História (un)break my heart - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, D.O
Tags ?2concursoexofanfics?, Comedia, Dtehospital, Fluff, Soobaek
Exibições 95
Palavras 5.772
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


[ NÃO SEI O QUE ESTOU FAZENDO ]

Capítulo 1 - Capítulo Único


Não sentia mais sua bochecha. Sabia que em algum momento havia reclamado da pressão sobre o cotovelo, mas isso não importava. Tudo era um borrão azul e branco, e cada vez mais o barulho ao seu redor ficava mais distante. Podia ouvir que alguém o chamava, mas ainda estava longe, podia deixar-se fechar os olhos por mais alguns instantes antes de responder. Queria muito fechar os olhos, mas seu ombro fora sacudido e precisava recobrar os sentidos rapidamente, antes que o copo de café em sua mão fosse derrubado no chão.

 

–Dr. Do, estão te chamando no pediátrico. –Uma enfermeira disse, mostrando o telefone amarelado em sua mão, entregando-o para Kyungsoo que mal conseguia levantar o braço cansado, que antes sustentava sua cabeça.

Ao colocar o telefone no ouvido, sabia que se arrependeria. Deveria ter adivinhado antes, é claro, não o chamariam no andar pediátrico a não ser que fosse uma emergência, ou a não ser que fosse ele.

 

–Enfermeiro Byun, o senhor acaba de roubar segundos preciosos do meu sono. –Resmungou ao telefone, levantando-se em seguida do banco alto da cafeteria. –Se isso não for uma emergência, por favor me incomode em outra hora. –Continuou, tentando ainda recobrar a consciência plena e abrir os olhos pesados. Sabia que seu turno ainda estava pela metade, mas não havia muito que pudesse fazer para evitar o cansaço crônico que o perseguia desde seus dias de residente.

 

Ouviu em silêncio enquanto o enfermeiro de dois andares acima do que estava naquele momento tagarelava algo sobre uma festa de aniversário que Kyungsoo sinceramente não prestou muita atenção. A mera ideia de precisar sair de casa, e ir para uma festa fora do trabalho, mas com seus colegas, fazia um frio mortal correr sua espinha. Não era por não gostar de vê-los, mas por tanto o fazer, estava cansado de suas caras.

 

–Prometo que vou tentar, mas não posso prometer nada além disso. –Assim que Baekhyun parou para respirar, entre toda sua “falação” exagerada, e isso cortou seu tempo de discurso pela metade. Sabia que o enfermeiro insistiria naquela ideia, mas, pelo menos, naquele instante poderia salvar alguns segundos de seus ouvidos.

 

Ao cortar o assunto de seu colega de trabalho e desligar o telefone abruptamente, sabia que havia assinado uma sentença que o condenava a mensagens intermitentes no celular por pelos próximos três dias, pelo menos.

 

 

Quando Kyungsoo escolheu o campo da medicina para trabalhar, não havia pensado em dinheiro ou fama. Queria ajudar pessoas que haviam passado pelo que seus avós passaram, queria garantir que outras pessoas poderiam ser bem tratadas como eles foram, e que mais médicos como o que tratou deles existissem. Todos os bônus, o dinheiro, renome, e um prédio em uma faculdade em Busan com seu nome, vieram por seu esforço. Kyungsoo nunca foi atrás disso.

Seus colegas viam isso claramente. Ainda dirigia o mesmo carro simples, e ainda morava na casa que havia sido deixada para si por seus pais, antes que eles se mudassem para uma cidade mais calma.

 

–Doutor Do, os exames da Senhora Min estão prontos, assim que o senhor quiser dar uma olhada... –Uma das enfermeiras, Miyong, comentou enquanto se sentava ao lado do médico que terminava seu segundo cappuccino naquele fim de tarde. Kyungsoo apenas assentiu com a cabeça, como quem dizia que olharia assim que possível e voltou a encarar seu café.

–O senhor vai na festa ? –Ela continuou a falar, e Kyungsoo realmente esperava que ela não o fizesse. Queria muito poder aproveitar aquele tempo raro para não falar com ninguém, mas isso era quase impossível.

 

–O aniversário é de quem? –Questionou, puxando o telefone do bolso das calças azuis e abrindo sua agenda. Secretamente, Kyungsoo sabia que não havia anotado nada ali, mas dependendo da resposta de Miyong, poderia inventar algum compromisso inadiável. Ninguém suspeitaria.

 

–Do enfermeiro Byun. –Ela continuou, e não deixou de notar como Kyungsoo puxou o ar rapidamente para dentro dos pulmões, como quem havia levado um susto. –Ele estava tão animado para te contar sobre isso, ele nem comentou que era o próprio aniversário? –Ela disse em tom leve, quase brincalhão.

 

–É-é claro que disse. –Kyungsoo comentou, guardando o celular logo em seguida. Era impossível, inventar uma desculpa para faltar àquele compromisso. E ainda mais queria se dar alguns tapas na cara, por lembrar que havia dito apenas que iria “tentar” aparecer. Isso não é coisa que se fale, para seu melhor amigo de infância.

