História Uma Vida Escolar Nada Comum - Capítulo 202


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Categorias Hetalia: Axis Powers
Tags Gakuen Hetalia
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Palavras 1.030
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Pior parte do capítulo: ter que ficar inventando novos nomes para o Kumajirou x-x
#CanadaAcertaLogoADrogaDoNome

Capítulo 202 - Indagações


Canadá

 

- Você vai se atrasar... Mas quem é você, mesmo?

- Sou eu, Kumaman-san, seu dono, o Canadá...

Eu já devia estar há mais de dez minutos me olhando no espelho do banheiro, e não estava exatamente satisfeito com o que eu via. Não que eu pudesse mudar quem eu era; porém, se ao menos eu fosse um pouquinho mais parecido com o América-nii-san...

Ao perceber que a hora estava passando rápido demais, e que eu provavelmente iria mesmo me atrasar, peguei o Kumaichi-san e saí do banheiro. Meus colegas de quarto, o Malach-san e o Kimellah-san, já estavam acordados, desde antes mesmo de eu acordar.

Mas algo parecia errado...

- Malach-san... – eu o chamei. – É normal para vocês rezarem dessa forma em um Sabat...? Quero dizer, nunca vi vocês fazerem isso, então...

- Ah... – Malach-san suspirou. – O Hassid está cumprindo uma espécie de penitência, meio autoinfligida, por ter desrespeitado o Sabat...

- Desrespeitado...?

Afastando-se do Kimellah-san, que não parava de rezar desde o momento em que eu o vira pela primeira vez naquela manhã de sábado, o Malach-san veio na minha direção.

- Tudo o que consegui que ele me dissesse entre uma prece e outra – Malach-san sussurrou –, é que parece que o Hassid ficou na biblioteca fazendo algum trabalho até tarde, e não percebeu que passou do por-do-sol... Tentei convencê-lo de que Ele não o puniria por isso, que foi sem intenções e que não se repetiria, mas... O Hassid insiste em sua culpa...

- Entendo... – murmurei. – Bom... Vocês querem que eu traga alguma coisa para vocês? Estou de saída agora... Bem, talvez eu demore a voltar, mas...

- Oh, obrigado, Canadá, mas não precisamos de nada – Malach-san sorriu.

- Nesse caso... Estou indo. Tenham um bom dia.

- Bom dia para você também, Canadá.

 

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Murasame-san e eu havíamos combinado de nos encontrarmos em frente ao zoológico. Não precisei esperar muito até que ela aparecesse.

- B-Bom dia, Murasame-san...

- ... Bom dia, Canadá-san... Kumajirou-san.

- Nessas horas vocês lembram que eu existo.

- Kumayu-san...!

Um pouco desconfortável com a intromissão do Kuma-san, convidei Murasame-san para que entrássemos no zoológico. Embora planejássemos passar o dia todo por lá, quanto mais cedo começássemos a ver os animais, mais tempo nós teríamos para ver todos.

Andamos a manhã toda, em um ritmo lento, porém agradável. O dia estava bonito, daqueles dias em que nada parece que vai dar errado... Na hora do almoço, procuramos algum quiosque que vendesse algum lanche. Depois de comermos crepes, sentamo-nos em um banco próximo aos ursos para comermos algodão-doce.

- Canadá-san... – Murasame-san disse de repente. – Se... Se eu não fosse eu, você ainda seria meu amigo?

- Eh...? – assustei-me. – De... De onde você tirou essa ideia, Murasame-san...?

A Murasame-san claramente se arrependeu do que tinha dito, e mordeu nervosamente seu algodão-doce.

- S-Sinto muito...! – disse ela, após engolir. – É que... Ah, sinto muito...

- Pode falar – eu disse, e sorri. – Estou aqui para te ouvir.

- Bom... É que... Eu estou lendo um livro no qual duas pessoas trocam de lugar, sabe...? Então tive um sonho... Ou um pesadelo... No qual eu estava presa no corpo de outra pessoa... Mas ninguém me enxergava... Quero dizer, as pessoas viam quem achavam que eu era, mas não sabiam que era eu... Eu... Ah, eu... Eu não sei explicar... – Murasame-san suspirou. – Passei a noite inteira acordada por causa disso...

- Eu entendi, Murasame-san... Não se preocupe. Eu acho que... Eu acho que eu seria capaz de enxergar você onde você estivesse.

Murasame-san inclinou a cabeça, confusa.

- Da mesma forma com que você sempre me enxerga, sabe...? – Sorri. – Não importa onde você estiver, Murasame-san, eu vou achá-la. E sempre serei seu amigo.

- A... O... Obrigada...

Murasame-san ainda parecia envergonhada, talvez mais do que antes. Enquanto olhava para ela e pensava no que fazer para remediar a situação, notei um pedaço de algodão-doce no canto da boca dela.

- Murasame-san...

No momento em que ela se virou para mim, estendi a mão e tirei o tal pedaço. Aquilo só fez piorar a situação; o rosto dela estava completamente vermelho.

- Quanta audácia – comentou o Kumapin-san.

Demorei a perceber o que as palavras dele significavam, e o que eu tinha feito. Como resultado, acabei ficando vermelho também.

- Tinha... Tinha um pedaço de algodão-doce no seu rosto...

- Ah... Obrigada...

Para evitar mais momentos constrangedores, peguei o Maraguma-san no colo e levantei-me.

- Vamos visitar o resto dos animais, Murasame-san?

 

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- Tem tantos animais aqui, né...? – eu disse, após termos terminado de ver boa parte dos animais do zoológico. Murasame-san apenas confirmou com a cabeça. – Às vezes eu me pergunto porque eles fizeram um zoológico aqui...

Murasame-san inclinou a cabeça, como se me perguntasse o que eu queria dizer com isso.

- É que eles povoaram a ilha inteira só para estudarmos aqui...! Criaram um zoológico, e um planetário, uma cidade inteira cheia de lojas... E trouxeram várias pessoas do mundo inteiro para morar aqui... Eu... Eu me pergunto se era tudo necessário...?

- Talvez... Talvez eles quisessem proporcionar novas experiências...?

- Mas... Mas não precisamos disso... Digo... Se eles realmente nos queriam fazer estudar, não era mais fácil escolher um local habitado...?

- As pessoas saberiam sobre vocês... Ah, desculpa se isso foi mal-educado...

- Não, não, tudo bem... As pessoas não necessariamente precisariam saber quem somos... Aliás, mesmo aqui nessa ilha, creio que existam pessoas que não sabem quem somos... Por exemplo, a moça da bilheteria...

- Ela... Ela não o viu, Canadá-san...

- Ninguém vê esse cara – disse Kumaka-san. – As pessoas só veem a mim. Porque eu sou fofo. Bem mais fofo que ele.

- Kumarou-san...!

Por educação, Murasame-san esforçou-se para não rir, mas não conseguiu deixar de escapar uma pequena risada abafada.

- Sinto muito por você ter que ouvir o Kumarin-san dizendo esse tipo de coisa, Murasame-san...

- Tudo bem... – ela respondeu. – Eu... Eu posso... Dizer o que eu acho...?

- Claro...! Não precisa nem pedir, Murasame-san...!

- Eu... Eu discordo do Kumajirou-san – ela disse, olhando para o chão. – Acho você mais fofo que ele, Canadá-san.

- Ei, moço aí de cima – disse o Magma-san. – Ela está tão na sua.



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