História Uma Vizinha Perfeita - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Exibições 100
Palavras 3.275
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoa, desculpem a demora. Dias corridos.
Espero que gostem, boa leitura.

Capítulo 15 - Daniel Cupido MacGregor


A casa dos MacGregor se localizava em um belíssimo conjunto de colinas com vista para o mar. Tudo ali era sóbrio e mar­cante, principalmente a imponente construção de pedra. Tudo na aparência do lugar, desde suas torres semelhantes às dos castelos, até a bandeira tremulando com o símbolo do clã, parecia bradar a palavra "orgulho" aos quatro ventos.

O velho Daniel havia mandado construíra casa em seu lugar preferido: o cume de uma das colinas mais altas e com uma das mais belas vistas do mar que se poderia ter dali. E era mais do que evidente que a construção havia sido feita para durar. Como um sólido legado dos MacGregor aos descendentes do clã.

Os inúmeros canteiros de rosas, que floresce­riam com todo vigor na primavera seguinte, não amenizavam o efeito de imponência do lugar. De fato, serviam apenas para enfatizar aquela aura mágica e quase mítica.

- Pare - pediu Camila, pousando a mão sobre o braço de Lauren. - Pare o carro.

Um sorriso se insinuou nos lábios dela. Sabia muito bem o que era ter aquela reação ao ver a casa dos MacGregor ao longe. Feliz em notar que a visão a afetara tanto quanto sempre a afetava, Lauren parou o carro com movimentos cuidadosos.

- Parece um castelo de conto de fadas, não? - disse, apoiando-se sobre o volante, enquanto ambas observavam a mansão através da leve ga­roa. - Não aqueles das versões mais românticas, mas um castelo com personalidade própria.

- Eu já o tinha visto em fotografias, mas elas nunca são como a imagem real.

- Não se trata apenas de uma mansão, mas de um lugar que transmite uma aura de genero­sidade. Sempre que a visitamos, encontramos al­guma novidade aqui e acolá. E geralmente algo que nos surpreende.

E dessa vez, não seria diferente, pensou Lauren. Só que seria ela quem levaria a surpresa até a mansão.

- Essa garoa combina com a paisagem, não? - disse a ela.

- Acho que essa paisagem fica bem em qual­quer clima.

- Tem razão - anuiu Lauren, com um sorriso. - Precisa ver esse lugar no inverno. Sempre via­jamos para cá na época do Natal. É lindo como o efeito da neve e do vento deixam-na com a apa­rência de um castelo de gelo. No ano passado, quando as rosas começaram a desabrochar e o céu estava tão azul que chegava a ofuscar a vista, meu primo, Duncan, casou-se aqui. Mas assim, em meio à garoa... - Ela sorriu com ar sonhador. - O lugar lembra uma paisagem escocesa.

- Já esteve na Escócia?

- Hum-hum. Duas vezes. E você?

- Não. Nunca estive lá.

- Pois deveria viajar até lá. Por uma questão de raízes - acrescentou ela. - Ficará surpresa com a força que você passa a sentir ao respirar o ar das Terras Altas e ao ver as lindas paisagens das Terras Baixas.

- Talvez eu viaje para lá em breve. Vou querer algumas semanas de descanso quando esse meu último roteiro estiver terminado. - Camila olhou para ela e arqueou as sobrancelhas. - E então? Está gostando do carro?

- Bem, levando-se em conta que você só me deixou dirigi-lo por aproximadamente quarenta e cinco segundos, acho meio difícil lhe dar um pa­recer. Mas se me deixar dar uma volta mais de­morada com ele amanhã...

- Nem mesmo seu maior poder de persuasão vai me convencer a deixá-la dirigi-lo por mais tem­po do que daqui até a mansão.

Lauren deu de ombros, como que não dando im­portância ao fato. Porém, no íntimo, pensou: "É o que veremos", e partiu novamente pela estrada.

Quando chegaram, ela estacionou o carro diante da suntuosa mansão.

- Muito obrigada - agradeceu e deu um leve beijo nos lábios de Camila, antes de lhe entregar as chaves do carro.

- Não há de quê.

