História Unbreakable Heart - Jikook - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~Riissa

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jikook, Jimin, Jin, Jung Hoseok, Jungkook, Namjoom, Rap Monster, Suga, Taehyung
Visualizações 56
Palavras 7.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Musical (Songfic), Policial, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Meu corretor é traíra e trocou "Namjoon" por "Namjoom" em algumas partes. Não reparem! Estarei relendo e arrumando alguns errinhos. Tenham uma boa leitura. ♡

Capítulo 8 - Culpa.


(Contado por Jungkook)

Eu não poderia acreditar no que eu estava vendo, quando na verdade, estava acontecendo tudo na minha frente, e eu não queria acreditar no que estava vendo, Jimin estava alí no chão, com sangramentos por todo corpo e o pior de tudo era que o motivo dele estar alí no chão ferido, era eu, eu era o culpado, eu que causei aquilo, ele está ali ferido por minha causa, eu que causei aquilo na vida de Jimin. Então ao escutar um barulho muito forte, olhei pra trás e me deparei com uma das piores cenas que eu já presenciei em toda a minha vida, vendo Jimin caído no chão, corri até ele e ao olhar o carro que tinha o atropelado, o mesmo já havia escapado, então ao ver que o Jimin permanecia ainda de olhos abertos, eu o puxei para os meus braços e o abracei.

— Jimin? Jimin?! Por favor Jimin, fica acordado, não feche os olhos. – começo a chorar desesperadamente enquanto o segurava em meus braços. – Jimin meu amor, me desculpe, eu te amo, não me deixe por favor! – Passava minhas mão sobre o seu rosto e eu ao olhar outras partes de seu corpo sangrando eu fiquei totalmente desesperado. – O que eu fiz, meu Deus? Eu sou um monstro, um monstro!  

— Senhor? Senhor? Afaste-se daí, você não pode tocar nele. – disse um homem que se aproximou de mim e me pegou pelos braços e fez com que eu me afastasse do Jimin.

— Sai, eu não quero me afastar dele, eu fui o culpado disso, deixa eu ficar perto dele! – Comecei a me debater nos braços do enfermeiro. 

— Você sendo o culpado ou não, não importa, não pode encostar nele, só os enfermeiros. – disse firme para mim, e então senti uma fraqueza em minhas pernas e cai no chão de joelhos.

Jimin estava sendo socorrido por um casal de enfermeiros, e o mesmo não falava nada enquanto os enfermeiros faziam perguntas à ele, então ao colocarem Jimin  urgentemente dentro da ambulância, tentei  chegar mais perto do mesmo tentando me aproximar da ambulância, mas fui impedido por um dos enfermeiros.

— Você não pode entrar, ele está sendo socorrido agora, acalme-se.

— Como é que eu vou me acalmar? Ele é o meu namorado, como eu posso ficar calmo se o meu namorado está dentro de uma ambulância e sangrando até a morte?! Me deixe entrar. – tentei correr novamente até a ambulância e fui impedido.

Foi então que eu ouvi de dentro da ambulância os enfermeiros dizendo que o Jimin não estava mais acordado, ele estava desmaiado, o meu Jimin tinha desmaiado, então de longe eu pude ver que os enfermeiros inseriam muitas agulhas sobre o seu braço, que Jimin tinha apenas sofrido um desmaio por conta do sangue que estava perdendo, eu não parava de chorar um segundo sequer enquanto um enfermeiro me impedia de chegar perto e outro tentava me acalmar, o que não estava dando muito certo. Depois de terem socorrido o Jimin e também inserido as injeções sobre os seus braços, um enfermeiro saiu de dentro da ambulância e veio em minha direção.

— Por acaso o seu nome é... Jungkookie? – disse o enfermeiro me olhando.

— Jungkook. – o corrigi. – Jeon Jungkook. – agora eu soluçava de tanto chorar enquanto olhava para a ambulância, que agora estava com as portas fechadas e eu não o via mais.

— O rapaz alí disse o seu nome, tinha pronunciado errado o seu nome, mas era de você quem ele estava falando... O que você é dele, rapaz?

— Sou o namorado dele, nós moramos juntos. 

— Tá certo, há duas ambulâncias aqui, entre nessa outra que vamos te levar junto no hospital. – o enfermeiro volta pra ambulância onde está o Jimin, e os dois enfermeiros me levaram para a ambulância vazia.

Passei o caminho todo até o hospital chorando, enquanto os mesmos enfermeiros tentavam me acalmar e me davam remédios para que eu me acalmasse, mas eu recusava todas as vezes que insistiam em querer me dar os medicamentos. Então ao chegar no hospital, Jimin foi levado rapidamente para dentro do hospital não dando tempo para eu conseguir correr atrás dele, entrei no hospital e uma doutora se aproximou de mim e mandou eu me sentar em uma das cadeiras, e com ela havia um chá nas mãos, que me ofereceu em seguida e eu não aceitei, acho que pela minha tamanha ignorância eu iria passar mal alí daqui a pouco, por recusar remédios e acalmantes que me ofereciam. Fiquei mais de duas horas sentado naquela cadeira, e eu não estava aguentando mais ficar alí, sem receber notícia alguma do Jimin, eu já estava ficando louco, foi aí quando a doutora que parecia estar sendo responsável pelo Jimin passou reto por mim, e eu me aproximei da doutora rapidamente e a cutucando, fazendo-a parar e prestar atenção em mim.

