História Uma Vizinha Perfeita - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Exibições 291
Palavras 3.231
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ola pessoal, não deu tempo para revisar desculpem kkkk
Mas como tenho uma senhorita muito ansiosa resolvi postar antes que ela roesse as unhas kkkk
beijos boa leitura

Capítulo 12 - Noite de Prazer


Lauren a estava esperando na calçada quando ela saiu. De pé, sob a luz de um poste elétrico, mantinha uma mão sobre o qua­dril, a cabeça ligeiramente inclinada e um ar de riso nos lábios.

A imagem fez Camila pensar naquelas fotos em preto-e-branco, tiradas por fótógrafos profis­sionais para serem incluídas em revistas de moda. "Sexy em preto-e-branco", foram as palavras que lhe vieram à mente.

Ela foi se aproximando devagar, notando mais detalhes conforme a distância entre elas ia se tor­nando menor. Os sedosos cabelos castanhos emol­duravam o rosto delicado de um modo discreto e sensual ao mesmo tempo. O vestido preto, curto, moldava cada curva do corpo perfeito, fazendo-a engolir em seco, ao ter uma visão mais aproxi­mada. Nenhuma jóia para distrair seu olhar. Sa­patos com salto alto e transparente delineando pernas completamente esguias. Deus, ela queria mesmo matá-la.

As únicas cores intensas no visual de Lauren eram a de seus olhos verdes e a de seus lábios pintados de rubro. Lábios que, segundo ela logo notou, en­contravam-se ligeiramente curvados, com um ar de satisfação feminina.

Estava a três passos dela quando um delicioso perfume lhe invadiu as narinas, deixando-a exci­tada e expectante ao mesmo tempo.

- Olá, vizinha - disse ela, em um tom sensual.

Camila inclinou a cabeça, arqueando uma sobrancelha.

- Mudança de planos... vizinha?

- Espero que não.

Lauren se aproximou mais, deslizando as mãos deliberadamente sobre os braços, os ombros e o pescoço dela. Então moldou o corpo ao dela, antes de sorrir e dizer:

- Os planos eram para nós duas, sua boba.

Imaginou se fora o esclarecimento ou o insulto velado que a levou a estreitar o olhar, com um ar especulativo.

- É mesmo?

- Camila - disse ela, aproximando-se até dei­xar seus lábios a centímetros dos dela. Mantendo os olhos fixos nos dela, umedeceu os lábios deva­gar.

- Eu não lhe disse que você seria a primeiro a saber?

- Sim. - Com a mão que se encontrava livre, Camila segurou-a pela nuca, mantendo aqueles lábios convidativos a centímetros dos dela.

- Con­segue andar rápido com esses saltos?

Lauren riu, ligeiramente ofegante.

- Não muito. Mas temos a noite inteira, não temos?

- Talvez seja necessário um pouco mais do que isso. - Camila se afastou, oferecendo a mão a ela.

- Onde conseguiu essa arma letal? O vestido - acrescentou, quando Lauren lhe lançou um olhar confuso.

- Oh, isso. - Dessa vez, o sorriso dela foi re­pleto de lisonja.

- Eu o comprei hoje, pensando em você. E quando o vesti esta noite, estava pen­sando em como seria acompanhar cada um de seus movimentos quando você o tirasse de mim.

- Deve ter andado praticando algum método de sedução - concluiu ela.

- Está se mostrando boa demais nisso.

- Posso parar, se estiver se sentindo incomodada...

- Nem pense nisso - Camila a interrompeu.

Parecia incrível que uma simples noite de pri­mavera em Nova York pudesse se transformar em um tórrida noite de verão nos trópicos.

- Sinto muito por não haver sido mais espe­cífica ao escrever o bilhete. Eu estava com a cabeça cheia de idéias. - Virou-se, satisfeita pela altura de seus saltos deixá-la com os olhos na altura dos lábios dela.

- E todas elas rela­cionadas a você.

- Fiquei aborrecida e saí. - Camila não se sentiu tão mal em admitir aquilo quanto imaginou que se sentiria.

- Sinto muito, mas considero isso lisonjeador. Quando bati à sua porta e ninguém respondeu, tive essencialmente a mesma reação. Passei muito tempo me preparando para você. Portanto, tam­bém pode se sentir lisonjeada.

