História Uncover - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Exibições 23
Palavras 3.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey, esse é um projeto que inicie e espero que curtam se gostarem deixarei aqui a lista e caso se interessarem aqui vai:

Seg - 1000 hands 📅⏰⏳[GP] [AÇÃO]

Ter - Prisionera N27 📅⏰⏳[GP] [SUSPENSE]

Qua - Write On Me ✔ Iniciada [ROMANCE][DRAMA]

Qui - Elas e Eu 📅⏰⏳[GP] [COMÉDIA ]

Sex - Uncover ✔ Iniciada [ROMANCE]

Sab - Opposite Walling 📅⏰⏳[KRYBER] [DRAMA]

Dom - capítulos bônus ou one shots ⏰⏳[LIVRE]


Dúvidas ou interesse comente ou chama lá no TT


@ThaayMeu5h

Capítulo 1 - Prólogo


          Atualmente.

 

 

18 de junho de 2017 HOSPITAL CENTRAL DE MIAMI. 05:08 am.

 

O tempo parecia ser um velho conhecido do  corpo jacente a cama imposta a um dos - muitos - comodos desse lugar. Ele permanecia intacto desde que o fora designado a estar dentro daquele quarto. Afinal, não é  ele a fina camada que convem como e quando deve acontencer, e manter - muitos, se não a todo nós - presos a esperânça de que somente ele poderia ser capaz de curar? Talvez  mudar o que nós mesmo decidimos seguir como nosso caminho por  tempo  indeterminado  ou até  que  no meio  começassemos  a sentir  o peso das escolhas erradas e a partir  daí nos tornemos  dependente dele para que ao menos ele fosse condencedente a nós e por pena retirasse ou diminuisse o peso em nossa conciência? Sim, de fato é o que nós tolos esperamos a cada manhã  que acordamos e vemos que nada disso irá adiantar e que o tempo nem mesmo iria nos comtemplar com esse belo milagre. Mas ao  que poderiamos  compara-los? Ao mesmo  silêncio torrido que  trasparecem nos momentos  mas acalorados  do dia, ou quem sabe ao fato de  que  nem mesmo  um deles tinha conciência na convergência que o unia ao corpo ali presente? E o mais  importante, se não o maior e complexo motivo ao que ele representava?

 

A Dor.

 

Sejamos  sinceros, aqueles que mais  necessitam ao  tempo são de fato aqueles cujo à vida lhes presenteou com a dor da  perda ou abandono. No fim almejam mais que tudo e à todo momento sempre, que ele  leve  embora a angustia, tristeza e a solidão abrigadas em si. Ele é  capaz de nos impor  mais de um sentimento  ao mesmo  tempo. Começando um por vez, nos oprimindo sentir de forma  minunciosa um a um cruelmente até dado as circustâncias em que eles chegam todos juntos no  mesmo - tempo  e\ou - momento. Ele trazia dentro de si um sintoma que dependente a pessoa, se tornava permanente.

 

O silêncio.

 

Aquele capaz de ferir não só a  quem foi ferido, como também a quem por corvadia o feriu. chegando  a ser tão mordaz  quanto à  palavras soltas ao vento. E  um dos  maiores causadores  de todos  os  nossos  sofrimentos. Até o  mais simples  dos  motivos  quando respondidos com o mesmo são capazes de machucar.

 

Mas  á questão agora  era saber quem mais  sofreu - ou ainda sofre e pode continuar a sofrer -   com  ele  nesse  momento. E  se em  algum momento  durante todo esse  tempo alguém  foi capaz de  sentir tanto  dele quanto  o corpo  sobre  posto  a maca  residente a um dos - muitos - quartos que constituem esse hospital. Aos diversos corpos presente que permaneciam na sala de espera e ocupavam as poltronas ali dispostas aos familiares.

 

09:47min.

