História Under the moonlight - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias A Origem dos Guardiões
Tags Drama, Romance
Exibições 6
Palavras 1.415
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Festa
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


gente espero que vocês gostem e eu quero dizer que me inspirei na atriz Emily Rudd para fazer a Selene. Vou deixar aqui o link do insta dela:
https://www.instagram.com/emilysteaparty/?hl=pt-br

Capítulo 1 - Opposites attract each other


Fanfic / Fanfiction Under the moonlight - Capítulo 1 - Opposites attract each other

Point of View of Selene Moon

            A solidão não faz bem á ninguém. Mas até hoje, ela não tinha me incomodado – nem me feito sentir esse vazio dentro de mim. Não sei o que está havendo comigo, sempre fui criada com um propósito, e, sempre soube que a solidão seria minha melhor amiga. Então porque eu sinto um buraco no meu peito? Porque sinto como se algo precioso tivesse sido tirado de mim?

            Acho que é porque eu nunca tive ninguém precioso o bastante para ser considerado o bastante, e isso vem me corroendo cada dia mais. Eu precisava para com toda aquela baboseira de me importar em seguir todas as regras, precisava parar para respirar, precisava tirar esse peso das costas. Mas, como? Talvez se eu agisse pelo menos uma vez sem pensar nas consequências que isso iria me trazer.

            Só que eu já estou nesse cargo a bilhões de anos, e tudo sempre é igual todos os dias. Sinto como se não estivesse vivendo minha vida, e sim, convivendo com ela. Não que eu esteja reclamando, por que não estou. Eu só estou tentando dizer que eu não aguento mais estar aqui.

            Por todos esses anos, muita gente já passou na minha vida, mas como eu disse, eles passaram – e foram embora. Não que eu os afastasse, pelo contrario, eu implorava para que ficassem. Então, com o tempo eles pararam de vir, e eu parei de ligar. Até hoje.

            Infelizmente, medidas drásticas teriam que ser tomadas.

            Point of View of Jack Frost

            Já parei de contar as vezes em que eu falava com ela e ela ou não me respondia ou me iguinorava. A lua definitivamente não gostava de mim, o que não fazia sentido algum, já que foi ela quem tirou tudo que eu tinha – minha pais, amigos e minha irmã. Apesar de todo falarem que esse poder que ela me deu é uma benção, não consigo enxergar as coisas por esse lado.

            No inicio era divertido, quero dizer, eu não tinha essas responsabilidades de guardião. Eu nunca a pedi que me escolhesse, então era demais pedir que me deixasse viver que nem uma pessoa normal de novo?

            Noel começava a me encher o saco, dizendo que tudo isso que eu estava passando era só uma crise de existencialidade e que era só uma fase por qual todos passaram. Mas eu sentia que não era só isso.

            O que eu realmente sentia era raiva dela. Ódio. Ela foi quem fez tudo isso e agora eu tinha que aguentar as consequências. As vezes a imortalidade só te da mais vontade de morrer.

~~

            Sai para esfriar a cabeça, caminhar por aí como se eu fosse normal. Hoje era o famoso Dia das Bruxas, então ninguém estranharia o fato de um menino extremamente pálido sair por ai andando com um cajado. Pra falar a verdade, muitos garotos estavam fazendo isso essa noite.

            Acho que o meu tipo de “esfriar a cabeça”era diferente dos outros guardiões. Eles conversavam sobre seus problemas, diferentemente de mim que os guardo para mim. Poxa, eles precisam entender que eu ainda era um adolescente quando a tragédia aconteceu. Eu só tinha 14 anos, era uma criança. Sem quere parecer indelicado, mas eu era virgem! Eu nunca mais terei essa oportunidade?

            Em meio a meus devaneios acabei esbarrando em uma garota e a derrubando.

            - Ei! Olha por onde anda. – falei num tom de brincadeira ( já que a culpa não fora dela) que ela pereceu não perceber, por que me olhava com certa fúria, olhar que se suavizou quando ela viu meu rosto.

            - J-jack Frost ? – merda, e agora? Ela me reconheceu, oque eu faço? – Quero dizer, a sua fantasia é de Jack Frost, não é?

            Suspirei aliviado, ela não havia me reconhecido. Depois disso, tudo em nossa volta perecia que havia parado para nos observar. Mas não. Era somente um silencio insuportável que pairava sobra nós.

