História Uma Vida Escolar Nada Comum - Capítulo 208


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Categorias Hetalia: Axis Powers
Tags Gakuen Hetalia
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Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Senhoras e senhores! A previsão do tempo é tempestade!
Vem aí, Stormy Weather... ŁET'Z ROCK! (/OWO)/

Capítulo 208 - A Banda Escolar


Inglaterra

 

Não era preciso ser nenhum gênio para saber qual era a sala em que a banda estaria ensaiando. Era só se aproximar o bastante que já seria possível ouvir a música atravessando as paredes e chegando no corredor. Óbvio que o prédio deveria ser à prova de som, pelo menos as das salas que lidam com música... Mas parece que o dinheiro gasto por aqui foi empregado em outras coisas.

Mas isso pouco importa. O importante era que eu havia combinado, através do Romênia, quem incrível e estranhamente tinha uma boa relação com as meninas da banda, que eu assistiria ao ensaio delas naquela segunda-feira.

Para causar uma boa impressão, esperei que a música acabasse antes de bater à porta, entrando logo em seguida.

- Presumo que vocês sejam a... Stormy Weather?

- Nossa, ser chamada pelo nome da banda é melhor do que eu pensei! – exclamou uma garota ruiva. – Sim, somos nós. Você é o Inglaterra?

- Exato.

- Muito prazer, Inglaterra! – a ruiva sorriu. – Seja bem-vindo ao nosso humilde ensaio!

A garota ruiva saiu de trás da bateria que a escondia e veio apertar minha mão.

- Não ouvi nada sobre plateia – a loira que segurava uma guitarra cruzou os braços. Seu olhar parecia que lançaria faíscas na minha direção. – Quem foi que deixou ele entrar?

- O Romênia disse que o Inglaterra estava curioso para nos ouvir tocar! – a ruiva sorriu outra vez. – E qual é o problema? Nossa plateia vai ser bem maior em pouco tempo!

- Ah, o Romênia – uma garota com cabelo branco revirou os olhos. – Só podia ter o dedo dele, pra você aceitar um estranho no nosso ensaio. Tão previsível, Boyadjieva.

Pigarreei. Eu não estava ali para ouvir reclamações, e, sinceramente, muito menos ouvi-las tocando. Eu só precisava descobrir quais delas eram Torill Stentoft e Ermira Xhanari para prosseguir minhas investigações com elas.

- Desculpe a falta de educação – eu disse. – Eu sou o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, também conhecido como Inglaterra.

Embora a ruiva, Boyadjieva ou sei lá o quê, já tivesse entendido quem eu era, eu esperava que aquilo as fizesse se apresentar para mim.

- Ah! – a ruiva exclamou. – Acho que a gente podia se apresentar, né? Como se fosse um show!

- Não é uma má ideia – disse a garota de cabelo preto, até então quieta.

Animada, Boyadjieva correu para seu lugar atrás da bateria e pegou o microfone que ficava ao seu lado. Ao que tudo indicava, ela era a líder da banda.

- Senhoras e senhores, ou melhor, senhor e senhor, com você, Stormy Weather! – exclamou a ruiva. – No vocal, Torill Stentoft!

Stentoft tinha cabelos muito negros, à exceção de duas mechas azuis, da cor de seus olhos. A garota parecia ter diversos piercings, além de gargantilha, munhequeiras, cintos extras sobre o uniforme e outros itens que lhe davam a aparência esperada de uma roqueira.

Diferentemente das outras meninas...

- Na guitarra, Łucja Zygmuntowska!

Zygmuntowska não parecia pertencer a uma banda de rock. Seu cabelo era curto e cheio, quase como um capacete, tingido de amarelo canário e a franja, somada a um pedaço da parte frontal, pintada de laranja fluorescente. Seus olhos eram castanhos, em um tom amarelado. Ela usava diversos colares e inúmeras pulseiras, todas feitas com miçangas pequenas. Seus braços eram quase inteiros tomados por essas pedrinhas.

Porém, ao ouvir seu nome, Zygmuntowska tocou alguns acordes na guitarra. Seja lá a aparência que ela tinha, a garota levava jeito pra coisa.

- No baixo, Ermira Xhanari!

Meu segundo alvo, assim como o primeiro, também tinha uma aparência mais puxada para o rock, embora nem tanto. Xhanari era ridiculamente magra e pálida. Seu cabelo era loiro tão claro que mais parecia branco, e possuía uma série de mechas em diversos tons pastéis. Seus olhos também eram tão claros que pareciam brancos, mas eram azuis. Em seu longo cabelo havia uma presilha com uma caveira no centro de um laço preto, mas a gargantilha e as fitas que possuía amarradas nos punhos e nas coxas possuíam rendas e babados que me faziam duvidar de sua presença na banda.

Imitando Zygmuntowska, Xhanari dedilhou seu baixo a ouvir seu nome. Talvez a banda estivesse no caminho certo, apesar das aparências confusas das integrantes...

- E na bateria, eu, Zora Boyadjieva!

Boyadjieva era ruiva, com cabelos curtos e cacheados, e olhos igualmente vermelhos. Diferentemente das outras meninas, Boyadjieva respeitava o uniforme e não usava nenhum acessório chamativo. Seu sorriso brilhante e sempre presente era definitivamente seu ponto marcante. Boyadjieva animadamente bateu com suas baquetas pelos tambores da bateria, até finalizar com um toque do chimbal.

... Era impressão minha, ou essas meninas tinham palhetas de cores individuais e predefinidas?