- Não vamos nos preocupar com a bagagem agora, está bem? Vamos esperar primeiro essa garoa passar, depois viremos pegá-la ou manda­remos um dos empregados fazê-lo.

Dizendo isso, ela abriu a porta do carro e saiu correndo em direção à varanda coberta, onde pa­rou para sacudir os cabelos e secá-los com as mãos.

Durante algum tempo, Camila ficou parada no carro, apenas admirando o jeito encantadoramen­te infantil de Lauren. Não se cansava de olhar aque­le belo sorriso de menina misturado ao ar sensual que se manifestava nela com naturalidade, e do qual Lauren nem parecia ter consciência. De certa maneira, esse último detalhe parecia torná-la ain­da mais sedutora.

Queria acreditar que o que estava sentindo era apenas desejo, mas, por outro lado, sabia que de­sejo puro e simples não despertava o receio de ficar longe ou de perder a outra pessoa. O mero desejo era algo mais simples de se lidar, e menos perigoso. No entanto, já que não tinha como ig­norar aquilo que estava sentindo, pelo menos ten­taria continuar negando o fato para seu próprio bem, e para o de Lauren.

Respirando fundo, saiu correndo em direção à va­randa, deixando que a garoa e o vento, a essa altura mais intensos, atingissem seu rosto e seus cabelos. Quando alcançou Lauren, não resistiu ao riso divertido que ela soltou e puxou-a para si, tomando-lhe os lábios com uma paixão quase violenta.

Por um momento, Lauren apenas agitou as mãos no ar, aturdida com a pressão do corpo de Camila junto ao seu e com urgência daqueles lábios quentes colados aos seus. Porém, não de­morou muito para se render mais uma vez àquela sedutora aura de desejo, retribuindo o beijo com a mesma intensidade.

- Camila...

Ela ouviu o murmúrio em meio à tormenta que varria seu corpo e sua mente, feito ondas batendo contra rochas sólidas. De fato, foi somente o som da voz de Lauren que o fez despertar para a rea­lidade e se lembrar de onde elas se encontravam.

- Com sua família por perto, não poderei fazer isso por algum tempo - explicou ela, prendendo uma mecha dos cabelos dela atrás de sua orelha delicada.

Lauren sentiu um carinho todo especial naquele gesto e o sorriso que curvou seus lábios foi de puro encantamento. Já não se importava que Camila percebesse que ela estava apaixonada por ela. Aquele sentimento era bonito e intenso de­mais para continuar sendo mantido apenas em seu coração.

- Bem, pelo menos isso exigirá que eu também me comporte. Mas sei que não vai ser fácil... - acrescentou dando um último beijo nela.

Com um sorriso, segurou-a pela mão e o puxou para dentro.

O interior da mansão, apesar de grandioso, era inusitadamente aconchegante. Pelas paredes, via-se espadas e escudos antigos polidos ao ponto de bri­lhar. Afinal, tratava-se da casa de um guerreiro. Um aroma de flores e de madeira recendia pelo ar, tornando o ambiente ainda mais agradável.

- Lauren!

 

Anna MacGregor desceu a ampla escada, sor­rindo com satisfação. Os cabelos quase brancos estavam penteados para trás, em um coque ele­gante, e os olhos castanho-escuros transmitiam um brilho de sabedoria impossível de passar des­percebido. Ao se aproximar, ela abriu os braços para envolver a neta em um abraço.

- Oh, vovó... - Lauren fechou os olhos com ca­rinho, adorando sentir o familiar perfume de la­vanda da avó. - Como consegue ficar cada vez mais bonita? - disse ao se afastar.

Anna afagou o braço dela com carinho e sorriu.

- Uma mulher tem de saber manter um pouco de vaidade, menina. Mesmo se tratando de uma com a minha idade.

- Não consigo vê-la como uma mulher velha. Está sempre tão linda. Não é mesmo, Camila?

- Sem dúvida - anuiu ela, com um sorriso.

- Ora, um elogio vindo de uma linda jovem é sempre bem-vindo, mesmo que seja por pura gen­tileza - gracejou Anna. Mantendo o braço em torno da cintura de Lauren, ela estendeu a mão para cumprimentar Camila.

