História Underground - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Tags Liam Payne
Exibições 1
Palavras 2.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - New Commandment


Caminho até a recepção do prédio a passos largos, a suposta reunião já estava em cima da hora. Me identifico a recepcionista do Bureau que logo permite minha entrada, passo por vários departamentos distribuindo alguns cumprimentos para pessoas que eu nem conhecia ainda. Apenas mais um corredor a esquerda e dou de cara com a porta que ia definir os meus próximos anos de carreira, bato duas vezes e espero um segundo até ouvir um “entre”, respiro profundamente antes de girar a maçaneta, ponho a expressão mais profissional que tenho no rosto e entro na sala.

- Sente-se por favor – um homem de aparência mais velha estende a mão apontando a cadeira a sua frente. Sento sem protestos. – Bom dia, Millie Foust, sim?

-Sim – afirmo com um leve sorriso.

-Obrigado por atender o nosso chamado. A senhorita foi recrutada a alguns meses para o departamento de homicídios, mas hoje daremos um novo cargo a você – isso não estava previsto, antes de abrir a boca em contestação o homem continua – na verdade lhe daremos uma missão, assim por dizer. Já ouviu falar em Liam Payne?

Penso por alguns segundos e com certeza esse nome não me era estranho, algumas lembranças me vem à cabeça.

-Sim, senhor. Assisti ao trabalho de conclusão de curso dele no meu segundo ano de faculdade, foi impressionante, é a lembrança que tenho. Desculpe perguntar, mas o que tem ele?

-Na verdade srta. Foust, suas recomendações são ótimas, você foi escolhida pelos seus superiores para nos informar sobre o trabalho de Payne, ele está em um departamento sozinho há uns meses e não tem nos dado muito o que aproveitar e queremos uma visão mais interna do trabalho dele, entende? – afirmo com a cabeça o encorajando a continuar – queremos relatórios nos reportando cada passo dos seus casos. Se considere a nova parceira dele – aceno com a cabeça novamente, sem palavras, eu seria uma infiltrada no meu primeiro trabalho, que ótimo – Obrigado pela atenção Foust, você começa amanhã, pode se retirar.

Me levanto da cadeira agradecendo com um olhar que não era verdadeiro, eu estava esperando tudo menos isso. Foi a reunião mais rápida da minha vida. Ao virar de costas em direção a porta novamente, me deparo com outro homem sentado em uma cadeira no fundo da sala que até então não tinha visto com a aparência de idade avançada como o outro, mas mais acabado por assim dizer, o cumprimento com um aceno de cabeça e antes de eu sair recebo um conselho com um tom nada sútil de ordem ou seria o contrário?

-Mantenha tudo isso em sigilo, sim? – aceno mais uma vez e saio da sala.

 

 

xx

 

 

Acordo com o despertador, não penso em outra coisa a não ser acabar com aquele som insuportável e o desligo rapidamente, a segunda coisa que me vem à cabeça é “puta merda”. Me levanto sem pressa, o horário me permitia isso. Deixo as gotas violentas do chuveiro caírem no meu rosto enquanto reflito sobre a minha nova posição do FBI. Praticamente 10 anos de esforço e no final das contas me colocam em um departamento de uma pessoa só e o que me recordo dessa pessoa é a extrema inteligência, um pouco de petulância talvez, de maneira geral isso afastava as pessoas, Payne não tinha uma fama muito boa, pelo visto essa fama se arrastou até o trabalho. Porque diabos me coloram nessa situação. Fecho o chuveiro com violência, respiro profundamente como sempre faço para acalmar os ânimos, não funciona tão bem quanto antes, vou em direção ao quarto para me arrumar consequentemente ao dia que me espera também.

Escadas, recepção, identificação, cumprimentos, corredores e mais escadas até me encontrar em uma porta que dava acesso a uma sala de um dos andares inferiores do prédio, aquilo viraria rotina não tenho dúvida. Bato duas vezes e escuto um “entre”, isso me fez lembrar de ontem e não foi uma experiência muito boa, por Deus que isso não se aplique hoje de novo. Entro depois de respirar fundo... como sempre.