 

–Doutor Do, não se preocupe se você esqueceu. –Minyoung sussurrou, segurando delicadamente no antebraço do médico, como quem o reassegurasse de que não precisava entrar em pânico. –Todos nós sabemos que essas coisas escapam das nossas cabeças com muito mais facilidade. –Continuou a falar, colocando sua xícara de café sobre o balcão. –Vai ser amanhã, por volta das sete horas da noite. Ele sabe que você vai estar no turno da manhã e estará de folga no domingo, então não tem escapatória. –Brincou, dando dois tapas leves no braço de Kyungsoo.

 

Ir à festa não seria um problema, com certeza. O que Kyungsoo estava preocupado naquele instante, era em como podia ter esquecido o aniversário de seu melhor amigo. Tinha certeza que Baekhyun jamais esqueceria seu aniversário, por mais confusa que estivesse sua vida, e aquilo o fazia sentir-se ainda pior.

 

 

Não era tão comum que se encontrassem, por mais incrível que pudesse parecer. Kyungsoo transitava por todo o hospital, como cirurgião geral, e Baekhyun era especializado em pediatria. De vez em quando, muito raramente, Kyungsoo tratava pessoalmente de algum pequeno paciente. Muitos médicos especializados no tratamento de crianças pediam seus conselhos, de vez em quando. Porém, Kyungsoo encontrava dificuldade em ir naquela área do hospital. Como tantos outros médicos e enfermeiros, não conseguiam tão bem encarar que crianças que nada fizeram, eram encaradas pela vida com situações que colocavam sua saúde e felicidade em risco.

 

 

Kyungsoo sempre admirou Baekhyun por isso. A forma como tratava crianças com os níveis mais avançados de cânceres, doenças que carregariam para toda a vida ou casos passageiros, mas extremamente desgastantes. Muitos dos enfermeiros e médicos eram vistos chorando, escondidos em partes do hospital, nas escadas ou banheiros, depois de uma sessão direta com alguns de seus pacientes, mas Baekhyun não.

Ninguém poderia dizer que alguma vez viu-o chorar. Apesar de mostrar-se extremamente abalado quando perdia algum dos que chamava de “anjinhos”, ele sempre era o que confortava, que ouvia as tristezas dos médicos e pais. Nunca era ele o que precisava ser confortado.

 

 

 

Antes de ir embora, Kyungsoo subiu alguns andares e foi até o setor pediátrico, e não foi preciso procurar muito para encontrá-lo. Estava em um dos quartos particulares, conversando muito animado com um dos pacientes. Ao ver aquela cena, Kyungsoo já sentia-se engasgado. Era tarde, e Baekhyun com certeza havia perdido o último trem enquanto conversava com aquele pequeno rapaz. Ambos tinham grandes sorrisos nos rostos e histórias que pareciam não ter fim, para contar.

 

–Desculpe interromper... –O cirurgião deu curtas batidas na porta do quarto privativo, e ambos olharam em sua direção, interrompendo todo o assunto que pudessem ter. –Eu estou indo, quer carona? –Ofereceu ao amigo que levantou-se da cama de seu paciente, e despediu-se dele com a promessa de voltar no dia seguinte para terminarem aquela conversa.

 

Por mais incrível que pudesse parecer, Baekhyun ficou em silêncio em todo o caminho, desde o vestiário até o carro. Era raro, extremamente raro, que ele conseguisse passar cinco minutos em silêncio, quanto mais meia hora. Já estavam sentados no carro compacto de Kyungsoo, com cintos no lugar e o motor ligado para esquentar o interior do carro gelado, quando resolveram olhar um para o outro, enfim.

 

–Eu vou. –Kyungsoo disse, com meio sorriso, e uma das mãos no volante, enquanto a outra tocava sutilmente o joelho de seu amigo. Os olhos de Baekhyun pareceram criarnova luz com aquelas duas curtas palavras, carregadas de significado. Parecia até mesmo tentar segurar um sorriso enorme, enquanto olhava para baixo, agarrado em sua bolsa tiracolo.

O resto da viagem não foi silenciosa. Baekhyun contou sobre seu dia durante todo o trajeto para seu pequeno apartamento em um bairro de classe média. Contou como havia assistido uma criança que quebrou um dos braços ao cair de uma árvore, para tentar resgatar seu gato (que saiu ileso), e outra que estava com uma alergia forte ao pólen das flores que o pai havia dado à mãe no aniversário de casamento.

 

Kyungsoo gostava de ouvir cada uma daquelas histórias, mesmo que não guardasse em sua memória a grande maioria daquelas situações e causos, Kyungsoo sentia-se bem em ouvir a animação de Baekhyun ao contar sobre seu dia, tudo que viu e viveu.

