História Uma Semideusa Inadequada - Capítulo 10


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Apollo, Personagens Originais, Quíron
Tags Apolo Apollo
Exibições 113
Palavras 1.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura :)

Capítulo 10 - Leões


Fanfic / Fanfiction Uma Semideusa Inadequada - Capítulo 10 - Leões

 

Oito meses atrás

— Posicione a flecha e levante o arco.

— Obrigada, mas já me ensinaram o básico no Acampamento.

— É, mas você não teve um professor como eu, que além de gostoso, é o próprio deus do arco e flecha!

— Não sei não, acho que eu prefiro o Mestre Quíron...

Apolo me fuzilou com o olhar e eu sorri.

— Atire então, quero ver o que Quíron te ensinou.

Encaixei a flecha e levantei o arco. Preparar, puxar, mirar, soltar.

A flecha passou tão longe do alvo que quase acertou Apolo. Ele esperou até o último momento e deu um passo pro lado, rindo.

— Isso, pode rir. Comigo você não dorme hoje!

Seu riso imediatamente morreu e ele praguejou, tirando o arco das minhas mãos.

— Ao menos se você ouvisse minhas instruções e fizesse o que eu mando eu não teria motivos pra rir de você.

Cruzei os braços e revirei os olhos.

— Tá então. Dê suas instruções.

Ele se aproximou de mim, parando bem na minha frente e olhando nos meus olhos.

— Você precisa escolher o olho dominante.

— O oque?

— O olho dominante. Ele é o mais preciso em mirar o alvo e julgar distâncias. No uso do arco e flecha, a dominância dos olhos é mais importante do que a dominância da mão.

— Ah...

— Direito? - Apolo se inclinou, beijando minha pálpebra. - Ou esquerdo? – beijou a outra.

— Direito.

— Então você está fazendo tudo errado, Raio de Sol. - ele sorri e se afasta, fazendo materializar-se outro arco em sua mão. - Use este, é um arco destro. Segure-o com a mão esquerda e puxe a corda para trás com a mão direita.

 

Presente

I'm on the highway to hell (Estou na estrada para o inferno)

On the highway to hell ( Na estrada para o inferno)

Highway to hell (Estrada do inferno)

I'm on the Highway to hell (Estou na estrada para o inferno)

— Essa música é um lixo. – Juliet reclamou. – Tira isso!

— Eu amo AC/DC. – Trent se manifestou, ofendido. – E essa música é fodastica!

— Você também?

— É, eu também! Algum problema?

— Muitos!

Tracy tamborilou os dedos no volante sem tirar os olhos da estrada. Eles haviam passado a tarde e a noite toda dirigindo, revezando o volante, e ela já estava de saco cheio daqueles dois.

— Meu carro. Minhas músicas. – falou, pondo um ponto final a discussão.

— Deuses!— Juliet olhou para o teto do carro. – No que eu fui me meter?

— Em merda. Você se meteu em merda.

O sol ainda não havia nascido e o céu estava escuro. Tracy imaginou Apolo acordando e procurando as chaves do carro feito um louco, com o cabelo loiro completamente bagunçado e sexy.

— Você não acha estranho ela ter te dado esse carro? – a filha de Afrodite voltou a falar. – Sei lá, parecia que ela tinha alguma afinidade com você...

— Engano seu.

Ficaram calados ouvindo AC/DC. Apesar das várias horas naquele carro, Juliet, no banco do passageiro, estava com a maquiagem intacta. Uma máscara de dormir preta estava no alto de sua testa e o cabelo ruivo estava solto, em ondas.

Ela sabia exatamente o que queria, ao contrário de Trent, que era uma confusão ambulante e fazia tudo sem pensar. Ele estava deitado no banco de trás, jogando um jogo de luta no celular. Estava curioso pra saber o que Circe queria dizer com aquele papo todo de segredo a Tracy lá no galpão, mas não perguntou nada. Não era da sua conta.

Por um momento, ele desviou os olhos do celular e observou enquanto ela virava o último Tic Tac da caixinha, como se estivesse virando um copo de cerveja.  O cabelo roxo estava preso num rabo bagunçado, e ela não tirava os olhos da estrada por um momento sequer, virando um Tic Tac a cada dois minutos. Ela havia tirado um bom cochilo no banco de trás durante o turno de Trent, mas agora que assumira o volante e ele finalmente podia dormir, o sono havia evaporado.

Deixaram o carro no estacionamento de um supermercado qualquer e partiram a pé até o bosque, que é onde as caçadoras de Ártemis estavam acampamento segundo Letó. Foi quando ouviram o rugido.

