História Uma Última Música - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Charlotte (Anime 2015)
Personagens Ayumi Otosaka, Joujirou Takajou, Misa Kurobane, Nao Tomori, Yuu Otosaka
Tags Charlotte, Colegial, Drama, Fantasia, Ficção
Exibições 12
Palavras 3.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Super Power, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, tudo bem com vcs?

Cmg sempre tá +-

Consegui finalmente superar a bad da minha semana para enfim escrever, espero que gostem

Boa leitura...

Capítulo 26 - O Tilintar de Uma Nova Esperança


Fanfic / Fanfiction Uma Última Música - Capítulo 26 - O Tilintar de Uma Nova Esperança

O Tilintar de Uma Nova Esperança
 

Nao fechou os olhos com força ao ouvir os tiros, numa tentativa desesperada ela se enterrou dentro de si buscando frustrantemente suprimir os sentimentos devastastes de dor e perda, só que mais uma vez a escuridão tomava sua visão e se aterrava como um facão de garras afiadas em sua alma, a dilacerando completamente como um a simples presa.

Tomori chorava baixinho, deixando as finas lágrimas borrarem seu rosto vencido pelo cansaço, agora mais nada valia esconder seus soluços, seu choro ou seu desespero, pois ela sabia, tinha perdido, perdido a batalha, seus amigos, e principalmente sua família, tudo perdido por causa de seus erros, temíveis erros que lhe cobraram mais do que ela podia perder.

Derrotada seria a melhor expressão para seu estado físico, todavia o que lhe surgia dentro de si era tão agonizante quanto se jogar no fogo, seus músculos se retrocediam conforme ela forçava leves movimentos e doíam extremamente no ato, sua respiração era lenta e pesada, mas ela não se importava com isso, tudo que conseguia pensar era que seu maior desejo, o desejo de deixar este mundo, como uma prece quase doente Nao pedia mentalmente pela morte, pedia para ela a levar e tirar aquela dor sufocante, para aliviar a tensão que ela já não suportava e assim orou quieta enquanto o som assustador das armas se delongava pelos seus ouvidos atentos.

Quando Tomori sentia suas forças irem embora de vez e sua respiração parar, ela sabia que era a hora dela partir, não fez cerimônias, estendeu os braços e se deixou levar  pelo sono da morte que ela abraçaria com conforto e quem sabe no fim esta a levaria para um lugar melhor.

Porém, interrompendo seu ritual Nao sentiu algo encostar em seu ombro a despertando de seu transe, relutantemente Tomori tentou ignora-lo, mas aquilo estava a incomodando demais e com um tom rude ela levantou lentamente o braço e passou seus dedos machucados sobre aquilo, ao sentir a textura a prateada percebeu se tratar de uma cabeça humana, seguidamente tirou a palma dos cabelos e desceu até o rosto, percorreu o dedo até o queixo, este arfou e respirou fundo contra o braço de Tomori que imediatamente o retirou do lugar:

-Nao..._Ouviu a pessoa do seu lado chamar como uma súplica.

-Yuu?_Nao indaga no mesmo tom ao reconhecer a voz dele.-Você ainda esta vivo..._Involuntariamente uma lágrima cai dos olhos dela, no fundo as esperanças de encontrar ele já tinham se esgotado, tudo havia chegado no limite.

-Ainda..._Murmura abafado contra o ombro dela, foi então que percebeu que o único som que se ouvia era de sua vozes, os sons dos tiros tinham acabado, então lentamente ela abre os olhos.

Primeiro a prateada se da de cara com o teto branco e meio iluminado, agora que parecia que as luzes foram destruídas pelos tiros disparados, rolando a cabeça para o lado ela viu os prisioneiros deitados no chão, seu coração se agitou, lhe parecendo estarem mortos, entre eles ela buscou ver seu irmão, mas não o achou, voltou-se para Yuu que estava deitado ao seu lado, seus corpos estavam em ângulos opostos, sua única conexão física era onde suas cabeças se encontravam, e assim passou o olhar sobre a cabeça dele que se afundava em seu ombro:

-Yuu..._O chama uma vez e ele que estava deitado de bruços, então ele vira um pouco seu rosto somente deixando a mostra um olho ainda vermelho, ao vê-lo Nao se sentiu mal, ele estava com uma terrível  aparência, seus cabelos colados na testa, suas feias escuras e seu olhar era indescritível, grande parte daquele resultado era culpa dela e ela sabia.-...Quando isto acabar eu espero que me perdoe por tudo._Fala sincera mirando sua face, seu olho quase fechado não parecia lhe compreender direito.

