História Undercover Angel - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber
Personagens Hailey Baldwin, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Hailey Baldwin, Jailey, Justin Bieber
Exibições 7
Palavras 3.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


BOA LEITURA

Capítulo 7 - Chapter VII


Justin estava tenso. Cada músculo de seu corpo vibrava ao som dos passos no terraço. A raiva acumulada que lhe corroia por dentro fazia dois dias vinha à tona agora, mais forte que nunca.

Observava as silhuetas pelo vidro da janela: a figura magra de Gregory, Hailey erguendo o rosto, e os lábios se tocando como se fossem amantes.

— Maldito! — As mãos fortes estavam tão fechadas que chegavam a doer.

E ela? Como podia ter feito aquilo? Seu corpo mal esfriara do último encontro e já havia se oferecido a Gregory. Agora ele sabia por que o quadro era tão importante; fora a forma que ela encontrara para se aproximar daquele homem.

A raiva aumentava cada vez mais e bloqueava-lhe a razão. Depois de observar os dois nas últimas quarenta e oito horas, conhecera uma nova espécie de dor, da qual jamais se esqueceria. E agora, vendo-os juntos, sabia que nunca perdoaria.

Mesmo assim, alguma coisa o advertia: bastaria que ela entrasse por aquela porta para que a bomba detonasse dentro dele. Era melhor sair da sala antes que alguém ficasse ferido. Girando nos calcanhares, ele tomou a direção da porta dos fundos. Porém, mal tinha chegado ao cavalete, ouviu a da frente se abrir. Lá estava ela diante dele, com os olhos arregalados.

— Justin, onde você esteve?

Como queria abraçá-la... mas não podia. Ele a odiava. Era sua única defesa. Hailey foi em sua direção e Justin se enrijeceu.

— Não! — O tom autoritário a fez parar. Afinal, ele fora até lá atrás de respostas e tinha que consegui-las. Ou então era melhor cair fora antes de machucá-la.

— Justin, por que você não voltou? Aconteceram tantas coisas... Eu queria lhe contar mas não sabia onde procurá-lo.

— Eu voltei.

— O quê? Quando?

— Há duas noites. Você estava lá no terraço com Tony Gregory... e de camisola. Você o beijou...

— Oh, não! Não foi nada disso. Ele me beijou na testa. E, quanto à camisola, eu já estava indo dormir quando ele chegou. Não, isto é... — Como explicar uma coisa tão simples?

A hesitação dela confirmou as suspeitas de Justin. Então era verdade; ela dormira com Gregory, no dia seguinte que estivera com ele.

—: Onde a senhora esteve ontem à noite? — A fúria deformava-lhe o rosto enquanto esperava que ela lhe mentisse.

— Estive na casa de Tony, mas não é o que você está pensando. Diabos, Justin, quer me ouvir? Deixe que lhe conte o que aconteceu.

Não, ele não podia fazer aquilo. Ela estivera com aquele homem. Tinha-os visto juntos... e passaram a noite na casa de praia de Gregory. Ela ia mentir... ou, pior, ia contar a verdade e isso Justin não suportaria.

— Eu não dormi com Tony. — Seus olhos o desafiavam a questioná-la.

— Não minta! Não minta para mim!

Hailey chegou bem perto e encarou-o dentro dos olhos.

— Eu não dormi com Tony.

Justin sentiu o cheiro do perfume caro daquele homem.

— É mentira! Você está cheirando a ele.                                 

— O quê? Mas como... Ê impossível! Espere, eu já sei. Eu dei um abraço nele, só isso. — Hailey deu um passo para trás. — Justin, por favor, pare de me olhar desse jeito. — Ofegante, ela deu-lhe as costas.

Ele agarrou-a pelo braço e a fez voltar. Seus dedos deixavam-lhe marcas vermelhas na pele. Um som gelado e cruel saiu de dentro dele.

— Como ele é, Hailey? É bruto? Por que não me disse que preferia desse jeito? Diabos, eu posso fazer muito melhor. — Com um puxão violento, ele a puxou para junto de si. Os seios macios acomodaram-se em seu peito enquanto ele a agarrava por trás do pescoço e forçava-lhe a boca de encontro à sua. Beijou-a com crueldade. — É assim que você gosta? — Ele esfregava os lábios nos dela.

