História Under My Skin - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~Darwia

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Leigh, Lynn, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya
Tags Amor Doce, Casnat, Vamps Au
Exibições 160
Palavras 1.798
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oia oia cheguei. Rapidao como prometi :D ele ficou um poucochinho curto acho. Aproveite.

Capítulo 9 - The End?


Fanfic / Fanfiction Under My Skin - Capítulo 9 - The End?

~Pov Castiel~

Eu abraço seu corpo (agora frio como o meu) e o seguro perto. Por que ele fez isso? Não era para ser assim. Eu devia me entregar para a igreja, ele ia ficar bem. Eu deveria ter dito a ele. Eu deveria ter transformado ele.

Olho para seu pescoço agora sem a pulsação de vida. Ainda há tempo. Sinto minhas presas aumentarem em minha boca. Começo a me inclinar para a frente, estou prestes a lhe morder quando uma mão agarra meu ombro.

- É tarde demais.

- Não.

Eu quero gritar, bater, correr para longe. Qualquer coisa que faça essa dor parar.

Tento deitar contra seu peito, mas o punhal atrapalha. Eu não ouso tocar, eu não quero tocar. Isso não é real. Não pode ser. Ele não pode estar...

- Ele está morto Castiel. Nós precisamos entregar o corpo a...

- NÃO!!

 Eu rosno.

- Castiel.

Lysandre tenta encostar nele, em um acesso de raiva, eu arranho seu rosto com minhas garras. Ao ver o sangue escorrer de seu rosto lentamente, a sanidade volta para mim.

- E-Eu... Lysandre...

Ele apenas olha para mim e sai do quarto sem dizer nem mais nenhuma palavra.

- Eu sinto muito. Eu sinto muito. Eu sinto muito.

Repito varias vezes, até sentir gosto de sangue na boca, até minha garganta ficar rouca, até as palavras não fazerem mais sentido.

E eu não sei para quem peço desculpas, se é para o Lysandre, para ele ou para mim mesmo.

~~~

Três dias se passaram, e eu ainda estou ao lado dele.

Eu não saio nem por um segundo, não vejo o Lysandre desde do acidente, a sede me consume mas não consigo achar forças para me importar. Ela é uma distração da dor que consume meu peito.

O cheiro de morte impregna o ar, mas eu não consigo abrir de mão. Eu não consigo tirar meus braços de ao redor de sua cintura, ou parar de beijar seus lábios frios e roxos. Eu não consigo deixá-lo livre.

- Eu não estou pronto.

Sussurro para o ar frio. Não há respostas. Eu fecho os olhos com força e me perco em sonhos acordados.

- Castiel.

 Essa voz.

- Castiel, meu amor.

 Sinto uma mão afagar levemente meus cabelos.

Eu levanto meu olhar e lá está ele.

Do jeito que eu me lembro dele, seus cabelos bagunçados, bochechas coradas, um grande sorriso no rosto.

E seus olhos... Seus olhos são mais bonitos do que todas as estrelas.

- Ei, o que você está fazendo?

- Eu... Você...

Ele solta uma risada suave e olha para mim com carinho.

- Não seja bobo meu querido, eu estou bem. Por que você não leva esse corpo até a Igreja?

- Eu não quero. Você foi embora. Você me deixou sozinho.

Raiva começa a queimar em minhas veias.

Confusão e tristeza aparecem em suas feições.

- Pare com isso Castiel. Eu nunca lhe abandonei. Eu estou bem aqui.

Ele se inclina e beija uma lágrima que escorre pelo meu rosto.

- Eu estou esperando por você.

 Ele sorri uma ultima vez e sai andando calmamente em direção a porta. Me levanto e corro atrás dele.

Não há nada lá.

~~~

Eu o pego em meus braços e o levo em direção a Vila. Ando devagar, estou fraco e quero prolongar o máximo os momentos que temos juntos. No caminho sussurro para ele histórias que não tive a oportunidade de contar.

