História Unbreakable - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Piper Chapman
Tags Alex Vause, Drama, Piper Chapman, Romance, Vauseman
Exibições 421
Palavras 3.639
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Como costumo (às vezes...rs) cumprir minhas promessas... Aí está um capítulo Extra de Unbreakable.
Na verdade, também serviu para aplacar a saudade dessas duas!
Mais uma vez, muito obrigada à todas que estiveram comigo nessa deliciosa viagem!

Bom restinho de feriado!!!

Enjoy!!!

Capítulo 35 - Laços Inquebráveis


Fanfic / Fanfiction Unbreakable - Capítulo 35 - Laços Inquebráveis

“Há coisas inevitáveis... Piper e eu somos uma delas. Temos aquele tipo de laço inquebrável que só o amor sabe explicar. Sei que ainda vamos brigar muito, discordar inúmeras vezes, mas não haverá mais partidas, estaremos aqui... Quanto ao resto?  Ah... O resto vamos aprendendo... Juntas!”

 

Piper -

 

- Ai meu Deus, o Vincent disse que vai se casar com a Tay. - contou Jodi às gargalhadas. - Pensar que eu estava grávida desse pestinha no casamento de vocês. - conversávamos na casa de Jodi, enquanto as crianças brincavam próximas a nós.

- Moleque estou de olho em você, heim - gritei para meu sobrinho que arregalou os olhos, não entendendo a latente ameaça.

- É amor de primo… - concluiu Alex - Eles são muito fofos juntos.

- Fora o fato que ela manda nele... - completou Jodi.

- A Tay será freira. - afirmei.

- Amor, ela nasceu do seu óvulo e ficou nove meses na minha barriga, acha mesmo que será freira?

- Pensando bem… - ri pensando que isso não rolaria.

- Então, teremos jantar amanhã! Que chic essa minha amiga.

- Jodi eu estou tão ansiosa, não paro de comer chocolates.

- Ela não está ansiosa, está surtando! - conclui o óbvio.

- E, depois tem o lançamento do livro. Vai ser cansativo para você, Al.

- Demais, mas as datas coincidiram.

- Terceiro livro amiga! Você está arrasando.

- Você não tem ideia do que é tentar escrever com duas crianças em casa. Me sinto uma heroína por conseguir finalizar.

- É sério isso!? - sabia que se referia a mim também.

- Estou mentindo? - Alex fitou-me.

- Bem, talvez… Só talvez, não esteja mentindo.

- E tem mais…- virou-se para Jodi - Se essa sua cunhada não aparecer no jantar como não apareceu da última vez, eu saio de lá direto para o escritório do Lior e peço o divórcio! Mesmo ela sendo uma boa mãe... Ok, uma super mãe! Mas, peço o divórcio!

- Você não é nem louca… - olhei para as crianças e fiz um gesto tapando os ouvidos com a mão, eles sabiam que deveriam me imitar - Amor, nem FO DEN DO você se separa de mim...Ok. - voltei-me para os meninos - Podem tirar as mãozinhas!!! - obedeceram imediatamente.

- Experimente não aparecer. - o seu olhar bastou para me calar.

- Vocês não mudam… - ria Jodi - Eu lembro quando percebi que vocês estavam apaixonadas. Deus do céu, eu sabia que daria confusão!

- Vocês estão tão ferradas! - repeti a frase que ouvi de Jodi inúmeras vezes. - Na verdade, continuamos ferradas... - rimos com tantas lembranças, o que foi a calhar para desviar de Alex o desejo insano de me matar, só por supor que eu não apareça no seu jantar.

- Vamos Pips, temos que buscar a sua mãe no aeroporto.  Taylor vamos querida, buscar a vovó… - chamou-a Alex.

- Taylor Taylor, é Tay amor?

- O nome dela é Taylor... Simples assim...

- Fresca! - brinque com Alex e virei-me para minha filha - Vamos buscar a vovó, menina sujinha. - peguei-a no colo - Para cinco anos você está muito pesada , sabia? - ela fez uma carinha indecifrável que me fez rir.

