História Unchained - Capítulo 29


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Categorias Originais
Tags Drama, Futuro, Guerra, Inteligência Artificial, Luta, Paladins, Romance, Suspense
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Palavras 2.171
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Steampunk, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nessa segunda parte vocês conhecerão mais um personagem criado por mim, espero que gostem :D

Lembrando que todos os personagens criados por mim, tem alguma relação com os personagens do jogo, seja familiar ou amorosa.

Boa leitura o/

Capítulo 29 - The Scape (Part 2)


Fanfic / Fanfiction Unchained - Capítulo 29 - The Scape (Part 2)

Poucos minutos se passam e ouço ele dizendo novamente.

- Eles se foram, temos que sair daqui antes que eles voltem.

- Mas quem é você e onde está? - Olho em volta o procurando.

Em seguida ele pula da árvore que Evie estava encostada e ajoelha ao meu lado.

- Como você conseguiu sussurrar de tão longe? - Pergunto assustada.

- Isca de ave. - Ele fala em pequeno microfone preso em um colar no seu pescoço, perto de sua boca e sua voz sai em uma pequena caixinha que estava ao lado da copa da árvore.

Era um garoto aparentemente bem jovem de pele bem clara e cabelos totalmente brancos. Seus olhos tinham pupilas brilhantes e vermelhas, aparentemente também deve ter poderes. Vestia uma camisa preta com uma blusa vermelha aberta por cima, uma calça apertada também preta e um tênis leve, que devia facilitar para correr. Ele tinha uma larga e grande espada enrolada em bandagens nas costas.

- Vocês são da Legião? - Ele pergunta assustado ao ver nossos uniformes.

- Não exatamente, estamos fugindo deles no momento. - Respondo meio embaraçosa.

- Eu posso tirar vocês daqui, mas vocês não podem ser vistas com esses uniformes aonde nós vamos. - Ele diz pensando em algo.

- Temos algumas roupas. - Diz Jess olhando nas nossas mochilas.

- Certo, vou esperar vocês ali em cima, se troquem e vamos. - Ele começou a subir na árvore novamente. - Relaxa, não vou espiar vocês. - Ele completa me deixando corada.

Nesse momento Evie acordou. - Escapamos? - Ela murmura tentando se levantar.

- Sim. Mas calma, não se esforce muito. - Vou até ela ajudando a ficar em pé.

- Pelo visto alguém quer nos ajudar, temos que nos livrar desses uniformes rapidamente para dar o fora daqui. - Completa Jess.

Aproveitando o escuro nós tiramos os uniformes e tentamos esconder na terra. Eu vesti minhas roupas de sempre, como em todas as missões. Minha regata branca, calça preta desbotada, minhas botas de sempre e a jaqueta azul que tanto amo.

Evie vestiu a mesma roupa de quando chegamos, que era uma calça azul escuro com um par de botas pretas que iam até o joelho, uma blusa branca com decote e uma jaqueta aberta azul que ia até seus joelhos, prendendo seu cabelo em pigtails novamente.

Jess pegou roupas na mochila de Cassie, vestiu uma calça jeans e uma bota marrom de cowboy. Uma regata branca e encontrou uma blusa vermelha, que decidiu amarrar na cintura. Estávamos prontas.

- Vamos. - Ele disse descendo da árvore novamente.

- Primeiro, qual seu nome? - Perguntou Jess.

- Anthony, mas podem me chamar de Tony. Eu sou um dos refugiados. - Ele explicou nos guiando.

- Refugiados? - Pergunto.

- A Suíça foi tomada pela Legião. Os únicos restantes aqui são caipiras, mafiosos e os refugiados que são minha "família". - Ele faz aspas com as mãos.

- Quantos mais tem? - Fico curiosa.

- Poucos. Nossa líder é uma médica que nos agrupou em sua casa a alguns meses. - Ele completa em um suspiro.

- Obrigado por nos ajudar. - Jess agradece e em seguida pega a varinha de Evie.

- Eu te ajudo. - Coloco o braço de Evie por cima do meu pescoço.

- Obrigado. - Ela sussurra me dando um beijo na bochecha me fazendo corar. Seu corpo estava começando a esquentar, coisa que nunca havia visto acontecer com ela. Isso me deixou preocupada.

- Então...Tony. O que estava fazendo por aqui? - Perguntou Jess andando do meu lado.

- Espionando. Eu vi vocês duas escapando e depois a de cabelo rosa. - Ele afirmou andando em nossa frente. - Aliás, qual são seus nomes? - Ele vira para nós sem parar de andar.

- Maeve. - Eu digo

- Evie. - Responde a azulada.

Jess se mantém em silêncio, o fazendo parar de frente para ela.

- E você? - Ele diz a olhando nos olhos. Seus olhos vermelhos brilhavam como os meus e ele aparenta estar pensativo.

- Jess. - Ela diz virando o rosto. Parecia estar incomodada.

