História Under the Mistletoe - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Amor, Casa, Festas, Garoto, Machismo, Natal, Neve, Noite, Perseguição, Romance
Exibições 11
Palavras 951
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Nice to meet you


~Bella~

Eles me pegaram. Foi a primeira coisa que pensei ao abrir os olhos e me ver em um lugar completamente diferente. Eles me pegaram e me sequestraram.

Olhei ao redor rapidamente. Uma casa grande e bonita, com enfeites de Natal por toda parte. Estranhei, pois eles não eram do tipo que comemoravam o Natal por vontade própria. Quando virei a cabeça e cruzei com o olhar de um garoto, eu parei. Quem era ele?

Vestia um moletom cinza, mas na parte de cima havia umas renas vermelhas desenhadas com um trenó atrás. Bem natalino. Cabelos castanho-avermelhados, olhos castanhos, se não me engano, um olhar meio confuso no rosto. Bem à minha frente havia um labrador todo enrolado em luzes de Natal, ele abanava o rabo e parecia bem feliz. Enquanto abanava o rabo, uma das pontas das luzes batia no chão com a mesma frequência. Ri com a cena. Ele me olhava como se estivesse sorrindo, ou esperando que eu jogasse algo para ele brincar.

Me sentei direito no sofá. Quando fiz isso, minha vista rodou, e eu fechei os olhos com força.

  - Está tudo bem? - o garoto perguntou. Quando senti que eu não iria vomitar se abrisse os olhos, o fiz.

  - Sim. - falei - Só... quem é você? E o que eu estou fazendo aqui? - dei um tapinha de leve no sofá quando disse "aqui", um gesto que usei para me referir à casa, mas o labrador deu um grunhido e simplesmente pulou ao meu lado no sofá, o que me fez rir novamente.

O garoto abriu um leve sorriso.

  - Eu te vi correndo pelas câmeras de segurança. E você desmaiou. Depois vi os caras, e você parecia estar precisando de ajuda. - ele se aproximou, mas eu fiquei ereta no sofá. Me desculpei mentalmente, mas era instinto fazer isso quando um cara chegava perto de mim. Ao perceber isso, ele recuou um pouco, meio sem graça.

  - Então, você simplesmente me trouxe para cá? - perguntei - Antes... deles?

  - Sim. Fui lá para fora um pouco antes de eles chegarem perto de você. - ele disse.

  Algo não batia na história. Por que ele tinha me trazido para dentro? Instintivamente, ergui uma sobrancelha, não acreditando muito na história. Ele não tinha cara de quem machucaria alguém, mas o crocodilo é uma pedra até você se aproximar dele.

  - Tudo bem - ele falou e se sentou na mesinha de centro da sala, na minha frente, com os cotovelos apoiados nos joelhos. - Eu sei que você não deve estar acreditando muito, acertei? - eu assenti - Bom, é verdade. Eu tenho um instinto protetor muito grande, sério. E pensei em como você devia estar com frio correndo lá fora, e também devia estar correndo perigo.

  - Acertou de novo - falei.

  - Bom, vi pelas câmeras que você desmaiou. Aqueles caras iam te pegar. E ver algo errado acontecendo sem fazer nada não é muito o meu forte.

Conforme ele falava, ele mexia a cabeça, e quando isso acontecia, uma mecha de cabelo dançava na frente de sua testa, e eu tive vontade de colocá-la para trás. Adorava cabelos mais "jogados", principalmente em garotos, mas me contive.

  - Eu juro que não fiz nada para você, além de te colocar no sofá e pegar cobertores. - ele disse sério - Não sou esse tipo de cara.

Graças a Deus. Desse tipo eu já estava cheia. Os que eu conheço teriam feito tudo o que pudessem com a garota na primeira oportunidade, sem se importar se ela estava desacordada ou não. 

Encolhi as pernas. Ainda estava com um pouco de frio, não vestia nada além de um vestido de malha fria, que agora já estava seco.

  - Está com frio? - ele perguntou. Pare de ler minha mente!

  - Sim... - falei sem graça.

  - Relaxa. Espera um pouquinho. - ele se levantou da mesinha de centro e foi até perto da porta. Abriu na parede uma portinha e mexeu lá dentro. Termostato.

  - 27º, okay? - ele disse enquanto voltava para a mesinha.

  - Obrigada. Mas, você já fez muito por mim - falei me levantando e procurando meu sapato. Ah, é. Não estão aqui - Mas eu vou andando.

  Ele arregalou os olhos.

  - Você viu a tempestade de neve que está lá fora? - sua voz soou estridente.

Fui até a janela e, puxa!, realmente estava bem forte. Ah, merda. Não posso ficar aqui?

  - Por que não fica? - ele perguntou.

  - E se seus pais chegarem e me virem aqui? E você não me conhece, como sabe que não vou te roubar ou algo do tipo? - falei ao me virar para ele. Não queria ser grossa e rezava para que ele não pensasse que eu estava sendo.

  - Meus pais estão viajando, e você não faria isso.

  - Como sabe?

  - Digamos que... minha intuição nunca falha. - ele deu um sorrisinho torto. Ah, Deus. Já era bonito, sorriso torto não! - Fique. Você não pode sair assim, e pode usar umas roupas da minha irmã, devem caber em você. - ele analisou meu corpo e eu corei. - Além do mais... - ele continuou - aqueles caras podem te procurar...

Não acredito que estou recebendo argumentos inteligentes de um estranho inteligente. Mas ele estava certo, por mais que eu odiasse admitir.

  - Tá, tudo bem. - falei e o lavrador latiu - Se tentar alguma gracinha... - comecei séria, tentando parecer ameaçadora.

  - Não vou. Prometo. - ele riu - Palavra de escoteiro.

  - Você não me disse seu nome. - falei.

  - Castiel. - ele estendeu a mão e eu a apertei.

  - Bella.


Notas Finais


são amiguinhos u.u
feliz

besitos pra vcs!


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