No fim das contas, eu deveria prestar atenção na vocalista morena, Stentoft, e na baixista do cabelo branco, Xhanari. Não poderia ser tão difícil.

- Há quanto tempo vocês tocam? – perguntei, tentando quebrar o gelo.

- Juntas? – Boyadjieva perguntou. – Bom, Ermira, Łucja e eu começamos a tocar juntas na primeira semana de aulas, mas Torill só se juntou a nós em... Maio, eu acho? Depois do Concurso de Cantores.

- A banda precisava de uma cantora decente – disse Stentoft, lançando um olhar frio para a Zygmuntowska.

- Eu só não sou boa o bastante para cantar e tocar ao mesmo tempo – Zygmuntowska jogou seu cabelo para trás, tirando-o do olho. – Você tem sorte de ser a segunda guitarra, já tentou cantar sendo a primeira?

- Esqueceu que eu fiz isso no Concurso de Cantores?

- Era um violão, Stentoft – Xhanari se intrometeu. – Definitivamente não era a mesma coisa.

Aquilo me fez lembrar de onde eu reconhecia a aparência de Stentoft, e também me fazia pensar como diabos aquelas garotas eram uma banda, se ficavam trocando farpas desse jeito.

- Eu vi a Torill lá e soube que tinha que a convidar para tocar com a gente! – Boyadjieva exclamou. – Era justamente quem precisávamos!

- E vocês tocam todos os dias? – perguntei.

- Ultimamente, sim – Boyadjieva respondeu. – Queremos ensaiar o máximo possível antes do show, então a gente vem pra cá sempre que a sala está vazia... Mas a Björk só vem nos ver nos horários programados oficialmente mesmo.

- Björk?

- Nossa manager – respondeu Zygmuntowska. – Ou melhor, nossa professora responsável. Mas eu prefiro manager.

- Não que a gente seja famosa o bastante para precisarmos de uma empresária... – Stentoft revirou os olhos.

- Ninguém pediu um comentário depressivo seu, Stentoft – Xhanari alfinetou.

- Ninguém pediu sua opinião, gótica poser – Stentoft devolveu.

- Até que horas vocês ensaiam? – perguntei, tentando apartar a briga. – Do jeito que vocês são, quanto mais tempo, melhor...

- Ah, isso depende do dia... – disse Boyadjieva. – Mas sempre até as dez horas, no máximo, né.

- Maldito toque de recolher – Zygmuntowska revirou os olhos.

- Vocês nunca ficaram depois do horário? – perguntei.

- Claro que não! – Boyadjieva exclamou. – Não é porque somos roqueiras que somos rebeldes! Aliás, se passássemos do horário um minutinho só, perderíamos nosso direito de ensaiar quando quiséssemos...

- Nem mesmo nas sextas? – insisti. – Vocês sabem que sexta e sábado é possível conseguir permissão para passar do horário, não sabem?

- Nunca pedimos – respondeu Xhanari. – Não sei as outras, mas eu prefiro guardar essa preciosa permissão para coisas mais importantes.

- Como uma rave! – Zygmuntowska exclamou.

- Zygmutowska, você sabe que nunca conseguiria permissão para isso – Stentoft frisou a última palavra, com nojo.

Se eu pudesse confiar nas palavras delas, então nem Xhanari nem Stentoft poderiam alegar como álibi estarem ensaiando na fatídica madrugada de sexta para sábado. Não mudava muita coisa, apenas o fato de que elas ainda eram raptoras de mémoria em potencial.

Deixei que elas começassem a tocar suas músicas, no geral rock de origens germânicas ou nórdicas, e passei a fazer perguntas descontraídas entre uma música em outra. Como, por exemplo, se Stentoft era alemã, pela boa pronúncia que tinha. Descobri que ela era dinamarquesa, enquanto Xhanari era albanesa, Zygmuntowska era polonesa e Boyadjieva, búlgara, o que nada mais era do que trívia inútil para mim.

Quando saí do ensaio para ir para minha reunião com o World 8, tentei assimilar todas as informações que eu tinha adquirido. Zygmuntowska era uma rave girl, aquelas garotas agitadas e loucas por uma rave e kandi, a tal miçanga que ela usava. Stentoft era depressiva, como a Inger já havia me alertado, e beirava a classificação de “emo”. Boyadjieva era sempre animada e tentava unir o grupo, embora, assim como as demais, tivesse suas próprias picuinhas com uma ou outra integrante. Por último, Xhanari era uma gótica pastel, o nome dado na internet para garotas que tentam ser góticas usando tons pastéis, o que explica a aversão da Stentoft por ela.

Ainda que uma das duas pudesse fazer parte do grupo do laboratório, eu duvidava que as duas fizesem parte simultaneamente. Afinal, ao que tudo indicava elas realmente se conheceram apenas um mês depois do começo das aulas, e eu não via nenhum motivo plausível para que elas fingissem que não se conheciam.

Embora eu devesse aprender a não duvidar de mais nada...

Enquanto eu observava a banda, lembrei que eu nem sequer tinha prestado atenção ao dedo de Elisa para saber se alguém havia tentado tirar a aliança dela naquele dia (mas eu me sentia seguro em deduzir que sim, e por isso continuei observando-as). Nenhuma das duas parecia ter tido problemas para tocar o baixo ou a guitarra, mas a depender de quando os dedos foram queimados a dor sequer duraria 24 horas, quanto mais quase 72.

Suspirei. Eu definitivamente precisava de mais pistas.



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