História Under Stars - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Drama, Jelena, Justin Bieber, Selena Gomez
Exibições 272
Palavras 3.405
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Tenho uma absurda queda por essa sua cara de brava.


Fanfic / Fanfiction Under Stars - Capítulo 6 - Tenho uma absurda queda por essa sua cara de brava.


Justin Bieber POV.
Duas semanas depois.

Julgo ser a quinta vez que encaro a região onde estou, tentando encontrar algo que possa deixar evidente meu jantar confortante com Mayson Aber. E desde que chegamos, algo em mim impede que a atmosfera se torne calma e comum, embora o sorriso da garota seja excêntrico e simpático, como se tentasse tranquilizar as células perturbadas do meu corpo.

— Você está bem? — a loura, um pouco sem jeito e passando a ponta de sua unha no lábio inferior, me pergunta. A extensão de seu olhar indica preocupação.

— Confesso que isso me parece um pouco estranho. — é o que digo, uma vez que, precisamente, encaro seu semblante congelado devido ao pouco esforço que faço em parecermos um casal.

Sem dúvidas, o nervosismo escorre por minhas veias. Isso está tão claro quanto a água que agora observo entre minhas mãos abertas sobre a mesa.

— Desde que comecei com minha carreira, Selena foi a única pessoa com a qual eu estive. E mesmo que isso seja marketing, fico sem jeito. — recupero um pouco do fôlego que me faltava, esperando uma reação positiva da garota de grandes olhos azuis, em formatos circulares, sem algo pontiagudo em sua extremidade.

— Relaxe! — ela solta uma risada quase imperceptível, eu não notaria se não estivesse tão concentrado no que estamos fazendo. — As pessoas tirarão suas próprias conclusões. Há quem diga que isso não passa de um almoço entre amigos, mas você sabe como a mídia exagera, principalmente por você ser quem é.

— E é exatamente isso que me incomoda. — sinto pouca vontade de estender essa conversa, porém sei ser necessária. Afinal, passaremos alguns meses batendo na mesma tecla. — Mas agir como um idiota não é lá um ato muito inteligente.

Mayson reprime sua pele facial no minuto em que me convoca aquele invariável sorriso modesto. Esse comportamento me irrita levemente, mas prefiro pensar que fora algo acidental.

Em sequência, ela apoia um pouco de sua refeição na ponta da língua, prática que visivelmente me parece esquisita.

— Eu não sei se isso te incomoda, mas soube sobre você há algumas semanas.

— Mesmo? — por ironia, já me acostumei em ouvir algo semelhante. — Isso é ultrapassado.

— Uma garota com um sobrenome meio curioso, para não dizer coisa pior. — imaginando sua referência, espremo meus olhos contra as pálpebras inferiores e espero com que a loura continue. Seus lábios se movem expeditamente. — Baldwin!

— Cogitei essa possibilidade. — juntos, nós rimos. — É o que ela costuma fazer por aí.

— Parece gostar de você, Justin.

De imediato, desloco minha cabeça, negando sua teoria de um modo que me faça estar a dois passos à frente.

Hailey não gosta de mim.

Não, ela não gosta. Ela se acomodou num sentimento afetivo e parece tentar se convencer de que isso é amor. É um costume me olhar e dizer sobre isso, parece até algo fácil, visto que, de todo modo, essa admiração nem de longe pode ser comparada a uma comoção forte. Ela é apenas uma garota que não sabe o que sente, diz ou fala.

No meio de tanta gente, Hailey não pode priorizar a minha vida e simplesmente dizer que isso é amor.

— É o que ela diz. — pela primeira vez, tomo da água que fora me servida quando cheguei. No momento, sua temperatura é ambiente. — Mas não vamos falar sobre isso. Essa garota consegue me tirar do sério. 

— Não gosta dela? — Mayson rodopia seus olhos, tentando encarar por trás da minha expressão exausta.

— Não é que eu não goste dela. É que... Isso me assusta. — desanimado, eu respondo. — Dou valor a pessoas que conseguem ver através do que eu vivo. Por isso amo tanto a Selena. Ela está comigo desde o começo, ela sabe dos meus gostos, do meu jeito, do que penso... Ela me conhece inteiramente, dos pés à cabeça. E eu jamais abriria mão disso.

A garota concorda ao balançar a cabeça.

Retira dos úmidos olhos, mínimas mechas de seus cabelos dourados.

