História Under The Influence Of Love - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Comedia, Romance
Exibições 18
Palavras 2.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Orange, Romance e Novela, Slash, Yuri
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Meninxs, voltei...

Este é o penúltimo capítulo, de verdade.

O último está em desenvolvimento avançado até, acredito que o poste em até 2 semanas.

Sem mais... Vamos ao capítulo de hoje.

Espero que gostem.

Beijos e excelente leitura á todxs!!

Capítulo 16 - Novas Amizades e Um Reencontro.


Ainda revirava na cama, quando Babi entrou no quarto. Rolou aquela troca de olhares e percebi que toda vez que ela me olhava era mesmo com um brilho diferente. Eu não retribuí da mesma forma, mas senti um frisson diferente, o mesmo que senti durante o beijo.

 

Virei para o outro lado e, depois de um tempo, acabei me rendendo ao sono.

 

----------//----------

 

Acordei no dia seguinte, fiz a minha higiene, troquei de roupa e vi papi na mesa com Babi. Falavam de gente nova na cidade.

--... Então, pai. Esbarrei com uma das turistas na cidade ontem e falei do haras, Ficaram de vir aqui no meio da tarde. Um grupo grandinho, acho que seis ou oito pessoas.

-- Que maravilha! Vamos colocar este haras em evidência novamente. Não gosto quando dá baixa temporada, isso fica ás moscas.

-- Sério mesmo que vem turistas aqui? - Perguntei, sentando á mesa e passando a me servir.

-- Bom dia, filha.

-- Desculpa gente. Bom dia pai, bom dia Babi. - Os cumprimentei.

-- Bom dia Diana. - Babi disse olhando fixamente em meus olhos.

-- E então gente, falem mais sobre estes novos turistas. - Falei, desviando meu olhar do dela, mexida e incomodada com eles.

-- Encontrei com eles ontem na pracinha e os chamei para virem ao haras. É meio raro visitarem a cidade em época de baixa temporada, mas quando surge, vamos aproveitar.

-- Acho uma ótima ideia. - Respondi e me dirigi ao meu pai. - E aquele assunto, pai?

-- Resolvido, filha.

-- Como assim, resolvido? O Bóris vai nos deixar em paz?

-- Difícil. Mas eu espero que com a conversa que tive com ele, ele possa nos deixar em paz.

 

Ouvi um celular tocando e Babi correu para atender. Confesso que fiquei com aquele friozinho na barriga, não que eu esteja a fim dela, mas será que ela já arrumou uma paquerinha? Seria um desses turistas?

-- Pessoal, confirmada a visita dos turistas aqui no haras. Virão depois do almoço. - Babi falou.

-- Ah, era um deles ao telefone? - Perguntei, tentando disfarçar o incômodo na voz.

-- Sim, era uma delas sim. Simpática demais. Aliás, todos simpáticos e bem humorados. Um grupo bem colorido, se é que me entende. - Disse piscando pra mim e saiu.

 

Será que a Babi já está de rolo com alguém deste grupo? Mas, espera... Por que estou me incomodando tanto, se eu amo a Aretha?

 

E por falar na ruiva... Preciso falar com ela de alguma forma, mas nem sei como e nem por onde começar. Então, pensei em dar uma volta pela cidade. Assim, distrairia a mente e não pensaria em Bárbara e em Aretha.

 

----------//----------

 

Cheguei á pracinha e a primeira coisa que olhei foi o prédio de Aretha um pouco mais a frente, onde foi minha moradia por momentos incríveis. Lembrei dos beijos que troquei com ela ali, da nossa noite de amor... Pequenas lágrimas já queriam sair de meus olhos, mas fui forte. Não adiantaria chorar, não traria a ruiva de volta e eu a afastei cada vez mais de mim, e é isso que me dói.

 

Nem reparei numa figura á minha frente e, claro, acabei esbarrando.

-- Moço, desculpa. - Falei olhando para um moreno com cabelo arrepiado e barba rala.

-- Não se preocupe. Você está bem?