- A Carol não fica muito tempo longe, não é? Os meninos também ficam loucos para ela voltar. - comentou Jodi, sobre a sogra.

- Algumas coisas mudam… - conclui.

Despedimo-nos, indo direto ao aeroporto buscar minha mãe. Desde sua volta, pouco antes do meu casamento, temos tentado recomeçar. Na verdade, pela primeira vez estamos construindo uma relação, coisa que nunca tivemos. Existem os dias que algumas mágoas reaparecem, vindo à tona, mas aos poucos se distanciam, nos permitindo sermos mãe e filha.

Depois de deixá-las em casa, fui para o hospital, no qual tinha plantão.

- Ei estranha!

- Oi doutor, estava na sua casa.

- E eu estou louco para ir para lá, está puxada a coisa aqui.

- Ah Sam, a mamãe chegou, está em casa.

- Ok, saindo daqui eu passo por lá.

Encontrar com meu irmão nos corredores do hospital, é sempre conversa rápida, estamos atolados de trabalho e quase não conseguimos tempo para um bom papo.

- Doc, eu estou com você hoje

- Ai Deus, esses internos que me mandam...- brinquei com Max, que finalmente teve coragem e conseguiu entrar na Faculdade de Medicina e eu sentia um orgulho gigantesco do meu amigo.

- Não reclama, doutora! - riu - E, tudo pronto para amanhã? O Brian está quase tão enlouquecido quanto à Alex.

- Cara, se eu pisar na bola nesse jantar, estou solteira. Peguei plantão hoje, senão já sabe.

- Se sei… Aqui os prontuários.  Ah, você não acreditar em quem me ligou ontem...

- Fala, você está louco para contar.

- Stella!

- Sério e como ela está?

- Bem, trabalhando na Terra dela.

- Uma vez canguru... - ri pensando que Alex diria isso - Vamos trabalhar…  Sarah quanto tempo, nossa como você cresceu menina… - falei entrando no quarto de uma antiga paciente. E, a noite estava só começando.

Quando amanheceu o dia, finalizando o plantão, no estacionamento, percebi que havia feito alguma besteira que arriou completamente a bateria do SUV, que não ligava nem rezando. Liguei para Alex, para avisá-la que demoraria, mas ela resolveu vir me buscar, mesmo que eu alegasse que pegaria um taxi. E, como sempre ela venceu e a mim restou esperar.

- Bom dia, doutora Chapman.

- Bom dia, doutor Smith.

- Problemas no carro, doutora?

- Pois é, como mecânica sou ótima médica.

- Posso ajudar, Chapman? - disse um dos atendentes, que insistia em tentar flertar comigo pelos corredores, ignorando o fato que eu era casada e que sua chance comigo seria zerow.

- Obrigada, já chamei alguém para cuidar disso.

- Hey doc, o que houve? - aproximou-se Max.

- Essa coisa deu problema, Max.

- Vamos, eu te levo.

- Não querido, a Alex está vindo.

- Acho que chegou… - completou Smith, que já vira essa cena anteriormente.

- Filha da mãe, de moto... - vi aquela moto que conheço bem, aproximar-se. Toda de preto, Alex a pilotava. Ela adorava causar e, como sempre, todo mundo a volta babou, inclusive o residente. Acredito que agora ele entendia melhor o fato de ser ignorado por mim.

- Alguém precisa de carona? - disse Alex tirando o capacete. Apenas cerrei os olhos e ela entendia bem o que eu dizia e se divertia com isso. - Oi amor...

- Ei Alex, veio resgatar a mocinha?

- E tem outro jeito, Max.- virou-se para o outro médico - Olá Smith! - que cumprimentou-a sorridente. Já o outro rapaz, que ela conhecia toda história, apenas brincou sorrindo  - Essa minha mulher me dá um trabalho que nem imagina!  - ele entendeu.

- Já que não tem jeito, vamos nesse troço. - peguei o capacete reserva e lá fui eu.

- Até à noite. - gritou para Max.