 

Ao chegar em casa, cansado de mais um dia de trabalho intenso, não sentia nem mesmo os braços e pernas. Precisava dormir, e descansar por, pelo menos, algumas mais horas, para que pudesse voltar em breve para mais um dia de trabalho intenso.

 

 

Foi acordado no começo da manhã, pelo toque insistente de seu celular e a luz dele brilhando em seu rosto. Era cedo demais, o sol nem mesmo havia nascido, e já precisava acordar.

Percebendo que o que tocava, não era seu despertador de sempre, mas sim uma ligação, rapidamente tentou atendê-la, mesmo que seu corpo ainda não respondesse propriamente aos comandos de seu cérebro.

 

–Kyungsoo? –Do outro lado da linha Junmyeon o chamava e isso nunca era boa coisa. –Desculpa te acordar, mas precisamos da sua opinião em um c aso. –Continuou a falar, e enquanto Kyungsoo equilibrava o telefone entre a orelha e ombro, começava a tatear o chão de seu quarto (que precisava ser arrumado urgentemente) até encontrar seu computador portátil debaixo de uma pilha de roupas. –Estou te enviando os arquivos, se você puder olhar e dar uma nova luz, todos vamos agradecer.

 

Com o computador iniciado, Kyungsoo abriu seu e-mail o mais rápido que podia e então as mensagens de Junmyeon. O que viu em seguida era tão inesperável quanto sutilmente desagradável.

 

–O que é isso Junmyeon? –Resmungou ao telefone enquanto o colocava em viva voz, jogado sobre a cama.

 

–Isso são as opções de presente dos cirurgiões pro enfermeiro Byun. –Junmyeon continuou, com a voz em meio uma risada abafada e de certo, com muitas outras se segurando ao fundo.

 

–Quantos bufões estão aí com você, pra me acordar nessa hora maldita da noite? –Continuou a falar, olhando as fotos de relógios, livros e até mesmo algemas. Kyungsoo não estava certo, se queria saber ou não o motivo de algemas estarem entre a lista de opções de presentes para Baekhyun.

 

–Muitos palhaços estão aqui, minados por café ruim do terceiro andar, agora por favor... –Junmyeon continuou. –Estávamos em dúvidas entre aquela edição dos clássicos da Barnes and Noble's de Gray's Anatomy ou o box da última temporada de Grey's Anatomy.

 

Kyungsoo deu uma última revisada pela lista de presentes que havia sido enviada, e fechou o computador em seguida, enquanto passava uma das mãos pelos cabelos.

 

–Por mais que eu tenha certeza que Baekhyun detestaria ver McDreamy morrer mais uma vez, ele já tem o livro da Barnes and Noble's, eu dei pra ele no natal. –Continuou a falar, deitando mais uma vez em sua cama. –Agora, será que eu posso dormir mais um pouco? Eu tenho que trabalhar daqui a … –Parou para olhar o relógio na cabeceira. –Três horas.

 

Kyungsoo bufou entre as risadas de seus colegas no plantão noturno, sabendo que não seria capaz de dormir quase nada, já que precisaria estar de pé em uma hora e meia. Mesmo assim, permitiu-se cochilar durante esse tempo, e tentar armazenar o máximo possível de horas de sono em seu sistema, já que no dia seguinte ficaria ainda mais tempo fora de casa e longe de sua cama quentinha.

 

 

 

–Junmyeon reclamou que você foi muito grosso com ele hoje na troca de turno. –Baekhyun comentou, enquanto se sentava ao lado do amigo durante o almoço na cantina do hospital.

 

–Te contar que ele me acordou no meio da noite por nada, isso ele não conta. –O outro resmungou, antes de enfiar uma colherada de arroz na boca com raiva. Mal havia sido capaz de dormir, isso só piorava seu mau-humor de costume.

 

–Espero que você não leve essa cara rabugenta pro meu aniversário. –Baekhyun comentou, tirando do bolso seu celular e colocando sobre a mesa ao lado do prato de comida. –Mas espero que traga aquele relógio bonito que eu te pedi ano passado... –Brincou, piscando para o amigo que prendeu o olhar fixamente no outro por alguns segundos.

 

Kyungsoo não havia comprado nada para Baekhyun.

 

–Você não comprou nada pra mim... –O enfermeiro cerrou os olhos e abriu um sorriso torto. –Depois de todos esses anos, e eu te dei um umidificador caríssimo no seu aniversário! Doutor Do, que vergonha. Você não comprou nada pra mim. –Continuou, colocando uma dose extra de drama em suas palavras, além de encenar bem seu desespero, com direito a lágrimas falsas criadas com a água em seu copo.

 

–Não é nada disso. –Kyungsoo tentou remediar o problema, deixando seus talheres de lado enquanto virava o corpo de frente para Baekhyun. –É só que... –Tentou continuar, mas o amigo já tinha no rosto o sorriso bobo de sempre, e Kyungsoo sabia que ele não ia se importar se ele esquecesse o presente. Baekhyun era assim, sempre.