Aproximadamente vinte minutos depois, passamos pelas portas do estabelecimento, reconhecendo o tumulto existente ao redor do local, algo que alguns seguranças tentam controlar, embora a histeria e os flashes prevaleçam até o momento em que, com Mayson, entro em meu carro. Foi durante esses poucos minutos que ouvi questionarem sobre minha namorada.

É incrivelmente ruim perceber o quanto isso soa armado e falso.


Horas mais tarde.
12H11MIN AM.

Pressiono minhas articulações do braço esquerdo enquanto aguardo as portas do elevador se abrirem. E no instante em que passo por elas, vejo, a princípio, o apartamento de Selena em constante movimentação. Em disparada, alguns de seus amigos deixam o lugar. As risadas excêntricas me fazem perceber que deixei minha mente assoberbada o suficiente ao ponto de esquecer-me de algo.

As pessoas me cumprimentam quando passo por seus corpos e esquivo-me de alguns copos espalhados pelo chão, ao redor da grande sala esbranquiçada e confortável. Não é preciso muito tempo para que a irritabilidade tome conta de mim ao rodar meus olhos pela região do ambiente arejado e encontrar Selena agarrada em seu amigo.

— Atrasado! — de maneira equivocada, mas calma, Ryan diz.

Isso me faz reparar o que tanto deixei para trás: noite de jogos, esta programada desde o último feriado.

— Saiba que ela não está muito calma. Então, boa sorte. — o rapaz choca sua mão contra minhas costas doloridas, talvez com a intenção de tornar a circunstância menos intensa.

Quando Dylan vai embora, deixando o lugar tranquilo em vínculo à movimentação, Selena arrebita o nariz e anda em direção ao seu quarto, este no fim do extenso corredor. E sem opção, eu a sigo, enxergando a face desconfiada de Ryan, logo fazendo-me notar que algo maior irá acontecer.

Antes de fechar a porta e nos isolar por algum tempo, Clive infiltra seu rosto entre a abertura e o batente, virando seus olhos pelo corpo hidrófobo da filha, a própria agora reencostada na única janela presente em seu quarto.

— Filha, evite quebrar as coisas, tudo bem? — ela pressiona as têmporas, no entanto, espera com que o homem saia, levando consigo, sua compreensão de pai.

Assim que apreendo o sossego através de nossos corpos pouco afastados um do outros, sinto minha respiração se tornar descontrolada. 

Selena ri de maneira irônica, certamente aguardando meu pretexto de hoje.

— Desculpe-me por ter demorado tanto. — suavizo meu tom para que ela seja a única entre nós dois a avançar com a voz. — Eu realmente não consegui chegar a tempo.

Além de ter mantido-me ocupado, me olvidei plenamente de nosso compromisso. Eu não compareceria, de toda forma, mas poderia ter telefonado avisando.

— Você me fez de boba. — em completa raiva, a garota anda de um lado para o outro. — Já é a terceira vez essa semana, Justin. Por que não me ligou?

— Para ser franco, eu me esqueci totalmente, meu anjo. — ela arregala seus olhos. — Não, não. Não me esqueci de você, me esqueci do que havíamos combinado. Eu estava com a cabeça cheia, precisei jantar com a Mayson. Foi nossa primeira aparição juntos. Então, provavelmente, amanhã nossas fotos estarão por toda a parte.

Impulsiono-me depressa até alcançar a única cama no centro do quarto. Contudo, repouso meu corpo no colchão macio e me desfaço sobre ele, conseguindo espichar minhas pernas, finalmente.

— Venha cá. — ela hesita antes de, em curtos passos, aproximar-se mim. Posso notar a injúria exposta em seu rosto frágil, mas com indícios latinos gravemente explícitos.

Com apenas uma mão, Selena segura meu rosto, juntando minhas bochechas e afastando meus lábios de maneira hipérbole. Mas, fortemente, ela se afasta. Meu torso bambeia, quase sendo capaz de debruçar-se na cama. Isso se torna um gesto agressivo.

— Como foi, afinal? — virada de costas, minha namorada permanece. — Sobre o que falaram?

— Sobre o contrato, sobre a mídia, sobre você. — imediatamente, após ouvir-me dizer, a garota gira seu corpo e me olha insana. — No quanto eu te amo. — concluo.

— Pare aí mesmo. — seus braços se movem em uma circunferência monótona. Obviamente, sei que seu tom se agravará em flagrante. — Não venha dizer coisas fofas a mim, Justin. Eu quero brigar, não estrague tudo.

Devido à ocasião, rio da forma como minha futura noiva emburra o rosto e revira seus globos oculares, deixando as membranas pardas tremerem junto com as galáxias excêntricas dentro delas.