Alex tinha o poder de chamar atenção por onde passava, isso normalmente, mas quando chegava assim no hospital... era sacanagem! Despertava ciúme, mas, no fundo, eu amava tudo isso!

 

Alex -

 

Como era impagável o semblante de Piper quando eu aparecia de moto no hospital, eu fazia para provocá-la, me divertia com sua cara.  

Essa ideia de pensar que em seis anos tudo muda, nem sempre é real. Na nossa vida houveram duas grandes mudanças: A relação de Piper com a mãe. E, vejo o quanto isso lhe fazia falta, hoje ela consegue admitir isso. Carol tem se esforçado, aliás, acredito que no início se esforçou, hoje tornou-se natural criar laços entre elas e em grande parte também com Taylor. Mas, com certeza, a maior mudança na nossa vida chama-se Taylor Chapman-Vause. Nasceu de dentro de mim, com a cara e o gênio de Piper. Acho até injusto isso, afinal, duas Pipers é demais para qualquer Ser humano normal… Bom, menos para mim!

- Amor eles vão me arrumar lá mesmo, o Brian está vindo me buscar e deixar a Nathy aqui com a Taylor e sua mãe. Está ouvindo, Pips? - eu gritava enquanto Piper estava debaixo do chuveiro.

- Estou!!! Fica tranquila…

- Estou indo tá!?

- Ok , amo você!

- Idem!!!

- O que? - gritou.

- Amo você! - Piper odiava quando eu dizia apenas idem.

Era realmente uma noite muito especial para mim, não é todo dia que pode-se comemorar mais uma Estrela Michelin do seu restaurante, como também ser premiada por seu trabalho. Sem falar na noite de amanhã, que será o lançamento do próximo livro. E, o melhor de tudo isso, é ter as pessoas que ama ao seu lado. Poder dividir esses momentos com aqueles que fazem parte de sua vida.

Esse jantar não será no meu restaurante, primeiro porque lá está sendo decorado para amanhã, mas também porque na verdade, o jantar está sendo oferecido a mim. É uma pena a Taylor não vir, mas sei o que ela faria se aqui estivesse, pediria que trouxessem uma fruta com casca para poder treinar em tirar a casca sem ferir a fruta porque precisa aprender a ser uma boa cirurgiã como a Mãe! Como eu já disse… Vivo com duas Pips.

- Brian, ela chegou?

- Não a vi, Al.  Sua mãe, Jodi, Sam e Max estão aí. A Nicky vai atrasar porque estava no restaurante cuidando de tudo para amanhã, mas avisou que não demora a vir com a Lorna.

- Que droga…- estava aflitar por Piper não chegar.

- Eu vou tentar novamente no celular dela.

- Não, está tudo bem. Ela vai chegar… Eu acho…

Não conseguia acreditar que Piper não viria à uma noite tão importante para mim.

Um tempo depois, subi ao palco para receber o prêmio e de lá pude ver o lugar de Piper vazio à mesa… Aquilo doeu... Doeu muito. Tentei disfarçar a decepção e, espero que tenha conseguido, um pouco.

 

Alguns minutos antes…

Piper -

 

- Mãe, o que precisar, a babá está aí.

- Filha, vai antes de se atrase.

- Ok, é… ah meu celular… beijo amores.

- Mamãe, traz brigadeiro para mim, para Nathy, para vovó Carol e para o Rolf? - pediu-me Tay.

- Acho que não é festa de brigadeiro, mas a mamãe dá um jeito. - falei beijando minha quase clone, indo para o carro.

A caminho do jantar, o celular tocou insistentemente, quando finalmente atendi era do hospital, chamavam todos os médicos que estivessem próximos. Havia ocorrido um acidente grave de um ônibus com jovens estudantes e uma carreta.

Eu não sabia o que fazer, não estava muito distante do hospital, como também do local onde Alex receberia o prêmio.

Assim, só havia um caminho a seguir…

- Quem está comandando tudo? - falei chegando ao hospital, com vestido, casaco e sapatos de salto.