- Houve uma vez, que Lysandre e eu tivemos que ficar escondidos na floresta. E lá só havia animais. Sangue de cervo foi a pior coisa que já bebi.

Rio no silêncio da noite e por um segundo, com as sombras das nuvens passando sobre a lua, parece que ele está sorrindo.

- Eu sinto sua falta.

 O vento passa por entre as folhas e soa igual sua risada.

Encontro uma moeda no chão que tem a cor exata de seus olhos dourados.

Tudo me lembra ele, todas essas pequenas coisas fazem o buraco em meu peito crescer, e curar um pouco, ao mesmo tempo. Lágrimas escorrem livres por meu rosto. Eu nem as impedi mais, eu desisti disso a muito tempo. 

~~~

Chego a Vila e encontro uma grande tenda armada no Centro da Praça. Em sua lateral, reconheço o símbolo dos Exorcistas.

Chegou a hora.

Me aproximo e vejo dois guardar parados na entrada.

Fico nas sombras por um momento, apenas assistindo, os guardas começam a olhar estranho em minha direção.

Caminho para a luz, os guardas arregalam os olhos ao me verem, um se atrapalha com a arma e acaba a derrubando, o estrondo faz eco por todo o vale.

O mundo explode em luz e som, me vejo cercado por vários Exorcistas.

Eles estão prestes a atacar quando vêem o que (quem) trago nos braços.

Sussurros são ouvidos por todos lados.

- Aquele é...

- Não pode ser...

- Ele era tão jovem.

- Essa fera deve ter o matado.

- Silêncio.

No mesmo segundo todos se calam, e eles abrem espaço para revelar um homem baixinho e gorducho.

Ele traz o manto de Bispo entre os ombros.

Seus olhos ficam cheios de tristeza ao olhar para ele. O Bispo dá um passo para a frente, eu rosno em aviso e agarro o meu amor mais próximo.

Em um piscar de olhos, uma parede de homens se forma na frente do Bispo.

- Está tudo bem.

Ele fala com voz suave.

Os homens saem do caminho. Ele não tenta se aproximar novamente.

- O que aconteceu?

 Eu não respondo.

- Você o machucou?

 Fúria negra queima em meu corpo, apenas com o pensamento de machucar-lo.

O que mais me deixa irado, é que eu realmente quero machuca-lo, por ele ter feito isso comigo.

Por ele fazer doer tanto.

Seus homens fazem menção de avançar mas apenas com um aceno de mão, o Bispo os dispensa.

- Por favor, entregue o corpo.

 Eu o abraço ainda mais apertado.

- Entregue Castiel. Eu estou esperando por você. 

Escuto sua voz em meus ouvidos.

Sua respiração agita os cabelos de minha nuca.

Depois de segundos, em que pareceu que todos estavam segurando o folego, eu aceno com a cabeça.

O Bispo sorri tristemente e bate palmas uma vez.

- Entre, entre.

 Eu sigo atrás dele, a onda de homens nunca me deixando se aproximar.

~~~

A tenda é muito maior por dentro do que por fora.

Há dezenas de armas sagradas ao redor. Minha pele coça apenas com a proximidade.

- Você pode colocar nessa cama.

Sigo na direção em que ele aponta e o deito suavemente na cama.

Tiro os cabelos de seu rosto e passo o polegar pelas suas sardas que eu sempre adorei.

- Nathaniel.

Eu digo o seu nome pela primeira vez depois de tantos dias.

E somente isso basta.

Nesse pequeno nome, há todas as palavras e promessas que eu poderia dizer.

Eu sorrio e beijo sua testa uma ultima vez.

Quando me viro todos os homens estão com as armas apontadas para o meu peito.

Eu ando calmamente em direção a eles.

 Não sinto medo.

Eu estou pronto.

- Você está preso pelo estado do Vaticano.

 Um deles grita.

Meu sorriso se alarga mais ainda, eu fecho os olhos.

