História Uma queda inesperada - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Tags Markson
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Palavras 1.647
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Proposta


    Mark P. O. V. 

    

    Apertei o botão do controle descontroladamente tentando achar algum programa atrativo na Tv. Meus lábios formavam um bico entediado e manhoso, e meu corpo ocupava todo espaço do sofá. 

    Ouço a porta fechar e Jackson parar em minha frente, tampando a TV. Por sua expressão resisti a ideia de mandá-lo sair da frente quando finalmente encontrei algo legal, um episódio de Os Simpsons. 

    -Sério, qual é o seu problema? 

    -Nenhum, se quer saber. Mas, tédio é um sintomas de uma doença rara eu acho, e que poderia ser resolvida se você me desse licença- Ele lança um olhar cortante. - Ou não! 

    Jackson suspira e acena para eu tirar as pernas do sofá para ele sentar. Obedeço e presto atenção em todos os movimentos dele, não queria ser surpreendido por alguma loucura como eu mesmo geralmente cometo ao outros. 

    -Então agora nós namoramos? - Ele dá uma gargalhada, me surpreendo. 

    Um sorriso caloroso brota entre lábios dele. E aquilo não era o que eu esperava. 

    -Ãn, não sei. Era apenas uma brincadeira. - Arrisco justificar-me. 

    -Que vai ter consequências. 

    -Isso você já falou. - Reviro os olhos. 

    -Ouça primeiro, Mark. 

    Resolvo ouvi-lo. 

    -Como o mesmo começou com essa mentira de namoro, estais aqui sua consequência: esse namoro falso vai continuar sendo verdadeiro para os inscientes. 

    -Que? 

    Não sou tão burro, mas meu cérebro não conseguiu processar a fala dele. 

    -Vamos ter um namoro falso. - Ele declara. 

    -Oi? - Minhas células cinzentas pararam de funcionar por um momento. - O quê você quer dizer com isso? 

    Minha voz saiu meio estridente. 

    -Vamos fingir namorar? - Ele disse em dúvida.

    -O quê? Por quê? - Comecei a gritar. - Como assim? Você é retardado? 

    -Não, eu não retardado. - Ele me responde pacientemente. - Porque, bem porque.. para de me olhar com essa cara assustada e se acalma! 

    Jackson me segura pelos ombros me sacudindo de leve. Parei de encará-lo e fitei o chão puxando ar. 

    -Ok, já estou calmo. Agora fala o motivo para que eu não corra do apartamento o considerando louco. - Falei apressado. 

    -Hum, ahn. Podemos dizer que você apresentou soluções para alguns dos meus problemas. - Ele começou. - Como pode ver, eu moro sozinho. Mas antes eu morava aqui com meus pais, que retornam à China sem mim milagrosamente. 

    Me arrumei no sofá ficando frente a ele, para não ficar com problemas no pescoço. E me perguntei aonde aquilo ia chegar. 

    -Mas, faz algumas semanas que minha mãe começou a me infernizar pedindo que eu retorne para a China para casar me com uma moça que ela achou apropriada para mim. Já que aparentemente, eu sou encalhado na visão dela. 

    -Encalhado. - Eu rio. - Quantos anos você tem mocinho? 

    -23.

    -Hum. - Olho de cima a baixo de dormir bem sugestiva. - Ah, prossiga ainda não decidi se fujo ou não. 

    Ele dá uma risada gostosa e se apoia no sofá para continuar a falar. 

    -Então, daí vem a parte que eu não quero me casar com aquela garota. Ou seja, aí entra você. Se eu estiver namorando sério, minha mãe não terá o que falar e eu não me caso entendeu?

    -É só esse o seu motivo? - Perguntei incrédulo 

    -É. - Me respondeu encarando a parede atrás de mim, sem me olhar nos olhos. 

    -Ok, agora minhas questões pendentes. Primeiro, por quê você não arranja uma namorada de verdade? 

    -Não estou afim de namorar de verdade. - Ele responde indiferente. 

    -Por quê simplesmente não diz para sua mãe que não quer se casar? 

    -Ah se fosse fácil assim. Ela não vai mudar de ideia. 

    -Ok. Por quê você acha que eu concordaria com tudo isso? 

    -Porque quem começou isso foi você, e eticamente falando você deveria concordar. E ainda eu cuidei de você. 

    -Ãn, então ok. Eu sou obrigado a dizer não. Não sou louco de particionar de uma farsa dessa. 

    -Ok. - Jackson concorda tranquilamente. 

    -Não vai tentar fazer eu mudar de ideia? - Eu perguntei não acreditando. 

    -Porque eu deveria? Deve ser respeitado as decisões das pessoas. 

    -Ah. 

    -Você queria que eu tentasse te convencer? 

    -Não, não. Seria um incômodo. - Sinto algo revira no meu estômago, como quando eu minto.. 

    Um silêncio inicia-se na zona e é logo cortado. 

    -Quer comer algo? - Ele me perguntou se levantando. 

    -Sim, eu estou faminto. - Eu respondo. 

    Tento me levantar e sinto uma dor horrível no pé direito. Me jogo de volta ao sofá. 

    -Fique aí! Eu vou preparar algo e te trago para comer. E depois nos vamos ao hospital. 

    -Quê! Não! - Eu digo. - Eu tô bem. 

    -Claro, tanto que não consegue andar. FIca quietinho aí.

 

***

 

    -Você não precisava ficar aqui comigo - reclamei fazendo cara feia.