— Doutora, me ajude, por favor. – lágrimas deciam sobre o meu rosto. – estou aqui a mais de duas horas, e nada de notícias do Jimin, meu namorado... Me dê notícias dele, por favor, eu não aguento mais ficar sofrendo aqui.

— Você não pode vê-lo agora, ele está muito mal ainda, sinto muito. – doutora passa a mão pelos meus cabelos.

— Eu te imploro, por favor, eu estou me sentindo culpado por tudo que está acontecendo, não faça eu me sentir pior. – a doutora respira fundo e parecia pensar.

— Espere uns minutinhos, eu vou ver o que eu posso fazer por você. – assim que ela disse sai de perto de mim me deixando sozinho novamente.

Não consegui ver o Jimin nem depois do "espere uns minutinhos" da doutora responsável por ele, e essa enrolação foi até às 7 horas da manhã, eu não tinha conseguido dormir, mesmo estando numa cadeira confortável, eu não conseguia parar de pensar no Jimin e também o quanto eu era culpado por isso tudo estar acontecendo. Então depois de dar 8h30 da manhã, a doutora me chamou e dessa vez me obrigou a tomar um acalmante, então eu tomei para que parasse de insistir tanto. Depois de ter tomado tudo, a doutora me chamou e disse que agora eu poderia ver o Jimin, mas só por apenas 15 minutos, o que eu achei muito pouco.

— 15 minutinhos, Jeon Jungkook. Depois gostaria de conversar com você, se não se importar. – a doutora abre a porta. – pode entrar. – doutora me dá passagem para que eu entre, mas eu não olho para o Jimin, fiquei com medo de ver o estado dele em cima da cama, e a doutora pareceu perceber isso e suspira. – seja forte, querido, seja forte, você consegue. – disse passando a mão em um dos meus ombros e se afastando logo em seguida.

Eu respirei fundo e criei coragem em olhar o Jimin, e ao vê-lo, comecei a chorar novamente em desespero em ver seu estado em cima daquela cama. Ele estava com um braço complemente roxo, e o outro estava com gesso, ele acabou quebrando um dos braços com o impacto que o carro causou nele o jogando longe. Seu cabelo ainda continuava divinamente lindo e rosa, e em seu rosto havia alguns ferimentos, e em ferimentos mais graves havia curativos no mesmo. Me aproximei dele lentamente e pude perceber que ele respirava, o que me tranquilizava um pouco, apesar que ele continuava desacordado. Ao chegar perto dele, me sentei em uma cadeira e peguei na sua mão, pela qual não era a do braço engessado, então ao olhar aquele braço cheio de injeções eu fiquei me culpando a todo momento que isso que estava acontecendo era totalmente minha culpa, então distribui beijos por sua mão e rezava para que ele acordasse logo e nós pudéssemos nos resolver numa boa em relação ao mal entendido do telefone.

— Jimin... Ah, meu amor, o que eu fiz com você... – lágrimas escorriam sobre o meu rosto agora. – se eu não tivesse corrido, feito aquele drama todo, a gente estaria agora em casa, brigados por causa da ligação? Sim.  Dormindo em quartos separados? Sim, mas eu preferia estar brigado com você do que estar aqui  vendo você nessa situação. – apertava sua mão com força. – eu nunca te trocaria por ninguém, eu te juro por tudo que é de mais sagrado nesse mundo, muito menos por uma mulher, por essa tal de Bia que nos fez brigar e eu ter feito você ficar nessa situação. – sinto minhas lágrimas escorrerem. – Eu sou completamente apaixonado por você, Jimin. E ontem quando eu disse que era pra você ir embora, eu queria mesmo é que você insistisse em ficar lá comigo, porquê era isso que eu queria, você lá comigo, mas agora você está aí, numa cama de hospital desacordado, eu nunca irei me perdoar se alguma coisa de pior acontecer com você, meu amor, eu te amo e te quero pra sempre do meu lado, então por favor, não me deixe sozinho aqui, eu quero cuidar de você, já que eu sou a única pessoa no mundo que você tem agora, e é por isso que estou me sentindo culpado, a única pessoa que você tem na vida acabou te levando para uma cama de hospital quase a beira da morte.

De repente Jimin parou de respirar, e olhando para a máquina ao lado dele, seus batimentos cardíacos estavam a -0, e pude ver uma linha reta no mesmo, então eu desesperadamente saí do quarto onde Jimin estava e chamei a doutora responsável por ele, e com ela veio mais dois médicos, então em seguida ela disse para eu sair do quarto,  e ao lado de fora havia uma janela de vidro, onde eu conseguia ver tudo que acontecia no quarto onde Jimin estava, os médicos pressionaram dois desfibriladores contra o peito nú de Jimin e chocam ele, Jimin não respondia aos choques do desfibrilador e então eu comecei a me desesperar ao lado de fora, foi então que eles deram um último choque com o desfibrilador no Jimin e o mesmo voltou com a sua respiração normal. Então a doutora saí do quarto logo atrás dos dois doutores que saem logo a frente dela.

— O que aconteceu com o Jimin? Ele vai morrer? Por favor, doutora, diz pra mim que ele irá ficar bem. – disse me aproximando da doutora e abraçando-a, a mesma retribui.

— Não fique assim, não fique assim... – passa a sua mão pela a minha cabeça. – só Deus sabe o que irá acontecer com o seu namorado, nós estamos fazendo o possível por ele. Você pode e acompanhar agora, por favor?