-- Não, mas passa. Com licença. - Disse, me afastando dele.

-- Se quiser desabafar... É sempre bom falar com pessoas desconhecidas. Sem contar que, como não conheço nada e nem ninguém aqui mesmo...

-- Obrigada.

 

Fui saindo, mas ele me impediu.

-- Calma bi, não estou dando em cima de você nem nada. Sei que és do babado, assim como eu.

-- Como sabe?

-- Todo gay, seja homem ou mulher, sabe detectar outro há quilômetros de distância. Prazer, meu nome é Rafael Navarro. E você?

-- Diana Moretti.

-- Irmã da Bárbara?

-- Como sabe?

-- Ela convidou a mim, meu bofe e meus amigos para irem ao haras mais tarde. Então quer dizer que você é a irmã que ela arrasta um bonde... - Falou me analisando.

-- Pelo jeito, ela contou tudo.

-- Gata, se você visse o estado que ela chegou aqui na praça ontem... Apenas eu e a Betinha sabemos.

 

De repente, apareceu uma turma sei lá de onde e fui apresentada á todos.

-- Deixa eu apresentar... Esse negro gato aqui é meu boy magia, César. O moreno ali de cacho nos cabelos é o Dênis e ao lado dele, outro moreno escândalo, que é o Anderson, boy dele. E esse casal aqui, eu shippo desde sempre... A loira é a Betinha e a...

-- Eu conheço as duas. De longe, mas conheço. Você é a DJ Mila Diniz, não é? - Perguntei pra negra, de visual incrível.

-- Sim, sou eu mesma e ela é minha esposa, Betinha.

-- A vi tocar várias vezes em São Paulo. Estou feliz e honrada por receber vocês em minha cidade.

-- Ela é irmã da Babi, a loira de ontem. - Rafael falou e trocou olhar com a Betinha e eu.

-- Estamos ansiosos pra conhecer o Haras. - Falou o moreno de cachinhos, se não me engano, o nome dele é Dênis. Sou péssima com nomes...

-- O haras está de portas abertas pra todos vocês. Bom, eu vou indo, aguardo todos vocês lá mais tarde.

 

Me despedi de todos e Rafael veio até mim.

-- Tem certeza que não quer desabafar?

-- Você conheceu Bárbara. Melhor não...

-- Tudo bem, está em seu direito. Mas se quiser desabafar, só me procurar. Anota meu what's app.

 

E acabamos trocando telefone, reiterei o convite á todos e fui dar uma volta.

 

----------//----------

 

Acabei indo parar num lugar que me traria mais lembranças ainda daquela ruiva que habita meu coração. Aquele lugar maravilhoso, onde trocamos nosso primeiro beijo...

 

Confesso que fui ali propositalmente, já que ela não me sai da cabeça mesmo, que eu ficasse ali, relembrando de tudo como se fosse ontem. Apenas não me atrevi sair do carro, apenas mudei para o banco do carona, deitei o mesmo e deixei as lembranças e as lágrimas caírem sem medo.

 

----------//----------

 

Depois de me acalmar um pouco, peguei o celular e liguei pra única pessoa que me ouviria naquele momento...

-- Alô?

 

-- Oi bi! Você não morre mais...

 

-- Doug, tenho tanta coisa pra falar, minha cabeça tá um nó... Me ajuda?

 

-- Calma amiga. Primeiro, se acalma. Tá onde?

 

-- Naquele farol, onde Aretha e eu nos beijamos pela primeira vez.

 

-- O que faz aí?

 

-- Vim espairecer... Mentira! Eu vim aqui pra me sentir cada vez mais perto dela.

 

-- Aconteceu mais alguma coisa depois da nossa última ligação?

 

-- Eu falei com o Bóris e você tinha razão... Meu pai esteve mentindo esse tempo todo. Cada coisa Doug, que nem sei como enumerar á você.

 

-- Vamos por ordem cronológica dos fatos...