  

Já  haviam  se passado   dois dias ao  ocorrido. E mais do que a  pesada lembrança de cada detalhe  marcado ao dia  recorrente  havia as marcas de arranhões e cortes ao longo do corpo palido em cima da cama, devido ao atrito obtido. No quarto os únicos barulhos ouvidos  eram os dos  aparelhos  ligados a morena  deitada alí  e a  respiração  constante, com alguns fios ligados a seu corpo marcado em algumas regiões especificas, como seus braços e rosto. O corpo permanecia imóvel, sem nenhum resquicio de movimento. 

 

Seus respectivos  responsáveis estavam  reflectivos em seu  canto, em frente ao quarto da paciente  estavam desde o momento em que fora retirada  da sala de cirurgia a sua espera de noticias  eram seus pais e irmãos e...amigos. Somente por estar em um hospital particular. Não coberto por seu plano de saude de assálariada e sim por seus pais.

 

A enfermeira encarregada por seu atendimento passava pelos mesmos com um sorriso complacente ao momento, nunca era facíl,  assim entrando no quarto. Ao  fechar a  porta atrás de si suspirou e caminhou em direção a cama  da paciente deitada alí. Sobre ordens médicas deveria somente vericar a pressão e possiveis alterações na maquina ligada a ao corpo. Quanto ao medicamento decidiram  deixa-la sobre  o efeito da dipirôna sódica em liquido em horas. Respirava por sí só. Eles não viam  necessidade em  lhe jogar diversos remédios para dores como calmantes e outros sem nem mesmo saberem a intensidade.

 

O apito  disparando fora de ordem alarmaram a enfermeira que ao encarar o monitor a sua  frente em  constante na  maquina indicavam  um estado de  mudança na paciente. O mesmo estava deixando a morena impossibilitada de movimentos bruscos irritado com o som estridente  do aparelho. Tinha a sençação de ter passado mais tempo do que deveria deitada  e  sentia um  enorme peso  nas palbebrás  além do seco  incomodo  lhe  fazendo sentir a bile subir pela garganta irritada por sequidão.

 

Água, ela precisava urgentemente de água.

 

- Á...gua...- não só a falta de som como o  tubo em sua  garganta forçou a  enfermeira a se abaixar mais ao corpo da morena e tentar entender o movimento feito por suas mãos  - ág..ua..pr..ec..iii...so de...á-ag...- ela iria se engasgar

 

A tentativa falha em mover o corpo a incomodava.

 

- Não se mecha - disse a mulher a sua frente - irei pegar, mas não faça esforço - pediu e  relaxou o corpo  ao ver  à morena  continuar  deitada da mesma forma que ela estivera antes acordar, completamente imóvel.

 

Bom, ela não tinha outra opção.

 

A  moça que julgara  ser sua  enfermeira logo  após  recobrar parte  da conciência e se lembrar o pouco do que acontecera a fez em parte não surtar ao notar no que  aparentava  estar  em uma  cama de  hospital. Enquanto o  outro corpo  alí presente  bipava  o doutor encarregado por seu estado.

 

- Preciso que continue parada - pedia de forma calma - preciso retirar esse tubo da sua garganta, e  seria menos  doloroso se permanecer parada - explicava - preciso que faça o que eu pedi, pisque duas  vezes para eu saber  que irá colaborar  comigo ok, prometo lhe dar algo pra beber assim que tirarmos isso - se refiriu ao tubo até agora ligado a garganta da hispânica.

 

Ela piscou duas vezes como lhe foi pedido e esperou que aquilo fosse retirado de si. 

 

Já ao  lado de fora os visitantes  estavam apreensivos a  demora da enfermeira desde o momento que se instalaram  alí a mesma aparecia para  uma pequena revisão de duas em duas  horas com  durações entre dez e quinze  minutos. Já havia se  passado dezesseis. E não  ajudava nada o fato de que alguns  métros o encarregado por ela vinha em direção á eles e para um desepero maior tinha como destino o quarto a frente deles.

 

Ambas  viraram a cabeça em  direção a porta que agora era fechada pelo homem mais velho. Sem o  tubo na garganta e com a sede revigorada a minutos atrás a morena estava pronta  para  perguntas  que faria, e claro responderia, sobre pondo à  mais  importante  quando sairia  desse lugar.

