História Undeniable Request - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~SraShushi

Postado
Categorias Originais
Tags Bissexualidade, Pistas, Segredos, Sexo
Exibições 65
Palavras 7.169
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Lemon, Mistério
Avisos: Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Esperamos que vocês gostem ♥

Capítulo 1 - Capítulo Único


Jeremy andava apressado pelos corredores vazios do alojamento, o suor escorrendo por sua face e molhando os cabelos escuros; as bochechas estavam fortemente coradas. Ele havia esquecido o pen drive em cima da escrivaninha, onde estava um dos trabalhos que precisava apresentar. Porra, justo hoje, pensou angustiado.

— Parabéns, seu burro! — exclamou trincando os dentes, à medida que desacelerava o passo.

Quando chegou a frente de seu quarto, viu uma folha de caderno pela metade presa na porta, com algo escrito. Tirou-a sem ler e enfiou a chave na fechadura com pressa, mas o sangue de Jeremy fervia por debaixo da pele. Quase quebrou a chave na correria.

Seus dedos longos não ajudavam na operação. Teve de parar e respirar fundo, mesmo prestes a explodir numa dor de cabeça. Concentrou-se durante alguns segundos e fechou os olhos.

Levou as mãos outra vez até a fechadura e, quando ela se abriu, uma paz instantânea reinou no interior de Jeremy, que sorriu aliviado, deixando transparecer suas covinhas nas bochechas magras. Olhou para baixo com certa satisfação, e foi então que viu o pedaço de papel jogado no chão, aquele que estava preso à porta.

Abaixou-se ajeitando a mochila nas costas e pegou a folha com cuidado. A caligrafia que cursava as letras era bonita, legível. Genericamente, Jeremy podia dizer sem dificuldades que uma moça havia escrito aquilo. Deixou-se levar e leu por pura curiosidade. Foi então que um arrepio inusitado percorreu sua espinha, eriçando os pelos do corpo. Uma sensação, no mínimo, esquisita.

Hey, Jemy. Você gostaria de brincar? Não dá para te contar a surpresa, mas te garanto que iremos nos divertir. Guarde esta carta com carinho se sim, ou deixe-a dobrada no vão da sua porta até a meia noite. Esperando ansiosamente pela resposta.

Uma risada abafada saiu dos lábios de Jeremy, misturada com nervosismo e estranhamento. Não deveria levar aquilo a sério, deveria? Seus sentidos estavam processando a mensagem, um tanto quanto misteriosa e de origem desconhecida. A superfície de Jeremy dizia para encarar aquilo como uma piada, pois ele era facilmente alvo de chacotas pelas fraternidades. Mas a perspectiva da sua face interior radicalizava um sentimento intenso pela letra, a forma escrita, como estava posta sobre o papel. É só uma brincadeira idiota, passou por sua cabeça.

Jeremy ficou confuso, porém não tinha tempo para aquilo – naquele momento, pelo menos. Socou a folha em seu bolso traseiro e voltou aos seus afazeres, pensando veemente na seriedade da carta.

 

O dia havia sido exaustivo para Jeremy. Ele já estava em seu quarto, sentado em uma cadeira dura e tentando estudar para as provas de final de semestre; melhor ainda: alguns loucos não paravam de fazer barulho do lado de fora. Isso ajuda muito.

— Dá pra calar a boca? — gritou irado. Jeremy ouviu alguns xingamentos e batidas fortes na porta, como se a esmurrassem.

Fez uma careta irritada e voltou aos livros, porém seus olhos pararam na carta amassada em cima do travesseiro. Reprimiu os lábios, ainda um pouco incerto sobre aquelas palavras. Pegou-a novamente, hesitante, e a leu tentando encontrar uma mensagem subliminar ou algo do tipo.

Nada, é claro.

Jeremy dizia a si mesmo ser cético. Aquilo parecia uma idiotice sem fim de algum daqueles caras da fraternidade. Mas ele estava curioso, precisava admitir. Passou a mão na nuca, lendo outra vez onde dizia “Você gostaria de brincar?”. Estava com dúvida, e aquilo testava o que havia por baixo da máscara do jovem adulto.

Levantou-se e dobrou a carta prestes a colocá-la debaixo da porta, porém se conteve. Leu, e sorriu. Sua expressão estava adorável, como sempre.

— Foda-se — murmurou.

Abriu a gaveta do pequeno criado-mudo e guardou a folha lá dentro, ignorando o possível não e mergulhando no possível sim.

 

[...]

 

Os tênis brancos assoviavam alto em par à caminhada tensa de Jeremy. Seus dedos batiam fervorosamente contra o bolso dianteiro da calça jeans, o nervosismo claramente estampado no rosto. Ele estava sozinho num ginásio ligado à faculdade. Havia três dias desde a carta, e isso mexia insistentemente com a cabeça do garoto.

Jeremy ainda acreditava que poderia ser uma brincadeira de mal gosto, só que ele não queria simplesmente ignorar o convite.

O som gritante de seus pés contra a madeira envernizada indicava cegamente o quão inquieto ele estava. Procurava pelo chaveiro que considerava ser da sorte.

— Caralho, cara. Onde é que essa coisa se enfiou? — grunhiu estalando o beiço.

A frustração de Jeremy toma conta do local quando percebe a perda do chaveiro. Deita-se no meio da quadra fria e esfrega os olhos, completamente chateado com a situação. Ele passa os dedos frios por todo o couro cabeludo e não percebe seu próprio suspiro ecoar pelo ginásio.

Porém, algo atrai seu olhar. Ele vê algo preso à cesta de basquete, no alto.

O rapaz caminha até lá e puxa com cautela um envelope negro no fio transparente a qual estava preso. Jeremy sente a fragrância de um perfume forte e masculino invadindo-o sem permissão, junto a um arrepio ligeiro acompanhado de uma inexplicável excitação. Ele analisa e aproveita um pouco mais daquela sensação promíscua, para então abrir o envelope.