    -Eu sei - ele me respondeu, - mas o gostinho de solidariedade é bom às vezes.

    Viro meu rosto e observo o pouco fluxo de pessoas de branco ou doentes. Tentei evitar encarar Jackson sentado no banco ao lado. Eu sabia que ele estava sendo legal me levando ao hospital e após cuidar de mim e ainda receber grande ingratidão, mas eu meu ego não permitia deixá-lo saber que eu gostei do que o mesmo estava fazendo por mim.

    Fui logo chamado pelo médico e foi esclarecido minha lesão no tornozelo, que era apenas uma torção. Retirei-me do consultório agradecendo o médico e me apoiei na parede procurando Jackson que não estava naquele espaço.

    Suspirei e decidi ir embora por minha própria conta. Apoiei-me na parede e manquei com o pé enfaixado. Num percurso realizado lentamente, consegui no fim chegar ao elevador depois de me arrastar no caminho.

    Apertei o botão para chamar o elevador e esperei. Quem tem a genial ideia de pôr a área ortopédica no terceiro andar? Suspirei.

    -Por quê demora tanto? - Questionou uma mulher irritada enquanto apertava descontroladamente o botão de chamada mesmo que isso não fosse acelerar nem um pouco o processo.

    Vê-la reclamando porque não sabe esperar estava me irritando. E meu humor não estava um dos melhores, então apenas explodi.

    -O idiota! Não importa se você continuar apertar esse botão como um louca e ficar reclamando que nem um velho mal amado, esse elevador não vai chegar mais rápido só porque você deseja. Não seja tão egocêntrica!

    -Oi? Como ousa? - que voz irritante.

    -Sim, eu ouso porque não sou…

    -Mark! -Ela grita me interrompendo. - É você?

    -Sim, mas eu não te conheço. 

    -Ah, claro que conhece! Sou sua prima Sowin!

    Encarei ela melhor. O nariz fino, as bochechas coradas por óbvia maquiagem, queixo pontudo, pele clara, cílios postiços compridos e cabelos cor de mel, corpo fino e delineado. Essa não é a Sowin que eu conheço. Que tinha cara oval e bochechas rechonchudas, pele bronzeada, nariz comprido e largo e seios grandes e quadril largo demais para o padrão asiático geral, cabelo preto e escorrido. Quem é essa mulher em minha frente?

    -Minha prima não se parece com você! - eu acuso.

    O elevador abre e duas pessoas saem ficando vazio seu interior logo ocupado por nós dois. 

-Sou sim sua prima! - Diz ela jogando o cabelo curto para trás. - Essa obra prima em sua frente é uma nova Sowin.

Apertei o botão de térreo e ela fez nenhum movimento para acessar algum andar então pouco me importava.

-Com quilos de maquiagem e cara falsa?

Seu olhar cravou minha pele. Mas que pessoa feia em todos os critérios.

-Não. Foi apenas uma realização plástica muito bem feita - exibi-se. 

-Não tão bem feita. Esqueceram de colocar humildade e tirar o narcisismo.

-Pelo menos eu não tenho um pé quebrado. Mas no lugar uma face de dar inveja.

-Sim, as fezes sentem inveja da sua podridão. E só para você saber, meu pé está torcido, onde você viu gesso aqui?

-Ah, Mark. Não se ache o espertinho. 

    O elevador se abre e ela sai do seu interior batendo seu salto no chão.

    -Pelo menos eu tenho um namorado doutor maravilhoso que cuida de mim e não fico invejando a beleza alheia só porque você não me alcança, nem vai com esse passo lerdo.

    -Seu namorado é tão maravilhoso que deve ser cego e surdo para não ver e escutar tanta merda.

    -Ah, Mark eu sei que é só inveja. Porque você sabe que sempre estarei em sua frente ganhando. Como aquela vez com Jonghyun.

    Me arrasto para fora do elevador fervendo em raiva. Sim aquela vadia com certeza é a Sowin.

    Eu ia falar algo para ela mas vi Jackson vindo para cá com dois copos em mãos. E ela também percebeu a presença dele, tanto que só faltava ela come-lo com o olhar. Não resisti quando ela deu a ideia de ir falar com ele.

    -Jackson! - Gritei acenando.

    Ele sorriu e meio que ignorou Sowin que tinha estendido a mão para iniciar uma conversa. 

    -Como você desceu? - ele encarou meu pé preocupado. - Não foi nada sério né?

    -Não seu exagerado. Eu disse que estava tudo bem. Mas por que você sumiu? Tive que me arrastar sozinho.

    -Desculpa, eu fui buscar café para mim e para você,. -Ele me estendeu um copo. - Quer?

    -Sim… - me joguei para frente, saindo do apoio da parede - quero com seu gosto.

    Me apoiei em seu peitoral e envolti a nuca com uma mão. Colei nossos lábios surpreendendo e aproveitando da surpresa aprofundei o beijo, sendo logo correspondido. Afrouxei o aperto em seu pescoço e mostrei o dedo do meio para quem quisesse entender para si.

    Tão logo, ele me soltou e me lançou um olhar inquisitivo. E eu apenas sorri olhando por cima do ombro dele. Sowin ia embora do hospital com uma cara nada feliz.

    -Eu aceito.

    Eu não dava a mínima do que minhas escolhas acarretavam, na minha cabeça só se passava a idéia do triunfo sobre ela...

    

    

 



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