— Você sabe que eu não brigarei com você, princesa. — ela resmunga por poucos segundos.

— Aliás, por que você faria isso? O errado é você, não eu. — salto da cama e experimento da sensação de tê-la em meus braços pela primeira vez nesta noite, mesmo que suas mãos tentem me afastar. O som estridente de sua risada causa um gotejo bom em meu corpo. — Você está de castigo, sem sexo hoje.

— Tudo bem, eu supero. Mas o que acha de jogarmos um pouco? — a fragrância doce de seus cabelos flui em direção ao meu rosto, capaz de enfraquecer todos os átomos existentes em mim. — Você é minha companheira, certo?

— Por que eu devo lhe dar tanta credibilidade?

— A menos que você queira que eu vá pedir isso à Mayson... — Selena afasta seus lábios um do outro para conseguir esboçar sua típica expressão pasma. — Isso é um bom incentivo, não acha?

— Você quer brincar comigo, Bieber?

Suas pequenas mãos amassam os dois lados de minha face, porém sinto a ponta de seus lábios tocar os meus, me reconfortando de forma rápida.

— Sabe de uma coisa? Tenho uma absurda queda por essa sua cara de brava. No final, talvez seja um imenso abismo.

[...]

Selena joga as cartas para alto, deixando sua risada tomar conta do quarto, totalmente embriagada às três da manhã. Suas bochechas ruborizadas entregam tamanha ebriedade, embora seus olhos escuros estejam bem abertos, sinônimos a uma cereja suculenta. Enquanto isso, minha camiseta formal cobre um pouco do seu sutiã preto, ainda que a parte abaixo da cintura esteja desnuda, evidenciando a mediana calcinha da mesma cor.

Ela está linda.

— Ganhei outra vez. — contudo, observo seus braços se abrirem em frenética superioridade, durante os poucos segundos em que gasto finalizando a cerveja que me fora servida há pouco tempo.

— Você é uma verdadeira garota feroz. — digo, enchendo meus pulmões de ar e orgulho ao vê-la espremer as próprias bochechas num sorriso carismático e receoso. — Deveria me ensinar algo.

— E perder a oportunidade de te ver sem roupa? — em disparada, encaro meu corpo nu repousado no tapete do aposento afeminado. — Não mesmo.

— Não precisamos de jogos para isso, você sabe.

No segundo em que penso em me hastear, Selena deixa sua mão explícita num claro sinal acompanhado pelo tom alto de sua voz alterada:

— Nem pense nisso. Você ainda está de castigo por ter me deixado te esperando a noite toda. Eu tive que jogar sozinha enquanto todos estavam em dupla.

— Por que não pediu ajuda ao seu amiguinho? — ela reconhece a tonalidade irônica em minha fala.

— Não comece. — observo seus olhos convexos se moverem circularmente. — Você sabe muito bem que Dylan sempre joga com o Ryan. Além de que, eu já te disse mil vezes sobre isso. Coloque na sua cabeça que entre mim e ele não existe nada. Eu não faço o tipo do Dylan.

— Como você é bobinha, Selena. Você é o tipo de todos. — pela última vez, encho meu copo com o licor amarelado e amargo, recheado de espuma. — Não quero falar sobre isso, aliás.

— Ótimo, nem eu. — com calma, a garota se estira no chão. De pouco a pouco, seus olhos se deitam, ainda que haja um grande sorriso expandido sobre sua face bambina. — Cante para mim?

— Acho que você bebeu o bastante.

Enfim, ergo meu corpo do pavimento macio e caminho em direção a minha cueca largada num canto qualquer do compartimento, este num tamanho suficientemente extenso.

Com calma, empunho os braços magros da garota, retirando-a do chão frio. Sua risada enche meu coração de ternura.

— Eu estou bem.

— Mas está rindo que nem uma maluca, princesa. — falo de modo agradável, achando risível o modo como ela se comporta em meu colo. — Vou te colocar para dormir, tudo bem?

— Não dormirá comigo?

— Eu bem que queria, mas você sabe como seu pai é. Ele não gosta quando passo a noite aqui.

— Então, me leve com você. Me leve até sua casa. — sua voz se encontra mimosa, alegrando a atmosfera.

— Você sabe que não dá. Eu viajo amanhã para Vegas. — enquanto isso, retiro minha camiseta do corpo esbelto de Selena, este agora deitado sobre a cama.

— Voltará para o meu aniversário?

