História Umbreakable Roars. - Capítulo 17


Escrita por: ~ e ~Gohanldc

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Palavras 2.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem o atraso meus amores.

Capítulo 17 - Pelos caminhos do mar


  O navio era– dito o capitão e Doran– o mais rápido de Dorne. Era próprio para uma grande tripulação e podia ser usado claramente em uma guerra.

 - Não portaremos bandeiras, com símbolos que nos identifiquem. – Avisou ao capitão que concordou. – Acha mesmo que estaremos camuflados?

 - Sim senhor! Posso jurar pelo corpo divino da minha amante que sim... A Cascavel dourada é o navio mais apropriado para transporta-lo de volta para casa. – Disse o capitão virando seu odre de rum.

Jaime não entedia bem de barcos tanto quanto de armaduras, duelos e formações de batalha, mas aquele barco parecia ser comparado a um barco qualquer dos que ele já vira na vida. Mas era esse um dos barcos que ele havia pedido a Doran, que fosse discreto e rápido.

 - Com certeza é melhor por dentro. – Disse Elia ao seu lado Aegon estava em seu colo e olhava com os olhos curiosos o barco que se balançava nas ondas calmas. – Ele me garantiu que á os melhores quartos para se ficar instalado... – Ela ia dizendo, mas ao sentir a mão dele na sua se calou, o pranto subiu a sua garganta por mais esforço que ela fizesse para mantê-lo quieto. – Apenas prometa que vai voltar...

 - Eu prometo. – Disse a abraçando pele quinta vez naquele dia e acariciando a cabeça de Aegon.

 Ao partir ainda tinha o cheiro do perfume dela nas roupas e uma boa imagem para ele levar para seu coração durante toda a viagem, era a princesa de Dorne ainda no caís olhando o navio se distanciar na madrugada, seu vestido laranja escuro esvoaçante balançava na brisa marinha e a luz fraca de tochas. Ela parecia uma chama em meio a escuridão do caís, um sol na escuridão, seu sol.

 Jaime olhou para os soldados dorneses disfarçados em trajes de comerciantes e se retirou dando a ordem de quando amanhecesse o chamassem, estava com sono ainda e o mar estava tranquilo, perfeito para se dormir enquanto não havia tenebrosas ondas que balançavam homens no convés.

 ***

 Ela tentava a todo custo não parecer eufórica demais para ir embora daquela prisão. Dividir quartos nunca foi seu forte, apenas quando criança na época que sua mãe estava viva, mas a partir dali foi mandada para um quarto mais requintado e para ter privacidade. Mas dividir com Tyrion era mais do que ela poderia suportar.

 Ela estava agradecida que ele tivesse arranjado uma saída daquele lugar terrível, não tinha noticiais de casa, nem da sua família e apesar de viver com toda a regalia que vivia em sua casa sabia que não era comparável a sua liberdade.

 – Estou pronta. – Anunciou a Lannister escondendo no pulso do vestido de mangas compridas uma faca pequena, sempre discreta para quem ousasse tentar se aproximar dela.

 Cersei colocou um vestido vermelho bem escuro quase negro e trançou seu cabelo sedoso em um coque elaborado.

 Tyrion assentiu, mas uma duvida passou pela cabeça da Lannister. Tanto uma duvida como uma oportunidade de obter uma vingança perfeita.

 – Devemos ir agora... Ele disse que nos esperaria nas saídas dos serviçais ainda em construção devemos– Ela o interrompeu.

 – Não podemos ir os dois. – Ela disse de prontidão.

 Tyrion a olhou confuso enquanto ela se aproximava em passos firmes na sua direção.

 – Não podemos ir nós dois. – Ela se aproxima dele. – Ainda não vê? Se formos juntos vão claramente nos encontrar!

 – E o que Diabos você pretende? – Tyrion perguntou vendo ela colocar sobre o vestido o anel de ouro e safira, o pagamento do homem que os transportaria.

 – Eu tenho que ir. E você tem que ficar, sou mais ágil e posso passar despercebida.