- Olá, Camila. Não deve se lembrar muito bem de mim. Acho que você não tinha mais do que dezesseis anos da última vez em que a vi.

- Isso mesmo - confirmou ela, apertando a mão dela. - Mas lembro-me muito bem da senhora. Estávamos em um baile de primavera em Newport, e a senhora foi muito compreensiva co­migo, quando eu a cumprimentei e disse que pre­feriria ter ido a outro lugar.

- Ah, então você se lembra. - Anna sorriu. - Agora fiquei mesmo lisonjeada. Venham se aquecer, meninos. Devem estar com frio depois de haverem tomado essa garoa.

- Onde estão vovô e Matthew? - Lauren quis saber.

- Ah. - Anna riu baixinho enquanto os con­duzia ao aposento que a família costumava cha­mar de "Sala do Trono". - Daniel levou o coitado para nadar com ele na piscina. Disse que Matthew estava precisando se exercitar um pouco, e você sabe como seu avô leva a sério esse negócio de nadar diariamente. Vive dizendo que é isso que o mantém jovem.

- Tudo o mantém jovem. - Lauren riu.

A melhor palavra para definir aquele aposento era "apropriado", pensou Camila. Uma cadeira de espaldar alto, com certeza pertencente ao velho Daniel, dominava a sala forrada por um felpudo tapete vermelho-escuro. Os móveis eram antigos, feitos de madeira maciça e trabalhada. As luzes do lustre antigo se encontravam acesas, assim como a lareira de pedra, cujo calor deixara a sala com uma temperatura extremamente agradável.

- Vamos tomar o chá da tarde. Imagino que Da­niel vá insistir para acrescentarmos uísque ao chá e que usará o fato de termos visitas como desculpa para isso. Sentem-se e fiquem à vontade - acres­centou Anna, indicando as poltronas. - Se eu não o avisar que vocês estão aqui, ouvirei reclamações por semanas - explicou, com um gesto de mão.

- Sente-se a senhora, vovó - falou Lauren. - Pode deixar que eu avisarei vovô e servirei o chá.

- Oh, continua prestativa como sempre, não é, minha querida? - Anna afagou a mão da neta, enquanto se sentava. - Sempre foi. - Indicando a poltrona ao lado da dela, continuou: - Sente-se aqui, Camila. Daniel e eu assistimos à sua peça, em Boston, há alguns meses. Achei o roteiro po­deroso, contestador. Sua família deve se sentir muito orgulhosa de seu talento.

- Na verdade, acho que eles ficaram mais sur­presos do que orgulhosos.

- Às vezes, essas reações levam ao mesmo re­sultado - disse ela, com sabedoria. - Na verdade, nunca esperamos que nossos parentes, por mais que os admiremos, demonstrem genialidade. Isso sempre nos espanta e nos leva a pensar: "Como não notei isso durante todo esse tempo?".

- A senhora conhece minha família - falou Camila. - Então deve ter notado que abordei vários comportamentos deles na minha peça.

- Sim, eu notei. Mas, às vezes, é bom desabafar por meio da arte. Além de facilitar o processo de catarse, permite a alguém de talento, como você, criar uma bela obra artística. Sua irmã está bem?

- Sim, apesar dos filhos. - Ela riu. - Eles são o centro da vida dela.

- E quanto a você, Camila. O trabalho é o centro" de sua vida?

- Creio que sim.

- Oh, desculpe-me. - Aborrecida consigo mes­ma, Anna tocou o braço dela. - Estou sendo bis­bilhoteira, e geralmente deixo isso a encargo do meu marido. Estou interessada em saber mais detalhes porque me lembro muito bem da maneira como você olhava para sua irmã naquela festa, em Newport. Lembrou-me a maneira como Alan e Caine sempre olharam para Serena, e de como isso sempre pareceu aborrecê-la, como pareceu aborrecer... Jenna, é isso?

- Sim - confirmou Camila, com um sorriso. - Ela ficava mesmo muito brava. - O sorriso logo desapareceu. - Se eu tivesse agido com mais cautela nos anos que se seguiram, ela não teria ficado magoada.

