História Understood Wishes - Capítulo 7


Escrita por: ~

Visualizações 82
Palavras 4.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Esporte, Lemon, Shonen-Ai, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


May-chan:Gostaria de pedir desculpas pela minha colega que demora demais pra escrever, fica enrolando, e me dá vontade de matar ela. Bom espero q gostem :3..o próximo cap vai ser lançado logo por causa das férias, pelo menos minha parte.
JuhChin: Yooooooooo min'na turu bom? Finalmenteee capítulo novo! Nossa, eu tava com saudades de fazer a introdução pra vocês :( ... Novamente me desculpo com vocês pela demora, eu estava sem ânimo pra escrever porquê estou com uns problemas e outras coisas, e não tinha como a May-chan agilizar, ela até perguntou se podia escrever por mim, mas como sou teimosa e tenho ciúmes da minha parte não deixei hehehe  ̄ε  ̄... Foi meio difícil mas deu tudo certo, estou me sentindo melhor já que irei postar! Enfim, capítulo de hoje é narrado somente pelo nosso amado Beka, decidimos que seria melhor assim, e eu tentei ser muito detalhista por que é algo que tenho dificuldade kkkk.... Espero que vocês gostem desse capítulo, ótima leitura, beijos!♡

Capítulo 7 - O Que Ele Realmente Quer?


~ Otabek on ~

Depois de algumas horas eu já havia desembarcado do avião, eu estava esperando minha mala, olhava ao redor, e... por um relance, vejo de longe um rosto familiar andando pelos arredores, aperto a vista para tentar ver melhor... Yurio? É realmente o Yurio? Não, eu o reconheceria a distâncias, é ele! Eu não acredito... O que ele faz aqui? Começo a sentir calafrios percorrerem por todo o meu corpo, sentia o suor descer pela minha testa mesmo estando frio, sinto minhas pernas tremerem, como se estivessem para partir em sua direção, mas ao mesmo tempo hesitavam... estou muito nervoso. É difícil, o que eu devo fazer? Depois de tudo que houve, eu... pensei estar ao menos um pouco preparado para esse momento, porém, não esperava que o mesmo fosse tão rápido. Permaneço ali, imóvel, sem saber o que fazer, devo estar pálido. Tento prestar mais atenção no Yuri, e percebo que ele estava olhando na minha direção. Merda! Ele me viu certeza! O que eu faço? Fujo? Não, eu não posso fazer isso. Começo à sair sorrateiramente, parece que ele não me viu... ainda bem. Paro meus passos, e me sento à uma cadeira que estava próxima, tenho que me acalmar. Primeiro de tudo o que ele estaria fazendo aqui no aeroporto? Ele está esperando alguém? Segundo, mesmo se ele estivesse esperando alguém, quem seria essa pessoa? Conheço ele mais do que ninguém, e sei que ele não tem muitos amigos, e os que tem eu os conheço, e sei que os que estão fora do país não vem por aqui agora. E terceiro, obviamente sei que ele não irá viajar, afinal não tem nenhuma mala com ele, e não tem ninguém o acompanhando. A única opção plausível seria que... bem, ele viria me ver. Merda, sentia uma ânsia brotar no meu peito, em meio à tanta tristeza, angústias, surgia uma pitada de alegria, que preenchia aos poucos o vazio que eu sentia. Não tenho como saber o que é à não ser que eu mesmo pergunte. Minhas mãos tremiam muito, aperto-as em punhos... volto ao campo de visão do Yuri e começo a caminhar em sua direção. Tenho que ir até ele, não posso esperar as coisas acontecerem simplesmente, não é assim que funciona, é como Erna sempre me dizia, sempre que tenho um problema complicado demais, minha tendência é fugir e fugir, sem ao menos tentar resolver. Sim é verdade que eu sempre sou assim... mas, se eu amo ele, e quero que esteja do meu lado, é minha obrigação fazer isso acontecer. Paro no meio do caminho e respiro fundo... esse nervosismo ta me matando. Começo a ir novamente em sua direção, até finalmente chegar... Ele estava de costas e parecia estar distraído.

- Yuri? - o chamo pelo seu nome e percebo que ele estava surpreso enquanto virava seu olhar para mim... Ele parecia estar nervoso, eu sentia isso, afinal eu não via aquela sua face convencida de sempre, ou aquele olhar de quem não ligava pra nada, era uma expressão que nunca tinha visto. Minha única vontade era de abraçá-lo, dizer o quanto sentia saudades, que eu estava sofrendo por estar longe, que tinha vontade de poder sair com ele novamente, se divertir... essas três semanas que passei fora, foi uma eternidade... Eu estava com tanta saudades Yuri!