 Tyrion arqueou a sobrancelha, Cersei despercebida? Era mais fácil ensinar porcos a cantar.

 – Não pode fazer isso. Eu armei esse maldito plano! Você nem sabe para onde ir, vão te pegar e nos matarem se souberem que escapamos daqui.

 Cersei respirou fundo antes de responder finalmente abrindo um delicioso sorriso maléfico em sua face psicótica.

 – Primeiro terão que me pegar. – Disse o encarando.

 Ela reuniu suas forças para empurrar o irmão que caiu batendo a nuca em uma das pernas da cadeira, mas ela desejou realmente que ele tivesse morrido com o impacto e correu porta afora.

 A chave estava do lado de fora e ela institivamente girou ela trancando o irmão naquele cômodo e a jogou fora nos escombros formados ao seu lado.

 Cersei lembrava-se pouco das vezes que estava naquele castelo, afinal era muito nova no tempo em que seu pai era a mão do rei, e ela estava sempre com as aias e empregadas do local para não poder se perder e achar o próprio caminho.

 Seguindo seu instinto, ela entrou no corredor sempre parando em cada curva e aguçando seus ouvidos para que sons podiam ser diferidos, de conversas serviçais á sons de passos de armadura. Em determinado momento seus pés doíam de correr em sombra e sombra.

 Escutou o ruído de metal de armaduras e puxou a faca da manga, ela podia estar encurralada, mas lutaria o quanto desse para lutar. Os guardas se aproximavam dela sem derradeiramente a ver, Cersei tremia se preparando para pular no pescoço de um não importando quantos fossem.

 Estava próxima a uma manta com o símbolo dos Targaryen bordado em negro quando uma mão a agarrou por trás e tapou sua boca a puxando consigo antes que ela pudesse ter a oportunidade de gritar.

 Cersei se levantou aos poucos do chão sujo e olhou para a figura que portava uma tocha que era o único ponto de luz, ainda com a faca na mão pronta para atacar, mas logo a presença que ali era a fez desistir de tal feito tamanha era a surpresa que a tomou.

  – Minha rainha... – Disse Cersei desacreditada em quem mirava.

 Rhaella tinha no rosto uma expressão dura e neutra, desde que a guerra começara também ela não tinha muitas alegrias, tendo a esposa de seu filho e seus netinhos longe de si e o próprio estar começando uma guerra com a pobre mulher. Apesar de ter ganhado Jon e ainda ter em seu alcance Viserys, as cicatrizes que seu casamento deixou em seu coração ainda eram maiores e mais penetrantes do que qualquer alegria anterior.

 – Levante criança... Tem que sair daqui o mais rápido possível. – Rhaella disse tomando a mão dela com firmeza para que não largasse e andando por corredores tão escuros e empoeirados que Cersei nem via o caminho, apenas era puxada para ele.

 – Onde estamos? – Perguntou a leoa depois para tossir miseravelmente ao abrir a boca para falar.

  – Em uma das passagens secretas. – Respondeu ela analisando um corredor com a tocha e entrando no seguinte a esquerda.  – Tentei tirar seu pai daqui, mas ele se recusou dizendo que nada poderia ser feito e já estava satisfeito com o destino dele, mas ele rogou pelo de vocês.

 Cersei sentiu os olhos marejarem ao pensar no pai pedindo ajuda por ela. Para ela na maior parte do tempo, seu pai era um homem frio, calculista, desprevenido de emoções ou sentimentos fracos. Quando ele decretou que simplesmente iria atacar porto Real para recuperar o irmão, ela sentiu orgulho e satisfação, mas nunca parou para pensar em Tywin Lannister como uma pessoa que chorava de noite pela falta da esposa, e pedia ajuda a esposa de um de seus falecidos inimigos em nome dos filhos. 

 – Pra onde está me levando? – Perguntou tentando não fazer a voz sair firme como estava prendendo o choro na sua garganta.

