História Uma razão - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Romance
Visualizações 9
Palavras 1.828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Esporte, Ficção, Ficção Científica, Harem, Hentai, Luta, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


AVISO: Cenas um pouco fortes, não contêm romance nesse capítulo

Esse cap foi um "filler" de um pouco da história do Yusuki então demorei um pouco mais para fazer o cap e relaxem que ainda vai ter romance na fic meus jovens

Capítulo 5 - Um tormento


Fanfic / Fanfiction Uma razão - Capítulo 5 - Um tormento

00:00 ( Quarto, Yusuki)

 

Eu estava deitado... Sem conseguir dormir novamente, todas as vezes que eu tentava um barulho ou algo estranho me acordava... Era como se quando eu fechasse os olhos tudo começasse a acontecer...

 

Anos antes ( Narrador)

 

Uma mulher "Mazushīdesu" ( tradução do japonês= Pobre) estava em um beco, gemidos e gritos saiam de sua boca enquanto estava deitada ao lado de uma sarjeta, em sua frente havia um homem barbudo, cabelos até os ombros brancos, ele tinha um rosto sério e então falou parecendo estar preocupado - Aguente firme, aguente !- A mulher chorava enquanto o homem fazia um processo de parto, já estava no final, ela gritava e tentava se segurar... Foi quando após o processo todo ela riu um pouco enquanto abraçou o bebê e falou -  Eu nem te conheço... Obrigada por tudo.- O homem sorriu, era apenas um mendigo que ela havia encontrado no dia e parecia simpático, em meio a tanta tecnologia que surgia eles eram os únicos que não se adaptaram e se tornaram a escória... O bebê chorava... Chorava muito...

 

20min depois...

 

Era cerca de 23:00 horas, a mulher estava sendo acompanhada pelo parteiro e estava caminhando em busca de comida, estavam no meio de uma rua pouco movimentada da cidade, havia pouco movimento tanto de pessoas quanto carros ou patrulhas policiais... O homem apenas a acompanhava calado... Foi quando viram em sua frente um homem de roupa de doutor passando, havia mais dois homens de ternos ao seu lado... Os mendigos caminhavam até que a mulher por uma tontura esqueceu de desviar do senhor e acabou esbarrando nele... Esse foi o estopim, o homem a jogou no chão com força e falou irritado - Você acha que uma imunda como você pode me tocar vadia ?- O segundo mendigo foi até a mulher e tentou ajuda-la porém recebeu um chute de um dos aparentes seguranças, ele caiu no chão e então o doutor sorriu, ele levantou as mangás do casaco e mostrou que tinha um bracelete, o mendigo mal teve tempo de reação e quando ia se afastar teve sua cabeça estourada por ondas gravitacionais, a mulher que agora tinha sangue do segundo mendigo no rosto estava encostada em uma pequena parede, estava com o filho no colo e de olhos arregalados, lagrimas caiam de seu rosto e ela estava em choque... Tremia, tremia muito, uma pequena garoa começou... Já havia alguns barulhos de raios no céu antes mesmo das gotas, o homem riu de uma forma louca como se tudo fosse normal e habitual para ele e então falou tirando sarro - O que foi ? Doeu ?- A mulher colocou o filho no chão e tentou se levantar com raiva, partiu para cima dos dois seguranças que com facilidade a jogaram na parede novamente. Ela então arregalou os olhos e começou a gritar enquanto um dos seguranças segurava em seus braços - ME SOLTA !!!- E quando esse grito ecoou pelo local, foi o limite do pavio, a chuva começou a desabar, era forte, pesada, tensa... A mulher chorava, porém... Qual era a grande diferença entre as lagrimas e as gotas da chuva ? O homem riu... Então olhou para a criança que começava a abrir seus olhos após um longo sono, assim que a criança abriu seus olhos a primeira coisa que viu foi... Foi aquele rosto psicótico olhando no fundo de sua alma lhe puxando para uma loucura sem igual, então o doutor falou - Se divirtam com ela rapazes.- Após dizer isso com um sorriso no rosto soltou sua risada "Hahahahaha", foi então que enquanto ele balançava o garoto de um lado para o outro para tentar faze-lo dormir o garoto via sua mãe sendo estuprada de por dois homens... Era selvagem, forte, ela gritava desesperada porém ninguém aparecia, ela chorava e tentava falar algo porém suas lagrimas e soluços não deixavam...

 

23:20 ( Rua)

 

Quando o doutor deu as costas para aquela cena após 20 minutos de observação ele começou a ir embora... A mulher já estava se alma, já estava totalmente vazia e basicamente morta... A chuva ainda batia forte... Foi então que ainda olhando por cima do ombro esquerdo do doutor a criança viu sua mãe sendo estrangulada até a morte, mesmo sem necessidade, mesmo sem precisarem, mesmo com ela já tendo desistido de tudo... Eles resolveram mata-la por puro divertimento...