— M-mas, e o Jimin? Não tinha passado ainda os 15 minutos, e se der algo de novo nele e eu não vou estar aqui?

— Ele ficará bem, e tem que ficar sozinho agora, venha comigo que depois você volte a ficar alí com ele.

Então eu segui a doutora até sua sala e a mesma se aproxima de uma mesa, sento em uma das cadeiras em frente a mesma.

— Jeon Jungkook, você por acaso sabe onde está a família do Park Jimin? Eu procurei em todos os cantos uma ficha dele, sobre consultas, telefones e... Não achei nada sobre ele aqui, gostaria muito de ligar para um responsável que pudesse cuidar dele.

— Isso não será possível. – disse e em seguida abaixei a cabeça.

— E por quê não será possível? 

— Porquê a única família que o Jimin tem, sou eu, eu o acolhi da rua, ele tinha ido embora de sua cidade natal e veio para cá, mas não tinha achado um lugar com vaga disponível por aqui, e então o encontrei e decidi leva-lo pra minha casa.

— Não tem família? Onde andam os pais dele? 

— Faleceram. – sei que o pai do Jimin não havia morrido, mas para ele, tinha morrido sim, então decidi que mentiria isso pra ele, pois seu pai nunca irá saber onde ele está agora.

— Eu não fui comunicada sobre isso. Eu realmente sinto muito, me desculpa... 

— Jimin só tem a mim agora, e mesmo assim, eu fui culpado por ele estar nessa situação agora. 

— Por quê você é o culpado?

— Eu recebi uma ligação, ou melhor dizendo, um trote ontem à noite antes de eu e o Jimin irmos dormir, daí eu com preguiça de atender, pedi para que ele atendesse, e foi o que ele fez, então ele começou a falar no telefone e seu humor começou a mudar por completo, ele me olhava com uma cara nada boa e dizia ser sim um funcionário de minha casa, então quando ele desligou, ele transtornado começou a me perguntar quem era uma tal de Bia, porquê ela dizia que eu tinha a encontrado semana passada, sendo que eu não me encontrei com garota nenhuma semana passada, porquê desde que eu comecei a ficar com ele, eu não saí com mais ninguém, e por mais que eu falasse que eu não conhecia nenhuma Bia, ele não parava de brigar comigo, e eu lhe dei um tapa no rosto. – doutora me olhava surpresa. – então eu envergonhado com o que fiz, resolvi "fugir" de casa e sair pra rua, e o que eu menos imaginava que aconteceria, aconteceu, Jimin correu atrás de mim e foi atingido por um carro que estava em alta velocidade.

— Então você se considera culpado por isso? – concordo com a cabeça. – eu não sei nada da sua vida, mas... Se eu fosse você, correria atrás da pessoa realmente culpada, que cujo é essa tal de Bia, que te ligou ontem à noite.

— O que você acha que aconteceu? O que eu devo fazer?

— O que eu quero dizer é que armaram pra cima de você, Jeon Jungkook... Você por acaso, tem um inimigo ou alguém que você discutiu ou brigou recentemente?

— Eu na verdade eu... Espera. Eu tenho sim uma pessoa que eu briguei recentemente!

— Então vá atrás dessa pessoa, da pessoa realmente culpada dessa história, se você acha que é essa pessoa, vá atrás dela, faça isso pelo Jimin, ou ele não irá acreditar em você.

— Tem toda razão, doutora. Eu irei atrás do culpado de tudo isso. – me levantei da cadeira e fui em direção a porta da sala. – por favor, me ligue para dar notícias do Jimin.

Saí do hospital e peguei o meu celular, que tinha apenas 10% de bateria, eu com tudo que houve acabei não colocando o meu celular pra carregar, e quando eu mais preciso dele, está com pouca bateria. Fui para a agenda do meu celular e liguei para o número de Namjoom, ele era o único dos membros que tinha moto, contando com Jimin mas que agora está longe de ter condições de dirigir.

— Namjoon, por favor, eu preciso da sua ajuda, mais do que urgente.

— Jungkook? Que bom que me ligou. Fiquei sabendo que o Jimin foi atropelado ontem à noite, e eu já estava ficando louco sem notícias dele. Onde você está agora? 

— Estou no hospital do centro da cidade, poderia vir aqui me buscar? Preciso resolver uns problemas.

— É briga? 

— É briga não, é guerra.

— Opaaa! Então eu tô dentro. Chego aí em 15 minutos. Jin! Cuida do meu sushi aqui, por favor? Só não vale comer, hein?! – A ligação cai.

Fiquei esperando Namjoon chegar, que por incrível que pareça, apareceu em menos de 15 minutos, me aproximei do mesmo que agora tirava o seu capacete da cabeça.

— Qual a treta? – pergunta.

