História Umbreakable Roars. - Capítulo 15


Escrita por: ~ e ~Gohanldc

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Palavras 4.385
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus amores voltei!!!!!
Sinto muito não ter postado nada por um longo tempo é que meu PC quebrou :,( e só consigo escrever essa historia por ele. Fora que o rascunho desse capitulo foi apagado na formatação dos meus documentos então tive que escrever tudo novamente, mas não se preocupem que não ou deixar mais atrasar tanto assim.
E como eu cumpro promessas( atrasadas, mas eu cumpri gente) Eu coloquei o ponto de vista de outros personagens na historia como vocês haviam me pedido.

Capítulo 15 - Dever, Honra ou Vingança?


Fanfic / Fanfiction Umbreakable Roars. - Capítulo 15 - Dever, Honra ou Vingança?

  O bebe se remexe em seu colo em busca de conforto e acorda sua mãe adormecida. Em um sobre salto com um mal pesadelo sobre fogo e sangue  ela olha o quarto ao seu redor  estremece pelo frio.

 - Shhh calma Robb. – Catelyn diz ao seu bebe de cabelos ruivos e olhos azuis, como ela.

 Ned nada havia dito sobre o nome que ela escolhera, apenas sorriu fraco e ela se perguntava se havia sido uma boa ideia colocar o nome de seu filho em homenagem ao seu amigo falecido. Robert Baratheon lutou e morreu em uma guerra em busca de sua donzela que não foi em realidade, raptada, mas sim escapou. Catelyn não tinha tido a oportunidade de ver Lyanna apenas quando Brandon apresentou-a. Ela era bonita e com o ar exótico dos Starks de rosto alongado como um cavalo e cabelos castanhos e sedosos, a jovem menina tinha muitos amigos e admiradores no norte antes da guerra, mas após a verdade ser posta a prova, muitos que se diziam companheiros de Lyanna Stark perderam aquele sentimento fraternal quando a segunda rainha se casou com o rei.

 Catelyn compreendia ambos os lados; o povo lutara e perdera muitos homens recurso e esperanças quando na verdade a rebelião em nome dela era igualada a uma piada. Lyanna considerada traidora somente por amar um homem casado e de família. Foi um mal intendido que tirou a vida de muitos homens.

Ela se levantou e fechou as janelas, após deixar Robb no berço a mesma caminhou até a lareira jogando mais lenha nas brasas pequenas. Aquele quarto ficava bem mais frio sem a presença de seu amado, embora só tivessem compartilhado apenas duas vezes antes dele seguir a guerra, apenas para consumar o casamento e a aliança, mas ela no fundo acreditava que não. Havia algo no olhar de Ned, naqueles olhos frios e calmos quando a viu nua com os cabelos acobreados espalhados no travesseiro, que roubou seu folego ou fez eles brilharem como a luz cheia da meia noite. Ele só vira Robb por uma semana e tivera que voltar para a capital...

Catelyn tentava se confortar apenas com seu bebe, mas era doloroso acordar sem ter as mãos calejadas do seu marido na sua cintura ou andar por aquele castelo antigo de eras passadas e saber que por aqueles corredores não encontraria seu irmão Edmure ou sua irmã mais nova Lysa. Era como se ainda depois de todas as batalhas e sangue, seu marido ainda estivesse em guerra.

 Foi uma carta de seu tio que a alertou sobre esse quesito, ditando em poucas palavras mas com grande significado:

 

“Algo grande aconteceu, pelo que ouço podem ser apenas rumores, mas se puder contestar a verdade com Ned, por favor nos avise pequena Cat”.

Bryden Tully.

 

 Seu tio raramente lhe escrevia assuntos de guerra, sempre eram cartas perguntando como ela estava, sobre o senhor seu pai, ou sobre o bebe. Ela temia que esse algo grande fosse algo a ver com sua casa... Oh como ela temia. Assim que a noticia que a rebelião fracassara Catelyn não teve reação a não ser ir ao pequeno septo que lhe fora dado de presente de casamento em Winterfell e rezar para os sete Deuses que protegessem seu Ned como não protegeram Brandon. Ela orou por seu pai que apoiou a causa deles, orou pela garota Stark que era nova demais sobre tudo, orou por Lysa que estava no Vale já casada com Jon Arryn e agora fora casada com aquele velho a toa. Orou para que não houvesse mais derramamento de sangue.