 

Quarto da criança ( 6 anos de idade, 6:00 da manhã)

 

A criança estava deitada, amarrada em uma cama que parecia de um sanatório, a criança tinha olhos roxos e cabelos escuros ( foto da esquerda da capa do capítulo), ela estava totalmente nua e seu corpo todo já tinha cicatrizes, cortes profundos, pancadas fortes... Tudo, foi quando o mesmo doutor já mais velho chegou, ele abriu a porta devagar e sempre com um sorriso no rosto, foi então que ele falou com uma falsa voz de preocupação e saudade - Oi Zero.- O garoto o encarava sério, porém despreocupado, o velho sorriu e então falou sorrindo e tentando anima-lo - Vamos anime-se você vai poder ver seu irmão mais velho de novo, não esta com saudades dele ?- O garoto virou a cabeça começando a encarar a parede, o velho saiu da sala... Então ouviu-se alguns passos, Zero voltou a olhar para a porta e lá estava ele... Estava usando uma roupa preta clara de espião, o cabelo do garoto era grande, chegava um pouco abaixo dos ombros e tinha algumas partes na frente que cobriam um olho, cabelo preto, tinha 1,85 metros e um corpo bem estruturado, não era magro demais porém também não era musculoso demais e nem gordo... Era quase que "perfeito", o mesmo estava com um corte no lábio, algumas manchas de sangue na boca que já faziam um tempo que estavam ali, olhos cansados porém mantinha eles firmes, alguns traços de queimaduras leves e pelo que dava para ver era só isso... O garoto se aproximou de Zero e passou a mão com delicadeza em seu rosto, Zero estava calado o encarado, o irmão então falou colocando um leve sorriso no rosto - Esta bravo com o seu onii-chan ?- A criança apenas fez cara de birra, o seu irmão mais velho apenas deu mais um sorriso... Após isso fez uma cara de tristeza e falou - Hoje vai ser a sua primeira vez vendo aquilo... Boa sorte irmão.- Ele terminava com uma voz tão fraca, triste, parecia até que ia chorar ou que já previa mudanças gigantes na vida daquele irmão mais novo... O irmão que antes fazia birra agora sorrio, então falou com uma doce, suave e calma - Não precisa se preocupar onii-chan... Irei ser forte igual a você.- Antes que o velho chegasse novamente o irmão mais velho abraçou a criança... Começou a chorar, eram lagrimas pesadas, intensas como se já tivesse visto e tivesse medo de rever... Ele realmente não queria aquilo para aquela criança... Então após um pequeno tempo abraçando a criança ele se levantou... secou seu rosto e então saiu andando dali... 

 

22:00 ( Mesmo dia, Quarto escuro)

 

A criança estava presa em uma cama... Só que dessa vez a cama estava pra cima, ela via seu irmão que era mais velho porém era o do meio, era mais velho que ele porém mais novo que o que apareceu mais cedo. O garoto estava tremendo um pouco, tinha uma pequena mesinha com vários instrumentos "antigos" para a época ( alicate e instrumentos de tortura) e uns pequenos chips... Foi quando o velho chegou, ele se aproximou do garoto e falou deslizando a mão em seu rosto - Você vai ser meu agora,- O garoto chorava e tremia, foi quando o velho pegou em seu olho e o fez abrir bem, colocou algo para manter o olho direito assim. O garoto tinha os olhos vermelhos de choro, o velho pegou um alicate e estava sorrindo. O clima ali era amedrontador, sádico, psicótico... O garoto começou a gritar desesperado e se espernear - PAI, NÃO, PAI, PAI !!!!- Enquanto ele gritava o homem agarrou em seu pescoço e o fez ficar paralisado, foi enquanto ele aproximava o alicate que Zero gritou - PARAAAAA !!- O velho riu e falou baixo - Aproveite o espetáculo. - O homem então enfiou o alicate no olho do garoto com violência, ele se esperneava e gritava de dor, estava desesperado com um dos olhos chorando e o outro espirrando sangue, o velho aproveitou o devaneio do menino e arrancou o segundo olho com brutalidade, o alicate já estava banhado em sangue e então o velho lambeu o alicate e falou rindo - Relaxa, eu vou te fazer melhor, sabe por que ? Porque eu te amo.- Era um sádico, um sorriso tão perverso quanto suas mãos manchadas de sangue, quanto sua cabeça tão conturbada, são lunática... O garoto já não tinha voz, a única coisa que superava sua dor na garganta era seus olhos, então o menino abaixou a cabeça... Fraco, tremendo... Enquanto isso Zero estava calado, olhos arregalados e o rosto dele já nn aguentava tanta lagrima, o cabelo do garoto já cobria seus olhos... Foi quando o doutor abriu a boca do menino que continuava com medo e debatia as pernas, o homem fez ele engolir alguns chips, o garoto mesmo sem olhos era nítido que arregalaria eles se ainda tivesse, ele abaixou a cabeça e com a voz de choro e gaguejando falou - E- eu não quero mais isso...- Então algo talvez começava a acontecer, o doutor fez o menino levantar a cabeça e instalou dois olhos robóticos no menino, os olhos mexiam rapidamente de um lado para o outro, eram verdes escuros e pareciam bem reais... Foi quando envolta das pupilas vários circuitos começaram a passar, eram traços azuis que passavam rapidamente e constantemente e se tornavam verdes, o garoto começava a gritar desesperado, olhos horrorizados. Seus ouvidos começavam a sangrar, ele gritou por muito tempo e se debatia junto, esperneava, se mexia loucamente... Foi quando finalmente com os ouvidos pingando sangue ele parou de gritar, estava olhando para baixo e quieto... O doutor sorriu e encarou Zero, então falou animado - Ele não pode nos ouvir, então. O que achou do show ?- Zero continuou calado... Estava fingindo não olhar, então o doutor riu... Pegou um fone branco com traços verdes e colocou, cobrindo os ouvidos do garoto. Então ele falou animado - Agora você só pode ouvir com isso, instalei chips com códigos em você meu príncipe, você é realmente uma bela obra. E agora, o próximo é você Zero.

 

Presente ( Quarto, Yusuki)

 

Foi lembrando disso que eu acordei, não consegui me conter... Acordei eufórico e desesperado, batia na mesa, me levantei batendo em tudo que via na frente desesperado e gritando, eu parei no fim do quarto com o cobertor enrolado e bagunçado em cima de mim... Estava de joelhos e chorando... Infelizmente aquilo me assombrava ainda... Aquele dia... Aquele desgraçado...



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