- De fato, deve ter levado algum tempo para se arrumar desse jeito - observou ela.

- Não apenas isso - salientou Lauren, com um sorriso. - Também preparei o jantar.

Até aquele momento, havia conseguido manter seu coração batendo em um ritmo normal. Con­tudo, sentiu que ele acelerou ao chegarem à en­trada do prédio.

- É mesmo? - Camila se surpreendeu.

Lauren notou que ela não pareceu apenas lison­jeada e excitada com tudo aquilo, mas essencial­mente tocada.

- E dos mais saborosos, se me permite dizer - acrescentou ela, seguindo na frente. - Com um vinho leve para acompanhar e uma taça de champanhe para a sobremesa.

Ao chegar ao elevador, apertou o botão do ter­ceiro andar e encostou-se em uma das paredes.

- Pensei em tomarmos o champanhe com a sobremesa na cama - sugeriu, provocante.

Camila se manteve a um passo dela, sabendo que se a tocasse as duas acabariam demorando tempo demais no elevador.

- Há algo mais que eu precise saber a respeito de seus planos?

- Oh, não creio que seja necessário eu lhe ex­plicar todos os detalhes.

Dizendo isso, ela saiu do elevador e lançou um de seus sorrisos sedutores por sobre o ombro, enquanto se encaminhava até a porta de seu apartamento.

Se conseguisse entrar ali sem explodir de desejo, pensou Camila, talvez fosse capaz de mostrar a ela que também tinha planos.

- E a chave? - perguntou a ela.

- Hum...

Mantendo os olhos fixos nos dela, Lauren insinuou o dedo indicador para dentro do decote até tocar o metal da chave, deliciando-se ao ver o olhar de Camila se enevoar de desejo. Então tirou o dedo do decote e o deslizou sensualmente pela base do pescoço.

- Puxa, acho que não estou conseguindo en­contrá-la. Não quer procurá-la para mim?

Lauren chegou à conclusão de que havia aca­bado de se transformar em um experimento cien­tífico: era possível se permanecer totalmente lú­cida e consciente mesmo sem nenhum vestígio de sangue na cabeça.

Insinuou o dedo ao longo da convidativa curva do decote de Lauren e foi penetrando-o devagar, até encontrar a renda da lingerie. Notou quando ela estremeceu, tornando-se ligeiramente ofegan­te. Então insinuou o dedo mais para dentro, tatean­do a pele macia até roçar o mamilo de Lauren, que se tornou túrgido sob seu toque. Os olhos verdes se tornaram enevoados e ela os fechou devagar.

- Acho que foi você quem andou praticando - murmurou Lauren, fazendo-a sorrir.

- Estou apenas fazendo o que me pediu.

- E melhor do que eu esperava - ela confessou. - Não se detenha por minha causa.

Camila não pretendia mesmo parar. Pelo me­nos pelas horas seguintes.

- Parece que a encontrei - anunciou ela, ta­teando a chave.

- Sim. - Lauren deixou escapar um longo sus­piro. - Eu sabia que você conseguiria.

Retirando a chave do seu esconderijo, segurou-a no ar.

- Convide-me para entrar, Lauren.

- Entre.

Camila abriu a porta e puxou-a delicadamente para dentro, antes de voltar a girar a chave na fechadura, isolando-os do resto do mundo.

- Vamos jantar? - perguntou Lauren, quando ela pousou as mãos em sua cintura.

- Isso pode esperar.

Quando passaram pelo telefone, Camila o tirou do gancho.

- Quer vinho?

- Depois - foi a resposta. - Bem depois... Quando chegaram à base da escada, Lauren parou. Camila sorriu com charme e disse:

- Continue subindo.

Com as pernas trêmulas, ela começou a subir devagar.

- Peça-me para tocá-la.

Lauren sentiu um arrepio ao ouvir a voz avelu­dada de Camila tão próxima a seu ouvido.

- Toque-me.

Suspirou quando as mãos dele deslizaram sobre seus quadris. Ao chegarem ao alto da escada, Camila a virou de frente para ela. Fitando-a nos olhos, falou:

- Peça-me para prová-la.

- Prove-me.

E gemeu quando Camila deslizou a ponta da língua pela base de seu decote. No momento em que alcançaram a porta do quarto, ela lhe mor­discou o lóbulo da orelha e a delicada curva de seu pescoço, deixando-a sedenta por um beijo.