 - Milady? – Batidas na porta chamaram a sua atenção.

- Sim? – Se apressou em cobrir o peito exposto para Robb e se recompor. – Entre.

 - Os soldados vigias confirmaram a retorna de Lorde Stark que está a algumas milhas daqui. – Informou a criada ao entrar, com um sorriso no rosto.

 Catelyn não sabia diferir se estava feliz ou alarmada. Ela não tinha recebido nenhum corvo informando que seu marido estava chegando e por esta razão não teve tempo de preparar um banquete de boas vindas para Eddard... Nem seu quarto estava tão arrumado quanto ela preferia que estivesse, mas estava alegre que ele estava vindo.

 - Oh Deuses... Por favor mande duas criadas fazerem essa cama e limpar as cinzas o mãos rápido possível. – Ela diz com as bochechas coradas trocando de vestido veloz atrás de uma treliça. – Me ajude com o cabelo.

A jovem moça trança o cabelo de sua senhora em uma trança elegante de lado de seu rosto. Não havia tempo para adereços ou enfeites exagerados, ela se perguntava por que Ned não avisou ao menos que estava a caminho? Será que portava más noticias?

 - Pronto senhora. Vou chamar as serviçais... – Ela disse erguendo as saias e correndo para a porta.

 Catelyn se olha no espelho mais uma vez afastando alguns fios de cabelo soltos e emoldurando seu sorriso, se lembrava de quando seu pai voltava cansado das viagens e ela o recebia com um belo sorriso e um apertado abraço de boas vindas, dizia ele que aquilo tirava toda sua frustação e cansaço. Tomara que funcione com Ned, pensou ela encorajada.

 - Vamos Robb. – Pegou o bebe nos braços e saiu porta a fora.

 Se lembrava dos primeiros dias em Winterfell. Por mais que ela houvesse se preparado para enfrentar o frio congelante do norte, ela não achou que teria que enfrentar frio e solidão juntos. Foi difícil, melhorou com a descoberta da gravidez... Ela nunca soube a reação de Ned por ele estar em guerra, mas se lembra do dia em que ele viu seu herdeiro pela primeira vez. Seus olhos humedeceram e por mais que ele tentasse, era perceptível que ele estava emocionado, passou o dia inteiro a observando e seu filho.

 Agora ali estava ela, com seu bebe novamente nos braços, ambos agasalhados esperando seu marido. Os portões se abriram e os cavalos entraram na comitiva, Catelyn sorriu esperando ver aquele Stark pular do cavalo e lhe abraçar, mas não foi isto que ocorreu.

 Ned desceu do cavalo em um gesto automático, seu olhar estava perdido e sua expressão era tantos sentimentos que lhe viam a mente que ela nunca desejou tanto entrar na sua cabeça e examinar o assunto que lhe abatia. Quando seu olhar cinzento se guiou para Catelyn ele tentou disfarçar com um sorriso, por mais que fosse impossível já que ela estava lhe observando a um tempo, mas mesmo assim continuou com o sorriso ignorando a nuvem negra qye pairava em seus pensamentos.

  - Minha amada esposa... – Beijou-lhe docemente os lábios, após desencostassem Catelyn se alarmou ao ver o marido pela primeira vez em muito tempo lhe analisando. Sua face, como se ele estivesse descobrindo como molda-la, apreciando a arte de sua beleza. Isso poderia ser lindo se o seu olhar preocupado não fosse o suficiente para fazer Catelyn tremer mais que o sereno noturno. 

  Ela queria falar, mas as palavras não lhe vinham a mente, o que falar? Ele estava de volta como ela sempre quis, mas sua expressão havia acabado com qualquer bom pressentimento. Ele beijou a cabeça alaranjada de fios de Robb e deu as ordens a alguns homens para aguardar e providenciar alimento e descanso aos cavalos que estavam exaustos.

