História Uma segunda chanse - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Revelaçoes, Romance
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Palavras 1.846
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Capitulo 3


Fanfic / Fanfiction Uma segunda chanse - Capítulo 3 - Capitulo 3

Magnus On
2:19 p.m.
Não estou muito sóbrio, mas ainda assim consigo dirigir sem muita dificuldade, nunca tive muita dificuldade em fingir que não estou embriagado. Já estava em frente à casa de Woolsey, que com certeza, vai estar enfurnado em seu quarto, provavelmente com um livro em mãos, ou com seu computador, eu adorava isso nele, digo suas manias. Abro a porta e saio do automóvel, vou em direção a casa, abro o pequeno portão que dá aceso ao jardim, e vou em direção a porta de carvalho e a abro e entro no hall de entrada.
Eu logo sigo em direção as escadas da casa, eu as subo e vou em direção ao quarto de Woolsey, bato na porta, ouço um leve “entre”, então abro a porta e me deparo, com algo que me deixou um pouco surpreso devo admitir, Woolsey com uma taça de vinho em mãos, ele estava sentado em uma de suas poltronas, seus cabelos loiro quase que platinado estavam desalinhados dando a Woolsey um toque rebelde:
— Nossa, eu não lembrava que você bebia! — Deixo escapar a frase, Woolsey olha para mim com aqueles belos olhos verde-água e sorri.
— Achei que não vira, — ele olha para a taça que está em suas mãos, e em seguida olha para mim — sente-se e tome um pouco de vinho. — Disse pegando uma outra taça, que estava na mesinha que fica entre as duas poltronas, ele a enche de vinho e me entrega — E não, eu não tenho costume de beber, mas façamos uma exceção. — Sorri para ele e fiz um aceno positivo a sua proposta.
— Então loirinho, me diga, porque achou que eu não viria? — Pergunto me sentando em uma das poltronas.
— Não vi nenhum táxi entrar nesta rua. — Diz ele olhando em meus olhos — Sabia que não me escutaria, mas tudo bem. — Seus olhos brilham, ele se lembrou de algo. — Então vai mesmo me ajudar com aquele papel?
— Claro que vou, onde ele está? — Pergunto com certa alegria, desde que Woolsey saiu do escritório eu não chego nem perto da papelada junto com outra pessoa, eu só sabia conversar com ele sobre direito. — Falando nisso já terminou seu doutorado?
— Não estou debochando de você. —Ele diz suavemente, eu sinto seu hálito batendo em meu pescoço. — Estou rindo porque não sei como explicar o porquê de eu gostar de estar aqui. — Ele disse escondendo mais o rosto na curva do meu pescoço.
— Eu acho que pelo mesmo motivo, ao qual eu não desejo que você saia dai…— Digo o apertando mais um pouco.
— E qual seria esse motivo? — Diz ele, com uma voz calma.
— Não posso lhe dar todas respostas, principalmente aquelas que eu não tenho certeza se são verídicas, para mim são, mas não sei quanto a você.
— Talvez sim, talvez não. — Sinto seu corpo amolecer, ele está quase dormido. — Mas talvez sejam verídicas.
— Vai dormir aí? — Pergunto ajeitando suas pernas para ficar mais confortável — Acho que seria melhor você se deitar na cama, dormir assim pode te dar dor nas costas.
— Está muito aconchegante aqui, mas acho que deve estar certo. — Diz ele se afastando um pouco. — Mas antes podemos ver aquele documento que tinha lhe falado?
— Claro, pode pega-lo para mim. — Ele acena positivamente e se levanta sem avisos, vai até uma pequena escrivaninha que tem em um dos cantos do quarto e pega seu notebook, logo em seguida o liga e procura o arquivo e assim que o acha, me entrega. — É uma licença para uma das modelos de Rafael (Autora: Ralf é só um apelido de irmãos). — Ele diz isso e se joga em sua cama.
Magnus Off
É assim e sempre será, esse é o jeito estranho dos dois se amarem, sempre formais e reservados com seus sentimentos, talvez isso seja um ponto negativo deles, mas se amavam e era isso que importava para ambos.
Magnus lia aquele documento com tamanha atenção, parecia um predador de olho em sua presa, talvez seu olhar seja o segredo do seu sucesso como advogado, eles pareciam sempre firmes e desafiadores, sua fala rebuscada, sua voz firme, quase nunca gaguejava, sua postura sempre firme e irredutível e dominante, sem falar os tons que Magnus possui, sua pele bronzeada destaca os belos olhos verdes escuro, seus cabelos negros ao ponto de brilharem e seus músculos definidos. Mas não era isso que fascina Woolsey, o que realmente o fascina é a inteligência de Magnus, Magnus conseguia acompanhar seu raciocínio e sua lógica.
Já Magnus se encantava com a aura que Woolsey emanava, era como se quando estivesse com o loiro nada de mal poderia lhe acontecer, ou quando Woolsey o levava para lugares que nunca imaginou ir por vontade própria, ele os odiava sem Woolsey, ele fazia tudo parecer mais interessante. E o que mais irritava Magnus era a sua beleza, odiava sentir ciúme de Woolsey isso era tão baixo para sí, nunca havia sentido tanto ciúme por alguém, ou nuca tinha sentido tamanho afeto, odiava quando alguém olhava o corpo magro com aparência de fraco, Woolsey tinha uma força espetacular, que Magnus já havia provado, seus cabelos louros e ondulados sempre bem penteados, e seus olhos azuis como o mar em meio a tempestade, aqueles olhos que davam a impressão que não importava o quanto fosse o conhecesse, você poderia se afogar na sua profundidade e em seus mistérios.
