História Uma Vizinha Perfeita - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Exibições 113
Palavras 3.881
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Matthew


- Matthew! Por que não disse que viria? Quando chegou? Quanto tempo vai ficar? Oh, estou tão feliz em vê-lo! Deus, mas você está todo molhado. Entre e tire essa jaqueta. Quando vai comprar uma nova? Essa aqui parece que passou por uma guerra!

Matthew apenas riu e abraçou-a mais uma vez, levantando-a do chão e dando-lhe um beijo sonoro.

- Continua tagarela.

- Você sabe que eu não consigo parar de falar quando estou feliz. Quando... Oh, você está aí, Camila. - Ela foi até a porta, com um brilho de felicidade no olhar. - Não vi que estava aí.

- Isso ficou evidente - respondeu ela, contendo a vontade de agarrar o sujeito pelo colarinho e colocá-lo para fora do apartamento. – Mas não interrompam o encontro por minha causa.

- Matthew, esse é Camila Cabello - Lauren os apresentou.

- Cabello? - Matthew sorriu, mostrando os dentes muito alvos, sem sequer desconfiar que Camila estava com vontade de acertá-los com seu punho. - a roteirista de teatro. Vimos seu tra­balho da última vez em que estive na cidade. Lauren chorou um bocado. Tive praticamente de ampa­rá-la para fora do teatro.

- Não exagere, Matthew. Eu não fiquei tão mal assim.

- Ficou, sim. Se bem que você é do tipo que chora até vendo comerciais de tevê. Então não sei se todo aquele seu sentimentalismo contou muito...

- Oh, Matthew, como você gosta de me provo­car e... Oh, o telefone. Esperem um minuto, eu já venho.

Lauren foi atender ao telefone na cozinha, dei­xando os dois se entreolhando com ar desconfiado.

- Sou escultor - declarou Matthew, contendo o riso. - E já que preciso da mão para trabalhar, acho melhor ir logo dizendo que sou irmão de Lauren, antes de oferecê-la para cumprimentá-la.

- Irmão? - O olhar ameaçador de Camila se amenizou um pouco, mas não desapareceu por completo.

- Não se parece muito com ela.

- Todo mundo diz isso. Mas se quiser conferir minha identidade...

- Era a sra. Wolinsky - anunciou Lauren, vol­tando para a sala. - Ela o viu entrando, mas não conseguiu abrir a porta a tempo de cumpri­mentá-lo. Acho que ela queria apenas dizer que você está mais bonito do que nunca. - Sorrindo, apertou as bochechas dele. - Ele não é lindo?

- Não comece.

- Ah, mas você é mesmo. Tem um rosto lindo, desses que fazem as mulheres suspirarem. – Ela sorriu e pegou a mão de Camila. - Venha, vamos beber algo para comemorar.

Ela fez menção de recusar, então deu de ombros. Não faria nenhum mal passar alguns minutos ao lado de Lauren e do irmão dela.

- Com que tipo de escultura você trabalha?

- Esculturas de metal - respondeu Matthew, tirando a jaqueta e jogando-a sobre uma cadeira.

Lauren, porém, pegou-a no mesmo instante.

- Vou pendurá-la no banheiro para secar. Camila, sirva-nos um pouco de vinho, sim?

- Claro.

- Não tem cerveja? - indagou Matthew, ar­queando uma sobrancelha ao ver a familiaridade com que Camila foi até a cozinha, procurar a bebida.

- Tem, sim. - Camila tirou duas latinhas da geladeira e abriu-as, antes de servir vinho para Lauren.

- Você trabalha na região sul?

- Isso mesmo - Matthew respondeu. - Para mim, é mais prático ficar em Nova Orleans do que na Nova Inglaterra. Raramente chove por lá e isso me dá mais oportunidade de trabalhar ao ar livre. Lauren não havia falado de você. Quando se mudou para cá?

Camila tomou um gole de cerveja , notando que os olhos de Matthew eram quase da mesma cor dos cabelos de Lauren. Um tom de uísque envelhecido.

- Mudei-me há pouco tempo - respondeu.

- Age rápido, não? - insinuou Matthew.

- Dependendo do meu interesse...

