História Under Your Tree - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Originais, Romance, Segunda Guerra
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Palavras 1.196
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa Noiteeeeee!
desculpem o sumiço, e boa leitura!!!!!

Capítulo 7 - Recordações


     Acabou que não participamos do segundo dia de festejos. No sábado, Rosalie, Benjamin e Elias foram os únicos que conseguiram aproveitar até o final, o restante de nós não teve ânimo para nada.

     Eu tentara conversar com Emily a todo custo, mas ela estava possessa. Falamos com Vincent também. Eu disse para ele ficar tranqüilo, que ele não tinha culpa; minha neta provavelmente estava sob domínio dos hormônios, ou de algum espírito vingativo, ou talvez de algum ser de outro planeta mesmo.

     Disse ao garoto que ficasse em casa hoje, até porque assim ele poderia ajudar com a mudança de Benjamin e Rachel – e teria tempo de esfriar a cabeça, como Emily. Após o almoço, eu liguei para a residência dos Marshall e Suzan atendeu no segundo toque.

  - Alô?

  - Suzan! Como estão as coisas por aí? O Vince está bem?

  - Olá Edwin! – ela respondeu. – Vincent ainda está um pouco chateado, mas de resto está tudo bem e alegre aqui, os homens da casa estão todos cobertos de tinta rosa! – rimos do ultimo comentário dela.

  - Ainda bem. Vocês conversaram com ele? – questiono. – Sobre aqueles moleques de sábado?

  - É, ele não quis ir à escola hoje, então fiz ele abrir o bico. Pelo que eu soube, aquelas atitudes são freqüentes e piores, zombam dele até mesmo por ser órfão – ela contou mais sobre o assunto e eu fiquei pasmo, o que acontecia com ele naquele lugar era absurdo e nojento.

  - Bom, é isso – ela disse depois de um tempo. Ela ainda tinha a voz séria, e Suzan não era o tipo de pessoa séria. – Dá um abraço em todo mundo aí por mim!

  - Dou sim! E pode deixar que eu tento puxar a orelha da rebelde aqui mais uma vez. Até breve.

 - Até breve, Ed! – desligou.

 

     Andei pela casa à procura de Emily. Ouvi uns barulhos no andar de cima, então me dirigi até lá. Os sons vinham de um quartinho que tinham a porta entreaberta...

     Era um cômodo onde eu atulhava todos os souvenires que eu evitava ver; a última vez que entrei nele foi para guardar jóias, fotos, quadros e roupas de Anne. Aquele quarto vivia trancado desde então, mas agora uma fresta de luz saía pela abertura da porta e era indiscutível que havia alguém lá.

     As cortinas que antes viviam fechadas estavam jogadas pelo chão, assim como lençóis que cobriam o piano, os móveis, e as molduras com obras feitas por Anne – que agora estavam penduradas ao longo das paredes. O teto, as paredes e as vidraças não tinham nem sinal de pó ou teias de aranha, como eu imaginava que estaria; o mesmo não poderia ser dito do rosto e cabelo da Emily. Ela estava sentada entre duas pilhas de álbuns de fotos, e folheava atenta um deles.

     Senti meus olhos marejarem ao rever tudo aquilo que durante muito tempo eu tentei manter escondido, todas as recordações dolorosas de meus pais, da minha esposa, da guerra. Pigarreei tentando me livrar do choro e chamei minha neta, que levantou os olhos do álbum em suas mãos, pulando de susto.

  - Oi, vô – ela começou a falar rápido, como fazia quando estava nervosa. – É que a mãe me pediu para limpar a casa. Na verdade, foi mais um castigo, depois da besteira que eu fiz no sábado. Ela e meu irmão foram procurar vagas na escola.

  - Certo. E é justamente sobre o que aconteceu no sábado que eu gostaria de falar com a senhorita.

     Ela abaixou o rosto envergonhada, e colocou o álbum que olhava em cima de uma das pilhas.