Então os dois fecham os olhos, Nao apoia sua testa na dele e suspira uma última vez, antes de se entregar ao um pesado sono que não sabia se acordaria mais...

 

*******

 

Primeiro ela viu vultos, cenas picotados, uma forte dor de cabeça, depois sentiu mãos firmes a pegarem pela cintura e a erguer, subindo e subindo, seguidamente sentiu-se se locomover mesmo que não estivesse fazendo nenhum esforço para isso, Nao sentia-se flutuar, sua visão a abandonou deixando somente os instintos fracos e perceptíveis que lhe restava, dor, leveza, sentiu um ar gélido atingir o rosto e depois de tudo isso não sentiu mais nada, como se tivesse jogado água sobre uma tela recém pintada, a lucidez da prateada foi sugada para algum lugar misterioso de sua cabeça, sim, tudo parou e nada além da inconsciência sobrou.
 
 
#*******#
 

Misa estava descontroladamente andando para todos os lados da sala, ela olhava constantemente para seu celular parado na escrivaninha ao canto, e toda vez que fazia isto se sentia com raiva e frustração, afinal ela estava no escuro, sem respostas ou alguma informações, pois a alguns dias Nao e Jōjirō haviam sumido do mapa, nenhuma mensagem foi deixava, nenhuma palavra foi trocada e nenhum deles se preocuparam em informa-la de alguma coisa nos últimos dias.

Atazanada por estes pensamentos, Kurobane já se corroía por dentro "Por que eles não disseram nada?Eu não sou confiável o suficiente?Por que raios sumiram assim?" indagava-se ao tempo que passava a olhar para o aparelho eletrônico pela milésima vez, ela já tinha ligado várias vezes e a primeira vez que ligou para Nao a mesma desligou a ligação e não retornou "Esquisito" pensou primeiro e logo em seguida milhares de teorias lhe começaram a surgir, "Que eles não estejam aonde eu penso que estão" pedia no fundo de seu coração ao lembrar da conversa deles no refeitório, a última conversa que teve com sua melhor amiga, desde então suas mensagens, ligações e procuras pelos todos os cantos que julgava ter uma pista não lhe resultaram em nada, só em mais interrogações.

Misa ainda tinha uma fraca esperança que Nao aparecesse magicamente no dia da competição de judô do colégio, mas a mesma se decepcionou ao não ver nem sinal da mesma no dia, mais a frente ia todos os dias a frente do dormitório dela e não via sinal de vida, até conseguiu entrar no lugar uma vez com receio de alguma coisa, entretanto só achou as coisas da amiga largadas lá.

Cansada Misa cogita dar um boletim de desaparecimento na polícia já que não tinha noticias, mas julgou que se sua amiga estivesse onde ela pensava estar, nem mesmo as autoridades poderão os ajudar:

-Que droga!_Pestaneja chutando o canto do sofá.

-Ei, não desconte na mobília!_Fala Carlos descendo as escadas, ele trajava um smoking preto com uma gravata vermelha.

-Diz isto porque não é você que está estressado!_Rebate a loira que se senta brutalmente no sofá.

-Hum._Ele da a volta no sofá e se senta ao lado dela.-Você sabe minha filha, podemos lhe ajudar para o que necessitar só precisa nos contar..._Incentiva colocando uma mãos sobre o ombro dela.

-Eu sei pai, é só que me sinto chateada com meus amigos, eles sumiram e não deram noticia nenhuma mais..._Desabafa colocando as mãos sobre o rosto.

-Ah essa história de novo...eu disse a você que se nada mudar podemos ir numa delegacia, mas você se nega a isto..._Afirma olhando para loira, Carlos que tentava cada dia entender suas filhas e mais que tentava menos entendia.

-Eu não tenho escolha, só posso esperar que eles voltem sozinhos agora._Sussurra cabisbaixa ela.

-Bem, este, as vezes, é o melhor remédio..._Ele da umas batidinhas nas costas dela e se levanta.-Se precisar de algo...

-Eu já entendi pai._Interrompe ele Misa.

-Ok, só tente manter a cabeça fria..._Ele se levanta e vai em direção ao banheiro.-Sakura você sabe arrumar esta gravata?Eu estou quase queimando isso aqui!_Pede ele a porta do banheiro que é aberto, de lá saem a esposa com cara feia já resmungando algo do tipo "Você não sabe fazer nada mesmo".

