História Uma Semideusa Inadequada - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Apollo, Personagens Originais, Quíron
Tags Apolo Apollo
Visualizações 208
Palavras 1.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Opções


Fanfic / Fanfiction Uma Semideusa Inadequada - Capítulo 11 - Opções

☼  ❅

— Tracy Stone... — pronunciou lentamente, como se saboreasse as palavras. – Já estava na hora de eu conhecê-la.

Estremeci e evitei o olhar de meus amigos.

— Sentem-se. – disse Ártemis. – Mandy, vá buscar a pele. Lindy, quero que fique.

A garota do cabelo preto fez uma reverência á Ártemis e saiu da tenda, obediente, enquanto a ruiva ficava.

— Foi Apolo quem mandou vocês? – Ártemis me perguntou. – O que ele quer dessa vez?

— Foi Hera. – disse Juliet, franzindo as sobrancelhas.

— Ah... O que aquela megera quer agora?

— Roubaram os pomos de ouro dela e nós temos descobrir qual das amantes do seu pai foi.

Ártemis semicerrou os olhos, ofendida.

— Você por o caso está sugerindo que eu me envolvi sexualmente com um homem? Meu pai?

— Não! Não é nada disso, senhora! Estamos aqui por que sua mãe nos deu uma dica. Ela nos disse onde vocês estavam. Ela nos mandou pra cá... A dica era: entre as caçadoras.

Ártemis arregalou os olhos e soltou um suspiro baixinho, carregado de decepção. Bem parecido com o de Apolo, porém feminino. De repente, notei que Lindy estava tremendo. Tipo, muito.

Os olhos de Ártemis pousaram nela. – Foi você?

A garota começou a chorar, e se prostrou de joelhos com as mãos estendidas em súplica.

— Perdoe-me! Tenha piedade!

Ártemis se ergueu de sua cadeira, e de repente, não parecia mais uma garotinha de doze anos. Era uma mulher adulta. Ela deu a volta na mesa e farejou Lindy.

— Eu não quis, eu juro! Ele me obrigou!

— Você não é mais virgem. – a deusa torceu o nariz com repugnância. – Se entregou ao meu pai.

Lindy chorava feito uma condenada. Ela ficava repetindo “ele me obrigou” entre soluços.

— Você foi estuprada? - perguntei.

Ela assentiu com a cabeça várias vezes para mim, chorando cada vez mais alto. Eu me inclinei e segurei suas mãos protetoramente. Ártemis me encarou.

— Vocês duas tem muito em comum, não é?

Enrubesci ofendida.

— Eu sou virgem.

A deusa se aproximou de mim e me farejou como fez com Lindy. Permaneci firme. Ela arregalou os olhos surpresa e se afastou.

— Inacreditável. Como conseguiu?!

— Acontece que eu tenho um cérebro.

Trent e Juliet me olhavam confusos. Para eles, Ártemis estava impressionada com o fato de eu manter minha virgindade. Só isso. Mas a verdade era que ela estava impressionada por eu não ter transado com Apolo.

— Se formos continuar falando desse assunto, peço que façamos uma audiência a sós e meus amigos esperem lá fora.

— Não será necessário. – ela sorriu e voltou a ficar séria, olhando para Lindy. - Sei que não roubou os pomos, e que foi forçada pelo meu pai. Não posso perdoa-la, mas a deixarei ir. Você não é mais uma caçadora. E não pode mais portar as armas de uma caçadora.

Lindy soltou minhas mãos e se inclinou, beijando os pés de Ártemis. - Obrigada, obrigada!

Depois de muito chororô, ela se levantou e disse:

— Quero dá-las em presente.

Ártemis assentiu, dando permissão, e Lindy tirou um anel do dedo, fungando muito, e me deu. A mão dela tremia. - Você salvou minha vida.

Peguei o anel. Era de prata com uma lua minguante prateada.

— Gire a lua.

Eu o fiz, e o anel se tornou um arco azul celeste. O mesmo que usei para matar o leão.

— As flechas são automáticas. Não precisa de aljava.

— É tipo o arco do Hank, de Caverna do Dragão?!

— Creio que nunca ouvi falar deste guerreiro, mas se me contar algumas de suas façanhas talvez eu me recorde...

Trent riu e eu abri um sorrisinho.

— É um personagem de desenho animado. Deixa pra lá...

— Lindy – disse ele. – Se você for pro Acampamento Meio-Sangue, será acolhida lá.

— E terá segurança. – acrescentou Ártemis. – Só costumo fazer isso em caso de extrema necessidade, mas você precisa ir pra lá agora antes que a fúria de Hera a atinja. Foi ela quem mandou aquele Leão de Neméia atrás de você... Meu irmão a levará.

Lindy dá uma fungada. – Obrigada de novo.

— Antes de ir arrumar suas coisas, leve Juliet e Trent ao pavilhão para o café da manhã.

Eles me olham inseguros, mas eu aceno mandando-os ir. Ficamos só eu e Ártemis na tenda.