Você não está ansioso para o nosso encontro? Pois nós estamos. É isso, há mais de um aqui, baby. Seu corpo nos provoca desejos incontroláveis, cremos que seja recíproco.

Jeremy deixa escapar um suspiro fantasioso e morde o lábio com força. Sua ereção bate firme contra a jeans preta.

O último detalhe que vê é o formato de uma boca, como um beijo, num batom vinho escuro que se perdia na folha preta ao lado de letras cursivas brancas. Ele guarda cautelosamente o envelope na mochila, e abandona a ideia de encontrar o chaveiro estúpido. O garoto escapa rapidamente daquele lugar escuro antes de quaisquer atitudes obscenas que seu corpo o forçava a fazer.

 

[...]

 

Foram incontáveis as vezes que Jeremy apanhava o envelope e inspirava a essência impregnada nele. Aquele aroma de homem o atiçava cada vez que entrava em suas narinas. A pele em seus lábios estava machucada de tanto os morder, imaginando inúmeras situações. Sua cabeça também se perdia ao pensar na dona do batom manchando seu corpo, a boca pintada do mesmo batom vinho. Sentir a língua quente dela passeando pelo peito dele...

— Cara, acho que vou ir com a Anna na festa das turmas. — Bernard disse, enquanto mordiscava uma maçã. Jeremy foi arrancado da sua própria mente pelo amigo.

— Você que sabe — falou desinteressado. Ele não ligava para a festa; na verdade, estava impaciente com a falta de pistas dos seus admiradores secretos, havia sete dias desde que recebera o último envelope.

Bernard continuou a tagarelar, saboreando de sua fruta. Ele não tinha a atenção total de Jeremy, pois o rapaz estava no mundo da lua.

Jemy pegou seu caderno de desenho, escondido por entre os livros na mochila, e colocou-o no colo. Abriu com delicadeza, a fim de apreciar os bons traços dos rabiscos. Por algum motivo, Jeremy tinha certa obsessão pelo tronco humano. Ele gostava de delinear as curvas, ou a falta delas. Seus dedos faziam mágica quando não estava estudando demais.

Um sorriso tolo quase escapou, mas evitou-o.

Ao virar a última página do caderno, viu uma fotografia virada para baixo na capa, sendo ela de uma câmera Polaroid. Não estava ali antes.

Jeremy tirou as fitas adesivas que colavam a foto e virou-a de uma vez só. Sua postura automaticamente se alterou, quando uma imagem sensual foi revelada. As bochechas esquentaram e ele fechou o caderno o mais rápido que pode, arregalando os olhos. Bernard ao fundo, não percebeu o movimento.

A zona erógena de Jeremy não tardou a dar sinais. Pressionou o caderno em seu peito e seu corpo ameaçou-o despertar uma ereção.

— O que você acha de...

— Eu preciso ir ao banheiro. — Jeremy cortou se levantando depressa, enquanto tentava esconder qualquer indício de um possível volume dentro da calça.

— Quer que eu vá junto? — Bernard arqueou uma de suas sobrancelhas.

— Não! — exclamou, sua voz num tom mais alto do que o normal. — Eu vou sozinho.

Jeremy tentou sorrir, porém algo o impedia fortemente de fazê-lo. Deixou o amigo sem dizer nada mais, e correu até o banheiro mais próximo. Caralho, eu não acredito que isso tá acontecendo, pensou.

Quase arrombou a porta do toilet ao empurrar com força. Ignorou o rapaz que falava ao telefone e entrou em uma das cabines, trancando-se lá dentro. Pôde ouvir o menino parar de falar, talvez estranhando a situação.

Jeremy apertou os olhos, tentando compreender o que havia visto.

Sentou-se no vaso, ainda que atordoado. Abriu seu caderno de desenho outra vez, hesitante. Pulou todas as folhas até onde estava a fotografia, e seu coração quase rasgou o peito.

Uma garota nua, apenas o tronco de seu corpo magro e curvilíneo. Haviam marcas arroxeadas espalhadas pelo colo, como se tivesse recebido diversos chupões. Seu seio esquerdo era apertado pela mão de um rapaz, as veias saltando do braço dele; uma pegada firme e forte. Os dedos delicados da moça cobriam o seio direito, podia-se ver pouco de seu mamilo rosado. Nenhum rosto à mostra.

Logo abaixo, na parte branca da foto, uma mensagem provocativa: Você quer isso?

Um sorriso safado surgiu.

Quero — sussurrou.

O olhar de Jeremy devorava descontrolado aquela fotografia, seu pensamento voou para longe. Ele podia sentir o aroma do pós-sexo, algo que não fazia há algum tempo. Uma de suas mãos correu para a genitália, que gradativamente pulsava e causava apetite. Não fez nada além disso.

Ficou animado, afinal de contas. Acabara de descobrir que seus admiradores eram dois: um homem e uma mulher. Ele gostava dos dois e queria prová-los.

A brincadeira abalou insistentemente a imaginação de Jeremy, que se tornou cada vez mais fértil... e erótica.

 

[...]

 

Alguns pingos de água caíram sobre as mãos frias de Jeremy, após desligar a torneira da pia. Estava aborrecido naquela noite. Tudo o que ele tinha era uma montanha de livros para estudar, justamente numa sexta à noite.

— Vou me deitar, mano. — Jeremy disse, terminando de secar os dedos.

— Não vai dar uma escapada na festa do Chase? — Bernard sorriu animado.

— Nem pensar, eu tenho um monte de provas semana que vem. — Um riso despreocupado escapou do rapaz, ainda que estivesse entediado. — Manda um abraço pra Anna. Boa noite, cara.

Jeremy fez um cumprimento com o amigo e saiu do banheiro. Percorreu o corredor lentamente e desengonçado, até o refúgio que chamava de quarto.