 

–Se você aparecer na minha festa, já vai ser o melhor presente que você poderia me dar. –O outro comentou, segurando a mão de Kyungsoo sobre seu joelho, e sorrindo de forma mais delicada. –E se quiser trazer aqueles CDs da Beyoncé que você esconde de mim quando eu vou na sua casa, eu aceito também. –Brincou, fazendo Kyungsoo rir logo em seguida.

 

Estava encarando o prontuário de um de seus pacientes, tudo estava bem, no prontuário. Em sua cabeça continuava a correr a ideia de que talvez realmente precisasse comprar algo para Baekhyun. Entretanto, quanto mais o cirurgião pensava naquela ideia, mais complicada parecia. Baekhyun nunca foi alguém fácil de se agradar, ainda mais quanto a presentes de natal ou aniversário.

Chegou a cogitar comprar o relógio que ele havia falado, mas não era a melhor das ideias. Não somente pelo objeto custar uma pequena fortuna (que, para ser sincero, Kyungsoo tinha para gastar), mas por nunca ter visto Baekhyun usando qualquer acessório além do colar que Kyungsoo havia comprado para os dois em uma das viagens que fizeram com seu grupo de faculdade. Eram fios simples, com um cristal pendurado na ponta. Baekhyun nunca tirava aquele colar, nem mesmo durante o trabalho.

 

 

Antes que pudesse dar-se conta, seu turno estava quase acabando e a festa de Baekhyun estava mais próxima. Ao entrar na área em comum de médicos e enfermeiros, alguns colegas e trabalho conversavam de forma animada com Baekhyun enquanto outros descansavam ou procuravam algo para que pudessem comer. Kyungsoo tentou manter-se o mais discreto possível enquanto pegava um copo de café quente e uma barra de granola, para esticar as pernas no sofá, mas seu esforço mostrou-se inutil assim que Baekhyun o avistou.

 

Levando os dois colegas até Kyungsoo, que recusava-se a levantar do sofá, sentou-se ao seu lado com um grande sorriso no rosto.

 

Kyungsoo, vamos sair daqui juntos? Não quero te perder de vista até a festa, ou é capaz de você não ir lá! –Brincou, segurando o braço do amigo com força e rindo. Era incrível como naquela hora, fim da tarde, Baekhyun ainda estava tão enérgico.

 

–Não vai dar, vou passar em casa pra tomar banho antes de ir. –Comentou, tentando fazer o amigo se desgarrar de seu braço para que pudesse comer em paz.

 

–Péssima ideia, toma banho lá em casa. –Baekhyun insistiu, mas desistiu logo em seguida, ao perceber o olhar de canto de Kyungsoo. –Bem, em outras notícias, quero apresentar você ao novo enfermeiro do meu setor. –Esticou o braço e puxou o rapaz de cabelos castanhos e sorriso tímido, para mais perto de si. –Esse aqui é Kim Jongin, ele vai ficar no pediátrico por enquanto. Mas diz ele que sooonha em trabalhar com emergência. Por favor, tire essa ideia maluca da cabela dele. –Continuou a brincar, enquanto Jongin sentava-se na mesa de centro.

 

–Adoraria poder te convencer a continuar com Baekhyun no pediátrico, mas eu claramente tenho um fraco pelo meu setor. –Kyungsoo brincou, estendendo a mão para apertar a de Jongin que ainda parecia receoso.

 

–Jongin, você vem hoje pra festa né? Vai ser ótimo pra você conhecer e se enturmar com o pessoal. –Continuou a falar, mal deixando brecha para o novato respirar.

 

–Byun, você está sufocando o menino. –Kyungsoo brincou, soltando uma curta risada em um tom baixo. O cirurgião falhou em notar o olhar que seu amigo deu em sua direção, diferente do tom leve que tinha até o momento, mas ainda assim, indecifrável. Com certeza não estava com raiva, mas não estava brincando. –Mas eu concordo com Baekhyun, você deveria ir pra festa. Vai conhecer todo mundo de verdade de uma vez, sem essas nossas caras de cansados. –Continuou, recostando contra o sofá enquanto bebia seu café puro.

 

 

Kyungsoo manteve-se em silêncio enquanto Baekhyun e Jongin conversavam, o mais novo com tom de voz infinitamente mais baixo, aos poucos soltava-se, empurrado pela animação constante de seu melhor amigo. Sorria contra a borda de seu copo de café, enquanto observava a interação entre os dois. Baekhyun tinha uma espécie de poder mágico, que transformava até o mais tímidos dos homens em alguém comunicativo. Em segundos, o enfermeiro já sabia de toda a vida do antes estranho, e já considerava-o um amigo.

 

 

 

 

 

 

Talvez devesse ter pensado em algo melhor do que algumas flores que pegou no caminho para casa e um cachorro de pelúcia. Com certeza, depois de se encarar no espelho do elevador da casa de Baekhyun, segurando o cachorro com um laçarote no pescoço e as flores um pouco caídas. Poderia dizer para Baekhyun que era apenas um presente provisório, que o que ele realmente pretendia dar, ainda não havia chegado por correio. Era um bom plano.

