História Uma Última Música - Capítulo 25


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Categorias Charlotte (Anime 2015)
Personagens Ayumi Otosaka, Joujirou Takajou, Misa Kurobane, Nao Tomori, Yuu Otosaka
Tags Charlotte, Colegial, Drama, Fantasia, Ficção
Exibições 32
Palavras 2.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, meus queridos!

Hj teremos um cap com altas tretas e umas doses de burradas, espero que apreciem ele :))

(N é muito longo por causa que esta parte seria do outro e n um cap separado)

Boa Leitura:

Capítulo 25 - Enquanto a Noite Se Alonga. Parte 2


Fanfic / Fanfiction Uma Última Música - Capítulo 25 - Enquanto a Noite Se Alonga. Parte 2

Enquanto a Noite Se Alonga. Parte 4.5

O cenário era caótico, guardas eram arremessados para todos os lados, alguns pegavam fogo e corriam sem rumo entre o caos, outros estavam completamente congelados e os demais com menos sorte ainda já estavam mortos pelos dons mais avançados de outros ex prisioneiros.

Mesmo com estes fatos, o contra ataque de CRPUE se notava potente, pois o barulho estridente das armas era predominante, o resultado disso era os corpos imóveis que surgiam mais e mais pelo piso lustroso que antes branco se tornava vermelho da chacina feita.

Diante de tal cenário Nao que lutava com todas as forças respirava com dificuldade por causa da pressão em seu corpo já fraco, suas ondas tinham lançado vários guardas no ar, mesmo assim parecia que nem seu esforço máximo poderia lhes salvar pois percebeu que metade de seu grupo já fora dizimado pelas armas letais dos guardas.

Entretanto num ato desesperado os últimos prisioneiros conseguiram milagrosamente acabar com os guardas restantes, estes que no começo do conflito estavam em maior numero, agora só se resumiam a homens no chão que já estavam sendo carregados pelo sono da morte:

Abatidos pelo conflito, alguns dos prisioneiros se ajoelham diante de seus amigos falecidos, Nao observa com tristeza as várias despedidas feitas com pesar ali, ela não aguentava guerras e se odiava por se colocar em uma como aquela onde envolvia tantos inocentes, "Não a mais tempo para se lamentar agora" pensa ao olhar os mortos que eles deixaram, "Posso me culpar a vida inteira por isso, porém agora tenho que tentar nos salvar antes de qualquer lágrima desça por estes olhos " fecha os olhos Tomori que quase não aguenta o peso de suas palavras.

Vendo o estado lamentável de todos Kazuki se põe a frente para controlar  a situação de luto:

-Eles já sabem que estamos aqui, temos que ir para outro lugar..._Fala de uma vez Kazuki que parece acordar todos ali presentes com  sua voz firme, ele que carregava uma arma de um dos guardas ao lado do corpo, sua postura transmitia a força que nem ele imagina ter.

Com contragosto todos concordam em saírem do tenso lugar temendo sua segurança.

Tomori que desperta brevemente se posiciona ao lado de seu irmão e unidos aos outros eles correm para outro lugar, mas seu rápido momento de paz é roubado quando são surpreendidos na entrada da enorme porta oval:

-Se entreguem e ninguém morre!_Dita um guarda com sua arma mirada a eles.

-Desculpe, mas alguém já morreu!_Grita um garoto com lágrimas nos olhos ao olhar os corpos atrás deles.

-Isso é culpa de vocês, se entreguem e ninguém mais se machuca!_Rebate o homem designado.

-Vai conta história para boi dormi!_A velha senhora que os acompanhava na luta da um passo em frente se mostrando totalmente revoltada.

Intimidados os guardas se recolhem:

-Ataquem!

Tiros voam, Tomori já atenta faz uma enorme barreira que evita os atingir, quando seu poder vacila, sua barreira se desmancha e os outros atacam como podem.