— Creio que você conhece as histórias, não conhece? Cassandra? Dafne? Sibila de Cumas? Quione?

Claro que eu conhecia.

Dafne havia se transformado em árvore para fugir de Apolo. Essa eu perdoo, apesar de tudo.

Cassandra era uma sacerdotisa muito devota a Apolo e ele lhe deu o dom da profecia, mas quando ela se recusou a ficar com ele, Apolo a amaldiçoou, fazendo com ninguém acreditasse nela.

Ok, isso foi muita maldade.

Já Sibila de Cumas pediu a Apolo que lhe desse a imortalidade. Apolo deu. Depois disso ela negou seu amor, e então Apolo fez com que sua beleza e juventude não fossem preservadas, envelhecendo até se tornar uma criatura horrenda, seca e encarquilhada, escondida dentro de um vaso, cujo único desejo era morrer.

Tá, isso já passou de maldade pra crueldade e... Sei lá, repugnante.

E quanto a Quione... Acho que esse foi o pior caso que Apolo já teve. Não gosto nem de pensar, de tão repugnante que a história é. As únicas pessoas com quem Apolo foi feliz foram Jacinto, Cirene e bem... Eu.

— Conheço sim.

Ártemis ergueu uma sobrancelha pra mim. - Quando quiser deixa-lo, junte-se a nós. Eu a protegerei dele.

Ela me deu um cartão de “junte-se as caçadoras de Ártemis!”. Nós trocamos um olhar de entendimento e eu guardei o cartão no bolço.

— Ele sabe que você está aqui e vai querer vê-la de qualquer jeito.

— Meus amigos não podem saber...

— Cuidarei disso. Fique aqui.

Então ela saiu e eu fui até espelho mais próximo. O roxo do meu cabelo ainda não começou a desbotar, está bonito assim, preso nesse rabo bagunçado. E apesar de ter ficado horas acordada dirigindo, não há olheiras sob meus olhos, e meu hálito está bom, já que eu passei as últimas duas horas no volante acabando com o meu estoque de Tic-Tac’s.

— Tracy?

Apolo entra. Nós olhamos um para o outro, e de repente parece loucura estarmos tão distantes. Nos aproximamos ao mesmo tempo e nos abraçamos. Ele tem o melhor abraço do mundo, sério.

— Eu estava tão preocupado com você...

— Eu também estava preocupada comigo. Muito.

Ele ri e se afasta para olhar pra mim.

— Eu já te disse o quanto você é linda?

— Bem raramente. Na verdade você prefere falar do quanto você se acha lindo.

— E numa das poucas vezes em que eu tento fazer diferente, você estraga esfregando isso na minha cara?

Sorrimos e ficamos olhando um para o outro, como se quiséssemos registrar cada detalhe desse momento em nossas memórias. Como se este pudesse ser um dos nossos últimos momentos juntos... Meu sorriso murcha e sinto vontade de chorar.

— Você não precisa passar por isso, Raio de sol. Você sabe que é só me pedir e não teremos mais que ter medo. – Apolo me olha suplicante. – Vamos, peça! Só uma palavra. Só um sim.

Fecho os olhos e respiro fundo.

— Não.

Ele suspira e encosta sua testa na minha. Inclino minha boca pra perto, e ele capta a mensagem, me beijando e acariciando meu rosto. Me conduz até a mesa, sem parar de me beijar em nenhum momento sequer. Suas mãos descem do meu rosto pela cintura até minhas coxas e me puxam, fazendo eu me sentar em cima da mesa. Eu enlaço as pernas na cintura dele e aperto bem, puxando-o para perto, colando seu corpo ao meu. É nesse momento que o cartão escapole do meu bolço e cai, fazendo barulho.

— O que foi isso? – ele interrompe o beijo. – Alguma coisa caiu...

— Nada, só minha presilha de cabelo...

Mas ele vê o cartão e o pega.

— Não acredito que ela fez isso... - ele me encara, desconfiado. – Você não está pensando em aceitar, está?

— E se eu estiver?

Tomo o cartão da mão dele e o guardo no bolço novamente enquanto solto minhas pernas da cintura dele. Apolo se afasta, como se eu fosse uma estranha.

— Não brinque com o meu coração, Raio de Sol.

— Está vendo? Esse é o problema da nossa relação. – saio da mesa, ficando de pé. – Você tem que me deixar escolher, sem medo de ser amaldiçoada depois por rejeição.

— Você vai me rejeitar?

— Não foi isso que eu disse. Eu só quero que você me respeite.

— Mas eu respeito você!

— E se a gente terminar, você vai continuar me respeitando?

— Por que você está dizendo essas coisas?!

— Eu preciso saber.

Ele me olha triste e suspira.

— Juro pelo Rio Estige que se você me rejeitar, eu, Febo Apolo, não irei amaldiçoa-la.

Esperei até ouvir o trovão e olhei pra ele. Se eu quiser acabar com tudo, esse é o momento.


Notas Finais


^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...