— Pare com isso! — Hailey empurrou-o, usando toda sua força.

— O quê? Não está com vontade? Ou talvez pense que não posso pagar seu preço? Já conseguiu o que quis do estúpido motorista de táxi e agora chega, não é?

— Cretino! — ela gritou e se debateu para se livrar daquelas mãos poderosas. — Desapareça da minha frente!

Justin soltou-a e olhou para as próprias mãos como se fossem de outra pessoa. Quando ela virou o rosto, ele ergueu o braço e tocou uma lágrima que lhe escorria pelo rosto.

"Desapareça da minha frente". A voz ecoava dentro dele. Achou que estava ficando louco. Sentia que ela era capaz de fazer com ele o que quisesse. Por que não se afastara enquanto era tempo? Agora, já estava fora de controle.

Ouviu-a suspirar. Seu coração doía a cada pulsação. Deu-lhe as costas e rumou em direção à porta.

— Justin? — A voz seguia-o como um choro de criança. "Continue andando", ele ordenou a si mesmo.

— Espere!

Ele já abrira a porta.

— Não vá embora...!

Continuou ouvindo aquele chamado até entrar no carro e partir.

Um telefone chamou a distância. Muito, muito longe. Longe demais para ser atendido. Tentando não ouvir aquela campainha, Hailey cobriu a cabeça com o travesseiro. O barulho continuava, insistente, até que, por fim, forçou-a a tomar consciência do que estava acontecendo. Levantou o fone e enfiou-o sob os lençóis.

— Hailey, você está aí?

— Sim...

— O que houve? Algum problema?

Apesar de seu estado semiconsciente, ela reconheceu a voz de Tony.

— Não é nada... Tomei alguns sedativos que o médico recomendou.

— Alguns? Quantos? — Havia preocupação na voz dele.

— Apenas dois.

— Bem, pelo menos não vou me preocupar se minhas notícias superestimularem você.

— Notícias? Que notícias? — Ela tirou a cabeça dos lençóis.

— Recebi os jornais de hoje.

Ela ouviu o ruído de páginas do outro lado e olhou o relógio. Eram seis da tarde. Tinha dormido o dia inteiro. Depois que Justin saíra, não se lembrava quando, caíra na cama e tentara acabar com aquela terrível angústia. No desespero, recorrera aos sedativos.

—  ...as críticas são variadas... — A voz de Tony penetrou-lhe no ouvido. — Alguns pre vêem que você será a pintora da temporada. Um deles diz que seu trabalho está imbuído de sutis encantos eróticos. Outro, que eriça os pêlos do braço. Infelizmente, há um artigo sugerindo que você passe a fazer capas de novelas românticas...

— Oh, Tony, o que significa tudo isso? É bom ou ruim?

— Bem, de acordo com os críticos, há uma certa dúvida. Mas isso é só metade da história, a metade menor. Veja só o que aconteceu, Hailey.

— O quê? Por quê?

— Já tenho meia dúzia de pedidos para comprar o seu nu. Todas as vezes tenho recusado polidamente ofertas cada vez maiores.

— Querem comprar o meu quadro? Quem? Por quanto?

— A maioria são mulheres. Ricas, viúvas e provavelmente solitárias. E homens, também. Um dos críticos de arte fez uma oferta para a sua natureza-morta. Ridiculamente baixa. Eu recusei, é claro.

— Recusou? Tony, eu estou louca para me livrar daquilo.

— Agora não mais, minha querida. O seu nu é tão quente quanto você. Eu estou me encarregando pessoalmente dos seus negócios. Preciso de mais cinco quadros, para começar. Faça com que seu advogado entre em contato com o meu logo amanhã cedo para fazermos um contrato. Além da porcentagem, a única exigência é que por dois anos minha galeria tenha a exclusividade de suas obras. Durante esse período, eu me encarregarei da produção das exposições, tanto quanto dos convites...

— Tony, você está indo depressa demais. Eu não tenho advogado.