- Camila - Lauren suspirou ao entrar na co­zinha -, poderia pelo menos ter servido a cerveja em copos, não?

- Não precisamos de copos - respondeu Mat­thew, dando uma piscadela para Camila.

Cybil riu.

- Então não vai nem querer o queijo temperado e o patê com torradas que eu pretendia lhe ofe­recer para acompanhar a bebida? - provocou ela.

- Quem disse? - indagou Matthew, em um tom de protesto, sentando-se em um dos banqui­nhos diante do balcão.

- Você tinha quatro dessas banquetas, não tinha?

- Oh, emprestei uma para Preston. O que veio fazer em Nova York, Matthew? - perguntou ela, examinando o que havia na geladeira.

- Vim fazer alguns contatos para minha pró­xima exposição. Estou aqui apenas há alguns dias.

- E se hospedou em um hotel, não é? - ques­tionou Lauren, com ar ofendido.

- Essa sua "política de boa vizinhança" me dei­xa louco, irmãzinha. - Olhando para Camila, continuou: - Está aqui há algum tempo, não é? Então já deve ter visto como este apartamento vive cheio de gente. É um horror. Ela deixa... - ele fez um ar dramático -...as pessoas entrarem aqui a todo momento.

- Matthew é um recluso profissional - expli­cou Lauren, começando a arrumar a mesa. - Vocês dois vão se dar muito bem. Camila também não gosta de ter contato com muitas pessoas.

- Ah, finalmente alguém com bom senso. - Matthew sorriu para Camila, concluindo que cer­tamente os dois iriam se dar bem.

- Certa vez, cometi a tolice de pedir para ficar aqui - conti­nuou ele, pegando uma torrada. - Foi um pesa­delo. Três dias vendo gente entrando sem bater, falando alto e trazendo seus parentes e bichos de estimação.

- Era apenas um cachorrinho.

- Que insistiu em ficar no meu colo, sem ser convidado, e depois comeu minhas meias.

- Se você não tivesse deixado no chão, ele não as teria comido. Além do mais, ele só as furou um pouquinho.

- Isso é uma mera questão de perspectiva - salientou Matthew. - De qualquer maneira, em um hotel, as únicas pessoas que entram e saem são os funcionários, e eles batem à porta antes de entrar e não trazem "cachorrinhos" consigo. - Aproximando-se apertou o queixo dela com cari­nho.

- Mas vou deixar que cozinhe para mim, irmãzinha.

- Você é o melhor irmão do mundo, Matthew.

- Já comeu o rocambole de frango que ela faz, Cabello?

- Acho que ainda não.

- Não sabe o que está perdendo - completou Matthew, com um sorriso. Voltando-se para Lauren, acrescentou: - Esse pode ser nosso cardápio para hoje, irmãzinha?

Ela revirou os olhos.

Não deixava de ser uma maneira interessante de passar á noite, pensou Camila algum tempo depois, observando Lauren conversar com o irmão. Lembrava-se de que o relacionamento que tinha com sua irmã era mais ou menos como aquele. Pelo menos até Pamela aparecer em sua vida.

Depois disso, evidentemente que continuara a haver afeição entre elas, mas a descontração de­saparecera. Com freqüência, passara a se sentir pouco à vontade na presença da própria irmã, coi­sa que nunca acontecera antes.

Mas ficar pouco à vontade era algo que estava longe da atmosfera familiar que envolvia os Jauregui. Lauren e Matthew contavam histórias embaraçosas a respeito um do outro com a mesma facilidade com que contavam piadas, caindo na gargalhada como se aquilo fosse a coisa mais na­tural do mundo.

Algumas horas depois, ao deixar o apartamento de Lauren, pensou na possibilidade de trabalhar algumas características dos dois em seus perso­nagens, no segundo ato de sua peça, para dar ao texto um ar mais leve e cômico.

Trabalhar seria seu melhor consolo pelo resto da noite, já que, pelo visto, Lauren ficaria algum tempo ocupada com assuntos familiares.

- Gostei da sua amiga - falou Matthew, sen­tando-se no sofá e esticando as pernas, enquanto saboreava o conhaque que Lauren havia aberto em sua homenagem.

- Que bom, porque eu também gostei de Camila.