- O doutor Sanchez.

- Do que vocês precisam? - perguntei ao médico especialista em Trauma.

- Graças à Deus você veio doutora. Preciso que venha comigo ao local do acidente. São jovens na maioria.

- Ok… - joguei o casaco em uma das enfermeiras, que aliás sempre trabalhava comigo - Cindy, me empresta seu tênis, no meu armário tem sapatos, ai você troca. - a garota não pestanejou, sabia da necessidade da rapidez, troquei de sapatos com ela e sai de vestido e tênis correndo com os médicos que atenderiam no local.

Foi uma loucura, uma das noites mais intensas que já havia passado em trabalho. Mas, pela agilidade dos atendimentos, salvaram-se todos, coisa que julgaria improvável pela dimensão do acidente. Claro que houveram casos graves, mas estavam vivos.

Horas depois, voltei ao hospital para continuar os atendimentos, encontrei-me com Max que também havia sido chamado. E, só aí voltei a lembrar-me do jantar.

- Deus… o jantar…

- Eu disse a ela que provavelmente você havia sido chamada, mas precisa ligar para ela.

- Ela recebeu o prêmio?

- Sim…

- Estava feliz?

- Faltou você, doc.

- Eu vou finalizar aqui e vou para casa, telefonema já não adianta mais.

- Piper, vai se trocar, você está com sangue na roupa. – falou Sam que também fora chamado.

- Oi Sam…

- Vai lá e depois vá para casa, você está há quantas horas sem dormir? - perguntou-me vendo minhas pupilas dilatadas.

- Nem sei…

- Ela ficou de plantão a outra noite e no mínimo não dormiu depois.

- Troque essa roupa e vá para casa de táxi... não dirigindo, entendeu? - aquilo não era pedido e sim uma ordem de irmão mais velho.

Acredito que todo cansaço de dias, caíram sobre mim de uma vez só naquela noite.

Era quase manhã quando cheguei em casa. Abri a porta bêbada de sono, deparei-me com alguém na sala, sentada na poltrona, vestida com um hobby claro.

Parei no meio da sala, olhando-a.

- Você me odeia? - perguntei.

- Podia ter ligado, não acha?

- Não tive tempo de nada… - aproximei sentando ao seu lado - Você vai se divorciar de mim?

- Depende... Salvou muitas vidas?

- Várias, provavelmente…

- Hum… Hoje estou brava com você e orgulhosa também, então, mais tarde decido se vou me divorciar. Agora vamos subir, você precisa de um banho e descansar.

- Você não vai brigar?

- É provável que eu fique de greve…- subíamos as escadas lentamente, conversando.

- Quanto tempo?

- Um ano…

- Você não aguentaria…

- Vamos apostar, Chapman?

- Não, Vause! Não vamos…

Dormi por doze horas ininterruptas. Quando acordei já estava quase anoitecendo novamente. Andei pela casa que estranhamente estava silenciosa. Até ver movimentos de Meg na cozinha.

- Meg, Cadê todo mundo?

- Foram no lançamento do livro da Alex.

- Meu Deus... Mas porque não me acordaram?

- Alex disse que você estava muito cansada, não era para acordá-la.

- Ah ok. Obrigada, Meg.

Subi, sentei-me na cama tentando me localizar.  E, sabia o que deveria ser feito…

 

Alex -

 

- Nicky está tudo perfeito! Você é incrível! - beijei-a no rosto.

- Eu concordo, Alex! - brincou Lorna.

- Amanda me ligou, junto com as meninas.

- Elas queriam muito vir, mas horários de médicos você conhece bem.

- Ah se conheço, Lorna. Casada à seis anos com uma médica aprendi muito desses horários loucos.

- Por falar nisso, cadê a Pips? - perguntou Nicky.

- Até onde sei está desmaiada na cama. Ela estava exausta, desisti de chamá-la. Acho que tenho que me acostumar às suas ausências.

- Eu soube do acidente que atenderam.

- Sim Lorna, eu vi depois pela tv, foi mesmo um pesadelo, mas parece que ficou tudo bem, na medida do possível.