 – Para os cavalheiros lhe levarem até a carroça.  – Cersei sentiu o sangue gelar enquanto a mão de Rhaella se soltava da dela e parada a uma grande porta de ferro e madeira e com uma argola de chaves começava a procurar.

 – Negociou com o meu irmão?

 – Pedi ao cavalheiro daquele turno que é fiel a mim o fizesse e arranjasse a fuga. – Rhaella respondeu, mas ao se dar em um detalhe importante parou completamente o que fazia e olhou para a loira alarmada. – Cadê seu irmão?!

 Cersei engoliu o seco buscando a melhor resposta, mesmo sabendo que a essa altura ele poderia estar morto no quarto deles.

 – Ele me disse para ir. Disse que juntos chamaríamos muita atenção, eu tentei discordar, mas estava com pressa... – Mentiu convicta não se importando com o irmão caçula. O importante para ela é que estaria logo em casa, em um lugar onde seria respeitada e temida como tal, afinal um dos maiores ditados de seu pai:

Os fins justificam os meios.

 Rhaella parece ter engolido a resposta pois destranca com facilidade a porta pesada e quando ambas passam destas ela tranca novamente e segue a andar iluminando o corredor.

 Cersei não tem ideia de quanto andaram, seus pés doíam bem mais por causa dos sapatos, uma madeira para se sentar nunca pareceu tão irresistível agora para suas pernas cansadas. A rainha parecia também afetada pelo cansaço e dor nas pernas.

Ao finalmente ver a luz do céu e da lua ao anoitecer friento Cersei quer chorar de alegria, mas se contém por estar na presença da rainha regente e de alguns cavalheiros.

 Eles não carregam o dragão branco nos estandartes– símbolo que Rhaegar mandou talhar depois de seu casamento revelado com Lyanna Stark– Mas sim o derradeiro símbolo da casa Targaryen de três cabeças em fundo negro.

 – Minha rainha... – Um Sor se aproxima da rainha quando ela solta a tocha que cai na areia a seus pés e parece que iria desmaiar por estar tonta e suada assim como Cersei.

 – Estou bem... – Ela diz se sustentando levemente no ombro musculoso do Sor. – Por favor levem Lady Cersei até a carroça antes que a percam. – Ela ordena aos outros dois cavalheiros que ali estão.

 Cersei observa que eles não da guarda real, mas suas armaduras negras e capas vermelhas deixa claro que eles são juramentados a casa deles, mas antes que fosse arrastada novamente ela pergunta a mulher de cabelos brancos e rosto levemente corado.

 – Por que fez isso? O que você espera ganhar com isso?

 Sendo uma Lannister lhe foi ensinado por seu pai que nada no mundo é de garça assim como tudo tem seu preço especifico e cada ação tem uma reação provocada dependendo da pessoa. Rhaella estava cometendo alta traição, mesmo sendo mãe do rei. Isso poderia lhe custar muita coisa futuramente e ela suspeitava que não era de graça, nenhum louco faz acordo com um Lannister atoa.

 A rainha após se recuperar mantem sua postura e algo fica visível para Cersei que não conseguia ver no escuro, uma leve ondulação no ventre dela, não grande e perceptível, mas o bastante para diferir quando se olha para os pulsos ou o pescoço magro dela que ali carrega uma criança.

 – Sua mãe foi uma das minhas melhores acompanhantes. Até que ela me apareceu no meu quarto chorando e implorando para que eu a mandasse embora antes que Tywin soubesse o que estava acontecendo... Aerys aquele monstro!

 Cersei inspira falhando em segurar duas lagrimas em ambos os olhos, mas rapidamente as seca comandando a si mesma para ser forte novamente e parar de expressar-se tão levemente em publico. Desde que seu pai foi mandado para a muralha Cersei se sentia no papel de ser uma espécie de copia deste já que seu irmão gêmeo nunca foi tão severo e insensível e Tyrion tentando ser serio seria motivo de piada.

 – Obrigada. – Diz Cersei se retirando com os cavalheiros que a montam em um de seus cavalos e seguida do outro eles começam a cavalgar correndo na areia até a trilha.