- Ela pareceu um pouco séria demais para você.

- Ah, bem... - Lauren sentou-se ao lado dele. - Mudar um pouco de estilo de vez em quando não faz mal a ninguém.

- É só isso que ela representa para você? - Matthew deu-lhe um carinhoso puxão de orelha. - Notei que vocês não perderam tempo em aproveitar ao máximo o momento em que as deixei sozinhas, quando fui dar um telefonema lá em cima.

- Se estava dando um telefonema, como pode saber o que eu e Camila estávamos fazendo? A menos que tenha ficado nos espiando...

Ela sorriu e pestanejou, não tardando a levar outro puxão de orelha.

- Eu não estava espiando. Apenas olhei por acaso para o andar de baixo, em um momento bastante estratégico. Além disso, também notei o detalhe de Camila haver olhado para você, por várias vezes durante o jantar, como se estivesse considerando-a mais apetitosa do que o prato prin­cipal. Então somei dois mais dois e tirei minhas próprias conclusões.

- Você sempre foi brilhante, Matthew. Portan­to, acho melhor eu confessar a verdade de uma vez, já que está sendo intrometido: Camila e eu estamos juntas.

- Você está dormindo com ela.

Lauren arregalou os olhos deliberadamente.

- Matthew! - exclamou, fingindo estar escan­dalizada. - Claro que não! Nós decidimos trocar apenas alguns beijinhos e tentar lidar com o resto apenas como bons amigos.

Matthew estreitou o olhar.

- Você sempre foi muito engraçadinha.

- Foi assim que conquistei minha fama e mi­nha fortuna, meu caro.

- E agora está mantendo a "fortuna" transfor­mando Cabello no amigo muito sério e carran­cudo de Emily.

- Como eu poderia resistir?

Matthew tamborilou os dedos sobre o braço do sofá. - Emily acha que está apaixonada por ele. Lauren não disse nada por um momento, então balançou a cabeça negativamente.

- Emily é uma personagem de quadrinhos que faz o que eu digo para ela fazer, Matthew. Ela não sou eu.

- Mas tem características suas, e algumas das mais provocantes e inusitadas.

- É verdade - admitiu Lauren. - Por isso gosto dela.

Matthew deixou escapar um suspiro e tomou outro gole de conhaque.

- Ouça, Laur, não quero me intrometer na sua vida pessoal, mas continuo sendo seu irmão mais velho.

- E você cumpre tão bem esse papel, Matthew. - Ela o beijou no rosto. - Não precisa se preo­cupar comigo. Camila não está se aproveitando, e nem vai se aproveitar de sua irmãzinha. - Ela provou um gole da bebida dele. - Na verdade, eu me aproveitei dela. Preparei biscoitos de cho­colate para ela e, desde então, Camila se tornou minha escrava e amante.

- Lá vem você com essa língua solta de novo - ralhou ela, parecendo tomado por um raro mo­mento de embaraço. Ficando de pé, deu alguns passos pela sala.

- Tudo bem, não quero saber os detalhes, mas...

- Oh, mas eu estava tão ansiosa para contar tudo a você... Principalmente sobre a parte dos vídeos caseiros...

- Chega, Lauren. - Matthew passou a mão pelos cabelos, dessa vez parecendo realmente embara­çado. - Sei que é uma mulher adulta e que é incrivelmente bonita, apesar desse nariz.

- Ei! Meu nariz é muito bonito, ouviu?

- Trabalhamos duro na terapia familiar para fazê-la acreditar nisso. Ainda bem que você con­seguiu superar tão bem essa deformidade.

Laren não conteve o riso.

- Oh, cale essa boca, Matthew.

- Mas, voltando a falar sério, tudo que eu quero lhe pedir é que tome cuidado. Entendeu? Cuide-se.

Lauren ficou de pé, fitando-o com olhar carinhoso.

- Eu te amo, Matthew. Apesar desse seu ca­coete horroroso.

- Ei! Não tenho nenhum cacoete!

- Trabalhamos duro na terapia familiar para fazê-lo acreditar nisso. - Rindo, ela enlaçou os braços em torno do pescoço dele e o abraçou com carinho.

- É tão bom tê-lo aqui. Não pode ficar por mais tempo?