- PORRA OTABEK ME DÁ UM SUSTO DESSE NÃO! – gritava Yuri no meio do aeroporto chamando atenção de várias pessoas que logo nos reconheceram.

- Vamos tentar ir pra outro lugar.– digo enquanto saíamos tentando fugir das pessoas que estavam se juntando ao nosso redor.

- O que faz aqui? - pergunto-lhe tentando tirar o nervosismo.

- Ah, bem, é que sabe... Me disseram que você voltaria da viagem nesse aeroporto, e pensei que seria bom vir... Já faz algum tempo né? - diz ele.

- Sim, faz um bom tempo — nem tão bom assim — . - respondo-lhe.

- Bem, já que você está aqui, quer passar em algum lugar pra comer, ou você já vai pra casa? É bom que a gente escapa deles. – pergunto dando um sorriso de leve.

- Boa idéia, por quê esse povo é tão irritante?! – bufa Yuri irritado.

  Não muito longe dalí havia um MC Donald's, então resolvermos ir, afinal levava pouco tempo no percurso até lá, fizemos nossos pedidos e conversamos o final da tarde inteira, tínhamos tantos assuntos para falar, tantas coisas tinham acontecido, fazia muito tempo que não conversávamos assim, eu estava realmente feliz, por mais que não seja algo grandioso, me sentia tão bem, pelo fato do Yuri ter vindo me ver, por estarmos conversando assim... É como se nada de ruim tivesse acontecido, como se simplesmente esse momento de alegria estivesse apagando tudo de ruim que está dentro do meu peito. A noite já tinha chegado, eram aproximadamente 19:30, estávamos finalmente saindo do MC Donald's depois de passar tanto tempo.

- Então, você vai chamar um táxi? - perguntava Yuri.

- Sim... - digo o respondendo.

- E a sua moto? - perguntava novamente Yuri.

- Ah bem... Não vou poder dirigir ela por um tempo. - digo virando um pouco o rosto.

- Por quê? - Yuri não perdia a oportunidade e voltava a perguntar de novo... Bem não acho que devo omitir o acidente pra ele.

- É que eu sofri um acidente enquanto dirigia ela... Tive um deslocamento no braço e mesmo que eu já tenha me recuperado, o médico me recomendou que eu passasse um tempo sem andar nela, fora que ela não está comigo no momento. - digo explicando um pouco.

- Am? Você é idiota?! Como assim você se acidentou?  E por quê você não me contou? -  calma lá Yuri... eram tantas as perguntas que eu não sabia por onde começar, e claro, não queria falar algo que o fizesse ficar culpado, até porquê isso aconteceu logo após o beijo...

- Bem, é apenas porquê eu não prestei atenção no sinal e veio um carro na minha direção, consegui desviar, mas ainda assim peguei um pouco do impacto, e com a queda meio que piorou tudo... Passei duas semanas com a tipóia, tive outros ferimentos na perna e ia as vezes no médico, todos estavam preocupados com medo de que eu não voltasse a patinar, mas tudo ocorreu bem. E eu não queria te contar porque, pensei que você ficaria irritado ou algo do tipo... - digo explicando.

- Claro que eu ficaria irritado seu idiooota! Não imagino você distraído ao ponto de se acidentar já que é atencioso com tudo, o que passava na sua cabeça? Ainda bem que não foi nada mais sério. - dizia Yuri meio irritado.

  Eu já havia ligado para o táxi, e o mesmo tinha chegado para nos buscar, porém, não sei se é impressão minha mas o Yuri ta tão quieto... Talvez ele esteja cansado? Logo ao pensar isso percebo Yuri se aproximar de mim lentamente...

- Yuri? - olho para o seu rosto mas não consigo ver nada, seu cabelo cobrira o rosto por inteiro. Ele aproximava-se mais e mais até se encostar no meu ombro. Hm? Ah. Ele havia cochilado... sorriso quem consegue dormir tão rápido assim? Ainda mais, como ele consegue ficar tão indefeso perto de mim depois do que houve? Eu observava seu rosto, o cabelo havia deslizado para um lado, fazendo com que eu pudesse ver seu rosto claramente, seus lábios estavam um pouco corados, suas bochechas rosadas, e pelas luzes da cidade refletidas através dos vidros, seus cílios brilhavam... Ele é tão lindo... Inconscientemente sentia minha mão pairar sobre sua cabeça apalpando com toques suaves... o que eu estou fazendo? Yuri se mexia e abria seus olhos... Fudeu... O quê que eu to fazendo? O que eu falo pra ele? Ele vai pensar que sou um tarado isso sim TUDO MENOS ISSO!

