História Under The Stars - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Jeff The Killer, Slender (Slender Man)
Personagens Personagens Originais
Tags Bloody Painter, Creepypastas, Hoodie, Marie, Masky, Proxy, Slender, Ticci-toby
Visualizações 9
Palavras 2.984
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Super Power, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Cabeçada, outra fanfic que to postando por postar, como sempre :D Pq não to fazendo nada da vida e resolvi entrar nessa vibe.
Licença, boa leitura <3

Capítulo 1 - Drama Oculto


Marie On

Suspirei pesadamente ao deitar-me no gramado, fitando a imensidão monocromática do céu noturno, e neste momento, uma leve nostalgia veio a tona até a mim, resultando em uma lágrima solitária que escorria pela minha bochecha, o que me deixou irritada, pois não sei como lidar com esse sentimentalismo todo que minha mente tanto insiste em proporcionar-me. Ás vezes, eu olhava para o lado em busca de algum calor humano, tendo a necessidade de ser abraçada, de receber um conselho que tirasse a ideia covarde de minha cabeça, mas não. Não havia ninguém, porque ninguém se importava. Eu estava certa sobre isso, e cansei de chorar em minha cama durante as madrugadas em estado de negação, porque não queria ter nascido com a coisa, não queria ser uma aberração, e qualquer pensamento que vem em minha mente sempre me encaminha a um aspecto de que eu realmente sou isso. Engraçado, tantos demonios falando em minha cabeça, é como estar em um processo de possessão. 

-Merda. -Praguejei em voz alta ao limpar a lágrima com a manga do moletom largo que trajava, irritada. 

Eu deveria aprender que não poderia mais me lamentar, pois fiz isso durante muito tempo e hoje é meu aniversário, estou me tornando uma mulher, o que é um tanto estranho de admitir a mim mesma mas é a pura verdade. Eu iria fugir, iria por todas aquelas roupas em uma mala e pegar o carro de meus pais sem hesitar, ir para longe dessas cidades, dessas pessoas. Recomeçar. 

"Sabe Marie, não é atoa que as estrelas nos passam uma leve sensação de reconforto." 

A memória reapareceu em minha mente, fazendo-me derramar mais uma lágrima, dando um nó em minha garganta, como se os demonios ou a coisa estivessem me torturando, querendo me matar por dentro. 

"Podemos passar por muitos problemas ao longo do dia, mas a noite e nos piores momentos o céu sempre está limpo para mostrar a própria arte da vida." 

(...)

 

-Vai mesmo fazer isso? -Perguntou Margarett sentada em minha cama, parecendo acompanhar cada movimento meu com o olhar.

-Claro, acha que eu sou trouxa? -A olhei instantaneamente, indo até ao meu guarda roupa logo em seguida. -Não vejo a hora de ir embora daqui. -Completei enquanto tirava alguns cabides do armário, levando mais roupas a minha mala de uma forma impulsivamente apressada. 

-Sim, acho que voce é trouxa. -Cruzou os braços abaixo dos peitos, arqueando as sobrancelhas como se estivesse me desafiando. -Tem toda essa macumba guardada dentro de si e só abaixava a cabeça enquanto te chamavam de bruxa. -Jogou um urso de pelúcia em meu rosto, deixando-me com cara de tacho. 

Sabe, algumas pessoas parecem estar com voce somente para que tenha pensamentos psicopatas. 

-Não precisa esfregar isso na minha cara, mamãe. -Sorri cinicamente, cutucando seu ponto fraco ao referi-la como tal. 

-Vai se foder! -Exclamou agressiva, o que resultou-me em uma risada discreta e levemente maldosa. -Não é culpa minha se a camisinha furou.

-Mas vai ser quando souberem da noticia por voce estar falando sobre isso tão alto. -Chamei sua atenção enquanto voltava a dobrar minhas roupas, questionando-me alheia se conseguiria fechar a mala. 

-AI MEU DEUS! -Pulei de susto ao ouvi-la berrar repentinamente. 