O jovem que trocara as primeiras palavras com o guarda aquece com seus dons as armas de  guardas próximos até eles não conseguirem mais as segurar, aproveitando esta brecha a senhora que os acompanha convoca pequenas partículas do ar que se transformam em água a passar pelos pés deles,quando esta os toca ela engrossa o estado da água até sólido os fazendo ficar presos no chão.

Outra menina convocava um poder mental de fazer alguns desmaiarem, um dos irmãos que sobreviveu convocava ondas elétricas fortes o bastante para mata-los e Kazuki mais longe  desviava das balas que alguns dos guardas que ainda conseguiam atirar, ao mesmo tempo que rebatia um enxame de balas no ar com a arma em mãos, contudo numa mudança de posição ele correu para trás de uma parede e num reflexo ruim acabou levando um tiro de raspão que o faz suprimir um grito de dor.

Nao que ordenava o fluxo gravitacional de algumas balas correu até ele:

-Irmão...como está?_Indaga exaltada ao ver o sangue cair de seu braço.

-Doendo._Sorri Kazuki que ao sentir a mão dela sobre a ferida arfa de agonia.

-Sem piadas agora..._Ela rasga um pano da camisa dela e amarra o braço dele para estancar o sangue.-Consegue atirar ainda?

-Sim, mas sem nenhuma precisão._Explica afadigado.

-Beleza, fique aqui e atire, nunca deixe de atirar!_Alerta ela se afastando dele para voltar ao combate.

-Ok._Se reposicionando atrás da parede ele segura com uma mão a arma para deixar a outra repousar junto ao corpo.

Tomori volta nervosa ao campo de batalha enquanto desvia das balas, ela faz um rápido contorno de mãos e lança três guardas no ar, depois domina sua força e os lança com tudo contra o chão, na ora os três apagam, "Isso é pelo meu irmão, babacas" pensa com raiva.

Então quando minutos se passaram,  tudo parecia transcorrer mais a favor deles, isto até a temerosa loira do chapéu listrados aparecer com dois guardas com roupas diferentes dos outros, estes pareciam ter uma blindagem não só a balas e sim a qualquer coisa, como uma armadura a vestimenta de metal, parecia ser pesada a luz que demarcava as perfeitas ondulações pretas:

-Vocês são bons realmente, acabaram com quase todos nossos guardas..._Ela sorri sádica ao se aproximar deles.-Quero ver vocês acabar com estes também.

Um garoto enraivecido corre para cima dos guardas e usa seus dons para tentar super aquecê-los, ele falha terrivelmente, um daqueles monstros de metal se aproxima dele e o dá um soco com as pesadas luvas de ferro, o garoto gritou ao tempo que era arremessado para o outro lado da parede, quando seu corpo atingiu o chão ele já não tinha vida.

-Miserável!_Começa xingar sem parar a senhorinha do grupo, ela com suas vestes moribundas e seu cabelo quase todo caído tomou coragem e se atirou contra a loira.-Sua diabólica! Ele era só uma criança!_Vocifera ela tentando estapear a loira.

Nao corre para afasta-la deles, mas era tarde demais, ela só pode ouvir o barulho que a arma fez quando a mulher atirou contra a cabeça da senhora, Tomori se sentiu nauseada ao ver aquilo, ela nem ao menos sabia o nome dela, e mesmo assim se sentiu devastada ao ver em câmera lenta e de forma torturante o corpo inerte da mulher atingir o chão.

-Não..._Sibilou baixo se dando conta mais uma vez dos corpos a sua volta."Por que isto está acontecendo?" indaga-se horrorizada "Por que todos temos que morrer?" grita em sua mente com ódio e dor em seu peito Nao cai de joelhos sem esperanças, os outros com medo vão se afastando aos poucos.

-Ora, ora aquele discurso de que "eu não sou fraca" não está repercutindo agora?_Zomba cruel a loira indo em direção a ela.-Já está de joelhos Tomori, você é realmente uma desgraça!_Fala seca ao parar a sua frente.

Nao não diz nada permanecia em choque, aquilo era demais, mortes demais, injustiça demais, tudo que a sufocava demais, estava presa numa gaiola de grades invisíveis que gritava em seu peito lhe culpando de tudo aquilo ter acontecido.