 

Não esperava que ao bater à porta da casa de seu amigo, ela fosse ser atendida por Chanyeol. E como Chanyeol parecia diferente fora do trabalho. Kyungsoo não tinha costume de ver seus colegas fora do hospital, além de Baekhyun, é claro.

 

–Finalmente! –O enfermeiro mais alto do hospital exclamou, puxando Kyungsoo para dentro do muito agitado apartamento. Não pensava que seriam tantas pessoas, mal conseguia contar quantas estavam lotando a sala de Baekhyun e mais ainda pareciam sair da cozinha. –Ele está na cozinha! –Chanyeol gritou em seu ouvido, e o empurrou gentilmente para frente.

 

Logo avistou o amigo, encostado contra o balcão, rindo de alguma coisa que Miyoung parecia ter dito. Kyungsoo sentiu-se extremamente bem-vestido, para uma festa que era completamente informal. Sabia que deveria ter optado por uma camiseta qualquer, invés de uma camisa social e jeans preto. Esperou de forma hesitante, ainda perto da porta da cozinha, até que Baekhyun olhasse em sua direção.

 

Quando olhares chocaram-se, era como se todo o mundo ficasse em silêncio. Miyoung continuava a falar, mas pelo olhar de Baekhyun e suas bochechas levemente coradas por conta da bebida, ele não estava ouvindo nem uma palavra. Assim que a enfermeira reparou no silêncio do outro, afastou-se discretamente, até que apenas Kyungsoo e Baekhyun estivessem olhando um para o outro e nada mais.

 

 

–Você veio. –Baekhyun murmurou, após aproximar-se do outro, segurando a manga de sua camisa delicadamente.

 

–Eu disse que viria. –Kyungsoo respondeu, esticando uma das mãos para que Baekhyun pegasse os presentes que havia trazido para ele. –Me desculpa, mas seu presente ainda não chegou pelo correio. –Comentou, usando de seu plano que havia bolado durante a viagem de elevador.

 

–Sei… –Comentou, com uma leve risada, segurando as flores e o cão de pelúcia contra o peito. –Mas eu fico feliz só com isso. De verdade. –Baekhyun continuou, ainda deslizando os dedos delicados pelo braço de Kyungsoo. –Ia ficar mais ainda se você…

 

 

Kyungsoo realmente queria saber o que Baekhyun estava prestes a dizer, mas seria impossível, enquanto Chanyeol e uma comitiva inteira entrava pela cozinha, fazendo a limpa na geladeira do enfermeiro que precisou escusar-se antes que todos aqueles ogros acabassem com todo seu estoque de iogurte.

Não pensou que seria tão difícil voltar a falar com Baekhyun, mas passar por uma pequena multidão que só parecia crescer, se tornava uma tarefa cada vez mais árdua.

 

Era meia-noite, ao menos era o que seu relógio de quartzo suíço, dizia com seus ponteiros cansados. Estava jogado no sofá quente, onde ninguém escolhia sentar, todos preferiam conversar, dançar e se divertir, mas Kyungsoo preferia sentar e observar, no seu próprio silêncio, com uma garrafa de cerveja na mão.

 

–Cansado? –A voz veio seguida do afundar do sofá ao seu lado, e um braço jogado por trás de seu corpo, apoiado nas costas do assento. Jongin tinha um sorriso bobo no rosto, um perfume doce, mas não daqueles que incomodava.

 

–Um nível normal de cansaço. –Kyungsoo respondeu, abaixando os olhos quando sentiu-o aproximar-se ainda mais um pouco. Jongin era pouco mais alto, mas se fazia tão imponente sobre si.

 

–Preciso te confessar uma coisa. –O mais novo sussurrou, aproximando-se ainda mais de Kyungsoo, seus lábios perto do ouvido, e a mão apoiada no sofá deslizava até tocar o ombro.

 

Algo dizia para Kyungsoo se afastar, mas algo ainda mais sedutor dizia para continuar naquele lugar. Seus olhos estavam baixos, enquanto Jongin em seu ouvido sussurrava sobre sua atração instantânea, sobre a vontade de conhecê-lo melhor. Tudo aquilo soava ótimo, fazia muito tempo que Kyungsoo não ouvia algo do tipo. Não era fácil para um médico se relacionar, era difícil pedir para qualquer um, acompanhar seus horários malucos e humor inconstante. Preferia, obviamente, relacionar-se com alguém da mesma área de trabalho, mas, mesmo assim, era surpreendentemente difícil.

 

Com certeza, todas aquelas palavras sussurradas em seu ouvido, o agradavam demais, mas o olhar encontrado no meio de tanta gente dançante, o olhar de Baekhyun, segurando o cachorro de pelúcia em uma mão e um copo de cerveja em outra, transformou todas aquelas palavras em um pesadelo.

