História Uma Vizinha Perfeita - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Exibições 104
Palavras 1.258
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ola pessoal, mais um capitulo pra vcs,
Ai vc esta cansada de chorar e resolve escrever pra poder esquecer, é uma boa terapia kkkk
beijos boa leitura.

Capítulo 13 - Mundo de Lauren


 

Os dedos de Camila se movimentavam com agi­lidade sobre o teclado. Tivera menos de três horas de sono, mas sentia-se renovada e com a mente clara. Seu primeiro roteiro mais importante havia sido como que arrancado de seu ser, palavra por palavra, em um processo quase doloroso. Mas des­sa vez estava sendo diferente. As palavras fluíam com a mesma facilidade de um bom vinho saindo de uma garrafa para um cálice fino, pronto para ser saboreado e elogiado.

A peça estava cheia de vida. E pela primeira vez em muito tempo, também era assim que ela estava se sentindo.

Estava conseguindo ver tudo com perfeição: os cenários, o posicionamento dos atores no palco e o modo de eles interpretarem seu texto. Estava criando um mundo em três atos.

Havia energia em tudo aquilo, dentro de cada um daqueles personagens que se formavam nas páginas de seu roteiro e que já criavam vida no palco, dentro de sua mente. Conhecia cada um deles e a maneira como seus corações iriam se entregar e se desiludir.

O tênue fio de esperança que permeava suas vidas ainda não havia sido planejado, mas se en­contrava lá, em algum recanto da mente de Camila, e pronto para ser expressado.

Escreveu até sentir-se zonza. Então olhou para a sala, meio desorientada. Estava escuro, exceto pela pouca luz oferecida pela luminária sobre a mesa e pela tela do computador. Não tinha idéia de que horas eram e nem mesmo da data, para dizer a verdade.

Seu pescoço e ombros estavam doloridos, seu estômago vazio e seu café havia sido esquecido na xícara sobre a mesa.

Ficando de pé, massageou a nuca e foi até a janela, onde afastou as cortinas. Somente então notou que havia uma tempestade se preparando para castigar a cidade. Os flashes de alguns re­lâmpagos anunciavam que ela não tardaria a che­gar, fazendo os pedestres acelerarem os passos, devido ao receio de serem apanhados pela chuva.

Um camelô na esquina não perdera tempo em anunciar seus guarda-chuvas, objeto do qual todo mundo em Nova York só parecia se lembrar no último instante em que precisava dele.

Imaginou se Lauren também estaria olhando a cidade através da janela e vendo aquela mesma cena. Então começou a devanear, vendo em sua mente a imagem de Lauren interpretando um fato simples, como uma chuva na cidade, sob um as­pecto todo engraçado e gozador.

Provavelmente ela criaria "O Homem do Guar­da-Chuva", concluiu ela, com um sorriso se insinuan­do nos lábios. Criaria toda uma biografia para ela, vestiria o sujeito de preto, daria-lhe um nome es­quisito e criaria uma série de histórias com ele. En­tão ele passaria a fazer parte do mundo de Lauren.

Sem dúvida, ela tinha o dom de trazer as pessoas para seu mundo. Ela própria estava fazendo parte dele no momento. Não conseguira deixar de passar por aquela porta colorida que dava acesso à vida de Lauren e entrar naquele universo confusões, ale­grias e muita energia. Lauren parecia não compreen­der que Camila não pertencia àquele mundo.

Quando se encontrava dentro dela, cercada pela energia contagiante de Lauren, era como se pudesse ficar ali para sempre. A vitalidade de Lauren fazia tudo parecer simples e extraordinário ao mesmo tempo.

Como uma tempestade sobre a cidade, pensou ela. Mas tempestades passavam.

Ela quase se deixara levar naquela manhã. Quase se rendera ao desejo de continuar naquela cama quente, junto àquele corpo perfeito que se aninhara ao seu durante o sono.

Lauren era tão carinhosa, tão receptiva... O que lhe invadiu a alma enquanto ela a olhava sob a luz suave da lua entrando pela janela, fora um tipo diferente de desejo. Um desejo que ameaçava ficar e, perigosamente, estabelecer território. Por isso, fora mais seguro para ambas ela sair e dei­xá-la dormindo sozinha.

