História Uma Semideusa Inadequada - Capítulo 12


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Apollo, Personagens Originais, Quíron
Tags Apolo Apollo
Exibições 119
Palavras 1.533
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Calma gente, tá aqui ó! Boa leitura S2

Capítulo 12 - Sentimentos


Olhei para Apolo e me lembrei de todas as brigas que já tivemos. Ciúmes, sexo, medo e decepção. A única vez em que ele pediu pra “dar um tempo”, e dois dias depois estava na minha cama reclamando que eu o deixava louco, mas que não conseguia ficar sem mim. E de todas as noites dormindo de conchinha no meu quarto do dormitório, e acordar sozinha por que ele tinha que dirigir a maldita carruagem solar. De todos os amassos e o “vamos parar por aqui”. E do primeiro “eu te amo” dito.

Apolo estava com os olhos cheios de lágrimas.

— Ah, fala sério! – zombei. – Se você começar a chorar agora eu mudo de ideia e termino com você!

Ele franziu a testa sem entender e eu caminhei até ele. Acariciei seu lindo rosto e rocei meus lábios nos dele. Apolo deu um sorriso trêmulo de quem vai começar a chorar e engoliu em seco.

— Eu amo você. – falei. – Eu só precisava ter essa certeza.

Ele soltou o ar que eu nem sabia que estava prendendo e me abraçou apertado.

— Nunca mais me assuste desse jeito. Eu pensei que você fosse me deixar...

— Pensou errado. – acariciei seu cabelo. – Eu estou bem aqui.

Ele suspirou baixinho e continuamos abraçados, ele com o queixo no meu ombro, os braços em volta da minha cintura, e eu acariciando o cabelo dele... Droga, agora meus olhos também estavam cheios de lágrimas. Pisquei para afasta-las bem na hora em que Ártemis entrou na tenda. Apolo se virou pra ela, entrelaçando os dedos nos meus.

— Irmãzinha! – disse ele, mudando rapidamente de humor. – Não acredito que você deu aquele cartão pra Tracy!

— Eu dei uma escolha a ela.

— Ela já fez uma escolha. Eu.

Ártemis deu de ombros e olhou entediada para o irmão.

— Está na hora de você levar a minha ex-caçadora ao Acampamento Meio-Sangue.

— Só mais cinco minutos com a Tracy e eu já vou.

Ártemis suspirou.

— Cinco minutos.  cinco minutos.

Ela saiu da tenda e Apolo se virou pra mim, já levando uma mão ao meu cabelo e os lábios aos meus. Ele me beijou, cheio de paixão, e me apertou contra seu corpo.

— Tenho uma coisa pra você.

— O que? – falei, enquanto mordia seu lábio. – Outro colar?

— Não – ele sorriu, enfiando as mãos pela minha blusa. – Outra coisa. Tá no seu carro.

— Uma surpresa? – perguntei, enquanto ele acariciava meus seios e beijava meu pescoço.

— Uma surpresa. – repetiu.

Apolo começou a sugar minha pele e eu inclinei o pescoço de lado, mordendo o lábio de prazer.

— Pronto – disse depois de um tempo, se afastando e olhando o resultado. – Isso deve manter aquele filho de Ares longe.

— Apolo! — o empurrei, embora sorrindo.

— Acha que eu não sei que ele dá em cima de você? – sorriu. – Eu vejo tudo, Tracy.

— Até quando estou tomando banho?

— Talvez. – ele deu de ombros. – Quem sabe?

Eu ri e cruzei os braços.

— Eu também vi o que você fez com aquele carinha do posto de gasolina.

Minhas bochechas coraram.

— Eu não fiz nada.

— Não? Só apertou a virilha dele, nada demais...

Bufei e me aproximei dele, correndo a ponta do nariz pelo seu pescoço e depositando um beijo atrás da orelha.

— Eu jamais trairia você.

— Assim espero. Por que eu estou andando na linha, exatamente como você queria...

— Continue assim.

— Por você, Raio de Sol? Qualquer coisa.

— Apolo? – Ártemis voltou. – Já deu cinco minutos.

— Só mais um beijo.

Ele se inclinou, me beijando na frente da irmã.

— Isso é uma falta de respeito! Já não basta eu ter deixado vocês se... envolverem na minha tenda? Tem que fazer isso na minha frente também?!

— Olha só – ele a encarou. - Eu não sei quanto tempo vou ficar sem ver o amor da minha vida, então perdoe-me se eu faltar com respeito na sua presença, mas você não precisa ver isso.

Ele sorriu e voltou a me beijar, por fim depositando um beijinho na ponta do meu nariz e me soltando.

— Qualquer dia desses eu te sequestro no meio da sua missão.

— Vou esperar ansiosamente.

Ártemis fingiu vomitar e Apolo piscou pra mim, sorrindo.

— Ah, espera – falei, segurando a gola de sua camisa. – Não vá dar em cima daquela caçadora.  Eu vou saber se você tiver feito isso.

— Não confia em mim, amor?

— Não mesmo.

Ele fingiu-se de ofendido e me roubou mais um beijo antes de sair da tenda.

— Hã... Tracy? – disse Ártemis. – Tem uma marca obscena no seu pescoço.

— Obrigada! – falei já soltando o cabelo e penteando-o com os dedos. – Eu já estava esquecendo.