- Yu-yu-yuri, foi mal é que... - fui interrompido pela voz do taxista dizendo que chegamos ao primeiro destino.

- O que foi Otabek? - perguntava Yuri sonolento.

- Aa-ah é que já chegamos, e eu sabe.. estava tentando lhe acordar! - digo meio nervoso, merdaaaaa, usei essa desculpa esfarrapada mas não acho que vá dar certo. Yurio olha em volta e percebia que estava sobre meu ombro, e que sua mão estava em cima de uma das minhas.

- Aaaar! Eu não percebi isso, foi mal Otabek! Enfim vou saindo, até mais! - dizia Yuri se alertando rapidamente e saindo do carro.

- Não, tudo bem, até mais. Diga para o seu avô que venho o visitar depois. - digo me aproximando do vidro do carro.

- Ok. - dizia ele saindo. Em seguida o táxi foi me deixar em casa, não demorava muito, mas eu estava tão cansado, só queria ir logo para o apartamento me deitar. Ao chegar não penso duas vezes apenas deixo minha mala encostada na cama e me deito... Ah, como é bom, devo banhar-me logo, se eu ficar assim e o sono chegar já era. Preparo o banho e relaxo, hoje realmente foi um dia bom, tinha algumas desavenças por eu não conseguir tirar as coisas ruins que fiz da minha cabeça, e por esse motivo as vezes eu não conseguia o olhar nos olhos, mas, ver o Yuri me tratar como normalmente trata foi reconfortante de certa forma... Mas eu meio que me senti decepcionado, porquê? Ainda continuo confuso depois de tudo... Me vesti e preparei um lanche, liguei a TV mas não passava algo que me agradasse muito. Deitei-me na cama e peguei o celular, tem uma nova mensagem... de quem será? Yuri! Dizia assim: “Depois de tanto tempo sem sair contigo hoje foi legal, vamos sair mais vezes.”... Dei um sorrisinho de leve, porquê eu deveria me sentir desapontado? Yuri é meu amigo depois de tudo... isso deveria ser o suficiente... ou, era o que eu pensava antes... Não entendo mais, á algum tempo eu me sentia satisfeito em apenas sair com ele, conversar como amigos, mas... de um tempo pra cá, eu não... eu não sei dizer o que eu sinto... eu tenho vontade de tocá-lo, de abraçá-lo, e é tão difícil controlar, e por isso sempre acabo fazendo bobagem, a única maneira de me livrar de tudo isso, seria dizendo logo tudo o que sinto para ele, mas, tenho receio... e se ele recusar? Talvez não sejamos sequer amigos depois disso... Mas eu deveria tentar? Dou um suspiro longo... Não, porque eu ainda estou indeciso? É claro que eu devo tentar, mas antes de pensar nisso tem o seu aniversário, e apesar de eu saber seus gostos, sou muito indeciso no que escolher. Amanhã então, irei procurar por algo, agora é melhor eu ir dormir, antes irei responder sua mensagem: "Sim hoje foi muito legal, fico feliz que você também ache o mesmo... Boa noite.".

No dia seguinte fui a procura do seu presente, não foi nada fácil... Logo depois fui buscar minha moto, que mesmo sem muitos danos tinha sido consertada e estava com meu técnico. Eu estava com vontade de ir no rinque, mas achei melhor ir outra hora, gastei boa parte do meu dia, então quero ir pra casa, eu estava cansado, ajeitei meu apartamento e após isso peguei no sono... Acordava no dia seguinte com uma ligação.

- “Alô, Otabek?” - dizia Yuri no telefone.

- Alô, Yuri, o que foi? - digo sonolento.

- “Você está livre hoje?” - perguntava Yuri.

- Sim estou, porquê? - digo perguntando.

- "Ah, pois daqui a pouco vou aí, estou levando também um filme pra gente assistir, agora tchau, vovô ta me chamando!” - Yuri desligava a ligação.

- Que horas são agora? - sussurro baixinho.

