História Unbreakable - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), BEAST (B2ST)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V, Yang Yo Seob, Yoon Doo Joon
Visualizações 4
Palavras 1.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Estava sentada no sofá da sala no instante em que um mordomo se dirigiu a mim com um telemóvel na mão mesmo na minha direção:

- É o chefe do departamento de produção da fábrica ACC 15.

- Hum?- desconfiei com uma súbita estranheza na expressão- É suposto eu atender?

- Sim.

- Mas eu não sei atender, o que é que eu digo?- entrei em pânico.

- É da sua responsabilidade.

- Eu não tenho uma empregada qualquer para atender? Atenda o senhor!

- Não posso.

Quando fiquei paralisada a olhá-lo o telemóvel parou de tocar então eu suspirei de alívio. Não sabia o que me esperava ao ser a gerente da empresa, nem sabia sequer como ela funcionava, para ser sincera. No entanto, o telemóvel voltou a tocar. O meu coração voltou a disparar e, já com o telemóvel grande e finíssimo na mão, lancei-me a atender:

- Sim?

- Bom dia, Senhora. Tudo bem?

- Sim e consigo?- respondi mas as palavras atropelaram-se tanto que não obti a resposta àquela minha pergunta.

- A produção da fábrica está a falhar por causa de duas máquinas que avariaram devido a uma falha na corrente elétrica, o técnico não consegue consertar tão rapidamente. Qual é a possível solução?

Eu nem tinha entendido nada daquilo que ele tinha dito, nem sabia com quem estava a falar sequer então o meu coração quase me saiu pela boca entalando-me as palavras na garganta.

- A senhora ainda está aí?- perguntou-me, o homem, no outro lado da linha.

- Sim.

- O que devemos fazer?

- Não sei. Deixem o técnico resolver o problema.

- Mas o técnico vai abrandar tragicamente a produção.

- Não tem problema.- declarei meia incerta. Muito provavelmente umas pecinhas a menos não ia fazer nada de mal e ninguém ia sequer notar.

- O que fazemos ao pessoal que está parado?

- Mandem-nos para casa.- a minha resposta foi tão óvia que aquela questão tinha sido a mais patética que tinha alguma vez ouvido.

- Está bem. Tenha o resto de um bom dia.

- Igualmente.

A ligação terminou e eu devolvi o telemóvel ao mordomo. Continuei a ver televisão sem pensar naquela chamada que nem tinha corrido tão mal assim.

ACC15 o que seria que significava? A décima quinta empresa? Seriam tantas assim? Tinha até vergonha de perguntar a alguém mas, com toda a certeza, de que se perguntasse à Lisa esta responder-lhe-ia sem quaisquer problemas e talvez até acompanhasse a resposta com aquela risada genuína e bonita.

Assisti a um filme até ouvir a voz um tanto alterada de Yoseob no hall de entrada:

- Onde é que está a Yoora?

Lá me vem este outra vez. Continuei sentada, desleixadamente, no sofá. Estava ainda despenteada de cabelo apanhado num elástico e ainda nem tinha tirado o vestido de dormir. Nem sequer me importei com o facto de Yoseob ter aparecido mesmo à minha frente com fúria no olhar:

- Tu por acaso estás boa da cabeça?

Nem lhe respondi, senti uma certa culpa mesmo não sabendo ao que ele se referia mas o meu receio não me deixou falar.

- A que horas acordaste?

- Às nove…- declarei num soluço.

- Ok.- olhou para o seu relógio de pulso caríssimo provindo da Europa- Já passam quase quarenta minutos do meio dia e tu continuas ainda de pijama e com esse cabelo que valha-me Deus! Mas pronto, isso resolve-se.- dirigiu o seu olhar fogoso até mim, mais uma vez- O que não se resolve é tu mandares mais de dez empregados para casa apanhar sol!

A minha boca abriu-se ligeiramente num pesado espanto. Mesmo sem lhe perguntar, já sabia que se referia à chamada que eu não queria atender.

- Mais de dez?

- Sim!- mostrou-me a sua pior cara de desaprovação- Tens noção de que a produção não pode parar? Sabias que todos os dias há um certo número de peças para cumprir? Sabias que os clientes estão cada vez mais exigentes? Tu não pensas, Yoora! Faz um esforço para puxares pela cabeça! Isto não funciona como queres. Agora umas máquinas avariam e mandam-se os empregados para umas férias durante uns diazitos e eles só voltam quando as máquinas estiverem prontinhas ao serviço.- falou irónico- Estou para ver como é que vamos recuperar a produção daquela fábrica.