-Caralho. -Sussurrei passando a mão em meu rosto, tentando recuperar-me. 

-Eu enviei a mensagem a meia hora e até agora ele não respondeu. -Disse em um timbre indignado. 

A observei por um breve momento ao colocar  a mão aonde meu coração palpitava fortemente, deparando-me com a ruiva encarando a tela de meu celular, surpreendendo-me por alguns segundos, pois não era novidade nenhuma Margarett levar a sério demais o termo "o que é meu é seu."

-Cade o seu celular? -Dei enfase ao pronome possessivo. 

-Minha mãe tirou de mim quando flagrou meus nudes. -Sorriu sem graça, porém ao mesmo tempo tentando imitar uma expressão angelical, o que foi muito bugado.

-Piranha. -Ri zombeteira, fazendo menção para fechar a mala. 

-Machista. -Rebateu ríspida. 

Revirei os olhos e parei para pensar se havia me esquecido de algo, mas nada me vinha em mente, então fechei a mala sem hesitar e a escondi em meu armário, deparando-me com o espelho de minha penteadeira ao virar-me para frente novamente, pois a mesma ficava ao lado de minha cama, onde localizava-se o centro de meu quarto. 

É muito estranho perceber repentinamente que o próprio corpo esta mais amadurecido, se sentir mais alta de uma hora para outra, relembrar-se do passado e fazer um antes e um depois mentalmente, algo que pode ser ridículo mas é bem provável que eu não seja a única a ter essa mania estranha. 

-Acho que vou atrás dele. -Pensou alto ao se jogar para trás, encarando o teto. 

-Vai ué, seja feliz e bote ordem no seu noivo. -Dei de ombros em uma expressão apática.

Andei reparando que eu normalmente faço cara de cu pra tudo também. Credo. 

-Tá! -Margarett levantou-se da cama em um pulo, correndo até a janela, mas parou e se virou em minha direção em um semblante muito sinistro de felicidade excessiva, pois sorria como uma psicopata.

Essa louca vai sair pela janela mesmo?

-Eu te amo! -Do nada pulou em mim, envolvendo os braços em volta de meu pescoço e beijando sem parar o meu rosto.

-SAI DE MIM DEMONIO! -A empurrei, sem ar. -É, eu também...essa palavra aviadada ai. -Disse por fim ao me acalmar, travando quando estava prestes a pronunciar o verbo.

-Olha, me ligue quando chegar em Seattle okay? -Praticamente ordenou fazendo gestos enquanto andava para trás, até tropeçar nos próprios pés e cair sentada no chão.

Meu deus.

-To indo! -Gritou animada, pulando da janela em um piscar de olhos.

Céus, tomara que o bebe fique bem. 

Fiquei por um tempo parada ao entrar em um estado pensativo, quando sem perceber comecei a andar lentamente até ao espelho, encurvando-me e apoiando-me com as mãos na pequena mesa para ter uma visão melhor de meu rosto. Meus olhos são castanhos escuros assim como os meus cabelos, parecida com o meu pai já que minha mãe é a francesa loira dos olhos verdes, pálida por causa do clima frio constante dessa cidade infernal, o que destaca minhas sardas e deixa os meus lábios levemente carnudos e avermelhados em maior evidencia, tenho uma altura mediana e por fim para a minha infelicidade, peitos grandes que me deixam com uma puta dor nas costas. Vou arrancar essas desgraças, isso não me pertence. 

-Marie? -Escutei alguém bater na porta de meu quarto, interrompendo a minha noia. 

A pessoa entrou por mais que eu não tenha respondido, pois estava ocupada demais espremendo uma espinha e ao mesmo tempo agradecida por não ter mais tantas assim como tinha na adolescencia. Eu sei que isso foi um fato desnecessário mas foda-se. 

-Fala ai, pai. -Disse ao olha-lo através do reflexo do espelho, mas mesmo assim sem ter a mínima vontade de dialogar com este ser.