 

- Bom dia Lauren, sou o  doutor Adam Miiler, o responsável  por seu caso e fico feliz que tenha acordado  tão rápido e bem - o jeito era  tão formal pensava a hispânica - bem, como de prache preciso que responda a algumas perguntas 

 

- Ok - foi tudo o que a mais nova se limitou a lhe responder o homem grisalho ao seu lado, conhecia esse tom, sabia  como funcionava a àrea da saude em respectivos casos e só pelo tom já sabia que algo estava errado.

 

-  Iremos começar  pela sua identidade então. Poderia me dizer seu nome  completo - pediu o médico enquanto pegava  a prancheta  em frente  à  maca da  morena para fazer as suas respectivas anotações.

 

- Lauren Michelle Morgado Jauregui - respondeu indiferente.

 

A voz um pouco mais rouca que o normal.

 

- Idade e a data de nascimento? - pediu enquanto anotava no prontuário.

 

- 27 de junho de 96.

 

- Familiares?

 

- Doutor...Adam,  hmm...felizmente  me lembro  até do meu chefe Jake então porque não pularmos essa parte e me dar alta? - a lentidão com que saia cada fala de sua boca a inervava. Mais sabia que esse era o resultado dos tubos anteriormente em sua garganta.

 

- Certo senhorita Jauregui...- Ele estranhara o fato da hispânica não comentar sobre seus movimentos, desde a cirurgia tinha essa enorme duvida - não sente nenhum mal estar ou dores no corpo?

   

Havia ele se enganado durante a cirurgia? 

 

- Sim, as minhas pernas não  as sinto, mas penso ser  talvez efeito dos  remédios para dores musculares ou...?

 

No fundo ela não queria saber, estava ciente  desde o momento em que tivera a ajuda da  enfermeira para  ajuda-la  se recostar a cabeçeira  na cabeceira da cama, algo  estava errado. Alias, tudo relacionado a Lauren indicava noventa e nove por cento de chances de dar errado. Assim concluia a Jauregui mais velha.

 

Qual seria a probabilidade de ser tão azarada assim? Lauren detestava quando sempre á enrrolavam em seja lá o que for o assunto no momento. 

 

- Resuma se possível. Pediu um tanto irritada.

 

O homem encarou a enfermeira do outro lado da sala e suspirou, amava a profissão, claro, mais sempre se intimidava em certos momentos diante  as conclusões de todo o processo.

 

- A batida  causou  sérios danos  a sua  coluna Lauren, atingindo  a medula espinhal, e foi  impossível reverter a  situação quando  ainda  tinhamos que tratar  das balas alojadas em seu corpo, uma ao lado esquerdo da sua coluna e outra bem acima da cintura. A perda de sangue foi brusca seria arriscado  darmos  atenção  ao  que  de  fato é a  nossa prioridade  salvar vidas. Eu s into muito Lauren.

 

Paraplégica?  O nó na garganta a imoedia até mesmo de gritar. E até mesmo se almodiçoar por pensar que em algum momento seria diferente.

 

- Eu também...- foi a única coisa capaz de falar.

 

Então era esse o castigo que receberia por voltar ao passado? Por carregar a duvida de que tudo poderia ter sido diferente se não fosse covarde o suficiente e ter ido embora? Já não havia perdido tanto? Sacrificado tanto? O quão mais filho da puta seria o destino e a deixaria  terminar de viver assim?Mas se acreditava  fazer por sí, porque  sentia que  não importaria o motivo ou a questão, mais  sim as pessoas. Não é justo, nada  do que  vinha pra  si poderia  ser considerado  justo, mas talvez  esse fosse  o  preço por  sempre  fazer tudo pensando não só em si mas em prol talvez isso fosse o suficiente pra vida continuar querer lhe tirar aos poucos o lhe restou. 

 

Precisava como sempre lidar com seu lado isano, pelo visto nada havia mudado e era assim que presiva encarar.

 

- E o tramento? - a voz baixa e rouca deixou a desejar.

 

- Disse algo senhorita - perguntou o médico.

 

- Se eu começar um tratamento de  imediato eu posso voltar a minha rotina, então me diga quando poderemos inicia-lo e nós começamos?

