… — Ela implodiu e gozou tão forte que um som estridente irrompeu de sua garganta. Alex apertou um braço ao redor da cintura dela e a segurou firme.

— Isso, meu Deus, Piper. Porra! — Cada estocada brusca perpetuava o prazer. Alex estava gozando, se derramando sobre a loira, ofegando pesado sobre seu cabelo. Piper havia feito Alex perder completamente o controle e a levar junto com ela.

********

Alex empilhava os pratos na máquina de lavar louça, enquanto Pioer tirava a restos de comida do jantar.

— Fico surpresa por você não ter uma empregada que cozinhe aqui.

— Eu contratei uma nutricionista e uma cozinheira para o Caputo, mas ele odiou. — Alex fechou a máquina de lavar louça e, em seguida, pegou o vinho e serviu duas taças. Entregou uma para PIper, e a levou para o deque, lá fora, onde tinham acabado de comer o jantar. O vestido de verão que a loira tinha colocado depois do banho que tomaram juntas flutuou ao redor de suas coxas quando ela se sentou na cadeira de balanço para assistir ao pôr do sol. — Você gostaria que eu contratasse alguém para cozinhar pra nós?

— Eu? — Ela se virou para a morena, e o sol destacou seu cabelo loiro. — Não. Eu quis dizer para você.

— Para nós. Tenho viajando muito pouco hoje em dia, e não estou frequentando eventos. Eu quero ficar aqui. — A morena olhou de volta para a casa, onde Caputo estava dormindo. — Normalmente, eu não fico muito em casa na hora do jantar. Costumo ter jantares de negócios ou… — Cala a boca, sua idiota.

— Acompanhantes que você quer impressionar. - Alex se virou para ela.

— Você é minha única, Piper. Você é a única que eu estou interessada em impressionar.

— Você não tem que me impressionar. – A morena hesitou com aquele comentário. Será que a loira odiava preparar o jantar junto com ela e limpar tudo depois? Ela tinha uma equipe de limpeza que cuidava da casa e da roupa suja, mas lavar a louça não era um grande problema para Alex. Bom, mas vai ver para Piper isso fosse penoso. Ela trabalhava numa cozinha, do início da manhã até a noite. Alex não a levava para lugares legais só para exibi-la.

— Eu quero te levar pra passear, mas agora é complicado. Você acha muito ruim? — Se achasse, a morena iria encontrar uma maneira de levá-la a um restaurante cinco estrelas ou onde quer que ela desejasse ir.
Piper balançou a cabeça.

— Isso aqui é melhor. Eu não tenho que me preocupar em não tropeçar ou ter um ataque de pânico. Isso é bom pra mim, apenas relaxar no deque, comer comida chinesa, poder beber um pouco de vinho e não ficar preocupada com a possibilidade de te deixar com vergonha.

Isso… Merda. Como ela ainda poderia se preocupar com isso? Alex pensou no domingo à noite, quando voltou para casa e a encontrou cuidando de Caputo, lidando com um nível de coisas desagradáveis que faria qualquer mulher correr, mas não Piper. E mais cedo naquela noite, quando a morena estava tomada pela raiva e pela dor, a loira estava lá, permitindo que ela a tomasse do jeito que ela precisava. O jeito como Piper havia se rendido completamente ainda a deixava sem fôlego e fazia seu sexo se contrair. Piper confiava em Alex quando ela mesmo não sabia se era digna de confiança. Essas eram as coisas que a morena mais amava na loira.

— Você nunca me deixa com vergonha. - Piper abriu um pequeno sorriso e voltou a olhar para as ondas. Será que ela acreditava? Alex pegou sua mão.

— Vamos nos divertir na casa da Nicole no sábado à noite. Você vai precisar de ajuda para levar o bolo?

— Não. A mãe dela e eu vamos fazer o bolo juntas. Se precisarmos de ajuda, o pai dela nos dá uma mãozinha. — Ela sorriu. — Não conte a Nicky. O projeto do bolo esteve com a mãe dela desde o início. Trabalhamos juntas, mas foi ela quem guardou.

— Então você tem torturado ela só pela diversão? – A loira levantou a taça de vinho em um brinde de brincadeira.

— Sempre que eu posso. - Alex riu. Piper tomou um gole de vinho e se virou para ela.

— Eu disse para a Taystee hoje que ela podia ir em frente e enviar os vídeos para três programas de confeitaria. Nós também carregamos o trailer no meu site. - A novidade surpreendeu a morena.