- Camila, você não a magoou. E, na verdade, eu não pretendia fazê-lo recordar esses fatos do passado. Agora me conte no que está trabalhando, ou será que isso é segredo por enquanto? - acres­centou ela, com um sorriso gentil.

- Não, não é segredo. - Ela sorriu com charme. - É uma história de amor que se passa em Nova York. Pelo menos, é nisso que está se transformando.

- Ainda não serviu um uísque para a garota, Anna?

Daniel entrou na sala com passos firmes e, como sempre, sua presença logo dominou o ambiente. Os responsáveis por isso eram sua postura, seu porte elegante e aquela voz firme que se negava a enfraquecer com a idade. Os olhos muito azuis continuavam com um brilho sagaz e os cabelos completamente grisalhos lhe atribuíam um char­moso ar de sabedoria.

- Isso é maneira de receber uma mulher que andou nessa garoa fria e que conseguiu trazer nossa neta preferida até aqui?

- Oh, que ótimo - resmungou Matthew, vindo atrás dele. - Quando quis ter sua piscina con­sertada, eu era seu neto preferido.

- Bem, ela está consertada agora, não está? - falou Daniel, com uma piscadela para todos e um sorriso afetuoso para o neto.

- É muito bom revê-lo, sr. MacGregor.

Camila ficou de pé e cruzou a sala com a mão estendida, para ir cumprimentá-lo. Mas para Da­niel isso não era suficiente quando havia algum tipo de interesse de sua parte em uma "pretendente em potencial". Por isso, enlaçou Camila em um abraço que pareceu deixar a garota sem fôlego por um instante.

- Está com uma aparência ótima, Cabello. Só está faltando mesmo uma boa dose de uísque escocês para pôr um pouco de cor em seu rosto.

- Terá uma gota de uísque em seu chá, Daniel, se é isso que está querendo - Anna interveio, indo buscar a bebida.

- Uma gota? - Para um homem daquela idade, Daniel ainda sabia choramingar como um bebê. - Anna...

- Duas gotas - corrigiu ela, com um sorriso que parecia querer dizer: "Estou sendo mais do que generosa, portanto, não me provoque".

- Diga-me uma coisa, Camila, você fuma charutos?

- Não por hábito - respondeu ela.

Anna virou-se e olhou para Daniel com ar de aviso.

- Então, se eu chegar em algum lugar e o vir com um charuto entre os dedos, saberei quem o passou para você.

- Essa mulher é mesmo uma carrasca - res­mungou Daniel. – Bem, mas sente-se, garota, e diga­me como estão indo as coisas entre você e Lauren.

Alarmes soaram na mente de Camila.

- Como estão indo as coisas?

- Ora, vocês são vizinhos, não são?

- Sim. - Camila sentou-se, sentindo-se um pouco mais aliviada, mas não muito. - Nossos apartamentos ficam um em frente ao outro.

- Ela é linda como uma flor, não é mesmo?

- Vovô - ralhou Lauren, colocando a bandeja com chá sobre a mesa. - Não comece. Não faz nem dez minutos que Camila está aqui.

- Começar o quê? - indagou Daniel, com ar inocente. Estreitando o olhar, acrescentou: -Você é bonita ou não é?

- Ah, sou adorável. - Ela riu e beijou-o no nariz. Aproveitando que estava perto dele, sus­surrou-lhe ao ouvido: - Comporte-se e eu colo­carei um pouco do meu uísque no seu chá quando ela não estiver olhando.

Os lábios de Daniel se curvaram em um amplo sorriso.

- Esta é minha garota.

- Não vai acreditar no sabor desses bolinhos, Camila - emendou Lauren, satisfeita por haver conseguido subornar o avô.  - Nem eu mesma consigo imitar essa receita. Os daqui sempre ficam mais gostosos.

- Lauren é uma ótima cozinheira - falou Daniel, fazendo uma careta de desgosto ao ver Anna co­locar exatamente duas gotas de uísque em uma das xícaras, antes de entregá-la a ele. – Tem levado pratinhos com petiscos para ela uma vez ou outra, não é, querida? Como uma vizinha pres­tativa deve fazer.

