História Una Nuova Possibilità - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~LuCardoso

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo, Simón
Tags Drama, Romance, Sou Luna, Universo Alternativo
Exibições 138
Palavras 3.332
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá gente, desculpem a demora... Bora ler... *--*

Capítulo 5 - Capítulo 5


Me olhei pela milésima vez no espelho do quarto e bufei irritada comigo mesma. Eu já estava arrumada e a espera do Matteo desde logo depois do almoço, quando subi quase correndo para me arrumar. Ele estava vindo me buscar para me levar ao haras como combinamos ontem.

Miguel decidiu que não iria, ele disse que passaria na delegacia para ver como estavam as coisas por lá e que calmamente começaria a voltar ao trabalho. Fiquei feliz porque logo eu teria que ir para a faculdade e queria deixá-lo bem, ao menos o melhor que ele possa ficar agora.

Me sentei na cama, olhando em volta e suspirei...Já tinham algumas caixas empilhadas pelos cantos. Ontem quando Matteo e Mauricio deixaram Miguel e eu em casa e foram embora, eu aproveitei para começar a empacotar algumas coisas da Sol, hoje cedo também fiz uma boa faxina na casa e um almoço que Miguel adorou, apesar de toda nossa dor a vida precisava seguir em frente, por mais difícil que fosse.

Meu celular tocou e vi que era Lilly então não atendi, ainda não me sinto pronta para falar com ela, imagino como ela deve estar sofrendo também, mas simplesmente não dá, aqui eu vejo o quanto ela tirou de mim e por mais cruel que possa parecer ainda não consigo perdoá-la... Rejeitei a ligação e mandei uma mensagem de texto avisando apenas que estou bem e quando estiver pronta ligo para ela. Desliguei meu celular depois e o guardei.

Mesmo sabendo o quanto estava sendo estúpida me levantei novamente parando em frente ao espelho e me olhei... Estava um dia nublado e frio então eu vesti uma calça jeans, botas sem salto e uma blusa justa de mangas compridas com um casaco quente e confortável por cima. Nunca fui de me preocupar muito com minha aparência e me recriminei de estar fazendo isso justamente agora e justamente por causa do Matteo, mas eu não conseguia parar de pensar nele, não dava mais para negar, eu estou mesmo encantada por aquele garoto, mais que encantada, estou começando a me...

–Luna. – Miguel gritou lá de baixo e eu suspirei aliviada por ele ter interrompido aqueles meus pensamentos. -Matteo chegou.

–Já estou descendo, pai. – gritei de volta e depois de me olhar mais uma vez no espelho peguei minha bolsa e saí do quarto.

Desci rapidamente e Matteo estava em pé perto da porta conversando com Miguel, os dois sorriram a me ver.

–Oi. – desci os últimos degraus parando na frente dos dois.

–Está linda, Luna. – Matteo disse gentilmente. –Pronta para irmos?

–Sim, prontíssima. – sorri e abracei o Miguel fortemente. –Até mais pai, não vou demorar.

–Não se preocupe comigo, querida, se divirtam. – ele deu um beijo em minha testa. -Cuide da minha menina, Matteo.

–Pode deixar Miguel. – Matteo sorriu e abriu a porta para que eu passasse.

Logo já estávamos acomodados em seu carro e ele dirigia tranquilamente.

–Miguel parecia bem melhor agora. – Matteo quebrou o silêncio.

–Sim, ele disse que irá até a delegacia hoje, é difícil, mas a vida precisa seguir. – murmurei.

–É bem difícil... – sua voz foi só um sussurro. -Mas realmente a vida segue.

Eu quis mudar de assunto ao ver a tristeza se abatendo sobre a gente então falei qualquer coisa...

–Será que vai chover? Isso estragaria nosso passeio, né?! – olhei para as nuvens carregadas no céu cada vez mais nublado e Matteo sorriu parecendo também aliviado por mudarmos de assunto.

–Só chove mais tarde, vai dar para passearmos um pouco pelo haras.

–Não me lembro nada do haras... Vi algumas fotos no quarto da Sol e parece mesmo ser um lugar lindo. – afundei no banco e ele me olhou de soslaio.

–Eu adoro aquele lugar... Sol sempre disse que o haras é meio mágico, quando éramos criança acreditávamos mesmo nisso.