— Tanto aconteceu que nem conversamos de verdade sobre isso. As coisas não andam meio caóticas agora? - Ela ergueu um ombro.

— Acho que não vou receber nenhuma resposta por algumas semanas. O Larry não é mais uma ameaça. A Nicky está começando num emprego novo e se mudou para a casa dela com a Lorna. — A brisa pegou seu cabelo e o soprou no rosto. Piper segurou a mecha rebelde e a torceu. — Acho que eu alimentei a fantasia ridícula de que, se eu conseguisse fazer o Larry contar a verdade, as coisas mudariam com os meus pais. Liguei para eles hoje e deixei uma mensagem. Eles não retornaram a ligação. - Isso a morena não poderia consertar por ela. Odiava não ser capaz de dar à Piper pais que a valorizassem pela mulher que ela era.

— Eles não te merecem. – A loira colocou o cabelo atrás da orelha.

— Não tem problema, era só um comentário. Você não tinha mais uma família propriamente dita depois que a Boo se foi, por isso você construiu a AVJC, trabalho e treino são sua vida. A Sugar Dancer é a minha. Aconteça o que acontecer, eu vou ter a confeitaria. - O coração de Alex se envolveu em gelo.

— Aconteça o que acontecer? Estamos falando de nós? - Os dedos de Piper em sua mão ficaram tensos.

— Um pouco.

— Eu vi o jeito como você olhou pro Larry depois que descobriu que ele havia matado o Charlie. — Alex tinha que saber. — Você vai olhar pra mim daquela mesma forma quando eu matar a Carlin? — A única coisa pior seria encontrar Piper assassinada como ela havia encontrado Boo.
Pier respirou fundo e balançou a cabeça.

— Você é uma boa mulher. Nunca mentiu sobre suas crenças ou sobre achar que a violência é uma parte muito real da vida. O Larry é um hipócrita que deixou o medo e a obsessão o levarem a cometer o ato covarde de matar com uma injeção letal. Eu nunca vou olhar para você como olhei para ele. - Havia uma chance de que a loira ainda ficasse com ela?

— Eu não vou fazer o que o Larry fez e matar um cara sorrateiramente com uma seringa. Vou dar a Carlin uma chance de lutar, de me enfrentar. — Será que isso significava alguma coisa para ela? Será que a loira entendia que Alex tinha de fazer isso, tinha que ficar do lado de Boo quando todo o sistema a enxergava como uma pessoa descartável?
Piper fixou os olhos nela.

— Se ela te matasse, acho que eu não sobreviveria. Você disse que ela te culpa por arruinar sua vida, e ela te odeia tanto quanto você a odeia. – Alex segurou sua mão com mais força.

— Não pense nisso. Ela não vai me matar. Eu confiei em você ontem à noite quando o Larry estava segurando um bisturi na sua garganta. Confie em mim, eu não vou perder.

— E se ela desistir da luta e bater no tatame? - Não mentiria para ela.

— Ela não deixou a Boo desistir. - Piper tomou um gole de vinho.

— Depois de eu ter enfrentado o Larry, agora entendo que você precisa enfrentar a Carlin. Ela se tornou mais importante para você do que qualquer outra pessoa. – Alex sentiu um mal estar retorcer suas entranhas.

— Você acha que ela é mais importante para mim do que você? — A loira era tudo para ela. Parte da razão por ela querer matar a mulher era manter Piper a salvo.
Ela apertou sua mão.

— Você me fez sentir importante, Alex. Ninguém me fez sentir como você me faz. Eu te amo. - Mas será que ela a amava o suficiente para perdoá-la? A morena tinha que saber.

— Você vai embora se eu a matar? — Se? Quando ela começou a pensar em se em vez de quando? A loira se inclinou sobre os braços das duas cadeiras, e seu cabelo se derramou ao redor dos ombros nus; seus olhos transbordavam sinceridade.

— Não tome essa decisão por mim, nem por Boo, nem por Caputo, nem por sua mãe. Tem que ser por você. Entre naquela gaiola e quem vai decidir é você, ninguém mais. - Confusa, a morena perguntou:

— Isso é um teste? — Piper havia ficado muito chateada quando descobriu a história toda pela boca de sua mãe. Disse que ela não poderia fazê-lo. O que tinha mudado? Alex teria de provar seu amor por ela? Fazer uma escolha?
Piper acariciou seu braço.