O cômodo estava deitado em completa escuridão, mal podia se ver os diversos pôsteres espalhados nas paredes. Os LEDS azuis do notebook eram as únicas luzes que emanavam naquele breu. Ele fechou a porta atrás de si, arrancou a camiseta cinza do corpo e jogou-se em sua cama. A expressão em seu rosto era de relaxamento, mas por dentro estava esgotado.

Levou a mão para o lado, procurando pelo celular. Encontrou-o debaixo do travesseiro e viu a pequena luz de notificações piscando. Destravou o telefone, deixando o brilho forte encontrar seu rosto.

Havia uma mensagem de um número desconhecido no seu whatsapp. Pensou ser somente mais uma pessoa se enganando, não seria a primeira vez. Porém, quando abriu a conversa, deparou-se com um vídeo.

E seu corpo instantaneamente paralisou.

O coração de Jeremy bateu mais forte e rápido como nunca antes. Conseguia ver claramente a imagem antes mesmo de assistir.

Não era um engano. Eram aqueles dois, ele tinha certeza disso. A mesma cama, os mesmos lençóis brancos, a mesma tonalidade da pele, a mesma exalação de prazer. Ele havia guardado a fotografia que recebera há uma semana, e agora tinha acesso a um dos vídeos. Um vídeo íntimo.

Mesmo que não pudesse ver seus rostos, Jeremy gostava de se iludir com eles.

Apertou o play, sem hesitar.

Linda como na fotografia, a moça estava de lingerie na cor preta. Ela estava de quatro, empinando-se o tanto que pôde. O rapaz vestia uma cueca da mesma cor, esfregando seu pênis na bunda dela. Os dois fodendo por cima do tecido, excitados e provocativos. Uma das mãos do rapaz bateu com força numa das nádegas dela, deixando-a vermelha. Não havia tempo para Jeremy se deliciar, pois antes que pudesse ter qualquer reação, o vídeo acaba.

Somente dez segundos daquela sacanagem.

Dez torturantes segundos.

Jeremy devorou os próprios lábios ao imaginar-se no lugar de ambos. Aquele joguinho era maldoso. Os dois eram como vilões, e Jeremy o derrotado.

Repetiu o vídeo o tanto que pôde de olhos bem abertos e atentos. Ele estava ficando duro, sem precisar estimular um milímetro de si próprio.

Sua mão direita deslizou devagar pela barriga magra, em direção às regiões baixas. Quando chegou a barra da calça, fez uma massagem na pele descoberta acima dela. De tanto se morder, sua boca já estava vermelha e inchada, prestes a sangrar com a força de seus dentes.

Sem controle total, Jeremy não conseguiu segurar o tesão.

Enfiou depressa a mão para dentro da calça de moletom, e se arrepiou ao sentir as pontas geladas dos dedos percorrendo por sua pele macia. Seus lábios adocicados pelo sangue. Um choque térmico do quente e do frio, uma sensação deliciosa.

Precisava de estímulo, mais estímulo.

Jeremy não tardou a apertar seu pau com a força certa, ainda pedindo por mais. Largou o celular de lado e fechou os olhos, lembrando-se de cada detalhe dos movimentos no vídeo. Retirou o restante de sua roupa, sem timidez. Seus músculos contrariando por todo o corpo.

Os pequenos dedos brincavam com a cabeça do pênis, causando calafrios no garoto. Ele gostava de se torturar. Gostava de se autodelirar.

A imagem que tinha em sua mente era a das línguas dos desconhecidos em volta de seu pau, chupando-o com vontade. Ele podia até mesmo ouvir o som gostoso da sucção.

Devagar, a mão de Jeremy começou a ir para cima e para baixo. As vibrações eróticas percorriam toda a extensão do corpo do jovem, seu pau rígido e as veias saltando pulsantes. O rosto estava corado o suficiente.

Tudo se intensificou quando o som da masturbação começou a tomar conta do quarto, aquele barulho da mão indo e voltando. Ele poderia escutar isso a noite toda.

Sua respiração estava tão acelerada que precisou abafar os gemidos. Salivou com fome de prazer. O quarto estava tomado pelo cheiro do sexo consigo mesmo e Jeremy latejava com os fluidos saindo de seu corpo.

Um gemido baixo escapou, e precisou morder os lábios com mais força.

A segunda imagem que passou por sua cabeça foi a de penetrar naquela garota, como se ela fodesse a si própria em Jeremy, sentando como uma puta experiente. Ele colocava todo o seu membro dentro dela, profundamente.

O êxtase estava o atingindo depressa, ele sentia o orgasmo chegando. Cada parte do corpo de Jeremy estava tão quente que as primeiras gotas de suor passaram a molhar seu cabelo.

Colocou dois de seus dedos desocupados na boca e os chupou como se chupasse o rapaz do vídeo. Enfiou-os tão fundo que acreditava fazer um boquete de fato. Um pouco de saliva percorreu pelo canto da boca.

A mão no seu pênis subia e descia cada vez mais rápido e a cabeça estava rosada, pronta para gozar. Jeremy abriu as pernas e mexeu-se na cama, rebolando como se estivesse sendo fodido com força, como se tivesse um pau dentro da sua bunda.

Ah, me fode — sussurrou para si mesmo, a voz rouca e cansada.

Intensificou os movimentos para um ritmo frenético e aos poucos não conseguia mais segurar o gozo.

Seu corpo queria dar ordens e ele deixou-se levar. O líquido branco saiu rápido, caindo sobre a barriga de Jeremy. Pulsava ardente. Parou de respirar por breves segundos, para se deliciar do prazer colossal que ele mesmo conseguiu dar a si mesmo. Seu peito subia e descia, um cansaço tomando conta e os músculos relaxando.

Cada vez mais fez movimentos lentos, e os últimos pingos do gozo caíam na pele branca do rapaz.

Jeremy abre os olhos devagar, e a sua visão fica embaçada. Um sorriso surge com calma, enquanto ele inspira o doce aroma do ambiente. Ele olha para baixo e analisa o líquido por entre os dedos. Uma gota caía na sua mão, e o que fez foi levá-la até sua boca para sentir seu gosto. O paladar afiado.