- Não posso, meu anjo. - Ele pousou o queixo sobre a cabeça dela. - Vou passar alguns dias em Hyannis. Quero trabalhar um pouco, fazer al­guns esboços. Vovô reclamou que faz tempo que eu não vou visitá-los.

- Oh, ele é mestre em fazer isso. Por acaso, vovó está "morrendo de preocupação por sua cau­sa"? - falou ela, rindo e afastando-se para fitá-lo.

- Descabelando-se - respondeu ele, também rindo. - Por que não vem também? Dê um bônus a ele. Assim poderemos salvar um ao outro quando ele começar com aquela história de nos perguntar por que ainda não estamos casados e dando bis­netos a ele.

- Bem, ele andou me telefonando algumas ve­zes nas últimas semanas, sem me dar a chance de telefonar primeiro. - Lauren tornou-se pensa­tiva por um instante, considerando os compromis­sos que tinha para cumprir. - Estou com o serviço um pouco adiantado, mas tenho um compromisso, depois de amanhã, que não pode ser adiado.

- Então viaje depois disso - sugeriu Matthew. - Convide Camila para ir com você. Teremos uma reunião familiar por lá.

- Acho que ela iria se divertir - disse Lauren. - Vou ver se ela quer me acompanhar. De qualquer maneira, eu irei.

- Ótimo.

Matthew ficou torcendo para que Camila acei­tasse o convite. Iria se divertir muito vendo seu avô intimando-a a pedir a mão de Lauren.

Como já passava da meia-noite quando Mat­thew foi embora para o hotel, Lauren achou melhor tomar um banho e ir direto para a cama. Não havia dormido o suficiente na noite anterior, e nem Camila. Portanto, a coisa mais prática e sen­sata a fazer no momento seria tentar ter seu me­recido descanso.

Porém, quando deu por si, já havia atravessado o corredor e estava apertando a campainha do apartamento em frente ao seu. Estava começando a pensar que Camila já havia ido dormir quando ouviu a chave girando na fechadura.

- Oi, não quer tomar um último drinque antes de ir dormir?

Ela olhou por cima da cabeça dela, tentando enxergar o interior do apartamento em frente.

- Onde está seu irmão?

- A caminho do hotel. Abri uma garrafa de conhaque para ele e...

Lauren não se surpreendeu quando, antes mesmo de terminar a frase, Camila puxou-a para dentro do apartamento, trancou a porta e enlaçou os bra­ços em torno da cintura dela. E também não se surpreendeu quando os lábios dela esmagaram os seus em um ávido beijo.

- Pelo visto, não vai querer tomar conhaque - falou ela, ofegante. Sem se importar com o fato de Camila já haver começado a tirar sua blusa, acrescentou: - Ou alguma outra bebida.

A força do desejo que sê apoderara dela no mo­mento em que vira Lauren era quase incontrolável. Saber que poderia tê-la novamente para si dei­xara-a ansiosa, impaciente para amá-la outra vez.

Lauren também se deixou levar pelo desejo, co­lando seu corpo ao dela com gemidos de prazer, enquanto sentia Camila deslizar sua calça para baixo, por sobre seu quadril. Sim, queria pertencer a ela mais uma vez. E por isso não perdeu tempo em se livrar do restante das peças que cobriam seu corpo.

Sentiu as mãos de Camila acariciarem seus seios, segundos antes de ela tomar um dos ma­milos entre os lábios, sugando-o e mordiscando-o sensualmente. Ofegante, Lauren foi deixando pon­tos avermelhados nas costas de Camila, causados pelo efeito de suas unhas, em meio ao enlevo de prazer.

A pele acetinada de Lauren era como um convite ao toque e à carícia. Um convite irrecusável para uma Camila atormentada pelo desejo. Devagar, ela foi deslizando os lábios sobre o corpo dela, até alcançar o ponto mais sensível do corpo de Lauren e sentir os dedos dela se cravarem em seus om­bros. Gemidos de prazer começaram a soar pelo ambiente.

Não era possível que alguém pudesse sobreviver a todo aquele prazer, foi o último pensamento coe­rente que passou pela mente de Lauren, antes de ela se deixar levar completamente. Camila afun­dou os dedos em suas nádegas, enquanto a levava à loucura com os lábios e a língua.