 

Não havia. 

 

- Sinto muito Lauren  mas seu caso é irreversível.

 

E diante disso ela não mais tinha o que falar.

 

[...]

 

O silêncio ao lado de fora, era agoniante ninguém tinha nada a dizer após as ultimas palavras ditas pelo doutor Adam.

 

- Sinto muito, mais Lauren não voltará a andar.

 

Mas o que deveriam dizer? Dona Clara nunca deixou de demonstrar o desagrado pela profissão escolhida pela filha, mas era mãe e no que dependesse dela a mais velha teria seu apoio sempre que necessário. Mas o que ela poderia fazer, quando de fato, ainda não engolia o motivo de sua filha estar posta naquela maca de hospital e agora paraplégica?

 

E Michael? O homem qual tinha orgulho extremo não só da filha mais velha assim também como dos outros dois filhos. Como olharia para sua pequena? Dizer que sentia por isso? Ele melhor  do ninguém sabia de todas as consequências que  ela poderia  ter. Mas sentia  que a vida  estava sendo  injusta  demais com ela. Mas essas eram escolhas dela, e no fundo ele a adimirava por isso.

 

Taylor e Chris? Estavam acostumados  a serem cuidados  pela irmã  mais velha  e não ao contrário. Não sabiam como entrar naquele quarto sem deixar que as lágrimas caissem, não da forma como as que  caiam desde o momento em que o doutor dera o diagnóstico definitivo da irmã.

 

Assim como os pais, sabia do amor de Lauren não só pela vida como seu amor maior sua profissão.

 

E os outros?

 

Zayn? O moreno que se juntou a Jauregui a pouco menos de cinco anos, esse ainda estava no quarto ao lado. Não pelos ferimentos em si e sim pelo desgate emocional e o cansaço.

 

Selena? Quem era essa na vida de Lauren? Ainda sim estava longe demais.

 

Dinah? Normani? Ally? Vero? Keana? Lucy? Como  entrariam  lá  pra  dizerem  um sinto muito sem saber pelo o que sentiam. Pelo passado? Pelo Abandono? Por quase seis anos sem  nem mesmo  procurar saber por onde ela estava? Pelo incidente? Ou pelo pior, a culpa. Mas qual delas?

 

Tão indiferentes como a única que no momento se fazia esta pergunta a si mesmo era a ultima pessoa da qual talvez Lauren por certo iria querer ver.

 

Camila.

 

O que  mesmo estava fazendo ali? Não  era bem vinda. Mas  parece que o velho ditado sempre dar as caras, antes tarde do que nunca.

 

Só  havia  um  ser capaz de  enfrentar  todo  esse  jogo de  cara. Ele  estava  alí parado diante da porta de Lauren, pensando  se deveria  entrar ou  não. Ele não sabia o que falar mais sentia  que era necessário. O máximo  que  poderia acontecer  era ela o expulsar do quarto a gritos. E o  minino era talvez  apreciarem juntos  o silêncio e  se apoiar  no jeito estranho que tinham de se comunicarem.

 

1106mim. 

 

- O que está fazendo? - perguntou a latina ao notar a mão do moreno na maçaneta, ganhando a atenção dos demais ali presentes.

 

- Vou entrar - respondeu como se fosse óbvio.

 

- Talvez esse não seja o momento certo pra isso - Refletiu a polinésia ao lado da amiga. 

 

- Essa é a questão não existe momento certo - respondeu - vou entrar e a não ser que os senhores Jauregui tenham alguma objeção contra isso irei respeita-los se não...- o moreno encarou os mais velhos.

 

- Tem certeza - perguntou Mike.

 

- Certeza eu não tenho - respondeu com um meio sorriso - mas sim, eu irei.

 

- Pode entrar meu filho - essa era Clara.

 

Ao  girar  maçaneta, a vontade  de desfazer  tal ato  era tão  grande  que respirou bem fundo  antes de abrir a  porta o suficiente para entrar. Ao por o corpo mediano dentro da sala, fechou a porta atrás de si e passou os olhos pelo quarto antes de pousa-los sobre a morena deitada a cama. 