Quente e saboroso.

Jogou o rosto para o lado, e suas bochechas ainda encontravam-se adoravelmente avermelhadas. Ele não iria limpar-se tão cedo. Queria aproveitar mais daquele deleite, saciar seus maiores desejos.

Jeremy sorria sem parar. Faria uma, duas ou mais vezes naquela noite. Aquela era uma ótima forma de brincar, ele estava feliz por dizer sim.

 

[...]

 

Por algum motivo, Jeremy sentia que logo a próxima pista de seus amantes secretos apareceria em suas mãos. Ele se esforçava para responder nos tempos certos a conversa de Bernard, apenas afirmava o que ele dizia; Jeremy não estava afim de escutar os romances de seu amigo quando o que mais queria era outra coisa.

— Anda logo, bando de maricas! — gritou o homem bigodudo com desdém no meio da quadra de esportes.

Jeremy gostava de participar dos jogos de futebol no ginásio, apesar de sentir raiva do treinador. O sentimento aflorava à pele quando aquele desgraçado o xingava, suas orelhas queimavam na rapidez que o sangue fervia.

Todas as aulas eram básicas para os universitários que participavam. Ninguém era forçado a estar ali, e apesar disso, Jeremy usava a ira que sentia a seu favor como objetivo para ser o melhor.

Tinha músculos em formação por conta desses jogos amadores.

Mas nada disso importava naquele momento. Ele estava no banco dos reservas porque estava jogando no estado de espírito mais foda-se possível. O vídeo que recebera há duas semanas era sua ruína social. Duas semanas inteiras se tocando.

E apesar de nada ali parecer fora do comum, Jeremy sentia-se observado. Olhava discretamente em volta e procurava alguma razão, porém nada. Seus companheiros não percebiam o desconforto no olhar do garoto, ninguém ligava muito para ele afinal de contas. Mas aquela sensação não durou muito. O jogo acabou e o time de Jeremy perdeu, os meninos ficaram frustrados. Todos lamentaram a derrota e se direcionaram ao vestiário, Jeremy não foi diferente.

A fumaça dos chuveiros quentes embaçava e molhava tudo com as gotículas de água.

Os corpos suados, magros, másculos e gordos, banhando-se num mesmo lugar. Uma visão até que interessante, mas nem tão atraente.

Com o fim de seu banho, Jeremy foi de encontro ao seu armário, ignorando alguns babacas de grupinhos que o caçoavam. Ele passava furiosamente a mão pelo cabelo a fim de tirar a tensão que eletrificava seu corpo com aversão.

Abre seu armário rapidamente e um perfume gostoso se espalha a sua volta.

Jeremy coloca a cabeça para mais perto do interior do armário e o cheiro se intensifica. Ele agarra a toalha que envolve sua cintura e imagina que aquele aroma é feminino. Um doce aroma de mulher.

Sabe de quem é, e sorri por isso.

Antes que alguém notasse, ele veste uma camiseta preta; a roupa, porém, estava completamente perfumada. Vocês são tão espertinhos, pensou.

Colocou o restante de suas vestes e fechou o zíper da calça, puxando a mochila para suas costas; vê um pequeno pedaço frágil de papel no chão do armário, exatamente onde antes estavam seus pertences. Seu coração bate com mais força, enquanto traz aquela folha desconhecida para perto de seus olhos.

Um cupom fiscal.

Nele havia a compra de dois itens: uma garrafa de Jack Daniels e um pacote de preservativo – com um detalhe curioso: sabor morango. O garoto franze o cenho e tenta entender o objetivo daquela pista.

Procurando por hora ou data da compra, ele vê o rasgo na folha. Eles arrancaram essa informação. Não queriam que ele fosse atrás deles antes do tempo, isso era certo.

A esse ponto, a língua de Jeremy molha os lábios constantemente. Se sente frustrado por achar que aquilo não significasse nada e enfia o cupom na calça. No princípio seu bolso estava vazio, mas logo quando sua mão tem contato com a parte interna do bolso, ele percebe que talvez não tivesse tão vazio agora.

Puxa disfarçadamente o pacotinho desconhecido e sorri mais uma vez.

Uma camisinha sabor morango.

Os dentes do rapaz cravaram na boca vermelha, e uma safadeza descontrolada urrou pelo corpo magro do jovem.

Senhoras e senhores – Jeremy pensava –, o garotão aqui foi convidado para uma foda bem gostosa.

 

[...]

 

Abraçando com força o livro sobre a história do jornalismo, Jeremy andava aflito pelos corredores do prédio de comunicação social. Estava muito abafado lá dentro e as conversas altas o irritavam. Junto com o fim de junho, o verão chega e as aulas vão embora até o próximo semestre, formando essa loucura. Qualquer comportamento fora dos padrões exigidos pelos professores já é motivo para a diminuição das notas. E é por isso que Jeremy estava tão angustiado.

Ele tenta focar no seu objetivo, caminhando próximo à parede. Porém sente uma dor repentina nas costelas, como se alguém desse um murro bruto e ríspido na região; Jeremy vai parar no chão de um segundo para o outro. Ouve o som alto de uma porta batendo contra seus pés.

Pisca forte e só então percebe que caiu dentro do banheiro. Não, não. Alguém o empurrou com muita grosseria.

Jeremy junta o livro e se levanta, dando batidas na roupa suja.

— Que porra foi essa? — diz confuso.

O jovem respira fundo, altamente irritado e borbulhando em seu interior.

Jeremy vai até a pia do banheiro, um pouco desengonçado, para lavar o rosto. Vendo-se no espelho, ele repara em algo colado à porta azul marinho do toilet. Ignorando os sete minutos antes do início da aula, ele se aproxima e vê uma folha.