— Não? — Ele parou de falar, como se nunca tivesse conhecido uma pessoa que não tivesse um assessor jurídico. — Bem... posso lhe emprestar o meu. Por que não marcamos uma consulta? Se isso a faz sentir-se melhor, pediremos que ele mesmo redija Os termos do contrato. Senão, terá todo o tempo que precisar para encontrar alguém que a represente. Essa é uma boa proposta?

—  É, é mais que boa. — Sua mente desviou para Justin. "Oh, o destino e suas artimanhas", pensou Hailey, desconsolada. Por que tinha que ser agora? No estado em que estava, sentia-se incapaz de dar sequer uma pincelada. Por que justo agora tinham que gostar de seus quadros?

A voz de Tony continuou insistindo nos detalhes e martelando suas inseguranças.

Hailey olhou as horas quando o táxi entrou na avenida. Sete e quinze. Mesmo com o trânsito lento, chegaria a tempo para seu encontro com Gordon Brimmer, às nove horas. Não via a hora de estar diante do "grande chefe".

Tony insistira no telefone que pedisse demissão. Ela decidira, em vez disso, pedir um afastamento. Mas isso dependeria da aprovação de Brimmer e do departamento pessoal. Com esse último, não teria problema. Mas com o primeiro...bem, isso ela veria logo.

— Para o edifício do Banco Ocidental — ela informou o motorista, notando que era o mesmo homem que a levara para casa na outra noite. Pareceu não reconhecê-la.

O trânsito seguia lento e ela tinha tempo de pensar nos seus planos dali para a frente. Talvez fosse melhor comprar um carro, pois a condução não seria fácil se fosse trabalhar no estúdio de Tony, em Malibu. Olhava distraída pela janela. Quando o táxi parou num cruzamento, notou o velho seda de Justin esperando no sinal.

— Meu Deus! Vire à esquerda! Siga aquele táxi!

— O quê? — O motorista olhou pelo retrovisor. Seus olhos estreitaram-se. — Ei, você não esteve neste carro na semana passada?

— Não! — O farol ficou verde. — Vire à esquerda. — Ela esticava o pescoço para não perder Justin de vista.

— É proibido, moça. — Ele a olhou pelo espelho e balançou a cabeça. — Não estou a fim de me meter numa cena de perseguição.

Os carros atrás começaram a buzinar. Hailey viu que o táxi de Justin dava sinal para entrar à direita. Ele ia fazer a volta e ela o perderia. Jamais o veria novamente. Ela não tinha opção, nem tempo. Procurou o revólver na bolsa e encostou na orelha do motorista.

— Eu tenho uma arma na mão. Vire à esquerda e siga aquele carro. — O que aconteceria por raptar um táxi? — Lá! Veja, ele está fazendo a volta. Siga-o. — Hailey ordenava sacudindo o revólver.

O carro deu uma guinada para a esquerda, derrapou numa curva e quase bateu num caminhão. Hailey continuava no banco de trás, segurando a arma. Tremia da cabeça aos pés.

— Vá com calma.

— Quer que eu fique calmo? Então venha guiar e deixe que eu seguro a arma. — Ele passava de uma faixa para outra como se estivesse bêbado.

Hailey se agarrou no assento quando fizeram uma curva fechada para a direita, seguindo Justin pela rampa da via expressa.

— Se não pode se acalmar, pelo menos vá mais devagar. Nós vamos ser presos!

— Pouco me importo.

Eles entraram na via expressa. Os pneus daquele louco mal tocavam o asfalto. O acelerador não se afastava do chão. Antes que ela pudesse respirar de novo, o homem alinhou atrás do carro de Justin, tão perto que quase tocou o pára-choque.

Ela estava com um doido! Hailey olhava freneticamente pela janela, pedindo que o sinal ficasse vermelho. Os olhos assustados dos outros motoristas eram a prova de que tudo aquilo era uma loucura.

O doido buzinava sem parar.

— Pare com isso! — De repente, percebeu que ele fazia de propósito. Queria que a polícia os notasse! O tolo achava que isso o impediria de levar um tiro! — Insisto que pare imediatamente!