Tirando os olhos deles Misa se delonga no sofá, ela e sua família inteira estava produzida naquela noite, pois tinham um evento especial para ir, no começo Misa negou veemente a participar daquele encontro chato e elegante, porém depois de sofrer grande repressão de sua mãe lá estava ela sendo obrigada a ir a reunião do ano, a qual Yusa e seu novo namorado eram o centro das atenções:

-Vai amassar vestido!_Adverte Yusa ao descer as escadas, ela trajava um lindo vestido curto rosa fraco com detalhes na barra da saia que davam relevo de flor, seus ombros estavam cortejados pela delicada alça do vestido que modelava seu corpo em medidas certas.

-Como se eu me importasse..._Fala Misa que dá um longo bocejo, ela trajava um vestido também curto azul escuro com renda preta, este era mais pesado, porém gracioso com a enorme fita preta na cintura.

-Sinceramente...eu votei para você não ir hoje!_Reclama a loirinha que sai da frente do espelho da sala, agora visível seu rosto se via uma maquiagem leve e delicada, lábios brilhantes e olhos delineados, com uma leve camada de blush Yusa parecia uma modelo juvenil.

-E para minha tristeza você não ganhou._Kurobane que não usava maquiagem se recompõe no sofá, o máximo que sua mãe e irmã a conseguirão fazê-la usar eram um brinco simples de brilhantes escuro e uma pulseira prateada.

Yusa dá um revirar rápido de olhos e se aproxima de sua irmã, agora que suas alturas estavam mais nivelados por causa do salto alto de Yusa e a sapatinha confortável de Misa:

-É sério! Se comporte, está noite é muito especial e mesmo que não lhe interesse nada disto, faça pelo menos pelo pouco amor que tem por mim!_Diz colocando a mão no peito Yusa.

Misa a olha por uns breves momentos e bufa um pouco, afinal ela odiava eventos formais demais, porém o pedido de Nishimori era sincero e de coração, ela um pouco contrariada concordava no fim em ser paciente e não estragar tudo, como cogitava sua irmã mais nova:

-Tá, só não espere que eu ame ficar lá._Cruza os braços marrenta a loira mais velha.

-Eu sei que não vai, mas obrigado igual._Sorri a loirinha que volta a retocar o cabelo que estava solto e com leves cachos de babyliss.

-Todos prontos? Ou melhor todas..._Pergunta Carlos já com sua gravata no lugar certo.

As meninas e Sakura assentem juntas e se apuram para sair.
 

*******
 

O jantar parecia entediante e sem graça para Misa que só cutucava com um garfo seu camarão sueco, como se ela acreditasse realmente naquele nome; os demais sentados na mesa eram os pais das loiras que pareciam nervosos enquanto falavam qualquer coisa com os pais de Yaboku, o próprio garoto e as meninas também se continham na mesa.

  O ambiente era luxuoso demais para uma casa, Misa julgou após dar uma boa olhada na mansão dos Wolter, assim ela pensava "Quadros velhos ok! Mobília cara ok! Tapetes enormes ok! Comida estranha ok! Mesa que cabe um time de futebol ok! Super lustre na sala ok! Será que não irão perder um ponto na lista dos ricos de cinema?" indaga-se enquanto ouve as risadas forçadas de seus pais, Yusa mais entretida parecia cortejar a Sra.Wolter de forma incomum, "Talvez está relação seja por elas serem futuras sofra e genra", refletiu Misa que colocava seu braço como apoio da cabeça.

-Ora, não vão nos dizer que nunca provaram a comida indiana do restaurante Merllin ?_Fica abismada a Sra.Wolter.

-Não, nunca tivemos esta oportunidade ainda..._Se explica constrangida Sakura que vestia um leve vestido branco.

-Vê isto Eliot, nem todos provaram do paraíso?_Ri a mulher que parecia ter uns trinta e poucos anos, seu rosto era pouco flácido, ela vestia roupa luxuosa branca junto aos seus enormes anéis no dedo.

-Realmente Juvia, nem todos tem este privilégio..._Fala discreto com um sorriso o Sr,Wolter.

-Seria encantador algum dia nós irmos novamente Eliot, deveria vir também senhorita Nishimori pelo pouco que conheço você tem excelente gosto para tudo!_Exalta Juvia a loirinha que sorri timidamente.

-Seria um prazer Sra.Wolter...

-Certamente, e me chame de Juvia, querida!_Misa sente seu estômago rolar ao ouvir a voz da mulher com tanta pomposidade.-A e você..._Kurobane tenta disfarçar, mas entende que é com ela.

-Sim, senhora?_Levanta a cabeça de uma vez, recebendo um olhar indiferente de Juvia.

-Parece distante da conversa, não quer se juntar a nós?

-Desculpe, só não quero atrapalhar vocês._Diz calma a loira.