  - Eu sei que eu errei – disse. – Mas eu não sei como agir em relação à ele.

  - Se quiser falar a respeito, eu estou aqui.

  - Eu quero sim – assentiu. – tenho que aproveitar enquanto a mãe está fora...

  - Sua mãe é sua amiga, Emily – interrompi. – Mas enfim; o que sente pelo Vincent? – questionei direto, e ela pareceu assustada.

  - Eu não sei – respondeu tão baixinho, que eu pensei não ter entendido. – Eu juro que não sei, vô. Nunca passei por isso antes. Tudo o que compreendo é que eu até gosto da compania dele; e da risada dele, que sempre me faz rir também, apesar de que as piadas que ele conta são horríveis. E dos olhos, ele tem uns olhos tão bonitos... isso significa alguma coisa?

  - Creio que sim – respondi sorrindo. – Eu me sentia assim em relação a sua avó.

     Ela pegou um pequeno porta-retrato e me mostrou. Na imagem em preto e branco, Anne usava um vestido que eu me lembrava ser azul, com a saia rodada na altura dos tornozelos. Seu cabelo esvoaçava e o sorriso encantava qualquer um.

  - Essa era a minha vó? – perguntou.

  - Era sim – respondi tentando reprimir as lágrimas. – Era linda, não era? Você, seu irmão e sua mãe puxaram a beleza dela. Essa foto foi tirada no dia do nosso primeiro aniversário de casamento, e eu sempre a carregava comigo durante a guerra. Ela se chamava Anne – era sempre difícil falar dela, ainda mais usando as palavras no passado.

  - A mãe disse que era muito pequena quando ela morreu, então não se lembrava direito dela.

  - De fato, eu havia acabado de voltar. Rosalie tinha uns quatro anos, ou menos. Foi difícil para mim perde-la, então eu acabei trancando as coisas dela aqui, o que foi egoísta da minha parte pois impedi que Rosie pudesse ter um elo com a mãe.

  - E você nunca mais quis outra mulher? – questionou.

  - Não. E não é porque eu pense que estaria ocupando o lugar dela, já que ela mesma me aconselhou a reencontrar o amor, e alguém que cuidasse da nossa filha. Simplesmente não dava para amar outra que não fosse ela.

  - Por que não me conta toda a história de vocês? – ela pediu.

  - Melhor não, meu bem – respondi desconfortável, já era demais ter que rever as coisas dela.

  - Por favor, vô! – Emily insistiu.

  - Emily, eu não gosto de falar sobre isso! – eu fazia um esforço descomunal para não começar a chorar.

  - Edwin, seu velho chato! – ela disse em uma imitação de Thom, tão perfeita que eu tive que rir. – Vovô, por favor. Talvez possa me ajudar com a minha situação – ela continuou, com mais delicadeza na voz. Vi que eu não teria escolha.

  - Está certo, você venceu – cedi. – Mas tem duas condições mocinha. Primeiro: amanhã, quando o Vince chegar, você vai se desculpar com ele. Segundo: já que começou, termina logo de limpar essa bagunça aqui. Quando sua mãe e Elias chegarem, nos reunimos e eu conto tudo.

  - Muito obrigado, vô! – ela se jogou no meu abraço e beijou meu rosto. – Você é o melhor avô do mundo!

  - E você é a melhor neta, até por que não tenho outras opções! – ri – Vou ali tirar um cochilo enquanto você termina sua limpeza, certo?

  - Certo!

     Ela recomeçou sua faxina e eu saí, fechando a porta atrás de mim. Me tranquei no meu quarto, mas não foi para tirar um cochilo, não. Eu ia era preparar meu psicológico para a segunda rodada de recordações dolorosas.


Notas Finais


Gente desculpa a demora, mas tive um contratempos+preguiça braba+falta de criatividade... aí foi foda! era pra começar uma fic com o Poldi tambem, mas tá super corrido, então começo a postar ela quando eu vier atualizar Under Your Tree.
até a proxima!
bjoss


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