- Estou indo lhe encontrar, meu amor.

Digo para todos ouvirem. Há o barulho de gatilhos sendo puxados, e depois disso não sinto mais nada.

~Pov Lysandre~

Está tudo acabado. Eu consigo sentir.

Pego o manto negro e coloco sobre os ombros, paro em frente ao espelho e observo a cicatriz que agora marca o meu rosto, partindo dos cabelos até o lábio inferior.

Suprimindo um suspiro cubro minha cabeça com o manto e saio em direção a noite.

Eu odeio sair de casa, prefiro me alimentar dos pequenos animais que aparecem no jardim. Desde aquela temporada em que passamos na floresta, nunca mais voltei a beber sangue humano.

Mas hoje a noite, há uma coisa que eu preciso fazer. 

~~~

Paro em frente a tenda onde os Exorcistas estão acampados.

Não há sinais de movimento.

Alguns guardas dormem encostados em árvores, outros conversam sob um poste de luz.

Completamente alheios sobre o que ira acontecer.

Olhando mais uma vez ao redor, me aventuro pelas sombras até a entrada da tenda. Uma suave luz escapa por debaixo do pano.

Não há nenhum som vindo de dentro.

Solto um suave assobio e espero.

Nenhuma agitação.

Coloco a cabeça dentro da tenda, não há ninguém. Eu entro, e deixo o pano cair livre em minhas costas.

Em cima de uma mesa há dois jarros.

Um é pintado em cores vivas, feita de cerâmica fina e contem símbolos do Vaticano e oração para guardar a alma do portador.

A outra é feita de barro irregular e é repleto de escrituras em língua antiga que significam "prole de satanás, ser impuro, demônio, monstro, fera." E outros nomes horríveis que eles impõem em nossa espécie.

Meu rosto se forma em uma careta e depois suaviza.

Pego o segundo jarro em meus braços, como um bebê.

- Meu amigo, eu lhe perdoo.

Encosto minha testa contra o barro morno e relembro todas as boas memorias que passei ao lado dele.

- Vamos, hora de vocês ficarem juntos.

Eu pego o outro jarro com o braço livre e caminho para a saída.

Os símbolos do Vaticano queimam meu braço, mas eu não me importo.

Desapareço nas sombras e vou em direção dos bosques.

Ninguém me vê.

~~~

Vou o mais longe que consigo.

Em um lugar em que eles nunca serão encontrados.

Passo por várias arvores, mas nenhuma me agrada.

Eu estou procurando pela perfeita.

Depois de várias pequenas, grandes, velhas, novas.

Encontro uma que é exatamente o que estou procurando, ela é razoavelmente nova, mas já tem bom tamanho. Seus galhos de enrolam como um abraço e suas folhas estão mudando de cor por causa do outono.

Me ajoelho em suas raizes e começo a cavar com os dedos.

Quando o buraco já está bem fundo, tiro um outro jarro que trouxe, que conta várias historias sobre amor eterno.

Pego as duas cinzas dos jarros opostos e misturo como uma só.

Coloco o jarro com as inscrições sobre amor dentro do buraco e começo a cobrir com a terra fofa.

~~~

Eu termino meu serviço e levanto batendo a sujeira de minhas calças. Olho para minha obra de arte e sorrio.

- Eu espero que vocês possam se encontrar em uma outra vida. Uma que vocês sejam livres para viver seu amor. Mas por enquanto isso é o suficiente.

Coloco a mão no tronco da árvore por uns segundos e me afasto, olhando uma última vez por cima do ombro.

- Eu prometo visitar.

 Sorrindo para mim mesmo, eu desapareço entre as árvores.

 


Notas Finais


Yeeeyy bem vou postar o epílogo hoje mesmo. Daqui a uma hora talvez. Eu podia ter escrito os dois na mesma hora mas ne :D nossa chorei muito nesses últimos caps. Bem bem ate daqui a pouco <<3


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