Eram 14:17, já é essa hora? Nossa, eu dormi muito... Bem é estranho o Yuri falar de repente que vem, mas não tenho nada a esconder fora o seu presen... MEU SENHOR, O PRESENTE DO YURI! NÃO É ALGO QUE EU SIMPLESMENTE POSSA ESCONDER O QUE EU FAÇO? Ando pelo apartamento inteiro procurando um lugar no qual eu pudesse esconder mas... o presente dele faz “barulho” e... ele se “mexe” então não ia dar pra esconder, o que eu faço? Não conheço ninguém aqui que possa ficar com ele, não pera.... tem alguém que pode.

Me arrumo, pego o presente dele e coloco na sua “caixa”, pego também a moto e vou até a casa do Yuuri Katsuki. Por mais que eu quisesse ir rápido, eu não podia por causa do presente, ao chegar toco a campainha e Yuuri aparece.

- Otabek? O que faz aqui? Que raro. - dizia Yuuri surpreso.

- Yuuri, se não for incômodo poderia cuidar “dele” até talvez essa noite? - pergunto isso e logo explico a situação.

- Sim, claro que posso, porém MakkaChin talvez não vá gostar “dele”... - dizia Yuuri.

- Desculpe pelo incômodo... - digo constrangido.

- Não não, de modo algum, é até divertido haha! Mas esse presente é a cara do Yuri, além de ser fofo, tenho certeza que ele vai gostar! - dizia Yuri.

- Sério? Espero que sim... - digo soltando um sorriso de leve. Ao olhar para o corredor percebo Victor olhando para gente enquanto tentava se esconder, ele olhava com um olhar com raiva porém mimado ao mesmo tempo.

- Yuuri... - dizia ele com voz mimada.

- O que foi Victor? E porquê você ta se escondendo aí? - falava Yuuri.

- Nada não, desculpa interromper a conversa que parecia estar tããão boa né... Com vários sorrisos... Primeiro o Yuri agora o Otabek? Quem vai ser o próximo? Você realmente cansou de mim? Vou atrás do MakkaChin. - dizia Victor com cara mimada e uma lágrima no rosto e que ia saindo aos poucos.

- Não é isso Victor, volta aqui. - dizia Yuri indo até ele, e logo explica a situação.

- Hmmm... Já que é assim. - dizia ele voltando a sua face normal - mas você disse que ele ia logo, será se ele já não está lá? - dizia Victor.

- Verdade! - digo me levantando rapidamente - então até mais! Muito obrigado, fico devendo à vocês agora, tchau.

- Não, a gente é que agradece por sempre estar com o Yuri, saiba que eu apoio! - dizia Yuuri com um sorriso enorme.

- Eu não apoio – dizia Victor cruzando os braços e virando o rosto – não sei suas verdadeiras intenções em relação ao Yuri, mas, só dessa vez... Ele é como um filho pra mim, não faça nada imprudente. - dizia Victor com uma face séria, mas que logo abria um sorriso.

- Ok, obrigado. - digo agradecendo.

- ISSO NÃO QUER DIZER QUE EU ACEITO TÁ? SE EU SOUBER QUE VOCÊ FEZ ALGO COM ELE VOCÊ VAI VER! – dizia Victor na porta, pego a moto e volto, na ida passo em um supermercado e compro alguns salgados, bebidas, tenho certeza que ele não irá trazer. Ao entrar em casa percebo que ele já tinha entrado.

- Ah você chegou, onde tava? Eu te mandei um monte de mensagens e ligações mas não obtinha resposta alguma, aí eu entrei logo. E o motivo pelo qual você não atendia era porque tinha deixado o celular no sofá. Onde tinha ido? - mal eu tinha chegado e o Yuri mandava uma bomba de reclamações risada ele não muda mesmo.

- Eu tinha ido comprar um lanche, tenho certeza que você não trouxe, estou correto? - pergunto.

- S-Sim está... mas quem tinha que providenciar isso era você, já que eu que viria pra cá. - dizia ele tentando me contrariar, você não vai conseguir.

- Mas foi você que se ofereceu para vir aqui e ainda mais avisou do nada. - digo o contrariando.

- C-cala a boca, não quero mais saber de nada. Você comprou pudim também? - dizia Yuri irritado logo mudando de assunto, dou uma risada.

- Tá rindo do quê? Virei palhaço foi? Quem tá muito palhaço aqui é você não ta achando não?! - dizia Yuri ainda mais irritado.

- Comprei sim, mas vou deixar na geladeira um pouco, antes de irmos assistir quero almoçar. - digo ao Yuri.