- Beije-me, Camila.

- Vou beijar - respondeu ela, roçando o canto dos lábios dela com a ponta da língua.

- Assim que eu acender a luz.

- Não, eu espalhei velas perfumadas pela casa. - Dizendo isso, ela pegou uma caixa de fósforos, mas desistiu de usá-la.

- Não vou conseguir - confessou.

- Estou tremendo muito. Não é ridículo?

Camila pegou a caixa de fósforos.

- Quero que fique trêmula - afirmou ela.

- Fique aqui - pediu, indo acender as velas.

Em pouco tempo, o ambiente do quarto se tor­nou agradavelmente iluminado, com um suave perfume se espalhando no ar. Deixando os fósforos de lado, Camila voltou para junto dela.

- Agora... - Puxou-a para si.

- Peça-me para possuí-la.

Lauren não desviou os olhos dos dela.

- Me possua.

Os lábios de Camila capturaram os dela, em um beijo intenso e exigente. Lauren se rendeu a ela sem receio, unindo a chama de seu desejo à do desejo de Camila. Fora por isso que ansiara. Por aqueles gestos incontidos e aquela exigência silenciosa. Aquela tormenta de sentidos, verda­deira guerra de emoções e desejos.

- Eu te quero, Camila - confessou, com voz rouca, beijando-a com voracidade. - Quero tê-la em minha cama.

Sobressaltou-se quando Camila a levantou nos bra­ços de repente. Por um instante, viu o reflexo de ambos no espelho do quarto. Uma visão perfeita. Excitante.

- Temos a noite inteira - Camila lhe sussur­rou ao ouvido.  - Agora fique olhando...

Dizendo isso, a deitou na cama e ocultou o rosto junto ao pescoço dela, antes de ir descendo devagar, mordiscando-a e sugando-a sensualmen­te por cima do vestido.

Lauren gemia a cada gesto, trêmula de antecipa­ção. Ficou observando as mãos de Camila desli­zarem para cima até alcançarem seus seios. Então ela os segurou com ar de possessividade, por cima da seda. Em seguida, começou uma doce tortura, acariciando-lhe os mamilos por sobre o tecido, fa­zendo-a arquear o corpo e desejar que ela a li­vrasse de uma vez daquele empecilho.

Quando pensou que já houvesse sido suficiente­mente torturada, gemeu alto quando Camila tocou seu centro de prazer por cima da seda, deslizando a mão sensualmente para cima e para baixo.

Foi quando ela voltou a beijá-la, insinuando a língua entre seus lábios. Lauren a havia deixado louco no clube e, pelo visto, ela pretendia revidar aquilo até o último instante.

- Diga que quer mais.

Lauren estava lânguida, movendo o corpo rendido à sensualidade.

- Camila, por favor...

 

Camila continuou movendo a mão para cima e para baixo, sentindo o excitante calor da intimidade de Lauren sob o tecido deslizante.

- Diga que quer mais.

- Oh, Deus... - Lauren inclinou a cabeça para trás, com um gemido ofegante.

- Eu quero mais.

- Eu também.

Esforçando-se para conter a urgência que ameaçava dominá-la, Camila virou-a de lado e puxoo zíper do vestido para baixo. Quando livrou Lauren da peça, jogando-a de lado, não conteve um gemido de prazer.

"Sexy em preto-e-branco", as palavras lhe vieram à mente mais uma vez.

Naquele momento, Lauren notou que o brilho do desejo nos olhos dela se tornou quase selvagem. E, para sua surpresa, deu-se conta de que era exatamente isso que ela queria. Queria que Camila a possuísse de um modo incontido, como que mal conseguindo conter a ânsia do desejo.

Levada por um ímpeto de sensualidade, guioas mãos dela até seus seios.

- Comprei esta lingerie hoje - sussurroumantendo as mãos sobre as dela. - Para que voca tirasse de mim esta noite.

Então entrelaçou os dedos nos dela, quando Camila deslizou a mão sobre a renda macia.

Sobressaltou-se quando, com um gesto súbito ela abriu o fecho, localizado na frente da peça. Os seios eretos finalmente se libertaram, preenchendo a visão de Camila com a imagem de algo que precisava ser tocado, saboreado.