 

-- Sobre a conversa com o Bóris Monte Belo... Ele não quer tomar o haras da minha família, ele nos quer por perto porque é apaixonado pelo meu pai há mais de vinte anos.

 

-- O que? Tô passada á ferro á vapor com essa bomba! Como assim? O todo poderoso é do babado?

 

-- Tem mais... Meu pai deve uma grava enorme pra ele, graças á minha mãe. Que fugiu com o irmão do Bóris e roubou uma grana alta do meu pai.

 

-- Gente! Isso parece roteiro de novela...

 

-- Eles eram amigos até isso acontecer. Bóris foi expulso de casa e meus avós o pegaram pra criar quando ambos eram adolescentes.

 

-- E seu pai escondendo o jogo? - Doug ficou mudo, mas em seguida, emendou. - Seu pai também é do babado?

 

-- Não. Mas ele confessou que quando adolescente, se não fosse minha mãe aparecer... Ele e Bóris...

 

-- Meu Deus!! E eu perdendo tudo isso. Ainda bem que chego aí logo.

 

-- Quando você vem?

 

-- Amanhã ou depois. Vou de carro com uma amiga.

 

-- Ainda tem outro bafo pra te contar...

 

-- Mais bafônico que tudo isso que me contou?

 

-- Muito mais... Tá sentado?

 

-- Tô.

 

-- Bárbara me beijou, eu gostei e a Aretha viu...

 

-- QUE? QUE TREM É ESSE?

 

-- Douglas, não precisa gritar...

 

-- COMO NÃO! VOCÊ VEM ME DIZER QUE SUA IRMÃ TE BEIJOU, QUE VOCÊ GOSTOU DO BEIJO E QUE A PODEROSA VIU TUDOOOOO!!!

 

-- Sim. O beijo mexeu comigo, mas eu amo a Aretha. É com ela que eu quero ficar.

 

-- Calma, pera aí. Por que a sua irmã te beijou? Tô perdendo capítulos frescos desta história?

 

-- Não te contei que a Babi me deixou uma carta, declarando o seu amor por mim desde a adolescência?

 

-- MEN-TI-RAAAAAA! Tô bege degradê! Isso explica as atitudes dela, ela ter te beijado...

 

-- Mas eu quero a Aretha, não a Bárbara.

 

-- E só agora você pensa nisso? Por que não ficou de vez com ela, mesmo sabendo de todo esse bafão do passado entre suas famílias?

 

-- Não sei! Eu sou uma tosca mesmo...

 

-- Ainda bem que sabe. Mas, vem cá... Você já conversou com a Aretha sobre o beijo?

 

-- Não. E eu estou morrendo de medo de falar com ela e ela me rejeitar pra sempre.

 

-- É o que merece mesmo... Mas eu vou te ajudar.

 

-- Como?

 

-- Deixa eu chegar aí. Eu converso com ela, preparo o terreno...

 

De repente, vi um carro chegando e me apressei em desligar o telefone com Doug. Era melhor eu ir embora.

 

Mas eu fiquei estática porque eu reconheci o carro e não resisti e saí do carro ao mesmo tempo que ela...

 

E nossos olhos se encontraram... Meu corpo todo se arrepiou, minhas pernas quase que não me sustentam em pé e eu encostei ao fusquinha pra não cair. Ela que iniciou a conversa...

-- De todos os lugares, este era o último que imaginaria lhe encontrar, Diana. - Me falou com mágoa na voz.

-- Aretha, eu... - Tentei dizer, mas minha voz falhou.

-- Eu vou embora...

-- Não, Aretha. Por favor, fique.

-- Não consigo ficar no mesmo ambiente que você, depois do que eu vi...

-- A gente precisa conversar sobre...

-- Chocada por ter visto você aos beijos com sua irmã. Mas eu não tenho nada a ver com isso, você me tirou da sua vida naquele dia...

--Eu sei. E me arrependo tanto... Eu soube de tudo.

-- Também soube de tudo, por isso fui á sua casa ontem. Queria te falar tanta coisa, mas o que eu vi...

-- Por favor, deixa eu explicar!