 

Se lembraria em outro momento de pedir desculpas para Jongin, quando levantou-se do nada e saiu atrás de Baekhyun que foi em direção do banheiro de seu quarto.

 

Conseguiu chegar a tempo, antes que ele pudesse trancar a porta, e só então trancou-se com ele lá dentro.

 

Não sabia o motivo, de estar trancado no banheiro de Baekhyun, com o próprio, que ainda segurava o cão de pelúcia e balbuciava muito que Kyungsoo não conseguia entender. Tinha as costas contra a porta, e o enfermeiro andava de um lado para o outro, passando uma das mãos pelos cabelos e gesticulando para si mesmo.

 

–Baek… –Kyungsoo murmurou, mas o outro levantou um dedo em sua direção, como se o mandasse continuar calado.

 

O enfermeiro sentou-se sobre a pia, deixando o presente ao seu lado, mas ainda com uma das mãos apoiadas sobre ele.

 

–Sabe o que me deixa irritado? –Baekhyun começou a falar, com uma das mãos contra o rosto. –O que me deixa irritado, é que eu dei todos os sinais. Desde a faculdade. –Continuou, e virou o rosto para Kyungsoo. Estava completamente vermelho, com olhos cheios d’água. –Desde a faculdade Do Kyungsoo! –Esbravejou, dando um soco na pia de mármore.

 

Kyungsoo não sabia o que fazer. Era claro que Baekhyun estava alterado, e muito vermelho. Entretanto, ainda parecia sóbrio o suficiente para dizer o que pensava, e saber o que estava a falar.

 

–Eu te dou presentes, eu te ligo todos os dias, cara… Até sua mãe já percebeu. Ela até me perguntou se a gente estava junto no jantar de natal do ano passado! –Um rolo de papel higiênico foi atirado logo em seguida, na direção de Kyungsoo que quase não foi capaz de desviar. –E o que é que eu ganho em troca? –Continuou a jogar tudo que fosse macio, na direção de Kyungsoo. –Eu ganho você e o enfermeiro novato se esfregando no meu sofá! No meu aniversário! –Baekhyun estava de pé, e segurava o presente que Kyungsoo havia dado de presente naquele dia. O segurava no ar, prestes a atirá-lo na direção do cirurgião que já se encolhia esperando pelo impacto que nunca veio.

 

Invés de continuar a gritar, Baekhyun começou a soluçar. Com uma das mãos contra o peito e outra contra o rosto, tentando apagar todas as lágrimas que caíam.

 

Ninguém nunca havia visto Baekhyun chorar, nem mesmo ficar irritado, descontrolado. Ninguém além de Kyungsoo. Naquele momento, muita coisa parecia acontecer ao mesmo tempo. Ainda estava um pouco tonto, confuso, teria Baekhyun realmente confessado ter sentimentos por si naquele momento?

 

Naturalmente, não era uma tarefa fácil consolar alguém que estava chorando desesperadamente a sua frente, quando aquela pessoa era alguém que ainda mais naturalmente não chorava. Deveria perguntar se ele precisava de um copo d’água? De lenços de papel (como aqueles que haviam sido jogados em sua direção segundos atrás)? Ou talvez precisasse de um abraço? Definitivamente, Baekhyun não precisava de um abraço.

 

–Eu não aguento mais isso! Não aguento mais essa dor no meu peito o tempo todo!–Baekhyun continuou a gritar, com uma das mãos contra o peito, apertando com força o suéter bege que usava, combinando com sua cor de cabelo.

 

Kyungsoo desencostou-se da porta por um mísero segundo, para tentar chegar até Baekhyun, mesmo sem saber o que fazer ao alcançá-lo. O que não esperava, era que logo que deixasse de se apoiar na porta, entrasse por ela Chanyeol. O enfermeiro cujas orelhas estavam vermelhas, e semblante denunciava sua completa embriaguez, arrastava para dentro do banheiro mais outros dois colegas, que pareciam prestes a vomitar todo o almoço ligeiramente indigesto da cantina.

Baekhyun olhava para eles com horror, mas em silêncio. Com lágrimas a manchar suas bochechas coradas, nariz avermelhado e lábios trêmulos, segurava com ainda mais força o peito. Não seria capaz de continuar aquela conversa ali.

 

O ar faltava em seus pulmões, e o peito doía como nunca antes. Uma das mãos agarrou-se instintivamente no braço de Kyungsoo que o olhava com grandes olhos perdidos. Os joelhos fraquejavam, a dor era insuportável. Os sintomas eram claros, havia estudado várias vezes. A dor no peito, a falta de ar, visão tornando-se negra. Estava a ter um infarto, sem nem mesmo poder se declarar completamente.