-Quero te mostrar uma coisa. -Colocou as mãos nos bolsos de sua jaqueta, reparei que havia engolido a seco.

-Jura? Se lembrou que tem filha? Mentira! -Virei-me em sua direção na maior má vontade, entreabrindo a boca em uma falsa expressão de surpresa.

Se bem que quando ele parecia lembrar eu pagava um certo preço por isso, na verdade, eu preço enorme, então preferia que ele passasse por mim como se eu fosse uma desconhecida na casa mesmo. Simples assim. 

-Não complique as coisas. -Soltou um longo suspiro, como se estivesse prendendo o ar. -Eu só quero o seu bem. -Pude perceber uma falha em seu timbre, que ficou mais baixo por mais que continuasse a olhar firmemente para mim, o que deixava-me com um leve sentimento de angustia. 

-Certo. -Abaixei a guarda, cruzando os braços e olhando para os meus próprios pés.

Eu precisava trocar aquele esmalte das unhas, estava desgastado.

-Só vou me arrumar, okay? -Meu timbre saiu dócil e convincente, tática que costumava a usar aos meus 14 anos. 

-Okay. -Fechou a jaqueta com o zíper, saindo de meu quarto.

Por que estou com um pressentimento ruim? 

(...)

O carro já perambulava pelas estradas a um longo tempo, tanto tempo que nem sabia aonde estávamos, o que com certeza não era bom, pois sentia-me como uma criança assustada, inferior, baixa. Eu já deveria estar acostumada com esse sentimento. 

-Tá me levando aonde? -O olhei pelo canto do olho, engolindo lentamente a saliva que formara em minha boca. 

-Fique quieta. -Foi curto e grosso, lançando-me um olhar que transmitia um sinal bem claro de agressividade.

Franzi a testa, e todo o nervosismo e o medo foi se misturando com raiva. Eu estava cansada, fui tratada como merda durante a minha vida inteira, e eu não iria mais abaixar a cabeça como se fosse uma criança, e eu posso me defender, eu posso dar a volta por cima. 

-Para o carro. -Ordenei, sentindo meus olhos queimarem e deixando-me levar pela raiva.

-O que? -Franziu a testa. -Acha que pode inverter os papeis só porque fez 18 anos? -Foi cínico.

-Incrível, voce sabe a minha idade! -Dei um animo sarcástico ao meu tom de voz, sorrindo largamente. 

Jeremy ignorou-me por completo após respirar fundo e apertar as mãos no volante, pisando mais fundo no acelerador, irritado. Eu poderia sentir o sentimento de ódio correr pelas minhas veias, e ia aumentando cada vez mais, até eu o fazer frear no meu modo simples e único de assustar as pessoas. 

-Eu disse para parar o carro. -O olhei pelo canto do meu olho, mantendo-me concentrada no esforço que fazia caso eu quisesse mexer em algo do carro com minhas habilidades telecinéticas.

-Voce é uma aberração. -Cuspiu as palavras com os dentes trincados. 

Rosnei e sem pensar duas vezes sai do carro, batendo a porta fortemente completamente irritada, percebendo-me em uma estrada escura e rodeada por uma floresta, e logo mais a frente tinha uma placa onde dizia que era uma zona de perigo. 

Merda.

Pisquei meio perdida e levantei os olhos momentaneamente para o céu já noturno. Estrelado, simplesmente repleto de estrelas. Respirei fundo e segui meu caminho para uma direção oposta, ignorando o farol do carro que infernizava minha vista, com a esperança de encontrar alguma outra pessoa que me desse uma carona de volta para casa, com frio devido a umidade do ambiente, até algo duro atingir minha cabeça e meu corpo cair no chão inconsciente. 

(...) 

Meu corpo era carregado como um saco de batata, tentei abrir os olhos com uma dor intensa na cabeça. Parecia estar lidando com uma puta ressaca. Ao suportar o peso de minhas pálpebras e conseguir ter uma visão de onde estava, notei que estava em uma floresta e de dia ainda por cima. Eu devo estar sonhando.