Nós não podemos mascarar o desejo, Jemy. É tarde demais. Obs.: adianto-me em pedir desculpas pelo empurrão.

Estranho, mas divertido.

Mesmo com o cansaço, Jeremy sente a energia renovar em seu corpo, queimando-o como a lava de um vulcão. Havia uma pena vermelha acompanhando aquele pedaço de papel, isso o fez sorrir voluntariamente. Cenas impuras passaram iguais a um filme em sua cabeça, e isso era impróprio para o momento.

Respirando fundo, ele guarda aqueles itens em sua mochila e segue até a classe com um sorriso bobo no rosto.

 

[...]

 

Nós não podemos mascarar o desejo. Isso ecoava pelos pensamentos de Jeremy, já há três dias. Ele tinha tudo... ou quase tudo.

— Duas cartas, uma fotografia, um vídeo, uma camisinha e uma pena. Onde é que vocês estão? — O garoto perguntava a si mesmo, enquanto caminhava calmamente sob o sol escaldante.

Apesar de estar empolgado, uma insegurança intrusa o consumia pouco a pouco. Não entendera muito bem a mensagem no banheiro, porém sabia que ela era positiva. O único problema era o tempo que eles tinham. As aulas chegariam ao fim em menos de duas semanas, e na próxima semana haveria uma festa de máscaras promovida pela universidade.

Portanto, não havia muito mais tempo. Jeremy passaria as férias na casa de seus pais no interior. Isso é tudo.

Ele queria os conhecer logo, sentir seu calor.

Conteve-se a pensar em quaisquer baboseiras e seguiu caminho até o alojamento. Levou uma das mãos até a testa e limpou o suor que molhava seu rosto. A camiseta estava grudada no corpo. Eu odeio o verão, pensou.

Uma garota loura e um rapaz de olhos esverdeados surgiram logo à frente, na direção oposta a do garoto.

Os dois passaram por Jeremy, porém ele estava distraído.

— Nós não podemos mascarar o desejo — murmurou, pensando no significado daquela frase.

Mal percebeu quando chegou na residência, acordou dos pensamentos ao ouvir uma senhora cantarolar, enquanto regava as plantas no jardim. Ela sorriu quando viu o moço caminhar depressa.

— Boa tarde — Jeremy disse sorrindo.

— Boa tarde, querido.

Ele deu um passo à frente, e a velhinha o segurou pelo braço.

— Você é Jeremy? — Ele assentiu. — Tem correspondência para você.

— De quem? — perguntou, arqueando uma de suas sobrancelhas. Ela não respondeu a questão, deixando-o plantado ali. Jeremy ficou confuso.

Coçou a nuca, dirigindo-se curiosamente até a grande caixa de correio dos estudantes.

Abriu com cuidado a porta que continha o nome dele em tinta, e colocou sua mão sem antes olhar para dentro dela. Sentiu cócegas nos dedos, percebendo que havia muito mais do que uma carta lá dentro. Ficou espantado, ao mesmo tempo em que ficou agradecido. Uma mistura esquisita.

Era uma rosa sem espinhos e um envelope.

Para Jeremy, com carinho.

Um sorriso inocente surgiu gentilmente em seus lábios. A carta parecia ter sido cuidadosamente embalada, o papel amarelado envolto a uma fina fita de linho. Abriu com cautela, tirando um convite de dentro dela. Porém não era um convite qualquer.

— A festa? — exclamou abestalhado.

A festa de máscaras.

Jeremy parou por um segundo e lembrou-se da mensagem no banheiro. Não podemos mascarar o desejo.

Isso era o que significava. Ele estava tão empolgado nos últimos dias e preocupado com as notas que isso sequer passara por sua cabeça.

— Quer dizer que vocês estão me convidando? — sussurrou para si mesmo. — Vou pensar nisso.

O aroma delicado da rosa entrou por suas narinas, e o sorriso de Jeremy permaneceria ali por um bom tempo.

 

[...]

 

O rapaz se olhava no espelho, ajeitando os pequenos amassos na roupa. Sorriu contente quando percebeu quão bonito estava. O terno completamente negro caía bem nele, e claro, os velhos tênis surrados nos pés.

Perfeito.

Desde que recebeu o convite, a semana passou torturante para Jeremy; os dias pareciam séculos e as noites milênios. Sua autoestima quase foi destruída pela demora.

Procurou pelo celular para checar a hora. Já era tempo.

Jeremy veste sua máscara, negra e brilhante. Coloca o convite e o preservativo dentro do bolso traseiro, saindo depressa do quarto. Ele saiu um pouco mais tarde, pois não queria ser reconhecido nem visto por Bernard.

Os cantos das unhas ardiam, ele andou roendo os próprios dedos nas últimas horas.

Mexeu as mãos constantemente, os dedos inquietos entre si. Jeremy tentava se concentrar em seus passos, embora alguns dos universitários estivessem gritando até o ginásio, onde aconteceria a festa. Não demorou muito até ele ouvir ao longe a batida divertida e ininterrupta da música. A faculdade realmente sabia fazer uma boa festa.

Aproximou-se daquela grande estrutura e respirou fundo.

— Cheguei — sussurrou.

Um brilho saía pela porta direta do salão, algumas pessoas sorriam e conversavam na entrada. Todos de máscaras coloridas, misteriosas. O rapaz se infiltrou na fila e esperou impaciente para entrar. Alguns dos estudantes tentavam se intrometer na frente de Jeremy.

O salão estava cheio de luzes coloridas, porém o lugar era escuro. Um DJ tocava músicas populares no alto e as pessoas dançavam agitadas na pista de dança. Apesar de ninguém ali saber se controlar, havia um grande bar num dos cantos, bastante frequentado.

Jeremy apenas procurava por um local afastado dos demais. Quando se senta, mexe os pés conforme a música, observando a movimentação.

Sex on fire de Kings of Leon no som.

Suas pernas ficam bambas, ele não sabe onde esperar a dupla. Não haviam dado nenhuma dica sequer. Tudo o que faz é olhar para o horário no celular uma, duas, três vezes e mais.

