História Uma Vida Escolar Nada Comum - Capítulo 246


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Categorias Hetalia: Axis Powers
Tags Gakuen Hetalia
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Palavras 1.511
Terminada Não
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Como sempre, agradeço à @Shiori_Nekomura pela ajuda com o português de Portugal. Obrigada~

Capítulo 246 - Em sarilhos


Serena Pescada

 

Era difícil de assimilar que o final do período estava a chegar e, com ele, a apresentação da nossa peça de teatro, mas a prova dos figurinos que nós fizemos ontem não deixava dúvidas. Céus, até fazia esquecer-me que, com o final das aulas, teríamos duas semanas de férias...!

- Certo, vamos ensaiar mais uma vez a cena em que os servos da Veronika a consolam após ela perceber o erro de suas ações – a Alice comandou. – Serena, Pe- Afe, cadê o Pedro...?

- Ele disse que ia à casa de banho... – eu disse, aproximando-me da Alice para não ter que falar isso alto demais.

- Mas isso foi no começo do ensaio! – a Alice exclamou. – Ele morreu no banheiro, foi isso?!

- Eu posso ver se ele ainda está lá – o Mücahit propôs. – Ou se ele fugiu outra vez.

- Acho bom ele estar lá – a Alice cruzou os braços, irritada. – Se ele escapar de mais um ensaio, juro que tiro ele da peça...!

Engoli em seco. Eu sabia que o maior motivo para que o Pedro tivesse decidido participar das Aulas de Teatro era para me proteger. Como meu primo, ele sempre fora protetor, e eu devia muitos agradecimentos a ele por isso. Claro que isso implicava no facto de que ele precisaria de participar na nossa peça, apesar ele próprio não se interessar muito por isso.

Infelizmente, o papel que ele recebera não contribuía para a sua motivação... Ainda que ele tivesse uma colocação igual a minha, o que significava que, na grande maioria das vezes, estávamos juntos em cena.

- Alice, queres que eu vá procurar o Pedro? – ofereci-me. – Não adianta eu ensaiar sem ele, mas o Mücahit pode ensaiar as cenas dele sem nós dois...

- Você tem razão, Serena, mas... Você pretende entrar no banheiro masculino?

- Q-Quê? Ah, n-não... Eu tenho quase certeza de que ele não está mais, ou melhor, sequer foi à casa de banho, então... Acho que é mais fácil para mim procurá-lo, já que eu conheço-o há mais tempo, do que para algum de vocês.

- Nesse ponto a Serena tem razão – disse o Mücahit. – Eu não ia mesmo saber onde o Pedro poderia estar.

- Eu não acredito que não vamos conseguir ensaiar a peça inteira...! – a Charya cramou. – De novo...!

- Será que vamos conseguir fazer isso um dia? – a Reina continuou. – Ou será que só vamos ver a peça toda no dia da apresentação?

- Se vocês não calarem a boca, não vamos ensaiar nunca...! – a Alice esbravejou. – Ok, Serena, vá atrás do Pedro, e vá de uma vez, pra ver se pelo menos antes do fim do ensaio ele efetivamente ensaia alguma coisa...

 

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Apesar de ter dito aquilo, eu também não fazia muita ideia de onde o Pedro poderia estar escondido. Eu sabia que ele não escolheria lugares óbvios como a cafetaria ou os jardins, mas isso não era lá grande coisa. A escola era imensa...! E o tempo, tão curto...

Foi quando me ocorreu uma ideia nem um pouco agradável: e se o Pedro tivesse saído da escola? Era um pouco difícil de acreditar que ele faria uma coisa dessas apenas para baldar ao ensaio, mas, vindo dele... Não era de se duvidar.

Olhei as horas. Eu teria que ser muito rápida se quisesse trazê-lo de volta antes de-

Certo, a quem eu queria enganar? Se o Pedro estivesse mesmo na cidade, eu nunca o encontraria a tempo...

Mesmo assim, determinada a encontrá-lo e não decepcionar nenhuma das pessoas que contavam comigo, comecei a caminhar a passos apressados em direção ao saguão de entrada e, em seguida, porta afora em direção à cidade.

Mas é como dizem, a pressa é inimiga da perfeição...

- Ora, vejam só, se não é a serei- Serena!

Virei-me na direção da voz, que viera de uma das laterais do colégio. Logo o reconheci como sendo o Dinamarca, o garoto que eu brevemente conhecera em um dos dias mais azarado da minha vida (o que, infelizmente, incluiu o facto de que ele havia descoberto meu segredo).

- Olá, Dinamarca – eu respondi educadamente. – Sinto muito, mas eu estou com um pouco de-

- Você vai até a cidade? – ele perguntou, ignorando-me, e, ainda por cima, ignorando o facto de que eu claramente estava com pressa. – Quer companhia? Nunca se sabe o que pode acontecer a uma mulher sozinha na cidade.

- Ah, sim, eu vou, mas... Bem, a verdade é que estou à procura p-

- Por mim? – o Dinamarca riu alto. – Agora você me achou!