Eu poderia dizer que era um casal perfeito, que nunca brigavam, mas isso seria a mais devastadora mentira, as vezes um magoava o outro, ou brigavam, mas o que importava não era serem perfeitos e sim o amor que sentiam um pelo outro, só nunca se assumiram porque Magnus não estava disposto a se divorciar, nunca amou sua esposa só se casou para não perder a herança de seu pai.
Esse era seu plano ficar com Woolsey e manter sua esposa de fachada, isso é um grande egoísmo, mas ele acreditava que Woolsey concordaria com isso, mas estava tremendamente enganado, foi assim o fim de seu primeiro relacionamento com Woolsey. Woolsey se lembrava claramente daquele dia e era isso que divagava em sua mente desocupada e levemente embriagada, sua magoa ainda era grande pelas palavras que Magnus lhe disse.
— Terminei de ler, isso está perfeito, pode entregar se quiser. — Disse com um sorriso satisfeito, ele se levanta e vai até a cama onde Woolsey e fica em pé ao lado. — Acho que não poderia esperar menos de você. — Woolsey lhe lançou um olhar calmo e sorriu, Magnus se curvo sobre Woolsey e lhe beijou a testa. — Tenho que ir, tenho um compromisso. O que acha de irmos correr juntos? Ou irmos andar de bicicleta? — Diz com cara de preguiça. — Podemos ir você, Harry e Eu.
— Eu adoraria, que horas? — Pergunta Woolsey animado, Magnus o olhou levianamente irritado, odiava fazer esportes, mas já Woolsey ama. — Pode ser de manhã, umas 8:30?
— Pode ser atarde? Não existe coisa pior que acordar cedo! — Woolsey lhe lançou um olhar curioso com sua afirmação.
— Sim, pode, você me liga uma hora antes então? — Ele sorriu para Magnus.
— Eu já vou indo!
— Vou com você até a porta — Disse se sentando na cama, fazendo assim Magnus se afastar. — Pode acontecer um assassinato caso você encontre meu irmão no caminho.
— Ele ainda me odeia? — Diz Magnus indo em direção a porta e a abrindo.
— Você tem alguma dúvida sobre isso? — Disse Woolsey seguindo Magnus — Quando eu disse que iriamos voltar, ele me perguntou se tinha um cérebro ou só merda na cabeça...
— Quando eu o vir novamente irei perguntar se ele sentiu minha falta! — Diz Magnus abrindo a porta frente, se deparando com um loiro caramelo de olhos azuis — Olá, Ralf estávamos justamente falando de você agora! — Disse sorrindo forçado para o loiro a sua frente, Woolsey atrás de Magnus já imaginava as ironias e as alfinetadas que viriam. — Deve ter sentido muito a minha falta! Vejo que nem o sorriso contem ao me ver!
— Woolsey, o que este cavalheiro faz aqui? Achei que estava brincando comigo! — Diz ignorando a presença do moreno. — E Magnus, quem em sã consciência sentiria falta do demônio?
— Ora, ninguém. — Diz ele com os olhos em Ralf — Apenas achei que estava sentindo falta de seu cunhado favorito.
— E quem disse que você é o meu cunhado favorito? — Disse pegando Magnus de surpresa, o mesmo nunca imaginara que Woolsey havia tido outros, Ralf sorriu ao ver que o outro ficou um tanto envergonhado. — Eric é meu cunhado favorito! Woolsey eu vou ir para o meu quarto dormir um pouco, você pode fazer o jantar hoje? — Diz desviando de Magnus e entrando na casa com um sorriso de vitória — Bom... tenha uma ótima noite, cunhado favorito! — Diz sumindo no topo da escadaria que leva aos quartos.
Magnus olhou para Woolsey com um olhar inquisitório, por sua vez o menor apenas desviou o olhar, com um murmúrio dizendo que depois lhe explicaria o ocorrido, e lhe diria quem era Eric, Magnus acena positivamente e dá um selinho nos lábios de Woolsey que corresponde, mesmo que envergonhado, teria uma conversa com Ralf sobre isso. Woolsey encosta a porta assim que Magnus dá a partida, o Loiro de olhos verdes sobe as escadas com presa e vai até o quarto de Ralf e entra sem bater na porta, ele encontra o maior jogado em sua cama:
— Qual é o seu problema com ele? — Pergunta o menor — Do jeito que você falou eu pareci uma puta!
— O único problema é o fato dele comer o meu irmão caçula! — Woolsey olhou para Ralf com um olhar estranho– E eu não quis dizer que é ou te assimilar a uma puta!
— Você tinha o mesmo problema com Eric — Ralf olhou para o irmão com um olhar surpreso, Woolsey apenas o olhou firme nos olhos — Eu acho que o problema não está neles, está em mim...
— Não é o que você está pensando! — Disse ele se sentando na cama. — Se eu sempre te aceitei nua boa!
— Não estou pensando que você é homofóbico. Aquele documento que você pediu está em cima da mesa de jantar. –Disse indo para a porta — Eu acho que vou dormir um pouco, estou cansado, tem comida congelada no freezer.
Diz saído do local, deixando seu irmão confuso no local sem entender nada. Ralf não era homofóbico, ele apenas não gostava de saber que os homens que se relacionaram com seu irmão sempre o maltratavam (Magnus era o “namorado” que melhor tratou Woolsey). Woolsey sabia que seu irmão só estava preocupado com sigo, mas isso o irritava, Ralf sempre o tratava como criança, sempre querendo evitar que o irmão caçula sofra. Ele odiava Magnus por maltratar seu irmão, — mesmo que Woolsey vá negar isso — Magnus judiava muito do psicológico de Woolsey, mas felizmente, Magnus não fazia isso de propósito.



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