Ele começa a cantarolar, verificando nervosamente tudo o que estava ao seu alcance. Bate uma das mãos no bolso e respira fundo.

Minutos intermináveis passaram e nada acontecia, bateu seu pé com esgotamento no chão e seus braços revezavam entre se cruzarem em frente ao peito ou apoiarem seu rosto.

Tantas músicas no som.

Let me love you no momento.

Ele bufa impaciente, e sai de perto da parede frustrado. Os dedos entram nos fios escuros de cabelo e o bagunça. Caminha fervendo e raivoso, procurando por um banheiro. Esbarra em algumas pessoas pelo caminho, porém não aposta em desculpas. Jeremy não estava ali para ficar parado, não esperava nem mesmo entrar na festa.

Fica confuso, no meio de todas aquelas máscaras. Qualquer alma ali poderia ser um de seus admiradores.

Porém Jeremy é puxado para trás, no meio da pista.

Seu corpo se colide com o de outro alguém. Ele tenta se soltar, mas é envolvido por braços firmes e fortes; sente uma respiração pesada na nuca.

Arrepiante.

Foi então que uma silhueta feminina aparece em sua frente, e o abraça.

Jeremy fica preso entre dois corpos. Os dois o apertam, o esquentam. Encaixam-se como três peças de um quebra-cabeça. Não consegue ver os rostos, tapados por duas máscaras. Uma risada baixa e maliciosa pousa em seu ouvido.

Ele congela.

— Olha, Henry, pegamos o gatinho. — Uma voz manhosa, feminina e safada estremece Jeremy.

— Cuidado, Twila, não assuste o menino. — O som sedutor e arranhado de Henry surge por trás da orelha do rapaz, e os dois riem entre Jeremy.

Ele não movia um músculo, e a ansiedade ataca. Os desconhecidos. Um nó enlaça na garganta do garoto, enquanto sente aos poucos o aroma dos perfumes misturando-se no ar. Perfumes conhecidos, como os das cartas.

A moça enrola uma mecha dos cabelos louros no dedo, e retira a máscara. Lábios desenhados por um sorriso estonteante e um batom vinho escuro. Um decote ousado no vestido, os seios delineando o colo. Uma fera de tão gostosa. Jeremy paralisa pela mulher à sua frente, e ela cola ainda mais seus corpos.

Ele joga a cabeça para trás, encostando-se no ombro do rapaz atrás de si. Twila morde o queixo dele. Os três relaxam em sintonia, mesmo no meio da confusa festa. Era como se estivessem sozinhos numa multidão inexistentes, excitados e vibrantes.

Twila dá uma risada baixa, enquanto sua mão sobe pelo rosto do jovem ao qual dominava. Seus dedos param no cabelo de Jeremy e puxa o rosto dele para próximo do seu.

— Ah, Jeremy. — Ela geme seu nome, passando os dedos na cintura do menino. — Você é tão... Hum... — A moça fica de costas e rebola devagar, no ritmo da música.

— Você não faz ideia de como nos deixa, querido. — Henry diz, movimentando o quadril calmamente, provocando-o.

A garota coloca a mão por cima calça de Jeremy, no membro dele, apertando-o suavemente. Ele não estava esperando por isso, sequer conseguia dizer alguma coisa. O fluxo de sangue corria bombando pelas veias do jovem, estava aguardando uma ereção, evidentemente sendo estimulada pelos dois travessos a sua volta.

— Você quer isso, Jemy? — Henry sussurra no ouvido do mesmo, mordendo o lóbulo de sua orelha.

A mão carregada de sem-vergonhice de Twila entra na calça de Jeremy, e ele fecha os olhos.

— Diga que sim e te levamos daqui, baby.

Por favor. — Jeremy suplicou, completamente entregue e submisso.

 

Cambaleando pela rua escura, calados, o trio chega à frente de um prédio antigo nas proximidades do campus. Jeremy não trocou uma palavra com seus admiradores. Ele estava alucinado, sentia-se embriagado com o cheiro intenso que os dois exalavam. Tinha algo em seus olhares, uma coisa difícil de compreender. Apesar de tudo, queria dar tudo de si. Literalmente.

Deixaram que Jeremy entrasse antes no prédio. Twila o empurrou bruta para dentro do elevador, e entrou encarando o rapaz com seu companheiro. A porta se fechou e ela apertou um dos botões.

Henry se aproximou da namorada, devorando-a pelos olhos. Colocou uma das mãos na bunda da moça e apertou com força, ela correspondeu puxando o lábio dele, envolvendo os braços por seu pescoço.

Jeremy assistiu àquela cena em silêncio, mas salivando mais a cada segundo. Twila deixou que um gemido manhoso escapasse. Aquilo fez Jeremy tremer.

Ah, Henry... — Ela sussurrou, recebendo um chupão no pescoço.

— Eu vou foder você... — Henry disse, alternando os beijos em Twila. Ele olha para Jeremy e a garota passa a morder o maxilar do namorado —, e você.

Twila deixou uma risada travessa escapar e Henry sorriu, os dois intensificando as carícias. Aquela frase ecoou na mente de Jeremy, e quando o elevador finalmente parou no andar indicado, o casal puxou o jovem pelas mãos.

O rapaz mais velho abriu o apartamento e Twila correu para dentro do recinto com Jeremy. Ela largou a mão do garoto e sorriu safada, deixando as alças do vestido caírem por seus braços. Levou um de seus delicados dedos até a boca e chupou-o, a expressão desafiadora.

Henry ligou a luz da sala e foi depressa até Jeremy, o empurrando no sofá. Twila empurrou todas as coisas de cima da mesinha de centro e ficou de joelhos no objeto. Colocou uma das mãos no seio e com a outra chamou Henry para se aproximar, começando a mexer no cinto da calça do parceiro. Nesse momento, Jeremy sentia o poder que aqueles dois tinham sobre ele.