Ela estica os braços e facilita quando a visto com uma blusa larga de coloração neutra.

— Claro, meu anjo.

— Eu vou esperar por você.

Finalmente, seus olhos se abrem outra vez.

— Obrigada por vir, amor. — com isso, eu a vejo dobrar os lábios num sorriso sereno e calmo. — Eu te amo muito.

— Eu sei.

Selena gargalha devido ao meu timbre convencido.

Aproximo meu rosto do seu, sinto seu cheiro natural, que conforta cada partícula do meu corpo.

— Eu prometo cantar para você na próxima vez que nos vermos. — apesar de tudo, falo como se fizesse uma jura de amor. Ela entende desse modo. — Durma bem, eu te amo.


Selena Gomez POV.
Três dias depois // 22 de julho

Com prudência, passo a ponta do meu dedo por cima dos lábios amarronzados, isto por conta da cor escura do batom que uso. Ashley ajeita meus cabelos enquanto Rachel desdenha sua mão em meu vestido preto, o próprio que eu ganhara do meu pai neste mesmo dia.

Uma sensação de êxtase toma conta do meu corpo inquieto, ainda que por fora eu esteja demonstrando tranquilidade.

— Tudo pronto? — a voz grossa de Clive invade o quarto, deixando-me entusiasmada.

— Ele chegou? — ao questionar, viro meu corpo e dou alguns passos, trazendo comigo uma partícula esperançosa.

— Ainda não, querida. — o homem rodopia seus olhos pela região do compartimento, encara alguns dos presentes que recebi dos meus amigos. — Pattie está na sala.

Imediatamente, corro para fora do quarto, passando pelo corredor numa pressa incomum até conseguir alcançar o corpo da pequena mulher próxima à porta principal. Ela me aperta de forma atenciosa quando nos abraçamos, seus braços se envolvem em mim e suas pequenas mãos afagam meus cabelos soltos.

— Feliz aniversário, meu doce! — sua voz, habitualmente, desperta a ansiedade que existe em minhas células. — Você está linda!

— Obrigada, tia. Você também. — ao dizer, recupero um pouco da sanidade que expus ao suspirar enquanto encarava seus grandes olhos azuis-esverdeados.

— Justin ainda não chegou? — ela é severa.

Inconformada, balanço a cabeça, negando sua pergunta que me pareceu retórica.

A noite ficou comprida, porque o que eu levei dentro de mim durante as horas que foram se passando é maior que tudo. As pessoas estavam me olhando enquanto permanecíamos espalhados pela sala. E a situação parecia tão degradante que ninguém opinou por questionar o motivo daquela insatisfação.

Foram incontáveis ligações e mensagens de texto, ainda que eu tentasse arranjar algo como distração enquanto encarava a porta esperando com que ela fosse aberta e ele aparecesse sorrindo, desculpando-se pela demora. Que me olhasse sem jeito e coçasse a nuca por saber que, a qualquer momento, eu iria socar sua cara incrivelmente linda, mas suada por ter passado as últimas horas correndo para que conseguisse chegar a tempo de me ver com um lindo vestido justo, este que só serviu para me fazer parecer uma idiota.

Eu estava me sentindo assim. Uma verdadeira idiota, especialmente em momentos tão grotescos, quando as pessoas sorriam e tentavam me convencer de que era a melhor opção irmos sem o meu amor.

Ergo meu corpo, talvez pela nonagésima vez, e ando pela região da sala, seguindo um caminho extenso até um canto calmo e pouco iluminado. Foi falha a tentativa de entrar em contato com Justin, pela última vez – foi o que jurei a mim mesma, naquele momento.

Imediatamente, vou em direção ao grande corredor faustoso, com mínimos indícios claros em seguimento ao último quarto no passadiço.

Jogo meu celular contra a parede assim que entro no aposento, dessa vez passando minhas mãos pelo rosto, obtendo aquela maldita sensação de abandono por pensar que ele não pôde aparecer como disse que faria. Isso gastou quatro horas da noite que minha família reservou a mim. A nós!

A porta é aberta em um gesto tão calmo e lento que me dá a vantagem de dedilhar minhas pálpebras recheadas pelo choro que não permito escapar de mim. Por isso, passo alguns segundos encarando uma aresta vazia.

— Sel? — a voz de Dylan soa apreensiva; ele se aproxima. — Está tudo bem?

— Ele não vai vir. — assim que digo, o rapaz agarra meu corpo, passando-me segurança a carinho.