Desta vez todo o meu sistema nervoso estava alterado assim como o meu estômago que borbulhava.

- Desculpa.- murmurei.

- Achas que isto se resolve com um pedido de desculpas?- elevou o tom de voz ainda mais irritado.

Virando-me as costas caminhando rápido ao sair da sala apontou para mim e, levantando a voz de um modo autoritário, reclamou:

- Alguém a vá vestir em condições, pelo amor de Deus.

Suspirei deixando o corpo cair para o sofá. Nunca tinha visto o Yoseob naquele estado, ele tinha cara de insosso e convencido mas eu nunca pensei que ele usasse a ira para reclamar tanto comigo. Eu lá sabia que o avaria de duas máquinas ia causar tanto estrago.

- Para a próxima já sabes que eu não posso atender chamadas.- reclamei sozinha.

- Então o príncipe Yoseob já fez festa contigo?- ouvi a voz de Lisa a pouca distância de mim- Anda pôr-te bonita.- esticou-me a mão e eu logo a agarrei sem desfazer a minha expressão cansada.

- É…

Ela escolheu um vestido curto juntamente com umas sabrinas, penteou-me tão delicadamente que eu, por minutos, acreditei que estava a ser penteada pela minha mãe. As mãos de Lisa eram hábeis e finas, muito bonitas, por sinal. Ela parecia saber fazer de tudo uma vez que prestava serviço em qualquer parte da casa. Sorri ao ver o meu reflexo no espelho. Pelo menos, nestes últimos dias, eu sentia-me bonita.

- É para manteres esse sorrisinho bonito!- Lisa exclamou mostrando aquela risada maravilhosa- Agora vens almoçar com o teu príncipe.

A minha cara desfez-se ao ouvir aquilo. Não queria nem olhar para ele depois de me ter falado daquela forma. Está bem que a culpa era inteiramente minha mas ele deveria também de ter em consideração a minha ignorância e os meus sentimentos porque eu era sensível.

Descemos as escadas e eu fui até à sala de jantar. Todos os lugares à volta da grande mesa estavam vazios então eu não fazia sequer ideia onde devia de me sentar. Espreitei para o corredor para que pudesse ajuda a algum empregado mas apenas encontrei o que aparentava ser um jardineiro.

- Ei!- chamei a atenção do homem- Pode-me dizer onde é que eu me devo sentar?- sussurrei.

- Ora,- ele riu ligeiramente- em qualquer lugar. Esta é a sua casa.

- Ah… Obrigada.

Escolhi um lugar aleatório e sentei-me pousando as mãos sob as pernas à espera de alguém.

- Tu vais almoçar aí?- a voz serena de Yoseob abalou a sala inteira num julgatório tremendo.

Eu deveria de responder mesmo? O que deveria eu de responder? Até para comer é preciso ter um sítio específico e isso, de certa forma, irritava só porque havia regras para tudo.

- O jardineiro…- interrompi-me a mim mesma. Quase ia falar do jardineiro e aí sim, ele até me batia- Esta é a minha casa, eu posso comer onde quiser, certo?

Endireitei as costas e vi-o paralisado mesmo à minha frente com cara de “A sério mesmo?” porém, eu senti-me a dona do universo ao dizer-lhe aquilo e ele apenas foi sentar-se numa das cadeiras da ponta. Ah, então eu tinha de me sentar na ponta também, tal como os reis com as rainhas. Isto era mesmo para rir, tanta chiqueza para o quê?

- A senhora vai almoçar aqui?- o mordomo dirigiu-se a mim num tom baixo mesmo perto do meu ouvido, pelo que eu confirmei.

Senti-me uma completa estúpida mas comi a minha refeição sem sequer olhar para o Yoseob então foi melhor eu ficar naquele lugar do que de frente para ele.

- À tarde vais a uma reunião.- Yoseob declarou formalmente, pousando os talheres.

Engoli em seco e, de seguida, olhei-o premindo os lábios devido ao nervosismo. Ele sorriu, parecia que queria levar a empresa à falência e culpar-me completamente.

- Não te preocupes. Só tens de ouvir e assinar uns papéis. Mas vê lá se te arranjas em condições, não vás com essa boca suja assim.

Levei os dedos aos lábios e, repentinamente, limpei os vestígios de comida. Levantei-me rapidamente e corri até à casa de banho.

 



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