História Uma Semideusa Inadequada - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Apollo, Personagens Originais, Quíron
Tags Apolo Apollo
Exibições 118
Palavras 1.576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi :)
Leitores do meu coração, aviso importante agora: todo capítulo eu pretendo deixar uma Fan Art do Apolo, e sempre que tiver uma mulher nelas, essa mulher é a Ártemis, mas nós vamos fingir que é a Tracy por que ela vive pintando o cabelo de várias cores. E todo o crédito para Mirelle Ortega, por que quase todas são fan arts dela. Ok? Ok. Boa leitura! S2

Capítulo 9 - Favores


Fanfic / Fanfiction Uma Semideusa Inadequada - Capítulo 9 - Favores

Nove meses atrás

Abri a porta do meu quarto no dormitório... Ele estava sentado num banquinho com uma lira. Montes de pergaminhos estavam espalhados pela minha cama, cheios de poesias, e balões de gás hélio com tema do dia dos namorados preenchiam o teto. Apolo sorriu e começou a tocar e a cantar para mim.

Pense Tracy, por mais doce e inebriante que seja a voz dele... Ele é um estuprador assassino que tem uma penca de filhos!

Apolo terminou de cantar e sorriu pra mim, aquele sorriso que podia iluminar a noite. - E aí?

Respirei fundo e fechei bem os olhos.

— Vá embora, por favor.

— Você não quer isso. – disse ele. - Eu sei que não.

— Maldito!

Me encolho até o chão e abraço meus joelhos, enterrando a cabeça nos braços. Não quero olhar pra ele.

— Senti sua falta... – Apolo falou com uma pontada de dor na voz. – Estive pensando num jeito de fazer você acreditar em mim.

— E a que conclusão chegou?

— Você acha que eu só quero transar com você, engravidá-la e abandoná-la, como os deuses sempre fazem com os mortais...

— E não é isso? – ergo a cabeça.

— Não! Dessa vez é diferente! – me lança um olha sofrido. – E respondendo a sua pergunta, cheguei a uma conclusão sim, de que talvez... Se eu pudesse provar, você acreditaria em mim e mudaria de ideia.

— E como você vai provar?

— Vou te apresentar pra minha mãe.

— O que?!

— É, ué, eu nunca levei ninguém pra ela conhecer. Nem Jacinto. Você será a primeira pessoa. Isso prova que você é única, e que eu estou levando você a sério, Raio de Sol.

 

Presente

Quíron sabe. Posso ver pela expressão e pelo olhar dele.

— Você sabe no que, e com quem, está se metendo?

— Sei. – suspiro.

Mas Wendy balança a cabeça pra ele, com os olhos vermelhos de tanto chorar.

— Ok, será que dá pra vocês pararem de imaginar o meu funeral? Eu tenho que ir agora e vocês só estão me deixando pra baixo!

O centauro dá um sorriso nervoso e bagunça meu cabelo enquanto Wendy me abraça chorosa. Subo na caminhonete de Argos, ao lado de Juliet e Trent.

— Então, você já abriu a lista? – ela me perguntou.

— Não. Não tive tempo.

— Como não teve tempo? Você teve a noite toda!

— Eu só não tive tempo, ok?! Abre logo a porcaria da lista e descobre qual é o primeiro nome.

Ela me lança um olhar irritado e abre o pergaminho, arregalando os olhos logo em seguida.

— São muitos nomes...

Pego a lista da mão dela. As letras são miúdas e parece ter mais de mil nomes e endereços aqui. – Que tal Letó?

— A mãe de Ártemis e Apolo?

— Ela mesma.

— Parece bom. – Trent comentou. – Temos de começar pelos mais fracos.

Meia hora depois, descemos da caminhonete em frente a um hotel que de início parece abandonado, em Manhattan, mas quando você olha bem e a névoa se desfaz, ele se transforma num hotel cinco estrelas com tema do Havaí. Quando entramos, digo a Juliet e Trent para esperarem e vou até o sátiro da recepção.

— Raphael... Pare de sorrir. – sussurro. – Finja que não me conhece.

— Hum-hum — ele pigarreia. – Posso ajuda-la?

— Sim, eu quero vê-la.

— Só um minuto. – ele aperta um interfone. – Rainha... Ah, você já sabe? Ok. Tá.

Ele faz um sinal de positivo pra mim e eu caminho até os outros.

— Ela disse que só uma pessoa pode subir. – minto. – E tem que ser eu.

— Por que você? – Juliet aperta os olhos, desconfiada.

— Como é que eu vou saber?! – dou de ombros. – Eu vou lá. Fiquem aqui e não aceitem nenhum coquetel, é o olho da cara!

Viro-me e vou para o elevador, onde Raphael já está me esperando.

— Como vai o senhor Febo, senhorita Tracy?

— Vai bem.

— É bom saber disso!

O elevador para no número 30 e eu saio.

— TRACY — Letó cantarola. – Que bom te ver!

A mãe do meu namorado me abraça. Ela não se parece nem um pouco com o filho. Ironicamente, Letó é a titã do anoitecer. Tem cabelos negros, longos, olhos também negros e lábios extremamente vermelhos. Pálida como um filho de Hades, usa um vestido grego chique e flores no cabelo.

— Você não parece muito bem... – ela repara na minha expressão. - Brigou com Apolo?

— Não, nós estamos bem, é que... Tem uma profecia que diz que eu serei a derrota dele. Estou preocupada.

Letó pega minhas mãos e me conduz até seu sofá chique com estampa de flores amarelas.