-Certo, mas querida me diga, por que gosta desses modos a mesa?_Fala como olhar agressivo a posição de Misa na cadeira.

-Me parecem mais confortáveis..._Responde simplesmente, Yusa já preocupada com o rumo da conversa a mira com destreza.

-Oh, entretanto meu bem, conforto e beleza nunca andam juntos, olhe para você, seria muito mais adequada e bonita se tivesse mais etiqueta a mesa...

-Minhas atitudes lhe incomodam?_Pergunta perdendo o tão calmo Misa.

 -Claramente sim!_Diz em tom maior Juvia que chama atenção de todos na mesa.

-Então devo lhe informar que você é mesmo azarada!

-Perdão?_Indaga curiosa Juvia.

-Isso mesmo senhora, beleza e conforto não andam junto não é mesmo?Então você é azarada pois não tem os dois!_Irritada com o jeito critico daquelas pessoas Misa sai da mesa e vai para longe.

Yusa começa a dar mil desculpas para Sra.Wolter, que permanece boquiaberta pela declaração ousada, Sakura permanecia constrangida em silêncio querendo ir embora mais cedo, seu marido que se controlava para não rir da cena anterior levou uma cotovelada de Sakura que o vez tossir e se repor no lugar firme só se desculpando mais calmamente:

-Sentimos muito pelo decorrido aqui, vamos falar com Misa..._Faz menção de se erguer, porém é impedido por Yaboku:

-Se me permite senhor, gostaria de falar com sua filha a sós..._A loirinha a mesa o põe a olhar curiosa.-...Ainda não tive a oportunidade de conhecê-la, na verdade nem meus pais puderam, só quero ver se posso controlar a situação civilizadamente._Sorri amenizando o clima o rapaz gentil.

-Faça o que julgar melhor meu filho._Diz Carlos, ele volta a se sentar enquanto somente Yusa persegue com o olhar o garoto a se distanciar.
 

*******
 

Misa estava debruçada pelo parapeito de uma varanda, seus pensamentos decorriam a cena que acabara de acontecer "No fim foi culpa daquela megera!" acusa com raiva ao olhar para o jardim impecável dos Wolter.

-Uma bela vista presumo..._Fala alguém atrás dela.

-Nem tanto, já vi melhores._Zomba critica Misa que se vira para Yaboku.

-Sabe, começamos com o pé esquerdo hoje, quer dizer...minha mãe é um pouco difícil de lidar, nem sei como Yusa consegue suporta-la as vezes.

-Muito menos eu, por que ela age daquele jeito?

-Não sei exatamente, costume talvez, ela foi criada assim.

-Ninguém deveria cultivar algo do tipo..._Ela se volta a paisagem.-Você será igual a ela?Será igual com Yusa?_Questiona entre os dentes.

-Não baseio minha personalidade em outras pessoas, eu a crio para mim mesmo e respondendo a sua última pergunta, eu pretendo ser o melhor que puder a Yusa.

-Eu espero muito!

Então ele ri baixo e se aproxima dela:

-Gosto muito de Yusa e espero fazê-la feliz, por isso convidei vocês aqui hoje, quero realmente me aproximar de sua irmã e sua família...

-Tarefa difícil...

-Mas não impossível, queria lhe pedir se poderíamos nos dar bem ou até mesmo sermos amigos...

-E se isso não acontecer, e se eu odiá-lo?_Desafia analisando o rapaz com um olhar hábil Misa.

-Então farei o máximo para isto não prejudicar minha relação com Yusa...

Misa olhou para ele buscando sinais de mentira ou cobertura de algo não percebido, ela queria ter certeza sobre a imagem de Yaboku antes de confia-lo a sua irmãzinha, pois no fim esse instinto protetor era maior nestas horas.

-Ok..._Ela dá um longo suspiro.-Espero que faça o que me disse aqui, ou..._Estende a mão que o rapaz aperta.

-Ou?

-Ou quebro seus dentes, não admito que magoe a desmiolada da minha irmã!_Afirma apertando a mão dele até doer.

-Entendi._Engole seco Yaboku que recolhe a mão e a massageia.-Eu conversarei com meus pais, resolverei tudo, ok?

-Tá._Sem demoras Misa sai dali e se direciona de volta a mesa.

*******

 

Logo que chegam em casa a loira corre para seu celular e vê o histórico de chamadas e mais uma vez vazio, ficando mais uma vez desapontada; depois de levar broncas no carro ela finalmente está livre e cansada, sem delongas vai para seu quarto descansar, já deitada ouve o som de notificação vindo do celular, sem demoras ela pula da cama e pega o aparelho o desbloqueando e manuseando até a mensagem recebida, ao abrir a caixa de texto suspira alto:

-Não acredito..._E se coloca a responder rapidamente, em seguida que começa a se arrumar tudo de novo só que desta vez para ir em outro lugar.
 