— Eu tenho certeza de que o Justin tem uma ótima explicação para isso e sei que não foi de propósito.

— Eu só queria que ele estivesse aqui, Dylan. — mimosa, respondo o garoto que agora aperta minha pele facial. Sei que meus olhos brilham por conta das incontáveis lágrimas trêmulas sobre a íris em diminuição, causada pela dilatação que ocorre. — Você tem razão. Ele terá uma ótima justificativa para isso. — por fim, relaxo meu corpo em seus braços másculos.

Dylan sorri.

— Anime-se. Hoje ainda é o seu aniversário e, apesar de tudo, podemos nos divertir bastante. — concordo num balanço rápido com a cabeça. — Eu me encarregarei de tirá-lo da sua mente por uma única noite.

Na verdade, nada poderia tirar Justin dos meus pensamentos, mas a noite foi ótima. Eu odeio que desperdicem o meu tempo. 


No dia seguinte.
09H37MIN AM.

No segundo em que ele passa pela porta, recolho um dos objetos que estivera sobre a pequena mesa central e o arremesso em direção ao seu corpo bruto, fazendo-o se abrandar imediatamente, o que leva o utensílio a partir-se ao meio quando forçado contra a porta.

— IDIOTA! — minhas cordas vocais saem do lugar assim que minha voz escapa num grito acumulado por raiva. — Como você foi capaz de me deixar te esperando por quatro horas?

— Selena...

Neste instante, avanço em sua direção, alcançando seu corpo e o golpeando com meus punhos fechados. O rapaz consolida seus braços em frente ao rosto para conseguir evitar que aquela agressividade acabe ferindo sua pele facial.

— Eu te odeio, Justin. — acredito repetir algo parecido cerca de três vezes consecutivas, disposta em permanecer apunhalando minhas mãos fechadas em seu corpo forte.

Justin corre pela região da sala, afastando-se de mim. Outrora eu o seguiria, porém escolho lançar o controle da televisão no rumo em que ele agora se encontra. O louro, de forma repetitiva, abaixa seu corpo e me olha por cima dos móveis.

— Me desculpe, amor, me desculpe. — sua voz ecoa baixinha. — Eu tentei chegar a tempo, mas não consegui voo.

— Quer saber? Deveria ter ficado por lá.

Aponto meu dedo pela rota em que ele ainda permanece, fixando a raiva de um modo agressivo e incomum.

— Você não faz ideia da raiva que eu estou sentindo, Justin. Se eu pudesse, eu matava você e matava aquela garota com a porcaria dos seus ossos. — refiro-me à Mayson, embora saiba que ela não seja culpada pelo acontecimento.

Toda essa situação é uma merda!

— Ela não tem culpa, princesa. — ele só diz o que tanto pensei.

— Tem razão, eu vou matar somente você, seu idiota do caralho. — em disparada, repetindo o antigo movimento, caminho até meu namorado outra vez, estapeando seu corpo enquanto ele usa falhas tentativas de livrar-se do canto em que o cativei. — Eu nunca vou te desculpar por isso.

— Perdoe-me, amor. Eu realmente sinto muito. — seu tom é turbulento por conta da dificuldade que tem para dizer algo. — Ai, amor, está doendo. — o garoto reclama, tornando a situação um pouco cômica. — SELENA, SELENA... CASA COMIGO?

Quando penso que não, meu corpo está quieto em frente ao dele. 

Se eu pudesse ver a mim mesma, neste exato momento, julgaria estar com uma expressão confusa, surpresa e assustada.

Ele acabou de me pedir em casamento?

Observo sua mão ser afundada num dos bolsos da calça jeans, demorando poucos segundos para estar em evidência de novo, mas, agora, segurando uma pequena caixinha aveludada.

— Eu queria ter feito isso ontem, me preparei durante meses, mas eu não consegui e sinto muito. A única certeza que tenho, além daquela de que um dia vou morrer, é que quero passar o resto da minha vida ao seu lado. E eu sei que é absurdo o sentimento que sinto por você, mas eu não consigo evitar. Eu só quero você, ninguém mais. Então, por favor, case-se comigo?

Costumo me perguntar se sou o que ele sempre quis. Agora, talvez eu seja a única para ele.


Notas Finais


Saudações 👽
Hoje não tenho muito o que falar. Verdadeiramente achei esse capítulo bem chato, mas foi necessário. Porém, espero que gostem.
Irei terminar de responder os comentários agora mesmo, amei todos. Vocês são maravilhosas (os). Obrigada de verdade por tudo.
Beijos ✨🌼


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