 

 

 

Kyungsoo nunca pensou que estaria tão desesperado por alguém. Sempre pensou que, mesmo que fosse um amigo ou familiar, em caso de emergência, seria capaz de manter sua compostura. Como cirurgião, que muitas vezes atuava em situações de emergência, nunca pensou que seu pânico seria tão grande. Aquela casa estava cheia de médicos, poderia ter pedido ajuda para qualquer um deles, mas ao invés disso, fez a maior loucura de sua vida.

Antes que pudesse dar-se conta, tinha Baekhyun deitado no banco de trás de seu carro, com a cabeça apoiada no colo de Jongdae, um colega cirurgião, e provavelmente a outra única pessoa minimamente sóbria para ajudá-lo e monitorar as funções vitais do enfermeiro.

 

Chegando no hospital, Junmyeon já o esperava com uma maca, e mais uma novidade foi aprendida. Sempre fora ele a entrar pela porta da emergência com corpos precisando passar por cirurgias complicadas. Mesmo com seus avós, nunca precisou esperar daquele lado, olhando para a porta e esperando pelo melhor, mesmo sem muitas expectativas.

 

Estava sentado na sala de espera, com um copo de café frio entre as mãos e dois colegas de plantão ao seu lado, insistindo que tudo ficaria bem, que Baekhyun era forte e não desistiria daquela forma. Esperou por uma longa hora, não que ele estivesse a contar, até que Junmyeon voltasse pela porta e sem muitas palavras, pedisse para que Kyungsoo o acompanhasse.

Os passos pesados passaram pelo corredor em silêncio, a mão ligeiramente trêmula empurrou a porta do quarto, onde Baekhyun descansava pacificamente.

 

–O que aconteceu? –Kyungsoo sussurrou, mas Junmyeon já não estava mais aonde pudesse ser visto. Enquanto o procurava com o olhar pelo corredor, ouviu Baekhyun resmungar dentro do quarto. Quando virou-se estava se sentando sobre a cama, completamente sonolento e pálido.

Antes que pudesse falar qualquer coisa, Kyungsoo sentou-se ao lado do amigo, passava o polegar pelas costas da mão de Baekhyun enquanto a segurava, olhando para seu rosto de perto. Naquele momento o enfermeiro parecia tão pequeno, tão frágil.

 

–Junmyeon disse que pode ser miocardite, eles vão fazer testes. –Baekhyun murmurou, esfregando os olhos com a outra mão. –Me desculpa pelo meu ataque… –Continuou com a voz baixa, sem olhar na direção de Kyungsoo, cabeça baixa e ombros caídos.

 

Nunca havia visto Baekhyun daquela forma, triste, inseguro, cabisbaixo. Era a primeira vez, e sinceramente, esperava ser a última.

 

–Muita coisa tem acontecido no hospital, e eu acho que descontei em você. –Continuou a falar, segurando delicadamente a mão de Kyungsoo. –Perdi um dos meus pequenos na semana passada, e foi complicado. Sempre é complicado, mas sei lá… Foi mais difícil de lidar dessa vez. –Deu de ombros, tentando afastar os próprios pensamentos ruins. –Acho que tenho cuidado mal de mim…

 

Os olhos de Baekhyun levantaram-se lentamente, para encontrarem os de Kyungsoo tão perto.

 

–Eu vou estar aqui pra você, como sempre estive. –Ele sussurrou, levando a outra mão para o rosto do enfermeiro, sentindo a pele quente contra a palma de sua mão. –E se você quiser que eu esteja aqui, mais ainda, eu vou. –Acariciou o rosto delicado do outro, deixando-se prender pelo olhar em sua direção.

 

Kyungsoo pôde ouvir quando Baekhyun engoliu a seco, antes de inclinar-se para frente, sem pressa, até que seus lábios tão delicadamente desenhados encontrassem os do cirurgião. Até aquele instante, Kyungsoo não havia se dado conta, do quanto esperou por aquele momento.

Ao separarem-se lentamente, voltaram a trocar olhares brilhantes, e pequenos sorrisos preocupados com o futuro.

 

–Eu vou fazer questão de supervisionar todo seu tratamento. –Kyungsoo disse, levantando-se logo em seguida, andou até o pé da cama, onde retirou o prontuário médico.

 

–E-então… S-sobre isso… –Baekhyun comentou, empurrando as cobertas da cama para longe das pernas e levantando-se.

 

Quando aproximou-se de Kyungsoo, tentando retirar o prontuário das mãos do médico, era tarde demais. As sobrancelhas franzidas, lábio preso entre os dentes e olhos compenetrados a ler o que dizia na prancheta em suas mãos, fizeram Baekhyun revirar os olhos e se afastar lentamente.

 

–Olha, eu sei que o que eu fiz foi errado, mas me escuta… –O enfermeiro colocou as mãos ligeiramente esticadas a frente do corpo, como se quisesse criar uma pequena barreira entre ele e Kyungsoo, cujo olhar feroz virou-se para o amigo assim que terminou sua leitura. –Eu não tive escolha! O Chanyeol ia me interromper de novo, e ia acabar nunca te contando! –Continuou a falar, tentando escapar de Kyungsoo que andava em sua direção, com dentes cerrados, rosto vermelho e prancheta em mãos.