- Ok, falando nisso, o que era aquela ração e leite no chão? Fui procurar você no quarto pensando que tinha dado um enfarto sei lá, e encontrei no corredor, você ta criando algum animal? – perguntava Yuri... Ultimamente ele ta mais afiado que o normal.

- Aah é que, é-é que... – digo gaguejando e virando o rosto – uma amiga minha veio deixar a gatinha dela comigo, por-porquê ela ia sair e não tinha com quem deixar sabe? – meu senhor sou péssimo em mentir.

- Hmmm... Uma “amiga” hein... Que amiga? Você ta aqui a pouco tempo, e que eu saiba ainda não fez nenhum amigo, isso me soa estranho. – dizia Yuri desconfiado.

- S-sim uma amiga, ela estudava na mesma escola que a minha no Cazaquistão, e se mudou pra Rússia pra morar com o Marido. – digo tentando explicar.

- Ah, então ela já é casada... – dizia Yuri sussurrando porém eu não conseguia ouvi-lo.

- Bem, se é assim... Eu acredito, vai logo almoçar. – dizia Yuri ligando logo a TV.

Esquento uma marmita que eu tinha deixado, e logo colocávamos o filme, já eram aproximadamente 16:20, era um filme de suspense, mistério e terror, Yuri gostava muito desse tipo de filme. No decorrer do filme tudo ocorria normalmente, a gente comia os salgados e doces, Yuri prestava atenção no filme enquanto dava suas críticas em relação aos personagens, e eu obviamente estava muito nervoso, mesmo tentando não transparecer. Estava acabando o filme e eram apenas 18:15, por ser cedo Yuri disse que queria assistir  a parte 2 do filme, porém essa segunda parte como posso dizer... Tinha umas partes meio inadequadas e romântica ao mesmo tempo, eu estava envergonhado e sentia que Yuri também.

- O-os salgados e refrigerantes estão acabando vou buscar mais. – dizia Yuri se levantando para sair.

- O-ok, então leve essas embalagens que você jogou no chão. – digo.

- Que saco. – dizia ele sussurrando pensando que eu não iria escutar. Ele estava passando na minha frente e se abaixava para pegar as embalagens quando se desequilibra caindo em cima de mim, suas mãos se seguravam no sofá na mesma altura dos meus ombros, seus joelhos estavam encostados nos meus, e... O seu rosto estava muito, muito próximo ao meu, tanto que eu sentia a ponta dos seus fios de cabelo encostando no meu rosto, eu sentia sua respiração ofegante e seus olhos me encarando.

- Yuri, você ta bem? Quer ajuda pra levantar? – digo virando um pouco o rosto.

- Não, não precisa, porquê você está virando o rosto? – dizia ele sério.

- É porquê meu rosto está próximo do seu, e talvez você se sentisse incomodado com isso. – digo ainda com o rosto virado.

- E porquê eu deveria me sentir incomodado? – dizia ele ainda me encarando firmemente.

- Você sabe... por causa do beijo. – digo sério ainda com o rosto virando.

- Antes eu me incomodava, agora não... idiota... – sinto uma das mãos de Yuri segurarem meu rosto, o virando para eu o encarar, era realmente difícil encará-lo quando ele estava tão perto, mas, porquê ele está tão sério? Ele estava com a expressão um pouco triste... Yuri se aproxima mais e... Sinto suavemente seus lábios tocarem nos meus, começando um beijo lento, as luzes estavam apagadas e a única iluminação que se obtinha no cômodo era da cidade e da TV, e apesar do barulho dela tomar espaço pela casa, conseguia escutar seus suspiros, mesmo que eu estivesse esperando tanto por esse momento me sinto muito confuso,  porquê ele está fazendo isso? É totalmente sem nexo, mas, o pior de tudo é que mesmo que eu queira muito afastá-lo... eu... eu não consigo. O beijo ainda estava calmo, sentia seus lábios se movendo lentamente, era um beijo tão doce, isso... isso é tão bom mas, não posso... Paro o beijo e olho para ele.

- Yuri? – digo confuso.