- Alex, acho que devia começar os autógrafos.

- Ok, Nicky. Você tem razão.

Era muito bom lançar mais um livro, dessa vez com a presença de minha filha. Quanto a Piper, sabia da necessidade de aprender a lidar com as surpresas de sua profissão. Ao menos tentaria aprender. Mas, era inegável que gostaria que ela estivesse comigo.

Autografei inúmeros livros, Taylor sentava ao meu lado e logo sumia junto das avós.

Estava distraída na mesa e quando levantei os olhos… Que mulher deslumbrante! Dentro de um vestido vermelho, maquiada impecávelmente. Entregou-me o livro para autografar. Não consegui disfarçar meu encantamento.

- A quem… - mal terminei a frase, sendo interrompida por aquela mulher que me tirou toda e qualquer concentração.

- Piper Elisabeth Chapman-Vause, por favor. - disse sorrindo.

“ Como você ainda consegue arrebatar

meu coração dessa forma!?

Amo você!”

AVause

Após escrever, fechei o livro, devolvendo-o.

Ela leu, sorrindo.

- Idem, Vause… Idem! - devolveu o meu Idem... - Será que você me perdoa por ontem? - minha resposta foi levantar-me enchendo-a de beijos e não demorou para sermos afastadas por uma pessoinha que juntava-se a nós.

A noite foi tudo que eu esperava da anterior. Perfeita! Piper interagiu com todos presentes, tanto nossos amigos como aqueles que ela pouco conhecia. E, ela estava deslumbrante…

Algum tempo depois, chegando em casa, exausta, nem mesmo vi Piper deitar-se depois de colocar Taylor em sua cama. Apaguei, completamente!

 

Piper -

 

Alex desmaiou logo que chegamos em casa, deixei-a dormindo e saí com Tay e minha mãe. Havia algumas coisas para serem resolvidas, depois  deixei-as na casa de Sam e voltei para casa. Alex não havia sequer se mexido na cama.

Fui para o banho e ela permanecia naquele sono profundo, sempre que passava por compromissos que a deixavam tensa, quando tudo terminava ela se desligava do mundo e, finalmente descansava dessa forma.

Descobri seu corpo, apreciando cada pedacinho daquela mulher… Não resisti…  deixando apenas sua calcinha à mostra, dei leves beijos em suas coxas, afastando-as, passei a ponta da língua em sua virilha e ouvi um suspiro e o som daquela voz rouca.

- Amor eu estou em greve…- falava quase em murmúrio.

- Eu sei… - respondi mordendo por cima de sua calcinha.

- Pips eu tenho palavra. Eu estou em greve…

- Ahan… - afastei a calcinha passando a língua em cada parte despida, Alex gemeu ainda de olhos fechados - Você está do que mesmo amor?

- Cala a boca e arranca logo essa calcinha, Chapman.

Gargalhei ouvindo aquilo, mas a obedeci imediatamente. Eu amava acordá-la assim e, ela amava ser acordada assim, naquela mistura de sono e prazer.  Minha boca grudou por completo nela e, nem conseguiria afastar, pois suas mãos me seguravam a cabeça, aumentando o contato. A forma que começava a rebolar na minha boca eu já sabia o que viria a seguir… Alex gemeu ou gritou, eu nunca soube definir, só sei o quanto seu gosto era delicioso, aquilo me excitava como na primeira vez. Amava o sabor do seu prazer.

- Você vai me matar dormindo, sabia… - falou abrindo os olhos pela primeira vez.

- Vou, é? - pergunta capciosa, claro! Abri suas pernas, encaixando meu sexo no seu, iniciando uma lenta fricção, mordendo o lábio.