Um grito de prazer logo irrompeu em sua gar­ganta, enquanto, por um instante, o ar pareceu su­mir de seus pulmões. Rendida, encostou-se à porta, ainda entregue aos lábios ávidos de Camila.

Sua postura pareceu acender ainda mais a cha­ma do desejo nela. Camila deslizou as mãos pela pele úmida de Lauren, enquanto continuava sua doce tortura com os lábios, exigindo mais, mais...

Até sentir-lhe o corpo recomeçar a estremecer e se mover com cada vez mais sensualidade, em busca do novo êxtase.

Sem deixar de fitá-la nem por um instante, maravilhou-se ao ver o verde intenso dos olhos dela se escurecerem de prazer.

Aqueles sons sensuais e quase selvagens emi­tidos por Lauren a estavam deixando louca, assim como o arrebatamento erótico presente na expres­são do rosto dela e naqueles lábios entreabertos. Llogo a viu inclinar a cabeça para trás, com uma concen­trada expressão de êxtase, ao mesmo tempo em que um gemido mais alto e mais prolongado anun­ciou a força de seu ápice de prazer.

- Passei a noite inteira querendo fazer isso com você. - Pelo menos isso Camila podia dizer, sem arriscar o futuro de ambas.

- E pensar que eu quase fui dormir. - Com um longo suspiro pleno de satisfação, Lauren passou a mão pelos cabelos, ajeitando-os.

Ela riu inclinando a cabeça para trás, então voltou a olhá-la e segurou o rosto de Camila entre as mãos.

- Camila - disse, antes de beijá-la nos lábios.

O beijo suave, mas intenso, foi como uma es­pécie de compartilhamento de algo muito especial. Camila estremeceu. Aqueles dedos carinhosos en­trelaçados a seus cabelos e os lábios doces de Lauren a fizeram ansiar por algo que ela se recusava a admitir.

Algo muito intenso estava acontecendo em seu ser, tornando suas mãos trêmulas no esforço de se manter imune àquele turbilhão de sensações. Mas Lauren era encantadora demais para ela con­seguir resistir. Havia cruzado aquela tênue linha entre querer e precisar, sentindo-se perigosamen­te próximo do limite de amar.

Lauren suspirou, encostando o rosto junto ao dela. Se pelo menos Camila pudesse amá-la tanto quanto ela a amava...

- Está com frio? - perguntou Camila, ao notar a temperatura do rosto dela.

- Um pouquinho. - Ela manteve os olhos fe­chados por mais algum tempo, lembrando a si mesma que nem sempre era possível se ter tudo que se queria.

- Estou com sede. Também quer um pouco de água?

- Sim, eu vou pegar - respondeu ela.

- Não, não precisa se incomodar. - Lauren ficou de pé, deixando Camila com uma incômoda sen­sação de perda. - Matthew gostou de você - comentou, indo em direção à cozinha.

- Também gostei dele. - Camila respirou fun­do, recuperando o autocontrole.

- Aquela escul­tura em seu ateliê é trabalho dele?

- Sim. Maravilhoso, não? Matthew tem uma visão muito singular das coisas. E vê-lo trabalhar, quando ele está de bom humor e não ameaça ma­tar quem o estiver observando, é uma experiência incrível.

Lauren abriu uma garrafa de água, encheu um copo alto até a borda e bebeu quase um terço de seu conteúdo, antes de entregá-lo a Camila. Não notou o olhar surpreso que recebeu quando se ani­nhou feito uma gata manhosa sobre o colo dela.

- O que acha de fazermos uma viagem? - perguntou ela, de repente.

- Uma viagem?

- Sim. Passar alguns dias em Hyannis Port. Matthew vai visitar nossos avós, os MacGregor, e pensei em fazer o mesmo. Vovô adora reclamar que não os visitamos o suficiente. O lugar é lindo e a casa é... Bem, é impossível descrevê-la. Mas tenho certeza de que você vai gostar tanto dela quanto dos meus avós. E então? Está interessado em deixar a loucura dessa cidade um pouquinho, Camila Cabello?