-- ...

-- A Bárbara se declarou pra mim. Ela me deixou uma carta, revelando seus sentimentos desde a adolescência. Ontem, pela primeira vez, conversamos de fato sobre o assunto.

-- Eu vi o tipo de conversa que tiveram...

-- Ela me beijou. No começo não tive reação alguma, mas depois...

-- Depois... Eu vi a forma como se beijavam. Eu vi entrega de ambas as partes! Não me venha dizer que só ela beijou, porque não sou cega.

-- Eu não vou mentir pra você... O beijo mexeu comigo. Mas não é dela que eu gosto.

-- Não importa mais, Diana. Eu tomei uma decisão e não volto atrás.

-- Que decisão?

-- Vou embora de Rio das Águas.

-- Vai pra onde? - Passei a entrar em pânico.

-- Não sei ainda e não iria te falar, mesmo se soubesse. Só vim aqui pra me despedir deste lugar que me traz tantas lembranças boas. Tenho tanta coisa pra arrumar, não sei se daria tempo de vir aqui de novo.

-- Nossa história acabou?

-- Você deu um fim á ela e eu estou sacramentando, apenas. Por mais que eu te ame e que você diga que nunca irá acontecer nada entre você e Bárbara, o que eu vi não sai da minha cabeça.

-- Então... É um adeus?

-- Por hora, é um adeus. De tudo o que representa este lugar, esta cidade pra mim. Vou pra Europa, fazer um mochilão, estou mesmo precisando de férias e o Ivan cuida muito bem do escritório.

-- Você não tem planos de quando volta?

-- Não faço idéia. Vou aproveitar este tempo e colocar a cabeça em ordem. Sabe, Diana, eu encontrei o amor em seus braços, depois de tudo o que aconteceu em minha vida, eu nunca pensei que encontraria uma pessoa incrível como você. Só que as nossas vidas são ligadas desde o passado entre nossos pais, meu tio... E isso nos separa, porque você quis assim, lembra?

-- Lembro. E já disse que me arrependo.

-- Eu vejo em seus olhos o seu arrependimento. - Disse de forma sarcástica. - A forma como beijou Bárbara ontem. Mas isso não me diz mais respeito.

 

Nem sabia mais o que dizer, apenas abaixei a cabeça e entrei no carro. Dei partida, a ré e fui manobrando o mesmo, deixando as lágrimas rolarem solta.

 

Mas sei lá o que deu em mim, parei o carro, desci e me virei aos poucos. Nossos olhares se encontraram... Ai, Deus! Eu ainda terei um ataque do coração com esse olhar sobre mim...

 

Não era um olhar de cobiça ou desejo estampado, era um olhar terno, aquele olhar que tenho gravado desde sempre em minha mente. Ao mesmo tempo que eles me revelavam muita tristeza e mágoa por tudo o que aconteceu.

 

Fui até ela á passos largos e, segurando seu rosto, beijei aqueles lábios mais uma vez. Tanta saudade daquela boca deliciosa e ali eu não tive mais dúvidas... É com ela que eu quero ficar. Como eu pude cogitar a hipótese de viver sem aquele sorriso? Sem olhar aqueles olhos de um brilho tão intenso? De provar esta boca deliciosa e que me deixa em brasas?

 

Continuamos o beijo de forma faminta e extremamente urgente, nossas mãos percorriam nossos corpos da mesma forma urgente, talvez pra marcarem de alguma forma.

 

 

Mas aí, ela desvencilhou de mim e virou-se, andando em direção ao carro de cabeça baixa e as lágrimas em meu rosto a acompanhavam... Entrei no carro e fui embora.


Notas Finais


Meninxs, último capítulo sairá logo logo. Em até duas semanas...

E aí... Com quem a Didi vai ficar?

Como será o final do Téo, Bóris, Doug, Marvin, Babi e Aretha?

E o que esta turma de Idas e Vindas do Amor foi fazer em Anchieta???



Tudo no último capítulo.

Até lá meninxs!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...