História Uma ruiva complicada! - Capítulo 24


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Categorias Originais
Exibições 61
Palavras 1.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Famí­lia, Hentai, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá!!! Eu traga para vocês nessa madrugada!
um novo cap!
Divirtam -se!! ^^^

Capítulo 24 - Capítulo 24 - A cor que eu mais quero.


O café quente aquecia minhas ideias e fortalecia meus pensamentos. Sim, meus pensamentos sobre o romance que a  Clara teve com Charlotte. Eu sei que parece um pouco insistente da minha parte, mas eu me sentia insegura em relação a isso. Clara a todo momento roubava olhares comigo e sempre que nossos olhares se encontravam eu desviava. Não tenho a coragem suficiente para dizer o que me perturba. Passo a observar a xícara de café e ver a fumaça saindo, aquilo se tornou por distração especial e sem perceber suas mãos encontram as minhas.  

-Você parece bem distante. Aconteceu alguma coisa? –levanto meu olhar para encontrar o de Clara. Azuis profundos me encaravam apreensivos. -Lucy, você esta estranha desde aquele dia. – minhas bochechas estavam vermelhas, muito vermelhas, não só pela naturalidade de como suas palavras fluem em relação a isso, mas como se comporta calmamente ao que fizemos noites atrás.  

-Eu... Eu estou legal! – falo mexendo na xícara momento em que seu polegar acaricia a costas da minha mão.  

-Você está mentindo. – escuto seu sussurrou, e um aperto na mão. – Diga a verdade. O que está lhe incomodando?  

Não digo mais nada e sinto seu olhar em mim. Sinto que deveria contar, mas eu não sabia por onde começar! Tenho a impressão que se eu perguntasse não iria gostar da resposta e isso me assustava. Viro meu olhar em direção a rua observando o nada em particular, porém uma mão no meu queixo me virou lentamente. Clara olha em meu olhos e eu sentia sua respiração se misturando com a minha, seus lábios roçam nos meus, até ela falar.  

-Você é uma péssima mentirosa. – suspiro frustrada quando ela sai do meu espaço pessoal voltando a tornar seu chá como se nada tivesse acontecido, seu olhar ficou mais escuro, como daquela vez em que brincamos na neve. “Éramos namoradas.”  

-Quem é Charlotte? – pergunto olhando fixamente para a mesa. Esperei uma resposta do tipo “Não é da sua conta!”, mas nada veio. Arrisquei levantar o olhar para ver no que ela estava fazendo. Clara arqueia as sobrancelhas enquanto coloca sua xícara na mesa.  

-Ela foi uma ex. – ela fala calmamente me observando com cuidado. – Um erro vamos assim dizer... Se continuar apertando a xícara desse jeito ela vai quebrar.  

Volto meu olhar para a xícara e vejo o quanto as pontas dos meus dedos estão brancas pela força. Então Charlotte foi um erro... Mas ela parecia bem convincente em dizer que eu tinha atrapalhado o romance das duas... Eu daria tudo para saber no que a Clara esta pensando nesse exato momento.  

-Posso fazer uma pergunta? – solto a xícara de café e passo a observar Clara se aproximando um pouco. Aceno esperando sua pergunta e para minha surpresa ela me chama para mais perto com o dedo e assim faço. Sinto um selinho acompanhada de uma risada.- Por acaso você está com ciúmes? 

-Sim..... Não... Espera. O que? – minhas palavras saem sem sentido algum. Seja lá qual é o poder da Clara sobre mim. Ela sabia bem exercer esse poder. Sua risada fica mais alta fazendo com que a lanchonete se virasse para nos, porém ninguém achou bizarro ou nada do tipo. Simplesmente ficaram admiradas com a risada da Clara.  

-Certo. Vou levar com um sim. E  não contei sobre ela por que... Quem é que quer saber de ex? Mas já que você tocou no assunto. Como a conheceu? – sinto minhas bochechas vermelhas. 

-Ela é minha parceira em um trabalho. – digo tomando um gole de café, Clara fica em silêncio por alguns segundos e depois volta a olhar para minha xícara. – Ela disse que você não atende mais as ligações dela e que era para mim ficar longe de você.  

-E você vai ficar? – ela pergunta me olhando fixamente. Não consigo desviar dessa vez é encantador seus olhos. – Você vai ficar longe de mim?  

-Não. – digo olhando para sua boca que formava lentamente um sorriso. Sua boca.... Eu quero beijá-la, quero sentir seus lábios nos meus mais uma vez, sentir novamente o gosto da seus lábios.  