 

#*******#
 
 

Ao ouvir o som de bipes em torno de si, Nao acabou percebendo a volta da consciência, primeiro teve a sensação de ter um enorme peso em cima dela, mas logo em seguida entendeu ser o desconforto que tinha no corpo já que deveria estar naquela posição a certo tempo, então incomodada Nao se remexeu de leve sobre algo macio, passou a mão sobre o que estava deitada e percebeu a textura de um tecido fino sobre algo macio, um colchão.

Não aguardando mais ela abriu devagar os olhos que foram aos poucos se acostumando a iluminação do ambiente, ao terminar de abri-los ela suspirou, a sua direita estava uma janela de vidro aberta com as cortinas balançando de leve ao vento, a luz que vinha de fora iluminava por completo  o quarto, nas paredes de um tom estranho de branco se destacavam dois pequenos quadros de flores amarelas, mais abaixo se tinha um balcão grande com gavetas, e logo ao lado de isso tudo sobre uma poltrona cinza estava seu amigo lendo um livro atentamente sem percebê-la acordada ali.

- Jōjirō?_A prateada fica admirada ao perceber o tom mais forte que sua voz já encarnava.

-Oh..._Fala um pouco surpreso o moreno que abaixa o livro sobre seu colo.-Nós esperávamos que você acordasse mais tarde..._Explica mais calmo possível.

-O que aconteceu Jōjirō?Como vim parar aqui?_Começa uma seção de interrogações a prateada que olha para a agulha do soro em sua veia.

-Acalma-se, você ainda esta em recuperação ou devo lembra-la que chegou aqui quase morta?_Ele fecha seu livro e põe acima do balcão.

-O que?_Nao rapidamente volta a lembrar os momentos finais na CRPUE.-Foi o seu anel, o chamado...você nos tirou de lá..._Concluiu com uma careta ao recordar da luta com a loira, no fim mesmo que indiretamente foi ela quem ativou o dispositivo.

-Sim, fiquei atônito quando recebemos seu chamado, mandei imediatamente minha equipe o rastrear, demoramos apenas um segundo para isso, logo em seguida os enviei para lá, foi realmente por pouco, se não tivesse chegado a tempo...pois hoje o que sobrou da CRPUE não foi mais do que cinzas subterrâneas...

-O quer que dizer?_Questiona horrorizada Tomori.

-Quer dizer que quando saímos de lá a corporação simplesmente explodiu nos ares, sem nenhuma explicação...foi uma pena que não conseguimos nada de provas para a pesquisa em seus DNA's , tudo de pista que se tinha lá queimou com o lugar.

-Isso quer dizer... Jōjirō!_Berra ela, fazendo ele arregalar os olhos.-Onde estão os outros, onde está meu irmão...onde está Yuu?_Indaga urgente.

-Não se preocupe eles estão bem...

-O que?Mas estão vivos?

-Obviamente, claro, eles pareciam mortos quando os achamos encolhidos no chão, mas por ordem minha, meus soldados identificaram os vivos e os retiraram de lá, tantos aqueles que prisioneiros quanto ex funcionários de lá.

-Entendo, posso vê-los agora?_Diz impaciente a garota.

-Não ainda, você está se recuperando bem, mas seu corpo necessita de mais repouso para ficar no mínimo sustentável.

-Isto quer dizer mais cama..._Reclama baixo a ansiosa Tomori.

-Não fique tão infeliz, os outros estão na mesma situação, todavia não ficara sozinha aqui..._Ele se ergue e ajeita os óculos.

-Alguém já esta a noite inteira esperando você acordar..._Ele recebe um olhar curioso de Nao que se transforma rapidamente em um sorriso.

-Só espero que ela não me mate...

-Não posso garantir nada..._Ele sorri e coloca a mão na maçaneta.

-Jōjirō._Ele se vira ara ela e ergue uma sobrancelha.-Muito obrigada, você salvou nossas vidas!_Agradece sincera Tomori olhando profundamente para ele.

-De nada, ficara mais surpresa ao saber que não fui o único que fez isto._Fala simplesmente ele que sai sem delongas do quarto, deixando Nao interessada no assunto.
 


Notas Finais


N teve Sweet Dreams porque foi pela visão da Nao ;-;
Mas podemos imaginar como foi a chegada de Yuu kk

Bjs e tenham uma boa semana,
Tchau


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