Fechou as cortinas com um gesto decidido e des­ceu para o andar de baixo. Preparou café fresco, procurou algo para comer e pensou em tirar um cochilo. No entanto, as lembranças da noite que passara ao lado de Lauren não lhe saíam da mente e ela sabia que os efeitos disso não o deixariam descansar por algum tempo.

O que ela estaria fazendo naquele momento? Não iria bater à porta do apartamento dela e in­terromper seu trabalho só porque o dela estava terminado. Só porque a visão daquela chuva o fizera se sentir inquieta e sozinha. Só porque ela a queria.

Gostava de ficar sozinha, lembrou a si mesma, enquanto atravessava a sala. Necessitava da so­lidão para realizar seu trabalho.

Ainda assim, o desejo de se sentar ao lado de Lauren para observar aquela chuva continuou a tor­turá-la. Sentiu o corpo esquentar ao se imaginar fazendo amor com ela com o barulho da chuva batendo contra a janela do quarto. Perfeito.

Ela a queria, admitiu, e com intensidade demais para seu próprio conforto. Quando uma mulher entrava tanto assim na vida de uma pessoa, mu­dava-a inevitavelmente, deixando-a vulnerável a cometer erros e a expor partes de si que seria melhor serem mantidas na obscuridade.

Mas Lauren não era Pamela. E ela não era ne­nhuma idiota que acreditava que toda mulher fosse mentirosa e manipuladora. Se conhecia alguém sem nenhum potencial para a crueldade e o fin­gimento, esse alguém era Lauren Jauregui. Mas isso não mudava o fator principal.

A distância entre querer ter por perto e amar era muito curta. Quando se sofria uma grande decepção, aprendia a manter o equilíbrio entre ambas as coisas, para seu próprio bem. Não queria aquela sensação de desespero e de vulnerabilidade que andava de mãos dadas com a verdadeira intimidade.

Mas já se acreditava incapaz de sentir tais coisas, o que significava que não havia com que se preo­cupar. Tomando um gole de café, olhou para a porta como se pudesse enxergar através dela. Lauren não estava pedindo nada além de paixão, companhei­rismo e prazer. Exatamente como ela. Estava ciente de que o envolvimento entre elas era temporário. De que ela iria embora dentro de algumas semanas e que suas vidas retomariam a rotina de antes, se­guindo por caminhos diferentes. Lauren com sua mul­tidão de amigos, ela com sua segura solidão.

Colocou a xícara sobre a pia com mais ímpeto do que o necessário, e foi somente então que se deu conta de que a idéia não a agradara.

Poderiam continuar se vendo de vez em quando, disse a si mesma, andando de um lado para outro. Sua casa, em Connecticut, era um refúgio seguro, longe de toda aquela loucura da cidade. Não fora justamente por isso que a escolhera?

Já passara tempo demais na cidade, e não havia motivo para continuar ali além do necessário. Além disso, havia também a possibilidade de Lauren acabar encontrando outra pessoa, concluiu, en­fiando as mãos nos bolsos. Afinal, por que uma mulher maravilhosa como ela iria ficar esperando suas visitas esporádicas?

Mas isso não a incomodava, pensou Camila, sentindo as têmporas latejarem. Quem estava pedindo a ela que a esperasse? Claro que Lauren tinha a li­berdade de se envolver com a primeiro idiota que a procurasse, provavelmente por indicação de al­guma amiga ou vizinha abelhuda.

Ah, mas isso não, concluiu. Não mesmo.

Sem hesitar, foi até a porta do apartamento dela com a intenção de deixar algumas coisas bem claras. E a abriu bem a tempo de ver Lauren caindo nos braços de um homem alto e atlético.

- Continua sendo a garota mais bonita de Nova York - disse ele, fitando-a com um olhar cari­nhoso. - Agora me dê um beijo.

Lauren se mostrou mais do que disposta a obe­decer, segundo Camila pôde notar de onde estava.

 



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