História Undercore - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Undertale
Personagens Frisk
Tags Adaptação, Romance, Undertale
Visualizações 3
Palavras 964
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - A voz da solidão


Fanfic / Fanfiction Undercore - Capítulo 5 - A voz da solidão


[um dia mais tarde após a luta dos três]
[em frente à porta que levava para fora das ruinas]
 

Toriel abraça seus filhos pela ultima vez antes de partirem em sua jornada, Frisk cheia de ferramentas e comida para qualquer emergência durante o percurso e Flowy entrelaçado em sua irmã.
 
- cuidem-se minhas crianças, a partir de agora só poderão depender um do outro. – disse Toriel, com uma voz calma.
- não se preocupe mamãe, você nos treinou bem. – disse Flowy, erguendo uma das vinhas em sinal de força.
- isso mesmo irmão, não importa o que vamos enfrentar, nós vamos libertar esse mundo – disse Frisk, cheia de determinação.
 

Após se despedir, os dois atravessaram a porta para fora das ruinas. A porta se fechou por de trás deles e um grande silencio se instalou no lugar. Ao redor, havia neve e vários pedaços de paredes e pilares cobertos por algum tipo de planta avermelhada. Os irmãos analisaram o cenário, garantiram que não havia perigo e então prosseguiram.
 
- espero não encontrar nenhum monstro por aqui, esse lugar me dá arrepios. – disse Flowy, olhando em volta desconfiado.
- se queremos mudar esse mundo, teremos que mudar os monstros primeiro! Quanto mais nos confrontarmos com eles melhor! – reforçou Frisk, cheia de determinação.
- tem razão! Vamos dar o nosso melhor então! – concordou Flowy, sentindo seu interior se encher pela energia vinda de Frisk.

Caminhando mais a frente, os dois começaram a ouvir uma voz calma, cantando ao fundo quebrando o silencio. Era uma canção triste, cheia de historias melancólicas do passado, de perdas e solidão, ela vinha de um monstro que flutuava mais a frente em uma passagem estreita. O som lhes sufocava, era como se a agonia de mil almas estivesse apertando eles contra o chão. Era uma sensação horrível.
 
- maninha, não estou me sentindo nada bem. – disse Flowy, quase começando a chorar.
- eu sei irmão, me sinto igual, vamos tentar conversar com ele para ver o que há de errado! – disse Frisk, também quase chorando.
 

Eles se aproximaram mais do monstro que parecia uma fantasia de fantasma do dia das bruxas, à medida que se aproximavam, a tristeza aumentava.
 
- desculpe interromper, mas qual é o problema? Por que sua canção é tão triste? Tem alguma maneira de te ajudar? – disse Frisk, se segurando para não chorar.
 

O fantasma não respondeu, na verdade, ele nem notou a presença deles, parecia triste de mais e concentrado de mais em sua musica melancólica. Irritado, Flowy começou a chorar, se entregando a tristeza da musica, provocando assim um forte desconforto a Frisk.
 
-PARE DE CANTAR SEU FANTASMA ESTUPIDO, NÃO VÊ QUE ESTA NOS FAZENDO MAL?! – gritou Flowy, chorando desesperadamente.
- irmão, por favor, se acalme! Gritar, também não está resolvendo nada. Lembre-se do treinamento com a mamãe... Nós temos que agir! – diz Frisk, se encolhendo um pouco, tentando manter a calma, respirando devagar.
 

Ao fundo, por entre algumas árvores estava Sans, o vigia daquela região. Ele se contorcia de risos ao ver aquela situação.
[.S.] mas que perda de tempo [.S.].
[.S.] já faz algum tempo que não via um humano, mas essa garota! Ela parece mais idiota do que qualquer um dos outros HAHAHA... Não vai durar nem um dia nesse mundo [.S.].
[.S.] talvez eu me divirta ♥ um pouco com ela antes de leva-la até o Asgor [.S.].
 

Frisk ouviu um pouco mais da musica, analisando-a calmamente, naquele momento, ela se sentou ao lado do fantasma, fechou os olhos e começou a cantar. Era uma canção calma que contava sobre as belezas do mundo, sobre conhecer pessoas e se divertir com elas, sobre ter esperança que, em algum lugar, alguém vai dar valor a sua existência e que era preciso ter determinação para ser feliz.

O fantasma parou de cantar, ele só conseguia admirar a menina e suas histórias sobre o mundo. Era como se a voz de Frisk transmitisse uma energia tão forte que o preencheu com tais sentimentos.
 
- se sente melhor? Foi meio de improviso, mas espero que tenha gostado! – disse Frisk, dando um sorriso amável.
- foi lindo, nunca conheci alguém que poderia cantar algo tão maravilhoso! Geralmente espanto os outros com minhas canções, ninguém se interessou em ouvi-las ou se quer tentar canta comigo. Meu nome é Napstablook, desculpe se te incomodei com minha musica. – disse o fantasma, com um sorriso tímido no canto de seu rosto.
- é bom cantar para expressar nossos sentimentos, você tem uma bela voz, talvez devesse cantar algo diferente de vez em quando. – disse Frisk, com um sorriso bobo na cara.
- é verdade, de preferencia, algo que não nos faça chorar! – resmunga Flowy, enxugando as lagrimas.
- irmão! É difícil superar a tristeza quando estamos sós, você, melhor do que ninguém deveria saber disso. – retrucou Frisk, com as mãos na cintura.
- ok, ok, me desculpe por isso. – disse Flowy, dando de ombros.
- bom, sempre venho para as ruinas para ficar sozinho, mas é a primeira vez que vejo alguém como você, se for à waterfall, me procure. – disse Napstablook, desaparecendo aos poucos – até mais.
 
Frisk acena, se despedindo, em quanto Flowy, ainda irritado, vira o rosto.
 
- esse monstro não era tão ruim a final de contas. – disse Frisk aliviada.
- melhor não baixar a guarda, com certeza virão outros e não se esqueça de que no final você vai precisar enfrentar o meu pai. – diz Flowy, ainda irritado e preocupado ao mesmo tempo.
- bom, um paço de cada vez. – diz Frisk, andando em direção à floresta.
 

E, lá ao fundo, confuso, Sans simplesmente não entendeu o que tinha acabado de acontecer. Alguém sendo gentil?! Ajudando sem pedir nada em troca?! A única conclusão que ele podia tirar daquilo era...
[.S.] essa garota é estranha [.S.].
 



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