- Amo essa sua cara de sacana… - Alex dizia isso mordendo meu pescoço, com as mãos no meu traseiro, apertando e mexendo junto comigo. - Amor… que delicia - eu a ouvia dizer. Ditei nosso ritmo, aumentando, rebolando enlouquecida. Ela deitou-se mantendo seus movimentos, olhou fixamente em meu olhos, sem diminuir o rebolado, fitei-a. E, mais uma vez, me vi naqueles olhos verdes, como sei que ela se enxergava dentro dos azuis dos meus olhos. Não há nada mais prazeroso do que perder-se nos olhos da pessoa que ama. Os gemidos intensificaram na mesma proporção dos nossos rebolados. Mais alguns movimentos e o orgasmo nos invadiu, primeiro a mim, logo depois a ela. Sabíamos o time uma da outra e o quanto era bom isso. - Como você consegue ser tão gostosa, Al… - falei me jogando em seu corpo. - Falou a mulher que acabou de me fazer gozar… de novo - riu me abraçando.

Ficamos assim, sentindo nossa respiração voltar ao normal. Aquele momento que dispensa palavras e, éramos perfeitas em nos comunicarmos em silêncio... Olhei-a, profundamente... - Deus, Al... como você é linda... - contemplava aquele momento apaixonado com a minha mulher...
- Amor,  eu tenho um convite para te fazer… Na verdade, meu e da Tay. - falei fazendo-a afastar um pouco mais para me olhar.

- Convite? - surpreendeu-se Alex.

- Sim, você sabe que sempre contamos para Tay das nossas viagens, mas ela sempre teve vontade de conhecer o México, acho que por ser especial para nós e tal.

- E?

- Eu estava pensando em fazermos o mesmo roteiro que fizemos, mas com nossa filha.

- É sério? Mas, e o hospital, amor?

- Só me diz se você aceita…

- Claro que sim!

- Que ótimo! - dei um pulo na cama, abrindo a gaveta da mesinha do meu lado - Porque nós já compramos as passagens!!!

- Meu Deus, sua louca! Quando compraram?

- Hoje enquanto você dormia!

- Vocês duas… Amo você…

- Eu também amo você. E… ARRIBA!!!

- Arriba? Hum... Isso me lembrou lua de mel... - Alex deitou em mim, dando um perfeito giro, sentou-se sobre meus ombros... Nos meus lábios...

E, aquela manhã torou-se inesquecível...

 

Em poucos dias estávamos as três a caminho de Playa del Carmen. Chegando, fomos mostrar à Tay o belo mar de lá, contamos que já estivemos ali, apenas omitimos o fato de estarmos bêbadas e de termos nadado nuas, detalhes desnecessários para uma criança ... E, diferente das outras vezes que eu era obrigada a andar de moto com Alex, agora alugamos um carro. Fiquei devendo essa para minha filha!

Fomos viajar por aquele litoral maravilhoso, respondendo às nove mil quinhentos e setenta perguntas de Tay.

- As suas mamães passaram por aqui de moto, Taylor... - contava Alex.

- Eu gosto de moto…

- Finalmente, alguma coisa parecida comigo. - comemorou Alex.

- Mas eu gosto mais da SUV, mamãe.

- Toca aqui! - Tay e eu demos um high five, sob o olhar fuzilante de Alex - Agora se ajeita aí porque a mamãe vai te contar uma história… Era uma vez uma médica bondosa, bonita e muito legal...

- Deus... E modesta... - completou Alex.

- E essa médica bondosa, conheceu uma morena linda que fazia comidas deliciosas, mas essa morena era muito, muito má...

- Não acredito que você vai fazer isso, Chapman.

- Dirija, Vause. Apenas dirija...

- E, essa morena má ………….. - continuei a interminável história e, para minha surpresa não fez Tay dormir, ela até gostou!

 

Não existe casal perfeito e tão pouco vida perfeita. Existem pessoas que se amam… Brigam, erram, acertam, voltam a errar, mas se amam sendo totalmente perfeitas, dentro de suas incríveis e inevitáveis imperfeições!

 

The End... Fin... Fine... Final...

FIM... ( ou Não! )

 

 


Notas Finais


Ah... Continuo escrevendo Twister, espero que gostem também!!!

Nos vemos por lá!

https://spiritfanfics.com/historia/twister-6455093


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