Antes de encarar meu novo parceiro de trabalho, as paredes me chamam atenção, fotos e mais fotos conectadas entre si com barbantes de cores diferentes, entre as imagens de corpos e lugares haviam também recortes de jornal, alguns recentes, alguns mais velhos sendo evidenciados pela aparência desgastada do papel. Dirijo meu olhar ao homem sentado à frente em uma cadeira com rodinhas, barba por fazer, cabelos penteados sem esforço, óculos de leitura e olhos a me encarar. Acho que fiquei calada segundos demais.

-Chama atenção, não é? – disse ele quebrando o silêncio e me tirando das minhas análises, o que chamava atenção? Ele chamava atenção? Demorei de novo para responder – estou falando das paredes, se me entendeu errado! – eu sou burra ou o quê?!

-É claro! Chamam sim! – limpei a garganta e estendi a mão – agente Payne, sou a agente...

-Millie Foust – ele estendeu a mão e apertou a minha.

-Sim. Me designaram para trabalhar com você. – sorri um pouco forçada. – Os superiores acham que você precisa de ajuda.

-Ajuda? – ele riu com uma ponta de sarcasmo – achei que estava aqui pra me espionar! – isso com certeza me afetou.

-Está duvidando das minhas credenciais? – o que esse cara fazia para até ele mesmo achar que seria espionado?  Eu não podia demonstrar que isso estava acontecendo – Sou médica...

-Especializada em medicina forense, com excelentes notas se me permite o comentário, a melhor da turma no treinamento preparatório do Bureau e foi mandada para essa salinha em um andar inferior, quem você irritou pra vir parar aqui?

-Na verdade, estou ansiosa para trabalhar com você, e por favor não me interrompa de novo, agradeço – disse séria, a conversa não estava muito boa, se fosse assim sempre alguém por favor poderia me jogar de um avião em movimento!

-Então, ao trabalho!

-Eu não vou ter uma mesa? – olhei ao meu redor e na sala só havia caixas e mais caixas de arquivos e uma mesa com o seu dono obviamente.

-Conquiste a mesa, Foust! – sorriu para mim divertido, só ele estava com esse humor.

-Você é sempre assim, Payne? – o fuzilei com o olhar.

-Bem humorado você quer dizer?

Não tive palavras para responder, na verdade tinha várias, algumas dezenas de palavrões vieram como uma avalanche na minha mente, mas não era apropriado para um primeiro dia, não é verdade? Respirei fundo pela décima vez do dia talvez, perdi as contas. Dei uns passos, pedi licença e me escorei na ponta da mesa de Payne. O encarei desafiadora e cruzei os braços.

-Me mostre o caso então.

 

  

xx

 

 

As luzes se acenderam depois de Payne me mostrar imagens em seu projetor, ele olhou para mim esperando algum comentário como eu não disse nada se pronunciou.

-Qual a sua avaliação?

-Se a porta do escritório do sr. Douglas estava trancada por dentro, a saída de ar é pequena demais para caber uma pessoa e a janela é mais improvável ainda já que fica no oitavo andar, provavelmente o assassino estaria dentro da sala quando acharam o corpo.

-Uma boa proposição Foust, mas não encontraram nada lá e eu sei que vai dizer que depois de horas que abriram a sala o FBI não ia encontrar nada, porém, não encontraram nada nas câmeras de segurança e...

-Tenho uma dúvida, porque esse caso não foi encaminhado à homicídios?

-Se me deixasse continuar – sorriu ele, esse sorriso ia fazer parte da minha rotina também? Está me dando nos nervos – esses casos são especiais, vão além de assassinatos, roubos, desaparecimentos, são os casos que ninguém vê uma solução de imediato. Esse é o meu trabalho... nosso agora!

-Tudo bem então. Já visitou a cena do crime?

-Estava esperando a minha nova parceira – Payne levantou, pegou seu casaco e me esperou fazer o mesmo.

 

 

xx

 

 

Estávamos dentro da sala do sr. Douglas, ainda havia sangue no local. Alguns objetos estavam fora do lugar indicando um provável combate entre a vítima e o assassino. Payne colhia algumas coisas que o interessava enquanto eu observava cada detalhe daquele espaço, tentando montar o crime com a maior exatidão possível, nossos papéis estavam basicamente invertidos naquele momento, já que quem geralmente colhe provas é o especialista forense.