 

–Gases?! –Kyungsoo esbravejou, sendo interrompido por Baekhyun que chiava e pedia que ele mantivesse o tom de voz baixo. –Baekhyun, eu quase morri de preocupação achando que você teve um ataque cardíaco, e você só estava com gases?! –Continuou a esbravejar, com o menor volume possível em sua voz.

 

O enfermeiro tinha as duas mãos contra o peito de Kyungsoo, o empurrando delicadamente, já completamente encurralado contra a parede.

 

–Eu realmente pensei que estava morrendo! –Baekhyun tentou se defender, mas Kyungsoo estava claramente fumegando de raiva. –Você não tem ideia de como essa dor é forte, sério. Me lembre de nunca mais comer os tacos que o Chanyeol faz, aquilo é uma bomba! –Tentou parecer engraçado, mas pelo olhar ainda firme de Kyungsoo, não parecia ter surtido qualquer efeito. –Por favor não me mata… –Sussurrou, fechando os olhos com força e esperando pelo pior.

Baekhyun soltou um curto gritinho ao sentir a mão de Kyungsoo segurar seu rosto, apertando levemente as bochechas. O corpo completamente tenso relaxou em um segundo, quando sentiu os lábios do médico contra os seus mais uma vez. Ao abrir os olhos, ele continuava com o rosto próximo ao seu, mas parecia muito mais relaxado, de fato.

 

–Da próxima vez que você fizer isso comigo, eu faço questão de declarar sua morte e doar todos os seus órgãos. –Kyungsoo murmurou, ainda segurando o rosto do outro, e Baekhyun jamais saberia explicar por qual motivo aquele tom de voz e a mais estranha ameaça que ouviu em toda sua vida, o havia deixado tão excitado.

 

 

 

–Desculpa interromper. –Junmyeon entrou no quarto, colocando sobre a mesa ao lado da cama um pote com alguns remédios. –Não sei como esse plano maluco do Baekhyun funcionou, mas se funcionou, graças a deus que funcionou. –O médico continuou, como quem tentasse desesperadamente segurar uma boa risada. –Toma isso que eu deixei aí e amanhã você estará novinho em folha. E por favor, tente não gastar meu tempo desse jeito. A gente estava assistindo aquela temporada de ER com o George Clooney na sala de descanso e você interrompeu tudo.

 

Antes que Kyungsoo ou Baekhyun pudessem responder, Junmyeon escapou pelo corredor e deixou-os sozinhos mais uma vez.

 

–Chanyeol disse que estão terminando de arrumar tudo na sua casa, você pode ir descansar lá. –Kyungsoo comentou, enquanto deslizava as pontas dos dedos pelos cabelos de Baekhyun. –Eu até convidaria você pra dormir na minha casa, mas não quero empestear o ambiente. –Brincou, abrindo um grande sorriso, enquanto Baekhyun fazia uma careta desgostosa.

 

–Tudo bem, mas quando nós nos casarmos você vai ter que aguentar todos os meus gases. –Baekhyun resmungou, desvencilhando-se de Kyungsoo e pegando o saquinho com remédios que Junmyeon havia deixado para si.

 

–Nossa, você acabou de se confessar e já está planejando nosso casamento? –Kyungsoo brincou, abraçando Baekhyun por trás, apoiando seu queixo no ombro do outro.

 

–Não está mais aqui quem falou. –O enfermeiro resmungou, enfiando os remédios em seu bolso. –Agora será que a gente pode esquecer essa história e ir pra casa? Por incrível que pareça, eu realmente quero dormir. –Murmurou, fazendo um beicinho para Kyungsoo, o que não surtiria efeito nenhum em condições normais, naquele momento, fez o coração do cirurgião quase parar.

 

–Vamos sim, vou te deixar em casa. –Soltou Baekhyun de seu abraço, mas continuou a segurar sua mão, dedos entrelaçados. –Só me promete uma coisa? –Perguntou com a voz calma, puxando o corpo do outro para mais perto do seu. Baekhyun sorriu enquanto mordia delicadamente o lábio inferior. –Não come mais o que o Chanyeol cozinha, por favor.

 

No fim das contas, apesar de caras emburradas e piadas por semanas, e meses, e anos, ao menos teriam para sempre, uma boa história para contar.


Notas Finais


PEGADOWSKI OF THE MALLANDROWSKI.

Gente, não sei pq eu escrevi esse final assim, mas foi. Ia ser dramalhão, gente morrendo, gente querendo morrer, ai gente, mas chega disso. Entrei de férias e to querendo viver bastante, dormir mais, mas viver também, pra poder dormir...

Enfim. Desculpa a inspiração na música da Toni Braxton, mas nossa como eu não paro de cantar isso a semana toda HEUHAUE desculpa

Espero que não tenha traumatizado ninguém HEUHAUE Beijos pra vocês.


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