  - Meu marido... – Palavras finalmente saíram empurradas de seus lábios. Eddard voltou a atenção para sua esposa que o olhava preocupada. – A algo que queira me contar?

 Ele suspirou pesado indicando claramente que havia sim assunto e pelo seu olhar não era nada bom. Então como uma boa ouvinte e mulher formada ela preparou seu coração para a noticia que fosse, afinal Eddard era sua família.

 - Catelyn quero conversar com você a sós. -  Disse com a expressão seria e ela assentiu, já iria andar até o castelo acompanhada dele, mas o mesmo falou. – Siga-me por favor.

 Ela como uma boa esposa o seguiu pelo caminho que ela conhecia, mas nunca andou.

As arvores eram selvagens e cresciam livres ali, tomando parte da vegetação e raízes grossas se faziam presentes ao redor de suas copas, uma pequena trilha para se caminhar marcado de terra remexida por calçados e batida demais para ser tomada pelas plantas. Aquele local todo não se pareia nada com os Jardins de Correrio onde arvores, arbustos e cercas sempre eram aparados e enfeitados com seu jardineiro pessoal. Lembra-se de uma vez quando Brandon nas terras fluviais ficou esbabaçado com os jardins que eram a beleza da natureza e havia dito que o máximo de beleza no norte daquilo para eles eram os represeiros sagrados, aqueles bosques era sagrados pelos Nortenhos e por essa razão não se atreviam a invadir e incomodar com mais do que com sua presença para orações com os antigos Deuses.

 Catelyn então pela primeira vez viu um. Depois de seguir seu marido com o bebe no colo e fitar em silencio sempre as costas o marido ou o caminho para não tropeçar com a criança no colo, após ele se desviar para perto da arvore ela fitou a grande arvore.

 Seu tronco branco como mármore salpicado com gotas de terra era grosso e mais antigo do que as outras arvores ali presentes e de todas que Catelyn já vira em toda sua vida, as folhas eram mais carmesim do que seus cabelos e semelhante ao tom deles quando molhados, mas ainda sim... Eram de um tom de sangue morto e beirando ao escuro. Porém o que mais a espantou e cravou, foi o rosto.

 O rosto choroso em lamuria retorcido no tronco não tinha olhos, mas era penetrante como uma faca de dois gumes. Seu primeiro instinto foi ficar paralisada, como se a arvore tivesse lhe flagrado entrando ali de penetra.  Eddard descansou gelo em uma rocha e se sentou, olhou para Catelyn que permanecia parada olhando a arvore e lhe estendeu a mão.

 A tirando do transe com o gesto ela se aproximou se sentando ao lado dele na pedra lisa e fitando o sereno lago a sua frente, no reflexo do marido. Robb se remexeu brincando com seus cabelos...

 - Acho que ele está com fome. – Eddard arriscou dizer vendo o filho mexendo no vestido da mãe em um pedido mudo e infantil de alimento.

 - Esperarei até que chegamos ao castelo para alimenta-lo... – Catelyn disse o mudando de posição.

 - Não se preocupe... Ninguém verá. - Eddard disse se afastando para afiar a espada.

 Catelyn olhou para a trilha de onde vieram e decidiu confiar na palavra do marido e desabotoou o vestido na frente e retirou seu seio. Robb o sugou avidamente sossegando nos seus braços.

 Arriscou uma olhada para Eddard e viu que ele não estava mais afiando Gelo, parara de afiar a espada ancestral para observa-la alimentar o filho e isso lhe fez erubescer as bochechas.

 - Sinto muito por não ter avisado da minha volta. – Lamentou-se. Catelyn desviou o olhar para o marido que prosseguiu. – Os Dorneses estão armando outra rebelião.

 O calafrio na sua espinha a fez engolir o seco. Catelyn respirou controlada e acariciou a cabeça de Robb tentando manter a calma dentro de si.

  - Tio Brynden me mandou uma carta a dez dias atrás... Falava de um assunto grande. Eles mandaram uma grande cota de homens como Rhaegar tinha mandado, mas não me disseram o motivo. – Ela estava ofegante. – Sobre o que era Eddard?

