História Unbreakable - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), BEAST (B2ST)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V, Yang Yo Seob, Yoon Doo Joon
Visualizações 8
Palavras 2.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capítulo 2


- Podias ter evitado aquela cena no altar.- Yoseob reclamou desapertando o terno assim que chegou ao quarto.

- Olha desculpa se eu tenho cócegas.- disse num tom irónico.

Estava demasiado cansada para ouvir as reclamações que fossem. A festa tinha durado a noite toda até às seis da manhã e, naquele momento, eu só queria dormir.

Yoseob limitou-se a ir tomar banho e eu estava capaz de apenas me deitar na cama e dormir durante um semana inteira. Ao me lembrar disto, mirei o quarto inteiro e apenas encontrei uma cama larga de casal. Naquele momento é que eu quis rir até cair para o chão. Eu ia ter de dormir com ele? Afinal, estavamos casados mas eu não estava, de facto, casada porque eu não me sentia casada e não queria casar muito menos com aquele insosso.

Procurei alguma empregada ou mordomo e, na cozinha, encontrei uma senhora que me mostrou um sorriso amigavelmente quente, podia até sentir a humildade dela no modo em que se dirigiu a mim.

- Olhe, desculpe minha senhora.- chamei a sua atenção.

- Não me trate tão formamente, nobre senhora, eu é que lhe devo respeito a si.- ela disse educadamente.

- Ai, pelo amor de Deus- desabafei- trate-me informalmente, por favor.

- Não tenho ordens para isso.- sussurrou receosa.

- Mas eu mando, não é? Pode só tratar-me informalmente enquanto estivermos a sós? Eu agradecia bastante.

- Então a senhora também tem de me tratar de igual forma.

- Está bem.- vi-me forçada a aceitar só porque estava me a sentir demasiado mal- Podes só esclarecer-me?

- Claro!

- Eu tenho de dormir com o Yoseob? Não há uma cama suplente ou um quarto de hóspedes? Eu até posso dormir aqui na sala, certo? Eu vi tantas portas lá em cima que até me assustei.- eu estava mesmo desesperada demais e a mulher, ao reparar nisso, soltou uma risadinha.

- Ainda não viste a tua própria casa?

- Nem tive direito a uma visita guiada!

- Pois bem, quando acordares, eu faço-ta. Até lá, vais ter de dormir com o Senhor Yoseob.

- Chama-lhe Senhor Insosso.- revirei os olhos- Não há outro sítio em que eu possa dormir?

- Haver, há.- parecia pensativa enquanto pousava os cotovelos no balcão- Mas tu não tens autorização porque tens de dormir com o teu esposo.

Desta vez o meu suspiro foi mais curto. Não havia mais nada que eu pudesse fazer para além fazer uma birra:

- Por favor, ajuda-me! Eu não quero ir para a cama com aquele rapaz? Tens noção do quão preversos são os rapazes de agora? Ótimo! Então não me deixe ir para lá!

O tom da gargalhada dela contagiou-me e com tudo aquilo, ela já parecia estar sem chão por minha causa.

- Tem de ser…- as lágrimas soltaram-se-lhe dos olhos por tamanha piada- Ele não é assim tão mau.- fez um pausa- É só um bocadinho mau. Vá tomar banho, deve estar cansada.

- Não tenho opção de escolha, pois não?- cismei porém, ela acenou negativamente- Onde fica a banheira?

- Lá em cima na segunda porta à tua esquerda.

- E onde é que eu arranjo pijamas?

- Camisas de dormir?- fraziu o sobrolho já entendendo o quão ignorante eu era- Pede a uma empregada lá em cima.

Ah, obrigada. - agradeci e vinha-me embora contudo, arrependi-me e virei-me para trás- Como te chamas?

- Lisa.

Fiquei a pensar na forma como ia pedir à tal empregada que fosse encontrar lá em cima.

“Arranje-me roupa para dormir.” Algo super normal de se dizer.

Vi-me perdida e por isso sentei-me no primeiro degrau das escadas. Agora nem podia sequer tomar banho só porque tinha vergonha de me dirigir a uma empregada. Comecei a ponderar a hipótese de dormir ali mesmo mas, mesmo quando eu estava prestes a adormecer por causa das pálpebras que me pesavam, Lisa aparece com aquele sorriso como quem diz “Já sabia que não ias falar com a empregada”.

- Anda, vamos arranjar-te para o príncipe.- gozou com a situação.

