História Under the bridge (HIATUS) - Capítulo 14


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Heroína, Mpreg, Prostituição, Sexo
Exibições 97
Palavras 927
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Capítulo 13


- Tem sangue na sua testa - Me informou ele - Vem, eu te ajudo a se limpar.

  Eu fui.

  A água escorria por minha cabeça, resfriando minha pele. Alí de olhos fechados, sentindo a água lavando meus cabelos, eu quase me esqueci de onde estava, Quase.
  Fechei a torneira e encarei meu reflexo no espelho embaçado. O menino louro, alí refletido não parecia eu. Olhei para as pequenas pintas que marcavam desde meu pescoço até a minha bochecha esquerda. O cabelo molhado caindo sobre minha testa. Não o tirei dalí, meu rosto pareceu muito melhor daquela forma, escondido.

- Ei. Trouxe uma camisa pra você. - Anunciou Jonathan, entrando no pequeno banheiro. - Essa aí tá manchada de sangue.

  Acenei com a cabeça, agradecendo, e, peguei a camisa de suas mãos. O tecido vermelho tinha um homem estampado na frente, usando um macacão branco, parado em frente á um muro. Eu conhecia aquele homem.

- Bowie? - Perguntei, embora já soubesse a resposta.

- Você gosta?

- Claro, é o meu maior ídolo. David Jones, o camaleão do rock. - Tirei a minha própria camisa e vesti aquela. Voltei a me olhar no espelho e aquele reflexo parecia menos ainda comigo.

- Pode ficar com ela.

- Valeu.

  Olhei para Jonathan, não sabia o que fazer. Seu corpo estava parado em frente a porta impedindo a minha saída e Jonathan não parecia nenhum pouco incomodado com isso.

- Acho que já tá tarde, eu preciso ir pra casa.

- Tudo bem, eu te levo.

«»

  Meu estômago estava embrulhado. O vento fazia com que todos os pelos do meu braço se ericassem. Estar com os braços ao redor da cintura de Jonathan, enquanto ele acelerava a moto, era algo completamente novo e não totalmente ruim. Só era... Diferente. Uma estranha sensação de liberdade tomou conta de mim.
  Jonathan me olhou por breves segundos, seus olhos se enrugaram no que eu percebi ser um sorriso, ao qual eu sem nem perceber retribui. Ele se voltou novamente para a via continuou acelerando.
  A paisagem aos poucos foi as tornando conhecida. A lanchonete vinte e quatro horas me indicou que o passeio de moto já havia chegado ao fim. Senti a moto perder velocidade e parar em frente ao meu prédio. Jonathan desceu e logo em seguida me estendeu a mão me dando o equilíbrio necessário.

- E aí? Gostou? - Perguntou se referindo a nossa pequena viagem.

- Sim! - exclamei com um sorriso abobalhado no rosto. - Eu nunca tinha andado de moto, foi incrível!

- Que bom que gostou, a gente pode repetir qualquer dia desses.

  Olhei para Jonathan finalmente percebendo o brilho estranho no fundo de seus olhos castanhos. Algo me dizia que nada do que eu pudesse falar o impediria de colocar um papel com seu telefone no bolso de trás do meu jeans.

- Claro, a gente se vê.

«»

  A sensação do vento batendo contra a minha pele continuou mesmo depois de estar dentro de casa. Tudo que havia na geladeira era o que sobrara do jantar. Um resto de macarrão com queijo e e uma pequena salada de batatas. Tirei o prato de macarrão e batata do micro-ondas e fui para o meu quarto, o resto da casa já estava as escuras.
  Tirei o casaco de Eric de cima da minha cama, juntamente com a minha camisa suja de sangue, e joguei no chão. Me sentei na cama e levei a primeira garfada a boca. O macarrão bateu no fundo do meu estômago me lembrando de que eu não havia comido quase nada. Continuei comendo até uma luz irritante no computador chamar a minha atenção. Coloquei o prato de lado e apertei o botão, aceitando a chamada de vídeo.

- Oi.

  Meus lábios se curvaram para cima como se tivessem vida própria.

- Oi... Você tá pelado?! - Eric me olhava do outro lado da tela, sem camisa, parecendo estar sentado com o notebook no colo. Me dando a perfeita visão de seu peito nu. Ele riu diante da minha pergunta.

- Não. Eu to de cueca. Você bem sabe que eu adoro ficar assim.

- Preferia não saber. - Brinquei.

  Um silêncio se formou entre nós. Eu não sabia ao certo o que dizer e nem o motivo de meus lábios continuarem curvados para cima.

- Eu te liguei hoje. - Disse Eric, quebrando o nosso silêncio. - Três vezes.

- Uma vez pra cada dia, que, estamos separados? - Continuei com o mesmo tom.

- Bem isso, na verdade.

- Me desculpe por não ter atendido. Fiquei sem bateria.

- Tudo bem. Só não me esqueça.

- Não vou. - Eric se mantinha em silêncio. Diferente de todas as outras vezes, dessa era eu quem não conseguia manter a boca fechada. - To com saudade. Mesmo que só tenha se passado três dias. Sinto sua falta.

- Eu também sinto sua falta. Queria estar aí com você, mas como não posso, vamos fazer o seguinte: Sempre que você for dormir, coloque aquele meu casaco que você roubou e acha que eu não percebi. - Meu rosto esquentou diante daquilo. - E então será como se estivéssemos dormindo juntos. Só eu e você.

- Eu te amo.

  Deixei estas palavras escaparem como um segredo. Não pretendia deixar Eric saber de tal coisa. Até porque eu mesmo não entendia direito o que estava se passando comigo.
  Eric sorriu e encostou sua mão na tela, coloquei a minha em cima. A diferença de tamanho se fazendo visível.

- Eu também amo você.



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