 - A princesa Elia de Dorne está em lança-solar e ela e Jaime Lannister ao parecer mantinham em segredo um relacionamento... – Ele suspirou. – Lyanna foi até Dorne em nome de Rhaegar e fomos busca-la, um duelo foi proclamado e através dele o destino de toda Westeros pode ser decisiva.

 - Mas meu esposo... O que isso tem haver com você e nossa família?

 - Rhaegar quer caso aconteça algo com ele, o nosso apoio na causa dele como consequência pela rebelião. – determinou. – Ele deu a mim a missão de reunir o Vale, as terras da tempestade e as terras fluviais para seu apoio contra Dorne.

 - E se Rhaegar perder? – Catelyn perguntou aflita.

 - Provavelmente Aegon assumira o trono, mas não posso deixar que Lyanna saia ferida nisso.  – Eddard apesar de tudo, considerava ainda sua irmã parte da família e uma criança. Muitos diziam que ele deveria esquece-la, deixa-la a própria sorte na capital, já que a mesma escolhera fugir e iniciar uma guerra em vez de cumprir com seu dever em um simples casamento.

 - Você está certo.  – Defendeu Catelyn se lembrando do seu antigo lema ancestral: Familia, dever e honra. Ned era demasiado honrado, mas nada deveria se comparar ao seu amor a família. – Então o que pretende fazer? – Perguntou cobrindo seu seio e ansiando a resposta do marido.

 Ele se levantou, encarando o lago semi congelado e pacifico a frente do represeiro. Catelyn sabia que seu rosto ficava muito mais serio quando ele estava pensando em assuntos importantes. Essa era a grande diferença entre ele e Brandon, Ned sempre fora calmo e controlado, de modo que aguentasse noticias abaladoras o suficiente para permanecer em silencio pensando na solução em vez de ter uma explosão de raiva.

  -Por hora... Vamos obedece-lo. Vou reunir os vassalos e explicar que não é uma opção tal feito. Devo mandar uma carta a Jon e providenciar um encontro ara debatermos isso melhor. – Ele disse, seus olhos cinzentos se prenderam na esposa que ainda o encarava com seu herdeiro nos braços. Benjen estava na muralha e logo prestaria o juramento se já não o fez, então Catelyn era tudo o que ele tinha de família já que sua irmã casara-se com Rhaegar. Ela era tudo o que ele mais presava... – Preciso que informe Lorde Hoster sobre isso, precisamos obedecer, mas ao mesmo tempo nos preparar contra eles.

  - Ira rebelar-se novamente contra os Targaryens? – Catelyn levantou-se para encara-lo nos olhos. – Enlouqueceu? Já não tivemos perdas o suficiente? Seu amigo, centenas de homens... Se mostrarmos desobediência, é capaz de não haver mais misericórdia no coração dele. – Ela espalmou a mão em seu gibão de cor marrom mesclado com cinza escuro.

 - Não estou tendo nenhum prazer nem orgulho ou honra nisso Catelyn. É apenas dever... E só de pensar que... Que estou seguindo aquele rei, esmaga minha coinciência. Eu vi ele matar Robert... – Murmurou em desgosto. – Vi ele matar meu melhor amigo, mas não consegui intervir. Robert deve estar me amaldiçoando agora seja lá onde seu espirito descansa.

  Catelyn quis discordar. Argumentar que Robert o amava demais para o insultar assim, mas ela mesma não sabia o que falar. Era tão arriscado e ela temia por ele. Temia por ele como temeu por Brandon, será que suas orações seriam capazes de então salva-lo e protege-lo como não protegeram Brandon? O lugar dos Starks era no norte, não só pelo seu domínio, mas pela sua segurança.  No fundo agradecia que o jovem Benjen estava na patrulha da noite, sabia que desse jeito ele ficaria longe da guerra que se aproximava, ão podia dizer o mesmo de Lyanna Stark.