— Não. Esta sou eu te amando e te dando o meu apoio. Exatamente como você fez comigo. - Alex não tinha… Jesus. Alex lhe pegou o braço e a puxou para cima de seu colo. Envolvendo os braços ao redor dela, a morena lutou para dissipar o nó que se formou na garganta. Era a sensação de ser amada. Era o tipo de coisa que a colocava de joelhos.

**********

— Lindo, Sunny. Você não perdeu a mão. — Piper deu a volta no bolo que tinham chamado de Escadaria do Amor. Tinham usado uma base quadrada em camadas e criado escadas de fondant que subiam até o topo, em formato de uma casa e decorado como se fosse. Cada degrau representava os marcos na vida de Lorna e Nicole até aquele momento. Levaram uma semana para formar todos os cômodos, mas Sunny tinha feito a maior parte do trabalho em casa. Realmente era incrível.

— Obrigada. — Sunny largou o corpo sobre uma cadeira. — Foi divertido. Espero que elas gostem. – Piper pegou duas águas e entregou uma para a outra mulher, mãe de Nicky

— É melhor gostarem mesmo, ou não vai ter mais biscoitos e brownies pra elas.

— Essa é a minha garota. — Sunny riu. — A Lorna ama seus biscoitos.

— Ah, fala sério, ela nunca conheceu um biscoito com o qual ela não quisesse se casar. Ela é uma promíscua dos biscoitos.

— Verdade. Mas…

— Piper, hum, desculpe interromper. — Taystee hesitava na porta.

— Algo errado? — a loira se levantou.

— Sua mãe está aqui pedindo para falar com você. Bom, ela disse que é sua mãe e se parece com você.

— Minha mãe? — Aqui na Sugar Dancer? Seria a primeira vez. Seus pais não tinham retornado suas ligações. Piper havia conversado com Carl várias vezes, mas nada de seus pais.
Taystee ergueu os ombros.

— Eu poderia dizer que você saiu para fazer uma entrega. - Era por isso que a mulher estava tão desconfortável, ela não tinha certeza se a loira queria ver a mãe.

— Não tem problema, eu vou lá em um minuto. — Forçando um sorriso, acrescentou: — Obrigada. – A mulher assentiu com a cabeça e saiu.

— Você consegue lidar com isso. - Ela olhou para Sunny.

— Ela nunca veio aqui antes. Nem mesmo quando eu fiz a inauguração. — Será que tinha acontecido alguma outra coisa? Talvez com seu pai?

— Ela está aqui agora. Quer que eu vá com você? - Sunny faria isso por ela. A mãe de Nicky e o marido haviam a protegido na época em que ela trabalhava para eles, deixando-a se esconder naquela mesma cozinha enquanto ainda lutava contra o medo e os ataques de pânico. Mas Piper não era mais aquela garota, e Sunny estava certa, ela conseguiria lidar com a situação.

— Obrigada, mas pode deixar comigo. - A mulher mais velha sorriu.

— Eu sei que sim. Estou aqui se precisar de mim. - Ela respirou fundo e saiu para a frente da loja. Sua mãe estava do outro lado das vitrines da confeitaria. Vestia calças de cor creme e uma blusa que combinava com os olhos. Em sua mão, estava uma sacola de compras de cor dourada.

— Mãe? Está tudo bem? - Quando Carol virou-se para ela, deu à Piper uma visão privilegiada do cansaço esculpido em sua pele delicada.

— Foi uma semana difícil. A vigilância sanitária rejeitou completamente a droga contra o Alzheimer, a SiriX está sob investigação, e a polícia expediu mandados de busca e apreensão no escritório, laboratório e computadores do Larry. Virou uma confusão sem fim. - Tudo o que seus pais tinham construído agora estava sob suspeita.

— Desculpa, mãe.

— O Carl ficou furioso. – Piper olhou para as próprias mãos.

— Eu falei com ele. Não parecia estar com raiva de mim.

— Não com você, Piper, mas com seu pai e comigo. Ele quer que a gente saia de cena e que ele assuma o controle da SiriX para fazer a empresa atravessar essas provações. – Piper ergueu a cabeça.

— O Carl disse isso?

— Em uma reunião ontem. Ele também pegou todos nós de surpresa.