Do nada, ouviu-se um ruído  a alguns metros de distância.

- Por falar nele,- a mulher subiu as escadas e eu logo atrás- está a secar o cabelo.

Entrámos numa sala com inúmeros espelhos enormes e alguns armários e guarda-roupa e, quase num cantar, ela anunciou:

- Aqui é a tua sala de vestir. Tens aqui toda a tua roupa.

Ao observar o armário onde se guardava as vestimentas de noite, tal como lhe chamavam, notei que só haviam vestidos de cetim e rendas de todas as cores, sedas puras e caríssimas e as roupas interiores demasiado bonitas com rendas e enfeites.

- Não há cuecas sem ser de fio?- perguntei-lhe perdendo, por completo, a vergonha. Pelo que ela achou, novamente piada.

- Estás com azar.

Suspirei dirigindo-me até à casa de banho indicada com a roupa que ela me preparara na mão. Por incrível e assustador que pareça, a banheira estava cheia e o seu tamanho era bizarramente grande.

Cabe aqui um elefante, pensei.

Sentia uma certa ligação com aquela empregada Lisa só por causa da simpatia dela e pela disponibilidade. Disponibilidade e simpatia, claro que tinha de ter. Era paga para isso, mas a forma como ela me tratou, foi estranhamente acolhedora.

Tomei banho sem molhar o cabelo, só porque ia haver outra ocasião especial assim que acordasse. E vesti-me calmamente, olhei-me ao espelho e senti-me uma rainha por tamanha beleza do meu vestido curto.

Assim que cheguei ao quarto, encontrei Yoseob que se deitou, silenciosamente, e eu também o fiz mas mesmo na ponta da cama.

Deitei-me de costas viradas para ele porém, no entanto, a minha respiração tornou-se descompassada quando Yoseob juntou o seu corpo ao meu, agarrando-me a cintura.

- Boa noite, princesa.- sussurrou-me e aí eu entendera a piada da empregada Lisa ao chamar-lhe príncipe.

Eu adormeci porque estava muito cansada mas eu não ia aguentar dormir naquela posição muitas mais noites.

Acordei sozinha na cama. Finalmente podia usufruir do quão confortável era aquele colchão.

Espreguiçei-me entre um longo bocejo e deixei o brilho do sol adentrar a janela.

Logo me assustei com uma empregada . Era bom demais ter um momento daqueles.

- O Senhor Yoseob mandou informá-la de que tem de estar pronta ao meio-dia.

- Que horas são?- perguntei ainda sonolenta.

- Onze e meia.

- Tornei a deitar-me levando ambas as mãos à cara:

- Porque é que ninguém me acordou? Estou habituada a ter um despertador.

- Não tínhamos premissão.

- Vocês e as premissões.- gozei com a situação, mas só porque podia.

Levantei-me e, a passos lentos, caminhei até à berma das escadas, confusa porque vi muitos empregados de um lado para o outro a transportar coisas.

- O que é isto?- sussurrei.

- Já estás bem atrasada.- Lisa apareceu mesmo atrás de mim- Anda lá arranjares-te que eu ajudo.

A minha cabeça caiu para trás e eu só senti como se fosse cumprir alguma penitência.

Ela vestiu-me ainda mais a rigor do que o casamento do dia anterior. Os saltos tornaram-se ainda mais altos que eu não sabia caminhar com aquilo.

Ao descer as escadas, agarrada ao corrimão, os meus tornozelos começaram a doer muito e, ao queixar-me, Lisa encontrou-me umas sandálias quase rasas.

- Não posso ir de sapatilhas?

- Olha Yoora, tu nem sequer podes ir com essas sandálias porque, para um almoço importante, é considerado falta de educação ires de calçado raso.

- Eles querem é que eu caia no chão.- respondi-lhe.

Lisa alongou-me as pestanas com rímel, coloriu-me os olhos de castanho assim como os lábios que se preencheram de cor de rosa.

- Podes ir.- ela disse ao olhar para o relógio.

- Ir para onde?

- Tens de ir ter com o Yoseob!

- Onde é que ele está?

Vi-a correr pelas escadas agarrando o braço de um mordomo e outra empregada, possivelmente a questionar onde estava o meu esposo. Ainda eu rio com esta expressão de “meu esposo e marido”.

- Esta empregada leva-te a ele!- Lisa falou num tom alto dirigido até mim.