 Então em vez de discordar mais com o marido resolveu apoia-lo.  Como ele havia dito... Eram deveres. Deveres que sua família deveria cumprir.

 - Informarei meu pai... Gostaria de ver Lysa no dia em que resolver se encontrar com Lorde Arryn, se não for demasiado incomodo. – Pediu delicada. Desde quanto tempo não via sua irmã? Desde que se casara provavelmente.

 Eddard acariciou a maçã esquerda de seu rosto com o polegar, sua mão era robusta como de Brandon, mas ela percebia até no toque de seus dedos a grande diferença. Brandon demonstrava com mais avidez seus sentimentos  e lhe sorrira de vez em quando, era bem emotivo e dizem que foram essas emoções que o mataram. Eddard era serio e controlado, seu toque era mínimo, mas através dele ela sentia todo seu sentimento que ele carregava por ela no seu olhar cinzento como os olhos de um lobo.

 - Qualquer coisa que poderei lhe providenciar conforto e alivio será um prazer para mim, Cat... – Catelyn se surpreendeu pois ele tinha lhe falado seu apelido pela primeira vez, ela nem sabia que ele tinha conhecimento dele. Sempre era “Esposa, Catelyn, querida ou minha senhora...” Nunca lhe chamara de apenas “Cat”, até agora.

***

 O vento marinho batia em sua pele lhe proporcionando uma sensação próxima ao calafrio, mas ele não estremeceu. Não estremeceria agora, não quando estava fervendo em raiva.

 Ele poderia ter morrido de fome como a maioria dos soldados, segurando o cerco. Ou até mesmo na batalha do tridente com seu irmão, se o mesmo deixasse ele lutar ao seu lado. Besteira... O único irmão que Robert conhecia era Ned Stark. E este acabara de lhe trair após sua sina.

 Stannis encarava o mar agitado e clima acinzentado de tempestade nas suas terras, já suas por direito. Robert confiou em Ned Stark apenas por seu tolo amor com Lyanna Stark e por que ambos tinham passado metade da infância juntos no Vale. Esquecendo-se que tinha outros irmãos verdadeiros. E estes tinham visto com terror nos olhos, os progenitores Steffon e Cassana Baratheon afogarem-se e desaparecer na baia perto de casa, só encontrando seus corpos em decomposição juntos dias depois.

 Stannis sabia que Robert era um tolo desde o inicio. Ele ria demais, bebia demais e copulava com qualquer garota ou mulher que estivesse disposta a abrir as pernas. Era desonroso e envergonho-o as vezes ser  irmão de uma pessoa daquelas. Se ele pudesse escolher ser irmão de alguém com quem mais se identificava, ele escolheria Ned Stark, que mesmo jovem era considerado um dos homens mais honrados de Westeros. Mas como os Deuses tem prazer em colocar defeitos nos homens, Eddard Stark tinha facilmente se dobrado as ordens do monarca Targaryen, traindo não só qualquer respeito por Robert como sua irmã o fizera. Mas também dando a Stannis um sabor amargo no céu da boca de traição.

  Ele fizera uma promessa quando leu aquela carta que jazia amassada nos seus dedos enluvados. Nunca, nunca mais as terras da tempestade teriam ou tentariam qualquer intensão de formar uma aliança com o norte novamente, e ele faria questão de deixar isso claro a todos seus vassalos.

 Ele não amava Robert tanto assim. Os deuses lhe perdoassem, mas desde que sua mãe morrera ele não amava mais ninguém como, não tendo mais nada a não ser um mínimo afeto fraternal de sangue. Renly era só um garoto, ele também não o amava mesmo sendo uma criança fácil de faze-lo, só o educava e mantinha ali na sua presença por puro dever. Por que sabia que o espirito da sua mãe lhe arrastaria pelos pés até a praia se algo voltasse a acontecer com mais um irmão seu e ele apenas desse de ombros. Talvez isso fizesse Renly mais forte e ele crescesse como ele, mas ele só se importava em educar que Renly não crescesse como Robert, vendo tudo como diversão até as consequências chegarem. Iria se empenhar nisso...