- O quê? Você quer isso que eu sei, só cala a boca. – dizia Yuri um pouco sério mas logo abria um pequeno sorriso de lado, e que sorriso da porra... Ele voltava a me beijar, era um beijo mais intenso, ele não usava a língua mas... Pe-pe-pera Yuri?? O que ele ta fazendo? Yuri se sentava em cima das minhas pernas de frente para mim, suas pernas estavam separadas e seus joelhos se apoiavam no sofá e puta que pariu... Eu sentia seu... seu... ENFIM... Eu não sei o porquê dele iniciar esse beijo bem do nada, e ele está tão diferente, tão sensual, só nos separávamos  do beijo quando  realmente estávamos sem fôlego algum, e quando isso acontecia Yuri sempre me lançava um olhar tão sensual, seus olhos brilhavam como se estivessem olhando para uma presa, exatamente igual aos felinos, seu rosto corado mostrava que mesmo que estivesse envergonhado o seu lado ousado vinha à dominá-lo, e a cada gesto que ele dava fazia com que eu ficasse cada vez mais excitado. Eu não conseguia resistir, era como uma tentação, pior que água no deserto, essa cede insaciável que eu sinto não é algo que qualquer pessoa possa resolver, apenas ele e somente ele tem esse poder.

A medida que o tempo passava seus lábios que há pouco estavam gelados, agora estavam completamente aquecidos nos meus, seus lábios pequenos me devoravam com tanta voracidade e uma vez ou outra eu lhe dava pequenas mordidas na parte inferior, suas mãos passavam pelo meu peitoral e minha mão próxima da sua bunda, muitas vezes eu sentia suas pernas se contraírem e suas mãos me abraçarem com força, de leve eu dava algumas mordidas e alguns puxões de cabelo, e a cada ação dessa eu sentia ele se arrepiar, isso me fazia querer provocar mais, seus braços passavam por volta do meu pescoço, algumas vezes ele vinha com uma das mãos acariciar meu rosto enquanto auxiliava no beijo, e ver ele sentado em cima de mim me deixava muito excitado, ainda mais pelo fato de que ele roçava um pouco na região do meu membro conforme ia se mexendo.

Depois de algum tempo ainda estávamos lá, no sofá, o beijo estava um pouco mais lento, até que Yuri parava o beijo e olhava para mim, não sei que pensamentos rodavam por sua cabeça, mas, seu rosto estava sério, era um olhar sério que oscilava em uma face um pouco triste e envergonhada.

- Beka... – dizia Yuri me abraçando e dando um breve silêncio – Sabe eu queria te dizer algo que há algum tempo está me incomodando... – Yuri era interrompido pela campainha que nos dava um susto. Ele se levanta e olha o celular – Merda... São 18:51 é o Vovô, eu tinha prometidos ir jantar com ele hoje, então, tchau.

- ... – ainda em choque pelo beijo eu estava no sofá, ele saia e não dava nenhuma explicação pelo que houve, parecia que ele ia dizer algo, e ele me chamou de Beka? Dentre todos os acontecimentos esse é o menos intrigante, no momento o que me incomoda é que depois que ele havia parado o beijo, sua face demonstrava tristeza e seus olhos mostravam sinais de arrependimento... Isso me deixa preocupado, porquê ele fez aquela expressão? Porquê ele parecia estar tão arrependido? Aaaaaaah porquê o Yuri faz isso comigo? Ele gosta de me deixar confuso? Primeiro ele me rejeita e me trata um tanto mal, agora ele vem e me beija  do nada? Não sei mais o que pensar... ele havia dito que nunca tinha beijado alguém e que não tinha nenhuma experiência amorosa, mas, pra quem não tem experiência, puta merda... você aprendeu a beijar e provocar assim como? Eu estava muito confuso no começo do beijo, na verdade ainda hoje tô... mas nem eu seria bobo e burro o suficiente pra deixar uma chance dessa passar assim.

Me levanto e vou para a varanda com um cigarro, e o pior é que ele faz o começo do trabalho, me deixa excitado e não termina... Vou ter que terminar no banheiro...


Notas Finais


JuhChin: Volteeeei, e aí o que acharam dessa capítulo? Eu particularmente gostei muito como algo que fiz hehe mesmo que eu ainda precise melhorar muuuuito.
Então o que vocês acham que é o presente do Yuri? Me digam hehe, quero saber se irão acertar (〜^∇^)〜
Nossa eu nunca pensei que seria tão difícil adicionar humor na parte do Otabek, por ele ser sério é algo que não dá pra simplemente jogar lá e paaah criei comédia, não, tem que esperar o momento certo, e é bem mais fácil adicionar quando ele tá com o Yurio ou Victor! Em breve irá sair o próximo capítulo, ele já está sendo feito, esperem anciosas! Tchau até o próximo capítulo! (^_^)


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