 

Capturando um dos mamilos entre os lábios, lambeu-o e mordiscou-o até que o bico se tornasse túrgido e úmido, feito uma fruta recém-provada. Ofegante, Lauren gemia de puro prazer, pergun­tando-se se conseguiria sobreviver a tanto prazer. Quando pensou que fosse explodir, sentiu seu ou­tro mamilo ser submetido à mesma tortura deli­ciosa que levou seu corpo a se arquear e a ondular sobre os lençóis.

Com um sorriso de satisfação se insinuando nos lábios, Camila deslizou a mão para dentro da ou­tra peça de lingerie. E, em questão de segundos, levou Lauren a emitir um gemido sensual e prolon­gado, rendida a seu primeiro ápice de prazer. En­tão livrou-a daquela última peça, ao notar que ela queria mais.

Um perfume sensual lhe invadiu as narinas, enquanto Lauren levava as mãos à sua roupa, tam­bém ansiosa para despi-la. Quando Camila se li­vrou da camisa, adorou sentir os dedos femininos afundando em suas costas, enquanto ela a puxava mais para junto de si. Com as mãos e a boca tão impacientes e ávidas quanto as dela, não demorou muito para que Lauren também a ajudasse a tirar as peças restantes.

Os corpos nus se tocando, Camila desceu seus beijos pelo corpo de Lauren, saboreando os pequenos gemidos de prazer que ela soltava,  ate chegar a seu centro. Sua vontade era de devorala e foi isso que fez, com sua lingua brincava com seu clitoris sentia seu sabor, os gritos de prazer de Lauren lhe davam imenso prazer, com dois dedos a penetrou sem deixar de chupa-la, a explosão final de prazer não tardou a chegar. Não demorou ate Lauren arquear o corpo em um espasmo mais prolongado.

Seduzida pelo prazer de vê-la sentir prazer, Camila observou o lindo rosto absorver a chama do desejo para expulsá-la novamente na forma de um longo e prazeroso gemido sensual.

As Duas permaneceram deitadas naquele abraço íntimo por um longo tempo.

- Ainda estamos respirando? - Lauren foi a pri­meira a quebrar o silêncio.

Deitando-se ao lado dela, Camila pousou a mão em seu pescoço, examinando-lhe a pulsação.

- Seu coração ainda está batendo.

- Ótimo. E o seu?

- Também parece estar.

- Tudo bem - falou ela. - Então talvez seja mais seguro ficarmos aqui pelos próximos cinco ou dez anos. Somente então acho que terei forças para me mexer.

Camila levantou a cabeça. Mesmo mantendo os olhos fechados, Lauren sabia que estava sendo observada por ela, mas não se importou com isso. Com um sorriso, disse:

- Eu consegui provocá-la, Camila Cabello. E foi incrivelmente bom vê-la responder à altura da provocação.

- Era o mínimo que eu poderia fazer.

- Nunca alguém me fez sentir assim antes. - Lauren abriu os olhos.  - Ninguém me tocou dessa maneira antes.

Assim que terminou de falar, Lauren percebeu que havia cometido um erro, pela maneira como Camila se retraiu. Elas poderiam até haver compartilhado algo maravilhoso, mas, para ela, aquilo não poderia ser confundido com nada além de atração física.

- Tem mãos maravilhosas - disse Lauren, notando a tensão no semblante dela e tentando recuperar a atmosfera de antes.  - Definitivamente milagrosas - insinuou, com um sorriso.

- Você também tem detalhes bem interessantes.

Camila deitou de costas, aborrecida consigo mesmo por estar querendo manter certa distância enquanto Lauren a olhava com tanta ternura no olhar. Mas não podia permitir que as coisas se confundissem entre elas. Se isso acontecesse, teriam de romper para sempre. Seu lado sonhador e romântico havia desaparecido havia muito tempo.

Lauren notou que Camila continuava muito tensa. Queria abraçá-la e aninhar seu corpo junto ao dela, mas achou melhor se conter. "Mantenha as coisas simples", disse a si mesma. "Ou ela irá embora por aquela porta e nunca mais voltará."

Sentando-se na cama, passou a mão pelos cabelos desalinhados.

- Acho que aquele vinho cairia bem agora, não?

- Sim. - Camila deslizou a mão pelas costas dela. Tinha de fazer aquilo e manter o contato com ela de alguma maneira.

- Mencionou algo sobre jantar antes?

