História Under My Skin - Capítulo 8


Escrita por: ~ e ~Darwia

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Leigh, Lynn, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya
Tags Amor Doce, Casnat, Vamps Au
Exibições 70
Palavras 2.144
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Yo yo bem eu mudei o nome do outro cap pra parte 1 e essa é a parte 2. Pq nao fiz isso antes de postar? Sou idiota. Mas tai :D

Capítulo 8 - The Choice (Part 2)


Fanfic / Fanfiction Under My Skin - Capítulo 8 - The Choice (Part 2)

~Pov Nathaniel~

Estou prestes a fincar o punhal quando cometo o erro de olhar para seu rosto. Eu não posso fazer isso. Eu não posso. Ele é o amor da minha vida.

 Flashback on

Eu estou na banheira quando ele chega do nada e pula ao meu lado. Água molha todo o chão e parte das paredes. Eu nunca ri tanto na vida.

Tenho um pesadelo e acordo chorando e sem conseguir respirar. Olho para o lado e lá está ele, sorrindo para mim e prometendo que tudo ia ficar bem. Nós passamos o resto da noite (e parte do dia) abraçados. Desde desse dia não tenho mais pesadelos. 

Estou na cozinha quando ele chega e me abraça por trás. Quase cortei meu dedo fora, com Castiel passando os dentes por meu pescoço.

Ele me acorda no meio da noite e diz que quer me mostrar uma coisa. Eu o sigo ate o telhado e sou surpreendido pela visão que encontro. O céu brilha com milhares de estrelas. Ele segura minha mão e diz que esse é seu lugar secreto, e que ele quer compartilhar-lo comigo. Coloco a cabeça em seu ombro e nós ficamos lá ate os primeiros raios de sol surgirem no horizonte.

 Flashback off

Jogo o punhal longe e começo a chorar sobre seu corpo. Eu choro até que não sobram mais lágrimas. Limpo meu rosto e pego um livro qualquer em sua estante, estou fingindo ler quando ele acorda.

- O que aconteceu?

Sem levantar meus olhos do livro, respondo.

- Não sei. Você só de desmaiou.

Meu voz saí neutra mas por dentro estou como um incêndio.

- Estranho. Minha cabeça está doendo.

- Hmmm

Percebo que estou lendo a mesma linha a alguns minutos e fecho o livro.

- Por que você estava lendo sobre a varíola demoníaca?

Ele pergunta com um fantasma de sorriso em seus lábios. Apenas dou de ombros. Castiel me olha de um jeito engraçado e levanta cambaleando.

- Você precisa de alguma coisa?

Eu penso por alguns minutos e uma ideia surge em minha cabeça.

- Papel e tinta.

Ele faz um barulho afirmativo e manca em direção a porta. Quando tenho certeza que estou sozinho, eu quebro novamente. O sorriso que estava mantendo em meu rosto se apaga, minhas mãos começam a tremer.

Eu não consigo mais. Se eu não matar o Castiel, serei expulso da igreja. Se eu o matar... Eu nunca faria isso. Eu deverei ter-lo matado quando tive a oportunidade, quando eu ainda não o conhecia. Antes de eu me apaixonar. Mas é impossível, sempre foi. Tenho o sentimento que o conheço de outras vidas. Então como eu poderia matar o amor de minha vida? De todas as minhas vidas?

~Pov Castiel~

O Nathaniel está estranho desde que voltou da Vila. Ele tenta esconder mas eu o conheço. E aconteceu aquele momento em que ele me pediu para morde-lo e tudo ficou escuro de repente. Alguma coisa deve ter acontecido nesse meio tempo, quando acordei seus olhos estavam um pouco inchados. Como se ele tivesse chorado. E quando eu estava saindo do quarto, vi um punhal jogado em um canto. Um pensamento se forma em minha cabeça. Ele tentou me matar... Esse é o trabalho dele.

Raiva e traição me atingem. Mas também tristeza. Tristeza por ele está sofrendo. Ele não deve ter conseguido, por isso estava chorando. Eu quero que Nathaniel seja feliz. Mesmo que não seja ao meu lado, mesmo que eu tenha que morrer. Vou até a biblioteca pegar o papel e a tinta que ele pediu. Penso no Lysandre, como ele vai ficar quando descobrir o que irei fazer. Olho para os papéis na mesa em minha frente e tomo uma decisão. Puxo uma cadeira e começo a escrever uma carta.

~~~

Antes de voltar para o nosso quarto, paro em frente do quarto de Lysande e entro. Ele está em uma cadeira em frente a janela. Vou ate ele e solto a carta em seu colo, ele levanta uma sobrancelha. Eu apenas sorrio e bagunço seus cabelos, me afasto. Olho por cima do ombro e ele devolve meu olhar como se soubesse o que irei fazer. Ele abre um sorriso e gravo a imagem em minha mente uma ultima vez antes de fechar a porta. 