Expliquei pra ele a história do telefonema e disse que eu estava desconfiado de uma pessoa que poderia ter armado isso, então eu falei que desconfiava do Jackson, que foi a briga mais recente que eu tive com ele, acabei abrindo o jogo com o Namjoon também, disse que eu estava quase namorando o Jimin, então Namjoon fica com raiva ao lembrar do Jackson e soca o capacete que permanecia em suas mãos, ele odiava o Jackson, pelo fato de me considerar como um irmão e saber da história do Jackson quando eu o peguei me traindo com seu colega da faculdade. Ele também disse que já desconfiava de mim e do Jimin, pela forma que ele me olhava e eu olhava pra ele, dava pra ver lá de Marte os nossos olhares  apaixonados um pro outro. Então fomos  para a casa onde aconteceu tudo, onde a minha vida tinha se desmoronado, mas que com o tempo olhar para aquela casa não me torturava mais, pois o que eu mais queria no momento era provar pro Jimin que eu nunca fiquei com outra pessoa enquanto eu estava com ele. A casa estava fechada, e não havia carro estacionado no pátio da casa de Jackson, então eu suspirei e fui caminhando em direção a moto para ir embora, e então em seguida Namjoon me puxa furioso pelo braço e disse que se fosse preciso, nós iríamos ficar o dia todo alí esperando até o Jackson chegar, o que não demorou muito. Jackson havia chegado, e estava acompanhado de uma garota, um pouco mais baixa que ele, e tinha cabelo ruivo, então eu e o Namjoon nos entreolhamos e nos escondemos atrás de uma mata que havia ao lado da casa de Jackson, ele ia entrando pra dentro da sua casa com a garota, então de repente ele parou e começou a falar, de onde eu e o Namjoon estávamos, podíamos ouvir claramente a voz deles.

— Você não tem ideia do que aconteceu, Bia. – ao ouvir "Bia", Namjoon rapidamente pega o seu celular e começa a gravar a conversa dos dois.

— O que aconteceu, Jackson Wang? – a Bia sorria enquanto o olhava, mas Jackson permanecia sério.

— O namorado de Jungkook está no hospital, e isso pode pegar muito mal pra a gente. – Bia o olhava espantada.

— O namorado dele? O que me atendeu na noite passada, dizendo ser um funcionário da casa? – Jackson concorda com a cabeça. – Meu Deus! – Bia começa a rir, e Jackson também com aquela risada sarcástica.

— Para de rir, isso não tem graça! A gente pode ser preso se fomos descobertos, era só pra causar uma briguinha entre os dois e olha no que deu? Acho que o Jungkook o magoou e o garoto saiu correndo por aí até ser atropelado.

— Não foi assim, Jungkook que correu pelas ruas, e Jimin que corria atrás dele, foi atropelado.

— Como você fica sabendo dessas coisas?

— Eu leio jornal, assisto TV, essas coisas, o caso do Jimin apareceu no jornal de hoje.

— Tá, Bia, mas a questão não é essa agora, nós temos que nunca mais fazer uma coisa dessas novamente, não era pra ter acabado assim, por mais que o culpado do atropelamento não tenha sido nós, e sim o otário do Jungkook que saiu correndo por aí e causando essa tragédia toda. – nesse momento eu comecei a chorar, e Namjoon ao me ver chorando apoia sua mão livre nas minhas costas, enquanto sussurrava para eu não ligar para o que diziam. 

— O que quer dizer? 

— Quero dizer que o Jungkook tem que se sentir 100% culpado, e que não passe pela cabeça dele em querer descobrir quem foi a tal de Bia que ligou para ele na noite passada, causando essa tragédia toda.

Namjoon então para de gravar e sai de atrás da mata, eu tentei impedi-lo, mas ele se desviou de minhas mãos e correu em direção ao Jackson que o olha surpreso e é surpreendido com um soco na cara.

— Vocês tem noção do que causaram com essa brincadeirinha de vocês? Jimin está em uma cama desacordado por culpa de vocês! – Namjoon vai em direção a Bia e a puxa pela sua blusa. – eu só não bato em você, porquê é mulher, mas não sou eu quem vai te dar uma surra, a vida já te dará uma surra por mim por estar ajudando um merda desses feito o Jackson. – então eu saio de trás da mata e me aproximo dos três, e Jackson que estava no chão, me olha espantado. 

— O quanto você ouviu, Jungkook? – pergunta Jackson.

— O suficiente pra acabar com a sua raça. – me aproximei dele e o levantei do chão, e em seguida lhe dou outro soco no rosto, bem na região que foi atingida por Namjoon, se estava doendo, com esse meu soco, doeria o dobro, e era isso que eu queria causar nele, muita dor, mas que não chegaria nem perto da dor que o Jimin deve estar sentindo agora, então ao dar um soco no seu rosto e vê-lo cair novamente no chão, começo a dar chutes por todo corpo de Jackson, inclusive na sua barriga e nas suas pernas. 

Eu nunca fui de brigar, mas quando essa briga envolvia uma pessoa que eu amasse muito, eu seria capaz de matar uma pessoa, mas eu não era um monstro, apesar de eu ter feito o Jimin parar em uma cama de hospital, eu não era esse tipo de monstro, eu não seria capaz de fazer mal a uma mosca. Antes que eu pudesse pensar em dar chutes sobre o rosto de Jackson, Namjoon me puxa pela cintura pra longe de Jackson, e disse que eu já tinha dado o castigo que ele merecia, quando na verdade eu discordava totalmente. Então me afastei do Jackson e da Bia, deixando-o totalmente ferido no chão e a Bia apavorada tentando socorrer o Jackson, Namjoom subiu na moto e eu fiz o mesmo, saímos rapidamente de lá antes que algum vizinho fofoqueiro ligasse para a polícia e eu e o Namjoon fossemos para a cadeia, fomos novamente de volta para o hospital. Voltei para o hospital novamente e Namjoon entrou comigo, ficando um pouquinho alí, então ele perguntou se eu havia comido nas últimas horas e eu disse que sim, mas o mesmo disse eu estar magro demais e então comprou uma pizza de quatro queijos pra mim, junto com uma latinha de Coca-Cola.