-Ei..-Soquei levemente as costas do sujeito que me carregava, sem forças.

-Lá vamos nós. -O escutei sussurrar, e por algum motivo isso também pareceu ser uma forma de praguejo.

Eu fui indelicadamente jogada no chão, e como consequencia, minhas costas bateram fortemente naquele barro gélido, causando-me dor ao ponto de me arrancar um gemido. 

-Me segue. -O cara de máscara ordenou, passando por cima de meu corpo sem pisar no mesmo.

Eita porra, o cara mal chegou na hora do lanchinho e já quer brincar de o mestre mandou? 

-O caralho! -Retruquei, sentando-me com certa dificuldade, observando em volta.

Era uma floresta assim como as outras, porém densa demais para pertencer a minha cidade natal, pois lá sempre havia uma fileira continua e tradicional de pinheiros em um aspecto mais mórbido, mais cinzento, apesar do céu estar nublado. 

-Aonde eu to? -Perguntei confusa. 

-País Das Maravilhas. -A pessoa ainda é ironica. 

O olhei com cara de cu, irritada, porém estranhamente sem temer a ele ou ao local desconhecido, apenas estava confusa. Que bugado. Fica assustada desgraça! Tenta ser normal!

-Que tipo de audácia é essa? -Ala, é mais forte do que eu. 

-Aquela que diz que se voce não se levantar daí  agora e não fizer o que eu mando minha arma vai acidentalmente te dar um tiro. -Seu timbre era impaciente, e sua voz era robótica e extremamente grave, o que deveria ser sinistro. 

-Aé? -Inclinei minha cabeça para o lado, sorrindo de canto. -Sua arma seria bem piedosa. -O provoquei.

O desconhecido sussurrou alguns palavreados e outras palavras que não pude entender enquanto caminhava em passos pesados em minha direção, pegando meu pé e puxando-me indelicadamente em uma atitude espontanea, me arrastando naquele barro. Se eu fosse fresca com certeza reclamaria da minha camisa branca que comprei recentemente, mas não dei a mínima e continuei a observar o local. Era tão familiar. 

-Qual é o seu nome? -Perguntei enquanto encarava o céu, muitas vezes sendo tapado por uma das folhas verdes das arvores que passavam. 

-Não te interessa. -Foi curto e grosso.

-Nome legal esse. -Contive uma risada de divertimento.

Meu deus, me sinto como uma criança de 8 anos implicando com o irmão mais velho, mas foda-se, eu devo estar morta mesmo para estar em um lugar desses. 

-Meu nome é Marie, mas não puxa pro Mary porque se não fica americanizado. -Apresentei-me como quem não queria nada, ligando por completo o meu lado inconsequente e descontraído. 

-Eu sei. -Disse entre um suspiro, como se estivesse de saco cheio.

-Aé? Pronuncia aí então. -Desafiei arqueando as sobrancelhas.

-Ma..Marw...Marye. -Sua tentativa falha de não puxar o sotaque americano proporcionou-me uma gargalhada alta de ridicularização. 

-Sabe porra nenhuma. -Continuei a implicar entre a risada. 

Eu iria continuar a me divertir igual a uma doente com um provavel estuprador ou psicopata, ou os dois, até meu tornozelo ser ligeiramente torcido e como reação de defesa acabei o fazendo voar longe entre o meu grito agudo e curto de dor, transparecendo o meu psiquico acidentalmente. Como sempre. Sentei-me rapidamente e o vi tentando sair atrapalhadamente de dentro de uma moita.

-Puta merda. -Voltei a rir.

O cara havia se entalado em uma moita. 

Estava tão distraída rindo que nem o notei ali na minha frente, prestes a apertar o gatilho da pistola, até escutar um estrondo porém não sentir nenhuma dor, já que algo havia pulado em cima do...Homem, parecia ser um homem né. 

-Cara, se controla. -Ouvi um timbre arrastado.