- É bom conhecer vocês. - Ele diz nos olhando. - Evie e Maeve, certo? - Ele nos olha.

- Sim. Porque? - Me sinto intimidada.

- A quanto tempo vocês tem poderes? - Ele pergunta voltando a olhar para frente, nos guiando.

- Como você sabe sobre nossos poderes? - Pergunto tentando o intimidar.

- Seus olhos! É fácil reconhecer alguém que tem poderes pelo soro por conta do brilho nos olhos. - Ele responde despreocupadamente.

- Os seus brilham até demais. - Responde Jess dando de ombros.

- Você notou então? - Ele da uma risada.

- Quais são os seus? - Evie pergunta.

- Nada demais, é muito mais mental que físico. - Ele tenta desconversar.

- Então? - Insiste Jess.

- Tenho uma percepção de detalhes bem aguçadas. Sei bastante sobre vocês sem perguntar muita coisa. Sou ótimo em interrogatórios. - Ele afirma com as mãos atrás da cabeça, mostrando estar relaxado.

- Mesmo? O que sabe sobre nós? - Jess o desafia.

- Fácil. Uma de vocês é criocinética, sei disso por conta de flocos de neves que ainda estavam em suas roupas e cabelos assim que nos vimos. Eu aposto na azulzinha, pra ter um poder assim, tem que ter uma energia incrível e quando usada sem controle pode sobrecarregar o usuário e o deixar no seu estado. Aliás, você não corre risco de vida mas precisa urgentemente de um médico. Por isso estou te levando para meu esconderijo. - Ele afirma como se não tivesse dito nada demais.

Eu e Evie estávamos totalmente surpresas sobre ele saber disso apenas em detalhes.

- E sobre mim? - Jess o desafia sorrindo.

Ele para de andar e vira a olhando bem nos olhos. Se aproxima e os dois ficam se encarando.

- Você pergunta pouco por já saber ou imaginar a maioria das respostas, só espera que alguém pergunte para poder ter a certeza de suas dúvidas. Você não tem a idade que aparenta ter. Sei disso pela forma que olha para as coisas e lugares, como se já tivesse passado por todos eles, mesmo que não. - Ele afirma ainda a olhando.

Jess fica com as bochechas coradas. - Como consegue? - Ela também fica surpresa.

- Posso dizer mais se quiser. - Ele sorri.

- Não ouse. - Ela serra o olhar em sua direção.

- Você teve uma infância difícil com uma família ausente. Sua mãe morreu quando você ainda era jovem. Mas isso faz muito tempo, o que prova que você não tem mesmo a idade que aparenta. Não posso dizer sua idade exata mas posso garantir que tem mais de 30 anos de idade. - Ele para pra pensar.

- Chega. - Jess diz cruzando os braços.

- Por algum motivo que eu não sei, você consegue se manter jovem. Você tem uma pequena marca de sol no dedo anelar da mão esquerda, o que prova que já foi casada e não usa mais aliança a pouco tempo - Ele a encara para ver sua reação e ter certeza se acertou, Eu e Evie nos espantamos.

- Como consegue ver a marca de sol? - Ela pergunta indignada.

- Essa é minha habilidade física, também posso enxergar no escuro como ela! - Ele aponta para mim.

- Como sabe que eu enxergo no escuro? - Pergunto já não aguentando mais ele mostrando que nos conhece sem nos conhecer.

- Você é a única que está enxergando tudo claramente desde que mandei você se abaixar. Você conseguiu diferir as coisas no escuro, diferentes das duas. - Ele completa pensando em mais.

- Que chato. - Evie diz mostrando não estar muito impressionada.

- Ah, também sei que vocês duas tem um "lance". Mas isso é meio claro pela forma que vocês se olham. Até a Jess deve saber disso. - Ele ri assim que termina.

- Eu...bom...não sabia. - Jess diz ficando corada e deixando nós duas também com vergonha.

- Agora voltando a falar sobre você... - Ele olha para Jess que respira fundo. - Pouco tempo de recém casada você teve uma filha e ela morreu ainda jovem, te deixando em depressão e fazendo você prometer para sí mesma que não se apegaria a mais ninguém. Você se separou de seu marido para cumprir sua promessa. - Ele para e respira fundo. - Essas são as coisas que consegui notar. Ainda tenho palpites que não sei se estão realmente certos, tal como: você está atrás de vingança por algum membro de sua família, pega distância de qualquer pessoa que acha que pode sentir alguma coisa e para finalizar, você só está ajudando elas duas por que Maeve te lembra sua filha. Você a olha com uma certa nostalgia, como se ela significasse muito para você. - Ele finaliza.

Jess abaixa a cabeça e fica em silêncio.

- Jess. - Eu digo pegando em seu braço. - Isso é verdade? - Pergunto preocupada com ela.