— O que foi isso? – Tracy perguntou, virando-se para ele. — Subam nas árvores!

Juliet obedeceu sem hesitar e Trent subiu numa goiabeira, se sentando no galho mais alto.

— AHHHH! – uma voz de mulher gritou.

Ouviram outro rugido, então o leão apareceu. Ele era do tamanho de uma picape, com garras prateadas e pelo dourado reluzente. Uma garota ruiva corria dele, segurando um arco.

De repente, o leão parou no meio da clareira e por um momento Trent pensou que ele houvesse desistido da menina, mas então percebeu que ele estava se preparando para saltar. Ela não conseguiria escapar.

Sem pensar, Trent pulou da árvore e sacou sua espada. Juliet o imitou, mas Tracy ficou lá, analisando a situação. E antes que o Leão decidisse se perseguiria a caçadora ruiva ou os outros semideuses, flechas choveram sobre ele. Todas deslizaram por seu pelo dourado e caíram no chão. Trent olhou aquilo abismado. Ele se lembrava do mito do Leão de Neméia. Hércules precisou sufoca-lo, pois sua pele era impermeável. Talvez pudesse atingi-lo pela boca.

Respirou fundo e correu na direção do Leão, que se virou no último momento, fazendo com que a espada atingisse seu focinho e causasse menos efeito do que as flechas das caçadoras. Então Trent fez a única coisa que podia: correu.

— É o leão de Neméia, seu burro! — Juliet gritou.

— Ah, cala a boca!

Agora o Leão vinha atrás dele e não havia tempo pra subir em árvores. As caçadoras formavam uma linha de defesa no limite da clareira e ele correu até elas como se sua vida dependesse disso. De fato, dependia.

 

Tracy

Desci da árvore e corri até a caçadora ruiva que estava sentada no chão, arfando. Ela havia desistido de fugir do Leão e Trent se escondia atrás das caçadoras enquanto Juliet estava parada sem saber o que fazer, e o Leão ia na direção dela, com flechas chovendo sobre ele.

— Me empresta seu arco?

Não esperei por uma resposta. Como a garota não tinha aljava, eu peguei uma flecha qualquer do chão e fiz sinal para Juliet, apontando para o leão e imitando um bocejo, mas ela não estava olhando pra mim. Trent sim.

— JULIET! – ele gritou, de trás das caçadoras. – FAZ O LEÃO FICAR COM SONO!

Ela assentiu. O Leão ia lentamente na sua direção enquanto ela se encolhia de medo contra um tronco de árvore. Apontando o arco (que felizmente era destro) para o chão, encaixei a haste da flecha na rabeira da corda.

— Leãozinho! Você está ficando com sono, com muito sono...

Levantei e posicionei o arco. O Leão abriu a boca pra bocejar e eu soltei a flecha, mas ele fechou a boca antes e ela acabou perfurando seu olho esquerdo.

Droga.

Ele rugiu furioso e eu atirei outra flecha, finalmente acertando. O Leão começou a se retorcer até se desintegrar. Mas ao invés de pó de monstro, no lugar que ele estivera segundos atrás agora havia uma pele de leão.

Suspirei aliviada e abaixei o arco.

— Quem são vocês?!

Encarei a caçadora que fez a pergunta. Tinha o cabelo preto e olhos castanhos. Aparentava ter quatorze anos, mas eu sabia que ela tinha vivido muito mais que isso.

— Prazer. Sou Tracy Stone, filha de Despina.

— Juliet Moore, filha de Afrodite.

— Trent Cooper, filho de Ares.

Ela nos lançou um olhar mortal. De repente considerei retirar o prazer que falei inicialmente.

— E o que vocês fazem no nosso território?

— De nada por ter salvado sua vida, ingrata. – falei. – Queremos falar com Ártemis. Assuntos do Olimpo.

Ela me encarou por alguns segundos, desconfiada, mas por fim assentiu e disse:

— Está bem. Levarei vocês até ela.

Virei-me, indo até a caçadora ruiva caída no chão, e lhe devolvi seu arco.

— Obrigada.

Ela apenas me encarou, com olhos castanhos apavorados. Estendi a mão, lhe oferecendo ajuda, mas ela balançou a cabeça e se levantou sozinha. Recolhi minha mão e revirei os olhos, resmungando mentalmente.

Ela seguiu mancando até o acampamento. Pra falar a verdade era só uma clareira no bosque, cheia de barracas e tendas. A caçadora de cabelo preto nos conduziu até a maior delas e no disse para esperarmos do lado de fora. Ela entrou, voltou depois de alguns minutos e disse:

— Ártemis irá recebê-los.



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