- Tenho um jantar maravilhoso esperando por você - respondeu Lauren, com um sorriso. - Inclinando-se, beijou-a nos lábios.

- Está tudo pron­to, exceto o crepe de marisco, que eu vou preparar diante de seu olhar espantado.

- Vai cozinhar?

- Hum-hum.

Camila ficou olhando ela se levantar e ir até o guarda-roupa.

- Para que isso?

- Isto? Chama-se robe - respondeu lauren, com um sorriso, vestindo a peça. - Geralmente é usa­do para encobrir a nudez.

Ela também se levantou e se aproximou dela.

- Tire isso - mandou, abrindo o cinto do robe.

Lauren sentiu um arrepio pelo corpo.

- Pensei que quisesse jantar.

- E quero. Mas também quero vê-la cozinhar...

- Então... Oh. - Lauren riu novamente, voltando a fechar o robe.

- Não vou cozinhar crepes nua. Essa sua fantasia é perigosa demais para o meu gosto.

Camila olhou para os lados.

- Na verdade, eu estava pensando se você não teria algo mais... - Ela olhou para a cama, onde as peças de lingerie haviam sido deixadas.

- Mais parecido com aquilo.

Surpresa, depois intrigada, Lauren arqueou as sobrancelhas.

- Uma mulher inteligente nunca tem apenas um único conjunto sedutor de lingerie - admitiu ela. - Tenho outro conjunto como esse, só que vermelho.

Um sorriso charmoso se insinuou nos lábios dela.

- Então por que não o veste? Estou com fome.

Preparar crepes vestida com uma lingerie sensual tinha lá seus riscos, mas também era compensador.

Lauren logo teve a chance de descobrir como era ser acariciada junto à porta da despensa: incrível. E "nocauteada" sobre o tapete da sala. Inacreditável.

Oh, e fazer amor sob o jato quente e intenso da água do chuveiro foi uma experiência que ela logo se mostrou ávida por repetir.

Camila passou a noite acariciando-a, nunca pa­recendo completamente satisfeita mesmo tendo Lauren bem ali, a seu lado. E a atitude de Lauren em relação a ela também não era muito diferente dis­so. As duas estavam tão sintonizados que, por ve­zes, chegavam a dizer uma mesma palavra ao mesmo tempo. Então, logo caíam na risada, com­partilhando uma atmosfera de cumplicidade.

As velas perfumadas já haviam se apagado em meio a pequenas poças de parafina e a única luz presente no quarto era a da lua, entrando sua­vemente pela janela e pairando sobre parte da cama onde Lauren finalmente adormeceu, exausta.

Quando acordou, estava sozinha. Sabia que não deveria haver se importado com o fato de Camila não ter dormido com ela. Afinal, não era mesmo para ser assim entre elas. Sabia disso, aceitava isso. Nada de palavras de carinho ou de atitudes que pudessem unir suas almas mais intimamente.

A intimidade entre elas se limitava ao nível físico e as questões ligadas ao coração eram pro­blema dela, somente dela.

Como Camila poderia saber que ela nunca se entregara tão completamente a nenhuma outra mulher? Por que deveria esperar que ela percebesse que a intensa atração entre elas, pelo menos de sua parte, era sinal de amor?

Pensando nisso, massageou os olhos cansados por alguns segundos e saiu da cama.

Havia entrado no relacionamento com os olhos abertos, concluiu, enquanto arrumava o quarto. Conhecia as limitações do contexto e as de Camila. As duas poderiam permanecer juntas e des­frutar a companhia uma da outra, desde que certos limites não fossem cruzados.

Então, que assim fosse. Não iria ficar se preo­cupando e suspirando por causa disso. Tinha o controle de suas próprias emoções, era responsável por suas ações, e não iria ficar chorando pelos cantos só porque estava apaixonada por uma mulher fasci­nante sem ser completamente correspondida.

- Droga! - Jogou os sapatos dentro do guar­da-roupa. - Droga! Droga!

Deitando-se sobre a cama, pegou o telefone, le­vada por um impulso. Precisava falar com alguém, desabafar de alguma maneira. E quando se tra­tava de uma questão vital, como essa, só havia uma pessoa a quem ela poderia recorrer.

- Mamãe? Oh, mamãe, estou apaixonada - disse e explodiu em lágrimas.



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