Controle total.

A moça sorri, excitada. Sua face pálida deu lugar a um rosa claro. Colocou as duas mãos na calça de Henry e tirou o cinto do rapaz o mais depressa possível; ele já tinha um grande volume por baixo da cueca.

— Vem brincar, docinho. — Aquela voz manhosa de Twila entrou como uma música sensual nos ouvidos de Jeremy.

O casal começou a se direcionar até o quarto, Henry tirando peça por peça da sua roupa. Jeremy, ainda sem saber o que fazer, foi atrás dos dois.

Quando entrou no cômodo, a garota o prensou contra a parede e beijou com selvageria o seu pescoço. Henry sentou-se na cama, com o peito nu, abrindo o zíper da calça. Ele sentia prazer em ver duas pessoas daquela forma.

Jeremy deslizou a mão pela cintura de Twila, seguindo seus instintos, embora estivesse um pouco envergonhado.

Ela virou de costas e rebolou colada a ele. Jeremy a segurou forte pela cintura e movimento o quadril contra a menina, chocando-se e esfregando-se um ao outro. Henry, ainda na cama, colocou a mão para dentro da cueca e tocou seu pênis, massageando-o enquanto assistia os dois. Seu corpo vibrou por inteiro.

— Jemy... — Twila murmurou, acariciando a si mesma por cima do vestido.

Jeremy tirou as próprias vestes de cima rapidamente e sua respiração começou a ficar mais acelerada, pesada. A garota retirou todo seu vestido com facilidade e, ficando apenas de calcinha, caminhou até o namorado. Ela subiu em seu colo e segurou os cabelos de Henry, sentindo sua intimidade molhar. Jeremy apreciou a vista, as bochechas esquentando e tornando-se vermelhas. Ele ainda estava um pouco tímido, mas se aproximou dos dois.

Sentou na cama ao lado de Henry e se livrou da calça.

Henry pousou a mão sobre o pênis de Jeremy e o apertou de leve, olhando o mais profundo possível em seus olhos. Aquele contato visual foi como um choque elétrico para ambos.

Twila saiu de cima do companheiro e o deixou tirar a calça, estando os três apenas com suas roupas de baixo. Jeremy deitou na cama e espichou os braços para o alto de sua cabeça, livre para que eles fizessem o que quisessem. Twila ajeitou-se nas pernas do mais jovem e distribuiu beijinhos na pele dele, arrancando arrepios e suspiros altos. Henry brincou com os dedos na barra da cueca de Jeremy, e fez cócegas sutis em sua barriga, fazendo com que o garoto risse meigo. Por algum motivo, o som da risada branda de Jeremy os excitava.

Ela subiu os beijos e colocou os dedos na cueca de Jeremy, abaixando-a cuidadosamente. O casal se posicionou, um de cada lado do jovem.

Twila segurou com firmeza o pênis de Jeremy e juntou-se a Henry, passando deliciosamente suas línguas por todo o pau do rapaz, molhando-o com suas salivas. Jeremy fecha os olhos e morde os lábios com força. Twila pede licença e coloca tudo em sua boca, o sugando com vontade, provocando sons altos de sucção. Henry empurra a cabeça da namorada contra Jeremy e a faz ir mais fundo.

Ela tira o pau da boca, engasgada, e masturba o garoto.

Jeremy geme nervoso, enquanto Henry pega o lugar e chupa o rapaz. A garota se levanta e vai até a boca do jovem, beijando-o de surpresa. O gosto doce de sua boca agrada o paladar de Jeremy, que retribui o beijo numa intensidade ainda maior e a garota sorri novamente.

Uma das mãos de Jemy vai até o cabelo castanho de Henry e o segura com delicadeza.

A garota afasta-se de Jeremy e tira sua calcinha devagar, que a observava atentamente. Um olhar feroz, cheio de desejo e prazer.

Henry larga o pênis de Jeremy, já duro. Ele faz a parceira se deitar e fica ao lado dela, beijando seu pescoço e dizendo palavras sujas ao pé de seu ouvido. Jeremy afasta as pernas da garota e morde os lábios ao olhar para sua boceta. Passa um dedo pelo clitóris da moça e o massageia com cuidado, fazendo com que Twila sorria safada e feche os olhos, ao mesmo tempo em que escuta o que Henry diz.

O dedo do rapaz baixa até a entrada da garota, que está completamente lubrificada.

Ele aproxima o rosto e passa a língua por Twila, fazendo com que a garota suspirasse alto. Faz movimentos circulares no clitóris e penetrou dois dedos na moça. Podia-se ouvir o som do beijo estalado que ela e o namorado trocavam. Um tanto quanto sedutor.

Os fios de cabelo escuro de Jeremy são agarrados pelos dedos finos de Twila, que começa a gemer como uma gatinha.

— Mais alto, princesa. — Henry diz baixo, mordendo a namorada.

Jeremy a lambe e a masturba mais rápido, as pernas de Twila passam a tremer e os gemidos a ficarem mais intensos.

Ele para com o sexo oral e sobe para juntar-se ao beijo do casal.

Fulminantes, os corpos tensos e os pensamento a milhão. Henry, por último, tira sua cueca e mostra-se completamente duro.

— Eu quero ver — diz sorrindo. As covinhas do garoto aparecem fofas nas bochechas.

— O que? — Jeremy pergunta.

Twila puxa Jeremy para seu lugar, deixando-o deitado ao lado do companheiro. Henry se toca, olhando para o corpo magro do rapaz ao seu lado, enquanto Twila se levanta e procura por algo nas roupas do convidado.

Ela encontra a camisinha no bolso de trás da calça, juntamente com o lubrificante. Coloca o segundo ao lado de Henry e se posiciona em cima de Jeremy. Suas mãos delicadas abrem com cuidado o pequeno pacote e, olhando-o nos olhos, coloca o preservativo no menino. Um sorriso ordinário surge no rosto da garota, que coloca as mãos no peito de Jeremy e segura seu pau antes de ser penetrada.