 Os lordes de ponta tempestade eram conhecidos pela sua árdua personalidade como suas terras, valente sabedoria digna de honradez e lealdade e valorização. Robert não havia sido deste jeito, o que deixava claro para que que ele seria um péssimo governante do lugar, não era o Vale no topo das nuvens, protegidos de toda a batalha e politica de Westeros enquanto copulavam e fartavam-se no seu luxo. Stannis sabia que aquela era uma terra árdua e precisava do governante certo para erguesse novamente, percebendo que os Deuses não haviam cometido o erro de deixa-lo nascer após Robert e sim ser a salvação do seu povo no momento de ruina ele se recompôs.

  - As terras agora são minha herança... – anunciou, os homens estavam quietos. Sem dizer nem um pio agora, seu rosto duro e sem sentimentos revelava a importância deste momento. – Assim como as responsabilidades. – Disse passando o olhar sobre cada lorde ali presente. – Então eu declaro daqui em diante, que as terras de ponta tempestade sobre o domínio da casa Baratheon JAMAIS irão novamente pensar ou considerar uma aliança matrimonial ou financeira com a casa Stark nem com qualquer casa nortenha.

 Ouve é claro, vários murmúrios de choque e discordarão. Stannis travou o maxilar contendo sua fúria, não perderia o controle como Robert realmente teria feito ali sobre suas opiniões contrarias.

 - Milorde... Mas as terras de vossa senhora estão em miséria e pobreza. – Anunciou um lorde. – Não seria mais proveitoso tirarmos vantagem sobre o casamento anulado de lorde Robert com Lyanna Stark e exigir uma quantia para-

 - Não! – Disse Stannis duro olhando o homem com um olhar que o fez abaixar a cabeça. – Estamos em tempos difíceis e dificuldades justamente pelas ações de meu irmão em leva-los para a guerra tão precipitadamente, em nome daquela concubina nortenha. Eu não peço muita coisa milordes... Fidelidade e respeito a minha casa. Em troca quando a aurora da nossa gloria resplandecer novamente, todos serão avidamente recompensados.

 - E como pretende fazer isso milorde... – Outro retrucou. – Não temos muitas alianças restantes que nem em dez anos poderão cobrir os gastos.

 - Com a oportunidade cavalheiros... Com o veto da mudança que não demorara a soprar a nosso favor. Prometerei uma de duas coisas... Fartura e estabilidade. Ou justiça e vingança pelos seus filhos mandados a guerra e mortos.

 Stannis conhecido por seu bem cabeça dura e uma pessoa difícil de se lidar na maior parte do tempo, deu-se conta de que não deveria cumprir tantos deveres se estes não tiverem um pingo de honra para sua casa.

 ***

 Cersei fitava o sol se por. Ela observava muito aquela paisagem que tanto lhe lembrava de casa, ela conseguia até ouvir o som das ondas se quebrando nas pedras perto da praia e sentir o cheiro da agua salgada.

 Mas não ali. Ali era apenas fedor de merda e um mar que lhe parecia tão distante quanto sua casa e sua família. Em horas como essa em tais pensamentos ela gostava de chorar se ao menos estivesse só, mas aquela besta anã de seu irmão estava com ela. Ela havia implorado a Sor Barrystan ou outros guardas que lhe dessem um outro quarto, não importando o quão pequeno, mas separado de seu irmão, mas seus pedidos eram negados.

 Tyrion gostava de conversar com o guarda que montava guarda na tarde para ver se arrancava qualquer informação ou favor dele com suas piadas devassas mais engraçadas que sua própria pessoa contando.

 Eram exatamente nessas horas que ela pensava nele. No seu gêmeo, seu irmão de útero, seu cavalheiro dos sonhos. O quão estupida fora desejando um príncipe Targaryen confiando na palavra de seu pai sobre o sonho de uma coroa na sua cabeça, negou-lhe sua virgindade a pessoa em que mais poderia confiar e que estava ao lado dela desde o real principio. Agora se arrependia fortemente por isso.