            - Sim, eu estou de Jack Frost. E você? – disse quebrando o gelo e estendendo a mão para ajuda-la a levantar, mas quando minha mão encontrou com a dela, pequenos cristais de gelo se formaram, fazendo com que eu me afastasse em vez de levantala.

            - Eu? Não estou fantasiada, não tive tempo para comprar algo. – ela disse se levantando.

            - Mas hoje é Halloween! É só o feriado mais famoso e adorado aqui, e você me diz que não teve tempo?

            - Eu estava muito ocupada esse dias, e, simplesmente me esqueci desse detalhe...

            - Ah, mas isso eu não aceito! Vem, vamos numa loja de fantasias. – Eu. Simplesmente. Não. Sei. Por que. Fiz. Isso. Devo ser muito burro mesmo! No momento em que estava perdendo o controle, a convidei para sair. Quero dizer, eu não a chamei para sair, não era um encontro, mas também não queria perder a chance de ficar perto dela. Não sei o que esta acontecendo, mas é como se uma força me atraísse ate ela.

            - Err... ahn... eu... não posso. Me desculpe, mas tenho que ir.

            Com isso, ela foi embora, me deixando sem entender nada. Poxa, devo ser um idiota mesmo. Nem sequer perguntei se eu a havia machucado, se ela estava bem ou muito menos seu nome. Se eu quisesse encontra-la – e eu queria – como poderia?  Não pensei nisso na hora em que estávamos conversando, ate por que eu precisava me controlar.

            Fui atrás dela, esbarrando nas pessoas, ate chegar em algum lugar em que pudesse voar e ver se a avistava. Mas, infelizmente, parecia que ela havia sumido. Junto com minhas esperanças de acha-la.

            Point of View of Selene Moon

            O que estava havendo com ele? Ele estava se descontrolando! Apesar de seu olhar calmo e passivo, quando seus dedos gélidos tocaram minha mão, cristais de gelo se formaram, e isso é inadmissível! E se ele machucasse alguém?

            Eu havia achado melhor fugir do que ficar com ele, talvez fosse perigoso não só para mim, por que afinal eu sabia me defender, mas, e se ele só estivesse de cabeça quente? Perguntas como essa tomavam conta dos meus pensamentos enquanto eu andava sem rumo pela cidade ate chegar a um bairro com poucas pessoas que pareciam não saber que estva acontecendo a celebração de um feriado. Janelas e portas fechadas, luzes apagadas,e, os poucos que se arriscavam a sair nesse breu me olhavam com olhar de desconfiança.

            Andei por mais algumas quadras e aquele bairro parecia não ter fim. Foi ai que me toquei de algo, eu não havia lugar para passar a noite. Eu estava desesperada e pra minha sorte uma chuva forte começou a cair. Com água escorrendo pelo meu rosto e levando quaisquer resquícios de sanidade que restava em mim. Resolvi que teria que usar o bracelete de minha avó.

            Bati na porta da casa em melhor estado que vi e esperei ate ser atendida. Tempos depois uma menina que tinha a aparência de uns 17 anos me atendeu. Visualmente ela parecia uma pessoa decente, vestida com uma calça de flanela e uma blusa regata com o desenho de uma vaquinha. Usava um coque em seu cabelo e tinha um aspecto de cansada – talvez eu tivesse a acordado. Ela me olhava com uma cara de raiva, mas eu podia ver em seus olhos a curiosidade para saber o que uma menina toda ensopada fazia em sua porta nesse horário. Entretanto, também pude ver bondade nela, inocência, e, acho que ate um pouco de medo.

            - Quem é você? – perguntou me examinando de cima a baixo.

            - Eu sou Selene Moon. Eu estava de visita na cidade e acabei me perdendo dos meus pais.

            - E eu com isso?

            - Q-queria saber se eu posso passar a noite aqui. – disse com certa timidez. Ela hesitou por um momento e quando eu achei que ela iria dizer sim ela fechou a porta na minha cara

            - Por favor! Só por um a noite!

            Ela abriu a porta para mim e eu vi que era a minha oportunidade para aplicar o meu veneno. A segurei pelos pulsos e a fiz com que olhasse diretamente nos meus olhos ate que sua iris ficasse no tom da minha, azul gelo. Repeti lentamente a frase “
nunc autem in manu mea “ e foi simples assim, ela fazia tudo oque eu mandava sem pestanejar.

            Agora eu tinha um lar ate a próxima lua cheia, uma amiga, e, um sentimento novo por uma pessoa que teria ódio de mim se descobrisse quem eu realmente sou.



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