Um sorriso lindo se formou nos lábios dele e quando vi eu estava sorrindo também.

–Eu acreditava em contos de fadas. – ri, mas era verdade e ele gargalhou, o som da sua risada tomou o carro todo e meu coração deu um salto.

–Não ri assim, é sério, eu acreditava de verdade.

–Tudo bem, foi mal, mas é que pelo pouco que já nos conhecemos eu não consigo imaginar você acreditando em contos de fadas. – ele abriu a janela e um vento refrescante balançou meus cabelos.

–Isso faz muito tempo... – revirei os olhos e olhei para a paisagem que passava com rapidez diante dos meus olhos, a estrada estava vazia e Matteo dirigia mais rápido agora. -Mas eu gosto de lembrar que já fui tão inocente a ponto de acreditar em princesas, príncipes encantados, fadas, unicórnios e finais felizes.

–Uau, isso foi profundo. – ele murmurou.

–Bobo. – ri voltando a olhá-lo.

–Não, sério, foi bacana, e é verdade, todos já acreditamos em finais felizes, que o bem sempre vence o mal, enfim... Mas em algum momento da vida deixamos essas crenças se perderem.

–Nós crescemos e aí vemos que a vida não pode ser um conto de fadas, que nem sempre o bem vence o mal e não é nada fácil ter o tão sonhado final feliz. – sussurrei.

Matteo ficou quieto por uns instantes e depois sorriu.

–A conversa está ficando séria demais, vamos falar algumas bobeiras.

Não consegui segurar uma risada e ele riu comigo.

O restante da nossa curta viagem passou rapidamente e nós realmente falamos muita bobagem e rimos, mas acho que era exatamente o que estávamos precisando.

Quando chegamos no haras passei a olhar para tudo ao meu redor atentamente, era mesmo um lugar lindo e calmo.

Matteo foi diminuindo cada vez mais a velocidade do carro até parar em frente a uma casa rustica.

–Você mora aqui? – perguntei.

–Sim, eu e Mauricio. – Miguel tinha me contado que a mãe do Matteo faleceu há um tempo e que ele tinha irmã, mas as duas estavam fora fazendo faculdade e só vinham nas férias ou nos feriados mais prolongados.

Saímos do carro e logo Mauricio estava aparecendo na varanda da casa com um largo sorriso em minha direção.

–Seja bem-vinda em nosso haras. – ele veio até a mim e me abraçou.

–Obrigada Mauricio, já amei o que vi por aqui, o lugar é mesmo lindo.

–Espere até chegar na praia. – ele piscou se afastando um passo.

–É melhor irmos logo antes que comece a chover. – Matteo falou e eu assenti.

–Volte aqui antes de ir embora. – Mauricio disse.

–Pode deixar. – sorri enquanto me afastava com Matteo em direção que nos levaria a cachoeira.

Eu já podia escutar o som das aguas batendo nas rochas e uma brisa gelada, mas gostosa bagunçava meus cabelos, era tão bom.

–Eu definitivamente teria adorado crescer tão perto desse lugar. – sussurrei.

Matteo estava andando bem perto de mim, com as mãos no bolso da calça, e sorriu.

–Nisso eu tive mesmo sorte, não só pela cachoeira, mas pelo lugar em si, aqui todos se conhecem, eu nunca tive problema por brincar na rua ou ficar até tarde fora de casa, não consigo me imaginar longe daqui.

–Você não vai mesmo para a faculdade? – perguntei um pouco hesitante.

–Para a de Buenos Aires já decidi que não, era um plano meu e da Sol, acho que não consigo ir pra lá sozinho...

–Você disse que foi aceito em outras, até mesmo na mesma faculdade que fui aceita... Ainda da tempo. – eu não esperava que ele fosse para a mesma faculdade que a minha, seria bom demais para ser verdade, mas não gostava de imaginá-lo desistindo de seus sonhos.

–Eu estou pensando nisso. – ele disse simplesmente e resolvi não insistir mais no assunto.

Chegamos na cachoeira e parei olhando toda aquela beleza em nossa volta, a cachoeira estava um pouco agitada com a correnteza da agua muito mais forte que o normal, mas isso só o deixava mais lindo.