— Mas… — Até onde a loira sabia, seu irmão nunca tivera interesse em administrar a SiriX, ele só queria fazer sua pesquisa. No entanto, por outro lado, ele tinha suas camadas, seus níveis escondidos. E por acaso Piper já tinha lhe perguntado quais eram seus objetivos? Ela falaria com Carl mais tarde. — Mãe, por que você está me contando isso? Eu não tenho mais nenhuma parcela da SiriX. Não existe nada que eu possa fazer para ajudar. — Eles haviam tirado sua porcentagem quando ela saiu da empresa. Além do mais, ela apoiaria o irmão num piscar de olhos.
Sua mãe olhou em volta.

— Que bom. - Piper não entendia o que estava acontecendo. Menos de uma semana antes, Caro havia se referido à confeitaria como diabetes e doenças cardíacas em um pacote bonito.

— Gostaria de beber alguma coisa? Tenho café, refrigerante ou água.

— Numa outra oportunidade. Eu só vim deixar isso aqui. — Ela colocou a sacola dourada sobre o balcão. – A loira não sabia o que fazer.

— O que é isso?

— É a caixa de música que a vovó te deu. Você disse que queria ficar com ela, então eu trouxe para você. – Piper enfiou a mão na sacola e pegou a caixa cuidadosamente embrulhada. Depois de tirar o papel, seu coração se encheu de emoção. Carol tinha feito isso por ela. Talvez houvesse esperança para mãe e filha.

— Obrigada. – Carol franziu os lábios numa linha apertada.

— Minha mãe me deu uma também quando eu era pequena, mas eu não liguei, porque queria um kit de química e uma boneca de anatomia humana. – Piper entendia perfeitamente. Mostrou um sorriso. Ela não queria os brinquedos educativos que seus pais lhe davam na época.

— Agora eu me arrependo de não ter guardado. — Sua mãe pôs as mãos sobre a cobertura de vidro. — Não somos tão diferentes, você e eu. Nós duas rejeitamos o que nossas mães queriam para nós. - Sua mãe estava tentando.

— Acho que não. — Com a diferença que sua avó tinha ficado orgulhosa de Carol. Se bem que a mulher tinha dado um grande passo ao levar a caixa de música.

— Eu trabalho muitas horas como você, e estou ficando mais e mais ambiciosa à medida que fico mais forte. - O fantasma de um sorriso aliviou um pouco a tensão no rosto de sua mãe, mas logo desapareceu.

— Faz dias que eu tento pensar no que falar para você. Ainda não sei. — Levantou os ombros.

— Não entendo como eu poderia estar tão errada sobre tanta coisa. - Piper viu a encruzilhada se abrir à sua frente. Ela poderia se apegar à raiva e tomar a estrada para a amargura, ou poderia virar numa estrada que levasse a algum tipo de relacionamento.

— Eu também estava errada. Por muito tempo, eu tentei ser algo que não era. E acho que eu não amava o Larry de verdade. — Não como amava Alex. — Mas menti para todo mundo, inclusive para mim mesma, tentando amá-lo. Tentando ser o que eu pensei que eu deveria ser em vez do que sou. — Piper não estava feliz da vida por ter essa conversa onde seus clientes remanescentes, funcionários e guarda-costas pudessem ouvi-la, mas, pelo menos, ela e sua mãe estavam conversando.
Carol a observou por um longo segundo.

— Eu ficava com inveja de como você falava com a vovó e de como vocês duas riam juntas. Eu queria ter aquilo, mas não sabia como. Como chegar até você. Nós não parecíamos ter nada em comum. Eu conseguia conversar com o Carl, mas não sabia o que falar com você. Quando você começou a namorar o Larry e ficaram noivos, passamos a ter algo em comum. – Piper quase deixou cair a caixa de música, por puro choque.

— Mãe… — Ela não sabia o que dizer. Sua mãe era tão inteligente, como era possível que não soubesse conversar com a própria filha? Mas Carol era mais do que um QI. Era um ser humano com defeitos como qualquer outro.

— Isso não é culpa sua. É minha. — Ela indicou com a cabeça o que estava na mão de Piper. — Eu queria que você ficasse com a caixa de música. Queria que soubesse que eu sinto muito. — Ela se virou e saiu.

Depois de colocar a caixa cuidadosamente na sacola, Piper a levou para a cozinha. Sunny estava sentada à bancada de trabalho, com os olhos transbordando de curiosidade.

— E então? O que era? - Sentindo-se mais leve do que se sentira em muito tempo, a loira respondeu:

— Acho que foi um começo.


Notas Finais


Não sei vcs, mas seu eu fosse a Piper teria morrido tendo uma Alex encima de mim me querendo no tatame... 🌚🌚


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