A garçonete chega me tirando do transe e perguntando se queríamos mais alguma coisa, porém Clara disse que não. Então pagamos a conta e saímos da lanchonete. Com a trégua da chuva Clara não abriu seu guarda chuva chamativo e eu me sentia menos molhada. O café serviu para alguma coisa. Caminhamos lado a lado, não havia reparado que Clara usava um blusão cinza com uma saia rosa, seus sapatos all star a deixavam com um ar de despreocupada, seu cabelos amarados em um rabo de cavalo, porém tinha alguns fios que ficavam insistentemente em seu rosto, mesmo ela colocando atrás da sua orelha a todo momento. Por descuido ela passa na minha frente e passo a observar suas costas... Por deus ela tinha uma bunda um tanto chamativa. Não! Não era por causa da saia!! Clara realmente tinha uma bunda de dar inveja.  

Os rios de sol aos pouco pareciam e os pouco que apareciam beijavam os fios ruivos de seus cabelos. Depois da chuva vem a abundância. Literalmente. Dou um riso desviando os olhos da sua retaguarda. Até me lembrar das tintas!  

-Clara. – digo fazendo ela olhar por cima do ombro. Deus! Ela é perfeita. Vejo ela se vira lentamente, arqueando as sobrancelhas bem feitas. -Eu... eu... Você... Preciso comprar tintas.  

-Aqui? – aceno apontando para uma loja ao final, ela segue a direção apontada e com um sorriso pega na minha mão me puxando com ela. O contato deu um choque pelo meu corpo e por extinto puxo minha mão para longe. – Tudo bem?  

-Tudo. –olho para minha mão sem entender nada. Mexo os dedos constantemente até dar conta de que estávamos em frente a loja. 

-Nunca vim numa loja de artes! – dessa vez seguro suas mãos a puxando para entrarmos na loja.  

-Tudo tem sua primeira vez!- digo no mesmo tom de alegria que ela. Clara arqueias as sobrancelhas mordendo o lábio inferior, escuto ela sussurrando baixinho “ Sim. Tudo tem sua primeira vez.”  - quando penso em falar algo a dona Flora vem até a porta nos receber. Ela era a dona da loja. Na infância adorava quando Johan me trazia aqui para poder comprar tintas novas. Todo final de mês eu vinha com ele nessa loja. A senhora Flora tinha um neto chamado Clark e sempre que podíamos eu, Adam e Clark brincávamos no parquinho sem que Aby soubesse. As vezes Johan dava uma de louco e me ajudava a sumir para poder brincar.  

-Lucy!! Como você cresceu! Como está seu pai ? – A senhora Flora me abraça apertado fazendo com que o ar dos meus pulmões saia numa lufada de ar. – e que é essa bela garota. 

-Johan está mais que bem e essa é uma amiga... – digo meio travada nessa parte. Clara me observa com um sorriso forçado no rosto, ela cumprimenta a senhora Flora com uma simpatia maior do mundo. As duas ficaram conversando sobre a minha infância por horas.  

Depois de longas horas esperando a Senhora Flora foi buscar as tintas que pedi. Clara olhava a janela sentada num banquinho alto, ela cruzou as pernas e sustentou seu queixo com umas das mãos, observando o nada. Seu olhar parecia perdido. Poderia ficar admirando para sempre e nunca iria cansar de observa-la. A Sr.ª Flora trouxe as tintas com uma certa cor em particular que estava em grande falta no meu estoque. Sem fazer perguntas a  Sr.ª Flora voltou a conversar com Clara sobre algo totalmente aleatório, observo as cores uma a uma até chegar na cor que eu tinha pedido com um sussurro. Isso daria para mais de uma mês eu acho... Bem, teria que dá. Meu salário não seria só para comprar tintas. Depois de algumas conversas entre ela e Clara, nos despedimos da Sr.ª Flora.  

Sinto novamente gotas de chuvas no meu rosto, olho para o céu sentindo as gotas de chuva, as pessoas começaram a correr com as bolsas sobre as cabeças, tentando de todos os modos se refugiar da chuva. Espero pacientemente que Clara abra seu guarda chuva chamativo, mas ela fica lá parada me observando. Quando ela começa a correr na chuva rindo e pulando, ela abre os braços e deixando a chuva beijar sua pele. E eu... fico lá parada só observando a forma que ela se move na chuva. A passos lentos vou chegando mais perto dela.  

-Por curiosidade Lucy. - Clara se vira olhando fixamente em meus olhos, como se pudesse ler minha alma. - Qual foi a cor que você pediu?  

-A cor que eu quero não existe. - digo segurando a sacola com os potes de tintas mais apertado. Clara mostra uma cara de incerteza e volto a falar. -Uma cor que não existe, uma cor que não se pode ser feita aqui nesse mundo, entretanto ela é feita de sentimentos e desejos.  

No momento em que nossos olhares se encontram eu tive a certeza de uma coisa.  

-Você é a cor que eu mais quero.


Notas Finais


Pois é!
Eu acho a Lucy muito fofa em relação como ela vê a Clara.
Sei lá joguei no ar!
Bem é isso!!! obg pelos Comentários!!
Vocês são DEMAIS!!!! ^^


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