–Gosta do que vê? – Matteo perguntou parecendo mais tranquilo.

–Muito. – sorri.

–Tem muita coisa linda aqui no haras, muito lugar bacana, não da para mostrar tudo numa tarde, mas posso te levar nos lugares que mais gosto, que sua irmã mais gostava, depois você volta outro dia mais cedo, de repente damos sorte de ter um dia de sol.

–Combinado. – o olhei assentindo.

Matteo me levou para um passeio encantador pelo haras que é imenso, como estava frio e o céu ficava cada vez mais nublado não encontramos com muitas pessoas em nosso caminho, o que eu sinceramente gostei, imagino que todos aqui conheceram a Sol e não queria mais olhares e cochichos por onde eu passava.

Matteo disse que queria muito me apresentar a uns amigos, mas eles tinham ido até a cidade para um passeio e cinema, e apesar deles teremos nos convidado para irmos com eles, Matteo achou que eu preferiria vir aqui e ele estava certo, outra hora eu conheceria seus amigos, não faltaria oportunidade.

A cada lugar que íamos, cada conversa e riso eu me via mais e mais envolvida pelo Matteo, isso estava começando a fugir do controle e eu não sabia direito como lidar com essa situação, ele parecia não perceber e muito menos corresponder.

Quando chegamos em um canto afastado da cachoeira já que voltamos para lá nos sentamos em algumas pedras e Matteo me mostrou uns penhascos de onde ele costumava ir com os amigos e com a Sol para uma noite de fogueira e até mesmo acamparem. E toda vez que falava dela eu tinha mais certeza de que ele não a amava somente como amiga, e então sem conseguir mais me controlar acabei tocando no assunto.

–Matt, posso te fazer uma pergunta bem pessoal? – sussurrei sem conseguir olhá-lo.

–Claro. – ele disse e eu pude sentir seu olhar em mim, mas isso só me fez olhar mais fixamente para os penhascos ao longe.

–Você era apaixonado pela Sol?

Ele ficou em silêncio e criando coragem me virei para olhá-lo, me surpreendi ao ver que ele ainda estava me olhando intensamente.

Um sorriso brincou no canto de seus lábios e depois de suspirar pesadamente ele respondeu.

–Eu fui... Durante muito e muito tempo eu realmente fui apaixonado por ela.

–E ela? – minha voz era só um sussurro.

–Não sei, ela nunca pareceu corresponder, mas eu também nunca falei nada, nunca cheguei a tentar nada.

–Por isso você e o Simón não se dão bem? – perguntei.

–Também... – ele riu sem humor nenhum. -Acho que todo mundo via que eu era apaixonado, menos ela. Quando a Sol começou a namorar o Simón eu ainda nutria essa paixão por ela, sofri muito, mas nossa relação não mudou, ela nunca me deixou de lado e acho que por isso ele nunca me suportou.

–Miguel contou um pouco sobre isso. – murmurei.

–É... Mas depois de um tempo, pouco antes dela... – ele hesitou, mas voltou a falar. -Pouco antes dela falecer eu me dei conta de que tanto tempo guardando essa paixão dentro de mim acabou fazendo-a se acabar.

–Como assim? – dobrei as pernas apoiando minha cabeça em meu joelho e ele sorriu levemente.

–Eu tive muita expectativa por muitos anos, mas aí eu vi que ela estava feliz com o Simón, que estava apaixonada e percebi que isso não me machucava mais...

–Você não se arrepende de nunca ter falado sobre seus sentimentos com ela? Talvez ela também fosse apaixonada por você. – as palavras saíam amargas da minha boca, mas não pensei nisso.

–Por muitas vezes eu me arrependi, principalmente depois que ela se foi, mas eu e a Sol tivemos a relação que tínhamos que ter, nascemos para ser melhores amigos e fomos realmente os melhores... – ele sorriu sinceramente. -O que tivemos foi muito mais forte do que o que ela tinha com o Simón ou com qualquer outra pessoa.

Ele olhou para a cachoeira por uns instantes e depois voltou a olhar em meus olhos.

–Eu amei a Sol, por muito tempo fui realmente apaixonado por ela, mas vivemos o que tínhamos que viver e foi maravilhoso, esse era nosso destino, era essa a nossa história, então eu não me arrependo, não podia ser mais perfeito do que foi.