Estava a correr pela minha própria casa e, ainda por cima, já era meio dia e dez. Estava atrasada.

Yoseob conversava com os meus pais, alegremente, e, assim que cheguei ao lado dele, puxou-me para um beijo nos lábios que, para meu espanto, nem sequer o coloriu a boca.

- Eu vou cumprimentar os diretores financeiros.- Yoseob disse, despedindo-se- Com licença.

“Deves estar a brincar com a minha cara”, pensei. Eu tinha-me levantado e corrido para nada?

- Ouve filha,- a minha mãe iniciou o discurso- nós estamos muito felizes por ti. Mas lembra-te, se não te sentires bem…

A cara do meu pai mostrou uma ligeira desaprovação nas palavras dela, pelo que interrompeu:

- O importante é que o Yoseob é um rapaz ipecável. É exemplar e muito inteligente com certeza, tens um futuro muito risonho pela frente.

Senti a consciência me pesar nas entrelinhas daquelas palavras. Eu não estava feliz mas ainda estava com a esperança de que podia mudar para melhor.

- Sim,- confirmei- estou grata por vocês me terem dado esta oportunidade. Ainda não conheço muito bem o Yoseob mas, com toda a certeza, de que nos vamos dar bem!

- Finalmente a nossa filha está crescida.- o meu pai concluiu, num tom comovido. Por um lado, senti-me ofendida, mas por outro, estava felicíssima por deixar os meus pais, finalmente orgulhosos, depois de tantos anos a tentar fazê-lo.

- Vai cumprimentar os teus sogros.

- Quem são?- sussurrei.

- Olha, estão à beira do Dojoon.- a minha mãe murmurou.

- Quem é esse?

- Foi o rapaz que te levou até ao altar.

- Ah!- olhei em redor, na realidade, eu ainda queria descobrir quem era esse tal rapaz elegante que, por sinal, se chamava Dojoon- Obrigada.

Estava a tremer por todos os lados. Normalmente, eu nunca me metia nos assunto das empresas do meu pai. Costumava passar os dias com o Jungkook a aventurarmo-nos pelas ruas e, por isso, quase nem tinha tempo para me preocupar com assuntos de negócios.

- Está tudo bem com os senhores?- perguntei muito constrangida sentindo as bochechas a ferver. Yoseob passou o braço pela cintura e eu saltei de novo, por impulso. Todos riram, mas eu sabia que eles iam falar mal de mim, quando voltassem as costas para mim.

“Caramba, se sabes que eu tenho cócegas para que é que continuas a fazer essa merda?”, pensei sorrindo.

- Muito prazer em conhecê-la.- os pais dele cumprimentaram-me com um beijo na bochecha- Estamos encantado com o seu encanto.

“Tirem-me daqui, por favor. Tirem-me daqui. Que apareça um porco voador para eles se distraírem enquanto eu fujo.”, pensei novamente.

- Igualmente, meus senhores.- respondi, sem saber, ao certo, o que realmente dizer.

- A Yoora é a mulher dos meus sonhos.- ele mostrou aquele sorriso falsos com os olhinhos brilhantes- É a mulher da minha vida.

“Isto é uma palhaçada. Não te rias Yoora, controla-te.”

Respirei fundo para conter o riso e, premindo os lábios, virando o rosto, tossi.

- É encantador ver o Yoseob cegamente apaixonado desta forma. Eu nunca o vi assim.- a mãe dele falou, serenamente.

 

 

- Kook, ajuda-me!- falei ao telemóvel.

- Diz.- Jungkook respondeu do outro lado da linha.

- Isto está a ser uma palhaçada, tu tens de vir aqui só para ver isto!

- Eu não posso.- murmurou, num tom arrastado- Não estou autorizado a ir para essa festa. É só para os cães grandes.- riu- Para o pessoal grande da tua empresa com o Yoseob.

- Estás a brincar comigo, certo?- fiz a minha pior careta ao ouvir aquilo.

- Concentra-te Yoora!- alertou-me tão repentinamente que eu até me assustei- Esse é o teu futuro, agora és uma adulta multimilionária que gere a maior empresa do mundo.

Senti os meus pés aterrarem na terra, chegando até a magoar-me em demasia. Definitivamente, eu não queria crescer tão de repente. Queria apenas seguir o meu ritmo lento sem medo de desconhecidos ou de errar.

- Tens razão.- concordei- Vou ter de ir, Kook. Até logo.

- Sim, até logo dongsaeng.

 

 



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