— Coma isso, tá querendo passar mal e ficar hospitalizado aqui também? – Namjoon empurrava a pizza contra a minha boca, então eu abri a minha boca dando passagem pra pizza entrar e dei uma mordida.

— Tanto faz, eu só quero que o Jimin acorde de uma vez. – comecei a chorar.

— Ei! Não chore enquanto estiver comendo, isso faz mal para você. Jimin está bem, não acordado, mas bem. Seria pior se ele não estivesse vivo, só que ele só está desacordado ainda.

— Ele quase morreu, Namjoon, teve uma hora que ele teve que levar choque para voltar a viver, ele tinha morrido Namjoom! 

— Mas ele está vivo agora, não está? – concordo com a cabeça. – pensamentos positivos, por favor, e não chore, deite aqui no meu ombro. – Namjoon empurra minha cabeça deitar no seu ombro e eu fico chorando alí. – sei o quanto está sendo difícil, mas pensa pelo lado bom, olha só pra isso. – Namjoom pega o seu celular e mostra pra mim. – gravei tudinho que você possa imaginar. – arqueia uma sobrancelha. – e com isso, você pode provar pro Jimin, que você nunca na vida ficou com essa tal de Bia, e quando ele acordar, você poderá provar pra ele que aquela ligação não passou de um trote idiota.

— Namjoon, eu te venero. Obrigado por me ajudar, eu já fico com a consciência limpa, pelo menos 50% limpa.

— Por quê só 50%?

— Porquê isso não significa que eu não seja o culpado por Jimin ter sido atropelado, foi eu quem sai correndo ruas por aí até o Jimin ser atropelado por minha causa.

— Não fique se culpando por isso, eu já te disse, tudo dará certo, não vai demorar muito para que vocês dois voltem a ficar juntos novamente. 

— Bom, eu vou tentar não pensar muito nisso.

— Jungkook? Que bom que chegou, eu não estava conseguindo ligar para você. – disse a doutora se aproximando.

—Ah, é verdade, desculpa, o meu celular descarregou. – na hora eu lembrei que ele estava apenas com 10% de bateria.

— Não tem problema, poderia me acompanhar até o quarto do Jimin?

— Aconteceu alguma coisa de ruim, doutora? – eu a olhava e em seguida olhei pro Namjoon.

— Só me acompanhe, por favor.

— Tá... Espera aí Namjoon. – disse me levantando.

— Eu na verdade vou embora, preciso comunicar ao Min Jiangsu sobre o atropelamento do Jimin. Se precisar de mais alguma coisa, é só me ligar. – Namjoon bate duas vezes levemente em minhas costas e vai para a saída do hospital.

— Tudo bem, tchau, se cuide Namjoon. – em seguida olhei pra doutora que agora andava em direção ao quarto do Jimin, e eu a seguia até lá.

Ao chegar lá, olhei Jimin pela pequena janela de vidro, e ao ver uma cena eu comecei a chorar novamente, Jimin agora se encontrava acordado, e estava com uma bandeja com um almoço, ele com uma de suas mãos, pegava a comida com o garfo e antes de colocar o alimento na boca, deixava cair tudo sobre o seu colo, antes que eu pudesse entrar alí e tentar ajudá-lo a comer, a doutora me olha e me explica para eu não estressa-lo de maneira alguma, pois ele tinha recém acordado e estava voltando aos poucos com seus movimentos, então eu disse para que ela não se preocupasse, e a mesma se afastou deixando a porta aberta para que eu entrasse. Ao entrar no quarto do Jimin, o mesmo permanecia com seu olhar na comida, e mexendo lentamente nela, acho que por conta de não conseguir comer, acabou desistindo de tentar.

— Jimin? – eu ao falar seu nome, o mesmo move seus olhos em minha direção lentamente, e volta depois com o seus olhos na comida. – deixa que eu te ajudo a comer, você deve estar com fome. – ao me aproximar, fui pegar o garfo de sua mão e Jimin reuniu todas as suas forças para afastar o garfo de minha mão, fiquei olhando surpreso pra ele.

— N-n...N-ão! – Jimin ainda estava com dificuldade de falar. – Eu... Eu sei me, eu sei me virar, sozinho.

— Pare com isso, deixe eu te ajudar. – sentei na cadeira ao lado de sua cama, mas Jimin continuava prestando atenção em tudo que não fosse em mim, principalmente nos meus olhos. – eu chorei tanto por você noite passada, e chorei hoje também, eu nunca vou me perdoaria se acontecesse algo de pior com você, eu sou um monstro, Jimin, por minha culpa você está aqui, nessa cama de hospital, e não pelo fato da ligação de ontem, e sim por eu ter corrido a ruas por aí sem pensar no que poderia acontecer, mas eu amo você, Jimin, te amo tanto que irei lhe provar isso, começando com o trote da noite passada, eu não fiquei com Bia nenhuma, e eu gostaria que você soubesse disso.

— Você... – Jimin gemia de dor. – Você não é um... Monstro.

— Eu te amo, Jimin. Eu sei que você não vai me perdoar tão cedo, mas saiba que eu te amo e não irei desistir de você tão cedo.

— E quem é... Bia? 

— Eu descobri quem é essa tal de Bia, e eu tenho provas disso, Namjoom e eu fomos atrás dos suspeitos e acabamos descobrindo que isso tudo foi armação do Jackson. – foi então que eu lembrei que a gravação estava no celular do Namjoom, e disse isso ao Jimin que em seguida respira fundo. – A gravação ficou no celular do Namjoom, eu irei lhe mostrar mais tarde que aquilo tudo não se passou por um trote idiota daquele safado do Jackson.