As palavras mal lhe saíram da boca e o motorista entrou numa rua, seguindo Justin pela descida íngreme. Hailey estava enregelada no encosto do banco quando ele enfiou o pé no breque, fazendo os pneus derraparem. Por pouco não bateram no carro de Justin. Parados lado a lado, os dois táxis esperavam o sinal abrir.

— Oh, não... — Com os olhos arregalados, viu Justin se virar e espiar pela janela aberta. Abaixou-se no banco no mesmo instante em que ele olhou em sua direção.

Aquilo tinha que parar de uma vez por todas. Por mais que ela detestasse coagir as pessoas, não tinha escolha. O farol abriu.

— Agora, fique calmo — ela advertiu o chofer com voz baixa, brandindo o cano do revólver. — E tire as mãos dessa buzina ou sua cabeça voará em mil pedaços.

Ele obedeceu.

Dez minutos depois paravam em frente a um velho prédio de apartamentos, em Venice. Hailey viu Justin sair do carro, subir os degraus e desaparecer por trás de uma porta.

— Quanto lhe devo? — ela perguntou guardando o revólver na bolsa.

— Não atire!

Ela calculou vinte dólares e deu mais cinco por serviços prestados.

— Não precisa esperar.

O homem saiu queimando os pneus no asfalto. Ela balançou a cabeça e suspirou. Aquele louco estava pedindo para sofrer um acidente.

Voltando sua atenção para a tarefa que tinha pela frente, Hailey entrou no prédio. De uma maneira ou de outra, Justin teria que ouvir o seu lado da história. Uma caixa de cartas na entrada dizia-lhe que o apartamento dele era o vinte e dois.

Subiu a escada e bateu na porta. Ninguém respondeu e ela virou a maçaneta. Estava aberta. Da sala dava para ouvir o chuveiro ligado. Ótimo; teria um tempo para se acalmar. Olhou em volta e não acreditou que aquilo fosse uma casa. Mais parecia um depósito de ferro-velho. Sem poder parar, ajoelhou-se no chão e começou a recolher as roupas espalhadas.

O chuveiro foi desligado e ela ficou em pé. Pouco depois, Justin entrou na sala e parou a poucos passos dela.

— O que está fazendo aqui?

— Estou... estou... — De repente, já nem se lembrava mais. De novo não conseguia pensar direito na frente dele. — Nada, eu já estava,de saída.

— Pare! — ele ordenou assim que ela chegou à porta. Hailey olhou para trás e viu que ele vinha atrás. Sacou o revólver e virou-se num salto.

— Pare você!

— Uau! — Ele ergueu os braços. — Já não tivemos essa cena antes? O que devo fazer agora? Tirar as calças? — E as mãos foram direto para o zíper.

— Não faça isso, se quiser viver para vesti-las de novo. Apenas sente-se ali e ouça.                                                   

Hailey relatou minuciosamente tudo o que acontecera desde que ele a deixara em casa naquela noite, depois do encontro no táxi. A teimosia de Justin não foi vencida com facilidade. Por fim, ele aceitou.

— Está bem. Talvez não tenha dormido com ele dessa vez, mas na noite seguinte ficaram juntos até de madrugada.

— Eu estava passando mal — ela insistiu. — Nervosa, preocupada, principalmente por tê-lo visto me olhar daquele jeito na galeria e por ter saído sem dizer uma palavra. — Ela passou o revólver para a mão esquerda e começou a procurar dentro da bolsa a receita do médico. — Aqui está. Quase tive um colapso nervoso. O médico que estava na exposição receitou-me esses sedativos. Tony levou-me até sua casa para que eu repousasse. E não aconteceu nada, droga! Foi só isso! Apesar do que você possa pensar, ele não é homem de se aproveitar de mulheres doentes. E, se ainda não estiver acreditando, telefone para o médico.

Justin examinou a receita e olhou para ela.

— Não dormiu mesmo com ele? Hailey negou com um gesto de cabeça.

No mesmo instante ele tirou o revólver da mão dela e envolveu-a com seus braços.

— Mulher cruel! Sabia que está me levando à loucura?

— Isso é mútuo — ela murmurou erguendo o rosto.