Ela geme quando o mais jovem entra completamente, os dois em sintonia.

Twila começa a rebolar devagar, deixando que a penetração seja o mais profunda possível. Ela aumenta a velocidade, apoiando-se no rapaz. Suas respirações começam a ficar ofegantes e a queimação nos corpos se torna inevitável. Twila leva uma das mãos até o clitóris e o estimula, enquanto cavalga mais e mais rápido. Os lábios de Henry ficam vermelhos de tanto mordê-los, assistindo e tocando a si próprio.

Jeremy e Twila gemem, ele a segura pelo quadril e a fode com mais força e velocidade. Seus corpos dão sinais de suor e de cansaço.

As veias dos braços de Henry saltam pulsantes, seu membro lateja.

Os dois param quando Twila geme alto o nome de Jeremy, e seus corpos tremem. Ela tenta controlar a respiração ofegante e se joga ao lado de Jeremy.

Henry puxa o jovem para si e retoma um beijo quente, repleto de desejo. Ele vira Jeremy de costas e sorri ao ver as covinhas do rapaz. Ele usa a força na sua mão pesada e dá um tapa na bunda de Jemy, que geme ao receber a bofetada.

— Você quer isso? — Henry diz respirando na nuca do rapaz, provocando um arrepio eletrizante.

Sim... — geme em resposta.

E então Jeremy recebe outro tapa, ainda mais forte. Henry se posiciona atrás do rapaz, e o puxa para si. Suas mãos seguram as nádegas do mais jovem, para que chupasse sua entrada. Ele usa sua língua para penetrar o mais novo, fazendo-o gemer baixo contra o travesseiro, cada vez mais alto.

Henry levou uma das mãos para o pênis de Jeremy e o masturbou, enquanto o chupava. Os dois corpos extremamente exaltados, loucos por mais.

Twila faz carinho na cabeça de Jeremy, mordendo os lábios e voltando a estimular seu clitóris. Milhões de sentimentos inexplicáveis em sua mente.

— Geme o meu nome, querido. — Henry diz ao se levantar e puxar Jeremy para si. O garoto obedece, quase que sussurrando.

Henry deixa o corpo de Jemy cair. Usa o lubrificante no rapaz e um de seus dedos penetra devagar em sua entrada, deixando escapar um pequeno gemido. Ele sorri com a entrega total do jovem, e rapidamente procura por um preservativo. Twila olha para o namorado, devorando-o como uma fera sedenta. A moça gostava muito de assistir essas brincadeiras.

Henry segurou o quadril de Jeremy e o deixou de quatro. Encaixou seu pênis na entrada do garoto e o penetrou sem pressa. Jogou seu corpo sobre o de Jemy e apertou os lábios do menino, abafando seus gemidos.

A tensão sexual fazia presença no ambiente.

Ele começou a se mover mais rápido e com força. Henry enfiou dois de seus dedos na boca do garoto, tirando proveito da submissão que ele havia se dado.

Twila aproximou o rosto do namorado e o beijou a ponto de deixá-lo vermelho. Os gemidos ecoavam alto pelo quarto, podia-se sentir o aroma fervoroso do sexo, os fluidos dos corpos saíam como a lava de um vulcão em erupção.

Jeremy sentia um pouco de dor com a brutalidade de Henry, porém o prazer era superior. O som de suas vozes começou a ficar descontrolado.

Trocaram de posição, para que Jeremy ficasse de barriga para cima e pudesse dar prazer à Twila com sexo oral. A garota se sentou no rosto do jovem e rebolou com rapidez. Henry penetrou novamente o garoto e dessa vez para gozar.

Podiam-se ouvir os gemidos dos três vazar para fora do apartamento, mas aquilo não importava. Eles botavam fogo na calada da noite, queimavam o que tocavam. Aquele prazer era excessivamente delicioso.

Foi então que o orgasmo veio para todos, um de cada vez e em seu tempo. Henry tirou o preservativo e deixou que seu líquido branco sujasse barriga de Jeremy. Ficou mudo na hora, mas logo soltou um gemido alto e satisfeito. Twila sentiu sua vagina contrair e ficar sensível, como uma menininha sexy e manhosa.

O casal se beijou selvagem, até puderem dar ao seu amante o que ele merecia.

Jeremy teve o último e mais intenso orgasmo. Ele esperou tempo demais para aquele momento. Seus nervos afloraram, o gozo caiu sobre si e o grito que dera demonstrava como estava maluco por isso. Os músculos de seu corpo contraíram até o fim daquela sensação de poucos segundos, mas tão preciosa.

Twila e Henry sorriram ao ver o garoto de olhos fechados, respirando ofegante e completamente suado. Distribuíram beijos por todo o abdômen do rapaz e deitaram-se ao lado dele.

— Você é tão viciante, baby. — Twila disse com dificuldade.

— Descanse, querido. — Henry falou, depositando um beijo na bochecha de Jeremy. — Esse foi só o primeiro round.


Notas Finais


~ HeuriEstiloso diz:
Depois de morrer e ressuscitar, tipo assim, umas MIL VEZES escrevendo isso aqui, finalmente postei a oneshot com a Shushi. É sério, não existem mais unhas nos meus dedos. Revisei isso aqui até o talo, espero que tenha ficado aos pés dos leitores maravilhosos que leram essa ficzinha. Me digam se gostaram, se tá mais ou menos, se tá uma bosta *plin plin*. Sejam sinceros e venham me dar um beijo na boca.

~ SraShushi diz:
Uma ideia tão boa não podia ter sido melhor executada pela heuri. Ai perguntam o que eu fiz, e eu respondo! Dei inspiração pra essa escritora de mão cheia :3 Espero que gostem tanto quanto eu amei essa oneshot. Um beijo e um queijo na bochecha de cada pessoa que ler ♥


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