— Você... Você não precisa me provar, nada... – Jimin agora me olhava nos olhos.

— Preciso provar sim. Por minha culpa você está nessa cama de hospital, eu que causei isso tudo.

— Eu também fui o culpado...

— Não, não foi você que saiu correndo por aí e foi atropelado, eu fiz você sair correndo atrás de mim e ser atropelado.

— Não se culpe...

— Claro que eu devo me culpar, olha só o seu estado, Jimin.

— Eu quem foi o culpado... Eu que iniciei a briga e isso tudo. – Jimin tossiu e gemeu novamente de dor.

— Por favor, não se esforce tanto... Fique parado aí.

— Você já... Se alimentou? 

— Comi uma fatia de pizza.

— Isso não é o suficiente... Vá se alimentar direito. 

— Irei fazer isso sim. – telefone do Jimin começa a tocar, eu tinha levado comigo caso alguém ligasse pra ele. 

— Meu... Meu celular? – Jimin olhava pra direção da minha mão, que em seguida peguei o seu celular pra ver.

— Sim, eu trouxe ele. – atendi sem olhar quem era. – alô?

Quem fala, é o Jungkook? Sou eu, o Yoongi, estou na frente do hospital. Fiquei sabendo pelo Namjoom que o Jimin está internado no hospital, e que você estaria por aqui.

Sim, eu ainda estou aqui. 

Gostaria de conversar contigo, por favor, venha aqui na rua logo. 

— Estou indo. – desligo o telefone. – era o Yoongi. – Jimin não fala nada, mas pareceu surpreso ao saber que foi Yoongi quem ligou. – vou lá ver o que ele quer, quer que eu traga alguma coisa da rua? – nega com a cabeça. – tudo bem então... – me aproximo dele, dou um beijo em sua testa e em seguida saio do quarto do Jimin.

Ao ir pra rua, vejo Min Yoongi encostado em um carro com as mãos no bolso, e olhando em sua volta, então eu me aproximei dele e quando me viu tirou suas mãos do bolso e passou me encarar.

— E aí? O que aconteceu com o Jimin? Namjoom não quis me falar, dizendo que era algo delicado, por acaso o estado dele é grave? O que realmente aconteceu?

— Nós brigamos por algo que armaram pra cima de mim, e então eu corri por aí por estar triste e Jimin resolveu correr atrás de mim, sendo atropelado depois. – Yoongi ao me ouvir, me dá um soco na cara, fazendo com que eu caísse no chão e com a mão sobre o meu rosto.

— Você por acaso é otário? Olha só o que seu ataquezinho causou no Jimin, ele está em uma cama de hospital por sua culpa, seu merda! – Yoongi me olhava com raiva, e eu não pensei em reagir contra ele, pois ele tinha toda razão, boa parte dessa culpa era totalmente minha.

— Você tem toda razão em ficar bravo. – me levanto. – pois eu realmente tenho culpa disso, mas por quê você está dessa maneira sendo que você mal o conhece?

— Não te interessa! – Yoongi desviou o olhar. – ele é o meu colega de trabalho, não posso me preocupar?!

— Pode se preocupar sim. – encarei o chão e respirei fundo. – pode me bater, me espancar, me castigue como você acha que eu devo ser castigado, eu sei que eu realmente mereço apanhar, eu sou um idiota, Yoongi.

— Ainda bem que você sabe que é um idiota, apesar de idiota ser pouco pra você, você é um tremendo babaca! 

— Eu sei, eu sei... – apenas concordava com ele.

— Eu nunca pensei que você seria capaz de colocar uma pessoa em uma cama de hospital, Jungkook, e quer saber mais? Você é um monstro, além de colocar uma pessoa à uma cama de hospital, colocou a pessoa que te ama mais do que tudo nessa vida. – Yoongi me encarava. – Você tem noção do quanto eu queria estar no seu lugar agora? Mas claro, se eu estivesse no seu lugar, Jimin não estaria aqui.

— O que você quer dizer com isso, Yoongi? – eu realmente não estava entendendo, e Yoongi começa a rir sarcasticamente.

— Você é retardado ou o que, seu merda? Eu sou afim do Jimin, se você ainda não percebeu, mas ele prefere a porra de um garoto que o levou pra uma cama a beira da morte!

— Você cale essa sua boca! Você não sabe o que está dizendo, pare de dizer essas palavras! – empurrei o Yoongi pelo peito, e o mesmo deu alguns passos pra trás e ele me puxa pela camisa pra em seguida ficar de cara a cara comigo.

— Eu sei o que eu estou dizendo, basta você aceitar, eu faria o Jimin mil vezes mais feliz do que você faz. – Yoongi tira as mãos da minha camisa. – como eu não sou o "namorado" do Jimin, o que é uma pena, não poderei entrar para vê-lo, mas saiba que eu estarei ligando todos os dias para saber notícias dele. 

Yoongi se afasta e entra no carro pelo qual estava encostado antes, e antes que eu pudesse mandá-lo pra longe, ele arranca com o carro rapidamente e vai para outra direção. Eu ao voltar para dentro do hospital, fui caminhando até uma cadeira livre, mas antes que eu sentasse, a doutora me puxou devagar para que eu olhasse pra ela, e a mesma me olhava espantada por ver a marca deixada por Yoongi no meu rosto.