- Ela preparou rocambole de frango para nós, ontem à noite - falou Matthew, enquanto pas­sava geléia de morango em um bolinho. Lembran­do-se de que havia prometido a Lauren que a "sal­varia" nos momentos críticos, acrescentou:

- Camila, você quer uísque puro ou prefere chá?

- Vou querer o uísque, obrigada. Puro.

- E de que outro modo se deve tomá­-lo? - resmungou Daniel, olhando com desprezo para sua xícara de chá. - Então já experimentou alguns dos dotes de nossa Lauren - perguntou ele, contendo o riso ao ver Camila quase se engasgar com o bolinho.

- O que disse?

- Os dotes culinários de Lauren - esclareceu Daniel, com ar inocente. - Mulheres que cozinham tão bem como minha neta precisam ter uma família para alimentar, sabia?

- Vovô... - avisou ela, apontando o próprio uísque com discrição.

Quando um homem se encontrava dividido en­tre uma dose de uísque escocês e o futuro de sua neta, o que ele deveria escolher?, Daniel se per­guntou. Às vezes, era preciso fazer sacrifícios.

- Quem não aprecia uma refeição quente e bem-feita? Estou errado, Garota?

Camila notou uma espécie de aura de perigo no ar.

- Não.

- Aí está! - Daniel bateu o punho fechado sobre a mesinha, fazendo a louça estremecer sobre a bandeja. - Cabello é um sobrenome muito respeitado hoje em dia, não? E graças a você.

- Obrigada - Camila agradeceu com cautela.

- Mas uma mulher de sua idade já deveria estar pensando em transmiti-lo a seus descendentes. Deve estar com trinta anos, não?

- Isso mesmo. - "E como diabos ele sabe dis­so?", Camila se perguntou.

- Quando alguem chega aos trinta anos, deve começar a pensar em suas obrigações para com a continuação do sobrenome da família.

- Felizmente, ainda tenho alguns anos pela frente, antes de ser "sentenciado" - Matthew co­chichou ao ouvido de Lauren.

Ela lhe respondeu com uma discreta cotovelada.

- Faça alguma coisa! - pediu, por entre os dentes.

- Se ele começar com essa história para cima de mim, você é quem vai agüentar minhas recla­mações depois - avisou Matthew.

- Diga seu preço.

- Pensarei nisso depois. - Dizendo isso, ele não perdeu tempo em ocupar a poltrona próxima a eles. - Vovô, por acaso, já lhe falei sobre a garota que conheci há pouco tempo?

- Garota? - Daniel pestanejou, distraindo-se da conversa com Camila. Voltando-se para o neto, con­tinuou: - Que garota é essa? Pensei que estivesse ocupado demais, montando seus brinquedos de me­tal, para ter tempo de pensar em garotas.

- Penso nelas com mais freqüência do que ima­gina. - Matthew riu, levantando o uísque em um brinde. - Essa que conheci é muito especial.

- É mesmo? - Daniel se recostou na poltrona e cruzou as pernas. - Bem, deve ser mesmo para ganhar mais do que um ou dois olhares de sua parte.

- Oh, já faz algum tempo que estou de olho nela. O nome dela é... Lulu - Matthew inventou no último instante. - Lulu LaRue, embora eu desconfie que esse seja seu nome artístico. Ela é dançarina de mesa.

- Dançarina de mesa?! - bradou Daniel, en­quanto Anna escondia o riso com a mão, antes de continuar tomando o chá. - Ela dança nua em cima de mesas?

- Claro que dança nua! Que graça teria se fosse de outra maneira? Oh, vovô, e ela tem uma tatuagem tão interessante no...

- Nua! Uma dançarina nua e tatuada! Nem por cima do meu cadáver, Matthew Jaureguil! Quer dei­xar sua mãe arrasada? Está ouvindo isso, Anna?

- Claro que estou, querido. Matthew, pare de brincar com seu avô.

- Seu desejo é uma ordem, vovó - gracejou ele, dando de ombros e rindo ao ver o avô estreitar o olhar. - Mas não vejo por que não posso na­morar uma garota que dança nua e que tem uma linda tatuagem no...

- Chega, Matthew! - ralhou Daniel, indigna­do, fazendo os outros disfarçarem o riso.

 



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