Antes de pensar em fugir, concentrei-me em meu tornozelo dolorido e projetei uma nova sombra. Sim, uma sombra, sem forma alguma, era simplesmente algo escuro e flexível que flutuava, parecia-se com uma gosma porém nunca podemos senti-la. A mesma envolveu o local e ficou ali por poucos segundos, fazendo com o que fosse curado e por fim, flutuou rapidamente para algum lugar. Eu nunca sabia para onde esses demonios iam, e nem estava interessada em saber. 

-Ele ta bem? -Perguntei depois de me levantar, passando a mão em minha calça jeans e tirando o excesso de terra.

-Ah moça, ele vai ficar. -Deu tapinhas na cabeça do mascarado, olhando-me com seus olhos avermelhados.

Era um garoto pálido de cabelos castanhos escuros assim como os meus, sorria debilmente de canto e os olhos eram azuis claros, porém pareciam estar levemente irritados. Ou ele tava chapado. 

-Sai de cima! -O robo revoltado gritou, empurrando-o para o lado.

-Credo. -Riu monga deitado no mato.

É, ele tava chapado, podia sentir o cheiro da maconha dali.

Quando notei o pistoleiro de moletom mostarda andava com passos pesados em minha direção, e eu fiquei ali com cara de tacho, até ele ser todo bruto e me pegar pelo pulso, puxando-me enquanto voltava a andar de um modo muito mais rápido e impaciente.

-Tá puto? -Perguntei naturalmente, sem querer implicar dessa vez.

O sujeito não respondeu, apenas continuou a caminhar e eu tropeçava em algo o tempo todo, mas ele não tava nem aí. 

-Fique aqui. -Ordenou ao parar, virando-se para mim.

-Beleza. -Disse sem entender o motivo de tanta agressividade. 

O cara foi se afastando e se afastando, até passar por uma moita e sumir. 

Uau, esse cara realmente tem um elo sinistro com moitas que nunca vou entender. 

"-Então voce é a pequena criança?-" Uma voz grossa ecoou em minha mente, e uma leve estática invadiu a mesma, assustando-me e fazendo-me tapar os ouvidos em uma tentativa falha de aliviar o barulho. "-Interessante.-" O tom era pensativo, mas pude sentir um certo aspecto doentio.

A estática foi aumentando cada vez mais, e mais, até eu ver alguém alto pra caralho na minha frente, causando desequilíbrio em minhas pernas e consequentemente caindo sentada no chão, o que me fez olhar para cima e ter visão de sua face branca e vazia. 

"-Não é muito melancólico uma mãe desejar tanto uma criança para depois ela simplesmente ser jogada fora desta forma?-" A voz as vezes falhava, e isto me fazia ter uma leve vontade de surtar.

-Quem é voce? -Consegui dizer algo depois de muito esforço, me contorcendo um pouco no chão devido a dor insuportável em minha cabeça.

"-Logo vai saber, Marie." -Pronunciou o corretamente o sotaque frances em meu nome, o que foi sinistro.

Do anda algo contornou a localidade de minha barriga, levantando-me do chão e erguendo-me bem no alto, fazendo-me ficar cara a cara com ele. Quando a dor diminuiu pude sentir um leve repúdio daquilo que me envolvia, pois era úmido e para mim se parecia com um tipo de merda preta, e o mais estranho, era que sua aparencia humanoide não era diferente para mim, assustador, parecia ser tão natural que sentia-me no direito de ficar irritada pelo mesmo estar me fazendo sentir tanta for ao ponto de dar um murro no meio daquela cara branca. 

"-Esta me dando motivos para eu sugue sua alma e lhe abandone nessa floresta." -Arregalei os olhos.

Ele le mentes? Caralho. 

-Foi mal. -Pareci estar embriagada depois de tanta dor e ansia de vomito.

"-Apenas durma.-" Sua voz excessivamente calma transmitiu um eco maior em minha mente, e tudo foi novamente escurecendo aos poucos enquanto meu corpo ia pesando cada vez mais. 


Notas Finais


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