Os olhos dele eram dois cristais azuis. O rosto tensionou-se e os lábios se abriram esperançosos e famintos. Hailey sentiu-se dominada pela impotência. Mesmo que quisesse fazê-lo parar, não conseguiria nunca. Com um gemido abafado, recebeu o beijo e o abraço que lhe provocavam indisfarçáveis tremores. Aquilo era bom demais!

Um som gutural saiu da garganta de Justin e sua mão pressionou o cabelo de Hailey. Interrompendo o beijo, pressionou o rosto dela contra seu peito.

— O que estamos fazendo um com o outro?

— Eu não sei, mas às vezes me assusta.

— A mim também. — Justin sorriu levemente beijando-lhe os cabelos. Apertava-a bem junto de si e respirava devagar mas forte. Depois, suas mãos agarraram-lhe os braços e a puseram diante de seus olhos. — Por que deu o quadro a ele? Diabos, eu não queria que fizesse isso!

— Justin... já que estou sendo completamente honesta, tenho que admitir que pretendia fazer isso o tempo todo, mas não sabia como lhe dizer. Por causa dessa sua idéia maluca de que Tony é um patife esperando para me pegar desprevenida. — Ela fez uma pausa, ergueu o rosto e viu sinais tempestuosos. — Bem, mesmo que seja, sei como lidar com ele... — Os olhos de Justin soltavam faíscas. Será que não entenderia nunca?

— Você é uma artista talentosa, Hailey. Não precisa dele.

— Não, você está errado. Eu preciso, sim. Justin, você está sendo ingênuo. O talento não garante coisa nenhuma. Mesmo que eu conseguisse sem a ajuda e o apoio de Tony, isso levaria anos.

— Que leve anos, e daí?

— Oh, eu não sou tão jovem quanto você. Já esperei muito tempo. Por que deveria esperar mais ainda se não preciso?

— Não se envolva com ele, Hailey.

— É  tarde demais, já estou envolvida. Ele encomendou mais cinco quadros.

— Volte atrás. Ainda pode dizer que não quer.

— Eu não quero dizer isso. Por que o faria?

— Porque estou lhe pedindo, Hailey. Porque será melhor para todos, acredite-me.

— Mas que espécie de motivo é esse? Justin, você percebe o que está fazendo? Está me forçando a escolher entre você e Tony. Por quê? Não precisa ser assim. Meu relacionamento com ele é puramente comercial. Não vai interferir no nosso, eu lhe prometo. Não faça isso, Justin, por favor.

— Eu preciso. — Ele evitava encontrar os olhos dela.

— Mas por quê? Eu não consigo entender.

— Não é você que diz tanto que não se deve julgar as necessidades alheias? Agora está julgando as minhas.

— Não estou julgando, estou questionando. O que você está, pedindo é impossível. A troco de que colocar um  preço desses no nosso relacionamento?

 — Estou lhe dando a linha básica. No momento, não posso fazer mais do que isso. Será que não pode apenas me ouvir e ficar comigo?

— E desistir da oportunidade de toda uma vida? Só porque você acha que Tony é um patife? Justin, isso é ridículo. Se existe mais alguma coisa, diga!

Ele deu-lhe as costas.

— Justin... —As palavras prendiam-se na garganta. — Você está nos afastando.

— Não estou afastando ninguém. Eu já disse o que quero, faça a sua escolha.

— Minha escolha? Está me pedindo que eu sacrifique minha carreira artística para massagear o seu ego de macho? Como posso escolher uma coisa dessas?

— Você acabou de fazê-lo. — Ele virou o rosto com os olhos cheios de lágrimas.

Hailey desceu correndo as escadas do prédio. O peito queimava a cada respiração enquanto ela se apressava para alcançar o ponto de ônibus. Pagou a passagem e afundou-se num banco qualquer. Não podia chorar; nem dentro do ônibus, nem em casa, nem nunca. Prendeu o queixo e conseguiu reter as lágrimas.

Quando chegou em casa, Justin já fazia parte de seu passado. Não lamentaria sua perda, por nada nesse mundo. Não se permitiria chorar por ele.

Uma dor profunda pressionava-lhe o coração. Talvez se alojasse ali para sempre e jamais passasse.

Seu relógio marcava meio-dia. Estava atrasada três horas para o encontro com Gordon Brímmer.



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