— Menino, o que aconteceu com você? – agora ela pressionava suas mãos nos meus ombros, e observava a marca deixada em meu rosto.

— Nada demais, eu merecia isso, afinal, eu sou o culpado e devo pagar por... – a doutora puxa a minha orelha. – que isso?!

— Já disse para não ficar se culpando. Venha comigo. – pegou na minha mão e me levou pra sala dela. – chegamos na sala dela e a mesma foi direto para um armário, e então pegou uma pequena mala de primeiros socorros, se aproxima de mim e pede para que eu me sente, e é o que eu faço.

— Não vai me dar injeção não, vai? – olhava receoso.

— Sim, abaixa suas calças aí e vire de bumbum. 

— Como é? – a olhava assustado.

— Brincadeira! Só quero passar uma pomadinha no lugar atingido, pra não ficar inchado depois.

— Inchado já está. – dei de ombros.

— Passando essa pomadinha milagrosa, o inchaço irá sumir em poucas horas. – pegou um algodão onde colocou pomada no mesmo, e começou a passar o algodão com a pomada pela região inchada.

— Acredito... – reviro os olhos.

— E então, descobriu quem fez a brincandeira de mal gosto com você? 

— Sim, eu descobri. Isso foi coisa do meu ex namorado, e a garota que tinha me ligado era amiga dele, ou seja, os dois se deram mal. – comecei a rir. – o meu amigo gravou a conversa deles, o que foi o suficiente pra poder mostrar para o Jimin, mas ele disse que eu não preciso provar nada, que ele acredita em mim e tudo mais...

— Você deveria estar feliz com isso... Não é todos as pessoas que fazem isso, digo, diz que não precisa provar a verdade, porquê acredita... Isso é amor, amor de verdade, e você deve aproveitar isso.

— Eu estou sim muito feliz com isso, mas eu acho que meu relacionamento com o Jimin não voltará a ser o mesmo de antes. – uma lágrima escorre do meu olho. – eu tenho muito medo disso.

— Onde se há amor, há perdão, não importa o quão feio você errou com ele, se ele te ama de verdade, irá te perdoar. Você quer vê-lo agora? Acredito que vocês dois tenham muito o que conversar.

— Na verdade eu quero sim. – me levanto da cadeira, então a doutora me acompanha até o quarto do Jimin, que ficava logo ao lado de sua sala.

— O Jimin está melhorando, pelo menos, está bem melhor de que quando chegou aqui, mas as regras não mudaram. Não o estresse, não brigue com ele, e não o deixe nervoso, assim só irá piorar a situação dele. – abre a porta, me dando passagem pra entrar.

— Pode deixar, não irei estressa-lo. – disse entrando no quarto e ouvindo o barulho da porta fechar logo atrás de mim.

Quando olhei em direção ao Jimin, ele não estava com um Notebook no colo, o que na hora eu estranhei muito, mas ao reparar no seu rosto, ele estava mexendo no Notebook e ao olhar para o seu rosto pude ver  que algumas lágrimas silenciosas escorriam pelo seu rosto.

— Jimin? – disse ao me aproximar. – por quê você está chorando? – o mesmo não respondia, e lágrimas teimosas continuavam a cair sobre seus olhos, então eu me aproximei mais e olhei para a tela do computador, e vi que ele estava lendo algumas mensagens, que pelo nome salvo, as mensagens eram de seu pai, eu li as primeiras mensagens que apareciam e eu não consegui ler o resto de tão horríveis que eram as mensagens, o próprio pai falando coisas absurdas para o seu filho. – me dê esse notebook. – peguei o notebook e tirei de seu colo, colocando-o em um lugar bem longe, Jimin não mexeu um músculo para me impedir de pegar o note de seu colo.

— Eu me odeio tanto, Jungkook... – Jimin já falava um pouco melhor, apesar de estar falando baixo. – eu odeio a minha vida. – Jimin agora chorava enquanto tentava esconder seu rosto no travesseiro.

— Ei, por quê está dizendo isso? – me aproximo dele. – você não se odeia nada, não sabe o que está dizendo.

— Meu pai me odeia, ele tem razão, eu sou um péssimo filho.

— Você não é nem louco de falar uma coisa dessas! – puxo levemente o rosto do Jimin para que me olhasse nos olhos. – você não se odeia, e sabe por quê? Porquê eu te amo, há pessoas nesse mundo que te amam, e não vivem sem você.

— Mas eu só tenho você, Jungkook.

— Exatamente, e também há pessoas que te adoram, o Namjoon, o Hoseok, Jin, Taehyung... E os outros membros gostam muito de você, até o... Yoongi. – ao falar o nome do Yoongi eu senti minha garganta apertar. – Namjoon e Yoongi vieram até aqui, mas não puderam entrar, só eu estou permitido em te ver.

— Eles vieram me ver? – sussurra.