 

Que merda ele estava fazendo? Pensava o mesmo.

 

Lauren virou o rosto na direção da porta por alguns segundos e ao constatar quem havia entrado bufou e jugou se possível ainda mais o corpo para trás e fechou os olhos.

 

- Eu  realmente não  sei como devo  começar um  dialogo  depois de  descobrir  que o incidente  acarretou  em  sequelas - disse ao  se  aproximar  mais da  hispanica - mais  a julgar  pelo fato  de  não  ter me  expulsado assim  que entrei, talvez  seja  porque  sentiu minha falta?

 

A falta de um contexto coerente ao assunto sempre que iniciavam uma conversa era de fato uma merda. Sempre fora e agora parece continuar sendo. 

 

Lauren ainda não o  encarava, ela  mantinha a  cabeça  inclinada por  ter sido deixada ali escorada a cabeçeira da cama e nem mesmo emitia som algum.

 

- Certo, não vai falar nada? Então isso significa  que não quer saber como as crianças estão? Pois não tenho a intenção de dizer nada sobre eles a não ser que me pergunte. Rebateu incisivo.

 

Ele sabia que era jogar baixo, mas não tinha escolha.

 

Ela consegui irritá-lo até mesmo calada.

 

- Olha, eu estou tentando criar algum diálogo com você - fez uma careta - e nem mesmo sei o porque, mas acho bom que me responda. Estou falando sério Lauren, sei que não nos damos bem, mas porra abre essa boca e diga algo.

 

A voz nitidamente demandava um tanto de irritação.

 

- Quer saber que se foda - soltou o maior se aproximando mais da cama da Jauregui que sentia aproximação mais parecia não querer fazer questão de abrir os olhos e dar a minima atenção ao visitante presente.

 

Certo. Ele não sairia dali, não enquanto não ouvisse sua voz. Mesmo que se fosse o chingando.

 

- Olha eu não sei como é  passar por isso então não vou dizer que sinto muito, mas se serve de alguma coisa eu to aqui, mesmo depois de anos estou aqui porque você foi filha da  puta o  suficiente pra  me deixar sozinho  cuidando deles, eu  precisa de você Lauren, ela precisava. Mas tudo que fez foi fugir. Então  sim, eu digo que voçê foi a bela de uma filha  da mãe desgraçada  idiota covarde. - a voz  extremante  calma ao dizer palavra por palavra a fez  levantar o rosto e  encarar o par de olhos castanhos  que não  chegavam  a transparecer metade do que dizia sentir.

 

Ela sorriu internamente.

 

- Lauren você ficou paraplégica não muda da abrir a porra dessa  boca ainda estamos no hospital não posso encostar em você - conclui cético.

 

A morena pensou em manda-lo ir a merda mas prefiriu ficar quieta já que o seu silêncio o estava irritando.

 

Ambos arquearam as sombrancelhas em desafio.

 

- Eu sei o que está fazendo e isso não tem graça - indagou - ao menos não quando estamos sóbrios.

 

Certo. Ele havia tocado no ponto certo.

 

- Poderia ter resumido tudo em um simples: senti a sua falta.

 

Ele sorriu debochado. 

 

- Tenho uma reputação a zelar, além de que mentir é feio - deu de ombros - está bem?

 

Lauren se perguntava porque ele tinha que estragar tudo nos melhores momentos.

 

- Porque insiste em ter conversas assim comigo? - indagou confusa -  Você está em um hospital, acabou de falar palavrões, e o pior acabou de me chamar de paraplégica, como se estivesse me chamando de cavala?!

 

- Juro que se soubesse que faria esse cu doce antes de eu entrar aqui, teria entrado com mais estilo,  e claro, Eu só constatei um fato. E não me venha com essa pra cima de mim. Sei que faria pior.

 

Tudo entre os dois parecia sempre fluir tão naturalmente que as vezes ambos se assustavam com tamanha naturalidade. Mas será que  poderia se tornar diário?

   

Porém havia algo que ao ouvir tais palavras anteriormente a fez repensar e agora a duvida já estava instalada em sí.