~~~

Entro no nosso quarto e encontro Nathaniel viajando em pensamentos. Me pego sorrindo com a visão. Me jogo ao seu lado na cama e ele pula assustado. Ele sorri para mim.

- Olá, você demorou.

Não posso contar a ele o que irei fazer. Então invento uma desculpa qualquer.

- Não achava o que pediu.

Entrego os papéis e a tinta. Ele beija minha testa.

- Você pode me deixar sozinho?

Sem questionar me levanto da cama e me afasto silenciosamente. Estou prestes a abrir a porta quando ele chama minha atenção.

- Ei. Eu te amo.

 Olho para ele, cabelos bagunçados, bochechas coradas, usando apenas minha camisa. É assim que quero me lembrar dele.

- Eu também te amo.

Fecho a porta atrás de mim. Preciso começar a planejar minha próxima ação.          

~Pov Nathaniel~

Castiel me deixou sozinho sem nem questionar. A sua lealdade a mim é tanta, que me dói o peito pensar sobre o que irei fazer. Pego o papel e a tinta e começo a escrever uma carta a única pessoa com quem que posso contar. "Lysande..."

~~~

Rapidamente termino a carta e vou ate o quarto ao lado. Eu bato a porta e espero. Ele abre a porta e seu olhar congela a ver que sou eu. Estendo a carta e ele fica uns momentos me olhando sem reação.

- Por favor aceite.

Relutante ele pega a carta e balança a cabeça uma vez como sinal de conhecimento. Ele fecha a porta em minha cara. Volto para o quarto me sentindo um pouco mais leve. Ainda há uma coisa que preciso fazer.

~Pov Lysandre~       

Eu estou olhando a vista da janela e pensando em pintar um quadro quando Castiel entra sem bater na porta. Ele deixa uma carta no meu colo e se afasta sem dizer nada. Acho estranho, mas como conheço o Castiel deve ser só mais uma brincadeira. Depois que ele se foi eu abro a carta. 

 

"Meu querido amigo Lysandre.

Como você sabe, eu sou um bobo. E me apaixonei por um Exorcista. Antes de conhecer Nathaniel, eu sentia meu mundo desbotar. Eu não sentia afeição por mais ninguém (Você era o único) eu estava com medo de nunca mais sentir nada. Nem medo, nem tristeza, nem raiva... Nem amor. Ai eu encontrei ele. E tudo voltou para mim como se eu tivesse sido atingido por uma bola de neve. No começo eu senti raiva. Raiva por ele ter entrado debaixo da minha pele de uma maneira que ninguém nunca conseguiu. Depois fui tomado por um sentimento que não conseguia descrever. Agora sei que é amor. Nesse momento a tristeza me cega. Nathaniel tentou me matar. Por mais que eu me sinta traído, acima de tudo me sinto triste. Pois sei que ele está sofrendo. E o motivo sou eu. Se eu nunca tivesse caído em seus encantos, nós não estaríamos onde estamos agora. Eu passei os momentos mais felizes da minha vida ao lado dele. Prefiro morrer do que permitir que ele continue assim. É por isso que irei fazer o que acho certo. Eu vou me entregar para a igreja. Eu sei que isso irá destruir-lo. Mas ele vai me esquecer, ele vai encontrar outra pessoa, e voltará a amar um dia. E você meu querido amigo. Nós passamos 300 anos juntos, nem nessa vida, nem na próxima serei digno de sua amizade. Por favor me perdoe, e não fique bravo com o Nathaniel. Ele não fez nada de errado, ele só está fazendo seu trabalho. A culpa é toda minha. Fique a salvo meu amigo. Eu nunca irei lhe esquecer.

Com todo o meu amor

​Castiel."

Assim que leio as ultimas palavras, ouço alguém bater a porta. Vou ate lá, e quando abro dou de cara com o Próprio Exorcista. Uma raiva lenta começa a queimar minhas veias, mas lembro das palavras do Castiel e me acalmo um pouco. Ele me entrega uma carta.

- Por favor aceite.

Por fora não esboço nenhuma reação. Mas por dentro estou muito confuso. Eu aceito a carta e fecho a porta em seu rosto. Volto a me sentar na cadeira e começo a ler sua carta.   

"Lysandre.