–Uau, isso foi lindo. – sorri.

Ele riu e depois se aproximou mais de mim.

–Porque você perguntou isso, Luna?

–Desde o começo eu tive a impressão que você era apaixonado por ela, e acho que uma parte sua aí dentro ainda é. – coloquei a mão em seu peito, sem pensar, e o calor de seu corpo me aqueceu por inteiro.

Senti seu coração acelerar sob a palma da minha mão e a afastei rapidamente.

–Desculpa. – sussurrei.

–Não, tudo bem. – ele murmurou , a expressão indecifrável. -Talvez você esteja certa, talvez uma parte minha aqui dentro ainda seja apaixonada por ela, mas eu sinto falta da Sol... minha amiga, das nossas conversas bobas e risadas idiotas, sinto falta dos momentos onde éramos simplesmente os melhores amigos um do outro, não dos momentos em que minha paixão por ela me dominava e eu precisava me controlar para ela não perceber nada.

–A amizade falava mais alto que a paixão? – sussurrei.

–É, acho que é isso. – ele sorriu. -Hoje mais do que nunca eu percebo que nossa amizade era mais importante do qualquer outra coisa.

–Desculpa fazer tantas perguntas assim. – eu tinha acreditado nele, em cada palavra e isso me deixou mais aliviada.

–Não se desculpe, sério, me fez bem falar assim, ultimamente é só com você que eu consigo realmente conversar e me sentir bem.

Desviei o olhar, no fundo eu ainda tinha o receio dele, assim como os outros, ficarem sempre vendo a Sol em mim.

–E não é porque você é idêntica ela... – ele falou parecendo ler meus pensamentos e o olhei surpresa. -O único momento em que vi a Sol em você foi quando nos vimos pela primeira vez, depois que começamos a conversar isso nunca mais aconteceu, eu juro.

–Acredito em você. – sorri, e era verdade, eu realmente acreditei nele e nada me deixou mais feliz. –E é muito bom ouvir isso.

–Não fica preocupada com isso, as pessoas por aqui vão ficar surpresas quando te verem pela primeira vez, mas é só isso, todos amavam a Sol e ela era única, assim como você é.

–Você acha que conseguiria nos diferenciar se eu tivesse crescido aqui e ela não pintasse o cabelo? – ri , uma felicidade realmente tinha me invadido ao ouvir aquilo dele.

–É claro que sim. – ele se fez de ofendido, o que só me fez rir ainda mais. -Quando você fica nervosa ou ansiosa começa a mordiscar o lábio inferior, ou então a colocar o cabelo atrás da orelha, você cora com muita facilidade, e seu sorriso é realmente lindo e contagiante, são coisas únicas suas , não tem nada a ver com a Sol, ou com qualquer outra pessoa.

Meu coração estava tão acelerado que fiquei com medo dele ouvir e acabei corando o que fez ele sorrir.

–Eu sou bem observador.

–Percebi isso. – sorri.

Ficamos nos olhando por um tempo até que começou a cair algumas gostas de chuva e Matteo se levantou me estendendo a mão.

–A chuva vai engrossar, é melhor irmos.

Assenti pegando em sua mão e corremos em direção a sua casa.

Quando entramos em sua sala já estávamos bem molhados e Mauricio nos olhou sorridente.

–A chuva acabou com o passeio né?!

–É, mas outro dia eu volto. – falei.

–De qualquer forma o passeio foi muito bom. – Matteo disse me olhando.

–Então venham fazer um lanche, quando a chuva diminuir Matteo te leva pra casa. – Mauricio foi andando para a cozinha e nós o seguimos.

Passei o resto da tarde na casa dos Balsano e nos divertimos juntos, depois do lanche a chuva estava diminuindo e eu achei melhor ir logo para casa, Miguel já deveria ter chegado da delegacia e eu não queria deixá-lo muito tempo sozinho. Mas antes de irmos Matteo pediu que eu o acompanhasse até o quarto dele por um instante porque ele queria me entregar algo então eu fui.

Seu quarto é pequeno, mas bem arrumado para o quarto de um garoto... Ele foi até uma gaveta do guarda-roupa e voltou com uma folha na mão.

