História Uma vida juntos - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Pretty Little Liars
Personagens Aria Montgomery, Ezra Fitzgerald, Personagens Originais
Tags Ezria
Exibições 62
Palavras 680
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Dois


Dois traços. Eu não consigo parar de olhar para ter certeza que era esse o resultado. Dois. Não um, dois. Parece bobagem, por que nunca tive nenhum problema de visão, não vai ser agora que terei. 
Positivo, era o que dois traços significavam. Como eu não percebi antes? Por que eu negava que Ezra estava certo? Eu sentia pequenas diferenças, claro, além dos malditos enjoos, mas eu estava negando até o fim. O motivo? Eu não sei. Talvez, lá no fundo, eu tinha medo que os Meus filhos passassem pelo mesmo que eu passei, por toda dor. Tortura. Machucados. Eu sei que não posso proteger ele de nada, mas não quero.
O sentimento que me toma depois que eu tenho certeza de qual é a resposta é totalmente novo, incontrolável e ardente. Eu o amo, e, aparentemente, sinto que sempre amei. Que esse amor estava em algum lugar dentro de mim, prontinho pra acordar e amar meu filho. Minhas bochecha começam a doer, percebo que estou sorrindo muito. 
Alguém bate na porta e me chama, eu grito um já vou. Minhas pernas estão bambas, nunca me senti assim antes. Nem mesmo no meu casamento. É estranho, estranhamente feliz.
Abro a porta e me deparo com Spencer, seus olhos arregalados, as mãos juntas como se estivesse rezado, ela mordia o dedão e eu apenas sorri. Ela soltou gritinhos estéticos e pulou em mim.
Spencer resolveu que fecharia o escritório pelo resto da manhã, por que precisávamos arrumar um jeito único de avisar Ezra que ele seria pai. 


Alguns telefonemas depois, Spencer e eu estamos no shopping mais próximo procurando por qualquer coisa que possa ser especial. Eu queria que fosse algo relacionado com literatura, Spencer falou que bebês não gostam de literatura e que por isso seria difícil achar. 
Então eu tive uma ideia boa, não genial. 
- Spencer!!! É claro - digo
- O que?
- A gente compra um livro, corta um pedaço das folhas fora e coloca um sapatinho dentro!
- Isso é muito bom.

Compramos um clássico: Sonhos de uma noite de verão e um sapatinho amarelo, que segundo a moça era para ambos o sexos. Apesar de eu sentir que vai ser uma menina, não quero forçar.
Voltamos para o escritório e fazemos nossa ideia. Era quase meio dia quando terminamos.
- Eu vou pra casa, ele já deve estar chegando. Não sei se aguento guardar por muito mais tempo - digo pegando o embrulho e a bolsa.
- Me diz como foi, depois - ela fala piscando.
- Sempre! - falo jogando um beijo e saindo disparada pela porta.

Chego em casa e Ezra já está lá, está cozinhando ou esquentando o almoço, não tenho muita certeza, mas o cheiro me faz salivar.
- Oi - digo e ele se vira pra me olhar.
- Oi, está tudo bem? Cheguei e você não estava, não avisou nem nada - ele diz se aproximando.
- Está sim, arrumei as coisas e resolvi passar no escritório da Spence. Fomo no shopping, achei um presente que é a sua cara - digo extendendo o pacote.
- Obrigado, não precisava - ele diz beijando Meus lábios e em seguida rasgando o papel - hm, eu não tenho essa edição.
Ele sempre folheia os livros, para ver como é por dentro. E quando ele o faz, se depara com os sapatinhos. No mesmo segundo seus olhos se enchem de lágrimas, a boca dele se abre e se fecha, várias vezes.
- Você estava certo - eu digo chorando também.
- Pera, quero lembrar da sensação de estar certo pro resto da vida - ele diz me pegando no colo e me sentando na bancada da cozinha.
- Bobo!
- Aria, eu não sei o que falar, meu coração duplicou de tamanho. Nunca achei que isso aconteceria - ele fala muito rápido.
- Respira, eu sei. Também me sinto assim!
- Eu te amo, eu nos amo.
- Eu também nos amo - digo colocando a minha mão sobre a minha barriga e ele faz o mesmo.
Somos, definitivamente, uma família.



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