Ela deu um sorriso forçado e começou a sair da tenda também.

— Ártemis – fui atrás dela. – Desculpe se faltei com respeito a você. É que...

— Eu entendo. Também já estive apaixonada, Tracy.

Engoli em seco. Eu conhecia a história muito bem. Órion era um caçador, e Ártemis estava tão apaixonada por ele que até se entregaria, perdendo a virgindade. Apolo, enciumado, enganou a irmã dizendo “Duvido você acertar uma flecha naquela mancha negra lá na água”. Ártemis aceitou o desafio, ofendida, e acertou Órion que estava se banhando no rio. Ele morreu e virou uma constelação.

— Mas se vocês tivessem passado de beijos...

— Não. – interrompi. – Não fazemos sexo.

— Por que não?

— Por que os deuses não tem uma camisinha divina, e eu não quero engravidar aos dezessete.

Ela me olhou quase admirada, mas balançou a cabeça e mudou pra como se me achasse estúpida.

— Até quando acha que ele vai aguentar? – perguntou, enquanto caminhávamos. – Estão juntos a o que, dois meses?

— Um ano. E se ele não puder mais aguentar, terminaremos. Já deixei isso bem claro pra ele.

— Você não vai terminar com ele, Tracy. O ama demais pra deixa-lo ir. E tenho de admitir, nunca vi Apolo desse jeito. Acho que ele nunca amou ninguém da forma como ama você.

— Obrigada, eu acho.

— Não agradeça. Ele acabará com o coração partido e você morta.

Engoli em seco. Caminhamos em silêncio até a carruagem de Apolo, onde Juliet, Trent e Lindy já estavam.

— Senhora Ártemis! – Mandy correu até nós. – A pele do Leão de Neméia não quer se transformar!

— É claro que não, ela só vai se transformar nas mãos do herói que o matou.

Mandy franziu a testa para mim e estendeu um monte de pele na minha direção. Assim que a toquei, a pele se transformou num cumprido casaco guarda-pó marrom-dourado.

— Bizarro...

— Bizarro? – repetiu Mandy. – Nada pode atingir o casaco. É como um colete a prova de balas divino.

— É meu?

— Você matou o leão, não matou?

Fuzilei-a com o olhar e caminhei até Lindy, que estava com os olhos vermelhos de tanto chorar. Apolo estava apoiado no carro, os braços cruzados, observando tudo com um ar de divertimento.

— Quero te dar de presente. Use.

— Mas...

— Pega logo.

— Não, eu...

— Se você não quiser, vou dar em sacrifício a Hera.

Lindy pegou o casaco e o vestiu. Por que todos, menos Ártemis e Apolo, estão me olhando como se eu estivesse pirada?

— Está na hora – disse Apolo. – Não podemos mais esperar, ou isso vai atrasar o fuso horário e vai dar uma confusão do caramba pro meu lado.

Lindy me abraçou, depois abraçou Ártemis e entrou na carruagem. Apolo mandou um beijo no ar e piscou pra mim. Eu lutei para evitar o sorriso que queria se formar em meus lábios de volta e ele entrou no carro, enquanto Ártemis revirava os olhos.

— Tchau, mana!

— Não me chame de mana!

— Chamo sim!

— Não ch...

Ela parou, por que o carro já tinha saído voando. Bufou irritada e se virou pra nós.

— Então... O que vocês vão fazer agora?

— Procurar por outra amante. – respondi, já que meus amigos não paravam de franzir a testa pra mim. – E ver se não foi ela que roubou os pomos.

— Desejo-lhes boa sorte.

Nisso, eles pareceram acordar do transe e fizeram uma reverencia a Ártemis, copiada por mim. Caminhamos até o carro, e eles começaram o falatório.

— Você pirou? – Juliet começou. – Dar o casaco pra ela? Ela já está protegida pelo Acampamento!

— Proteção nunca é demais.

Juliet balançou a cabeça, incrédula.

— Juliet tem razão, Tracy. – Trent concordou. – E o que você ficou fazendo esse tempo todo com Ártemis?

— Conversando, oras!

— Sabe... – Juliet me cutucou. – Você viu Apolo piscando e jogando beijo pra mim?

— Hum... vi. O que você achou dele?

— Quente, sexy e tudo de bom... Tipo, deuses, ele é gostoso pra caralho – ela mordeu o lábio. – Eu pegaria.

— Tá maluca? – disse Trent. – Ele é o Apolo.

— E daí?

Trent suspirou e balançou a cabeça.

— Você não vai querer ficar com ele, Juliet. – falei. – Ártemis me contou que ele tem herpes.

— É sério?

— Seríssimo.

— Nossa, não sabia que deuses podiam ter doenças...

— É uma herpes divina, sabe?

Alcancei o carro e abri a porta. No banco do motorista havia uma caixa de papelão cheia de Tic Tac, com um bilhetinho amarelo escrito:

Você esteve nos meus braços há alguns minutos e eu já estou pensando no quanto sentirei sua falta daqui pra frente. Aliás, você não conseguiu deixar seu cheiro na minha camisa dessa vez. O que farei agora?

P.S.: Faça o favor de prender seus belos cabelos lilases pro imbecil no banco de trás ver o seu chupão.

Te amo.



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