- Não é isso...! – vi-me obrigada a elevar o tom de voz, ou, do contrário, o Dinamarca nunca me daria ouvidos. – O Pedro baldou ao ensaio, e eu preciso de ir atrás dele, urgente...!

- O Pedro o quê? – eu conseguira fazer o Dinamarca parar de se vangloriar e prestar atenção em mim, mesmo que por uns instantes. – Espera, quem é Pedro...? Sereia, você tem namorado...?

Levei um dedo até minha boca, fazendo “shhh” para que ele se lembrasse de que era segredo. Por que, de todas as pessoas nesse colégio...?

- Serena...! – eu o repreendi. – Por favor, o meu nome é Serena...!

- Eu sei, mas... Ah! Sirena, que tal? É um bom apelido, não acha?

Eu abri a boca para dizer que não, não era, mas o sorriso do Dinamarca me impediu de falar qualquer coisa. Era um sorriso autêntico, quase inocente, de alguém que não entendia o quão grave poderia ser a pessoa errada descobrir o meu segredo. Como já me acontecera...

- C-Certo... – acabei por concordar. – Desde que tu digas às pessoas que é apenas um trocadilho...!

- Não se preocupe, Sirena – ele piscou para mim. – Eu jamais revelaria seu segredo para alguém! Ao menos de propósito.

- Como...?

Envolvida na conversa sem rumo do Dinamarca, eu esquecera, por valiosos minutos, da minha missão de resgate ao Pedro (ao menos, eu o estaria salvando da bronca da Alice).

Contudo, eu estava realmente grata pela minha maré de azar ter ido embora, pois, quando eu menos esperava, outra voz surgiu de repente.

- Ó gajo assanhado, dez passos longe dela!

- Pedro...? Pedro!

Não pude conter minha felicidade em vê-lo vir na minha direção...

... Vindo de dentro da escola?!

Então eu ia para a cidade para nada...?

- Pedro, onde tu estavas?

- Na biblioteca – ele disse, orgulhoso. – Sabia que ninguém iria me procurar por lá.

Odiava admitir que ele estava certo. O Pedro não gostava muito de ler, então eu jamais iria pensar em procurá-lo na biblioteca. Psicologia reversa...!

- Mas isso não importa agora – Pedro virou-se para o Dinamarca, olhando-o com cara de poucos amigos. – O que queres da Serena? Serena, ele fez-te algo de mal?

- Hã? Não, o Dinamarca só-

- Você que é o namorado dela?

- E se eu for, o que tu tens com isso?

- Então você tem mesmo namorado, Sirena...?

- “Sirena”? – Pedro olhou para mim. Não fui capaz de sustentar-lhe o olhar. – O nome dela é Serena, gajo, e eu não lembro de ter-te deixado conversar com ela!

- Pedro, ele só-

- Não te metas, Serena, deixa que eu resolvo isso!

Pedro pôs-se entre o Dinamarca e eu, empurrando-me para trás, como forma de proteção.

Sei que a proteção do Pedro já me salvou diversas vezes, mas outra vezes... Pedro era protetor em demasia.

- Pedro, estou a dizer-te, o Dinamarca-

- Serena, deixa que eu cuido disso.

- Cara, deixa a Sirena fa-

- Se eu não falar contigo, tu não tens direito de responder!

- PEDRO!

Surpreendi-me com o tom que minha voz alcançou, mas pelo menos ambos pararam de falar e olharam para mim.

- De... Desculpa, mas... Foi necessário... Vocês não queriam escutar-me, então...

Pedro suspirou e revirou os olhos.

- Certo, Serena, que queres?

- Bom, primeiro... Pedro, este é o Dinamarca. Eu o conheci na semana passada.

- Semana passada?! E por que não me contaste?!

- Porque não julguei que era importante...!

- Eu não sou importante...?

- A-Ah, não é isso, é que... Bem, eu... Ah, escuta, o Pedro não é meu namorado, ouviste? É meu primo, só isso.

- “Só” o tanas, eu sou teu único primo! Quase teu irmão! Ok, tu tens irmãos de verdade, mas tu entendeste...!

- Ah! – o Dinamarca riu alto outra vez. – Vocês são primos?

- É o que estou a tentar dizer-te...!

- Então eu tenho chances de pescar você pra mim?

- Como...?

Em meio a meu choque, notei que o Pedro parecia em ponto de ebulição.

- Ó DESGRAÇADO, REPITA ISSO NA MINHA CARA SE FORES HOMEM!

Com reflexos rápidos o bastante, apesar um pouco lentos, segurei o Pedro pela camisa e fiz o que pude para levá-lo para longe do Dinamarca. Eu não tinha destino certo; apenas sabia que, quanto mais longe, melhor para os dois... Não, para nós três.

Levei tanto tempo para conseguir acalmar o Pedro, que perdi completamente a hora de voltar para o ensaio... Espero que a Alice não expulse nenhum de nós da peça.


Notas Finais


E foi só depois desse capítulo que eu efetivamente percebi (apesar de já saber antes----) que além do Suíça e do Erik interferindo na vida amorosa de suas irmãs Liechten e Naty, temos o Pedro interferindo na vida amorosa da sua prima Serena também----


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