— Sim. – concordo com a cabeça, e então Jimin se move na sua cama virando para o lado contrário de onde eu estou. – eu queria saber como é que vai ficar a gente depois dessa situação. – apesar de estar de costas, pude perceber que Jimin respirou fundo, mas continuou calado. – Jimin... Eu queria te falar que... Na verdade eu quero te falar. Sei que isso está bem recente, e que as dores que você deve estar sentindo não melhoraram, mas saiba que eu estou me culpando todos os dias por isso, eu sou um tremendo babaca e o Yoongi tinha razão de me chamar assim, mas se você me perdoar, o que eu sei que vai ser impossível, eu posso me perdoar de verdade. – lágrimas queriam cair sobre o meu rosto. –  era pra eu cuidar de você, como se fosse a minha própria vida, como se fosse o diamante mais puro e raro do mundo inteiro, eu tinha que cuidar de você de todas as maneiras com que possa imaginar, mas adivinha só, quase o matei, por não ter te escutado e nem escutado o porteiro lá de casa.  Mas assim, se não quiser me perdoar, eu irei entender, quem perdoaria um monstro como eu? Nem eu mesmo quero me perdoar. – Jimin se vira novamente na cama, e agora voltava a olhar para mim, fiquei o observando.

— Você não é um monstro, e... Eu te perdoo. Nenhuma dor seria maior do que a dor de te perder, então a dor que eu estou sentindo está longe da dor de te perder, esse é meu pior medo, Jungkook. – Jimin começa a tossir, e então se deita de barriga pra cima e respira fundo, olhando em direção ao teto de seu quarto.

— Não fale tanto. – me aproximo. – me desculpa. – levo uma das minhas mãos até o seu rosto e começo a acariciar. – eu sei que você não vai me perdoar tanto assim, não enquanto você estiver deitado nessa cama. – fungo o meu nariz, e pego na sua mão.

— Quer... Uma prova de que eu realmente te perdoei? – Jimin me olhava, e agora tenta se levantar da cama e por conta das dores gemeu com a dor que sentiu.

— Ei! Fique onde está! Está ficando maluco?! – me aproximo dele e faço com que o mesmo se deite novamente na cama. – se você quer se recuperar, não faça mais isso.

— Eu... Eu só tava querendo fazer uma coisa. 

— O que você ia fazer?

— Vem aqui. – Jimin com seu braço livre me puxa pela mão, então aproximo o meu rosto do dele. – mais perto... – foi o que eu fiz, fui pra mais perto.

— Bom garoto... – Jimin agora me surpreende com um beijo lento e fraco, no beijo pude agora perceber o quanto ele estava sensível e frágil, apesar do acidente ter sido ontem, Jimin estava bem melhor em comparação a primeira vez que o vi em cima daquela cama. Agora ele espalhava vários selinhos sobre o meu rosto, seus beijos no meu rosto faziam me sentir o objeto mais frágil do mundo. – poderia pegar aquela sacola alí do lado do pequeno sofá?

— Do sofá? – olho pro lado, e realmente tinha uma sacola alí, me afastei do Jimin, fui em direção a sacola e peguei a mesma, entreguei a mesma pro Jimin, que pegou e deixou a sacola em cima da cama ao seu lado e pega na minha mão.

— Antes de tudo, gostaria que não mandasse eu parar de falar, pois o que eu tenho pra te falar, é extremamente importante para mim... – Jimin estava com o tom de voz extremamente baixo. – quando eu te vi pela primeira vez, a primeira coisa que eu pensei de você foi que, eu te achei lindo demais, quer dizer... Depois de você tirar o capuz e dizer que não era ladrão ou coisa do tipo, eu no início de tudo não tinha certeza total do que eu estava sentindo por você, mas quando eu me flagrei, eu tinha te beijado e conclui que eu estava perdidamente apaixonado por você. – ele novamente tossiu, e eu o olhava com uma expressão preocupada. –você apareceu na minha vida, no momento que eu não tinha mais esperanças de viver, que apesar de eu me mudar pra cá, pra tentar uma vida nova, eu não tinha ninguém, e foi aí que você apareceu e mudou minha vida complementamente, só que pra melhor. E não importa o que tenha acontecido, não quero que se culpe por eu estar aqui e assim, porquê eu também tenho um pingo de culpa nisso. – Jimin respira fundo novamente, a procura de fôlego, e então pega a sacola e começa a procurar algo dentro dela, ele havia pegado duas caixinhas, abriu uma delas e de dentro tirou uma pulseira com as iniciais P.J. – eu no dia que discutimos dei uma fugidinha em uma joalheria, então eu vi essa pulseira e resolvi comprar com as minhas iniciais. – eu apenas observava em silêncio. Em seguida ele pega em um dos meus pulsos e mesmo estando com um braço engessado, tentou colocar a pulseira em volta do meu pulso, ele demorou um pouquinho pelo fato de seus movimentos estarem lentos e fracos ainda, e depois pega a outra caixinha e tira dali uma pulseira igual que ele me deu, só que com as iniciais J.K. – pode colocar pra mim? – concordo com a cabeça, então pego a pulseira de sua mão e coloco no seu pulso.

— Eu não sei o que falar, Jimin, de verdade. – lágrimas escorriam pelo meu rosto. – você é realmente incrível. – me aproximo dele e começo a lhe dar vários selinhos. – Eu te amo, eu te amo, eu te amo... – abraço ele, não colocando o meu peso sobre o mesmo que retribuia.

— Sei que eu poderia fazer esse pedido em um lugar melhor, mas... É a única maneira de te convencer que eu realmente te perdoei, apesar de eu não ter que te perdoar em nada. – sorri fraco. – eu sou loucamente apaixonado por você, Jungkook. 

— O quê? – disse o olhando nos olhos.

Jimin em seguida me abraça e então percebo que ele tenta me abraçar com força, mas não consegue por conta de estar sem forças é muito frágil ainda, eu o olhava nos olhos agora. 

— Você por acaso quer ser o meu namorado?












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