 Ela ouvia os rumores que agora eram fatos. Seu gêmeo fugira com a rainha Martell. Ela sentia vontade de vomitar e seus dentes batiam de raiva... Uma Martell, uma dornesa... Certamente seu pai deve ter tido um ataque quando foi levado a Dorne pessoalmente para testemunhar aquele absurdo. Ela sabia que Jaime era ridiculamente mais caridoso e bondoso que ela, mas ela não conseguia imaginar nível maior de burrice. Unir-se com uma prostituta, casada, infértil, velha e rejeitada.

 Era fato que ela odiava a Martell.

 Lembra-se de quando ela foi visita-los em rochedo Casterly. Seu irmão Oberyn mostrou tal desgosto e desinteresse na sua casa que foi quase ultrajante, ela foi mais controlada e buscou aprender mais sobre o sotaque, a historia da família Lannister e a sua terra. Foi perfeita, mas seu pai recusou ceder a mão de seus primogênitos a eles, alegando que os filhos mereciam muito mais do Dorneses como companheiros, mas ofertou a mão de Tyrion a Elia. Na opinião de Cersei seriam um bom casal: O anão deformado e a prostituta adoentada. Digno de pena e risos alheios.

 - As amas trouxeram o jantar. – Tyrion anunciou perto dela.

Só sua desagradável companhia a fazia enjoar mais do que o cheiro de estrume e dejetos da cidade.

 - Não estou com fome. – Retrucou nem lhe dando a satisfação de olhar.

 - Precisa se alimentar... – Tyrion insistiu colocando um prato com pequenos pedaços de carne de carneiro perto dela, mas a mesma insistiu em ignora-lo. – Se o papai lhe visse mandaria se alimentar, precisamos ser fortes. – Disse ele e aquilo foi o estopim.

 O prato de porcelana voou para a parede se quebrando em cacos e ela se levantou furiosa.

 - Só que ele não está aqui não é duende?! – Seus punhos cerrados estavam tremendo com as unhas cravadas na pele sensível da palma. – Assim como minha mãe... – Rosnou.

 - Sua ferocidade com as pessoas só vai piorar as coisas. – Ele argumentou. - Porém... Acho que possamos ter uma chance.

 - Hahaha Chance? Chance de que?! Não á escapatória daqui e mesmo que conseguirmos sair a cavalo não temos armas, mapas ou capacidade de nos manter vivos. – Ela disse obvia.

 Tyrion fez um certo esforço para se sentar em uma cadeira estofada e pegando ao lado dela na mesinha de centro um copo e o enchendo de vinho.

 - Eu discordo. – Ele disse atraindo a atenção da leoa enquanto saboreava o vinho. – Fiz um acordo com o guarda e ele me falou de uma carroça de cenouras e batatas que saíra amanha de tarde.

 A leoa sentiu sua garganta secar e seu coração bater mais rápido com a ideia de escapatória daquele inferno. Esperança de poder dormir sem eu quarto, de voltar a vestir suas sedas e ter todas suas joias e criados ao seu dispor.

 - E o que mais ele disse? – Perguntou não escondendo o entusiasmo.

- Apenas isso... Vossa graça estará muito ocupado com estratégias de guerra e a maioria da guarda estará buscando alianças em pedra do dragão. Haverá apenas alguns criados no palácio então será bem culpável a nossa fuga.

 Cersei estava eufórica, nunca agradeceu tanto mentalmente a inteligência estratégica do seu irmão, só pensava na sua vida, na sua casa. Depois pensaria em vingança, se bem que pelo desespero de Rhaegar sua vingança já estava comprada.

 Eles iam aprender que ser um dragão tolo que nada teme não te faz invulnerável a garras de leões furiosos.

 Aguardem, vocês vão me ouvir rugir...

  


Notas Finais


Eai gente? Espero que tenham gostado.
Fiquei receosa em colocar o da Catelyn também e pensei muito em colocar o do Eddard, mas decidi colocar o dela.
O do Stannis e da Cersei vão ser bem mais frequentes e importantes de agora em diante e uita coisa vai acontecer.
Espero que estejam gostando e mais uma vez me perdoem pelo sumiço kiss kiss P&D


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