 

Ela queria saber, precisava saber. 

 

- Porquê está aqui?

      

O que ele poderia dizer? Ele não tinha certeza. Mais tinha um propósito. E talvez esse fosse o momento e a hora ceta de tentar reparar os danos causados ao longo dos anos.

 

- E porque não estaria? - rebateu acertivo -  Eu posso não demonstrar mais não sou tão lento quanto pensam que sou, eu via o mesmo que eles, porém me julgo ter sido o único capaz de ter  interpretado tudo corretamente, você tinha tudo pra me jogar pra escanteio, mas não, fez ao contrário, e por mais que não tenha me deixado entrar em sua vida por completo, você me deu o suficiente - a pequena pausa era motivo do que estava prestes a dizer - Pode parecer estranho, mas eu me sentia bem ao seu lado e olha eu jamais, jamais à vi como minha inimga, pelo contrário, quando soube - divagou - eu adimerei o fato de saber que se não fosse eu seria alguém que eu teria orgulho de ser. E acima de tudo cumpriu com suas promessas, eu sei que ela arranjava um jeito de que você pudesse ver as crianças, e confesso, esperei que me procurasse pra isso, bom, não aconteceu, mas eu sou grato por isso, e vejo agora uma oporunidade de poder mudar ao menos uma parte do nosso passado.

 

Ela o encarou e suspirou, não era essa a sua intenção.

 

- Você foi e continua sendo o suficiente - declarou séria -  e nada do que aconteceu foi sua culpa eu escolhi o caminho que julguei ser o certo. Mas olha onde estamos? Então se apegue ao fato de que não tem volta.

 

O moreno suspirou antes de responde-la

 

- Eu sei eu, não somos quem erámos a cinco anos atrás, um ano atrás, meses, ou até mesmo ontem, nós sofremos mudanças constantemente essa é a vida, não se da pra mudar mas eu quero melhorar....

  

- Em algum ponto ponto você só tem que deixar pra lá e seguir em frente. Porque, não importa o quão doloroso isso é. É o único jeito de crescer.

 

- Lauren...- a voz baixa a fez virar e de fato encara-lo frente a frente -Hmmm... - cantarolou em resposta.

 

- Nós não mudamos tanto assim né? - a pergunta a deixou em duvida - se sabe...eu ainda te odeio né então...

 

- Ah. Não, não, assim eu acho podemos abrir uma pequena exeção - disse incerta - mais sei lá. Mas que caralhos, isso ta ficando muito esquisito cara....

 

- Ah. Então... ? - Ele não parecia convicto de suas palavras - sem chances?

 

- Mas que merda eu to paraplégica e você ainda tá nessa? - perguntou descrente a proposta feita pelo mais velho - mais que merda... Murmurou. Você esperava contar vantagem não? Perguntou a hispânica.

 

- Hmmm...Não, não - deu de ombros - só não acho justo terminamos com você na frente sendo que eu sou melhor que....

 

A morena riu do maior. Ele claramente não havia se conformado em perder para ela.

 

- Perdedor....- a voz rouca ganhou tom chamando a atenção do moreno - Hmmm... - cantarolou a contra gosto em resposta.

  

- Sabe...talvez isso não precise mudar - disse com um meio sorriso recebendo um em troca do maior antes do mesmo desprender sua atenção da morena e ancarar a parede a sua frente.

 

Ele permanecera ao lado da cama desde o momento em que surtou brevemente com  Lauren.

 

- Shawn...

 

A morena virou o corpo de modo que seu braço direito pudesse alcançar seu objetivo.

     

- Minhas mãos ainda funcionam, e esse é por não me ouvir quando mandei ficar no carro - por instinto ele a encarou confuso, e isso foi o suficiente pra que ela lhe desse um soco bem certeiro no olho esquerdo.

  

-  Mais que merda Lauren. 

 

      


Notas Finais


Bom espero que tenham gostado, elogios e criticas construtivas é claro serão bem recebidos. Qual quer dúvida deixe seu comentário ou me chama no TT
@ThaayMeu5h

Até mais anjos 😘


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