— Isso pode ter várias interpretações, querida. Talvez você vá magoa-lo, não sei. Mas meu filho é um olimpiano, você não pode lhe causar mal de verdade. Quer dizer, talvez ele fique triste por um século ou dois quando você morrer, mas ele supera.

Arregalo os olhos, horrorizada. A imortalidade de Apolo sempre foi um assunto delicado entre ele e eu. Como vai ser quando eu envelhecer, ficar feia, e ele continuar jovem e belo?

— Pare de se preocupar! – Letó aperta minhas mãos. – Foi só por isso que veio aqui?

— Não... Hera me mandou numa missão pra recuperar os pomos de ouro dela, então eu tenho que visitar todas as pessoas que já se envolveram com seu marido e perguntar se elas roubaram os pomos.

— Não fui eu! – ela ergue as mãos, brincalhona.

— Eu sei que não, mas ainda assim eu precisava desabafar com alguém sobre a profecia.

— Ah, claro, querida... Olhe, eu posso dar uma informação valiosa pra você, se me fizer um favor.

— Que favor?

— Circe está com uma encomenda minha. Eu disse que mandaria alguém ir pegar, por que você sabe, pega um pouco mal ser vista com ela. Será que você poderia ir buscar essa encomenda pra mim?

— Claro. Onde?

— Nova Jersey, perto do Branch Brook Park...

 

❅❅❅

 

— Não sei não... Que encomenda é essa? – Juliet pergunta.

— Não é da nossa conta. – digo. – Vamos, estamos perto.

Demorou uma hora, mas chegamos. É um galpão abandonado, com quatro ciclopes de segurança. Eles têm uns dois metros de altura e usam terno preto. Três deles tem o olho azul, mas um tem o olho castanho.

— Semideuses? – disse o último. – O combinado era um sátiro, não semideuses.

— Mudança de planos. – Trent falou. – Vocês vão nos deixar entrar ou não?

— O combinado era um sátiro.

— Então teremos de entrar a força.

Ele encarou bem Trent com seu único olho marrom.

— Tudo bem, vamos fazer uma boquinha, pessoal. – estalou os dedos. – Peguem esses semideuses.

— Ei, rapazes – Juliet sorriu pros ciclopes – Por que vocês não nos deixam passar, hein?

— Circe nos deu uma poção anti-charme. Isso não funcionará conosco.

— Droga.

Ela então pega um batom do bolço.

— HAHA! – ri outro do olho azul. – Ela vai se maquiar! É mole?

Mas quando Juliet tira a tampa do batom e gira ele, surge uma espada de ouro imperial ali.

— Eu vou te maquiar bonito! – ela parte pra cima. – Vêm cá!

Eu estava tão focada observando que não percebi que Trent já tinha desembainhado sua espada e estava duelando com outro ciclope, e Juliet lutava com DOIS ao mesmo tempo. Caramba. Ah, sobrou um pra mim. Fico parada. Só tenho minha adaga.

— O que você vai fazer? – o ciclope sorri pra mim. – Vai sacar seu punhal?

Dou de ombros e pego a adaga da bainha. Ergo-a acima da cabeça e corro na direção dele gritando “AAAAAAAAAAAAAAHHH!” que nem uma louca, mas ele fecha uma mão na minha cintura e me ergue enquanto eu chuto o ar, furiosa.

— Me larga, seu tosco!

— Pare de chutar!

Ele tenta abocanhar meus pés e eu me retorço. Foco no chão e crio uma camada de gelo. O ciclope desliza cai comigo em cima, segurando bem firme a adaga que vai direto no peito dele. Quando ele explode em pó, eu quase vou de cara no asfalto.

— Ei! – Trent me puxa pra cima. – Isso foi muito legal.

O rosto dele está muito próximo. Afasto-me institivamente e pego minha adaga do chão.

— Valeu.

Quando entramos no galpão, damos com uma mulher jogada num divã, assistindo Big Bang Theory.

— Finalmente! - ela exclama. - Sabe quantos episódios eu já vi? Quatro.

— Circe – Juliet exclamou. – Viemos em nome de Letó, pegar a encomenda.

— Imaginei que fossem... - seus olhos pousam em mim. - Céus! Não acredito!

Ela sorri e se levanta, caminhando até mim. Usa um vestido de seda preto, sem nada por baixo (dá pra notar, já que é transparente). E Trent não consegue tirar os olhos. Eu zoaria ele se não estivesse com medo de Circe, que sorria assustadoramente para mim.

— É você mesmo?! A famosa Tracy Stone?

— Hã... É. Sou.

Ela ri e balança a cabeça, sorrindo. Pega a minha mão e balança os dedos acima dela, fazendo surgir um vidrinho com um liquido azul.

— Você não pode guardar segredo pra sempre, Tracy Stone. O Olimpo já sabe, e é só uma questão de tempo até o resto do mundo saber também. Não vai querer que sua mãe seja a última, vai?

Tudo vai ficando embaçado, e de repente estamos na recepção. Letó estava inclinada sobre o balcão, conversando com Raphael. Juliet e Trent fazem uma reverência para ela, confusos.

— Já voltaram? Cadê minha encomenda, Tracy?

— Aqui. – estendo o vidrinho.

— Obrigada! A dica é: entre as caçadoras.

— O que isso quer dizer?

— Não me pergunte. Vou mandar vocês pra perto do acampamento delas, e vou te dar um carro de presente!

Juliet e Trent me encaram com olhos de mil perguntas e eu dou um sorriso forçado.



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