-Que trágico não é mesmo, tenho quase certeza que Yuno Tomori está decepcionada..._A prateada fica estática, ela não ouvia o nome de sua mãe a meses e ouvir ele sair daquela boca parecia a rasgar por dentro.

-Como conhece o nome dela?_Indaga prendendo o ar Nao, a loira sem se intimidar se aproxima mais, os guardas a rodeiam e vão até os demais, com suas poderosas armas eles os fazem se render.

-Como?Uma longa história...afinal eu e ela éramos bem próximas, quase irmãs antes dela fazer sucesso e ter você, talvez por isso foi tão fácil descobrir os incríveis poderes dela, mas fácil ainda foi testa-los aqui..._Com olhar cinzento sobre Tomori a mulher parecia se deleitar com as memórias psicopatas em mente.

-V-você a trouxe para cá?_Questiona Tomori, as perguntas em sua mente se chocando como um trágica punição, seu corpo exaurido permanecia congelado no chão.

-Sim e não, detalhes e detalhes, não importa não é mesmo...Oh  ela era muito resistente, creio que lutava por vocês, no fim tudo que ela fez com a vida dela foi por vocês... como ela era doce?Não é?...uma pena, no fim descobrimos que seus dons não eram assim tão úteis a nós._Esbraveja maldade a mulher que rolava a arma de uma mão a outra.

-Por que fez isso?_Indaga Nao olhando o fundo daquele rosto monstruoso e sem emoções.

-Porque eu queria a fazer sofrer!Porque a perfeita Yuno cresceu, ganhou dinheiro e uma vida feliz, deixou todos para trás, inclusive eu!Eu que merecia ter o sucesso dela...ah eu nunca mais sentirei tanto prazer quanto quando tive em estrangula-la com minha próprias mãos, aquela grandíssima vadi..._Antes de terminar Nao subiu repentinamente agarrou com um braço o pescoço da mulher enquanto com a perna desequilibrava a mesma, a prateada estava acostumada em aplicar este golpe no judô e ali ela marcava um belo Yuko* onde já estrangulava sua adversária que perdia a cor do rosto já.

-Não fale dela como se a conhecesse!_Berra Nao que aplicava com força o golpe.

Dentro de si seu medo e temor deram origem a sua raiva acumulada, ela tinha um sentimento doentio de matar aquela mulher por suas perversas palavras.

-Nao!_Seu irmão que sai de trás da parede onde se ocultava, grita por ela quando vê os enormes guardas se aproximarem, ele atira contra eles, porém a armadura os protegiam com destreza.

Durante isso a loira sufocava até seus últimos instantes, desesperadamente batia sem parar o braço, em sua mão estava o anel que Tomori portava quando entrou ali, este se acendeu quando se chocou contra o chão na tentativa frustrada dela se soltar, antes da mulher acabar como mais um defunto ali os guardas agarram Nao rudemente pelos braços e atiram longe.

-Arg!_Exclama de dor a garota ao bater as costas contra o chão.

Kazuki segura seu braço e corre para ela:

-Nao, você está bem?_Diz ele se colocando a abaixar até ela.

-Eu-eu estou..._Ela se senta e alisa as costas que voltam a doer muito, mais uma vez seu corpo dava sinais do uso excessivo de seus dons.-Ahh que droga!_Exclama se encolhendo.

-O que foi?_Pergunta sério o rapaz.

-Meu corpo está acabado...se eu usar meus dons vai piorar..._Pronúncia ela com uma enorme carranca.

-Então não use!_Ordena preocupado Kazuki.

-Eu não tenho mais escolha..._Com os olhos ardendo Nao olha para seu irmão e vê que logo atrás dele vinham o guardas.

-Cuidado!_Ela alerta mais era tarde demais eles o pegam e o fazem ficar de joelhos diante da mulher.

-Como é idiota garota agora seu irmãozinho ira pagar por sua imbecilidade..._Fala a loira retocando seu chapéu na cabeça enquanto alisava o pescoço.