- Isso está me soando a reunião familiar.

Camila se surpreendeu com a súbita sensação de tristeza que a invadiu diante da idéia de ter de passar alguns dias longe de Lauren.

- Com os MacGregor por perto, tudo soa como uma reunião de família. Vovô adora conversar e fazer novas amizades. Está com mais de noventa anos e tem uma energia invejável.

- Eu sei. Ele é fascinante. Aliás, os dois são. - Camila sorriu quando Lauren franziu o cenho. - Eu já os conheço. Eles são conhecidos de meus pais.

- É mesmo? Eu nunca imaginaria isso. Eu lhe falei sobre todas aquelas ligações familiares meio complicadas, não falei? MacGregor com Blade. Blade com Grandeau. Grandeau com Jauregui. Campbell com MacGregor... Não necessariamente nessa ordem.

- Não comece com isso de novo, por favor. Só de ouvir essa porção de nomes já estou sentindo a cabeça doer.

Lauren riu e a beijou.

- Bem, se já os conhece e também já foi apre­sentado a Matthew, pelo menos não vai se sentir em meio a um grupo de estranhos. Venha comigo. - Ela mordiscou a orelha dela. - Será divertido.

- Poderíamos continuar bem aqui, nesta ca­deira, e nos divertirmos muito mais...

Lauren riu, lisonjeada.

- Há muitos e muitos quartos no castelo Mac­Gregor - murmurou ela, junto ao ouvido dela. - E, em vários deles, camas enormes e macias.

- Quando partiremos?

- Oh, está falando sério, Camila? - Ela se afastou para olhá-la, entusiasmada com a idéia. - Que tal depois de amanhã? Tenho uma reunião pela manhã, mas poderemos partir depois do al­moço. Oh, e posso alugar um carro para viajarmos.

- Eu tenho carro.

Lauren inclinou a cabeça, estreitando o olhar.

- Hum, é um carro sexy?

- O que acha dos sedãs de quatro portas? Ela hesitou.

- Bem, é um carro que tem uma certa presen­ça... Gosto de carros assim.

- Que pena, então acho que não vai gostar do meu Porsche.

- Um Porsche?! - Lauren arregalou os olhos.

- Oh, não me diga que é conversível?

- Que outro modelo poderia ser?

- Sim, claro. Oh, e diga que ele tem cinco marchas.

- Sinto muito, mas são seis. Ela ficou boquiaberta.

- É mesmo? Verdade? Posso dirigi-lo?

- Claro. Se depois de amanhã o inferno de repente resolver congelar, deixarei você se sentar ao volante dele.

Com uma careta de desagrado, Lauren começou a brincar com os cabelos dela.

- Mas sou uma excelente motorista.

- Tenho certeza de que sim.

Camila achou que seria mais produtivo tentar distraí-la do que continuar ouvindo-a e deixar que ela acabasse fazendo-a mudar de idéia. Encostou o copo frio sobre as costas dela, fazendo-a arquear o corpo levemente, em um arrepio, enquanto seus seios roçavam o peito dela.

- Hum... O que acha que conseguiremos fazer se reclinarmos essa cadeira um pouco para trás? - indagou ela, em um tom sensualmente sugestivo.

Um brilho sedutor surgiu nos olhos de Lauren.

- Hum... Uma porção de coisas loucas e deli­ciosas... - murmurou, inclinando a cabeça para que os lábios de Lauren tivessem mais acesso a seu pescoço. - Sabia que meu avô é o dono desse prédio? - falou, por acaso, mantendo os olhos fechados.

- Sim, eu sei. Aliás, foi ele quem me falou sobre este apartamento quando eu estava procu­rando um lugar para ficar temporariamente.

- Ele lhe falou sobre este apartamento?

Camila moveu-se de modo a ficar por cima dela com seus dedos em sua intimidade, distraindo-a momentaneamente de um vago pen­samento que começara a se formar na mente dela.

- Quando ele... Oh, Deus, você é tão boa nisso...

- Obrigado. Mas pretendo ficar ainda melhor.

Um sorriso se insinuou nos lábios de Lauren. Seria possível Camila conseguir fazer amor de maneira ainda melhor? Era o que iria tentar descobrir.

 

 



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