Você deve estar achando muito estranho esse contato direto. Mas preciso lhe revelar umas coisas. Eu vim para essa Vila para matar o Castiel. Eu nunca imaginaria que iria me apaixonar por ele. Nem que estaria onde estou. Sou externamente grato a ele por todos os momentos que passamos juntos. Gostaria de passar o resto da eternidade com ele. Sim, eu estou falando de receber o abraço. Eu desistiria de tudo para ficar ao seu lado. Mas não posso. Eu preciso terminar minha missão. Ou seja, eu preciso matar-lo. Eu tentei, mas não consegui. Você tem todo o direito de estar bravo comigo. Eu também estou. Eu amo o Castiel com todo o meu coração. E sinto que também o amei em outras vidas. É por isso que nunca poderei completar meu dever. Eu serei expulso da igreja, isso não me importa. O que me preocupa é que eles estão mandando outra pessoa, e tenho medo pelo Castiel. Sei que ele pensa que nunca será pego, mas um dia ele será encontrado e morto. Eu não quero que seja por minhas mãos, por isso irei tirar minha própria vida. Eu lhe imploro que tome conta do Castiel, não permita que ele faça nenhuma bobagem. Eu espero que vocês dois fiquem seguros. Infelizmente não será essa a vida que irei passar ao lado do meu amor, mas espero que seja a próxima. Eu lhe desejo tudo de bom Lysandre. Você tem todo o direito de ficar bravo comigo. Mas por favor, realize o último desejo de um homem morto. Não permita que Castiel encontre meu corpo.

Nathaniel."

Eu me levanto rapidamente e estou prestes a correr para o outro quarto, quando escuto um grito. Castiel. É tarde demais. 

~Pov Nathaniel~

Tranco a porta atrás de mim. Olho uma ultima vez ao redor. Nesse quarto aconteceu minhas melhores memórias. Pego o punhal no chão. Vou até a cama e me deito. Trago os lençóis ate meu nariz e sinto nossos cheiros misturados. Lágrimas começam a picar meus olhos. Fico apenas lá por uns segundos, o punhal é frio contra minha mão. Sinto borboletas em minha barriga. Mas elas não trazem bom sinal.

Eu respiro fundo, uma vez, duas. Com a mão firme trago o punhal ate meu peito, onde meu coração bate rapidamente. A ponta rasga minha camisa e perfura minha pele. Sangue começa a transformar a camisa branca em vermelha. O cheiro acido queima meu nariz. Sinto as forças me deixarem, mas não há mais nada que eu possa fazer. Essa é a única solução.

- Vamos Nathaniel.

Aproveito o surto de adrenalina e finco o punhal em meu peito. A dor é enorme. Me concentro para não gritar. Fico deitado na nossa cama. Onde fizemos amor pela primeira vez, onde não tenho mais pesadelos, o único lugar em que me sinto seguro. Que me sinto vivo, e agora eu arranco minha própria vida.

Minha boca se enche de sangue. Eu me engasgo, mas ainda consigo sorrir. Lembro do sorriso de Castiel, de seus olhos, a maciez de seu cabelo entre meus dedos. Sua boca ao redor de meu membro, seus dentes em meu pescoço. Ele fazendo amor comigo, sempre cuidadoso. Sempre tão bom para mim.

Penso na dor que ele ira sentir quando descobrir o que fez. Lágrimas escorrem livremente por meu rosto.

- Eu sinto muito.

 Ninguém responde. Faço um último pedido a Deus. Eu não peço para Ele me perdoar, ou para guardar minha alma. A única coisa que quero é encontrar Castiel outra vez. Tudo fica escuro.

~Pov Castiel~

Eu já planejei tudo. Eu irei dizer ao Nathaniel que vou até a Vila, me entregarei para a igreja. Lysandre irá contar tudo para ele. Estou decidido é isso que irei fazer. Com um plano fixo, vou ate o quarto e tento abrir a porta. Está trancada. Cheiro de sangue atinge minhas narinas. Sangue fresco, sangue derramado. Eu derrubo a porta e entro.

Eu o encontro deitado na cama. Há sangue por todos os lados, fico confuso até notar o punhal fincado em seu peito. A percepção me atinge. Ele... Ele... O medo congela meus membros. Tento me aproximar, mas estou colado ao chão. Eu imploro não sei bem para quem, mas imploro que ele esteja bem. Finalmente consigo me aproximar. Seus olhos estão abertos fitando o teto. Eles não tem mais brilho da vida.

Um grito sai da minha garganta. 


Notas Finais


Lalala variola demoníaca. Alguém aqui leu as peças infernais se sim vai entender :D. Ai gente chorei escrevendo esse cap eu sou uma bruxa mesmo me perdoem :c. Próximo capítulo é o ultimo. (Desvia dos tijolos) eu seeeeiiii. MAS VAI TER EPÍLOGO TODO MUNDO FICA FELIZ EEEHHHH ATE O PROXIMO


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