Ela sem me olhar, assente que sim com a cabeça e vejo as lágrimas descendo em seu rosto por baixo de sua franja verde.

Eu a abraço enquanto ainda seguro Evie. - Do mesmo jeito que você está nos ajudando, eu quero te ajudar. - Digo a ela.

- Obrigado Maeve. - Ela retribui o abraço em nós duas.

- Agora precisamos ir. Os sentinelas vão voltar para vistoriar a área novamente e se eles sabem que vocês fugiram, vão procurar mais longe! - Ele diz virando as costas novamente e seguindo o caminho como antes.

- Eu prometo que vai ficar tudo bem! - Digo para elas.

Evie segura minha mão com a que estava livre e encosta sua cabeça em meu ombro. - Eu prometo o mesmo por você. - Ela diz.

- Estamos chegando. - Ele diz enquanto saímos de entre as árvores e chegamos em uma rua mal iluminada. - Vamos.

- Será que está tudo bem com Cassie? - Evie me pergunta.

- Espero que sim. Mesmo desarmada não acho que Kinessa seja um grande desafio para ela. - Tento pensar positivo.

- Será que ela já chegou a Espanha?

- Acho que ainda não. Mas daqui a poucas horas espero que sim.

- Vocês estavam com mais alguém? - Tony perguntou.

- Minha irmã. - Respondeu Evie um pouco apreensiva.

- Era uma ruiva alta?

- Ela mesma, você a viu? - Evie quase saltou de surpresa.

- Sim, eu a vi fugindo pelo mesmo lugar de vocês, mas era bem mais cedo. Alguns minutos depois vi uma morena indo na mesma direção que ela foi. - Ele revelou e parou um pouco para pensar. - Suponho que Cassie seja sua irmã e Kinessa a caçadora.

- Exato, senhor adivinha. - Ela responde em um tom irônico e decepcionada por achar que ele contaria algo que ela não soubesse.

- Quantos mais como você estão nesse lugar? - Jess perguntou.

- A médica e mais 4 pessoas contando comigo. - Ele afirma. - Quando conhece-los vai entender melhor, mas tomem cuidado.

- Como assim? - Ela perguntou.

- Todos aqui temos um passado. Eles tiveram terríveis. - Ele pareceu apreensivo.

- Eles são como nós? - Evie perguntou, se referindo aos poderes.

- Exatamente. Uns cobaias de experimentos. Outros por genética alterada. Alguns não se lembram de nada sobre o passado. - Completou parecendo triste.

- E você, como ganhou esses? - Pergunto indignada.

- A família do meu pai vem de uma milenar tradição de espadachins e meu pai foi um dos mais orgulhosos na tradição, por mais que sejamos europeus e a tradição viveu apenas nos meus antepassados asiáticos. Eu, minha irmã mais velha é minha irmã gêmea crescemos treinando e nos tornamos ótimos espadachins. - Ele falou parecendo preocupado.

- Você tem uma gêmea? - Evie pareceu interessada enquanto eu torcia para não ser da fora que eu pensava.

- Nosso pai descobriu sobre os experimentos que poderiam dar poderes e decidiu nos usar.

- Vocês todos ficaram bem? - Perguntei por estar ficando cada vez mais curiosa com a história.

- A experiência teve sucesso e nós 3 ganhamos poderes incríveis. Diferente da minha irmã mais velha, que apenas teve uma Lacrima implantada, eu e minha gêmea tivemos parte de nosso DNA alterado, nos deixando mais poderosos que a maioria das pessoas.

- O que é uma Lacrima? - Pergunto com dúvida. Vejo que Jess repara na pergunta como se soubesse a resposta, mas não diz nada. - Tem a ver com essa história de segunda alma?

- Logo você saberá. - Ele respondeu.

- Por que fugiram do seu pai? - Jess perguntou indelicadamente.

- Ele mudou. Depois do experimento, não éramos mais filhos dele. Éramos apenas armas de batalha. Seus novos brinquedinhos. - Ele pareceu se enfurecer.

- Fugiram para a Suíça e sem ter aonde morar, foram encontrados pela médica. - Jess afirmou o óbvio.

- Exatamente. - Ele deu uma risada sarcástica.

- Você não é o único capaz de deduzir coisas. - Ela sorri colocando a franja para trás da orelha.

Ele abre um sorriso de canto da boca, mas tenta esconder. - Gostei de você. - Ele da uma risada sem graça. - É aqui. - Completa quando chegamos a frente de um prédio de 5 andares em uma rua com vários prédios um do lado do outro. O que entramos aparenta ser o único inteiro e bem arrumado, como se fosse o único que não foi abandonado. Estava curiosa para saber quem poderia nos ajudar.


Notas Finais


Espero que tenham gostado do especial e da introdução de Tony :D

Criem suas teorias sobre os personagens e veremos quem chega mais perto u.u

Comentários sempre inspiram o autor. Comentem.

Próximo capítulo vem no Domingo.


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