A vítima tinha sido atingida na cabeça, no osso temporal para ser mais exata, com uma decoração de sua escrivaninha, além de causar um trauma no crânio, a hemorragia seguida de não atendimento causara a morte do empresário. Estava revisando as informações que foram apresentadas a mim mais cedo. Como a morte havia ocorrido já estava esclarecido, o porquê e onde estava o culpado estava difícil de prever. Douglas era um empresário, dono de uma construtora famosa na cidade e arredores, conhecido também pelas famosas festas de caridade e doações gordas aos que mais necessitavam, quem ia querer fazer mal a uma pessoa dessas? Washington D.C. estava em luto. Em meio ao meu fluxo de pensamento, meu olhar estava focado no papel de parede que imitava azulejos portugueses, entre alguns desenhos havia uma marca de sangue, coloquei uma luva na mão direita e me pus a tocar a parede...

-Puta merda! – acabei falando alto demais e quase assustei meu novo colega de trabalho – Payne, me ajude aqui.

-O que você achou? – ele se levantou e veio em minha direção.

-É móvel – eu disse sorrindo – uma parte da parede é móvel, me ajude a afastar.

-Como diabos você achou isso?

-Eu disse para não duvidar das minhas credenciais – sorri mais uma vez e antes que ele protestasse eu continuei – essa mancha de sangue aqui me ajudou – apontei para mancha que estava quase na altura do meu rosto.

-Não achei que ia ser tão útil Foust! – disse ele satisfeito enquanto empurrávamos a parede para frente e depois para o lado nos dando passagem para um corredor estreito.

-Vai se f... – respirei fundo... dez... nove... calma Millie, ele deve estar fazendo isso de propósito. Tirei a luva que já havia rasgado com o esforço, peguei a arma que estava do meu coldre, liguei a lanterna com a outra mão e dei o primeiro passo entrando naquela nova passagem – Vai ficar aí, Payne?

-Estou logo atrás de você.

Demos mais alguns passos iluminando uns poucos metros à nossa frente, o final daquele pequeno corredor desembocava em vários outros corredores e em alguns haviam escadas delgadas que davam acesso a outros andares. Aquele lugar era frio e assustador, estava bastante sujo, teias de aranha por todo ele, era de se esperar, quem ia achar e limpar espaços entre as paredes de um prédio comercial?

-Você sabe o que isso significa? – afirmei com a cabeça mesmo sabendo que Payne não veria e respondi.

-Que já sabemos por onde o nosso assassino entrou e saiu livremente. Eu tomaria o maior susto da minha vida se alguém entrasse em meus aposentos pela parede.

No momento em que terminei a frase ouvimos um barulho em um corredor paralelo ao que estávamos, virei e encarei Payne, antes que eu abrisse a boca ele fez sinal com o dedo indicador nos lábios me pedindo que ficasse em silêncio e fez um gesto com a cabeça pedindo que o seguisse, assenti e andei silenciosamente atrás dele.

Após mais uns passos paramos na curva que dava passagem para o outro corredor, ouvi Payne respirar fundo como eu, armas em punho e em um segundo ele gritava “FBI MÃOS AO ALTO”, a luz pouco potente das lanternas não nos deixou identificar o indivíduo que estava em nossas frentes, ele não se demorou muito e começou a correr, disparamos atrás dele, dobramos em mais umas curvas e o perdemos de vista.

-Cacete! – disse Payne com os dentes trincados e respiração ofegante.

-Não adianta irmos atrás dele agora, deve conhecer tudo isso aqui como a palma da mão. – falei cansada colocando a mão no peito – vamos voltar ao Bureau, pelo menos não estamos de mãos vazias. – ele consentiu.

 

 

xx

 

 

De volta a nossa sala, já era final de tarde, Payne tinha um semblante bem explícito de insatisfação, apesar disso ele sorriu e disse.

-Mais uma descoberta brilhante dessas Foust e eu lhe dou uma mesa.

-Acho que a mereço antes mesmo disso – respondi entrando na brincadeira.

-Não se vanglorie tanto senhorita, você está trabalhando em um departamento de um andar inferior.

-Achei uma pessoa mais chata que eu – disse revirando os olhos e quase o mostrando meu dedo do meio. Peguei meu casaco e a minha bolsa – Te vejo amanhã, Payne.

-Até, Foust.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...