-Não!_Nao grita e com uma terrível dor se levanta.-Fique longe dele!_A prateada ergue as mãos em punhos e concentra seu poder de uma forma diferente, ela o concentra em libera-lo não no espaço e sim dentro de uma matéria, Nao nem considerava a opção de usar algo tão cruel quando descobriu este artifício, entretanto o medo junto a raiva fazem coisas poderosas nas pessoas, assim que ela torna a encarar a loira ela abre as mãos.

Ouve-se um baque no chão, os guardas voam com a força enorme impulsionaste, eles cruzam paredes de cimento e temporariamente desaparecem da vista, a loira de joelhos grita em plenos pulmões o horrorizada:

-Mas, o que é isso?_Indaga confusa sentindo seus músculos sendo dilacerados, um separado do outro dentro de si.

-Isto é o que você merece sentir!_Nao se aproxima com olhar frio para mulher, sua mente estava estagnada em seu objetivo que era mata-la.

-Impossível..._Murmura se jogando no chão a loira, ela já começava a  cuspir seu próprio sangue junto a finas lágrimas de dor que caiam.

-Morra._Diz sem sentimentos Nao já perdida em trevas.

-Nao, não faça isto, não seja igual a ela!_Suplica Kazuki que não tem coragem de se aproximar, ele sentia que aos poucos aquela garota a sua frente não era mais sua irmã.

-Cale-se!_Grita Tomori.-Eu não aguento mais!Essas vozes, esses sonhos, essas memórias estão me destruindo!_Esbraveja ainda olhando a loira que agora se ouvia os ossos estalarem dentro de si sendo quebrados, Nao tinha certeza que se continua-se ela morreria em instantes e foi então que o som sumiu de sua mente, fez se um total silêncio e tudo ficou escuro de repente.

Uma  fina  voz começa a falar com ela:

-Nao você sempre faz bagunça não é mesmo?_Fala Yuno  com tom de humor.-Olhe só para estes brinquedos esparramados no chão...tão pequena e arteira, deve ter puxado a mim!_Nao ouve a mulher rir no final.-Quero que saiba que talvez eu não esteja com você no futuro..._Torna um tom melancólico.-Mas, entenda que te amo muito e quero que você siga em frente, porque eu sei que você será forte, tão forte quanto seu irmão!_Brinca zombeira.-E por este motivo digo a você que para sempre estarei com você, não fisicamente, mas aqui em seu coração nas horas mais sombrias para te ajudar._Ouve-se um choro baixo.-Eu sei que eles estão vindo e iram me levar, mesmo assim lhe peço Nao, não tenha medo, ande na direção a luz, porque lá você sempre me encontrara, lhe garanto que para sempre minha linda Tomori eu estarei aqui...

O som muda para gritos, Nao olha para cima e vê ma enorme luz branca: "Eu estou morrendo?" indaga-se incerta.Mas suas suspeitas se dissipam quando ela percebe estar olhando para o teto da CRPUE:

-Oh._Murmura ao perceber estar deitada no chão.

- Posição!_Ordena alguém, Nao escuta o som das botas metálicas sobre o piso e vira sua cabeça em direção aos guardas de armadura que se põem a frente dos prisioneiros, ela tenta se mexer, contudo não sente mais seu corpo que está completamente fadigado, Nao só consegue olhar para a cena enquanto sente o gosto metálico de sangue na boca...sentia-se impotente e péssima ao ver a situação dos ex-prisioneiros que se abraçavam entre si com temor em seus atos, vendo aquilo o coração de Tomori  rachou em mil pedaços e sua única reação é chorar baixo ao ver seu irmão e todos ali, pois sabia que o momento que o gatilho fosse acionado seria a hora que tudo dentro dela iria morrer também.

-Guardas atirem!

Continua...


Notas Finais


Ohh, suspense amo!

*Yuko: Quando o adversário vai ao solo de lado. No judô cada Yuko vale um terço de ponto.

Bjs de Chantilly e tenham uma excelente semana <3


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