–Eu não ia te entregar, fiquei meio sem jeito, mas depois de como conversamos hoje e ficamos mais próximos... Enfim, toma. – ele sorriu me entregando a folha que eu peguei e olhei ficando sem reação.

Era um desenho, um lindo desenho meu... Por um momento até pensei que era minha irmã, mas os cabelos eram da cor dos meus e não loiros como os dela.

–Você que fez?

–É, eu sempre gostei de desenhar, e não sei por que, mas ontem comecei a rabiscar e quando vi estava desenhando você, não é tão bom e nem sei por que estou te dando, mas...

–Matteo. – o interrompi e sorri. -É lindo, sério, obrigada.

–Não é nada demais. – ele passou as mãos pelos cabelos, meio envergonhado e eu me segurei para não abraçá-lo, não sei se conseguiria me contentar só com um abraço e sentia que nenhum de nós dois estava pronto para isso ainda.

Depois disso voltamos para a sala, me despedi do Mauricio e Matteo me levou pra casa, o desenho ainda estava na minha mão e eu não conseguia parar de olhá-lo.

–Luna... – Matteo disse quebrando o silêncio. -Simón te procurou?

–Como assim? – perguntei sem entender

–Ele falou que ia te procurar né?! Para conversar e ver umas coisas da Sol, ele te procurou? – ele olhava fixamente para frente.

–Ainda não. – dei de ombros. -Vocês realmente não se dão bem não é?!

–O cara sempre foi metidinho, se acha melhor que os outros, e sempre foi meio intrometido também, achei que ele fosse te procurar ontem mesmo. – ele revirou os olhos.

–Bom, ele ainda não me procurou e eu não tenho muito tempo aqui.

–Quando você vai? – ele me olhou.

–Eu quero ir uns dias antes do começo das aulas para ajeitar tudo por lá, devo ficar mais uns 15 dias no máximo aqui. – suspirei, seria difícil ir embora.

–Mas você vai voltar mesmo?! – ele perguntou.

–É claro que vou. – sorri e ele sorriu junto comigo.

Não demorou muito para chegarmos na minha casa, ainda chovia, e estava bem escuro. O carro de Miguel já estava ali, então ele realmente já estava em casa.

Matteo parou o carro e nós corremos até a varanda da minha casa.

–Quer entrar? – perguntei parando em sua frente, eu tinha guardado o desenho na bolsa para protegê-lo da chuva.

–Não posso, a chuva vai piorar e vai ficar perigoso ir embora assim.

Assenti, me lembrei que no dia do acidente que matou minha irmã estava chovendo muito, foi uma das poucas informações que tive, eu ainda não sabia com detalhes o que tinha acontecido, e não era o momento.

–Tudo bem, e obrigada por me levar até a reserva e por tudo o mais, foi um dia maravilhoso. – sorri.

–Eu que agradeço... – ele me abraçou me pegando de surpresa, mas logo retribuí ao abraço me sentindo acolhida em seus braços. -Boa noite Luna, nos vemos amanhã?

–Claro... Boa noite, Matteo.

Nos afastamos, mas continuamos a nos olhar intensamente, eu podia sentir que estava corando e Matteo sorriu acariciando meu rosto vermelho.

Meu corpo se arrepiou com a singela carícia e pude ver a respiração dele acelerar... Ele me olhou parecendo surpreso, ou assustado, mas não deixou de sorrir.

Mas a luz da sala se acendeu e escutamos passos se aproximando da porta, só podia ser Miguel, então acabamos nos afastando.

–Eu preciso ir, até amanhã. – Matteo se aproximou me dando um beijo rápido no rosto e correu de volta para o carro.

Quando Miguel abriu a porta o carro do Matteo já se afastava.

–Porque o Matteo não entrou? – Miguel perguntou me assustando, eu estava tão focada no Matteo.

–Por causa da chuva, ele achou melhor ir logo. – dei de ombros e me virei dando um beijo no rosto dele e entrei em casa sem conseguir parar de sorrir. Meu coração ainda estava acelerado e eu ainda podia sentir um calor gostoso em meu rosto onde ele tinha acariciado.


Notas Finais


Momentos lindos essa visita ao haras... Próximo capítulo,grandes revelações. Tentarei postar amanhã a noite. Bjs e comentem *--*


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