 A rainha observa o dourado de seus cabelos desaparecer e sente como se seu coração se apertasse menos. A menina era realmente de rosto uma copia da bela e gentil Joanna apesar de ter o orgulho dobrado os Lannisters e ego tão firme quanto o pai.

 Joanna havia sido sua mais confidente serva e amiga, até se casar com seu primo Tywin Lannister a mão do rei. Ela e Lorenza haviam sido inseparáveis e logo separadas pelo mesmo homem que tudo destruía com seu repulsivo caráter e loucura.

Quando Lorenza se retirou da corte pelos comentários maldosos de Aerys ela se sentiu culpada por não poder fazer nada caso não quisesse causar mais problemas. Quando a falta de outro filho com quem pudesse casar Rhaegar a atingiu, Joanna teve gêmeos; um casal perfeito para infelizmente atingir a raiva e inveja do seu marido.

Tudo isso resultou no que estava acontecendo. Joanna sendo humilhada, Tywin se enchendo de raiva como brasas que nunca se apagariam, Aerys sentado naquele trono deformado rindo de pessoas queimando como se risse de uma piada com os gritos dos inocentes. E ela ali quebrada, vazia e apenas existente. Apenas uma casca da bela garota que um dia foi e arrancou diversos suspiros de olhares de admiração do cavalheiro ao seu lado.

 – Ela se parece com a mãe, apenas em aparência é claro. – Bonifer Hasty disse olhando na direção que seus amigos foram.

 – é uma garota ainda, ela cresceu sem Joanna e isso é triste. – Rhaella comenta indo para perto de seu cavalo, mas acariciando seu ventre.

O homem acompanhando eles era o cavalheiro Orton Velarion, um amigo de Rhaella e Bonifer e o único que sabia de sua situação. Os olhares dos dois eram de preocupação ao olhar para o ventre já inchando da rainha que corria riscos na gravidez, mas do contrario que as aias pensavam, aquela criança não era de Aerys.

 Eles não haviam se deitado na mesma cama nos períodos de guerra e raras eram as vezes que antes disso, Aerys conseguia cumprir seu trabalho de tão fraco e desnutrido estava, ela também não poderia dizer que estava belíssima como se fosse jovem, estava velha e cansada, mas para Bonifer Hasty o seu cavalheiro das canções e que a corou como rainha do amor e da beleza, ele via a beleza em seu interior, a garota com quem ele teria dado tudo para ter casado se não fossem separados por praticamente tudo naquela época.

  – Você está bem Rhaella? – Em presença de desconhecidos ele sempre bancava o cavalheiro serio e mudo, nunca nem lhe olhava por que sabia que até um olhar poderia levar a algum ato suspeito.

 Rhaella mostrava sérios sinais da gravidez estava puxando muito mais do que ele queria. Ela andava fraca e apesar de serem os primeiros meses, ela sabia que as suspeitas iriam crescer, por isso disse que iria para pedra do dragão o mais rápido possível.

 – Sim... Mas preciso de um favor seu é muito importante.

 Bonifer assentiu sem pensar duas vezes, faria tudo por ela e sabia que se vindo de Rhaella era um assunto bem serio.

 – Tyrion Lannister ainda está na fortaleza vermelha, preciso que o tire de lá. Ele será morto se não acharem a irmã com ele.

 – O acharemos a tempo? – Perguntou Orton.

– Quero que o levem a pedra do dragão se não conseguir encontra-lo com a irmã.

 Bonifer assentiu as ordens e disse ao seu amigo que cuidasse de Rhaella no trajeto ao navio ancorado que a levaria para longe das terras da coroa e longe da guerra que se iniciava.

 Rhaella não teve coragem de ver o homem que amava se distanciar através das aguas negras daquela noite. Colocou a mão no ventre mesmo sabendo que era muito cedo de ter alguma resposta de seu pequeno ser já tão amado que ela tinha certeza que era uma menina.

  – Você tem um pai incrível Daenerys. – Ela sussurrou para o ventre o acariciando.

 



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